6.9.09

 

Com a estreia de The Taking of Pelham 1 2 3 de Tony Scott, relembro-vos um dos actores incontornáveis de Hollywood – John Travolta – que já foi um sex simbol e ídolo musical nos anos 70 e agora convertido a sr.actor graças a Pulp Fiction de Quentin Tarantino. Com grande preferência para vilões, eis o flexível Travolta:

 

Edna (Hairspray – 2007) Adam Shankman

Vincent Vega (Pulp Fiction – 1994) Quentin Tarantino

Danny Zuko (Grease – 1978) Randal Kleiser

Tony Manero (Saturday Night Fever / Staying Alive – 1977 / 1983) John Badham / Sylvester Stallone

Bobby Long (A Love Song For Bobby Long – 2004) Shainee Gabel

Terl (Battlefield Earth: A saga of the Year 3000 – 2000) Roger Christian

Elmer Robinson (Lonely Hearts – 2006) Todd Robinson

 

Ver Também

Lonely Hearts (2006)

Hairspray (2007)

Face/Off (1997)

Bolt (2008)

Wild Hogs (2007)

Pulp Fiction (1994)

 

tags:

publicado por Hugo Gomes às 16:47
link do post | comentar | partilhar

 

A paixão é mortal!

 

O terror é equivocadamente catalogado como um produto menor, inconsequente e destinado aos adolescentes e jovens para desfrutar matanças intermináveis, mulheres na flor da idade despidas e todo um conjunto de estereótipos agradáveis para uma sessão de convívio. O terror dito adolescente são por normas produtos leves e descontraídos (sim, descontraídos, tendo em conta que de pouco cerebral é visto neste tipo de produções). All the Boys Love Mandy Lane é um exemplo disso, sem um pingo de ênfase dramática, sem consistência nas personagens, eis  mais um “filmezeco” que bem poderia ser lançado directamente para DVD, se não fosse o facto de ter tido lugar "cativo" nas salas de cinema do nosso país.

 

A fita de Jonathan Levine, que vai com três anos de atraso (o realizador que dirigiu o magnífico The Wackness dois anos passados), é a história de um cliché road trip (ou algo do género) organizado por um grupo de jovens, entre os quais Mandy Lane(Amber Heard), a rapariga mais cobiçada do liceu, aquela que todo o rapaz deseja “pôr-lhe as mãos”. Durante estas mini férias, algo de aterrador abate sobre eles, os jovens começam a desaparecer um a um e tudo indica que se trata da “obra” de um dos apaixonados não correspondidos por Lane. Esta variante de Friday 13Th apenas sobrevive graças a um twist que nos remete a alguns temas bem reais do nosso quotidiano, a fragilidade da mente de um jovem, exposto às mais diversas influências e manipulações psicológicas. E é nesse termo que All the Boys Love Mandy Lane se torna num “pequenina” surpresa … e volto a sublinhar  - "pequenina".

Porém nada o poderá salvar das habituais rotinas do género, porque longe daquele brilhantismo nas proximidades dos créditos finais, temos um “bocejante” massacre, visto e revisto vezes sem conta. Todos os ingredientes foram lançados, Levine se demonstrou um realizador maduro, mas não graças a este filme. Sendo mais do mesmo, mas … esperem … vale a pena dar uma espreitadela aqui.

 

Real.: Jonathan Levine / Int.: Amber Heard, Anson Mount, Whitney Able

 

A não perder – para quem deseja matar as saudades do “teen slasher”.

 

O melhor – o twist

O pior – a rotineira montra de clichés

 

Recomendações – Scream (1996), Friday the 13Th (1980), Tamara (2005)

 

Ver Outras Fontes

Split Screen – Sedução Mortal, por Tiago Ramos

 

5/10
tags: ,

publicado por Hugo Gomes às 00:59
link do post | comentar | partilhar

A Disney comprou a Marvel por 40 milhões de dólares, o que significa que a “casa do Mickey Mouse” será detentoras de todos os produtos ligados aos super-herois como Spider-man, Hulk e X-Men, incluindo os filmes e BDs.

