18.10.10

O Paraíso dos Gangsters!

 

Staten Island, uma das pequenas ilhas ao redor de Nova Iorque, o habitat dos gangsters é o palco de três histórias de crime que prometem cruzar-se. Um chefe da Máfia (Vincent D’Onofrio) com o desejo de fazer parte da Historia, um limpador de fossas (Ethan Hawke) que decide assaltar a casa de um mafioso para poder oferecer um futuro ao seu filho e por fim o surdo e mudo Jasper (Seymour Cassel), dono de uma mercearia local, fica farto de servir os gangsters dos arredores.

 

 

Apresentado no Festival de Cinema de Tóquio, Staten Island é um curioso pequeno filme que combina a narrativa mosaico com o cinema de máfia como Goodfellas de Martin Scorsese. È uma fita que vale pelos actores, com principal destaque para Seymour Cassel e Julianne Nicholson, sendo também que a realização do estreante a director James DeMonaco, que contribuiu para os argumentos de Jack de Francis Ford Coppola ou para o remake de Assault on Precinct 13 de Jean-François Richet.

 

 

A fita ainda tem a notabilidade de aproveitar o ambiente cínico da ilha e conseguir de forma eficaz cruzar as três histórias independentes de forma capaz, revelando James DeMonaco como um futuro autor. Porém, mesmo que curioso, é verdade que esta peça que roça o estilo mais independente, não consegue ficar na memória do público, mas é de facto um thriller que mereço ser visto com o mínimo da atenção. O inicio de um autor.

 

Real.: James DeMonaco / Int.: Vincent D’Onofrio, Ethan Hawke, Seymour Cassel, Julianne Nicholson

 

 

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 01:06
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18.10.10

Real.: Matthew Vaughn / Int.: Aaron Johnson, Chloe Grace Moretz, Nicolas Cage

 

Filme – Imaginem que qualquer um pode ser um super-heroi, mas que nunca ninguém tentou, pelo menos até agora. O jovem Dave Lizeski (Aaron Johnson) consegue tal feito e vestido com o seu fato de scuba diver e dois cassetetes percorre as ruas da cidade em busca de injustiças e crime a combater, sem saber que até mesmo os “super” vilões são bem reais. Não comparável a um vulgar filme de super-heróis ou algo saído dos comics books, Kick-Ass é um produto lúdico, divertido, original e visualmente hiperactivo em que combina comédia e grandiosas cenas de acção ao servido do espectador mais ou menos geek. Destaque para a revelação Chloe Grace Moretz.

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

 

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Distribuidora – Prisvideo

 

 

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Kick-Ass (2010)

 

FILME –

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publicado por Hugo Gomes às 00:36
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publicado por Hugo Gomes às 00:35
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Já se encontra online o trailer de Restless, o novo filme do autor de Gus Van Sant (Good Will Hunting, Milk), onde encontramos a actriz Mia Wasikowska (Alice in Wonderland) a fazer o papel de uma adolescente de 16 anos com uma doença terminal que se apaixona por um rapaz que vê fantasmas da Segunda Guerra Mundial (Henry Hopper, filho de Dennis Hopper). O filme tem data de estreia para 18 de Janeiro nos EUA, com previsível distribuição limitada.

 


publicado por Hugo Gomes às 00:32
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Golpe não é com eles!

 

Se Thick as Thieves fosse feito há 30 anos atrás,  esta seria de facto uma interessante proposta dentro do cinema de golpe (heist movie), ao invés disso, tendo em conta que nos dias que decorrem muito havia sido explorado nesse ramo, a fita de Mimi Leder reconhece-se como uma “salada”, onde praticamente nada de novo existe aqui. Todavia há que valorizar o facto desta realizadora fazer este banalíssimo produto com convicção.

 

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Fazendo de certa forma relembrar o bem sucedido filme de 1999, Entrapment, onde Sean Connery dá lugar a um suficientemente carismático Morgan Freeman e a sensual Catherine Zeta-Jones é substituída por Antonio Banderas munido do seu habitual exótico sotaque. Com isto quero dizer que Thick as Thieves (Parceiros do Crime) funciona na "velhinha" receita de mestre / pupilo no mundo dos crimes da arte. A película segue então a cumplicidade entre dois ladrões, entre os quais o lendário criminoso de arte, Keith Ripley (Morgan Freeman), que têm como missão roubar dois misteriosos ovos de Romanov, naquela que parece ser o lugar mais impossível para o executar. Entretanto, um chefe da Máfia Russa parece estar interessado no trabalho da dupla.

