31.10.10

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 22:30
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31.10.10

A cidade por Ben Affleck!

 

Conhecido como actor de grandes blockbusters como de produções independentes, Ben Affleck esteve na ribalta como automaticamente chegou á má fama como “actor de dias”, devido a maus projectos e até mesmo interpretações ruinosas, o qual garantia nomeações para os Razzies (prémios que distinguiam os piores do ano). Mas longe da sua mediática presença hollywoodesca e das novelas dos seus namoros e separações, Affleck sempre se revelou no talentoso homem por detrás das câmaras, a grande celebração de tal foi o Óscar de Melhor Argumento em conjunto com o seu amigo Matt Damon em Good Will Hunting de Gus Van Sant (1997) que contou com a presença de Robbin Williams num dos seus melhores papeis. Em 2007 estreou-se na realização com a adaptação do policial de Dennis Lehane, Gone Baby Gone, cujo seu irmão mais novo, Casey Affleck, protagonizou e que arrecadou excelentes críticas, agora passados três anos, o actor agora convertido num autor, regressa em mais uma conversão, neste caso a da novela de Chuck Hogan, Prince of the Thieves. O seu novo filme tem como titulo The Town e digressou em inúmeros festivais de cinema onde tem arrecadado aclamações ainda maiores.

 

 

The Town – A Cidade tem como sinopses o amor entre um assaltante de bancos e uma gerente dos mesmos, romance o qual que poderá levar a cabo á desmantelação de uma quadrilha que tem arrasado os estabelecimentos bancários da área de Boston. A fita ainda segue um conto de violência que glorifica um hino em prol do bairro Charlestown, considerado o local do mundo onde mais assaltantes de banco têm gerado.

 

 

Mais do que um simples conto do vigário ou qualquer remessa do cinema de golpe, a nova fita dirigida e interpretada de Ben Affleck é uma excelente caracterização de que o cinema de acção não pode se limitar ao menor dos seus esforços artísticos, com isto devo salientar que assistimos a tiroteios, perseguições e todos aqueles adornos de assaltos com grande estilo e qualidade, mas ao mesmo tempo servidas por um argumento bem concebido, uma ênfase dramática pontiaguda, interpretações de luxos e uma banda sonora de primor, fazendo com que The Town seja dos melhores heist movies dos últimos anos.

 

 

Tudo se enrola com certa descendência scorseseano, um filme onde a violência é tratado de forma natural para os nativos desta cidade atormentada pela revolta social dos seus meios. Quanto aos desempenhos, é verdade que temos que admitir que Ben Affleck como cabeça de cartaz poderia trazer alguma repudia, tendo em conta a má do actor em termos artísticos, mas desde Hollywoodland de Allen Coutler tem vindo a ascender nesse veio, porém é na sua mais recente obra que encontramos o melhor papel da sua carreira. Affleck parece ter se tornado camaleonico face á pesada carga citadina da sua Boston. Já que falamos o melhor de uma carreira, não poderíamos deixar de lado o cada vez mais secundário actor britânico Peter Postlethwaite na pele de um gangster sénior, outros desempenhos a decorar é o Jeremy Renner, que foi celebrizado com o galardoado The Hurt Locker de Kathryn Bigelow, tem agora o inicio de um posterior caminho. O resto resume-se a uma forte prestação de Blake Lively (Gossip Girl), a doce Rebecca Hall que encarna o personagem mais inocente desta trama, a única que vê nas ruas sangrentas de Charlestown esperança, o carismático Chris Cooper (nos últimos tempos tem estado apagado) e John Hamm, imperdível a sua transição da televisão (Mad Men) para o grande ecrã.

 

 

Numa temporada em que o terror parece tomar conta das escolhas dos espectadores nas suas idas ao cinema, não devemos deixar de lado este magnifico trabalho de Affleck, cada vez mais talentoso autor. Entretenimento adulto que já é dos melhores do ano, sem duvida.

 

“I’ll see you again, in this side or the other”

 

Real.: Ben Affleck / Int.: Ben Affleck, Jeremy Renner, John Hamm, Rebecca Hall, Blake Lively, Chris Cooper, Peter Postlethwaite

 

 

Ver Também

Gone Baby Gone (2007)

9/10
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publicado por Hugo Gomes às 21:42
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Paranormal Activity 2 de Tod Williams, o espanhol (REC) 2 da dupla Jaume Balagueró e Paco Plaza e The Last Exorcism de Daniel Stamm, o mockumentario ou falso-documenatrio parece ser o registo narrativo da moda, onde o mínimo de requisitos é filmar a fita como um vídeo amador se tratasse, usufruindo de um realismo que choca, diverte e oferece ao espectador novas emoções. Assistiremos agora dez filmes que também combinaram esta regressão cinematográfica, mas devidamente eficaz.

