17.3.12

 

Real.: Martin Scorsese / Int.: Leonardo DiCaprio, Daniel Day-Lewis, Cameron Diaz / Ano.: 2002

 

O que é? Retrato de violência de uma Nova Iorque em plena Guerra Civil, no seio deste ambiente quase apocalíptico está o emigrante irlandês Amsterdam (Leonardo DiCaprio) que transporta consigo a sede de vingança pela morte do seu pai, o responsável foi o infame Bill The Butcher (Daniel Day-Lewis).

Porquê? Uma das maiores produções do lendário Martin Scorsese como também o início da próspera colaboração entre o cineasta e o actor DiCaprio, o qual deu um rumo diferente á sua carreira. Repleto de violência e frieza nesse contexto, Gangs of New York foi uma obra plena de todo os toques scorseseanos embalado por valores técnicos irrepreensíveis tais como a fotografia e a banda sonora, para além de não falar dos excelentes desempenhos dos actores Leonardo DiCaprio, Jim Brodbent e obviamente, Day-Lewis.

Alternativas: da colaboração Scorsese / DiCaprio podemos ainda retirar obras como The Aviator (2004) e The Departed (2006) (este ultimo conseguiu finalmente garantir ao famoso cineasta de Taxi Driver o seu já merecido Óscar de Melhor Filme). Dos desempenhos de Day-Lewis, destaca-se ainda a sua prestação vencedora de uma estatueta pela obra de Paul Thomas Anderson, There Will Be Blood em 2007.

 

 

Ver também

There Will Be Blood (2007)

The Departed (2006)

 

 


publicado por Hugo Gomes às 19:01
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publicado por Hugo Gomes às 18:33
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publicado por Hugo Gomes às 18:32
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publicado por Hugo Gomes às 16:53
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Entre divórcios e conflitos numa cultura à parte.

 

Penso que devo começar a crítica aclamando que A Separation  (vou referir o titulo em inglês daqui a diante para ser mais fácil) foi o justíssimo vencedor ao Óscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira na última gala das estatuetas douradas. Asghar Farhadi compõe aqui uma fita orquestrada pelo mise enscène mas sempre culminada com interesse, que de certa forma mira com algum sarcasmo à maneira como desabam os valores sociais de cada um quando julgados pela justiça que é e como é feita no Irão. A obra tenta passar ao de leve pela união entre a mulher e a religião, tudo isso disfarçado num descendente e influente da obra Rashomon de Akira Kurosawa, onde a verdade parece demonstrar as suas diferentes facetas.

 

 

Em A Separation encontramos um tipo de cinema que raramente vemos no nosso panorama cinematográfico, sendo uma fita que reúne todo os traços do mainstream, do artístico e do realismo, entre os quais brinca saudavelmente com os géneros de drama intenso e com o thriller. Estranho será dizer que Farhadi compõe aqui uma obra que se esconde das aparências, que se revela mais perante o tema central e que vai tecendo uma intriga merecedora de duas horas de duração.

 

 

A Separação que o filme refere é inicialmente um divórcio entre as duas personagens principais, Nadir e Simin (personagens essas, desempenhadas magistralmente e convincentemente por Peyman Moadi e Leila Hatami), processualmente diferente das culturas ocidentais, passando previsivelmente para a batalha pela custódia da filha (aqui interpretada por Sarina Farhadi, curiosamente filha do realizador da obra). Todavia, A Separation não é uma fita que se resume a uma só premissa, o argumento temporariamente esquece gradualmente do objecto central e fermenta a trama seguinte que nos reflectirá sobre os nossos valores enquanto membros de uma sociedade, seja ela qual for. Mesmo marcados pela violência, religião, globalização, tradicionalismo, etnicismo ou qualquer outro factor. Uma grande obra que dificilmente deixará alguém indiferente. E porque no Irão se faz verdadeiro cinema!