Depois de Interview with the Vampire e Queen of Damned, a saga do vampiro Lestaf irá continuar mas sem Tom Cruise ou Stuart Towsend (protagonistas dos dois anteriores). A tal ressurreição das adaptações dos livros de Anne Rice deriva obviamente do sucesso de Twilight que ressuscitou o fascínio dos vampiros. Para o papel de Lestaf, fale-se de Robert Downey Jr.

Sylvester Stallone revelou que está realmente a produzir Rambo 5. O título será Rambo V – The Savage Hunt e contara com o nosso herói boina verde no Pacifico Noroeste para derrotar uma terrível elite de super-soldados. (Será o regresso de Stallone ao Judge Dread?).

Falando de sequelas ainda há a confirmação de Bad Boys 3, Speed 3 com Dennis Hooper (ui!), Halloween 3 (desta vez em 3D) com Rob Zombie em negociações, já que se fala em realizar os Piratas das Caraíbas 4, Mirrors 2 está no inicio das filmagens e Underworld 4 (o qual Kate Beckinsale negou).

 

tags:

publicado por Hugo Gomes às 00:22
link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

5.9.09

Real.: Tony Scott

Int.: Denzel Washington, John Travolta, John Turturro, James Gandolfini, Luiz Gusman

 

 

Se Ridley Scott é um dos incontornáveis nomes de Hollywood pelos seus contributos cinematográficos como Alien e Blade Runner, o seu irmão mais novo, por norma, “joga” numa liga diferente e mesmo não tendo a relevância do seu congénere, tem sim a mesma pontualidade dos seus projectos, sempre presente desde o inicio da sua carreira. Scott (Tony) é um aficionado do cinema de acção e mais pipoqueiro que existe, uma espécie de veterano nas perseguições automobilísticas, dos efeitos e montagens rápidas da câmara, dos heróis e vilões e tudo o que roda os seus “maniqueísmos” e aquele toque de patriotismo que partilha com outros “messias” do cinema comercial como Michael Bay e Rolando Emmerich. Sendo simpático poderei dizer que a acção mais seguidora das regras da gravidade de Scott consegue ser mais vistosa e “espectacular” com a pirotecnia deformada de Bay, mas isso são opiniões. Tony Scott iniciou a sua experiência como realizador em Loving Memory (1969), porém a sua verdadeira estreia comercial deveu-se a The Hunger (1983), o que muitos consideram uma das melhores fitas de vampiros, mas foi com Top Gun, o celebre filme com Tom Cruise, Val Kilmer e uns caças a acompanhar que o director ficou enaltecido na industria hollywoodesca.

Os anos 70 sempre foram propícios de thrillers e policiais de grande tensão psicológica e ditadas com a força da “bala”, os responsáveis foram o surgimento de Bullitt, Dirty Harry e de French Connection, que conquistaram publico, critica e o ultimo conquistou Óscares, numa altura em que a gala continuava a ser relevante no cinema que se fazia nos EUA. Em 1976 estreia o não tão conhecido, mas igualmente realçado The Taking of Pelham One Two Three que nos apresenta uma hábil combinação de heist movie com o clássico policial da septenária década. A fita de Joseph Sargent (The Man) junta o habitualmente cómico Walter Matthau (um dos actores fetiches de Billy Wilder) no papel de Zachary Garber, um policial que tenta impedir o actor Robert Shaw (Jaws) que desempenha um criminoso que toma conta de um metro cheio de passageiros, o qual ameaça matar no caso de não chegar um resgate. Todavia com a febre actual dos remakes, este exemplar não poderia escapar ao sindroma e Tony Scott toma rédeas do projecto.

The Taking of Pelham 1 2 3 é o regresso da dupla Denzel Washington e Scott que volta a trabalhar após três filmes de grande sucesso; Crimson Tide (1995), Man on Fire (2004) e por ultimo Déjà Vu (2006), que contem algumas semelhanças com esta versão mais sofisticada. Washington presta corpo a Walter Garber (a mudança do nome Zachary do original para Walter, deve-se á homenagem ao actor Mathau) que é um operador da central do metropolitano de Nova Iorque que rapidamente se torna no negociador de Ryder (John Travolta), a personagem de Robert Shaw. O filme de 2009 é uma visão mais pós-11 de Setembro em que um “homem comum” consegue fazer coisas extraordinárias como salvar um grupo de reféns ameaçados por criminosos, esta crença á individualidade quotidiana faz com que a historia se torna mais interagira com o grande publico, o qual este filme se dedica, obviamente.

