A febre do petróleo é motivo de uma intriga na nova obra de Jean-Jacques Annaud, um realizador francês conhecido pelo grande público e pela crítica por obras como The Name of the Rose e Seven Years in Tibet. A produção tem como titulo Or Noir (Black Gold, traduzido em inglês) e conta com um elenco internacional composto por Tahar Rahim (Un Prophete), Freida Pinto (Immortals, Slumdog Millionaire), Antonio Banderas (The Mask of Zorro; la Piel que Habito), Mark Strong (Green Lantern) e Riz Ahmed (Four Lions). Estreado na França em 23 de Novembro e sem data de estreia marcada no nosso país, Black Gold é um épico que se centra numa guerra entre ideais, a colisão de dois mundos, e no seio dela reside um romance á moda antiga.
Real.: Duncan Jones / int.: Jake Gylenhaal, Michelle Monaghan, Vera Farmiga
Filme – “Condenado” a tornar-se no filme de ficção científica do ano, Source Code é um frenesim de suspense que renova a ideia de viagem do tempo duma forma quase quântica, tudo isto tornado num espectáculo inteligente, vistoso e emocionante. Duncan Jones havia estreado na cadeira de realizador com Moon em 2009, e agora sob um maior orçamento consegue realmente provar que ficção científica é a sua praia.
AUDIO
Inglês
LEGENDAS
Português
Inglês
EXTRAS
Comentário áudio opcional
Depoimentos do Elenco
Acesso opcional a curiosidades enquanto visiona o filme (bónus sem legendas em Português)
Pontos de Interesse
Distribuidora – Zon Lusomundo
Ver Também
O saber não tem limites, segundo dizem!
Sabendo que somos os animais mentalmente mais capazes do planeta Terra e, segundo algumas fontes, apenas utilizamos 10% de toda a nossa capacidade cerebral, a utilização total dessa mesma massa cinzenta nos elevaria a um estatuto de reflexão e sabedoria inimaginável, algo que possa ser equiparado a deuses. Esta possibilidade é explorada em forma narcótica por Neil Burger (The Ilusionist) neste thriller misto ficção cientifica denominado de Limitless. A história remete-nos a um desinspirado escritor que descobre uma droga capaz de despertar todo o potencial cerebral, porém, esse tal medicamento têm um "se não" - nunca fora testado cientificamente. Logo cedo a personagem interpretada com rigor por Bradley Cooper (The Hangover) conhece uma fase sem limites na sua vida, mas esquecendo que por vezes os dons são seguidos por sacrifícios. Narrado de forma estilística e entusiasmante, Limitless é um fugaz exercício fantasioso que reconhece o seu valor e potencial mas que desperdiça alguns horizontes que poderiam elevar a fita, e quando o desfecho chega a sensação ecoada é que tudo não passou de um episódio piloto, onde falta sobretudo uma carga dramática mais acentuada no seu climax. Enfim, para além de Cooper, ainda temos a nosso dispor os desempenhos de Abbie Cornish, Robert DeNiro e de Andrew Howard. Vê-se com ligeiro interesse!
Real.: Neil Burger / Int.: Bradley Cooper, Abbie Cornish, Robert DeNiro, Andrew Howard
A bela e o monstro para a geração IPhone!
Eis a nova tendência do cinema adolescente: refazer os velhos clássicos da literatura e convertê-los em “monumentos” contemporâneos e actuais (não referindo simplesmente aos espaços temporárias, mas como também aos tiques cinematográficos). A vítima foi uma história que tantos conhecem e alguns amam, talvez graças ao clássico da animação da Disney de 1991. Sim, refiro ao The Beauty and the Beast, ou traduzido para bom português, A Bela e o Monstro. Da história originalmente criada por Jeanne-Marie Leprince de Beaumont (1711 – 1780) este Beastly tem muito pouco, o que sobra é a referência e simples coincidências argumentativas, mas o que existe aqui demasia é os variados tiques dos produtos teens de porte Disney e de um certo fenómeno chamado Twilight. Rodeado por personagens ocas e sem necessidade de existência, uma actriz que demonstra ausência de talento na arte da representação (Vanessa Hudgens), eis uma conversação parva clássica história subjugada por uma noção lamecha e inconsequente definição de romance. Apenas factores que fazem prever Beastly – O Feitiço do Amor como um dos piores do ano. Felizmente nota-se um esforço em Alex Pettyfer, que em termos cinematográficos parece seguir um muito mau caminho.