 

Real.: Asghar Farhadi / Int.: Peyman Moadi, Leila Hatami, Sarina Farhadi, Sareh Bayat

 

 

10/10

publicado por Hugo Gomes às 16:37
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Real.: Daniel Alfredson / Int.: Noomi Rapace, Michael Nyqvist, Michalis Koutsogiannakis

 

Filme – Eis o episodio final da trilogia de maior êxito da Suécia, Millennium, baseado na série de livros policiais da autoria de Stieg Larsson. Com o remake americano do primeiro capitulo que marcou presença recentemente nas nossas salas de cinema, não podemos deixar de lado o derradeiro desfecho da saga de Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist. Millennium 3 se assume num tom mais de conspiração e envolvente nos ingredientes do cinema judicial, sabendo muito bem dosear tais vertentes. Mais um excelente desempenho de Noomi Rapace neste filme que merece ser visto.

 

AUDIO

Sueco Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

 

EXTRAS

Selecção de Cenas

Menus Interactivos

 

Distribuidora – Zon Lusomundo

 

 

Ver também

DVD / Millenium: Part 1 - Men Who Hate Women (Edição Especial Dois Discos)

DVD / Millennium 2 - The Girl Who Played With Fire

 

FILME –

DVD -

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publicado por Hugo Gomes às 16:24
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Confirma-se que Tim Burton terá o seu destaque no ano 2012, com a apresentação de duas obras da sua autoria, entre elas: Dark Shadows, uma recriação cinematográfica de uma série televisiva que criou culto entre 1966 e 1971. O filme marca presença de Johnny Depp (contando assim a oitava colaboração com o realizador) como também um elenco de luxo constituído por Michelle Pfeiffer (Stardust), Eva Green (Casino Royale), Chloe Moretz (Kick-Ass), Jonny Lee Miller (Dracula 2000), Christopher Lee (The Lord of the Rings), Jackie Earle Haley (Watchmen) e como não podia faltar, Helena Bonham Carter (Sweeney Todd). Dark Shadows é a história do vampiro Barnabas (Johnny Depp) que regressa á sua mansão após anos e anos enterrado, o que encontra residindo na sua habitação é os descendentes da sua família, uma colecção bizarra assim por dizer. A fita estreia no nosso país no dia 10 de Maio. Por outro lado, Burton que produziu e realizou relíquias da animação stop-motion como Nightmare Before Christmas e Corpse Bride, irá regressar á arte com Frankenweenie, um remake animado de uma curta-metragem de acção real que o próprio realizador apresentou em 1984 sob a tutela dos estúdios da Walt Disney. Sendo a história de um rapaz que decide através de métodos semelhantes ao de Frankenstein ressuscitar o seu falecido animal de estimação. O filme contará com as vozes de Charlie Tahan (Charlie St Cloud), Wynona Ryder (Black Swan), Catherine O’Hara (Killers) e Martin Landau (North by Nortwest). Com data de estreia no dia 5 de Outubro nos EUA.

 


publicado por Hugo Gomes às 02:29
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17.3.12

 

Uma prisão domiciliária!

 

 

Tudo começa com a reunião entre dois casais com o intuito de resolver uma briga entre as suas respectivas crianças. De um lado temos os Longstreet (John C. Reilly, Jodie Foster), os pais do menino agredido e do outro, os Cowans (Kate Winslet, Christoph Waltz), progenitores do agressor, inicialmente ambos concordam em abordar pacificamente o sucedido, mas logo cedo estes quatro personagens se revelam e demonstram a sua negra natureza.

