O Cinematograficamente Falando … encontra-se nomeado na categoria de Melhores Criticas de Cinema no TVCinews Awards 2010. Para mais informação ver aqui.
Real.: Patrick Lussier / Int.: Jensen Ackles, Jaime King, Kerr Smith
Filme – Há 10 anos, uma tragédia abate sobre a pacifica e pequena cidade de Harmony, infelizmente ocorrido no Dia de São Valentim. Uma década depois e no mesmo dia, o terror parece ter regressado a Harmony, pronto para marcar, literalmente, esse dia romântico. Um remake de um mau filme de terror resulta em duas coisas; uma, num filme melhor, duas, de igual qualidade, My Bloody Valentine de Patrick Lussier fica-se pela última, com um argumento disparatado e cheio inverosimilhanças, tudo recheado com os mais vastos clichés do género. Porém o 3D funciona muito bem aqui, reavivado em conjunto com um sofisticado visual, isto tudo faz dele no melhor filme de terror ambientado no dia de S. Valentim, só por isso já é um merecedor título.
AUDIO
Inglês Dolby Digital 5.1
LEGENDAS
Português
EXTRAS
Selecção por Capítulos
Trailers
Distribuidora – LNK Audiovisuais, SA
Terror na maternidade!
A quinta incursão do assassino maníaco munido de garra foi talvez a das menos bem sucedidas de toda a saga. Dream Child regressa com Alice (Lisa Wilcox), um ano depois das ocorrências do quarto filme, que se encontra novamente assombrada pela figura sinistra de Freddy Krueger, contudo este não está apenas atormentar os sonhos da nossa heroína, como também os do rebento que Alice carrega no ventre.
Stephen Hopkins, que havia apenas realizado Dangerous Game em 1987, injecta nos pesadelos de Elm Street uma generosa dose de goticismo, drama e uma cómica veia macabra, foi talvez o único do franchising que sofreu cortes em suas sequências de horror, para que suporta-se a classificação pretendida. Em termos de argumento, este A Nightmare on Elm Street é talvez o que apresenta melhor história, tentando também reescrever o passado da força antagónica, porém o cansaço da própria série como o estereótipo das novas personagens, sem carisma e sem interesse, enfraquecem de inicio o potencial da quinta parte.
Lisa Wilcox prova aqui que é de novo a derradeira heroína de A Nightmareon Elm Street, mesmo que as comparações com Heather Langenkamp e Patricia Arquette do original e da terceira parte sejam arrasadoras. Com a fama da fasquia acentuada, Robert Englund pediu um exuberante salário pelo seu papel de Freddy Krueger, sendo quase metade do orçamento da fita, a infelicidade veio depois quando a estreia ficou a aquém das expectativas, Dream Child rendeu apenas 20 milhões de dólares nos EUA, metade do que a bem sucedida quarta parte. A repudia do fã foi também evidente, mesmo que o trabalho de Hopkins tenha surpreendido os produtores que de seguida o anexaram á sequela do Predador e recepção do prémio de crítica na edição de 1990 do Fantasporto. A analise dos fãs comprova que Dream Child é um filme menor da saga, mas é dos mais interessantes e elaborados, mesmo que subvalorizado.
“It’s a boy!”
Ver Também
A Nightmare on Elm Street (1984)
A Nightmare on Elm Street 2 – Freddy’s Revenge (1985)
A Nightmare on Elm Street 3 – Dream Warriors (1987)
A Nightmare on Elm Street 4 – Dream Master (1988)
Após Iron Man 2 acertar em cheio nas bilheteiras, Jon Favreau confirmou á MTV que o terceiro Homem de Ferro terá data de estreia para Verão de 2013, como também revelando o vilão deste capitulo, Mandarim, um perito em artes marciais e magia graças aos seus mágicos dez anéis. Mandarim é o vilão mais famoso do universo Iron Man, porém a sua tardia inserção deriva do ambiente high-tech que o realizador incursou nos seus dois filmes, dando um conceito realista, sendo que magia seria algo desapropriado, mudança essa irá ser influenciada pelos filmes Thor e Capitão América que irão interligar com Iron Man no ambicioso The Avengers, programado para 2012.
O fora-da-lei sem collants!