Com uma realização videoclippeira digna de um realizador frenético que não encontra nenhum momento calmo e de pura reflexão tornam a fita tão desequilibrada como a musica inconstante dos créditos iniciais, os actores estão lá (Washington bom como sempre e John Turturro a esquecer a sua caricatura em Transformers, quanto a Travolta, um exagero de interpretação), os momentos de acção também e Scott mais uma vez. Então porquê o bocejo? Porque The Taking of Pelham 1 2 3 não é mais que uma simples revisão dos filmes anteriores de Scott; hiperactivos, frenéticos e nada mais. Para ver e esquecer no mesmo dia e isso não é bom.

A não perder – acção, uma “pitadinha” de suspense e dois actores de nome.

O melhor –Washington

O pior – já não vimos este filme antes?

 

Recomendações – Déjà Vu (2006), Spy Game (2001), The Inside Man (2006)

 

5/10
tags: ,

publicado por Hugo Gomes às 21:02
link do post | comentar | partilhar

 

Está irreconhecível, quem? Luis Guzmán em The Taking of Pelham 1 2 3, o qual desempenha um dos bandidos do gang de John Travolta. Guzmán nunca foi uma estrela, mas sim um actor sempre em segundo plano, o qual o publico pode sempre o reconhecer de filmes como Yes Man (2008) e do recente Fighting (2009). Contudo as suas aparições em filmes bem mais “sérios” na indústria cinematográfica como Carlitto’s Way (1993), The Brave (1997), Boogie Nights (1997, Paul Thomas Anderson) e Traffic, que tornam a sua carreira bem rica, um dos actores latinos mais presentes no cinema, por isso decoram o seu nome.  


publicado por Hugo Gomes às 20:34
link do post | comentar | partilhar

2.9.09

Depois de The Dark Knight, o próximo filme de Christopher Nolan (Memento, The Prestige) promete dar que falar. Estou a referir a Inception, o qual o primeiro trailer é no apresentado, destacando-se mais uma vez pela qualidade técnica visual (característica de Nolan). Inception é um futurista trailer também ele integrado nos estúdios da Warner Brother, a premissa é praticamente desconhecida, tudo porque o realizador não quer revelar muita informação, porém podemos concluir que o elenco é de facto de luxo, como é habitual nos seus filmes; Leonardo DiCaprio (Blood Diamond, Titanic), Ellen Page (Hard Candy, Juno), Marion Cottilard (La Vie En Rose, Public Enemies), Joseph Gordon-Levitt (Killshot, G.I. Joe – The Rise of the Cobra), Tom Berenger (Sniper, Platoon), Cillian Murphy (Batman Begins, 28 Weeks Later), Michael Caine (The Dark Knight, Get Carter), Ken Watanabe (Last Samurai, Batman Begins), Lukas Haas (Last Days, Death in Love) e Dilleep Rao (Drag Me To Hell, Avatar). Inception tem a banda sonora composta por Hans Zimmer (o qual fez um óptimo trabalho em The Dark Knight) e tem data de estreia no dia 16 de Julho de 2010.


publicado por Hugo Gomes às 20:20
link do post | comentar | partilhar

 

Estreia hoje a segunda edição de MOTELX – O Festival Internacional de Cinema de Terror em Lisboa, que decorrerá no Cinema de São Jorge e durará do dia 2 até 6 de Setembro. Uma óptima opção para passarem noites “horripilantes” com os inéditos filmes de horror e ainda uma homenagem a John Landis. Para mais informação cliquem aqui.

 


publicado por Hugo Gomes às 19:45
link do post | comentar | partilhar

 

Voltei ao estado normal, o blog seguirá a todo o vapor e com algumas surpresas á vossa espera.