 

 

Roman Polanski sempre conseguiu criar inquietação no espectador através dos seus filmes e neste Carnage – Deus da Carnificina, ninguém encontra-se ileso de sofrer doses industriais de psicologia claustrofóbica. O autor revela a faceta mais negra das suas personagens e encurralas não só a elas mas como também o espectador num espaço que é limitado quer físico ou psicológico. Acredita-se que com a experiencia da prisão domiciliária que o realizador foi condenado em 2009 face às acusações de estupro, fez com que Polanski aperfeiçoasse à dominação do sentimento de enclausuramento nesta adaptação de uma peça de Yasmina Reza, Le Dieu du carnage, conseguido também transmitir tais factores nos seus personagens que sob diferentes circunstancias não conseguem sair do apartamento, onde decorre cerca de 99 % do filme, daí vir a sua teatralidade e uma certa "piscadela" a Buñuel.

 

 

Carnage consegue assim culminar momentos de “terror” claustrofóbico (sendo que as situações apresentadas se revelam em pesadelos reais para qualquer, um como também principalmente as personagens se comportam como verdadeiros “monstros”). Porém Polanski consegue ainda despertar algumas risadas maliciosas nas audiências enquanto converte o seu quarteto no reflexo de cada um de nós, demonstrando os diferentes males sociais e o cinismo que cada um apresenta perante à resolução dos conflitos.

 

 

Todos os quatro personagens não transmitem conforto nem sequer qualquer tipo de simpatia, sendo que durante o percurso narrativo, o quarteto protagonista se declara em modelos de pura antipatia. Logo cedo Christoph Waltz exibe a sua faceta mais negra, desempenhado um advogado sem escrúpulos sempre agarrado ao seu telemóvel e com ironia na "ponta da língua", todavia dentro do lixo social representado esta seja talvez a personagem mais sincera e aquele que o público mais anseia de ver vitoriosa. Enquanto isso, Kate Winslet (sempre eficaz e sólida) demonstra os seus problemas com o álcool e da contenção de cinismo, Jodie Foster numa prestação de "bomba-relógio", se revela numa activista que encontra na situação do conflito em questão numa forma de criar justiça pelas suas próprias mãos e humilhar o casal oponente, e por fim John C. Relly se desperta como uma pessoa verdadeiramente desagradável.

 

 

Graças a um excelente trabalho de actores, onde verdadeiramente assistimos pressão entre eles, dando uma certa credibilidade nas suas interpretações de alto calibre, Polanski encontra em Carnage o reflexo da sua obra, conseguindo injectar na peça teatral de Reza toda a sua marca como cineasta. Confessando assim num filme limitadíssimo em termos de cenário mas que apesar disso, em tempo algum nos deixa aborrecidos, tudo graças a um ritmo cuidadoso, um argumento engenhoso e da versatilidade dos seus actores. Eis um belo exercício satírico.

 

" This is the worst day of my life too."


Real.: Roman Polanski / Int.: Jodie Foster, Kate Winslet, John C. Relly, Christoph Waltz

 

 

 

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 02:09
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17.3.12

Real.: John Carpenter / Int.: Amber Heard, Mamie Gummer, Jared Harris

 

Filme – O esperado regresso pode ter constituído como uma pequena decepção para fãs e mesmos para os amantes de terror que viam John Carpenter como um criativo na sua arte. Porém ninguém nega que este The Ward – O Hospício é uma fita realizada á moda antiga onde invoca todos os ingredientes necessários do lugar-comum referido.

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

 

EXTRAS

Menus Interactivos

Selecção de Cenas

 

Distribuidora – Zon Lusomundo

 

 

FILME –

DVD –

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publicado por Hugo Gomes às 00:39
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12.3.12

 

 

O Syfy Fest - 3ª Mostra de Cinema Fantástico, arranca este ano no Cinema S. Jorge de 16 a 18 de Março e terá como apresentador o conhecido crítico de cinema, Rui Pedro Tendinha.

