MELHOR FOTOGRAFIA
Emmanuel Lubezki (Tree of Life)
“ (…) sem contar com a indiscutível beleza dos seus planos.”
Eduardo Serra (Harry Potter and the Deathly Hallows part 2)
Roger Deakins (True Grit)
MELHOR EFEITOS VISUAIS
The Rise of the Planet of the Apes, Rupert Wyatt
“ (…) a fita Wyatt é espectacular na sua tradução tecnológica, ou seja nos efeitos visuais, principalmente aqueles que compõe o nosso primata protagonista com excepcional empenho de Serkis em preenche-lo.”
Tron Legacy, Joseph Kosinski
The Adventures of Tintim – The Secret of the Unicorn, Steven Spielberg
MELHOR BANDA SONORA
Alexander Desplat (Tree of Life)
“Nessa recolha de imagens temos algumas de teor tão belo que chegamos a calar-nos putrefactos, perante nós temos uma surpreendente colectânea de visuais espaciais de quasares, galáxias, estrelas e planetas, ao som de emotivo Lacrimosa”
Cliff Martinez (Drive)
Daft Punk (Tron Legacy)
MELHOR BLOCKBUSTER
Rise of the Planet of the Apes, Ruper Wyatt
“Um dos melhores filmes entretenimento deste Verão e ao contrário de um certo Fast Five, não é preciso desligar o cérebro.”
Harry Potter and the Deathly Hallows part 2, David Yates
The Adventures of Tintim – The Secret of the Unicorn, Steven Spielberg
MELHOR SEQUÊNCIA DE ACÇÂO
A perseguição em Marrocos (The Adventures of Tintim – The Secret of the Unicorn)
“ (…) uma caça ao tesouro sem precedentes, sequências de acção mirabolantes (repara-se o beneficio dos efeitos visuais em criar acção quase impossível de captar em acção real) (…)”
Perseguição final (Fast Five)
Babydoll vs Samurais Shogun (Sucker Punch)
MELHOR PERSONAGEM
Drive (Ryan Gosling, Drive)
“(…) se revela como um episódio de nostalgia que nos refere Gosling como um futuro Robert DeNiro, ao desempenhar a sua personagem com eventual imprevisibilidade (vem-nos á memoria Taxi Driver).”
Caesar (Andy Serkis, Rise of the Planet of the Apes)
Rango (Johnny Depp, Rango)
SURPRESA DO ANO
Rise of the Planet of the Apes (Rupert Wyatt)
“ (…) agora com um tratamento mais sofisticado do tema e previsivelmente no campo dos efeitos visuais, The Rise of the Planet of the Apes tornou-se no filme surpresa deste Verão bem concorrido. Onde surpreendentemente arrecadou em todo o Mundo uma quantia de respeito de 470 milhões de dólares.”
Rango (Gore Verbinski)
X-Men: First Class (Matthew Vaughn)
MOMENTO DO ANO
O recital (Black Swan)
“Darren Aronofsky nos apresenta um filme controlado pelo espírito do bailet, numa convencional visão da obra-prima musical de Tchaikovsky que se converte num ensaio sobre o medo, paranóia e exploração da personalidade humana realçando a dualidade psicológica e de consciência.”
A escalada ao Burj Khalifa, Dubai (Mission: Impossible – Ghost Protocol)
O monólogo alucinado de James Franco (127 Hours)
E para o leitor? Quais foram os melhores do ano?
Tudo passa-se de uma GRANDE mal-entendido!
Afirma-se que Alfred Hitchcock inseriu em 1960 um tipo de personagem que o cinema não ousava em integrar, o psicopata, e o fez com grande valor e mediatismo na sua obra-prima Psycho. Anthony Perkins foi o actor elegido para interpretar a figura antagónica da obra, Norman Bates, inspiração alusiva ao real Ed Gein, que tanto chocou a América nos anos 50. A partir daí surgiram muitas outras obras que consideraram a personagem do psicopata um momento chave, porém tal figura se transformou e divergiu com o passar dos anos, sendo que de um lado tempos a psicopatia como obra de puro génio contudo utilizado de modo macabro e do outro temos as limitações educacionais como o isolamento territorial como motivo para as praticas homicidas, esta ultima é aquilo que vulgarmente chamamos do “pacóvio”.