 

 

 

A Hard Day’s Night (Richard Lester, 1964) – Produzido durante o auge da “beattlemania”, esta fita protagonizada pelos quatro membros da banda pop Beattles (John Lennon, Paul McCartney, Ringo Starr, George Harrison) apresentava o registo de dois dias das suas vidas como profissionais musicais. Como é de esperar o filme foi um autêntico êxito.

 

 

Cannibal Holocaust (Ruggero Deodato, 1981) – Considerado um dos filmes mais chocantes e controversos de sempre, Deodato teve a excelente ideia de pegar na sua câmara e filmar um autêntico massacre canibal na floresta amazónica. De seguida teve a brilhante ideia de pagar aos seus actores para literalmente desapareceram, dando assim realismo na sua fita, já que a ideia é que o vídeo assemelha-se o mais real possível. Deodato chegou a ser julgado, sendo acusado por homicídio, mas tudo foi em vão com uma rápida intervenção do director em reunir os “desaparecidos” intérpretes.

 

 

Zelig (Woody Allen, 1983) – Interpretado pelo próprio Allen e por Mia Farrow, Zelig é uma fita com um visual dito de um filme documentário preto e branco dos anos 30, que conta a história de Leonard Zelig, um homem com a habilidade de transformar tudo o que lhe rodeia, recebendo o nome de o Homem-Camaleão.

 

 

This is Spinal Tap (Rob Reiner, 1984) – Um filme de êxito que apresentava a falsa digressão de uma falsa banda de rock. Escrito e interpretado por Christopher Guest, Rob Reiner, Michael McKean e Harry Shearer eis uma fita divertidíssima que brinca com as extravagâncias da estrelas e da histeria dos fãs. Como se costuma dizer a vida é rock, sexo e drogas.

 

 

The Blair Witch Project (Daniel Myrick, Eduardo Sánchez) – Depois de Cannibal Holocaust, The Blair Witch Project foi o próximo e referencial mockumentario de terror, a sinopse segue um grupo de estudantes que decidem concretizar um projecto escolar que consiste num documentário de uma lenda local, a lenda da Bruxa de Blair. Foi um frenesim na altura que estreou e ainda hoje um dos filmes de terror mais assustadores dos últimos anos.

 

 

Borat - Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan (Larry Charles, 2006) – Só o extenso titulo é sinal de respeito, Borat é uma fita que segue o percurso de um repórter cazaquistanense nos EUA, a sua demanda em busca de Pamela Anderson e dos “estranhos” hábitos dos norte-americanos, tudo isto vindo da cabeça do humorista Larry Baron Cohen.

 

 

Death of a President (Gabriel Range, 2006) – o polémico falso-documentário de Range encena um suposto atentado a George W. Bush (envolvendo tiroteio e não sapatos), relembrando o assassinato de JFK (Kennedy). Eis um oportunista mas também reflexão do medo de terrorismo por parte do norte americanos, apontando para o anterior presidente como o inevitável culpado por essa fobia.

 

 

Surf’s Up (Ash Brannon, Chris Buck, 2007) – Até a animação assistiu a sua faceta mockumentaria com este Surf’s Up, uma produção animada da Sonny Pictures que segue a historia de um pinguim desejoso a tornar-se numa profissional do surf. Um encanto de vozes que conta com Shia LaBeouf, Jeff Bridges e James Wood. Uma animação que parece ter saído dos produtores de um documentário qualquer da MTV.

 

 

Cloverfield (Matt Reeves, 2008) – Imaginem Nova Iorque a ser devastada por um monstro do tamanho de um prédio de sete andares, o único registo que se conseguiu do momento é a câmara de um grupo de jovens que tentam sobreviver ao desastre. Um êxito de bilheteira com o cunho de J.J. Abrams, o criador da inovadora série Lost.