 

Durante 3 dias de exibição, os espectadores podem assistir a filmes de grande sucesso, como “Hell”, uma combinação entre Mad Max e A Estrada, que venceu o prémio de melhor fotografia no último Festival de Sitges; “Hobo with a Shotgun”, delirante filme que surge a partir de um dos falsos trailers que Tarantino e Rodriguez projetaram no seu Grindhouse; “The Woman” o novo filme de Lucky McKee (May), que opta por uma violência mais extrema que nas suas anteriores longas-metragens e que foi muito aplaudida no passado Festival de Sitges pelo público que procurava emoções fortes; “4:44 Last day on earth, um filme do aclamado cineasta independente, Abel Ferrara, que dá uma visão do que iria acontecer se todo o mundo soubesse que o mundo ia acabar, entre outros.

 

Syfy, o canal temático da imaginação produzido pela Universal Networks International, organiza pelo terceiro ano consecutivo esta mostra em Lisboa, renovando a sua aposta num dos géneros mais populares entre o público e tornando possível um acontecimento único no panorama cultural.

 


publicado por Hugo Gomes às 00:07
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10.3.12

Real.: Pedro Almodôvar / Int.: António Banderas, Elena Anaya, Marisa Paredes

 

Filme – La Piel Que Habito pode significar algo de novo na carreira do autor espanhol, porém mesmo sob o disfarce doutro género encontramos uma fita digna da sua obra. António Banderas veste a pele de um cirurgião plástico obcecado pela recriação da sua falecida mulher, sendo que existe uma chocante intriga por detrás deste feito. Um filme pleno de arrepios com todos os ingredientes que o realizador espanhol já nos habitou, destaque para o grande desempenho de Elena Anaya.

 

AUDIO

Castelhano Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

 

EXTRAS

Em Filmagens

Tv Spot

Trailers

Teaser

 

Distribuidora – PRIS Audiovisuais, SA

 

 

Ver Também

La Piel Que Habito (2011)

 

FILME –

DVD -

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publicado por Hugo Gomes às 21:45
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Memórias que levam ao exagero!

 

Entre os nove nomeados ao Óscar de Melhor Filme na 84ª ediçãoExtremely Loud and Incredible Close foi o qual recebeu mais contestação. A fita foi um fracasso de bilheteiras, o público em geral não se sentiu atraído e a crítica foi deveras agressiva, dando a sensação que Stephen Daldry é sempre levado ao colo em todas as edições da estatueta dourada. A verdade é que o Extremamente Alto, Incrivelmente Perto (titulo traduzido) reúne um conjunto de tão formidáveis actores que vai desde Tom Hanks a Sandra Bullock, um magnifico Max Von Sydow a uma Viola Davis emocionante até ao estreante em grande Thomas Horn terminando num Jeffrey Wright com toda a categoria, mas existe algo nele que não bate bem.

 

 

Para ser sincero esta história de um miúdo sobredotado (ou autista, não se sabe ao certo) em busca das memórias do seu pai, falecido durante na fatídica data do 11 de Setembro, não conduz qualquer simpatia ou afinidade para com o público. Sendo um projecto arriscado, baseado num best-seller de Jonathan Safran Foer, eis um ensaio dramático sem fim, lamechas e canonista. Tendo uma excessiva duração, Extremely Loud and Incredible Close torna-se penoso e até aborrecido quando se tenta esticar todo um dramalhão oportunista e por vezes bacoco e exagerado no seu teor. O triste é que esta jornada poderia ser interessante, mas o registo trazido por Stephen Daldry, com auxílio do argumento escrito por Eric Roth (Forrester Gump, Munich), é retratado da maneira mais novelesca possível, o fácil sentimentalismo disfarçado de pretensiosismo faz-se sentir. É como o filme em questão vivesse da lágrima fácil dos seus espectadores, enquanto os manipula usando a tragédia do 11 de Setembro como desculpa.

 

 

Para terminar gostaria de confessar, é impressão minha ou a personagem de Thomas Horn não apresenta qualquer afinidade para com o público, claro sem isto negar a prestação do jovem actor que estreia em grande no cinema. Definitivamente este é um dos maiores erros dos Óscares, um telefilme disfarçado de grande obra. Por isso caro leitor, deixo espaço para questionar, se no lugar deste não faria melhor figura um Drive, de Nicolas Winding Refn ou até mesmo o esquecido The Girl with Dragon Tatoo de David Fincher, na lista de nomeações à estatueta?

