19.4.10

 

Como muitos sabem os blockbusters preenchem uma grande fatia no mercado cinematográfico, sendo que tais projectos sejam as apostas dos grandes estúdios, produções milenares de grande orçamento que vão não só para a concepção do filme, como também do marketing e divulgação dos mesmos. Nos dias de hoje são eles a prioridade dos ditos estúdios e das distribuidoras que já acertam as datas de estreia quase um ano antes, ou até mesmo como em alguns exemplos sem que o filme tenha sido sequer rodado. Serão os blockbusters o fruto evolutivo do cinema? Não, são apenas um subgénero criado inconsequente pelas massas, houve exemplos de obras de baixo orçamento que atingiram valores rentáveis consideráveis, sendo que a palavra blockbuster, “arrasa-bilheteiras” como gosto de apelidar, não soa sinonimo automático de êxito constante, mas sim de semi-entrada directa nos primeiros lugares do box-office, a aposta fundamental dos estúdios norte-americanos, o seu “ganha-pão” para ser exactos. Serão os blockbusters correspondente a um mau cinema, á 7ª Arte convertida em negocio? Em muitos casos o negócio resulta na exploração do ego do autor, Peter Jackson conseguiu o inimaginável em converter a “in”filmavel trilogia literária de Tolkien, The Lord of the Rings, num conjunto de três filmes que podem muito bem se colocar entre os melhores do género. Steven Spielberg iniciou o conceito em 1975 com Jaws, mais tarde conquistou o publico com a trilogia Indiana Jones e a inovação dos efeitos visuais em Jurassic Park (o Avatar do seu tempo), até há data é dos melhores autores do subgénero, sentindo-se á vontade com as grandes produções como “peixe na água”. Roland Emmerich, Michael Bay e James Cameron são três nomes de realizadores exclusivos das milionárias produções. E o que tem em comum esses três nomes? Os efeitos visuais, a tecnologia utilizada em tais obras o qual se tornaram compatíveis e em certos casos inseparáveis, é por isso que os respectivos 2012, Transformers e Avatar são dependentes em tais efeitos, e todos os três inovaram nessa “droga”. Os blockbusters são processados ao milímetro, sendo as datas de estreias, um dos exemplo, as épocas festivas como também o Verão são as perfeitas épocas, os actores são também importantes no equilíbrio das bilheteiras, sendo aposta em nomes conhecidos e chamativos um “alvo abater”, raramente os desconhecidos conseguem o papel de protagonista, contudo existe casos bem sucedidos como Daniel Radcliffe de Harry Potter, Shia LaBeouf em Transformers ou Brandon Routh no Superman Returns, tudo isso porque a matéria-prima é já por si demasiado apelativa. Agora que já exprimi os meus pensamentos acerca destas estreias cinematográficas anuais, quero revelar as minhas desilusões a redor de Clash of Titans de Louis Leterrier, um dos mais esperados do ano que se revelou mais do mesmo em termos produtivos, e mesmo sendo um êxito de bilheteira, tal facto não quer insinuar que a opinião de muitos abatem sobre o senso ou julgamento comum da fita. O caso mais desastroso foi Transformers – Revenge of the Fallen de Michael Bay, condenado a ser chamado de mega-êxito e ao mesmo tempo de “aquela banhada cinematográfica” a todos os níveis. Procura-se pessoas que saibam contar histórias, dirigir actores e equilibrar efeitos visuais, os blockbusters podem ser mais que meros pipoqueiros, ou espectáculos de pirotecnia, conseguem ser culto, vejamos o caso de The Dark Knight de Christopher Nolan.


publicado por Hugo Gomes às 22:24
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Manoel de Oliveira volta a estar presente no Festival de Cannes, onde irá apresentar o seu mais recente trabalho “O Estranho Caso de Angélica”, a história de um fotógrafo hospedado num hotel que é subitamente acordado para fotografar a filha do proprietário, que acabou de falecer. O novo filme do “mestre” decorre em pleno anos 50, tratando-se de um projecto recuperado e só agora concluído pelo próprio autor. O Estranho Caso de Angélica figurará no respectivo Festival na secção “Un Certain Regard”.

 

 

Enquanto isso o aclamado e brilhante Arena, a curta-metragem de João Salaviza que em Portugal antecedeu à projecção da nova fita de Ang Lee, Taking Woodstock, encontra-se ede momento em competição no Tribeca Film Festival, um prestigiado evento norte-americano.

