17.2.10

Amizades entre as grades!

 

Dois anos antes de Clint Eastwood realçar a grandeza do ex-presidente da Africa do Sul e o Nobel da Paz, Nelson Mandela, o veterano realizador Billie August (The House of the Spirits) já havia tentado tal feito, emanando as memórias de James Gregory, o guarda prisional de Mandela, enquanto este se encontrava detido na Robben Island, uma prisão de alta segurança.

Apresentado no Festival de Berlim em 2007, competindo pelo Urso Dourado, mas ficando pelo prémio de Paz tal como a figura que biografa, Goodbye Bafana não possui o mesmo classicismo de Invictus de Clint Eastwood, nem Dennis Haysbert é um Morgan Freeman, porém isto não se trata de comparações, visto se tratarem de dois filmes distintos cujo único elo em comum é Mandela, representado por dois tempos distintos de sua vida.

A fita de Billie August retrata uma linha temporal cheio de mudanças, mas nunca a narrativa encontra tais impulsos evolutivos, o que nunca separa da sua forma preguiçosa de telefilme. Joseph Fiennes faz o seu melhor num personagem preso ao esquematismo anoréctico de sua diegese, provavelmente ele seja o melhor exemplar interpretativo deste rol, prejudicada pela já referida leveza intrínseca. Dennis Haysbert, por outro lado, encontra-se ausente da sua personificação de Mandela, quer física ou inerente, e a química entre ambos: o prisioneiro e o seu guarda prisional são praticamente inexistentes. Destaca-se acima tudo pela exótica banda sonora dirigida por Dario Marianelli, um vulgar telefilme que se conta apenas pelas boas intenções.

Real.: Billie August

Int.: Joseph Fiennes, Dennis Haysbert, Diane Kruger, Patrick Lyster

 

 

   

 

A não perder – neste momento é óptimo para complementar Invictus de Clint Eastwood

 

O melhor – as boas intenções da fita

O pior – não consegue trespassar da estrutura de telefilme de luxo.

 

Recomendações – Invictus (2009), Hunger (2008), Catch a Fire (2006)

 

 

5/10
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publicado por Hugo Gomes às 00:44
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16.2.10

Madonna parece ponderar sua carreira musical para seguir um caminho como realizadora de cinema, após ter dirigido Filfh and Wisdom, que em Portugal estreou no dia 10 de Setembro de 2009, a rainha da pop já anunciou o seu novo projecto como tal artesã. Será a biografia do Rei Eduardo VIII de Inglaterra, conhecido por ter abdicado o seu trono para poder casar com a mulher que amava, Wallis Simpson, que se encontrava a meio de um divórcio. Vera Farmiga está confirmada como Simpson, porém ainda não há informações quanto ao papel do Rei Eduardo VIII.

 

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publicado por Hugo Gomes às 03:03
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Muitos perguntavam: onde eles andavam? Porém as preces foram ouvidas e finalmente Robert De Niro irá voltar a trabalhar com Martin Scorsese, tal coisa não acontecia desde 1995 – Casino. O anúncio foi feito pelo próprio Scorsese, na apresentação do seu novo filme, Shutter Island, que estreia em Portugal no dia 25 de Fevereiro, no Festival de Berlim, adiantou também que o filme será sobre gangsters, mais propriamente memórias de um dos elementos mais velhos.

 

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publicado por Hugo Gomes às 03:01
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Quando a Natureza é a Igreja de Satã!

 

Lars von Trier já se auto-proclamou como o melhor realizador do cinema contemporâneo, sendo que é fácil encontrar em Antichrist, a sua ambição de se tornar num autor referencial, um narcisismo artístico. Assim sendo as imagens levadas ao extremo no filme de Von Trier são de difícil esquecimento, invocando o visceral como o de insano.

 

 

Antichrist inicia assim com o luto de um casal que acaba de perder o seu filho através de um acidente negligente, porém ele (Willem Dafoe), terapeuta, decide então ajudar a sua mulher (Charlotte Gainsbourg) que sofre de uma fobia anormal adquirida com a memória do filho. A terapia levada a cabo pela personagem de Dafoe consiste em ajudar a sua mulher a combater os seus medos, entre eles o da floresta, que no filme é retratado pelo Éden. Assim sendo ficam instalados numa cabana isolada à espera da recuperação mental de ambos. Contudo existe algo de sinistro que se esconde naquele lugar cheio de natureza, algo que Charlotte Gainsbourg caracteriza de “a igreja do Diabo”, que remete ao casal os seus pesadelos mais obscuros e à loucura sem precedentes.

 

 

Por entre o desespero, a dor e o sofrimento, este paranóico exemplar que se encontra entre o limiar do terror e o thriller, é um dos mais peculiares projectos do realizador dinamarquês, que mais uma vez utiliza a sua miopia e experimentalidade para se centrar unicamente no par de actores que consegue sair imaculados e levados ao limite num mise-en-scené implorável de sadismo e violência gratuita. Porém o grande feito de Von Trier foi mesmo a introdução de um clima pesado e psicologicamente eficiente que endereça o espectador a um metaforismo envolvente de um erotismo quase selvagem e um pecaminoso agrupado de imagens que tem de doentio como de genial que não abandonará a memória deste tão facilmente. Quanto ao par de actores, restringidos às suas presenças e desafiados ao limite da interpretação ou da arte performativa, soam como "marionetas" subjugadoras ao servido do realizador.  