Vivemos numa época em que as desmistificações das velhas histórias de sempre são motivos de criatividade (ou talvez falta dela) no meio cinematográfico, já assistimos as conversões de King Arthur por parte de Antoine Fuqua e o seu complemento, The Last Legion de Doug Lefler, o revivalismo mais moderno e menos místico de Sherlock Holmes, a famosa personagem literária de Arthur Conan Doyle pelas mãos de Guy Ritchie, agora assistimos a vez de Robin Hood sob a responsabilidade da equipa produtiva de Gladiator, nomeadamente a presença do realizador, Ridley Scott e do protagonista, Russell Crowe.
Scott sempre se ambicionou aos chamados épicos históricos, sendo que The Duellists (1977) e 1492 – Conquest of Paradise (1992) deram lugar ao luxuoso Gladiator (2000), vencedor do Óscar de Melhor Filme e de Melhor Actor Principal (Russell Crowe), onde iniciou-se uma douradora colaboração entre director e actor. O épico de 2000 se exibiu como uma lufada de ressurreição dos velhos e invejáveis filmes de época onde a verdadeira arte e destreza se encontrava na reconstituição histórica presente nos cenários construídos de raiz, o guarda-roupa, as tramas sociais e as colossais batalhas, a partir daí Scott se auto-titulou de “rei do épico moderno”, sendo que tal cognome tem servido como promessa, tal como S. Sebastião esteve para o trono português. The Kingdom of Heaven de 2005 foi no entretanto a proximidade dessa fama, mas que resultou em algo demasiado ambicioso que o estúdio (20th Century Fox) arruinou com os mais variados cortes, é então que a desmistificação de Robin Hood é a segunda oportunidade do realizador reavivar o estilo épico que conseguiu com Gladiator.
Tendo a origem do arqueiro fora-da-lei como desculpa para esta nova incursão, em Robin Hood assistimos ao melhor e o pior de Scott em matéria de épicos, uma simples retrospectiva da sua filmografia. Russell Crowe veste a pele do Robin dos Bosques, um homem guiado por uma profecia reveladora para o futuro da Inglaterra, um soldado que toma a identidade de um cavaleiro morto em batalha. O actor foi criticado durante a produção da fita pela idade avançada e da baixa forma física, todavia tal como sucedera com o recente Sherlock Holmes, Crowe nos oferece um irreconhecível Robin Hood longe da graciosidade de Errol Flynn ou Douglas Fairbanks nas respectivas versões. Digamos antes que é o regresso do actor ao seu papel de Maximus no tão cobiçado Gladiator, fazendo assim Robin Hood numa espécie de versão 2.0 do grande filme de 2000.
Mesmo sem identidade própria, Robin Hood se escapa á palmatória pelos primeiros minutos, quando a narrativa dá lugar a uma bem engendrada trama que combina questões sociais e politicas da época, como abordagem das invasões gaulesas às proximidades do império britânico. O elenco não envergonha em nada, sendo que Cate Blanchett é das raras actrizes que consegue dar carisma aos seus personagens, Mark Strong é cada vez mais uma excelente escolha para vilão e William Hurt, Max von Sydow e Eileen Atkins são peças chaves. Caras pouco conhecidas; Léa Seydoux é no entretanto um nome a reter, a sua personagem não sendo das mais bem constituídas é de grande presença graças ao forte carácter da actriz que anteriormente vimos num pequeno papel em Inglourious Basterds de Quentin Tarantino, por sua vez, Oscar Isaac (Ágora) consegue criar o Rei João como sempre foi imaginado, louco, imaturo e sedento de poder, relembrando Joaquin Phoenix como Commodus no comparado Gladiator.
O problema de tudo isto é que Ridley Scott conseguiu o seu épico, mas nada do que vemos nos faz relembrar Robin Hood, somente passada duas horas quando Crowe pega no seu arco e flecha, sendo aí o vislumbre da mística figura folclórica. A narrativa descarta os seus personagens aos poucos, como também devo dizer que a batalha final saiu um fracasso inconsequente, e é com alguma tristeza que ainda digo que Ridley Scott fez algo de pretensioso, mas sem identidade ou com fidelidade á matéria-prima, um déjà vu com proporções épicas, resumindo um estilo de cinema com mais de 100 anos num blockbuster do nosso tecnológico e consumível tempo. Scott volta a desiludir.