Realizado por Eli Craig, Tucker & Dale Vs Evil não é um dos exemplos desse estereótipo do camponês que decide elaborar massacres ou algo do género, não, trata-se apenas de uma paródia sobre os preconceitos que tal personagem convive no panorama cinematográfico. E é então que seguimos a história de dois amigos ditamente saloios que decidem passar férias na sua casa de campo, que para muitos assemelha-se á cabana inspirada na saga de terror Evil Dead. Porém as suas férias se interligarão com um campismo de um grupo de jovens académicos amedrontados sem razão com a figura da dupla, sendo que este “choque” cultural irá desencadear inúmeros mal entendidos que acabaram por se tornar mortíferos.
Trata-se de uma combinação agradável de comédia e terror que brinca inconsequentemente com os ingredientes que compõem este tipo de filmes, de certa forma como o primeiro Scary Movie fez com o slasher movie, todavia a fita de Eli Craig é menos ridículo, mais coerente e inteligente. O espectador é assim apanhado de surpresa no seio de uma catástrofe de equivocações que resultarão em gags ingénuos e divertidos. Mesmo com aparência meio série B, Tucker & Dale Vs Evil está mais próximo de um Evil Dead de Sam Raimi que da muita palhaçada o qual são feitos os filmes que a obra de Eli Craig homenageia, para finalizar devo salientar que o elenco realmente ajuda, sendo que a dupla Tyler Labine e Alan Tudyk é impagável e quimicamente bem-sucedida. Destaque para Katrina Bowden!
Real.: Eli Craig / Int.: Tyler Labine, Alan Tudyk, Katrina Bowden
A família é tudo, mesmo na margem da lei!
Eis uma das obras obrigatórias para qualquer cinéfilo e não só, para todos que conhecem minimamente o cinema, The Godfather é aquele que se deve considerar, o mais amado de todos os filmes norte-americanos. Uma adaptação de Francis Ford Coppola de um conto homónimo de Mario Puzzo, um retrato detalhista da máfia italo-americana mas acima de tudo um épico patriarcal sobre ascensão de poder e noção de família. O Padrinho, titulo em português, se traduz como o elemento máximo da família e claramente dos seus negócios obscuros – o crime organizado.
A obra inicia com o casamento da filha do “chefão”, interpretado por um Marlon Brando imaculado, quase fónico, ressuscitado das cinzas, o inigualável Don Vito Corleone, que se tornará numa das personagens mais referenciadas e influentes de Hollywood. Porém sob o disfarce de uma festa matrimonial, um ritual cuidadoso ocorre dentro duma sala, quando os mais variados subordinados e não só, apresentam-se a Corleone e fazem o seu pedido, quase irrecusável para o mesmo. A partir deste momento o espectador começa a aperceber como organizado é esta comunidade criminosa, mas ao mesmo tempo tem em conta o quanto importante é a família e as suas relações mesmo em clima marginal. A intriga ganha carga dramática quando o grande Corleone é alvejado e quase á mercê da morte, Michael (Al Pacino), um dos seus filhos e todos o que menos interessado está em relação aos negócios do pai, decide actual vingativamente sob aqueles que cometeram tal acto de brutalidade, sendo que tal se vê envolvido na teia de crime e torna-se no herdeiro ao “trono”.