 

 

Antichrist a par do ainda em cartaz, The White Ribbon de Michael Haneke remete o publico à negra natureza humana, enquanto que no exemplar de Lars von Trier tudo encontra-se envolvido por uma aura sobrenatural como natural. Como tal, aludindo à teoria de que os humanos nunca tiveram de todo separados da Natureza e que a nossa face brutal é somente resíduos sobrevivente desse mesmo "cordão". No final existe a dedicatória a Andrei Tarkovsky, um dos cineastas predilectos do autor que se afirma cada vez mais como tal.

 

"Chaos reign"

 

Real.: Lars Von Trier / Int.: Willem Dafoe, Charlotte Gainsbourg

 

 

A não perder – um filme o qual ninguém ficará indiferente

 

O melhor – o extremo que Lars von Trier chegou juntamente com o elenco

O pior – se a violência não é problema, o gratificação da mesma por excesso já o é

 

Recomendações – The Blair Witch Project (1999), The Book of Shadows (2000), The Eden Lake (2008)

 

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Cinema is My Life - Antichrist

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 02:57
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Michael Fassbender, Dominic West e a belíssima Olga Kurylenko são os actores principais desta grande produção do realizador Neil Marshall (The Descent, Doomsday). A obra chama-se Centurion e retrata a sobrevivência de um grupo de soldados romanos numa Grã-Bretanha no ano 117 d.c.

 


publicado por Hugo Gomes às 02:54
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publicado por Hugo Gomes às 02:52
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È impressão minha ou Colin Firth decidiu mascarar neste Carnaval a Martin Scorsese, pelo menos os óculos são idênticos.

 


publicado por Hugo Gomes às 02:50
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15.2.10

Hype paranormal!

 

Qual foi o maior êxito do ano? Será o recordista Avatar com os seus 2 biliões de dólares rendidos em todo o Mundo? Será o febril New Moon, a sequela de Twilight, o mais recente Harry Potter ou o festim tecnológico de Transformers 2? Não, o maior êxito cinematográfico do ano 2009 é de facto Paranormal Activity, o filme de terror indie de Oren Peli, rodado como um Blair Witch Project se tratasse. Custando apenas 15 mil dólares, tão pouco como um simples vídeo caseiro, conseguiu realçar entre a produção competitiva norte-americana graças a um marketing inteligente por parte da Paramount, que após Steven Spielberg visualizar tal fita e de lhe causar arrepios decidiu então comprar os direitos a Oren Peli e após dois anos depois eis que estreia um improvável êxito de bilheteira. Paranormal Activity conseguiu render em todo o Mundo um agradável 150 milhões, que em comparação ao seu orçamento inicial, tornando assim num dos lucrativos filmes que há em memoria.

Porém todo o sucesso deste mockumentario de terror deriva da bem pensada publicidade e marketing envolto da obra, porque em conteúdo a fita de Oren Peli é o sinonimo de “muito barulho para pouco”. Paranormal Activity finge ser um vídeo amador de um casal que decide filmar os paranormais fenómenos que se concentram em sua casa, estas chamadas “actividades paranormais” ocorrem quando o casal dorme descansado em sua cama, a câmara ligada consegue captar sombras, misteriosos movimentos de objectos como o abrir e fechar da porta e outros comportamentos inexplicáveis. Nesse facto, o interesse do realismo e não do espectáculo pipoqueiro, Paranormal Activity ganha pontos e em alguns momentos consegue assustar porque é capaz de fornecer um clima para tal, um ambiente tão credível como a nossa própria casa.

Mas por detrás dessa colecção de poltergeists, existe uma urgência em terminar a fita da melhor maneira, Oren Peli revela-se criativo em tal forma, mas perde-se porque o interesse crescente em toda a narrativa é dissipado logo de bandeja, ou seja, quando a fita realmente começa a fermentar no espectador uma inquietante sensação, o realizador não consegue dispersa-lo e prolonga-lo, sendo assim termina a fita, dando o pressentimento que a finalizou cedo de mais. Paranormal Activity é mais hype que propriamente qualidade, não justifica o título de um dos filmes de terror mais assustadores da década, mas é sim, o exemplo norte-americano do género mais interessante do ano 2009.

Real.: Oren Peli

Int.: Katie Featherston, Micah Sloat, Mark Fredrichs

 

 

    

 

A não perder – para quem acreditou piamente que se tratava de um filme verídico

 

O melhor – a criatividade de Oren Peli por não vender-se por tão pouco

O pior – o hype envolto

 

Recomendações – Blair Witch Project (1999), Poltergeist (1982), The Exorcist (1973)

 

Ver Outras Fontes

Ante-Cinema - «Critica» - Actividade Paranormal

 

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 21:59
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Eu te amo, I Love You, J’te Aime” são frases simples, de som ecoante o qual exprime um dos grandes bens da Humanidade, a sua capacidade de amar, o afecto, a paixão que por vezes escalda nossas peles e corações. O cinema é propício dessas histórias em que a maior viajem é de dois seres humanos que se entregam os seus sentimentos como estivessem numa bandeja. Enquanto o cinema de hoje se entrega “quase” por completo pelo par invulgar em New Moon, outros se apaixonam pelos romances de Nicholas Spark e as suas variadas adaptações invulgar história de amor do ano e a estrear em breve o aplaudido 500 Days of Summer de Marc Webb, com todo esse clima de romance, decidi então com a inspiração do Dia de S. Valentim os 14 romances mais belos do cinema. Entrem e apaixonem-se.

