Já se encontra á pré-venda na Amazon, mas se quiserem esperar, esperam por dia 20 de Março para obterem aquele que é dos filmes mais sobrevalorizados pelo seu respectivo grupo de fãs.
(até admira o rapaz moreno não estar de tronco nu na capa! Será que os produtores se esqueceram desse pormenor J
Tendo já rendido 1,843 mil milhões de dólares, Avatar de James Cameron conseguiu “afundar” Titanic, também ele do mesmo realizador, no título de filme mais rentável da Historia. Ainda há dúvidas, que Cameron é o Homem mais poderoso da indústria cinematográfica.
Real.: Alfred Hitchcock
Int.: Gregory Peck, Ann Todd, Charles Laughton
Filme
A Sra. Paradine (Anne Todd) é acusada de ter assassinado o seu cego marido, devido a tal acusação é julgada em tribunal. O advogado Anthony Keane (Gregory Peck) irá defende-la no réu, porém é o facto de estar apaixonada pela sua cliente que Keane irá fazer de tudo para provar sua inocência.
Veredicto
Mesmo sendo realizado pelo mestre do suspense, Alfred Hitchcock, The Paradine Case (1947) é uma das suas obras menores, um filme tecnicamente avantajado mas insatisfatório, um misto entre um thriller de tribunal e de romance com veios de consciência e de film noir. Destaque também para o desempenho de Ethel Barrymore, nomeada ao Óscar.
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EXTRAS
Entrevista com Alfred Hitchcock
Fotografias
Trailers
Outros Titulos
Distribuidora – Cinedigital
Os SAGAs (Screen Actors Guild Awards) foram sempre um bom faro para as prestações artísticas vencedoras dos futuros Óscares, mas acima de tudo é o reconhecimento dos actores para os seus colegas, premiando as suas prestações de prestígio. Este ano os vencedores desta classe de prémios foram:
Melhor Filme – Inglourious Basterds (Quentin Tarantino)
Melhor Actor Principal – Jeff Bridges (Crazy Heart, Scott Cooper)
Melhor Actriz Principal – Sandra Bullock (The Blind Side, John Lee Hancock)
Melhor Actriz Secundaria – Mo’Nique (Precious – Based on the Novel Push by Saphire, Lee Daniels)
Melhor Actor Secundario – Christoph Waltz (Inglourious Basterds, Quentin Tarantino)
Morreu a actriz Jean Simmons, oscarizada como Melhor Actriz Secundaria pelo seu trabalho como Ophelia em Hamlet (Laurence Olivier, 1948) e nomeada em The Happy Ending (Richard Brooks, 1969). A actriz faleceu 22 de Janeiro na California, as causas foi cancro pulmonar que tentava combater. O último filme da sua carreira foi Shadows in the Sun (David Rocksavage, 2009) e tinha 80 anos. Faleceu também, Pernell Roberts, o conhecido actor da série de êxito, Bonanza, com as mesmas circunstâncias, o cancro que abatia aos poucos. Morreu na sua residência em Malibu, Califórnia no dia 24 de Janeiro, tinha 81 anos.
Paz para ambas as almas:
Jean Simmons (1929 -2010)
Pernell Roberts (1928-2010)
Muitas pessoas caíram no erro em insinuar que Avatar de James Cameron era a adaptação cinematográfica de uma série animada com mesmo nome. Porém, longe dos extraterrestres azuis de Cameron, o genuíno Avatar já foi adaptado para o grande ecrã, todavia terá o título de The Last Airbender, para não ser confundido com aquele que poderá vir a tornar-se no filme mais rentável de sempre. The Last Airbender é assim a primeira entrada do realizador M. Night Shyamalan no mundo dos blockbusters e nas produções em massa. O realizador adorado de The Sixth Sense e odiado em The Lady in the Water adapta assim a história de uma profecia antiga de um jovem rapaz com poderes extraordinários. O filme tem data de estreia para 2 de Julho deste ano e terá no elenco; Jackson Rathbone (Twilight), Cliff Curtis (Push, Die Hard 4.0), Nicola Peltz (Deck the Halls) e Dev Patel (Jamal Malik do galardoado Slumdog Millionaire) como vilão.
A vida num filme, um sonho numa fita!