A fita fez de Al Pacino, James Caan e Robert Duvall em estrelas e garantiu a Marlon Brando o seu segundo Óscar, apesar de este ter recusado sendo que no seu lugar para a atribuição do prémio, surgiu uma falsa índia em protesto ao tratamento e a discriminação dos nativos norte-americanos nas produções de Hollywood. The Godfather ainda conta com as prestações femininas de Diane Keaton e Talia Shire (anos antes de se tornar no amor predilecto de Sylvester Stallone na saga Rocky Balboa), que se tornam dois pilares de suspensão para a personagem de Michael Corleone, o qual se nota um desenvolvimento nato de caracter ao longo da história.
A fita fez de Francis Ford Coppola num dos mais notórios cineastas do seu tempo, ainda hoje uma lenda viva que parece não ser estimada como devia. Como já conseguiram perceber, a fita de 1972 é de uma importância histórica reconhecível, dele nasceram grandes estrelas e profissionais como também renasceram lendas incólumes do cinema em geral. Pode não ser fácil de visualizar, aliás são três horas de duração, porém a intriga é dinâmica e altamente detalhada que faz da obra uma sedução cinematográfica. É uma obra-prima com certeza, e quiçá um dos melhores filmes alguma vez feitos.
"I'm gonna make him an offer he can't refuse."
Real.: Francis Ford Coppola / Int.: Marlon Brando, Al Pacino, James Caan, Richard S. Castellano, Robert Duvall, Sterling Hayden, John Marley, Richard Conte, Al Lettieri, Diane Keaton, Abe Vigoda, Talia Shire, Gianni Russo, John Cazale
Real.: Will Gluck / Int.: Justin Timberlake, Mila Kunis, Patricia Clarkson
Filme – uma divertida e bem-disposta sátira comédias românticas que funciona como uma apresentação da química bem-sucedidamente obtida por Timberlake e Kunis. A temática envolve sexo sem compromissos, algo muito idêntico ao No Strings Attached de Ivan Reitman, mas na fita de Will Gluck, os gags são mais atrevidos e o ritmo mais sexy. A infelicidade é que cedo cai nos erros usuais deste tipo de fita, é que a crítica ao romance se revela afinal num “wannabe”.
AUDIO
Inglês Dolby Digital 5.1
Checo Dolby Digital 5.1
Húngaro Dolby Digital 5.1
Turco Dolby Digital 5.1
Russo Dolby Digital 5.1
Polaco Dolby Digital 5.1
LEGENDAS
Português
Inglês
Árabe
Búlgaro
Croata
Checo
Estónio
Grego
Hebreu
Hindi
Islandês
Lituano
Polaco
Romeno
Russo
Sérvio
Eslovaco
Turco
EXTRAS
Comentários com Escritor/Realizador Will Gluck, Justin Timberlake e Mila Kunis
Cenas Eliminadas com Comentários Opcionais
Ver Também
Distribuidora – PRIS Audiovisuais, SA

Jim Sturgess (21) e Kirsten Dunst (Melancholia) serão os protagonistas de Upside Down, aquele que segundo o realizador argentino, Juan Diegos Solanas, apelida de ser o blockbuster indie do ano. A temática da fita não é simples, porém passo a explicar: suponham que existem dois mundos paralelos, e falo de maneira literal e física, cada um de pernas pro ar para com o outro, sem qualquer tipo de ligação. Difícil de digerir!? Pois, agora imaginem que existe um romance algo do tipo Romeo e Julieta entre esses dois mundos. Ambicioso!? Sim, e pelo trailer somos cativados para uma espécie de Inception romântico, onde o jogo visual é tudo, e esperemos para o bem deste que não seja o total. Upside Down ainda não possui data de estreia.
Um dia que reflecte a sociedade!
Los Angeles é uma das cidades mais movimentadas e mais violentas dos EUA, isso faz da LAPD (Los Angeles Police Department) uma dos mais atarefados departamento de polícias, automaticamente um dos mais retratados no subgénero policial hollywoodesco. Sendo que corrupção de sistema e mesmo dos indivíduos o qual caracterizamos como autoridades sejam o ingrediente principal de muitas dessas obras, mais do que o simples combate ao crime.