 

GONE WITH THE WIND (Victor Fleming, 1939)

O pai dos romances épicos, a história de amor e de ódio entre Scarlet O’Hara (Vivien Leigh) e Rhett Butler (Clark Gable) e o pano de fundo da guerra civil norte-americana, conquistou milhões em todo o mundo (sendo este um dos filmes mais rentáveis de sempre) e inspirou milhares nos arrebatadores romances que se descenderam. Porém, mesmo transcendendo uma química ainda hoje perfeita, os actores Leigh e Gable não se suportavam durante a rodagem. Herdeiros e enteados – São muitos os romances épicos que seguiriam, entre eles destaca-se o galardoado English Patience (Anthony Minghella, 1994), talvez um dos melhores romances dos anos 90 e mais tarde Cold Mountain (também ele de Anthony Minghella) e o pomposo Australia, que segundo o realizador, Baz Luhrmann, o descendente directo de Gone With The Wind.

 

CASABLANCA (Michael Curtiz, 1942)

Ao contrário daquele lema de “viveram felizes para sempre”, a felicidade também requer sacrifício e escolhas difíceis de fazer, quem diz é Rick Baine (Humphrey Bogart) e Ilisa (Ingrid Bergman), dois ex-amantes que se encontram durante um clima de Guerra na cidade marroquina, Casablanca, que continua sendo um estado neutro. O reencontro desperta a paixão escondida entre ambos, todavia Ilisa está noiva de Victor Laszlo (Paul Henreid), um líder da resistência checa que encontra-se na Casablanca por motivos de protecção e auxílio. Baine decide então ajudar Victor e Ilisa, deixando para trás o seu amor ganancioso e pensando apenas na felicidade e vida da sua velha paixão. A cena de despedida dessas almas desencontradas no aeroporto da cidade sob uma chuva cinzenta é das cenas mais memoráveis da sétima arte. Herdeiros e enteados – The Good German de Steven Soderbergh (2006) é talvez o filme que mais se aproxima deste clássico, segundo o autor é a sua homenagem á obra de Michael Curtiz.

 

VERTIGO (Alfred Hitchcock, 1958)

Mesmo sendo um fracasso de bilheteira, foi dos mais insólitos romances que há em memória. James Stewart é o detective John Ferguson, que investiga um misterioso caso a pedido de um velho amigo. Tal compromisso requer seguir a perturbada mulher, Madeleine Ester (Kim Novak), que segundo qual parece adquirir um comportamento suicida. Vertigo foi das melhores obras do autor Alfred Hitchock, o chamado mestre do suspense, que para além de ser um sólido e primoroso thriller que não descansa em termos de surpreender o espectador, é também uma delicadíssima história de amor. Herdeiros e enteados – Hitchcock tentou redimir o fracasso comercial com North by Northwest (1959), o qual capta a mesma essência amorosa sob um ambiente de espionagem.

 

CINEMA PARADISO (Guiseppe Tornatore, 1988)

Um dos romances predilectos de qualquer cinéfilo, que combina a vulgar historia de amor de infância com a paixão do cinema. Este hino á cinéfilia demonstra uma beleza delicada e sensível quer na fotografia, quer no relacionamento da história. O beijo á chuva continua a ser um dos momentos mais belos que o cinema italiano nos ofereceu. Essencial para qualquer apaixonado pela sétima arte. Herdeiros e enteados – Electric Shadows de Jiang Xiao (2004) é o herdeiro directo da linhagem de Cinema Paradiso, contudo poucos são os filmes que captam a mesma essência.

 

THE BEAUTY AND THE BEAST (Gary Trousdale / Kirk Wise, 1991)

A Disney sempre foi fértil em grandes romances, mas indiscutivelmente – The Beauty and the Beast – é talvez dos mais tocantes do longo historial do estúdio. A história entre uma bela mulher aprisionada por um monstro amaldiçoado encantou multidões quer de crianças e graúdos, segundo o filme no amor não está em causa a beleza estética do parceiro, mas sim o seu interior intrínseco. Antes de Up (2009) ser nomeado, The Beauty and the Beast foi até á data a única animação a estar entre os cobiçados á estatueta de Melhor Filme. Herdeiros e enteados – de seguida a Disney produziu inúmeros outros clássicos que sempre a vertente romântica estava presente, o ultimo foi o recentemente estreado “The Princess and the Frog”, o regresso da Disney á animação tradicional. A estúdio Dreamworks respondeu em 2001 a este clássico com Shrek, uma parodia anti-Disney que conseguiu repetir tal reacção no publico que The Beauty and the Beast conseguiu. Muito antes do clássico da animação de 1991, King Kong surgiu em 1933, um filme de acção real com os efeitos práticos de Willis O’Brien, mas no seu tempo as mentalidades ainda eram muito preconceituosas, por isso não existia nada mais que uma simples repugna da bela em relação á besta (neste caso o gorila que a rapta), em 2005 com o auxílio dos efeitos especiais mais sofisticados, Peter Jackson consegue um soberbo retrato entre duas almas proibidas de amar.