 


publicado por Hugo Gomes às 22:18
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Real.: Javier Abad, Jorges Blanco, Marcos Martinez

Int.: Dwayne Johnson, Justin Long, Jessica Biel, Sean William Scott, Gary Oldman, John Cleese

 

Os estúdios da Dreamworks são apuradíssimos no humor referencial de género, como por exemplo em Shark Tale (Bibo Bergeron e Vicky Jenson, 2004) invoca o cinema dos gangsters nomeadamente os filmes de Martin Scorsese e The Godfather de Francis Ford Coppola, Over the Hedge (Tim Johnson e Karey Kirkpatrick, 2006), o cinema de golpe, Kung Fu Panda (Mark Osborne e John Stevenson, 2008) se relaciona com os filmes de artes marciais, todavia longe do estúdio de gerência Steven Spielberg, os outros produtores animados utilizam exaustivamente a intrinsidade da Dreamworks, um exemplo mais recente é a espanhola Ilion Animation Studios que compete directamente com os seus rivais norte-americanos, tendo ao seu dispor um orçamento de 70 milhões de dólares, algo colossal para uma produção desta nacionalidade.

 

 

Derivado a isso temos uma visualmente competente animação que comicamente inverte os papéis de humanos e extraterrestres, sendo que o pobre astronauta, o Capitão Charles T. Baker (Dwayne Johnson), se figura como o invasor de um pacífico e civilizado planeta alienígena gerado um irracional pânico no Planeta 51. Planet 51 rivaliza com a Dreamworks no seu próprio jogo, ou seja no amontoado de referências que tenha sido alvo, mesmo que tal factor seja um pouco gasta na narrativa da fita de Javier Abad, Jorges Blanco e Marcos Martinez.

 

 

De resto a animação apresenta uma simples história baseada na Guerra dos Mundos da mente de Orson Welles, que não inova, não se rasga pela originalidade, nem criatividade, mas se molda como um entretenimento familiar com um excelente leque de vozes, destacando Gary Oldman na voz de General Grawl e um humor bem afiado e com gosto de cinéfilia. De certa forma custa saber que foram os espanhóis a conceberem isto, e os portugueses?

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 22:15
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18.4.10

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publicado por Hugo Gomes às 23:51
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JUNKET COM JAIME NEVES


DIA 19 DE ABRIL - UNIVERSIDADE CATÓLICA PORTUGUESA DO PORTO - A PARTIR DAS 14H30


(AGRADECEMOS CONFIRMAÇÃO DE PRESENÇA ATÉ AO DIA 16 DE ABRIL)



O Festival Black & White convida todos os interessados da comunicação social à realização de um Junket com Jaime Neves, director do Festival.

Providenciamos câmeras de filmar e material de som para quem pretender fazer as entrevistas em vídeo. Quem quiser manter a entrevista por escrito também o pode fazer.

Cada orgão da comunicação social tem entre 15 a 20 min. disponíveis para a entrevista.

 


publicado por Hugo Gomes às 23:41
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Da Grécia Antiga à linguagem dos videojogos!

 

Em 1981 foi concebido o ultimo filme de Ray Harryhausen, o eterno animador de stop-motion que gerou os efeitos visuais de vastas obras como The Golden Voyage of Sinbad (1974) ou Jason and the Argonauts (1963). Trata-se de Clash of Titans de Desmond Davis (1981), uma aventura recheada de mitologia grega envolto da imortalizada luta entre Perseus (um semi-deus) e Medusa (uma criatura amaldiçoada por um olhar fatal) que contou com as aparições de Laurence Olivier e Maggie Smith.

 

 

Passado 30 anos tais “bonecos” são substituídos por CGI, sendo que os resultados sejam mais satisfatórios, contudo menos dispendiosos e artísticos e assistindo numa época pós-Avatar onde tais imagens confundem com o 3D, Clash of the Titan é reavivado através da alta tecnologia onde tudo aquilo característico da fita dos anos 80 se perde num blockbuster do século XXI. A produção a cargo de Louis Leterrier (The Incredible Hulk) é um festim de efeitos visuais que nelas visam a criação de criaturas mitológicas ou somente a construção de cenários meramente míticos tais como o Monte Olimpo ou o Covil da Medusa.