 

 

Humpday (Lynn Shelton, 2009) - Dois amigos se juntam para fazer um filme pornográfico, e de categoria homossexual, o que leva todos de surpresa. Porém tudo aquilo que foi uma ideia que surgiu numa simples noite de bebedeira é agora um desafio que ambos têm que quebrar. Comédia aplaudida em festivais célebres como o Sundance e a Independent Spirits, a ver e sem tabus.

 

Ver Também

Paranormal Activity (2007) 

Paranormal Activity 2 (2010) 

(REC) (2007)

(REC) 2 (2009)

Cloverfield (2008)

Death of a President (2006)

Surf’s Up (2007)

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publicado por Hugo Gomes às 02:05
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Actividades Mockumentarias!

 

Os chamados mockumentarios, ou falsos documentários, principalmente no género de terror, tem sido nos últimos anos a fronteira a explorar de um cinema que parece esgotável. Assim sendo assistimos nas salas de cinema um grande numero de produções deste tipo que vão desde da sequela de (REC) até ao infame The Last Exorcism, agora Paranormal Activity 2 estreia e já tomou conta do titulo de mockumentario do ano, pelo menos é o que dizem.

 

 

 

Pegar numa handycam e filmar de forma amadora e realista sustos e experiencias para além do aceitável, parece ser a fórmula de sucesso, é barato e dá milhões, pelo menos é o que diz Paranormal Activity de Oren Peli, tendo custado aproximadamente 700 euros, produzido em 2007, e após dois anos a ser aprovado por um estúdio consegue finalmente a sua grandiosa estreia. Obteve no total de 200 milhões de dólares em todo o Mundo, nos EUA esteve 4 semanas consecutivas no primeiro lugar do box-office, agradou a crítica e ainda mais o publico que o já condenou a fenómeno de culto. Como é habitual nos improváveis sucessos de Hollywood, Paranormal Activity teve direito a sequela, o dinheiro para ela dado é mais chorudo e a crença no projecto é fiável, sendo o sucesso quase como garantido.

 

 

Considerado como o evento de terror do ano, Paranormal Activity 2 é mais um daqueles filmes que sofrem do sindroma de ambições, ou seja a sequela de um filme de muito baixo orçamento contraiu um custo maior, mas a criatividade ficou apenas no papel. Os sustos tem como base o original de Oren Peli, são eficazes, realistas e por vezes passam despercebidos, mas aqui tem certa tentação para exageros mainstream, sendo que a previsibilidade toma controlo da intriga original que o legado havia concebido.

 

 

Trata-se de um filme menor, uma tentativa descarada de tornar o Paranormal Activity noutro Saw em termos de exploração do filão. Tal como acontecera com (REC) 2, o cansaço é o nome a deter. Quando a fama estraga um filme.

 

Real.: Tod Williams / Int.: Katie Featherston, Sprague Grayden, Molly Ephraim, Brian Boland

 

 

Ver também

Paranormal Activity (2007)

(REC) (2007)

(REC) 2 (2009)

5/10
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publicado por Hugo Gomes às 00:21
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Real.: F. Gary Gray / Int.: Gerard Butler, Jamie Foxx, Viola Davis

 

 

Filme – Clyde Shelton (Gerard Butler) é um cidadão exemplar que assiste ao assassinato da sua mulher e filha através das mãos de criminosos, os quais encontram-se imponentes face ao sistema jurídico dos EUA. Revoltado com a situação, Shelton gera um caótico cenário, uma vingança o qual promete destruir toda as injustiças de um sistema que supostamente promove a justiça. Thriller de acção com algumas ideias pretensiosas, mas traída pela sua postura inverosímil e apelativo ao grande espectáculo. Apenas Gerard Butler safa-se com um desempenho acima da média.

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

 

EXTRAS

A Justiça em “Um Cidadão Exemplar”

Lei a Preto e Branco

Efeitos Especiais

Trailer

 

Distribuidora – Zon Lusomundo

 

 

Ver Também

Law Abiding Citizen (2009)

 

FILME –

DVD -

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publicado por Hugo Gomes às 00:14
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Jason Statham terá que impedir um serial-killer de polícias em Blitz. O novo filme de Elliott Lester (Love is the Drug, 2006), mais um exemplo de acção que usufrui o talento físico de Statham (Transporter, The Expendables). A fita tem data de estreia para 2011 e ainda conta com Lukas Evans (Clash of The Titans), Paddy Considine (The Bourne Ultimatum, In America), David Morrissey (Centurion, The Reaping, Basic Instinct 2) e Aidan Gillen (12 Rounds).