 

IL POSTINO (Michael Radford, 1995)

No caso de Il Postino, o clássico filme dirigido por Michael Radford em 1995, o amor não tem que ser algo físico, mas sim um apelo á força das palavras, neste caso os poemas de Pablo Neruda, os quais o carteiro Mario (Massimo Troti) entrega á sua amada Beatrice Russo (Maria Gracia Cucinotta), sem nunca revelar a sua verdadeira fonte. Russo se apaixona pelo poder das palavras carinhosamente dedicadas do seu “admirador secreto” iniciado assim um paixão secreta e cega, já que Mario Ruopollo é demasiado tímido para expressar seus sentimentos. Herdeiros e enteados – sendo muitos os descendentes, a historia mais destacável deste amor via literária é o antecessor Cyrano de Bergerac, o clássico conto escrito para o teatro por Edmond Rostand, adaptado ao cinema em 1900, 1909, 1925, 1945 e 1990, este ultimo com Gerard Depardieu.

 

LEAVING LAS VEGAS (Mike Figgs, 1995)

Nicolas Cage no seu melhor desempenho ao lado de Elisabeth Shue, uma prostituta da cidade do pecado, Las Vegas. E é nessa cidade cínica e luminosa que nasce uma dos melhores romances dos anos 90, que por entre a “podridão” humana pode nascer o amor mais puro. Marco de Hollywood em 1995. Herdeiros e enteados – São muitos os filmes que retratam amores em locais dignos do nome Babilónia, entre eles destaca-se Candy de Neil Armfield (2006), uma das últimas aparições do actor Heath Ledger.

 

TITANIC (James Cameron, 1997)

O famoso naufrágio é palco para uma das derradeiras e emocionantes histórias de amor. Doze anos antes do estrondoso sucesso de Avatar, James Cameron havia posto o Mundo aos seus pés com o amor entre Rose (Kate Winslet) e Jack (Leonardo Di Caprio) no filme-catastrofe Titanic. O que separava entre estes dois seres eram as suas classes sócias, porém para Jack e Rose eram indiferentes. Herdeiros e enteados – Passado quatro anos, Michael Bay tenta repetir o mesmo feito de Titanic com Pearl Harbor (2001) na reconstituição de um romance sob o clima de sobrevivência, mas foi ineficaz. Apenas Joe Wright consegue em 2007 com Atonement, que ambientado na Segunda Guerra Mundial invoca o romance entre classes sócias com James McAvoy e Keira Knightley como o trágico par romântico. Todavia, antes de Titanic e do resto, existia o absoluto musical de Robert Wise, West Side Story, um amor nascido entre a disputa de etnias.

 

NOTTING HILL (Roger Mitchell, 1999)

É considerado uma das melhores comédias românticas britânicas, obviamente quando estreou em 1999 foi bastante sobrevalorizado. Porém nos dias de hoje é um dos mais eficazes exemplos que o amor não conhece barreiras, classes nem a fama. Julia Roberts e Hugh Grant são dois nomes deste sucesso, em que uma actriz, por engano, conhece um homem normal. Herdeiros e enteados – antes e depois de Notting Hill, foram muitas comédias britânicas que tentavam cativar os corações mais frios. Posteriormente do filme de Roger Mitchell, seguiram Bridget Jones’s Diary que beneficiou o mesmo sindroma de sobrevalorização de Notting Hill e Love Actually, a conhecida absoluta comedia romântica britânica. Porém não se esqueçam que antes destes exemplos existiu o sólido Four Weddings and a Funeral de Mike Newell.

 

LOST IN TRANSLATION (Sofia Coppola, 2003)

Sofia Coppola, filha do aclamado realizador Francis Ford Coppola (The Godfather, Apocalypse Now) redefiniu a ideia de romance em pleno ano 2003, reconstruindo um invulgar amor num local tão estranho para ambos. Mas neste filme protagonizado por Bill Murray e na altura a revelação Scarlett Johansson, a verdadeira estranheza não era Toquio, onde ocorria esta melancólica história, mas sim aproximação destes dois seres. Graças a um final místico e tocante, eis o romance da década de 2000 por excelência. Herdeiro e enteados – Por estranho que pareça ainda ninguém ousou copiar ou aspirar o estilo de Coppola, ao invés disso, Bill Murray encontrou a sua perfeita melancolia, que o persegue desde os seus mais recentes projectos.

 

MR AND MRS SMITH (Doug Liman, 2005)

Comédia de acção que reúne um par cuja química é inegável, Brad Pitt e Angelina Jolie, que desempenham dois assassinos contratados que por sinal são casados um com o outro, porém suas identidades são ocultadas um pelo outro. Um bom sucesso de bilheteira que originou um dos casais preferidos de Hollywood. Herdeiros e enteados – Como já havia dito, o filme de Doug Liman foi o responsável pelo casal de Jolie e Pitt, que ainda hoje fazem furor nos tablóides e são amados por muitos.