Guido Anselmi (Marcello Mastroianni) é um realizador bem sucedido e de nome internacional que se encontra numa fase negra quanto a inspiração. Perdido entre uma crise de identidade e numa loucura artística, Guido vê a sua vida pessoal a desmoronar, enquanto, incansavelmente, procura aquilo que havia perdido, ou talvez aquilo que nunca havia tido.
Fellini 8 ½ é descrito como uma autobiografia do próprio realizador Federico Fellini, essa personalidade marcante do cinema italiano que invoca em Guido Anselmi, um alter-ego ao serviço de um oculto testamento. Uma visão intrínseca de um filme que cresce de dentro para fora e que convida o espectador a encontrar-se em frente a um pleno espelho de misticismo e de palavras soltas, reorganizadas na tendência de um onírico que desafia as ditas convenções de neo-realismo. Nesse foco com a arte executada e inovada por italianos, o surrealismo é bem-vindo, fomentando fantasmas e alimentando fantasias, pecados e ideais de um homem que tal como a personagem representada por Mastroianni se auto-titula como um dos grandes mentirosos, arrastado por uma vida sucessivamente guiada por mentiras e de ilusões imaginadas sob o efeito alucinogénico.
Depois de La Dolce Vita, onde o dito neo-realismo dá braços a uma parábola achincalhado à comunidade artística, em 8 1/2, Fellini parece querer destroçar não só, o cinema italiano, assim como a sua própria posição enquanto artista mundial. A falta de inspiração e essa jornada assumida, não é só mais que macguffins para um reencontro pessoal do nosso "herói", mais perdido do que achado. Entre linhas, a crítica, réstias deixadas de A Doce Vida são emanadas por um desleixado fatalismo, até porque Fellini é um mero mortal, induzido pela sua posição, e estatuto assim adquirido, mas igualmente honesto para compreender que está longe de se encontrar acima de qualquer Homem. Entre os seus pecados, a luxúria insaciável, essa fome desgovernada que enquadra-se como o seu maior dilema humanitário e a sua profunda fantasia, essa que não nega e que não esconde dos demais. Através dessa sua grande "falha", enquanto herege que se auto-engana como homem de Deus, as memórias deslavadas, retratadas sob uma linguagem cinematográfica e o próprio signo de Fellini, a sua grande mentira que funciona como a sua verdade adulterada.
8 ½ reside assim como um tributo do autor para ele próprio, onde deposita nele todo um Homem que só ele conhece, a obra de uma vida, assim por dizer. Por isso uma vez dentro de sua mente somos quase como obrigados a repudiar o seu ofício surrealista que aborda os seus sentimentos passados, cheios de simbolismo e representações fílmicas que de certo nenhum outro ser vivo poderá decifrar, nem sequer tentar ou pretensiosamente citar. Porque no fundo tudo aqui filmado e concebido foi apenas criado para agradar, não um vasto publico, mas sim um único Homem, o próprio Fellini. Porém, Marcello Mastroianni, um dos actores predilectos do italiano realizador, conseguiu de certa forma abordar uma personalidade complexa e inerentemente insatisfatória, se era isso o pretendido de Fellini, não saberemos. Contudo, é um desempenho e tanto, senão honroso de um ventríloquo assumir-se temporariamente como o seu ventriloquista.
Voltando ao bem comum que Fellini expressa constantemente, a Bela Mulher Italiana, representada por um belíssimo leque de dotadas actrizes que vão desde Claudia Cardinale até a uma exuberante Anouk Aimée, como Luisa Anselmi, esculturas vivas que servem de separadores para uma vida indecifrável readaptada sob código morse. No final, como cita Jean Rougeul, que compõe um crítico de cinema “para os produtores, um filme falhado é um factor económico, para o realizador representa a beira de um fim”. Felizmente, 8 1/2 foi uma catarse de um realizador, longe do fracasso, e perto da cumprida meta pessoal. Um dos melhores filmes de Federico Fellini e provavelmente uma das mais enigmáticas obras do Cinema Mundial.
"Mie care, la felicità consiste nel poter dire la verità senza far mai soffrire nessuno."