Real.: Ridley Scott / Int.: Russel Crowe, Cate Blanchett, Oscar Isaac, Mark Strong, Eileen Atkins, William Hurt, Max von Sydow, Léa Seydoux, Danny Huston, Mark Addy, Kevin Durand, Matthew Macfadyen
Um pesadelo igual a sucesso!
A quarta volta de Freddy Krueger tornou-se talvez uma das mais caóticas em termos de produção, os produtores estavam convictos da rentabilidade da sua saga e dos parâmetros que o terceiro filme – Dream Warriors – em termos de criatividade, por isso o desenrolar de uma sequela seria espremer ainda mais a “galinha dos ovos de ouro”. Porém a sua concepção passou pela greve dos argumentistas, pelos conflitos do próprio argumento e pela falta crença no novato realizador finlandês Renny Harlin, que apenas havia dirigido Prison em 1988, o seu primeiro filme norte-americano. Porém, mesmo contra as suas próprias tormentas, o quarto Pesadelo estreou em força, rendendo cerca de 50 milhões de dólares nos EUA, mais cinco milhões que o bem sucedido terceiro filme.
O seu sucesso derivou na sua provável forma da boa reputação de Dream Warriors de Chuck Russell, Dream Master, sendo esse o subtítulo deste capítulo segue o ritmo frenético do filme anterior, apresentando o personagem de Robert Englund como uma espécie de palhaço homicida, um pouco a leste da assombração de Wes Craven em 1984. Harlin dotou a saga de contornos mais estilísticos a nível visual, uma colecção grotesca de efeitos práticos são protagonistas de momentos bem arrepiantes a nível macabro, uma montagem rápida digna de qualquer teledisco da época, a musica sinistra característica de Wes Craven é substituída por batidas roqueiras e Krueger é assim, glorificando na sua mais sangrenta forma, a verdadeira estrela assim por dizer.
Assombroso em termos visuais, a fita peca pelos seus enormes buracos narrativos que sugerem o conflito que existiu na sua concepção. As personagens humanas perderam a sua graça e interesse, tornaram-se estereotipadas, apenas “carne para canhão” é o que as resume, mesmo com o carisma de Lisa Wilcox como a nova heroína, já que Patricia Arquette negou a participação neste filme, papel substituído pela pouco dotada para actriz, Tuesday Knight. Os holofotes focam a encarnação de Englund, com isso não há nada a dizer. Falta coesão, mas tem requinte visual que chegue, este quarto filme.
“How sweet, fresh meat!”
Real.: Renny Harlin / Int.: Lisa Wilcox, Robert Englund, Tuesday Knight, Danny Hassel
Ver Também
A Nightmare on Elm Street (1984)
A Nightmare on Elm Street 2 – Freddy’s Revenge (1985)
A Nightmare on Elm Street 3 – Dream Warriors (1987)
Trata-se da estreia de John Doyle como realizador, Main Street, um drama que marca o regresso da escritura por Horton Foote, que não trabalhava num argumento desde 1997 com o televisivo Alone, para os mais despercebidos trata-se do galardoado argumentista de Tender Mercies (1982) e To Kill a Mockingbird (1962). Main Street é a história de uns habitantes de uma pequena cidade do sul que são alteradas com a chegada de um estranho que promete salvar a vida da decadente localidade. Com Orlando Bloom (The Pirate of the Caribbeans), Patricia Clarkson (Whatever Works), Colin Firth (A Single Man), Andrew McCarthy (The Spiderwick’s Chronicles), Ellen Burstyn (Requiem For a Dream) e Amber Tamblyn (The Grudge 2). Ainda sem data de estreia!
Real.: Luc Besson / Int.: Freddy Highmore, Mia Farrow, Robert Stanton
Filme – Arthur (Freddy Highmore) prepara-se para a concretização do décimo ciclo lunar para que possa regressar ao mundo dos Minimeus e reencontrar o seu amor – a princesa Selena. Porém Arthur recebe de uma aranha, um grão de arroz com as siglas S.O.S, representando uma mensagem da sua amada expondo o perigo que se encontra! Maltazar regressou e com desejos de vingança sobre Arthur. Segunda volta de Luc Besson no mundo criado por ele, esta nova aventura de Arthur marca pontos como um entretenimento imaginativo para os mais jovens, sendo que a técnica visual tenha melhorado a olhos vistos, mas enfim, as debilidades do primeiro continuam a assombrar este magico mundo!