 

Real.: Stephen Daldry / Int.: Thomas Horn, Tom Hanks, Sandra Bullock, Max Von Sydow, John Goodman, Viola Davis, Jeffrey Wright

 

 

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 01:37
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9.3.12


publicado por Hugo Gomes às 23:57
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Real.: Tate Taylor / Int.: Viola Davis, Emma Stone, Octavia Spencer

 

Filme – Um dos nove nomeados ao Óscar de Melhor Filme de 2012, porém apenas recebeu o prémio de Melhor Actriz Secundaria (Octavia Spencer). Um drama adaptado do best-seller da autoria de Kathryn Stockett que resulta num excelente ensaio de interpretações no feminino. Porém como filme, este resulta num modelo clássico e moralista como o grande público gosta de assistir, mas longe da má-língua, The Help consegue invocar emoções puras e uma vertente sensível mesmo quando a fita de Tate Taylor retracta a discriminação social numa América em vias de mudança nos anos 60.

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

Inglês

 

EXTRAS

Cenas Eliminadas com Introduções do Realizador Tate Taylor

“The Living Proof” Vídeo Musical

 

Distribuidora – Zon Lusomundo

 

 

Ver também

The Help (2011)

 

FILME –

DVD -

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publicado por Hugo Gomes às 23:54
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O outro Havai!

 

O palco de fundo é o Havai, mas não esperem nada de exótico aqui. Porque mesmo sob os cenários mais tropicais, existe dramas familiares idênticos a qualquer uma das outras regiões no Mundo. É essa tal moralidade que o personagem de George Clooney tenta transmitir logo a seguir aos créditos iniciais de The Descendants, a nova fita de Alexander Payne (SidewaysAbout Schmidt). Os Descendentes, título português, figurou entre os nove nomeados ao Óscar de Melhor Filme deste ano, é a história cómico-dramática de Matt King, cuja mulher encontra-se em coma e este encontra-se sob o dilema de desligar ou não as maquinas, e para complicar as suas duas filhas estão cada vez mais problemáticas, além disso tem um negócio de milhões para gerir. Porém um factor muda a vida de King drasticamente, a notícia de que a sua moribunda mulher (Patricia Hastie) tinha um caso com outro homem antes do acidente que a colocou em estado vegetal.

 

 

Payne concretiza aquele que poderá ser o seu filme mais ambicioso, todavia é um dos mais humanos, elaborando um padrão dramático e cómico acerca das suas personagens face aos problemas da sua vida e lidando com os conflitos geracionais. George Clooney encontra-se profissional na entrega do seu papel, porém não extraordinário como se tem afirmado, sendo que na minha humilde opinião, a nomeação de Melhor Interprete Masculino nas estatuetas tenha sido mais histeria que confirmação. Contudo, Clooney disfarça a sua figura de vedeta, conseguindo tal como planeado, invocar uma humanidade imprevisível na sua “egoísta” personagem. Sob a sua sombra temos a revelação de Shailene Woodley, uma jovem actriz condenada ao panorama televisivo que brilha no seu grande destaque no grande ecrã.

 

 

The Descendants é uma fita simples e singela, porém movida por um caloroso coração e um equilíbrio de génio entre a comédia embaraçosa com toques surreais (como por exemplo a bizarra personagem de Nick Krause ou até mesmo a já clássica corrida desesperada de George Clooney) e do drama trágico que rasga emocionalmente durante algumas sequências valiosas de tocante sensibilidade. Trata-se de cinema independente norte-americano de grande estima com o toque agridoce do qual a vida é feita. Para os mais atentos!

 

"My friends on the mainland think just because I live in Hawaii, I live in paradise. Like a permanent vacation. We're all just out here sipping Mai Tais, shaking our hips, and catching waves. Are they insane?"