 

 

Clash of the Titans remete-nos a uma renegação do ser humano às suas divindades, sendo que tais figuras religiosas se unem e revoltam-se contra a humanidade, libertando uma das maiores bestas do mundo, Kraken, uma colossal criatura, fruto de criação de Hades (o Deus dos Mortos). No centro dessa batalha encontra-se Perseus, filho de Zeus (O pai de todo os Deuses) que desafia a própria devastação. O argumento encontra-se semi-alterado do original, gerar uma essência mais caótica de Deuses contra mortais e vice-versa. Porém tal premissa encontra-se desfigurada numa esquematização que reflecte uma leveza sem profundidade, ou seja Clash of the Titans assemelha a um videojogo bem elaborado em termos visuais, prisioneiro de uma narrativa formatada e descaradamente plana.

 

 

Supostamente o filme de grande teor fantástico, "digna" em ser um cruzamento de Conan com Avatar e ainda verga (se a humilhação já não fosse tanta) no leque de personagens descartáveis ou reduzidas a meros bonecos estereotipados e caricaturais. A juntar a isso existe uma falta de crença nos actores. Sam Worthington, "acabadinho" de sair na sensação cinematográfica, Avatar, é um herói ultrapassado, banalmente litografado e sem manobra para um bom perfomance, por sua vez os imaculados Ralph Fiennes (Hades) e Liam Neeson (Zeus) estão sem tempo de show, tal facto também acontece ao sempre carismático Mads Mikkelsen.

 

 

Se os efeitos visuais resultam no seu esplendor, já o 3D é inaceitável, tudo porque O Confronto de Titãs (titulo traduzido) é um oportunista, convertido a três dimensões para o proveito da inflação dos bilhetes e da apelativa tecnologia que está a dar muito que falar, ao contrário dos êxitos como Avatar de James Cameron ou Alice in Wonderland de Tim Burton, filmados com o uso da câmara de duas objectivas. Clash of the Titans é um blockbuster pipoca vazio onde facilmente se poderia aplicar a velha expressão - muita parra, pouca uva. Pelos vistos, muitas saudades deixa o nosso “amigoHarryhausen.

 

"One day, somebody's gonna have to make a stand. One day, somebody's gonna have to say enough."

 

Real.: Louis Leterrier / Int.: Sam Worthington, Liam Neeson, Ralph Fiennes, Gemma Artenton, Mads Mikkelsen, Alexa Davalos, Jason Flemying, Danny Huston, Nicholas Hoult, Pete Postlethwaite

 

 

Ver também

Clash of the Titans (1981)

 

 

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:32
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Kirsten Dunst passa assim à frente de Penélope Cruz como protagonista do novo filme de Lars von Trier (Dogma, Antichrist), que se apelidará de Melancholia, um drama de ficção científica apocalíptico. Sendo assim, a actriz célebre pela trilogia Spider-Man irá juntar a Charlotte Gainsbourg (Antichrist), Kiefer Sutherland (série 24), Charlotte Rampling (Basic Instinct 2, The Duchess), Alexander Skarsgaard, Stellan Skarsgaard (Angels and Demons) e Udo Kier, que compõem o elenco da fita. Cruz abandonou o projecto para poder participar no blockbuster “Pirates of Caribbeans: On Strange Tides” ao lado de Johnny Depp e Ian McShane.

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publicado por Hugo Gomes às 02:49
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Real.: Paul Greengrass

Int.: Matt Damon, Jason Isaacs, Khalid Abdalla, Brendan Gleeson, Yigal Naor, Greg Kinnear, Amy Ryan

 

Matt Damon volta a vestir a pele de Jason Bourne, todavia não é mais um capítulo da trilogia do personagem de Robert Ludlum, mas numa variação contemporânea neste Green Zone. Evidências, essas é a sua reunião com Paul Greengrass (The Bourne Supremacy, The Bourne Ultimatum) que volta a oferecer-nos mais outra obra de acção em “câmara de colo”. O novo filme de Greengrass gira sobre a convicção da Guerra do Iraque e do mistérios das nunca encontradas armas de destruição maciça, o qual serviu de pretexto para a “invasão”, e é então que seguindo tal premissa, se desenrola um clima de conspiração que só o Sargento Roy Miller parece capaz de o deter, ou mais ou menos isso.