AUDIO
Português
Inglês Dolby Digital 5.1
LEGENDAS
Português
EXTRAS
Teasers 2
Trailers original
Trailer Português
Making Of
Apresentação de Luc Besson falam do 3D deste Artur e um pouco sobre o próximo Artur
Os segredos das Personagens
Teaser da Versão 4D - Este extra fala sobre a exibição do filme em 4D
Distribuidora – Zon Lusomundo
Os pesadelos não terminaram!
Este terceiro capítulo é marcado assim pelo regresso parcial de Wes Craven á sua figura imaginária, após insatisfeito com a sua matéria convertida no A Nightmare On Elm Street 2, o realizador aposta assim num segundo rumo daquele que prometia ser uma das mais lucrativas sagas do terror. Ao lado do na altura inexperiente Chuck Russell, assinam esta nova incursão do Pesadelo Em Elm Street em que atribuem a Freddy Krueger, contornos fiavelmente comerciais. Porém, desagradado e em constantes conflitos com o estúdio acerca do rumo da sua personagem maquiavélica, Craven abandona o projecto, deixando-o á deriva do resto dos produtores e do realizador, contudo este episodio foi assim dos mais rentáveis de toda a saga e foi possivelmente o inicio de uma nova viragem no franchising, como diria Claude Rains em Casablanca “I think this is a begining of a beautifull friendship”.
Como subtítulo de Dream Warriors, o terceiro Pesadelo se povoa na sobrevivência das ultimas crianças de Elm Street, diagnosticadas como mentalmente perturbados e colocados no hospital psiquiátrico em Springwood. O filme ainda é marcado pelo regresso de Heather Langenkamp, celebre como a heroína do original, Nancy Thompson, que promete neste novo capítulo da fasquia ajudar o que resta da geração Elm e combater as forças malignas dos seus sonhos, neste caso pesadelos, nomeadamente aqueles controlados pelo infame Freddy Krueger. Patricia Arquette é a nova e grande protagonista, desempenhando o papel de Kristen Parker, uma das vítimas de Krueger. Arquette se revela na futura actriz que conhecerá o estrelato com filmes como Stigmata de Rupert Wainwright ou The Lost Highway de David Lynch e na série Medium, tanta do seu primeiro filme e aquele que consistiu como a viragem de uma carreira. Ao lado dela também encontraremos um Laurence Fishburne jovem, anos de luz de Matrix.
O terceiro e alucinante capítulo é marcado por um excesso de protagonismo das forças antagónicas, Freddy Krueger (Robert Englund) concretamente, o que irá não só contagiar o resto da saga como os inúmeros slasher movies que se avizinham, tudo porque a estrela deste pesadelo surrealista e sangrento deixou de ser os heróis e passou a ser o vilão, o massacre se torna assim o divertimento e não a sobrevivência. Dream Warriors é também investido por inúmeras cenas marcantes, como o ventríloquo humano ou a “cobra”, desenhado para ser um órgão genital masculino, representando a emancipação sexual dos jovens através dos sonhos, segundo os produtores. A música homónima do grupo roqueiro Dokken se faz sentir neste divertido e prazenteiro exemplar de terror e comédia, desejo meu se todas as sequelas fossem assim.
“Welcome to the prime time, bitch”
Real.: Chuck Russell / Int.: Patricia Arquette, Heather Langenkamp, Robert Englund, Craig Wasson, Laurence Fishburne
Ver Também
A Nightmare on Elm Street (1984)
A Nightmare on Elm Street part 2 – Freddy’s Revenge (1985)
Com amor não é de certeza!
Pierre Morel é nato em acção directa com o curto espaço para apresentações, após a ficção pouco cientifica de Banlieue 13 (2005), do realista mas mesmo assim hiperactivo Taken (com Liam Neeson como protagonista, 2008), regressa agora com From Paris With Love, mais um produto de acção gaulesa para americano e resto do Mundo ver. Um regresso aos subúrbios parisienses onde se torna palco num desequilibrado jogo de inverosimilhanças onde dois agentes secretos tentam encontrar um infiltrado terrorista que ameaça uma promissora reunião das Nações Unidas. Essa dupla é interpretada por um radical John Travolta, que já viu melhores dias, contudo mesmo em modo automático acaba por se tornar no mais apelativo que a fita tem e um sempre galã Jonathan Rhys Meyers, que desespera para sair do catálogo de sidekick de luxo.