 


publicado por Hugo Gomes às 00:11
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31.10.10

Ficção científica de terror!

 

Quando falamos em ficção científica espacial, relembremos obviamente dos chamados space-operas, a mais clássica forma destes exemplares, populares entre os anos 60 e 70 (derradeiramente redefinidos com a saga de George Lucas – Star Wars). Todo este engenho remete a uma colorida e limpa forma de visualizar um futuro, mesmo sob as consequências trágicas se revela brilhante e primorosamente fantasioso, recorrendo muito para além do imaginário de Julio Verne, o pioneiro autor literário da ficção científica. Em 1979, o realizador Ridley Scott concebeu o improvável êxito Alien, por cá obteve o titulo de O 8º Passageiro, onde recorre á mistura do terror com elementos de space-opera, que pelo caminho consegue criar um clima de claustrofobia e uma negra visão da vivencia do Homem com o espaço longínquo. Passados três anos, o mesmo homem que distinguiu-se com Alien utiliza a negrura do futuro com o admirável e enigmático Blade Runner, onde adapta o universo de Phillip K.Dick e a sua visão da inalcançável definição de ser humano.

 

 

Referido novamente a mistura terror / ficção científica encontramos este bizarro Pandorum, que em Portugal recebe o subtítulo de Universo Paralelo, uma intriga sobre a destruição do planeta Terra e a conquista de novos mundos que se revela num pesadelo genético e psicológico. Realizado por Christian Alvart (Case 39), Pandorum funciona com interesse gerado pelo seu argumento pretensioso, complexo mas empurrado por uma concepção ineficaz. Até a meio da fita tudo parece resolver com uma trama que combina os medos da dependência da tecnologia e da limitação psicológica sobre eles, mas depressa cede às tentativas de amenizar o que havia construído com flashbacks, revelações apressadas e uma realização que aspira os videoclipps do momento, sem dizer que o argumento “explode” para tantos lados que tudo satura resultado em nada de concreto.

 

 

Claustrofobia, elemento que funcionou com Alien de Ridley Scott, nem vê-lo, a era CGI foi decisiva na construção de ambientes. Os actores ainda são a bem valia desta montra de ficção científica, Ben Foster a resumir-se como protagonista, o “coitado” rapaz tem tudo o que é preciso para sê-lo, a sensual alemã Antje Traue, o recentemente despercebido Dennis Quaid em piloto automático, Cam Gigandet a tentar fazer-nos esquecer o seu personagem perseguidor em Twilight e o subvalorizado Eddie Rouse (Pinneaple Express) a obter o melhor desempenho de toda a fita. Resumidamente, Pandorum é … cansativo, confuso e desequilibrado exemplo, pena que o tempo dos Aliens parece ter terminado á muito, por enquanto só (más) alternativas.

 

Real.: Christian Alvart / Int.: Ben Foster, Dennis Quaid, Cam Gigandet, Antje Traue, Eddie Rouse

 

 

 

Ver Também

Alien (1979) 

Blade Runner (1982) 

5/10
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publicado por Hugo Gomes às 00:01
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26.10.10

Real.: Joe Carnahan / Int.: Liam Neeson, Bradley Cooper, Jessica Biel

 

 

Filme – Uma elite de soldados especiais são acusados por um crime que não cometeram, agora fugidos á própria condenação, o quarteto decide provar sua inocência. Adaptação cinematográfica de uma famosa serie de televisão dos anos 80, considerado num objecto de culto. A fita reúne um grupo de actores bem dotados para encarnar nas míticas personagens, mas a homenagem fica-se pela primeira sequência, já que o resto tudo se resume a um banal produto de pancadaria e explosões, com certos toques de humor á mistura.

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

Francês Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

Francês

Inglês

Finlandês

Dinamarquês

Sueco

Árabe

Holandês

Romeno

Grego

Norueguês

 

EXTRAS

Versão de Cinema e Versão Alargada
Comentário Áudio com Joe Carnahan
Featurette: ”A-Team Theme Mash-Up Montage”
Trailer de Cinema

 

 

Distribuidora – Castello Lopes Multimédia

 

Ver Também

A-Team (2010)

 

FILME –

DVD -

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publicado por Hugo Gomes às 23:34
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25.10.10

 