 

BROKEBACK MOUNTAIN (Ang Lee, 2005)

Longe de preconceitos e tabus, o amor não é um exclusivo “when boy meet a girl”ou vice-versa, como é no caso do Brokeback Mountain, filme delicado de Ang Lee, nomeado aos Óscares de 2005 (vencedor da estatueta de Melhor Realizador), a paixão nasce no companheirismo de dois homens, que sozinhos numa montanha encontram um “fruto” proibido que os levará desde um amor pouco ortodoxo até mesmo á tragédia obsessiva. Muito longe do militante filme de homossexuais, Brokeback Mountain é um dos exemplos em que o amor quebra barreiras e por vezes se torna impossível. Herdeiros e enteados – Nos dias de hoje, Brokeback Mountain continua a ser a história de amor homossexual mais acessível ao grande público. O único exemplar que conseguiu “sair do armário”.

 

WALL-E (Andrew Stanton, 2008)

Será o amor algo exclusivamente humano? Talvez não e a resposta poderá ser encontrada aqui neste tocante exemplo animado. Wall-E é a história do homónimo robot com a missão de limpar a Terra dos desperdícios deixados pelo ser humano, o que não percebe é que ele continua a fazer o seu trabalho mesmo após muitos anos dos humanos terem indo embora. E é então que surge uma pequena andróide, EVE com o intuito de reportar as condições do planeta Terra, e com um simples olhar nasce então o amor á primeira vista. Herdeiros e enteados – O Óscar de Melhor Filme Animado de 2008 já cá canta, a história de WALL-E é das mais emocionantes e bem sucedidas do estúdio da Pixar.

 

TWILIGHT (Catherine Hardwick, 2008)

Stephenie Meyer conseguiu em 2005 reproduzir o conto de Bram Stoker, Dracula, para adolescentes num sucesso literário denominado de Twilight. Nos dias de hoje é a febre da puberdade, um romance entre uma humana e um vampiro, onde a estética é o mais importante, porém reconhece-se alguma essência nesta bem sucedida obra de 2008. Herdeiros e enteados – Além de ter dado a nós aqueles ídolos adolescentes como Robert Pattinson ou Taylor Lautner, conseguiram oferecer um dos frenesins cinematográficos do ano 2009 com a sequela New Moon, uma continuação muito inferior, mas esteticamente superior e empolgante para as hormonas aos saltos. Twilight introduziu um novo subgénero cinematográfico, que envolve romances e o sobrenatural, contudo recomendo vivamente o sueco Let The Right One In de Tomas Alfredson, que não gozou do mesmo sucesso do filme de Catherine Hardwicke, mas que encantou os poucos com a sua sensível história de amor, onde a inocência se confunde com a violência.

 

Ver Também

Atonement (2007)

Australia (2008)

Avatar (2009)

Brokeback Mountain (2005)

Casablanca (1942)

Gone With The Wind (1939)

King Kong (1933)

King Kong (2005)

Let The Right One In (2008)

Lost In Translation (2003)

North By Northwest (1959)

The Good German (2006)

The Twilight Saga – New Moon (2009)

Twilight (2008)

Vertigo (1958)

Wall – E (2008)

 

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publicado por Hugo Gomes às 02:26
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14.2.10

 

Johnny Depp já tinha declarado que baseou em Keith Richards, guitarrista da lendária banda rock Rolling Stones, na sua personagem, Jack Sparrow, na trilogia de Gore VerbinskiThe Pirate of Caribbeans. Em 2007, no derradeiro terceiro filme dessa saga que tanto encheu os cofres da Disney, uniu-os, o actor e o músico, a contracenarem. Segundo a New Musical Express, o destino destes dois icons irá ligar-se novamente, tudo porque Johnny Depp irá realizar um documentário sobre a perfomance de um dos “deuses” dos Rolling Stones.

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:39
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Colin Firth venceu o prémio de Melhor Actor no Festival de Veneza, agora nomeado para os Óscares, a actor que ficou celebre no desempenho de muitas comédias britânicas é apontado com uma das melhores interpretações masculinas do ano e um forte candidato á estatueta dourada. Single Man, o filme o qual protagoniza, é dirigido por Tom Ford, o celebre estilista que dirige a história de um professor universitário de 52 anos (Colin Firth) que tenta encontrar um novo rumo da sua vida após a morte do seu companheiro. Uma fita que tal à imagem do realizador é estilista, maneirista, como também um poço de excelentes desempenhos; Julianne Moore e Matthew Goode integram o elenco. Estreia marcada para dia 18 de Fevereiro.

 


publicado por Hugo Gomes às 18:30
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Real.: Robert Luketic

Int.: Katherine Heigl, Gerard Butler, Bree Turner

 

 

Filme

Abby (Katherine Heigl) é a produtora de um programa matinal e Mike (Gerard Butler), a estrela desse programa. Ambos estão decididos a manter uma relação para provar as diferenças do sexo oposto.

Veredicto

Comedia romântica que tenta parodiar com as diferenças entre os dois sexos. Apresenta um par de actores que garantem carisma suficiente para os momentos mais divertidos da fita. Realizado pelo mesmo director de 21, Monster-in-Law e Legaly Blonde, eis uma comédia emancipada que revela um dos melhores exemplos norte-americanos do ano passado.

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

Inglês Dolby Digital 5.1 DES AUD

 

LEGENDAS
Português
Inglês
Dinamarquês
Finlandês
Hindi
Norueguês
Sueco

 

EXTRAS
Comentários do realizador sobre cenas seleccionadas
Cenas adicionais e alargadas
Finais alternativos
Apanhados
ABC da Sedução: Um retrato dos pontos de vista masculino e feminino
A arte de rir: Um Making of de proporções hilariantes

 

Distribuidora – Sony Pictures, LDA

 

FILME –

DVD  -

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:18
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Cabras, Iraque e hippies de uniforme.