 

 

Visualmente e tecnicamente académico, embaraçando no previsível serie B, a fita de Leder, que foi a responsável pelo irritante Deep Impact (1998) e Pay It Forward (2000), resume-se a pouco. Eis um produto que parece ter saído das prateleiras do direct-to vídeo, e ainda anexado ao seu código de barras. Os protagonistas estão limitados a preencher caricaturas que são eventualmente acompanhadas por um elenco secundário mais esforçado, Radha Mitchell, numa sensualidade nunca visto, Rade Serbedzija e ainda os muitos despercebidos Robert Forster (nomeado ao Óscar por Jackie Brown de Quentin Tarantino) e Tom Hardy (que brilhou no recente mega - êxito Inception). De resto, é confirmar Thick as Thieves como um produto esquecível, gerado com uma competência, mas com evidentes ausências de garra, e claro, originalidade por parte dos envolvidos.

 

" Some people were born to compose music. Others to split the atom. I was born to steal shit."

 

Real.: Mimi Leder / Int.: Morgan Freeman, Antonio Banderas, Radha Mitchell, Rade Serbedzija, Robert Forster, Tom Hardy

 

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4/10
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publicado por Hugo Gomes às 00:15
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Talvez o mais esperado filme do momento, Harry Potter and the Deathly Hallows Part 1, irá ser lançado em 2D ao invés do confirmado 3D, tudo porque a conversação a três dimensões é demorada e de resultados não muito satisfatórios, sendo que os executivos da Warner decidiram que a primeira parte será exibida somente á primeira forma, enquanto tempo não falta para o tratamento da segunda parte que estreará no Verão de 2011 … e sim em 3 dimensões. De momento são lançados para a Internet novos posters do filme de fantasias desta temporada, cujo design é mais negro que os anteriores. A primeira parte de Harry Potter and the Deathly Hallows tem estreia para 19 de Novembro.


publicado por Hugo Gomes às 00:04
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17.10.10
17.10.10

Real.: Jeff King / Int.: Steve Austin, Walter Goggins, Laura Vandervoot

 

 

Filme – Acabado de sair da prisão, John Brickner (Steve Austin) entra no mundo das lutas ilegais com o intuito de sobreviver e construir uma vida na liberdade. Fita de acção em que gira somente envolto da lenda do wrestling norte-americano Steve Austin, resultando num “enjoyable” e simples produto de pastilha de elástica.

 

AUDIO
Inglês Dolby Digital 5.1

 

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Selecção por Capítulos
Recomendamos

 

Distribuidora – LNK Audiovisuais, SA

 

 

FILME –

DVD –

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publicado por Hugo Gomes às 23:59
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Isolado nas Trevas!

 

Darkness Falls de Jonathan Liebesman (The Texas Chainsaw Massacre – The Beginning, The Killing Room) é um filme de terror de estúdio, ou seja possui todas as características do exemplar mais comercial do género, vistoso em termos visuais e sonoros, mas o qual não consegue estruturar um clima de suspense digno.

 

 

A fita é baseada na história real de Matilda Dixon, o qual era conhecida como “A Fada dos Dentes” da pequena cidade de Darkness Falls, Massachusets, que oferecia uma moeda em troca de um dente de leite. Mas quando duas crianças misteriosamente desaparecem os habitantes culpam Maltida e lhe enforquem, sendo que passado algum tempo sua inocência é provada, a partir daí suscitou a lenda de uma maldição, que no filme é descrito por um espírito vingativo.

 

 

Velha histórias de fantasmas contada entre correrias por Hollywood, Liebesman é incapaz de sustentar uma narrativa base que depois de lançada a premissa é disparada com um certo ar de “despacho”. A juntar a esta mal recontada história de assombração estão os maus desempenhos dos actores protagonistas, da mal concepção dos personagens que são todas descritas como “carne para canhão” neste slasher movie sobrenatural e um desperdício do potencial dos factos verídicos que serviram para os senhores Joe Harris e John Fasano escreverem o anoréctico argumento. Darkness Falls representa mesmo o “fall” (=queda) do cinema de terror.

