Alice, uma mulher de armas!
Hollywood possui um certo fetiche por mulheres esculturais de roupas reduzidas e com um artesanal comparado com o próprio guarda-roupa (se não fosse o caso de motivo de atracção do publico masculino). A ideia deste tipo de heroína surgiu nos primórdios dos sex exploitation nos finais dos anos 60 e inícios dos 70, mas a figura solidificou com o aparecimento dos dois Aliens, onde Sigourney Weaver reconstituiu a mais lendária das mulheres de acção do cinema, Ellen Ripley. Com o passar dos anos, enquanto os filmes tornavam-se meros entretenimentos de junk food, a imagem de mulher de armas tornou-se a mais próxima da pornografia, os acessórios de vestuário eram cada menos e as medidas corporais maiores, e a sua postura interligava a frieza assassina e a indemne sensual.
Todavia os videojogos seguiam tal paralelismo, sendo a tarefa mais facilitada para o ramo cinematográfico, já que a criação de novas heroínas era reduzida, limitando a adaptar e a preencher as figuras electrónicas, como é o exemplo de Tomb Raider de Jan de Bont (Angelina Jolie no seu expoente máximo em termos de sex appeal) e Resident Evil que marca com a presença de Milla Jovovich.
Depois do desfecho do primeiro filme assinado por Paul W.S. Anderson, Resident Evil – Apocalypse, a segunda adaptação de acção real do famoso videojogo da Capcom, nos apresenta a mesma heroína, Alice (Milla Jovovich), em outro cenário mas com os mesmas armadilhas e inimigos. O vírus T se libertou da corporação Umbrella, devastado Raccoon City, agora sob o efeito de qualquer fita de Romero, Alice e um grupo de sobreviventes fazem de tudo para saírem ilesos a tais ameaças e impedir que o vírus se espalhe pelo resto do Mundo.
O realizador agora é outro, Alexander Witt, um conhecido director de sequências de acção de filmes como o remake de Italian Job, Pirate of the Caribbeans ou até mesmo a saga The Bourne, nisso verifica em toda a narrativa de Resident Evil – Apocalypse que é reduzida a uma colagem de acção e mais acção, aparentado tudo como um próprio videojogo. Milla Jovovich porém comporta-se como a derradeira heroína e ao seu lado Sienna Guillory como Jill Valentine (personagem famosa do franchising de videojogos) a servir de apoio sensual.
Como filme de zombies, a sequela se comporta como o menos cerebral possível e a narrativa desenrola automaticamente com um conjunto de caricaturas a servir de personagem. Obviamente inferior ao guilty pleasure do primeiro filme, Resident Evil – Apocalypse é cinema pastilha-elástica, o mais do mesmo em termos industriais. Mas triste mesmo é testemunhar a transformação da mulher como plena figura de perigo e sexo.
Real.: Alexander Witt / Int.: Milla Jovovich, Eric Mabius, Oded Fehr, Sienna Guillory, Jared Harris
Ver Também
Real.: Marcus Nispel / Int.: Jason Momoa, Rose McGowan, Stephen Lang
Filme – A revisão do clássico da aventura literária, Conan, da autoria de Robert E. Howard, recebe aqui na mão de Marcus Nispel um tratamento mais sangrento, macabro e sujo, por outras palavras bárbaro, um pouco longe da limpa versão de John Milus em 1982. Jason Momoa na pele do famoso bárbaro, é uma aposta ganha, oferecendo ao personagem, um pouco abrutalhado por Arnold Schwarzenegger, uma agilidade e força felina, muito fiel aos próprios escritos. Uma aventura pseudo-épica que entretêm nas horas vagas.
AUDIO
Inglês Dolby Digital 5.1
LEGENDAS
Português
EXTRAS
Trailer
Distribuidora – Zon Lusomundo
Real.: Rupert Wyatt / Int.: James Franco, Freida Pinto, Andy Serkis
Filme – A prequela de um dos franchisings mais antigos do cinema, sendo que o primeiro filme data de 1968, tornou-se numa daquelas surpresas que marcam o ano 2011. Um improvável sucesso que funciona num exercício da sofisticação tecnológica visual o qual os filmes da grande indústria acompanham, mas acima de tudo a fita de Rupert Wyatt se concretiza como uma aventura sólida de ficção científica, onde testemunhamos o nascimento de uma das belas tragédias cinematográficas.
AUDIO
Inglês Dolby Digital 5.1
Hindi Dolby Digital 5.1
Tamil Dolby Digital 5.1
Turco Dolby Digital 5.1
Polaco (VO) Dolby Digital 5.1
LEGENDAS
Português
Inglês
Árabe
Grego
Islandês
Hindi
Tamil
Hebreu
Polaco
Turco
EXTRAS
Cenas Eliminadas
Mitologia dos Macacos
O Génio de Andy Serkis
Distribuidora – Castello Lopes Multimédia
Ver também
Rise of the Planet of Apes (2011)
Michelle Williams, prestes a tornar-se num ícone do cinema em desempenhar outro ícone, a mitica Marilyn Monroe em My Week with Marilyn de Simon Curtis. Com a estreia do esperado relato da vida pessoal da actriz cujo nome verdadeiro era Norma Jeane Mortenson, o Cinematograficamente Falando… decide recolher alguns dos melhores desempenhos da mulher que não partilha o seu estrelato mas que lhe veste a pele, senhores e senhoras, convosco, a menina Williams.
Emily Tetherow (Meek’s Cutoff, 2010) Kelly Reichardt
Cindy (Blue Valentine, 2010) Derek Cianfrance
Dolores (Shutter Island, 2010) Martin Scorsese
Wendy Carroll (Wendy & Lucy, 2008) Kelly Reichardt
Lana (Land of Plenty, 2004) Wim Wenders
Alma (Brokeback Mountain, 2005) Ang Lee
A jovem mãe (Incendiary, 2008) Sharon Maguire
E para o leitor, qual o desempenho mais memorável de Michelle Williams?
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