A grande aposta da fita acaba por ser a sua maior decepção, as sequências de acção, ora são confusas, ora dependem muito do slow motion, ora são banais ou ridícula, nunca acabam por agradar na totalidade. A dupla em questão é cansativa, fracassada, sem brilho nem química, a intriga tem rasgos de genialidade, especialmente apontadas na proximidade do final, em que questões religiosas são entrelaçadas com moralidades e ênfases românticas, muitas vezes dirigidas pela bela actriz de origem polaca, Kasia Smutniak. O discurso moralista que a fita tenta invocar é abafado pela sua rápida resposta de acção frenética, promessa essa a cumprir.
Fazendo lembrar um Lethal Weapon ou Bad Boys, From Paris With Love é um “junky food movie”, é fácil de preparar, come-se, saboreia por momentos, mas não satisfaz completamente, sendo assim já vimos melhores exemplos mesmo vindos da terra da Torre Eifell. Taken levou ao extremo Morel ao patamar superior na escala de cinema de acção, mas agora desce quando não existe mais nada com que surpreender.
Real.: Pierre Morel / Int.: John Travolta, Jonathan Rhy Meyers, Kasia Smutniak
O cinema tem tido as mais diferentes variações desde que a 7ªArte se tornou em entretenimento de grande escala, porém esta funcionalidade de “divertimento” advém separadamente da faixa etária o qual os estúdios tentam conduzir, assim sendo as obras de autor, muito pouco viradas para o dinheiro manufactor e direccionadas num estilo de arte, que esforçadamente tenta manter vivo tal primitiva forma, têm sofrido a marginalidade pelos sistemas de avaliação, que por sua vez intencionalmente ocultados pelos órgãos de comunicação ou as distribuidoras cinematográficas. A verdade é que as massas interessam pelas grandes produções porque o efeito de consumo e de necessidade que os media transmite é infalível e quase “brainwashed”, mas o cinema “outsider” dos velhos artesões de cinema é posto de parte e renegado pelo público que outrora venerou. A culpa vêm de um certo filme de George Lucas (Star Wars) e de Steven Spielberg (Jaws) que definiram o cinema numa escala de marketing elevada, sendo que as chamadas excentricidades de autor são reduzidas e limitadas e nos tempos de hoje, fazer filmes é agradar a gregos e troianos, e não somente a troianos. Porém os sistemas de avaliação são outra dor de cabeça dos estúdios, se julgávamos que a censura havia sido extinta nas grandes civilizações cinematográficas como Hollywood, então enganam-se redondamente, a violência, sexo e os diálogos são analisados a dedo, porém não sendo literalmente “cortados” ou recebendo o carimbo vermelho de “censurado”, os danos colaterais se revelam no chamado PG, no português pode significar as “simpáticas” palavras de “para maiores de …”. Nos dias de hoje filmes de maiores de 18 são difíceis de comercializar tudo porque as distribuidoras se julgam que salas de cinema são sinónimo de pais levando os filhos ou grupo de adolescentes que fazem algo para passar o tempo. Ora vejamos que os grandes blockbusters quase não excedam o “M/12” e muitas vezes recorrem ao universal “M/6” como foi o caso do colossal Avatar de James Cameron, tudo porque o dinheiro fala mais alto do que o artístico ou o rigor cinematográfico, e num mundo tão sensível como o que assistimos hoje, a democratização do cinema para todos é um sinal de bom costumes e muito dinheiro envolvido. Todavia é uma grande valia de ver grandes produções como o anterior Wanted de Timur Bekmambetov e o “screw” Kick Ass de Matthew Vaugh (nos cinemas), a ter o respeitoso sinal de “M/16”. Cinema para todos, não é esse o lema das distribuidoras!
Como é possível que Bill Condon, o realizador de:
e disto :
decida pegar nisto :
- realmente quem diz que o dinheiro é tudo, afinal tem muita razão!