 

Real.: Jonathan Liebesman / Int.: Chaney Kley, Emma Caulfield, Joshua Anderson

 

 

3/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:54
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12.10.10

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publicado por Hugo Gomes às 23:47
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10.10.10

Velho Wall Street, novo Milénio!

 

Estreava em 1987, Wall Street, que consistiu numa das obras de culto da filmografia do ácido autor Oliver Stone, celebre como persona non grata da sociedade americana, reflectindo nas suas fitas a sua noção crítica do sistema e dos factos que marcam um país como vimos em Platoon (um despertar das memorias do realizador), Born on the 4th July (retrato acidifico da militarização dos EUA) ou até mesmo no recente W. (fita sobre a presidência de George W. Bush). Este Wall Street, que foi antes de mais o filme que garantiu a Michael Douglas o seu Óscar de Melhor Actor, é da carreira de Stone, o mais “entertainment”, cruzando o cinema de máfia com a geração yuppie que florescia nos anos 80.

 

 

Esta sequela ocorre 23 Anos depois, a personagem de Douglas, o notório Gordon Gecko, acabado de sair da prisão, confronta-se com uma vida solitária e recomeça do zero as suas etapas de sucessão, vendo no seu genro Jacob Moore (Shia LaBeouf) o seu eventual sucessor e a possível ligação para a sua “desaparecida” filha, aparentemente.

 

 

Ao contrário do seu antecessor, Money Never Sleeps (baseado numa das frases de Gecko no primeiro Wall Street) é uma abordagem á crise financeira que os EUA e o resto do mundo pronunciaram pós 11 de Setembro, e que ainda não se livrou totalmente. Este dito regresso á Grande Depressão assim por dizer é engraçadamente trazido por miúdos na película, convertido em momentos semi-apocalipticos e de grande emoção como tensão, por exemplo entre os personagens em plena sala de reuniões. Depois disso ainda contamos com as não favoráveis moralidades, que se baseia nas “soluções” que o argumento de Allan Loeb e Stephen Schiff tenta dar para estas quebras na sociedade.

 

 

Se Wall Street de 87 era um filme de realização moderna, mas mesmo assim muito 80s, Money Never Sleeps é sofisticado e de narrativa energética, com claras doses de montagem á la multimédia. Stone tem uma clara adaptação aos novos meios narrativos cinematográficos e com isso traz-nos uma sequela sedutora visualmente.

 

 

E tal como a versão dos anos 80, Wall Street é um filme de actores, com isso quer dizer que temos a nosso dispor um leque formidável dos mesmos, daqueles que só um nome como Oliver Stone poderia atrair. Michael Douglas encontra-se em grande forma após alguma ausência no cinema mais comercial, porém não em grande plano, nesse campo pertence um dos factores que nos inspira “modernização”, o “tapa-buracos” Shia LaBeouf, que havia desempenhado o filho de Indiana Jones, aqui súplica para ser o sucessor de Gordon Gecko. Mesmo assim o jovem actor que ficou celebre na mega-produção Transformers de Michael Bay, não chega sequer aos calcanhares da personagem de Gecko e tal como “manso”, os seus caracteres como protagonista requer mais da fama que o filme constantemente nos dá com habituais adjectivos á pessoa que a própria “persona” em questão. Devo dizer que LaBeouf é um erro de casting, mas a sua parceira romântica não, a nomeada ao Óscar, Carey Mulligan e os suas “covinhas”. Já que falamos no elenco não poderíamos deixar de assinalar as melhores interpretações da fita, que couberam a Frank Langella (hipnótico) e o ascendente Josh Brolin (óptimo como vilão).

 

 

Será que no final disto tudo, Wall Street – Money Never Sleeps seja uma sequela necessária? Obviamente não. A sua dispensabilidade é o seu maior erro tal como o seu excesso de melodrama, mas encarando que é uma solução mais favorável do que um remake do clássico dos anos 80 para os dias de hoje, então este Wall Street faz todo o sentido. Para sabermos que por vezes até os autores recorrem às sequelas.

PS – Não percam o cameo do actor Charlie Sheen como Bud Fox, que no original de 1987 era apontado como o sucessor de Gordon Gecko.

 

“Stop telling lies about me and I'll stop telling the truth about you.”