The Training Day de Antoine Fuqua é um desses herdeiros directos do clássico subgénero que causou sensação no final dos anos 60 e 70 e que ainda hoje perdura com toda a sua actualidade. Não sendo completamente um dos exemplares mais citados e mais originais do ramo classificativo, é porém uma das fitas que se destaca pela valorosa personagem de Denzel Washington (galardoado com um Óscar) que oferece á narrativa o seu poço de interesse e a sedução de cada frame. O actor na pele de Alonzo Harris, é uma montanha de dinamite pronto a explodir a qualquer momento, onde a sua prestação varia entre a insegurança que consegue arrancar ao espectador até mesmo á simpatia pelos mesmos. Mais do que isso, esta figura anti-heróica torna-se no próprio reflexo á corrupção policial e á má conduta da autoridade policial. Na outra face da moeda temos Jake Hayot (Ethan Hawke), o conjunto da moralidade descrita com pouca força num empenho competente mas apagado do actor, difícil ofuscar Washington em cena.
Hayot e Harris representam a ética e o oportunismo, o abuso de poder e a ingenuidade face aos falsos maniqueísmos. E quanto o espectador desacreditar no papel do agente da autoridade como figura simbiótico á sociedade, e acreditar piamente numa linha ténue que separa do bem e do mal, onde cada vez mais o policia se confunde como o próprio criminoso, então filmes como este Training Day fazem todo o sentido.
Pode não ser o clássico que esperávamos, mas é um dos mais envolventes policiais do nosso tempo, apesar de ser um pouco sobrevalorizado face ao desempenho de Washington (sem ele a fita não teria o mesmo impacto), e verdade seja dita, o actor já merecia a estatueta há muito e talvez mais merecedora. Escrito por David Ayer, com uma carreira que se concentra neste estilo de obras que vai desde Dark Blue (2002) até Harsh Times (2003).
“Go on and walk away... 'cause I'm gonna' burn this motherfucker down. King Kong ain't got shit on me”
Real.: Antoine Fuqua / Int.: Denzel Washington, Ethan Hawke, Scott Glenn, Tom Berenger, Harris Yulin, Eva Mendes
Scarlett Johansson vai vestir a pele da estrela de cinema Janet Leigh, que ficou celebre no famoso filme de Alfred Hitchcock, Psycho em 1960. A actriz de The Island e The Avengers irá encarnar a eterna scream queen num filme de Sacha Gervasi, intitulado de Alfred Hitchcock and the Making of Psycho, que tal como titulo indica, será envolto da rodagem do imortalizado filme que se acredita tendo inserido no cinema uma nova personagem – o psicopata, aqui encarnado por James D’Arcy (Master and Commander), que interpretará a personificação de Anthony Perkins, o sinistro Norman Bates. A fita será escrita por Stephen Rebello e John J. McLaughlin (Black Swan) e no elenco ainda contará com Anthony Hopkins como Hitchcock e Helen Mirren (The Queen).
O Inimigo número um dos inimigos públicos!
Há quem acuse de Clint Eastwood de ter perdido a sua magia, ou isso, ou o mundo envolto se transformou e a modelo clássico do realizador de Gran Torino e Million Dollar Baby não se enquadra nesta nova geração. Mas apesar das diferentes opiniões, Eastwood e a sua filmografia são sempre motivo de celebração no nosso panorama cinematográfico, J. Edgar não foge á regra. O autor decide desmistificar uma das figuras incontornáveis da Historia dos EUA, John Edgar Hoover, o fundador da FBI, o homem que inseriu na ciência criminal no trabalho policial e o consegue de maneira profissional, enraizando o típico filme clássico norte-americano. Elaborando duas narrativas de tempos distintos, Eastwood concentra-se na figura pessoal deste “herói americano” e não no seu trabalho sofisticado.