 

Real.: George Clooney, Shailene Woodley, Amara Miller, Beau Bridges, Matthew Lillard, Judy Greer, Nick Krause, Patricia Hastie

 

 

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:43
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De Hogwarts para Londres Vitoriana!

 

The Woman in Black (baseado num livro de Susan Hill) é a segunda produção da ressuscitada Hammer, o conhecido estúdio britânico de filmes de terror que catapultou o seu êxito nos anos 60 e 70, mas que caiu no esquecimento até aos dias de hoje. Após terem aventurando no território do thriller com o decepcionante The Resident, que reuniu Hillary Swank, Jeffrey Dean Morgan Christopher Lee, chegou o momento de invocar a clássica história de fantasmas sob o clima da Inglaterra vitoriana. 

 

 

The Woman in Black (A Mulher de Negro) se poderia ficar pelo simples ensaio de assombração, porém, destaca das demais produções pelo mediatismo que é de assistir Daniel Radcliffe a assumir o protagonista pós-Harry Potter. Pois bem, o jovem feiticeiro troca a varinha e a vassoura por esta expedição ao desconhecido onde o realizador James Watkins, que foi responsável pelo surpreendente Eden Lake (2008), se expressa correctamente o medo através de um suficiente jogo de sombras, a benéfica utilização da escuridão e a dos cenários góticos bizarros que transferem todo aquele arrepio necessário para levar a fita a um estado de medo até ao fim.

 

 

O actor que muitos viram a crescer na saga adaptada da série de livros escritos por J. K. Rowlings, parece não ter conformado com a ideia de ser um ídolo adolescente e aposta em crescer como actor, The Woman in Black pode muito bem ser apenas o início dessa fase de progressão. Mesmo não sendo credível no papel de um advogado viúvo com um filho de quatro anos nos braços (na verdade o actor parece ainda preso à sua imagem de miúdo), Radcliffe é eficaz em transmitir o temor enquanto percorre os sinistros corredores da dita mansão assombrada. James Watkisn evoca assim o mais tradicional que o terror cinematográfico nos ofereceu durante a sua existência e como tal, provoca no público alguns sustos prolongados e calafrios bem-sucedidos, há muito não experienciados no grande ecrã.

 

 

Todavia, é triste ver que The Woman in Black tinha algum potencial para ser algo mais, acabando por se tornar numa história curta pelo seu jogo de aspirações aos clássicos vitorianos. O que resulta é uma fraca exploração aos seus personagens secundários e um final moralista e insípido que abala toda a estrutura sustentada por James Watkins e ainda tem a tendência de emanar o mais vulgar dos lugares-comuns do género de terror, o desfecho abrupto e inconclusivo. Mas dentro do género mais comercial eis uma fita sedutora e dotada de boas memórias quanto ao estilo que referencia. Destaque para Ciarán Hinds e a arrepiante Janet McTeer, dois nomes de peso no elenco deste The Woman in Black.

 

PS – Misha Handley, que aqui faz de filho da personagem de Daniel Radcliffe, é na vida real seu afilhado. A ideia foi sugerida pelo próprio actor para que fosse possível transmitir uma ligação mais afectuosa no grande ecrã.

 

“I believe the most rational mind can play tricks in the dark.”

 

Real.: James Watkins / Int.: Daniel Radcliffe, Ciarán Hinds, Janet McTeer, Misha Handley

 

 

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 18:58
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9.3.12

Real.: Andrew Niccols / Int.: Justin Timberlake, Amanda Seyfried, Cillian Murphy

 

Filme – Apesar da metafórica temática sobre a distribuição de riquezas, In Time funciona como um entretenimento tecnológico de ficção científica que agradará aqueles cuja mente é mais aberta. Infelizmente depois de dado o seu conceito, rapidamente a fita se assume como uma espécie de The Fugitive futurístico e dissipa assim toda a sua originalidade. Destaque para a química entre Timberlake e Seyfried.