 

Se dizer que nos EUA existiu uma unidade militar que treinava soldados para possuírem certos poderes psíquicos, obviamente pensariam que se tratasse da premissa de Hellboy de Guillermo Del Toro ou doutro filme de ficção científica, contudo este facto parece ser baseado em uma investigação por parte de Jon Ronson, o qual escreveu em 2004 o livro “The Men Who StareThe Goats”, o qual é adaptado por Grant Heslov como uma sátira a um tema tão insólito que quase roça a ficção imaginativa. The Men Who StareThe Goats, o filme, remete-nos ás aventuras e desventuras de um azarado jornalista, Bob Wilton (Ewan McGregor) que encontra no reformado soldado Lyn Cassady (George Clooney) a historia que lhe irá por famoso. Incrédulo de inicio, Wilton interessa-se pelo passado de Cassady, que relata uma companhia militar chamada “Soldados da Nova Terra” que combatem através dos diferentes métodos psíquicos. Paródia militar insonsa, onde Clooney desempenha um ex-militar desequilibrado que levará o espectador a duvidar da sua integridade. Porém o actor não se encontra ao nível dos seus produtos mais ambiciosos como acontecera com Michael Clayton (Tony Gilroy, 2007) ou o aclamado Up in the Air (Jason Reitman, 2009), aliás se formos pelas prestações deste elenco de luxo, então facilmente desiludiremos. O filme de Grant Heslov parece um reencontro de amigos, onde nomes fortes de Hollywood se juntaram para concretizar um projecto sem o mínimo esforço e com o intuito de divertirem-se, pelos menos é essa a sensação que o “descontraído” Jeff Bridges, o “forçado” Kevin Spacey e até mesmo o “confuso” Ewan McGregor parecem dar ao espectador. Os momentos hilariantes são poucos, mas capazes, o que não é capaz é o resto do filme, que sob uma realização medíocre se desenrola da maneira mais acanhada possível, nunca chegando á ironia satírica que prometia desde inicio. Destaque para Stephen Lang (Avatar) e a interessantíssima cena inicial. Decepcionante!

Real.: Grant Heslov

Int.: George Clooney, Ewan McGregor, Jeff Bridges, Kevin Spacey, Stephen Lang, Robert Patrick

 

Imagens

 

    

 

A não perder – para quem gosta de histórias tão surreais que custa acreditar que sejam baseados em factos verídicos.

 

O melhor – alguns momentos de humor brilhante

O pior – o sentimento que o filme poderia ir muito mais longe

 

Recomendações – Hellboy (2004), Syriana (2005), Ocean’s Twelve (2004)

5/10

 

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publicado por Hugo Gomes às 17:34
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Tom Cruise e J.J. Abrams voltarão á saga Mission: Impossible, após terem trabalhado juntos no terceiro filme em 2006. J.J. Abrams, o inovador realizador de Star Trek e criador da série Lost, irá dirigir novamente as aventuras vertiginosas de Ethan Hunt (Tom Cruise). A terceira sequela está prevista estrear em 2011.

 

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publicado por Hugo Gomes às 17:32
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The Ghost Writer é um dos mais esperados filmes do ano, dirigido por um Roman Polanski que trabalhava na fita enquanto se encontrava em prisão domiciliária, após a acusação de abuso de menores em 1978. The Ghost Writer, sendo este o termo utilizado para um escritor que não recebe os seus créditos autoriais, é a história de um escritor (Ewan McGregor) que é contratado para escrever as memórias de um primeiro-ministro britânico (Pierce Brosnan). Porém a suposta conversão literária da biografia desse politico se torna numa profunda intriga que revela segredos que poderá prejudicar ambos. Kim Cattrall, Olivia Williams, Tom Wilkinson e Timothy Hutton integram o resto do elenco. The Ghost Writer foi apresentado no dia 12 de Fevereiro no Festival de Berlim. Estreia dia 19 de Fevereiro nos EUA, como sempre por distribuição limitada.


publicado por Hugo Gomes às 17:28
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Real.: David R. Ellis

Int.: Krista Allen, Nick Zano, Mykelti Williamson

 

 

Filme

Um grupo de jovens consegue sobreviverem a um mortal acidente numa pista de carros após a premonição de um deles. O que eles não sabem é que após fugir do local, endividaram assim próprios pela Morte. Pior é que a divida, tem que ser paga, o mais rápido possível.

Veredicto

O quarto filme da saga de terror criada por James Wong em 2000 utiliza o 3D como desculpa de sua ressurreição. Mais semelhante a um remake de pior qualidade que uma sequela, The Final Destination é um filme sem originalidade nem emoção. Terror nenhum, para variar é claro!

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

Búlgaro

Esloveno

Turco

Árabe

Lituano

Hebraico

Letão

Estónio

Croata

 

EXTRAS

Selecção por Capítulos

Cenas Adicionais

 

Distribuidora – Zon Lusomundo

 

Ver Também

The Final Destination (2009)

 

FILME –

DVD -

 

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publicado por Hugo Gomes às 17:18
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Uma prenda bem embrulhada e em forma de coração!