Real.: Federico Fellini / Int.: Marcello Mastroianni, Claudia Cardinale, Anouk Aimée, Sandra Milo, Rossella Falk, Jean Rougeul
A não perder – um espelho distorcido e indecifrável da incontornável figura de Federico Fellini
O melhor – ser um filme diferente dos outros
O pior – ainda existir gente que pergunta “Federico quem …?”
Recomendações – La Dolce Vita (1960), Il Casanova di Frederico Fellini (1976), Nine (2009)
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Split Screen – 8 1/2, por Tiago Ramos
Psiquiatria para Totós
Psiquiatria no liceu? Os problemas adolescentes que os adultos ignoram são postos á prova e confessados, aonde? Na “casa de banho dos rapazes”. O psiquiatra é Charlie Bartlett (Anton Yelchin) é um aluno vindo de famílias opulentas e de uma educação rigorosa que tenta sobreviver numa escola publica, após tentativas falhadas no ensino privado. Devido ao seu grande conhecimento psicológico derivado de muitos anos a cuidar da sua depressiva mãe, Charlie Bartlett se torna numa espécie de conselheiro dos alunos e dos seus problemas que muitos adultos consideram menores, principalmente o reitor, Nathan Gardner (Robert Downey Jr.). O filme de Jon Poll tenta com algum esforço, se não desesperadamente, invocar o ambiente bem sucedido e fresco de Ferris Bueller's Day Off (John Hughes, 1986), fita protagonizada por Matthew Broderick, uma espécie de obra-mestra do cinema adolescente. Porém, não só o pastiche cenário não implica essa comparação como a própria personagem de Charlie Bartlett não é mais do que uma reciclagem mais snob do carácter de Ferris Bueller (Matthew Broderick), o qual é a figura exemplar e divina de uma comunidade de adolescentes pré-licenciados. Esta fita com estreia discreta, não só no nosso país como em todo o mundo, tem como imagem de marca uma “carrada” de adolescentes sentados nas latrinas sanitárias a receberem doses psiquiátricas pelo protagonista homónimo, esse símbolo é abandonado descartavelmente por um argumento sem objectivo que desequilibra-se entre o humor, a critica e por fim num drama seco que aponta para tudo e todos. Se Anton Yelchin (que vimos também no reboot de Star Trek por J.J. Abrams) não convence e até cosnegue ser meramente irritante, nem mesmo Robert Downey Jr. se encontra nos seus dias, ou talvez sentiu o desafio de apresentar um personagem sem ponta que se pegue. Apenas Hope Davis, como mãe de Charlie e a revelação Kat Dennings, que até agora que só tinha no seu currículo projectos tão intragáveis como Big Momma’s House 2. Sente-se a coragem de desafiar os estereótipos adolescentes, mas sente-se ainda mais a falta de um certo cinema de John Hughes. Um projecto falhado!
“Thank You. Thank you very much. Thank you. How you all doing tonight. It's great to see all of you here. My name is Charlie Bartlett.”
Real.: Jon Poll
Int.: Anton Yelchin, Robert Downey Jr., Hope Davis, Kat Dennings
Imagens
A não perder – para tentar matar as saudades do cinema de John Hughes
O melhor – alguns pontos no argumento, Hope Davis e Kat Dennings
O pior – afinal é o argumento que devia estar numa sessão de psiquiatria.
Recomendações – Ferris Bueller’s Day off (1986), Grease (1978), American Pie (1999)
Culpado ou Inocente?