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

Polaco (Voice-Over)

Turco Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

Inglês

Árabe

Búlgaro

Grego

Hebreu

Islandês

Polaco

Turco

Sérvio

Romeno

 

EXTRAS

Mais de 10 minutos de Cenas Eliminadas

 

Distribuidora – PRIS Audiovisuais, SA

 

 

Ver Também

In Time (2011)

 

FILME –

DVD –

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publicado por Hugo Gomes às 18:53
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8.3.12

 

Já se encontra disponível a primeira imagem de The Lone Ranger, a adaptação cinematográfica de Gore Verbinski (Rango, The Pirates of the Caribbeans: The Curse of the Black Pearl) duma personagem de culto de um programa de radio dos anos 30 que originou BDs e séries televisivas. Pela imagem podemos ver o actor Armie Hammer (The Social Network, J. Edgar) a vestir a pele do justiceiro Lone Ranger e Johnny Depp (The Pirates of the Caribbeans) como o seu sidekick, o índio Tonto. The Lone Ranger já tem data marcada para estrear nos EUA no dia 31 de Maio de 2013, no elenco poderemos ainda contar com Helena Bonham Carter (Sweeney Todd), William Fichtner (Drive Angry), Tom Wilkinson (Cassandra’s Dream), Barry Pepper (Casino Jack, True Grit) e James Badge Dale (The Grey).


publicado por Hugo Gomes às 22:57
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O Totsie era uma coisa, mas isto …

 

Sinceramente, nunca fui apoiante dos Razzies, aqueles prémios norte-americanos que celebram o que de pior se faz no cinema de Hollywood, segundo eles, claro. Também apelidados da Framboesa de Ouro, estes galardões encontram-se “encharcados” do mediatismo anual e do bom humor que tira a partido alguma seriedade da cerimónia, porque na verdade é que o estado do panorama cinematográfico devia ser considerado um bem publico. Agora só um aparte, nomeações como a de Stanley Kubrick para pior realizador em The Shining em 1980 e até mesmo Brian DePalma na mesma categoria por Scarface em 1963, tiram qualquer credibilidade a uma cerimónia dedicada ao cinema (mesmo que seja pelos podres dessa arte).

 

 

 

 

Todavia a nova sensação dos Razzies é a nova comédia de Dennis Dugan, Jack & Jill, onde Adam Sandler (sétima cooperação com o realizador) interpreta um casal de gémeos com consequências desastrosas (e não falo em termos de historia). Tendo arrecadado 11 nomeações nos referidos prémios, os vencedores serão apenas conhecidos no dia das mentiras (1 de Abril), Jack & Jill pode muito bem integrar-se com todo o mérito na lista dos piores filmes do ano.

 

 

Adam Sandler que ultimamente tem-nos brindando com uma faceta mais desleixada e mais presunçosa a simples vedeta, bate no fundo, ao travestir-se para uma personagem sem brilho, sem caracter e tal como aconteceu com Jar Jar Binks da saga Star Wars, um festim de urticaria. Se Sandler encontra-se ruim, isso não é de estranhar, mas onde Jack & Jill torna-se num poço de mau cinema é quando assistimos a um actor do calibre de Al Pacino a dançar literalmente por dinheiro e esquecer completamente das suas nobres raízes (já nem falo do cameo de Johnny Depp). A juntar a isso, tempos ainda temos que aturar o sem graça Nick Swardson e todo um conjunto de gags grotescos que não provocam nem um sorriso se quer. A esquecer a todo o custo!

 

Real.: Dennis Dugan / Int.: Adam Sandler, Katie Holmes, Nick Swardson, Al Pacino, Johnny Depp

 

 

2/10
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publicado por Hugo Gomes às 22:42
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Cliquem aqui para ver a lista completa dos vencedores da 32ª edição do Fantasporto.


publicado por Hugo Gomes às 01:03
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