 

 

Adaptação de um livro de Rajiv Chandrasekaran, Paul Greengrass capta o seu estilo fílmico numa realidade que estamos prontos a aceita, elaborado em conjunto com o autor um filme bélico com contornos policiais com actores de luxo, desde o pequeno papel, mas eficaz de Jason Isaacs (conhecido pela saga Harry Potter), Brendan Gleeson carismático como sempre, Greg Kinnear a representar o oportunismo ditamente americano e Yigal Naor soberbo no papel de um general do exercito de Saddam, curiosidade o actor de origens israelita já tinha interpretado o ditador iraquiano na série House of Saddam, produzido pela BBC. Em fraca prestação está Amy Ryans, a comprovar que a sua nomeação ao Óscar de Melhor Actriz Secundaria em 2008 foi um deveras engano, como revelação temos Khalid Abdalla (United 93, The Kite Runner) no papel do iraquiano Freddy, uma personagem imprescindível na conclusão desta história sob fogo cruzado. Quanto a Matt Damon, carisma é suficiente, mesmo que a sua personagem não se separa do antecessor herói do actor.

 

 

O clímax é certeiro, preenchendo-se com um argumento eficaz e bem estruturado, a realização digna de Greengrass transmite um certo realismo sedutor. Em suma, Green Zone assemelha-se a The Bourne em quase tudo; realização, argumento, direcção e protagonista, porém partilha com os anteriores com o título de filme de acção do século XXI, sendo isso e descartando por momentos a novela fictícia de Jason Bourne, temos aqui um dos mais vibrantes filmes de acção dos últimos anos e sem o utensílio de efeitos CGI, contudo não se justifica o resultado fracassado nas bilheteiras nos EUA, devido talvez á fraca aceitação dos “nativos” em relação a posição americana no Médio Oriente.

 

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 02:40
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Morreu o cineasta alemão Werner Schroeter na passada terça-feira no Hospital de Kassel devido a uma doença prolongada, tinha 65 anos. Schroeter foi um discípulo do também realizador Raine Werner Fassibinder que o considerou no melhor autor do novo cinema alemão. A sua filmografia conta mais de 30 filmes, sendo o último a adaptação de uma novela de Juan Carlos Onetti, Nuit de Chen, produzido por Paulo Branco.

 

Werner Schroeter (1945 – 2010)

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publicado por Hugo Gomes às 02:34
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Real.: Joe Wright

Int.: Jamie Foxx, Robert Downey Jr., Catherine Keener

 

Filme: The Soloist baseia-se numa história verídica sobre um repórter da Los Angeles Times que descobre um sem abrigo talentoso com um violino de uma corda, o oportunista encontra nele o perfeito artigo, um homem desequilibrado que deitou for a um futuro promissor. Drama do realizador de Atonement que confirma aqui os seus dotes artísticos e direcciona um elenco semi-perfeito. Tirando isso é simplesmente um filme moralista e familiar de teor clássico.

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

Francês Dolby Digital 5.1

Espanhol Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

 

Distribuidora – Zon Lusomundo

 

FILME –

DVD -

 

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publicado por Hugo Gomes às 02:25
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17.4.10

 

Vera Farmiga, a actriz nomeada ao Óscar de Melhor Actriz Secundaria por Up in the Air de Jason Reitman, irá realizar a longa-metragem “Higher Ground”, que será baseada na biografia de Carolyn Briggs, destacando a sua vida a serviço do cristianismo. A actriz para além de realizadora será também protagonista, desempenhado o papel de Briggs. A rodagem da fita inicia-se em Junho, Nova Iorque e tem data de estreia para 2011.

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publicado por Hugo Gomes às 17:31
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Erro meu, eu sei! Não mencionei nada nestes últimos tempos do último fenómeno cinematográfico que não seja o “batido” Twilight, Kick-Ass de Matthew Vaughn (Stardust) é uma combinação de acção e comédia baseado numa novela gráfica de Mark Millar (Wanted), tal como a imagem do antecessor é um ousado entretenimento que tem recolhido nos EUA excelentes críticas e uma boa reacção do público, excepto o célebre crítico Roger Ebert que acusa a fita moralmente irrepreensível, analisando o facto de a jovem actriz Chloe Moretz com apenas 11 anos utilizar uma linguagem inapropriada devido ao seu papel, os fãs já responderam irados pondo em causa o trabalho analista do “critic”. No elenco podemos contar com Aaron Johnson (Nowhere Boys), Nicolas Cage (será o seu grande regresso!), Mark Strong (Rockn’Rolla), Chloe Moretz e Xander Berkeley (Taken). Estreia 22 de Abril em Portugal.