O autor se centra na sua polémica e presumida relação amorosa com o seu colega mais próximo, Clyde Tolson (Armie Hammer) e as suas vivências com a sua mãe (Judi Dench), tendo ao seu dispor um talentoso Leonardo DiCaprio que desafia novamente a sua limitação física e estética e se transforma (graças a muita maquilhagem) na figura histórica que os americanos se lembram e relembram muito bem. Trata-se da mais camaleónica personagem do actor que deu nas vistas no colossal Titanic de James Cameron e que tornou-se na estrela alvo de Martin Scorsese nas suas mais recentes criações (The Departed, Shutter Island, The Aviator).
Todavia, J.Edgar apresenta alguns das habituais falhas do dito biopic, se concentra exclusivamente na personagem principal e esquece de definir o leque secundário, os acontecimentos perdem profundidade e soam algo de esquemático e além disso, Eastwood falha na própria narrativa tornando-a confusa e insípida.
J.Edgar é uma interessante incursão do realizador, apresentando um homem imponente nos livros de Historia como se formar como um suplemento ao anterior Public Enemies de Michael Mann. Mesmo estando integrado nas obras mais fracas da carreira de tão veterano autor, não devemos contornar uma prestação esquecida pela academia de DiCaprio e um excelente trabalho de caracterização. Aconselhado aos fãs das séries criminais como CSI e Bones, para conhecer intimamente o pai da ciência forense.
Real.: Clint Eastwood / Int.: Leonardo DiCaprio, Armie Hammer, Naomi Watts, Judi Dench
Real.: Jim Sheridan / Int.: Daniel Craig, Rachel Weisz, Naomi Watts
Filme – Uma homenagem ao cinema de thriller que funcionou numa decepção de alto tamanho. O realizador, Jim Sheridan, um experiente director de actores cumpre fundamentalmente aquilo que para o qual é designado e arrecada no trio principal de actores, prestações notáveis, porém não consegue entregar-se por completo ao argumento gerando assim uma decepção aos restantes níveis. A história é fraca, os twists são prematuros e Sheridan é incapaz de invocar o suspense necessário.
AUDIO
Inglês Dolby Digital 5.1
LEGENDAS
Português
EXTRAS
Menus Interactivos
Selecção de Cenas
Distribuidora – Zon Lusomundo
Ver também
Um leque de actrizes admiráveis!
Baseado num best-seller de 5 milhões de cópias vendidas em 2009, The Help, agora convertido em filme pelas mãos de Tate Taylor, que o adapta e realiza, é a história de três mulheres diferentes do estado de Mississípi que se aliam para escrever um livro sobre as memórias das empregadas afro-americanas, memórias essas que revelam uma cínica discriminação racial para com os envolvidos. Tendo integrado a lista dos nomeados ao Óscar de Melhor Filme em 2012 (sendo que o galardoado foi The Artist de Michel Hazanavicius), The Help: As Serviçais é uma comédia dramática de uma América anos 60 no limiar da revolução social, mas desenvolvendo-se como um ensaio pungente e moralista, porém igualmente terno e divertido (ficando a sensação de que as duas horas e meia de duração soaram a pouco).
Tate Taylor consegue invocar o cinema classicista e modelar norte-americano e empregar o que de melhor aprendeu ao lidar e transmitir as emoções, que com um carácter quase manipulador consegue emocionar como ninguém. Os poucos momentos cómicos, menos que aquilo que o filme é caracterizado, são capazes de esboçar em nós um breve sorriso e um horizonte de esperança que contagia qualquer um dos espectadores. Quanto à moralidade e o tema da discriminação racial, Taylor o faz e o consegue sem precisamente recorrer ao maniqueísmo e mesmo aos falsos sentimentos bacocos. Como filme, The Help é algo suave mas avassalador, mas como objecto artístico a fita sensação de 2011 é um ensaio de actrizes que aqui dão o melhor que conseguem (e não é pouco).