 

Dia 14 de Fevereiro, toda a gente quer o seu “Valentim”, e por o amor andar no ar, porque não um jantar romântico, uma conversa a dois, uma troca de prendas e um olhar reflectivo no futuro do relacionamento … bom programa, certo? E tal um “cinemazinho”? Um filme romântico? Vinha a calhar! E tal como o dia de S. Valentim em que o dinheiro fala mais alto, os produtores tiveram talvez uma “brilhante” ideia de produzir um filme em que toda a trama ocorre-se nesse inspirando dia, falo obviamente de Valentine’s Day, um projecto ambicioso que nas mãos de um qualquer realizador era motivo de lamechice, mas no “Homem” certo como Garry Marshall, poderia muito bem ser um épico amoroso. Podia … mas não o é, mas é sim uma das mais inspiradoras obras “lights” que envolve corações que Hollywood produziu num par de anos, tudo porque o argumento o ajudou.

Escrito por Katherine Futage (Carolina de Marleen Gorris), Valentine’s Day consegue recriar uma ligação credível para o mosaico de personagens (composto por estrelas), separando um pouco do lamechas Love Actually (2003), o qual é comparado como uma versão americana da britânica comédia romântica de Richard Curtis, porém tem-se que reconhecer que a fita de Garry Marshall (Pretty Woman, The Princess’s Diary) é oportunista e demasiado dependente da imagem dos seus artistas: Asthon Kutcher é talvez o centro de toda a história, Patrick Dempsey no mesmo papel de sempre (medico, imaginem só), Jennifer Gardner no limiar entre o doce e vulgar, Jamie Foxx sem vida, Anne Hathaway e Queen Latifah hilariante, Topher Grace sem nada para apresentar, Jessica Alba continua com problemas de interpretação, George Lopez é divertido e o par Julia Roberts e Bradley Cooper (química evidente) o melhor de toda a fita. Porém o factor mais oportunista e injustificável no marketing deste filme romântico para o dia supostamente apaixonado é a inserção de Taylor Lautner e o seu par romântico Taylor Swift, que surgem apelativamente quer na lista do cartaz, quer no poster oficial do filme, todavia aconselho às fãs do actor “musculado” de Lua Nova que ainda não viram esta peça, é não gastarem o preço do bilhete por causa de um actor que nem cinco minutos surge em toda a fita, roubando espaço ao veterano Hector Elizondo, Kathy Bates ou Shriley MacLaine, mas se o propósito era o factor jovem, então porque não apresentar invés o jovem actor Carter Jenkins, não só protagonista de um dos momentos mais divertidos de Valentine’s Day (o embaraço da viola), como também a sua interpretação é superior e mais inspirada.

Nesse termo, devo dizer que os Taylor(s) são prejudiciais á historia, nada acrescentam ou avançam, como também são dois exemplos ruins de “pseudo-actores”, felizmente para Lautner, a outra Taylor bate no fundo em matéria de encenação. Valentine´s Day de Garry Marshall é assim como o próprio dia, é comercial, oportunista, mas existe nele algo de essencial ao ambiente de Los Angeles, não é totalmente romântico, mas inspira ser, falta-lhe mais realismo na matéria, como por exemplo da imagem que só “gente bonita” se apaixona e é merecido viver tal paixão, é por estas e por outras que é tão difícil acreditar que uma Jessica Biel seja um patinho feio. Mas tirando isso é uma boa desculpa para levar aquela pessoa especial ao cinema. Neste um “cinemazinho” vem mesmo a calhar!

Real.: Garry Marshall

Int.: Bradley Cooper, Anne Hathaway, Jessica Alba, Jessica Biel, Ashton Kutcher, Julia Roberts, Jennifer Garner, Topher Grace, Jamie Foxx, Patrick Dempsey, Shirley MacLaine, Kathy Bates, Queen Latifah, Hector Elizondo, Carter Jenkins, George Lopez, Taylor Lautner, Taylor Swift

 

 

   

 

 

A não perder – se a sua cara-metade gostar do típico produto cor-de-rosa

 

O melhor – a ligação das personagens

O pior – sem querer bater no ceguinho, os dois Taylor(s), algumas perfeições estéticas do elenco difíceis de ingerir.

 

Recomendações – Love Actually (2003), American Pie (1999), He’s Just Not That Into You (2009)

 

 

5/10
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publicado por Hugo Gomes às 00:07
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11.2.10
11.2.10

 

 

Para mais informação, ver no sítio do costume. Aqui


publicado por Hugo Gomes às 23:13
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Entre Deuses e mortais.

 

Efeitos especiais, fantasia, aventura, mitologia grega … Chris Columbus tinha tudo para arrancar com um novo franchising do género fantástico familiar, uma espécie de compensação do facto de ter ficado de fora da saga milionária de Harry Potter. O consolo que o realizador de Home Alone e Bicentennial Man (onde converteu Robin Williams num robô sonhador) encontrou foi na série literária juvenil escrita por Rick Riordan, onde retrata uma combinação de mitologia grega com a “pacovice” americana.

Percy Jackson and the Lightning Thief é a aventura de um jovem, o homónimo Percy Jackson (Logan Lerman), o qual sempre se sentiu diferente, porém suas dúvidas são certas e o que ele não sabia é que se encontra no meio de uma guerra entre Deuses, incluindo Zeus (Sean Bean) e o seu irmão Poseidon (Kevin McKidd), o pai desconhecido de Percy Jackson. Tal confronto é derivado pelo desaparecimento do raio-mestre de Zeus, cujo Percy é o bode expiatório. Após descobrir a verdade sobre suas origens, o facto de se tratar um semi-deus, o jovem rapaz parte á aventura de encontrar o responsável por tal feito como também salvar a sua mãe, que se encontra prisioneira de Hades.