 


publicado por Hugo Gomes às 17:22
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17.4.10

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publicado por Hugo Gomes às 16:45
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Real.: John Lee Hancock

Int.: Sandra Bullock, Quinton Aaron, Kathy Bates, Adriane Lenox

 

Sandra Bullock é a mulher do momento, tendo sido aclamada como a actriz mais rentável de 2009, como também por ter vencido o Óscar de Melhor Actriz numa altura que Meryl Streep se encontrava na corrida e Gabourey Sidibe (Precious) era apontada como a favorita. Esta sua prestação gloriosa foi motivo que baste para o grande sucesso de Blind Side nos cinemas portugueses, mesmo após meses de atraso, sendo que o filme de John Lee Hancock tenha destronado The Twilight Saga – New Moon na sua segunda semana, mesmo com a histeria pagã que a seguia. Seria Bullock merecedora da estatueta? Bem, o seu desempenho em Blind Side é convicto, mas a verdade seja dita não é arrebatador, apesar da actriz de 28 Days se exibir uma forma física invejável.

 

 

Quanto ao filme, The Blind Side poderia ser apelidado como “mais um” na longa lista de filmes que envolvem um dos desportos rei dos EUA – o futebol americano – seguido a história de Anne Tuohy (Bullock), um mulher abastada de raízes cristãs que acolhe o gigante e afro-americano “Big Mike” (Quinton Aaron), cujo passado não se orgulha. Iniciando como uma inserção na família, logo Tuohy convence a “Big Mike” (também chamado de Michael Oher) a tornasse num federado jogador de futebol, tornando-se mais do que um vulgar praticante, mas num rapaz especial.

 

 

Recorrendo a uma estrutura clássica e familiar, The Blind Side logo cai no facilitismo dos clichés e modelos básicos de Hollywood, se não fosse ele uma glorificação cinematográfica baseada em factos verídicos e as suas intenções de bons costumes religiosos, ou seja, Um Sonho Possível (titulo português) é mais um a constar na lista dos “bonitinhos” dos EUA.

 

 

Se Bullock venceu a estatueta, já a actriz Adriane Lenox tem a melhor prestação da fita no papel da mãe natural de Oher, uma mulher desequilibrada cuja sua personagem não é mais do que um explorar de miséria, o resto dos empenhos encontram-se convincentes, Aaron capta simpatia e Kathy Bates brilha em mais um desaproveitamento. A única ofensa de The Blind Side é ter constatado na lista de Melhor Filme dos indicados da Academia, lugar que poderia muito bem servir a Single Man e Tom Ford ou Away We Go de Sam Mendes.

 

 

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 16:30
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16.4.10
16.4.10

Real.: Mark Neveldine / Brian Taylor

Int.: Michael C. Hall, Gerard Butler, Amber Valletta

 

Gerard Butler tornou-se nos últimos anos (muito graças a 300 de Zack Snyder) num dos actores mais famosos de Hollywood, seu nome e rosto já é um factor de sucesso de bilheteira e o seu carisma um ponto de referência num filme. Butler é Kable, um homem prisioneiro da nova geração de jogos online, onde os personagens tecnológicos são substituídos por pessoas de carne e osso com um chip implantado o qual fazem deles seres controláveis num jogo que se centra entre a vida e a morte. Descrito como um critica ao sedentarismo esfomeado dos videojogos online e uma certa ironia ao império de Bill Gates, representado pela estreia cinematográfica do actor Michael C. Hall (o protagonista da serie Dexter) que apresenta aqui o melhor desempenho do filme, Gamer vive do actor e do conceito, porém despachado por uma realização medonha de MTV, inapropriado para a narração de histórias. Excessivamente cheio de cenas desnecessárias de puro mau gosto, o filme de Mark Neveldine e Brian Taylor cobardemente não consegue ser uma obra de ficção científica, mas sim, acção digna de um videojogo mal concebido. Não era disto que estávamos á espera!