Octavia Spencer (vencedora do Óscar de Melhor Actriz Secundária) é de uma carismática personalidade numa personagem forte, todavia a sua figura (Minny Jackson) que segundo a autora do livro, Kathryn Stockett, foi baseada nela própria. Spencer, para encarnar a sua dita personagem, apenas teve que controlar o seu ego, porém o faz de maneira reveladora para com a narrativa. Nesse aspecto considera-se Viola Davis com uma interpretação mais destacável e as actrizes Bryce Dallas Howard (o açúcar do filme) e Jessica Chastain a fibra deste The Help. Quanto à ultima, Chastain tem talvez o personagem mais difícil de interpretar, uma encarnação de “má como as cobras” que poderia facilmente cair no jubilo próprio é matéria que nas mãos erradas não seria convincente, e é nisso a actriz que se revelou em Tree of Life de Terrence Malick consegue contornar. Ela torna assim a antagonista no centro e combustão de todo o filme, ofuscando tudo e todos em seu redor. Por fim ainda destacamos os desempenhos de Emma Stone, Allison Janney, Sissy Spacek e a comovente Cicely Tyson. The Help se revela assim num show de actrizes do mais alto calibre!
"18 people were killed in Jackson that night. 10 white and 8 black. I don't think God has color in mind when he sets a tornado loose."
Real.: Tate Taylor / Int.: Emma Stone, Viola Davis, Jessica Chastaian, Octavia Spencer, Bryce Dallas Howard, Allison Janney, Sissy Spacek, Cicely Tyson
Primeiro de tudo quero pedir desculpas destes atrasos, o ano 2012 não tem sido famoso para mim e a disponibilidade para o blog muito menos. Mas como costumo dizer mais vale tarde que nunca e aqui vai o início do “apanhado” dos melhores de 2011.
MELHOR ACTOR PRINCIPAL
Colin Firth (The King’s Speech)
“O seu desempenho é fenomenal, recriando um monarca inseguro, futuro rei, que imperativamente precisava de ser a Voz de uma nação, o britânico actor é tão convincente no seu papel que mesmo os tiques de gaguez consegue mimetizar, e não falo da “estranha” maneira de falar, mas sim dos movimentos bocais e faciais que transmitem de forma realista a luta do homem contra a sua deficiência oratória.”
Jeff Bridges (True Grit)
Ryan Gosling (Ides of March)
MELHOR ACTRIZ PRINCIPAL
Natalie Portman (Black Swan)
“A actriz celebrada em Closer (primeira nomeação ao Óscar) e revelada em Leon de Luc Besson, encontra-se imaculada numa interpretação negra, frágil, bipolar, onde a sua personagem Nina não intencionalmente consegue recriar.”
Yahima Torres (Venus Noir)
Michelle Williams (Blue Valentine)
MELHOR ACTOR SECUNDARIO
Christian Bale (The Fighter)
“Tal como sucedera a Robert DeNiro em Raging Bull, Bale se exibe como um camaleónico actor em que sacrifica o próprio corpo em prol do cinema, demonstrando uma dedicação e paixão rara nos dias de hoje. O seu desempenho é um dos melhores do ano sem dúvidas, ofuscando por completo Mark Wahlberg e o seu dito “jogo de sobrancelhas”.
Geoffrey Rush (The King’s Speech)
Anton Yelchin (The Beaver)
MELHOR ACTRIZ SECUNDARIA
Lesley Manville (Another Year)
“Para além dos perfeitos e sintonizados Jim Broadbent e Ruth Sheen como o casal em questão, temos a nosso dispor actores de calibre como Imelda Staunton, Peter Wight e David Bradley, mas o principal destaque vai para Lesley Manville que rouba as cenas a qualquer um dos actores aqui referidos.”