Em 1969 surge-nos True Grit de Henry Hathaway, que por cá conheceu o título de A Velha Raposa, western baseado na novela de Charles Portis, em que nos remete á história de um U.S. Marshall que ajuda uma adolescente na captura do assassino do seu pai. John Wayne protagonizou a fita, rendendo o seu único Óscar de interpretação. Em 2010, surgirá o remake, mesmo que os irmãos Coen (os autores do filme) não estejam muito á vontade de apelidar como tal, sendo versão a denominação correcta. Wayne dá lugar a Jeff Bridges, que após vencer o Óscar em Crazy Heart, parece estar no belo caminho da corrida. Com estreia marcada no nosso país para 27 de Janeiro do próximo ano, a fita ainda conta com Josh Brolin (W., Wall Street – Money Never Sleeps), Matt Damon (da trilogia The Bourne), Barry Pepper (The Three Burials of Melquiades Estrada) e Hailee Steinfeld (She’s Fox).

 

 


publicado por Hugo Gomes às 01:08
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publicado por Hugo Gomes às 01:07
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Entre corujas e mochos!

 

Baseado nos três livros juvenis de Kathryn Lasky, Legend of the Guardians – The Owls of Ga’Hoole é um inédito passo para um autor como Zack Snyder, que iniciou na realização com o remake de Dawn of Dead de George A. Romero, que consistiu numa pequena surpresa cinéfila no ramo, logo seguindo para as adaptações de BD com 300 e Watchmen, favoráveis êxitos de bilheteira e novamente sucessos de crítica. Agora apostando na animação, Snyder utiliza a sua marca como os seus espasmos de slow motion nesta obra da Warner Brother, o mesmo estúdio e tecnologia que conceberam o galardoado Happy Feet, desta vez as aves são outras, de pinguins passamos para corujas e mochos numa história que aposta fantasia e muita vida selvagem.

 

 

Legend of the Guardians – The Owls of Ga’Hoole é um negro conto que remete-nos a um jovem coruja das torres de nome Soren (Jim Sturgess), aficionado pela lenda dos Guardiões, uma liga de corujas que combatem o mal e as injustiças do seu mundo. Um dia Soren e o seu irmão caiem da árvore onde habitam e são capturados por mochos liderados pelo malvado Metalbeak (Joel Edgerton) e os seus Pure Ones. Soren consegue escapar e procura os lendários guardiões com o intuito de avisa-los acerca do mal que cresce.

 

 

Dotado de uma impressionada beleza visual e técnica, eis uma das melhores animações que aproveita a tecnologia do 3D no seu esplendor, sendo a glorificação das sequencias de voo um feito notável no cinema CGI de hoje. Contudo Legend of the Guardians está longe de impressionar fora dos campos visuais, caindo numa banalidade argumentativa, pior, numa automatização de personagens e actos que logo cedo dar ares de plasticidade, se a adaptação de três livros num filme só fosse tarefa fácil.

 

 

Com algumas referencias às lendas anglo-saxónicas do Rei Artur e dos cavaleiros da Tábua Redonda em versão aves de rapina, a nova fita de Zack Snyder (a realização tem as suas deixas pessoais) é tal como o anterior Happy Feet, um perfeito conjunto de vozes que oferecem expressividade às suas personagens nomeadamente Helen Mirren, Joel Edgerton e o sempre incontornável Geoffrey Rush. De resto temos uma aventura visualmente tocante, mas sem grande profundidade na sua história, apesar da complexidade do seu argumento. Banal? È sim, mas compensa.

 

Real.: Zack Snyder / Int.: Jim Sturgess, Geoffrey Rush, Helen Mirren, Joel Edgerton, Abbie Cornish, Emile de Ravin, Hugo Weaving, Ryan Kwanten, Sam Neill, Anthony LaPaglia, David Wenham

 

 

Ver Também

Happy Feet (2006)

300 (2007)

Dawn of the Dead (2003)

Watchmen (2009)

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 00:49
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24.10.10
24.10.10

Não pares de gravar, outra vez!

 

Narrativamente só passaram 15 minutos desde as últimas gravações no condomínio isolado, cinematograficamente decorram dois anos desde o êxito internacional de (REC), vindo da cooperação entre Jaume Balagueró e Paco Plaza (dois nomes importantes da nova vaga de terror espanhol), que coexistiu numa combinação com o cinema de Romero com uma estrutura mockumentaria de um Blair Witch Project por exemplo. (REC) funcionou como uma lufada de ar fresco na secção de terror, aterrorizou multidões e criou um hype que logo cedo converteu num culto. O primeiro filme foi apresentado no nosso país no Fantasporto de 2008, seguindo por um reacção quase unânime de tratasse de uma das fitas mais assustadoras dos últimos anos, a sequela também teve honra de estrear no nosso país no dito festival de cinema fantástico do Porto, mas o desapontamento foi mais que evidente.