Na história da literatura, os polícias de hoje, que tanto abundam nas prateleiras das livrarias teriam pouca forma senão existisse a grande imaginação de Agatha Christie, que nos ofereceu através do seu trabalho de escrita e do seu talento mental em construir puzzles criminais. Christie foi também uma grande influência na descrição das personagens neste mundo mórbido que tanto fascinam milhares. Entre as suas obras escrita, uma das mais relevantes é Witness for the Prosecution (1948), concebido como uma peça de teatro em que o principal ambiente é uma sala de tribunal, onde ocorre o julgamento de um crime. A morte de uma idosa de posses e de um estranho amigo com todas as provas a indicarem-no como culpado, é todos os ingredientes de um novo “divertimento” do conceituado advogado, Sir Wilfrid Robarts (Charles Laughton), provavelmente reflecte um pouco do ego da autora. Adaptado em 1957, pela mente e talento de Billy Wilder, o mesmo realizador de Some Like It Hot! ou dos subvalorizados Double Indemnity e Kiss Me, Stupid, consegue recriar através do conto de Christie, uma variação bem moderna daquilo que o cinema jurídico irá tornar-se, para isso teve ao seu dispor um conjunto de excelentes actores que sofisticaram os seus próprios desempenhos, de forma a oferecer ao espectador uma hábil combinação de realismo e imaginação hollywoodesca. É por estas e por outras que é agradável, se não um prazer cinéfilo de ver Charles Laughton, vencedor do Óscar de Melhor Actor em The Private Life of Henry VII (Alexander Korda, 1933), a ter o desempenho de sua vida (nomeado ao Óscar por este papel) e criar um misé-en-scéné delicioso e altamente profissional. Todos as interpretações, excepto Tyrone Power na pele de Leonard Vole, estão ao mais alto nível, mesmo Marlene Dietrich parece repetir a sua personagem de Foreign Affair, também ele de Billy Wilder, mas verdade seja dita, ainda nos dias de hoje reside como uma das muheres com “mais garra” que Hollywood alguma vez vira. Quanto a Power, o seu exagero emocional chega a cometer verdadeiros “crimes” na classe interpretativa da Hollywood dourada, equiparando ao velhos desempenhos do cinema mudo que comparativamente com o veterano actor Charles Laughton, é ele a “fuinha” que não quer adaptar aos novos tempos. Já agora, destaque para a divertidíssima Elsa Lanchester, a incontornável Noiva de Frankenstein, desta vez na pele de Miss Plimsoll, a enfermeira encarregue da saúde de Sir Wilfrid Roberts. A imaginação como também o seu vasto conhecimento das “barras dos tribunais” da Rainha do Crime (Christie) e do talentoso Billy Wilder que consegue transpor para o grande ecrã diálogos inteligentíssimos e actuais, como também o esforço trabalho de um competente elenco e da equipa técnica, dá-nos assim ao nosso dispor uma dos filmes passados em tribunais que há memória, um clássico. Quando um crime é um espectáculo!
Real.: Billy Wilder
Int.: Charles Laughton, Marlene Dietrich, Tyrone Power, Elsa Lanchester
Imagens
A não perder – filme essencial para qualquer amante de filmes de tribunais
O melhor – Billy Wilder ter sido um homem mais avançado que o seu próprio tempo
O pior – se não fosse a interpretação desastrosa de Tyrone Power, seria definitivamente uma obra-prima.
Recomendações – 12 Angry Men (1957), To Kill a Mockingbird (1962), Fracture (2007)
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Cinema is My Life – My dear classics
O Porto7 – Festival Internacional de Curtas-metragens do Porto, associou-se à abertura oficial da Embaixada Lomográfica do novo ano de 2010 e vai projectar no Sábado dia 23, pelas 17 horas até às 18h30, 10 Curtas-metragens participantes em edições anteriores.
Na Embaixada Lomográfica do Porto o dia está pleno de eventos, com início às 15horas Aula Lomográfica + Projecção “Porto7” + Projecção “Cine Clube Outros Tempos”(Br) + Dj Analógico + Vídeo Instalação + Festa.
A Embaixada Lomográfica está situada na rua do Almada, 275 - Porto
A entrada é Livre.
Extensão Festival Porto7 – Embaixada Lomográfica
Boletos por favor | Lucas Figueroa | Argentina |
Tóquio-Porto 9 horas | João Brochado | Portugal |
Mappelle | Banzai Films | 5´30´´ (Animação)
Todos los días amanece | Carlos Violadé | Espanha |
Una roleta Rusa | Matías Rubio | Argentina | 1´14’’ (ficção)
Compramos e vendemos sentimentos | Francisco Sousa /Vitor Pedrosa | Portugal |
Living in the trees | Vitor Lopes | Portugal |
Automobile | Andres Victorero | Espanha |
The quiet | Kike Mesa | Espanha |
A xinecologa | Alfonso Camarero | Espanha |
Porto7 – Festival Internacional de Curtas-metragens do Porto
De
Film submission entry deadline 15 Mars 2010
www.porto7.com porto7@netcabo.pt 0351 967150413
Quanto ao filme de Michael Haneke, é uma obra peculiar com um forte teor psicológico que carrega todo o clima. A primeira comédia romântica que reúne Hugh Grant (rei do romance cómico) e Sarah Jessica Parker (a nova-iorquina predilecta) é, apesar do tema abordado, um produto hollywoodesco igual a tantos outros. Entre os dois filmes, mesmo de registos diferentes, indiscutivelmente recomendarei The White Ribbon, um inacessível mas poderoso retrato da antagónica natureza humana.