Jessica Chastain (The Help)
Bryce Dallas Howard (The Help)
MELHOR REALIZADOR
Darren Aronofsky (Black Swan)
“Darren Aronofsky é uma das faces da nova vaga de autores do cinema norte-americano do novo século, todos os seus filmes conseguem causar grande impacto no público e crítica, mas também na criação de atmosferas pesadas, pessimistas e psicologicamente envolventes, sendo Black Swan um dos maiores exemplos da sua arte.”
Roman Polanski (Carnage)
Tomas Alfredson (Tinker Tailor Soldier Spy)
MELHOR ARGUMENTO
Woody Allen (Midnight in Paris)
“Mesmo sob esta mensagem, Woody Allen não evoluiu nem modificou a sua forma de fazer filmes ou de olhar para o cinema como a arte de contar histórias, Midnight in Paris é tipicamente uma obra “woodileana”, porém é a sua honesta homenagem á arte em si e aos homens que dedicaram as suas vidas para permanecer vivo esse lado criativo do ser humano.”
Mike Leigh (Another Year)
David Seidler (The King’s Speech)
Continua …
O Motoqueiro Fantasma contra-ataca!
Talvez um dos episódios mais tristes das adaptações da Marvel foi mesmo a conversão cinematográfica de Ghost Rider, levado a cabo em 2007 pelas mãos de Mark Steven Johnson, o homem que esteve por detrás do subestimado Daredevil (2003). Apesar das criticas e da repudia geral por parte do publico, o Motoqueiro Fantasma conhece assim a sequela / reboot, desta vez fruto do trabalho da dupla Mark Neveldine e Brian Taylor de forma a oferecer uma nova vertente neste sombrio comic da Marvel.
Os realizadores são os mesmos de Crank e sua respectiva sequela, aquela agitada direcção a Jason Statham, por isso é normal verificar aqui uma obra mais irreverente que a anterior, parecendo mesmo que Ghost Rider bebeu uns quantos red bulls antes de embarcar em mais uma aventura sobrenatural de argumento duvidoso. Nicolas Cage encontra-se novamente exagerado e sem razão de ser, as personagens secundarias são bocejantes (excepto o mal aproveitado Idris Elba) até mesmo o diabo interpretado por um Ciarán Hinds com ar de mafioso, passa completamente ao lado.
A comédia consegue quebrar o ritmo pretensioso (estranho ver o herói der cabeça flamejante a urinar como um lança-chamas), mas é na ambição da narrativa que contraria logo de início o interesse da fita, reciclando os velhos tiques do anti-messias. É que apesar de ser algo superior á fita de 2007, em Spirit of Vengeance deparamos com uma jornada entediante servida dos mais avançados efeitos visuais sem qualquer nexo. Risível, mas energético!
Real.: Mark Neveldine, Bryna Taylor / Int.: Nicolas Cage, Idris Elba, Violante Placido, Ciarán Hinds, Christopher Lambert
Ver também
Garota de programa!
"Oi, eu sou a Bruna", é de forma bem-vinda e meiga que Bruna, a Surfistinha (Deborah Secco) se apresenta aos seus clientes nesta fita de Marcus Baldini, sobre a mais famosa "garota de programa" do Brasil, que fora divulgada através de um polémico blog. Trata-se de um filme de contornos dramáticos e biográficos, adaptado da autobiografia de Raquel Pacheco (nome verdadeiro da nossa Bruna) intitulado de "O Doce Veneno do Escorpião", que concentra para a actriz Deborah Secco, no papel duma vida, exibindo aqui uma naturalidade incrível para se expor frente às câmaras. Bruna, A Surfistinha é tal como a maioria dos biopics cinematográficos, um filme carente na profundidade entre as relações das personagens e mesmo nas suas construções, sendo a protagonista, o único ponto de cativação e de fluidez para todo o enredo. Tirando isso, ficamos ao dispor duma esquemática película que não conhece o território do erótico nem sabe aproveitar a ênfase dramática que a figura central poderia suscitar, ao invés disso, centra-se no puro moralismo e na exploração do símbolo sexual que é Deborah Secco. Sente-se esforço, mas não a proeza, ficando-se por um mediático biopic cujo resultado é um autêntico "pés pelas mãos".