 

Real.: Oliver Stone / Int.: Michael Douglas, Shia LaBeouf, Carey Mulligan, Susan Sarandon, Josh Brolin, Frank Langella, Charlie Sheen

 

 

Ver também

Wall Street (1987)

7/10
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publicado por Hugo Gomes às 17:56
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O cinema encontra-se mais pobre, com o adeus de dois protagonistas do cinema mais clássico de Hollywood, a começar pelo realizador e produtor Arthur Penn. Conhecido pelo seu trabalho no inovador Bonnie & Clyde (1967), faleceu dia 28 de Setembro de problemas cardíacos, tinha 88 anos. Outra despedida é do actor Tony Curtis (pai da actriz Jamie Lee Curtis), celebrizado em Some Like It Hot (1959) e nomeado ao Óscar em The Defiant Ones (1958), faleceu em consequências de falhas respiratórias. Para ambos um ultimo adeus!

 

Arthur Penn (1922 – 2010)

 

Tony Curtis (1925 – 2010)

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publicado por Hugo Gomes às 01:44
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Há algumas semanas, Christopher Nolan, que se encontra ao cuidado do novo aparecimento de Super-Homem ao grande ecrã, elaborou uma lista de possíveis realizadores para o reboot, entre os quais contou-se nomes como o de Matt Reeves (Cloverfield), Darren Aeronofsky (Requiem for a Dream, The Wrestler), Tony Scott (Top Gun) e Duncan Jones (Moon). Já chegou a confirmação do autor escolhido para a ressurreição do herói da DC Comics, trata-se de Zack Snyder (300, Watchmen e The Legend of the Guardians), que em conjunto com Nolan conceberão Superman – Man of Steel, uma variação mais negra, prevista para o Verão de 2012. Recentemente existem rumores de que Natalie Portman encontra-se em negociações para o papel de Lois Lane, a apaixonada do nosso herói.

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publicado por Hugo Gomes às 01:41
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10.10.10

Real.: Scott Charles Stewart / Int.: Paul Bettany, Lucas Black, Dennis Quaid

 

 

Filme – A iminência de um apocalipse, a queda de um anjo renegado, uma estação de serviço no meio do nada poderá ser o berço de uma nova Humanidade. Adaptação de uma provocadora graphic novel que resulta nas mãos de Scott Charles Stewart num filme serie B sem pretensões. É dispensável, por vezes ridículo, mas garante bons momentos de entretenimento, é só acreditar.

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

Espanhol Dolby Digital 5.1

Catalão Dolby Digital 5.1

Francês Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

Inglês

Espanhol

Francês

Árabe

Finlandês

Norueguês

Dinamarquês

Sueco

Holandês

 

EXTRAS

Criação do Apocalipse – Por detrás dos efeitos físicos
Última linha de defesa da Humanidade – Elenco e personagens
Dos pixels ao filme – Um olhar sobre os efeitos visuais

 

 

Distribuidora – Sony Pictures, LDA

 

FILME –

DVD -

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publicado por Hugo Gomes às 01:35
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9.10.10

The Answer Man (2009)

 

Real.: John Hindman / Int.: Jeff Daniels, Laura Graham, Lou Taylor Pucci

 

Jeff Daniels é Arlen Faber, um famoso escritor, autor de um livro sobre os seus supostos diálogos com Deus, procura obsessivamente as respostas às suas perguntas, enquanto isso apaixona-se por Elizabeth (Laura Graham), uma mãe solteira, o qual dividirá o mundo de Faber. Obra independente entre comédia romântica e o drama que nos entrega um registo quase one-show-man do ultimamente “apagado” Jeff Daniels. Realizado por John Hindman (sua estreia na realização), Answer Man trata-se de uma fita simpática, modesta, mas por vezes desequilibrada pelas suas bruscas mudanças de registo, mas competente na sua forma de “espicaçar” as obras literárias de tom religioso de fins comerciais e o histerismo envolto (algo á semelhança daquele fenómeno literário chamado The Secret). Porém nada demais no ramo do cinema mais independente.