4/10

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publicado por Hugo Gomes às 23:26
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14.4.10

 

Avisa-se já que Penélope Cruz e Miley Cyrus surgem nesta película, quanto ao poster: calma! Lá por ela ter óculos na mão não quer dizer que seja em 3D.


publicado por Hugo Gomes às 00:05
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13.4.10

publicado por Hugo Gomes às 15:59
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Real.: Nora Ephron

Int.: Meryl Streep, Amy Adams, Stanley Tucci

 

 

Filme

Julie & Julia concentra-se na combinação de duas biografias que se unem por uma só temática: o amor pela cozinha. Ora temos Julia Child (Meryl Streep), uma americana com o sonho de escrever um inovador livro de culinária e Julie Powell (Amy Adams), uma nova-iorquina trabalha num cubículo inspira-se em Child para dar um novo rumo á sua vida. Duas mulheres de épocas diferentes e costumes diferentes irão se colidir.

 

 

Veredicto

Nora Ephron volta a invocar a emancipação feminina neste biopic invulgar, inspirado e bem saboroso. Amy Adams e Meryl Streep se reflectem nas duas personagens, uma está condenada a ser a discípula de outra.

 

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

Espanhol Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

Inglês

Turco

Polaco

Espanhol

 

EXTRAS

Ingredientes secretos: Making of de Julie e Julia

Comentários da argumentista/realizadora Nora Ephron

 

Distribuidora – Sony Pictures

 

Ver Também

Julie & Julia (2009)

 

FILME –

DVD -

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publicado por Hugo Gomes às 01:20
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12.4.10

 

Os mensageiros das Morte!

 

Depois de The Hurt Locker de Kathryn Bigelow ter vencido, e justamente, o Óscar de Melhor Filme, anunciando um renascer da aclamação do cinema bélico que o norte-americano parece nos dias de hoje ignorar por motivos patrióticos, surge-nos The Messenger como um não oficial complemento á Guerra do Iraque introduzida por Bigelow. Fora dos palcos de morte e devastação no anterior país governado por Saddam Hussein, surge-nos o retrato de uma nação avassalada pela perda e o medo da tragédia, The Messenger de Oren Moverman é a jornada de dois homens dispersados do “campo de batalha” e que executa a difícil, mas talvez mais tarde destacada como nobre missão de notificar os familiares dos falecidos soldados sobre a perda dos seus entes queridos. De inicio este processo é executado de uma forma fria e seguida “by the book” pelos personagens de Ben Foster e Woody Harrelson, mas com os encontros algo angustiantes estes homens de dever são confrontados com as emoções que possuem dentro de si, as do ser humano, a perda e a solidariedade. Nomeado a dois Óscares de Academia (o de Melhor Actor Secundário, indicando Woody Harrelson no papel de Capitão Tony Stone e de Melhor Argumento Original), The Messenger tal como o já referido The Hurt Locker abandona desde o principio qualquer tipo de polémica ou mensagem politica, apenas reconta historias de militares e a influencia da guerra sobre eles, devido a isso, a fita de Moverman, um dos co-argumentistas do biopic de Bob Dylan - I’m Not Here, captura sequencias de poder do drama humana, captando o dilema moral num serviço cruel e não destacando. Quanto aos desempenhos, Harrelson é a força graviticional de toda a fita apresentando um angustiado homem que sonha com a guerra e que nunca a teve e a afirmação de Ben Foster como um futuro grande actor, a química entre os dois é imbatível e contagiante. Destaque também para Samatha Morton como uma viúva noticiada e o desempenho formidável e comovente de Steve Buscemi. The Messenger é um pequeno grande filme que obviamente passará despercebido, por isso prestam atenção!

 

Real.: Oren Moverman

Int.: Woody Harrelson, Ben Foster, Samatha Morton, Steve Buscemi

 

Imagens

 

 

 

 

A não perder – um complemento ao filme The Hurt Locker

 

O melhor – Woody Harrelson e sua versatilidade

O pior – passa despercebido face às grandes produções

 

Recomendações – Home of the Brave (2006), The Hurt Locker (2009), In the Valley of Elah (2007)

8/10

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publicado por Hugo Gomes às 22:39
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11.4.10

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publicado por Hugo Gomes às 21:32
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