Na retrospectiva, 2009 foi um ano criativo de obras e cheio de puros momentos cinematográficos. Um ano em que os melhores realizadores mostraram suas garras e sua expressividade, em que os actores deram o melhor de si e que o espectador visualizou algo único na grande tela. È por estas e por outras que vos presenteio com uma lista, que na humilde opinião, figuram os dez melhores filmes estreados nos cinemas portugueses em 2009:
#10) Inglourious Basterds
“O título de Inglourious Basterds é baseado numa obra italiana de 1978 de Enzo G. Castellari, o qual Tarantino é fã, porém o titulo traduzido nas terras de Camões foi Sacanas sem Lei. Felizmente é com gosto que vejo esta fita a ser bem sucedida quer nos EUA, quer no nosso pequeno país, pelos vistos muito aderiram á fantasia adolescente de Tarantino. O autor tem aqui a sua marca, sem lei, nem piedade, violência gratuita ao seu jeito, diálogos inteligentes, personagens “semi-vivas”, tudo num argumento que demorou uma década a ser escrito. O realizador melhora a sua ênfase dramática a olhos vistos, todavia Inglourious Basterds é um sucesso por aquilo que Tarantino sempre nos habituou o seu exagero. Ninguém sairá indiferente da sala de cinema, isso vos garanto.” ler critica
#09) Still Walking
“Still Walking é assim, calmo, sereno, belo, delicado e simplista, fazendo dele, uma das melhores obras do ano. E tal como os nipónicos mais tradicionais para vê-lo é preciso paciência e dedicação, só assim consegue explorar as belezas dos frames e interagir com uma família que podia muito bem ser a nossa.” Ler critica
#08) Tetro
“Com Tetro, a liberdade e o classicismo se unem como um só e toda a narrativa encontra um elo com as personagens e com a personificação do realizador, o qual se verifica como um homem de família e esse conceito que está sempre presente na história destes dois meios-irmãos, o qual destino os uniu para testemunhar a tragédia que sempre abateu seu seio (…) Não é fácil encontrar um filme em plenos 2009 que nos façam “reféns” do teor clássico que anteriormente compunha o cinema. Tetro é um dos marcos mais importantes do ano!” Ler critica
#07) Ponyo on the Cliff by the Sea
“È o tipo de obra que Miyazaki nos habituou, cheio de pormenores de destreza animada e personagens cativantes e bem lineadas, assim sendo Ponyo on the Cliff by the Sea é um tesouro que nos exibe logo em primeiro plano um fundo do mar mais vivo que aquele que foi criado á seis anos antes através de computadores da Pixar. Beleza sem palavras!” Ler critica
#06) The Curious Case of the Benjamin Button
“Os estúdios expressaram que Fincher pressionou demasiado a produção, segundo eles, o realizador de Se7en e Fight Club queria fazer o melhor filme possível para arrebatar nos Óscares, tendo causado algumas implicações dentro da produção do filme, se tal for verdade e se este filme vencer na cobiçada estatueta de Melhor Filme, é as provas que temos que quando querem e acreditem, os autores e os envolvidos conseguem premeditar na qualidade do filme. Calma amigos, o veredicto disto tudo, é que expectativas, trailers, posters negros, não defraudam ninguém, The Curious Case of Benjamin Button é mesmo aquele “grande” filme que toda a gente ansiava. Realização, fotografia, ambiente, efeitos visuais, actores (a química entre Pitt e Blanchett é perfeita), o argumento, maquilhagem, etc, etc, resultam numa obra indispensável neste novo milénio.” Ler critica
#05) The Wrestler