Real.: Daniel Barnz / Int.: Alex Pettyfer, Vanessa Hudgens, Mary-Kate Olsen
O Padre contra-ataca!!
Depois de ter sido um anjo caído do céu em Legion, o actor britânico, Paul Bettany volta a trabalhar com o realizador Scott Charles Stewart em mais uma adaptação de uma graphic novel de teor sobrenatural. Desta feita é o coreano Priest, de Min-Woo Hyung, uma espécie de reinvenção da obra The Searchers, de John Ford, remetido a um futuro alternativo de um mundo empestado por vampiros e de outras raças sanguinárias em que um Padre (Paul Bettany), uma espécie de guerreiro santo, viaja por terras proibidas, desertado da sua própria Ordem, com o intuito de resgatar uma jovem que fora raptada pelos respectivos monstros vampíricos. O actor já visto em melhor forma em obras de classe A como A Beautiful Mind, de Ron Howard, ou do cinema de autor como Dogville, de Lars Von Trier, encontra-se descaradamente automático, protagonizando um argumento rebuscado, minúsculo e carenciado por um universo credível. Tudo o resto são personagens descartáveis, sequências de acção sem alma e algumas das quais são ridículas e um vilão sem grandes pretextos para sê-lo. Vale pelos efeitos visuais e outros valores de produção, mas é evidente que tais factores justifique um filme. No final de contas ainda questionamos presença de um actor como Christopher Plummer numa produção destas. Felizmente a resposta seguiu directamente para DVD.
Real.: Scott Charles Stewart / Int.: Paul Bettanny, Maggie Q, Cam Gigandent, Karl Urban, Christopher Plummer, Lily Collins
Sob controlo!
Imaginem que a nossa vida é desenhada desde inicio do primeiro dia, os acontecimentos que sucedem já se encontram previstos muito antes de ocorrerem, as pessoas que conheces não é por mero acaso e a tua existência tem controlos e limites definidos por outros que observam a tua rotina de muito perto. Sob uma temática audaz, interessante e por vezes radicalmente alucinada é pelo qual funciona como ideia este The Adjustment Bureau, uma adaptação de um homónimo conto de Phillip K. Dick (Blade Runner).
A história segue Matt Damon na pele de um político prestes ascender-se na sua carreira, até que um dia conhece uma bela bailarina (Emily Blunt) e apaixona loucamente por ela, sacrificado um futuro de êxitos em prol desse romance. Porém tal encontro não estava destinado a acontecer, e então os “agentes” (outra denominação para anjos, nada de relacionado com Matrix) tentam remediar tal feito. Mas o nosso herói não se encontra convencido do destino que afinal não tem entre mãos e contra tudo e todos, desafia todas as probabilidades para poder concretizar o que realmente não estava designado.
Ao fim de meia hora, o filme de ficção científica dá lugar a um romance e é aí que o descalabro acontece, não por um género ser mais atractivo pelo público que este The Adjustment Bureau dirige, mas porque logo desconcentra toda a espinha dorsal que havia sido criado para a fita. Os actores têm química mas nada disso prevalece frente a um conjunto de personagens mal desenvolvidos e a certa altura, inconsequentes e ocas.
O inexperiente na cadeira de realizador, George Nolfi, perde o controlo do seu próprio filme e perde o interesse dos seus protagonistas, o espectador começa desesperadamente a apoiar os ditos “agentes”. Um filme tecnicamente competente, quimicamente capaz mas desequilibrado e sem força para vergar frente a produções mais ambiciosas. Que pena!
Real.: George Nolfi / Int.: Matt Damon, Emily Blunt, Terence Stamp
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