Real.: Marcus Baldini / Int.: Deborah Secco, Cássio Gabus Mendes, Drica Moraes
A Casa das decepções!
Quem entrou na sala de cinema e tendo como conhecimento o trailer do novo filme de Jim Sheridan, então o resultado é uma enorme decepção. E não é por menos, para além da dita apresentação ser um poço sem solução em termos de spoilers, difícil mesmo é negar que a pequena curta revela em demasia os trunfos do thriller dramático protagonizado por Daniel Craig. Porém, avaliar um filme através do trailer é um golpe muito baixo, mas neste caso (e que raro caso!), a antevisão corresponde com as expectativas, até porque Dream House é uma desilusão na sua maior parte dos campos, muito mais sabendo que é uma obra vindo de Jim Sheridan, um esforçado director de actores, novamente compondo um belíssimo trabalho em dirigi-los, mas que cedo falha na concepção dos próprios parâmetros da história. As surpresas são reveladas cedo demais, o argumento é prejudicado, não pela previsibilidade, mas pela lógica do todo e o final intromete-se sem qualquer ponto alto de climax. Tudo soa a telefilme de segunda, mesmo com as boas intenções do autor, que havia revelado que todo este quadro resumia-se a uma homenagem à mítica obra de Kubrick, The Shining (1980). Mas o resultado é um thriller muito decepcionante!
"Once upon a time, there were two little girls who lived in a house."
Real.: Jim Sheridan / Int.: Daniel Craig, Naomi Watts, Rachel Weisz, Elias Koteas
Ver Também
Anna Faris entre Exs!
É degradante ver como nascem certos argumentos de comédia romântica, What’s Your Number? é algo surrealista nesse campo. A história segue uma recém-desempregada e sempre rodeada de homens (Anna Faris) que descobre num artigo de uma revista feminina que estaticamente uma mulher que fez sexo com mais de vinte homens tem pouca probabilidade de casar. Assim sendo, e farta de encontrar-se sozinha no seu apartamento, a protagonista decide procurar pelos seus exs., em busca do seu homem perfeito. Patético e bocejante, Anna Faris que conheceu o protagonismo com a saga Scary Movie é a coordenadora de uma série de fúteis gags que não revelam quaisquer sinais de talento da actriz, nem nada que pareça. Chris Evans, estranhamente ajuda na "festa", levando a fita ainda mais fundo no abismo que o próprio encontra-se. Sem qualquer pingo de graça e moralmente repreensível, What’s Your Number?, tendo o titulo traduzido simplesmente a A Lista dos Exs é o típico filme que irá integrar na grelha comum das televisão no domingo à tarde. Nesse ponto, vai uma apostinha?
Real.: Mark Mylod / Int.: Anna Faris, Chris Evans, Martin Freeman
Real.: Craig Gillespie / Int.: Colin Farrell, Anton Yelchin, David Tennant
Filme – Remake de um filme de terror /comédia homónimo de 1985 dirigido por Tom Holland. Apesar de demonstrar demasiada fascinação pelos tiques da geração pós-Crepúsculo, Fright Night funciona como uma obra sofisticada e energética, com pouco espaço para momentos mortos. Destaque para os desempenhos de Colin Farrell como o vampiro Jerry e David Tennant.
AUDIO
Inglês Dolby Digital 5.1
LEGENDAS
Português
Inglês
EXTRAS
Erros de Gravação
Homem Lula: Cena Aumentada
“No One Believes Me” Por Kid Cudi – Vídeo Musical
Distribuidora – Zon Lusomundo
Ver Também
Sites de Cinema
CineCartaz Publico