 

 

Enquanto (REC) envolveu infecções, crenças e muito sangue ditamente “zombie”, a continuação directa é um embaraço argumentativo, a epidemia se transforma numa possessão, a ênfase sobrenatural toma conta do filme e a “caça aos gambuzinos” inicia de forma pouco entusiasmante, previsível e sem o factor surpresa que consistia o primeiro filme.

 

 

A narrativa é dividida em duas linhas, a primeira seguimos a câmara relatório de uma equipa de intervenção que protege um padre na sua missão evangélica dentro do apartamento, o segundo é a câmara de um grupo de jovens que por meio de diversão encontram-se encurralados entre infectados e snippers. Esta decisão estrutural quebra de inicio qualquer tensão, qualquer interesse que poderia puxar o clima lúdico de um comboio fantasma, (REC) 2 aposta no suspense e é nisso que falha redondamente.

 

 

Mas o facto é que esta produção espanhola oportunista consegue guarnecer alguns pontos de interesse, mais no nível de produção e interpretativo, a destacar a antiga protagonista Manuela Velasco, que neste mote possui um papel mais físico que o anterior, e o sacerdote com sotaque e com veia de Padre Merrin do The Exorcist, Jonathan Mellor, que garante certo carisma para a historia.

 

 

Dito isto de maneira mais clara, (REC)2 é uma previsível sequela, vale mais do que qualquer remake norte-americano, mas é dispensável e artisticamente ofensivo. O segundo apartamento dá nisto, sem surpresas e com invenções.

 

Real.: Jaume Balagueró, Pacos Plaza / Int.: Manuela Velasco, Jonathan Mellor, Ferran Terraza

 

 

Ver Também

(REC) (2007)

Quarantine (2008)

5/10
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publicado por Hugo Gomes às 15:57
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publicado por Hugo Gomes às 01:39
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publicado por Hugo Gomes às 00:31
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18.10.10

O Paraíso dos Gangsters!

 

Staten Island, uma das pequenas ilhas ao redor de Nova Iorque, o habitat dos gangsters é o palco de três histórias de crime que prometem cruzar-se. Um chefe da Máfia (Vincent D’Onofrio) com o desejo de fazer parte da Historia, um limpador de fossas (Ethan Hawke) que decide assaltar a casa de um mafioso para poder oferecer um futuro ao seu filho e por fim o surdo e mudo Jasper (Seymour Cassel), dono de uma mercearia local, fica farto de servir os gangsters dos arredores.

 

 

Apresentado no Festival de Cinema de Tóquio, Staten Island é um curioso pequeno filme que combina a narrativa mosaico com o cinema de máfia como Goodfellas de Martin Scorsese. È uma fita que vale pelos actores, com principal destaque para Seymour Cassel e Julianne Nicholson, sendo também que a realização do estreante a director James DeMonaco, que contribuiu para os argumentos de Jack de Francis Ford Coppola ou para o remake de Assault on Precinct 13 de Jean-François Richet.

 

 

A fita ainda tem a notabilidade de aproveitar o ambiente cínico da ilha e conseguir de forma eficaz cruzar as três histórias independentes de forma capaz, revelando James DeMonaco como um futuro autor. Porém, mesmo que curioso, é verdade que esta peça que roça o estilo mais independente, não consegue ficar na memória do público, mas é de facto um thriller que mereço ser visto com o mínimo da atenção. O inicio de um autor.

 

Real.: James DeMonaco / Int.: Vincent D’Onofrio, Ethan Hawke, Seymour Cassel, Julianne Nicholson

 

 

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 01:06
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18.10.10

Real.: Matthew Vaughn / Int.: Aaron Johnson, Chloe Grace Moretz, Nicolas Cage

 

Filme – Imaginem que qualquer um pode ser um super-heroi, mas que nunca ninguém tentou, pelo menos até agora. O jovem Dave Lizeski (Aaron Johnson) consegue tal feito e vestido com o seu fato de scuba diver e dois cassetetes percorre as ruas da cidade em busca de injustiças e crime a combater, sem saber que até mesmo os “super” vilões são bem reais. Não comparável a um vulgar filme de super-heróis ou algo saído dos comics books, Kick-Ass é um produto lúdico, divertido, original e visualmente hiperactivo em que combina comédia e grandiosas cenas de acção ao servido do espectador mais ou menos geek. Destaque para a revelação Chloe Grace Moretz.