Esta grande produção invoca todos os elementos cativos para toda a família, todavia é um mal oleado rendimento ambicioso reduzido a clichés e mais clichés (é mais culpa de Riordan que do argumentista Craig Titley). Os efeitos especiais são os protagonistas, ora são discretos (a transformação de Pierce Brosnan num centauro ou Uma Thurman na Medusa), ora são demasiados vistosos. O elenco, esse, ou é um conjunto de estrelas (Sean Bean, Uma Thurman, Rosario Dawson e Pierce Brosnan), ou uma escola de má interpretações: o protagonista Logan Lerman é inexpressivo, Brandon T. Jackson é demasiado estereotipado, Alexandra Daddario quer ser á força toda uma Megan Fox, pelo menos de talento é quase o mesmo e Catherine Keener desilude pela negativa, porém o filme só faz mesmo sentido com a entrada de Steve Coogan como um estiloso Hades, o deus dos mortos.

A narrativa é demasiado condensada e rápida de concretizar e a historia é marcada pela inverosimilhança ditamente norte-americana – Mas porque raio todos os deuses e criaturas gregas se encontram exclusivamente nos EUA? A resposta, não consigo dar, porém recomendo a quem não consegue esperar pelo remake de Clash of the Titan de Louis Leterrier. Fora isso, Percy Jackson and the Lightning Thief é o exemplo perfeito de que os blockbusters estão a “vulgarizar-se” em demasia.

Real.: Chris Columbus

Int.: Logan Lerman, Catherine Keener, Sean Bean, Pierce Brosnan, Uma Thurman, Steve Coogan, Brandon T. Jackson, Rosario Dawson, Kevin McKidd, Alexandra Daddario

  

    

 

A não perder – para quem julga que Percy Jackson é o novo Harry Potter

 

O melhor – Steve Coogan, evidentemente

O pior – de todo os defeitos, o mais “chocante” é a decepção que foi Catherine Keener

 

Recomendações – Harry Potter and the Chamber of the Secrets (2002), The Chronicles of Narnia – The Lion, The Witch and the Wardobre (2005), The Golden Compass (2007)

 

 

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 22:59
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A Aldeia dos Malditos!

Michael Haneke um dos mais perturbadores autores da actualidade, o seu “terror”, transcrito em obras como Funny Games ou mesmo Caché, não é visualmente gore, aliás existe uma fuga desse artifício gratuito e comercial, mas sim a carga psicologia que consegue remeter em toda a narrativa.

Em The White Ribbon, o autor apresenta-se como um preceptor do estudo da malvadez humana, parte integre da sua natureza negra, que reflecte nos primórdios do Nazismo, sem nunca recorrer ao óbvio panfletarismo ou esquematismo. The White Ribbon recorre á fotografia preta e branca, segundo alguns críticos é uma homenagem a Andrei Tarkovsky, o qual Haneke considera um elogio, visto se tratar num dos seus cineastas de eleição, mas recusa a comparação, na probabilidade, o preto e branco de baixa resolução é um efeito realista na fita e uma metáfora às extremidades da consciência humana, os maniqueísmos expostos pelo mal e bem, que segundo a fita a cor branca é sinal de inocência e pureza devido a isso são colocados laços da mesma coloração em crianças delinquentes da aldeia representada como forma de punição e lembrete das “verdadeira” essência humana.

O cenário de The White Ribbon é uma aldeia protestante alemão abalada por misteriosos e estranhos incidentes que ninguém quer pronunciar, o jovem professor começa então a questionar o estranho comportamento das crianças que cada vez mais dão motivos de dúvida, serão eles os autores dos crimes? Haneke consegue aqui a sua melhor obra, um pausado filme com um mise-en-scene inegável cujo melhor trunfo é a carga pesada e psicologia sempre carregada com o ar de inquietação.

Aqui o “terror” está presente naquilo que não vemos, desconhecemos e não nas imagens. Devo porém “tirar o meu chapéu” o facto de o realizador de Funny Games ter conseguido algo único no cinema e no estudo humano, estou a referir á sequencia em que se explica a uma criança o significado de morte, algo que não se passa na cabeça de muitos, que por vezes as mentes mais ingénuas e puras tem que ser ensinadas para a confrontação para algo menos divino. The White Ribbon é a insólita obra deste início do ano.

Real.: Michael Haneke

Int.: Ulrich Tukur, Susanne Lothar, Josef Bierbichler

A não perder – a inocência só á flor da pele!

O melhor – a carga psicológica que envolve toda a trama, que por si não é vulgar

O pior – A Zon Lusomundo, essa grande “potência” voltou a ignorar um bom filme.

Recomendações – The Village of the Damned (1995), The Village (2004), Funny Games (1997)

Ver Também

Funny Games (1997)

Funny Games (2007)

Ver Outras Fontes

Split Screen – O Laço Branco, por Tiago Ramos

O Sétimo Continente – O Laço Branco

9/10
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publicado por Hugo Gomes às 22:11
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