6/10

 

Dance Flick (2008)

 

Real.: Damien Dante Wayans / Int.: Shoshana Bush, Damon Wayans Jr., Shawn Wayans, Marlon Wayans

 

Os spoof movies já existem há muito tempo, valorizados pela mão de Mel Brooks (anos 70 e 80) que os fabricou como criticas e sátiras de aguçada inteligência, mas que com a passagem dos anos, a palavra sátira se transformou em puro gozo, que automaticamente se revelou no êxito fácil e gratificante, todavia obteve momentos intemporalmente hilariantes como Airplane! e Naked Gun de David Zucker. Dance Flick é outro caso, dependente da fórmula que garantiu o sucesso de Scary Movie (2000, Keenen Ivory Wayans) que por sua vez foi metamorficamente o legado de um subgénero de comédia tão afirmado nas bilheteiras internacionais, ainda hoje contínuo pela dupla de argumentistas Jason Friedberg e Aaron Seltzer (Disaster Movie, Meet the Spartans e agora Vampires Suck). Este Dance Flick é o regresso dos irmãos Wayans aos filmes que lhe garantiram sucesso, num spoof aos filmes de dança e uma certa piscadela á saga Twilight. Tal como as obras que tem vindo a marcar o dito “legado”, a fita é ridícula, sem grande nexo entre as sequências e sem um pingo de inteligência na sua concepção. Vale sobretudo pelas sequências em que entram os irmãos Wayans, a relembrar os tempos em que Scary Movie era um simples inequívoco de sucesso.

3/10

 

The Maiden Heist (2008)

 

 

Real.: Peter Hewitt / Int.: Christopher Walken, Morgan Freeman, William H. Macy, Marcia Gay Harden

 

Uma comédia que junta o trio veterano de actores como Christopher Walken, Morgan Freeman e William H. Macy não poderia resultar numa simples reunião de amigos. Os três actores desempenham três seguranças de um museu de artes que ao saberem que existem planos da colecção que tanto tempo guardaram irá ser importada para um museu na Dinamarca, decidem então engendrar um plano para roubar as suas peças favoritas. Dirigido por Peter Hewitt (Garfield, Zoom) eis uma comédia que de divertido tem é o seu desenvolvimento e as situações caricatas que os nosso protagonistas participam, ao invés de se apoiar inteiramente em gags físicos. The Maiden Heist, Um Golpe de Artistas no título em português, é uma comédia de teor clássico relembrando os exemplares de Jack Lemmon e Walter Mathau, cujo trio de actores é competentes e Marcia Gay Harden é a cereja no tempo do bolo, o resto é uma rica paródia ao cinema de golpe. O melhor filme de Hewitt, uma pequena surpresa!

6/10

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publicado por Hugo Gomes às 20:23
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7.10.10

Nicholas Spark strike back!

 

Se Lasse Hallstrom é um conquistador do grande público, sendo os seus dramas bem sucedidos nas audiências, Nicholas Spark é o quebra-corações dos leitores apaixonados, e quando os dois se unem o resultado está bastante longe do fracasso … financeiro. Á semelhança das adaptações anteriores das obras do autor literário; Night in Rodanthe, Message in a Bottle, The Notebook e até mesmo The Last Song, somos induzidos aos elementos dignamente “sparkianos”, ou seja os amores de Verão, altamente glorificados e esteticamente perfeitos, a tragédia que leva a ruptura e os adereços que resume a tudo o resto da historia que apenas serve para “palha”.

 

 

Dear John não vai longe desse registo, eis a paixão de um soldado, John Tyree (Channing Tatum) em licença e de uma jovem com desejos de ajudar pessoas autistas (Amanda Seyfried), o qual ficam divididos com o dever de missão de Tyree, mas ligados por correspondência.

 

 

Quanto a Hallstrom que dirigiu os bem sucedidos Chocolat (2000) e The Cider House of Rules (1999), tem um papel quase automático e servo da própria imaginação de Sparks (que se diga de passagem que não é muita), tal como as fitas referidas, dulcifica em demasiado toda a trama, correspondendo a uma visão demasiado ligeira e até dispensável do 11 de Setembro e da guerra no Afeganistão, e uma importância em demasia a um amor construído em duas semanas.

 

 

Dear John erra pela produção fácil e ditamente comercial, os actores dão o melhor de si, mas é pouco para uma dupla muito acostumada a filmes menores e a sua escolha reflecte no estético como é de esperar, Richard Jenkins chega a ser o melhor do filme, mas não convence como autista. Tudo se resume a um romance fast-food de puxar as lágrimas, nada de relevante para Hollywood foi produzido aqui, simplesmente algo banal!