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

 

EXTRAS

Entrevistas

Em Filmagens

Trailers

 

Distribuidora – Prisvideo

 

 

Ver Também

Kick-Ass (2010)

 

FILME –

DVD -

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publicado por Hugo Gomes às 00:36
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publicado por Hugo Gomes às 00:35
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Já se encontra online o trailer de Restless, o novo filme do autor de Gus Van Sant (Good Will Hunting, Milk), onde encontramos a actriz Mia Wasikowska (Alice in Wonderland) a fazer o papel de uma adolescente de 16 anos com uma doença terminal que se apaixona por um rapaz que vê fantasmas da Segunda Guerra Mundial (Henry Hopper, filho de Dennis Hopper). O filme tem data de estreia para 18 de Janeiro nos EUA, com previsível distribuição limitada.

 


publicado por Hugo Gomes às 00:32
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Golpe não é com eles!

 

Se Thick as Thieves fosse feito há 30 anos atrás,  esta seria de facto uma interessante proposta dentro do cinema de golpe (heist movie), ao invés disso, tendo em conta que nos dias que decorrem muito havia sido explorado nesse ramo, a fita de Mimi Leder reconhece-se como uma “salada”, onde praticamente nada de novo existe aqui. Todavia há que valorizar o facto desta realizadora fazer este banalíssimo produto com convicção.

 

842-M-thick-thieves.jpg

 

Fazendo de certa forma relembrar o bem sucedido filme de 1999, Entrapment, onde Sean Connery dá lugar a um suficientemente carismático Morgan Freeman e a sensual Catherine Zeta-Jones é substituída por Antonio Banderas munido do seu habitual exótico sotaque. Com isto quero dizer que Thick as Thieves (Parceiros do Crime) funciona na "velhinha" receita de mestre / pupilo no mundo dos crimes da arte. A película segue então a cumplicidade entre dois ladrões, entre os quais o lendário criminoso de arte, Keith Ripley (Morgan Freeman), que têm como missão roubar dois misteriosos ovos de Romanov, naquela que parece ser o lugar mais impossível para o executar. Entretanto, um chefe da Máfia Russa parece estar interessado no trabalho da dupla.

 

 

Visualmente e tecnicamente académico, embaraçando no previsível serie B, a fita de Leder, que foi a responsável pelo irritante Deep Impact (1998) e Pay It Forward (2000), resume-se a pouco. Eis um produto que parece ter saído das prateleiras do direct-to vídeo, e ainda anexado ao seu código de barras. Os protagonistas estão limitados a preencher caricaturas que são eventualmente acompanhadas por um elenco secundário mais esforçado, Radha Mitchell, numa sensualidade nunca visto, Rade Serbedzija e ainda os muitos despercebidos Robert Forster (nomeado ao Óscar por Jackie Brown de Quentin Tarantino) e Tom Hardy (que brilhou no recente mega - êxito Inception). De resto, é confirmar Thick as Thieves como um produto esquecível, gerado com uma competência, mas com evidentes ausências de garra, e claro, originalidade por parte dos envolvidos.

 

" Some people were born to compose music. Others to split the atom. I was born to steal shit."

 

Real.: Mimi Leder / Int.: Morgan Freeman, Antonio Banderas, Radha Mitchell, Rade Serbedzija, Robert Forster, Tom Hardy

 

kodeks8.jpg

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 00:15
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Talvez o mais esperado filme do momento, Harry Potter and the Deathly Hallows Part 1, irá ser lançado em 2D ao invés do confirmado 3D, tudo porque a conversação a três dimensões é demorada e de resultados não muito satisfatórios, sendo que os executivos da Warner decidiram que a primeira parte será exibida somente á primeira forma, enquanto tempo não falta para o tratamento da segunda parte que estreará no Verão de 2011 … e sim em 3 dimensões. De momento são lançados para a Internet novos posters do filme de fantasias desta temporada, cujo design é mais negro que os anteriores. A primeira parte de Harry Potter and the Deathly Hallows tem estreia para 19 de Novembro.


publicado por Hugo Gomes às 00:04
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