Real.: Ruben Fleischer / Int.: Woody harrelson, Jesse Eisenberg, Abigail Breslin
Filme – Numa América devastada por zombies, um grupo de quarto sobreviventes tentam acima de tudo viver o próximo dia, seguindo uma longa lista de regras criadas por eles. Resposta americana para o culto de Shaun of Dead de Edgar Wright, porém este Zombieland é mais físico e excêntrico, Woody Harrelson mais uma invulgar personagem, contudo divertida, nesta comédia que nem é de deitar fora.
AUDIO
Inglês Dolby Digital 5.1
Espanhol Dolby Digital 5.1
Catalão Dolby Digital 5.1
LEGENDAS
Português
Inglês
Espanhol
EXTRAS
Cenas Adicionais
Comentários com os actores Woody Harrelson & Jesse Eisenberg, com o realizador Ruben Fleischer, e com os argumentistas Rhett Reese & Paul Wernick
Nos bastidores de "In Search of Zombieland"
"Zombieland is Your Land" - A "Zombificação" dos Estados Unidos da América
Cenas progressivas com Efeitos Visuais
Trailer
Distribuidora – Sony Pictures, Lda
Real.: Paul Weitz / Int.: John C. Relly, Salma Hayek, Chris Massoglia
Filme – Darren (Chris Massoglia) é um rapaz de 16 anos que trocou a sua vida para salvar a do seu melhor amigo, agora meio - vampiro e residindo num circo de aberrações, logo cedo apercebe que existem escolhas que marcam lados e estabelecem guerra á muito previstas. Filme de fantasia gótica do realizador Paul Weitz (irmão de Chris Weitz – autor de New Moon), mais uma adaptações de um conjunto de livros infanto-juvenis que invadem as telas, porém mesmo verificando esforço no que requer na produção técnica e visual, a historia parece abandonar desde cedo o seu potencial e apostando numa aptidão etária abrangente. Destaque para John C. Relly.
AUDIO
Inglês Dolby Digital 5.1
LEGENDAS
Inglês para Deficientes Auditivos
Português
Distribuidora – Universal Pictures
Ver Também
Cirque du Freak – The Vampire’s Assistant
O esposo e o amante!
Infidelidade sempre foi palco de qualquer ênfase dramática de qualquer telenovela, porém é uma realidade difícil de aceitar de que entre as aparentemente sólidas paredes do amor exista escapatórias de luxúria e aventura. Um dos registos mais conhecidos e recentes deste inimigo do casamento seja Unfaithful de Adrian Lyne, porém caindo na exploração sexual de Diane Lane e nas moralidades irrepreensível. Richard Eyre, um realizador da escola da BBC television se discute nessas interpretativas manifestações comportamentais ao adaptar o livro de Bernhard Schlink (The Reader), The Other Man, onde se joga nas subtilezas psicológicas do protagonista face ao seu “adversário”, talvez o homem que deu motivo de vida á sua falecida mulher.
O ferido é Liam Neeson que após a morte da sua amada esposa (Laura Linney), encontra evidências de um amante (António Banderas), decidido a procurar, consegue encontra-lo e avalia-lo psicologicamente como adversário como um jogo de xadrez se tratasse. Eyre encarregou-se de ter o auxílio de um trio de actores de alto carisma para este jogo de dedução e traição. Entre eles encontra-se o sempre carismático Liam Neeson e Antonio Banderas (num dos seus melhores papeis) num duelo psicológico e analista. Linney que mesmo sofrendo de um síndrome de demasiadas aparições e poucas versatilidades dos seus papéis, está ao nível pretendido de interpretação e até mesmo a secundaria Romolo Garai numa personagem que por vezes encontra-se perdida, surpreende pela positiva.
O filme aguenta uma pedalada lenta, semi-poética e precisa, mas se perde num argumento inverosimilmente e demasiado incredivel, mesmo pelos acostumados com o tema sentirão tal coisa, a relação de vitima e mulherengo (Neeson e Banderas) também padece dos referidos factores. È um filme simples que vale pelos actores e pela reflexão e a delicadeza que o autor injecta na narrativa, poderia ter sido uma grande obra, mas tal facto, infelizmente, não aconteceu.
Real.: Richard Eyre / Int.: Liam Neeson, Laura Linney, Antonio Banderas, Romola Garai
Arquivo de Criticas
Outras Categorias
Sites de Cinema
CineCartaz Publico