“Um filme tão inspirador como este merece uma salva de palmas, porquê não é todos os dias que vemos um actor “desfalecido” a subir ao pódio, naquele que é o seu grande momento de glória, no final nada melhor que Bruce Springsteen a fechar com a sua canção que côa na sala de cinema como vozes divinas, é então que saímos daquela comovente historia e entramos na vida real, contudo até mesmo na “cinzenta” realidade encontramos esses pequenos momentos que no transportam a um estado de concluído.” Ler critica
#04) Revolutionary Road
“Em termos técnicos é um filme trivial, simples, mas numa segunda visão e no aprofundamento da mesma, apercebe-mos que nem sempre a simplicidade é sinónimo de banalidade, além de ser um veículo de duas das melhores interpretações que o cinema norte-americano nos deu nos últimos anos; Winslet é magnífica e cada vez mais madura (a olhos vistos), Leonardo DiCaprio parece o vinho do porto, quanto mais velho (etariamente, claro, não fisicamente) melhor, e aqui tem provavelmente o melhor desempenho da sua vida (mas algo me diz que Jack de Titanic ainda lhe persegue), contudo á que salientar um grande erro da Academia em não nomear Leo na categoria em que tinha direito (a de Melhor Actor Principal).” Ler critica
#03) Gran Torino
“Gran Torino foi nomeado aos Globo de Ouro, mas infelizmente esquecido nos Óscares, aliás o filme todo foi um “outsider” nesse campo, mas não é por isso que não estamos perante de uma obra-prima do cinema, a mostra que os filmes não têm que ser complexos e bacocos na dramatização. Gran Torino resume-se A Obra, O Homem e a Lenda.” Ler criticas
#02) Let The Right One In
“A fotografia é negra e claustrofóbica, a realização, mais uma vez madura, o ritmo é lento, mas confirmo, releva a beldade do filme. Let The Right One In destaca-se pela sua experimentalidade com o terror, e a prova de que este não tem que ser um mero “pipoqueiro” sedento de sangue, mas sim um conto de contornos únicos de formosura. Um dos melhores filmes do ano, faz de Twilight um objecto pelas mãos de Uwe Boll. Magnifico!” ler criticas
#01) Waltz with Bashir
“Poderá assemelhar-se ao aclamado Persepolis, mas ao contrário da fita da autoria de Marjane Satrapi ser um testemunho animado aos tons de preto-e-branco no que requer a denunciar, sem nunca evitar os maniqueísmos, em Waltz with Bashir não existe tempo para julgamentos. A animação é talvez das mais vivas e artísticas do novo milénio, esquecendo um pouco do lançamento em massa dos gráficos digitais, a sua narrativa via documentaria é um dos grandes exemplos que o cinema se encontra em movimento e sempre em evolução. Com cenas animadas capazes de surpreender, algum humor negro a criar mise-en-scené incontornáveis, e uma noção histórica imaculada em que qualquer pormenor não é deixado para trás. Foi com a valsa por Bashir que se encontrou a graciosidade da esperança, essa, de um dia dois povos viverem em coexistência e não em guerra. No final fiquei comovido, nunca me senti assim desde há muitos anos atrás, pela primeira vez senti triste pelo que se está a passar no Médio Oriente, encarei o conflito com outro olhar e atitude. Foi cerca de duas horas tenebrosas, nesta “A Lista de Schindler” da animação.” Ler critica
Menção honrosa – Le Heure d’ Eté, Milk, Changeling, This is England, the Hurt Locker, Moon
No passado Domingo, dia 17 de Janeiro, foram revelados ao Mundo os vencedores da Golden Globes. A cerimónia foi apresentada por Rick Gervais que encheu de humor o publico e toda a entrega de prémios, um evento que marcou o mundo pela surpresa, entre os quais o bilionário Avatar, o filme destaque da gala. Porém, o momento mais alto da noite foi mesmo a entrega do prémio honorário (Cecil DeMille Award) ao lendário Martin Scorsese.