 

Real.: Lasse Hallstrom / Channing Tatum, Amanda Seyfried, Richard Jenkins

 

 

Ver Também

Nights in Rodanthe (2008)

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 09:20
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6.10.10
6.10.10

X-Men 2 (X-Men II ).jpg

 

Os mutantes contra-atacam!

 

Com o sucesso dos mutantes da Marvel no grande ecrã, era de esperar que a Fox avançasse com uma sequela, mesmo que as reacções quanto ao primeiro filme tenham sido somente “mornas”, até mesmo agressivas em relação aos fãs mais ávidos dos comics. Com Bryan Singer ainda no leme, o realizador de Usual Suspects, o qual tenta ainda provar que é homem para o efeito, este X-Men 2 é um quase upgrade do êxito de 2000, em certa parte é bom saber quem ainda conhece os requisitos de uma sequela.

 

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A sequência que abre esta nova aventura apimenta efectivamente a experiência e dá asas à criatividade do pastiche universo dos comics. Com um novo mutante na área, Nightcrawler (excentricamente retratado por Alan Cumming), assistimos a um tremendo show de acção em conformidade com os avanços do CGI (Computer Generate Image). Singer consegue suavemente contagiar toda a referida cena com a disposição da tecnologia sem que esta apodere-se de todo este processo de ilustração, um registo que se verifica no desenrolar da narrativa.

 

nightcrawler6.jpg

 

Até porque com fortes traços do território da ficção cientifica (a grande vantagem de X-Men sobre muitas outras conversões dos comics nos cinemas), o filme explora o conteúdo da mutação com uma alusiva metáfora à discriminação social (não foi para isso que se criou esta popular série de banda desenhada em 1963). Este discurso, repetente do original, afasta várias vezes Singer da dominância dos efeitos visuais, sendo que com a presença destes em cena a reacção é mais semelhante a uma fantástica distopia do que um claro automatismo tecnológico (o qual sofreram, por exemplo, as sequelas de Matrix).

 

X-men-2-2003-55-g.jpg

 

E com o não-gratificação dos mesmo efeitos visuais, o realizador ainda se dedica a preencher estes “bonecos”, anteriormente extraídos de uma série de BDs, com emoções humanistas, algumas insercções capazes de promover secundários a registos sólidos. Depois o elenco que soa como maravilhas para este universo “maldito" (que nos anos 90 foram induzidos à liga B cinematográfica). Nesse aspecto é tão bom verificar a classe de Patrick Stewart, a surpresa de Famke Janssen numa personagem com muito para dar, e por fim, o "gentleman" Ian McKellen a regressar na pele do anterior vilão (agora convertido numa espécie de anti-herói). Falando de anti-heróis, eis a confirmação do outrora Hugh Jackman como o homem capaz de trazer a vida o tão carismático Wolverine.

 

X-Men-2 (1).jpg

 

Este é um exemplo de como o comics movies estão a ganhar força no nosso panorama cinematográfico, depois do Sam Raimi apostar no bem-sucedido Spider-Man e em Ang Lee ter atribuido uma veia intimista em Hulk, Bryan Singer torna-se num dos braços fortes deste futuro novo movimento. Porém, nem tudo é perfeito, o climax pode-se tornar ocasionalmente rebuscado derivado à quantidade de conflitos por resolver e, por sua vez, a vontade de Singer em não ceder ao puro espectáculo visual.

 

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A juntar a isto, um leque de personagens somente figurativas, as mesmas isentes de desenvolvimento no episódio anterior que infelizmente não encontraram aqui nenhum modo de redenção (Halle Berry e James Mardsen são exemplos gritantes neste grupo). Mas fora isso, mesmo não sendo uma tragédia grega, em X-Men 2 respira-se cinema adulto, sim, fantástico, mas maduro.

 

"Mutants. Since the discovery of their existence they have been regarded with fear, suspicion, often hatred. Across the planet, debate rages. Are mutants the next link in the evolutionary chain or simply a new species of humanity fighting for their share of the world? Either way it is a historical fact: Sharing the world has never been humanity's defining attribute."

 

Real.: Bryan Singer / Int.: Patrick Stewart, Hugh Jackman, Ian McKellen, Halle Berry, Famke Janssen, James Marsden, Anna Paquin, Rebecca Romijn-Stamos, Brian Cox, Alan Cumming, Shawn Ashmore

 

X-men-2.jpg

7/10
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publicado por Hugo Gomes às 00:31
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