Melhor Filme Dramatico – Avatar
Melhor Actriz Dramatica – Sandra Bullock, The Blind Slide
Melhor Actor Dramatico - Jeff Bridges, Crazy Heart
Melhor Filme Comédia / Musical – The Hangover
Melhor Actriz Comédia/Musical - Meryl Streep, Julie & Julia
Melhor Actor Comédia/ Musical – Robert Downey Jr., Sherlock Holmes
Melhore Actriz Secundaria - Mo-Nique, Precious – Based on Novel Push by Saphire
Melhor Actor Secundario - Christoph Waltz, Inglourious Basterds
Melhor Filme de Animação - Up
Melhor Filme Estrangeiro – The White Ribbon
Melhor Realizador – James Cameron, Avatar
Melhor Argumento - Up in the Air
Ver lista complete aqui
Hans Christian Anderson de “olhos em bico”
Numa era em que a animação parece ser exclusivamente digital, a notícia do modelo tradicional voltar á Disney traz algum entusiasmo (The Princess and the Frog / Ron Clements, John Musker), porém mesmo apoiando o classicismo quase centenário do estúdio norte-americano, a “fábrica de sonhos” como muitos querem chamar, a beleza e a dinâmica da animação japonesa ainda não possui preço nem comparação. O seu pico mais elevado é Hayao Miyazaki, o realizador de 68 anos foi o fundador dos estúdios Ghibli, uma espécie de Disney nipónica, detentora das mais variadas lições de desenho cinematográfico. O chamado “vovô” da Ghibli foi o responsável pelos êxitos intemporais como as séries Heidi e Conan e no cinema com Spirited Away e a primorosa The Princess Mononoke, os dois maior êxitos de bilheteira do Japão.
O seu último filme, Ponyo on the Cliff by the Sea é um corte de respiração devido a uma exuberante animação, esta veia da Pequena Sereia de Hans Christian Anderson é a prova viva de que a tradicional animação apesar de ser mais trabalhada, dispendiosa e demorada, é de uma beleza que o digital nunca chegará. A história centra-se num ingénuo amor entre duas crianças, Sosuke, um filho de marinheiro que vive num farol com sua mãe e Ponyo, um peixe-dourado com o desejo de ser uma menina humana, em contradição com seu pai, uma espécie de Deus do mar com a ambição de eliminar a raça humana.
Ponyo on the Cliff by the Sea é nada mais, nada menos que um dos filmes mais bonitos de um ano pleno em estreias animadas, e tal como a inocente história é ingénuo, sensível e ausente de qualquer traço com o mainstream. È o tipo de obra que Miyazaki nos habituou, cheio de pormenores de destreza animada e personagens cativantes e bem lineadas, assim sendo Ponyo on the Cliff by the Sea é um tesouro que nos exibe logo em primeiro plano um fundo do mar mais vivo que aquele que foi criado á seis anos antes através de computadores da Pixar. Beleza sem palavras!
Real.: Hayao Miyazaki
Int.: Yuria Nara, Hiroki Doi, Jôji Tokoro
A não perder – a beleza pura e ao extremo da animação tradicional
O melhor – os gráficos, a sensibilidade de Miyazaki
O pior – não ser alvo da atenção do público
Recomendações – The Princess Mononoke (1997), Spirited Away (2001), The Little Mermaid (1989)
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Split Screen - Ponyo à Beira-Mar (V.O.), por Tiago Ramos
Ante-Cinema - «Critica» - Ponyo à Beira-Mar
Um poema que nunca morre!
John Keats foi o último dos poetas romancistas do século XIX, porém o seu talento nato nas palavras nunca fora reconhecido. Condenado a uma vida de fracassos quer financeiros, quer artísticos, Keats encontra nova vida com a sua paixão por Fanny Brawne, contudo a doença e a sua luta pelo sucesso o perseguem até causando a sua prematura morte aos 25 anos. Esta biografia de vertente mais romântica de um dos poetas mais célebres da Historia da literatura inglesa é dirigida por Jane Campion, a mesma autora do comovente The Piano, um sucesso do género romance de 1993 (nomeado ao Óscar de Melhor Filme) com Holly Hunter e Harvey Keitel nos principais papéis. Bright Star é porém um filme mais simplista e menos pretensioso, mas é, como é costume no autor, uma fita bela quer de teor técnico, quer de desenvolvimento do romance, uma proximidade da poesia viva, apenas existente em tela. Campion é uma notável directora de actores e isso verifica-se na “recolha” de fortes desempenhos que consegue extrair do seu elenco; Ben Whishaw (Perfume – A Historia de um Assassino) no seu melhor desempenho, a revelação australiana Abbie Cornish (que vimos em Candy e Sommersault) e o surpreendente Paul Schneider, um nome a decorar num futuro próximo. Jane Campion consegue assim uma cintilante obra que nos marca com ternura, certa ingenuidade que marca um romance de época bem dotado de beleza, provavelmente se perderá entre as inevitáveis comparações com outros romances de poetas que já “atingiram” o cinema, mas é sempre motivo de celebração ver um novo filme da realizadora de Piano, com toda a sensibilidade que os últimos românticos da actualidade têm direito.
PS – Para os mais atentos, a velocidade do crescimento de Thomas Sangster, o pequeno actor britânico que muitas vezes foi considerado o melhor de sua geração, conhecido pelos seus desempenhos em Love Actually e Nanny McPhee, todavia em Bright Star, o seu papel é mais figurativo que qualquer outra coisa.
“Bright star, would I were stedfast as thou art--
Not in lone splendour hung aloft the night
And watching, with eternal lids apart,
Like nature's patient, sleepless Eremite,
The moving waters at their priestlike task
Of pure ablution round earth's human shores,
Or gazing on the new soft-fallen mask
Of snow upon the mountains and the moors--
No--yet still stedfast, still unchangeable,
Pillow'd upon my fair love's ripening breast,
To feel for ever its soft fall and swell,
Awake for ever in a sweet unrest,
Still, still to hear her tender-taken breath,
And so live ever--or else swoon to death.”
Real.: Jane Campion
Int.: Ben Whishaw, Abbie Cornish, Paul Schneider, Thomas Sangster
Imagens
A não perder – quem se entusiasma com romances não platónicos nem shakespearianos.
O melhor – o elenco e a beleza própria da fita
O pior – Thomas Sangster
Recomendações – Shakespeare in Love (1998), Séraphine (2008), The Libertine (2004)
Wall Street 2 – The Money Never Sleeps é a sequela do filme de exito Wall Street de Oliver Stone, onde Michael Douglas venceu o Óscar de Melhor Actor. Também dirigido por Oliver Stone, a continuação com data de estreia para Abril deste ano, marca assim o regresso de Michael Douglas aos grandes papéis, neste caso ao seu incontornável Gordon Gecko. Sob a sua sombra encontra-se Shia LaBeouf, Charlie Sheen, Susan Sarandon, Frank Langella, Carey Mulligan e Josh Brolin que integram o resto do elenco deste esperado filme, o qual a Vanity Fair publicou recentemente algumas fotos promocionais.
O Laço Branco de Michael Haneke estreia a 14 de Janeiro do realizador do filme A Pianista
«Esplêndido»
LE MONDE
«Misturando austeridade com humor cortante, o cineasta austríaco faz de uma aldeia alemã um observatório do mal»
LES INROCKUPTIBLES
«Imaculadamente concebido e totalmente absorvente»
VARIETY
«Trabalho cinematográfico soberbo»
THE HOLLYWOOD REPORTER
No dia 18 de Janeiro, às 18h30, na Fnac do Chiado
Conversa com Fernanda Câncio (Jornalista) e Nuno Artur Silva (ficcionista)
moderada por João Lopes (jornalista e crítico de cinema).
Veja o trailer do filme aqui
Joe Johnston que realizou The Wolf Man, que irá estrear em todo o Mundo em Fevereiro, tem já dois projectos na manga, a adaptação do século XXI do famoso herói do comics Captain America, o novo filme da Marvel segundo consta o realizador será diferente daquilo que já foi feito envolto do personagem. Essa versão irá integrar o ambicioso The Avengers que a Marvel quer lançar em 2012 e que junta outros famoso super-herois da milionária distribuidora, tal como Hulk, Homem de Ferro e Thor. Diferente também vai ser o quarto filme de Jurassic Park, segundo consta o realizador que também encontra-se ligado ao projecto. Jurassic Park é um filme original de 1993 dirigido por Steven Spielberg, que também realizou um segundo capítulo em 1997. Joe Johnston trabalhou no terceiro filme, Jurassic Park III, que rendeu em todo o mundo cerca de 360 milhões de dólares. Este quarto filme será o inicio de uma nova trilogia.
Fonte – Sapo.pt
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