 

tags:

publicado por Hugo Gomes às 00:15
link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

 

Peço desculpa pela demora, mas por vezes a vida pessoal é um pouco mais complicada que um complexo argumento de um filme, falando em filmes, o anterior poll em que questionava aos meus leitores qual o melhor filme da autoria de David Fincher, isso em relevância á estreia de o Estranho Caso de Benjamin Button. O vencedor por 1344 foi mesmo o Estranho Caso de Benjamin Button que foi o grande derrotado da última gala dos Óscares, em segundo lugar temos Seven (1995), a obra que tornou Fincher naquilo que hoje é, um realizador com nome, o thriller com Brad Pitt e Morgan Freeman como protagonistas obteve 93 votos, menos 6 votos está Fight Club, novamente com Brad Pitt, um dos mais notórios filmes dos anos 90. A todos que votaram um muito obrigado.

Agora para novo poll temos outro realizador célebre, desta vez com uma filmografia mais extensa, Billy Wilder, que também apoiou o cinema como argumentista e produtor. O autor do divertido Seven Year Itch!, do inesquecível Some Like It Hot!, do primoroso Sunset Boulevard ou até do adorável The Apartment. Qual é o seu melhor trabalho?

 

tags:

publicado por Hugo Gomes às 00:02
link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

1.9.09

Real.: Zack Snyder

Int.: Jackie Earle Haley, Malin Akerman, Patrick Wilson

 

 

Filme

Adaptado da obra-prima dos comics books, criado por Alan Moore, Watchmen nos revela como uma crónica ao universo dos super-heróis em que o pano de fundo é o assassinato de um mesmo. Com varias teorias de conspiração e drama humano em seres que caracteristicamente não o são, Watchmen serve-se assim como um mosaico cheio de referencias aos anos 80, do universo dos sobre-humanos e não só.

Veredicto

Era tarefa difícil, aliás um pouco impossível a adaptação perfeita a este “Moby Dick” das BDS, Zack Snyder consegue assim depois de 300, um óptimo trabalho, com um fidedigno revolucionário e apaixonado.

AUDIO
Inglês Dolby Digital 5.1
Checo Dolby Digital 5.1
Húngaro Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS
Português
Inglês
Checo
Croata
Grego
Hebraico
Sérvio
Búlgaro
Húngaro
Romeno
Esloveno
Islandês
Eslovaco
Letão
Lituano
Estónio

 

EXTRAS

Menus Interactivos

Selecção de Capítulos
O Fenómeno: A BD que mudou Tudo
Vídeo Jornais (webisodes)
My Chemical Romance, "Desolation Row" Vídeo Musical

 

Distribuidora – Paramount Pictures Entertainment

 

Ver Também

Watchmen (2009)

 

Filme –

DVD -

 

tags:

publicado por Hugo Gomes às 23:52
link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

1.9.09

Sentes-te seguro?

 

Borat was so 2006”, pois bem, depois de Ali G e do grande êxito Borat, o camaleoníco actor Sacha Baron Cohen volta a oferecer-nos mais uma das suas extravagantes transformações numa personagem que representa por si, um exagero hipérbole do estereótipo homossexual, Bruno. Mas, quem é exactamente Bruno?

 

bruno_2009_talk_show_part_2.jpg

 

Descritivamente, Bruno é uma personalidade austríaca, um apresentador de um programa de moda verdadeiramente “in”, a roçar o fascismo estilístico. A sua afeminada postura confirma-se na sua preferência sexual, a homossexualidade, o qual muito é abordado ao longo da fita com severos toques de humor burlesco e ordinário. Destinado em criar uma história, Bruno é um documentário ficcional do mesmo registo de Borat. Contudo, aqui o seu dito “argumento” se baseia na clássica fórmula hollywoodesca de “queda e ascensão” em que a aventura de Bruno é comparada com a de qualquer imigrante que chega aos EUA. Na sua jornada à fama, Bruno irá simbolicamente desvendar algumas das maiores excentricidades dos famosos e a cultura da homossexualidade, não no registo de troçar a orientação sexual propriamente dita, mas sim, criticar o marketing social que tal elemento se tornou nos dias de hoje.

 

bruno.jpg

 

A verdade é que a nova fita de Cohen chega a ser mais divertida que Borat. Porém, é muito menos acessível, tendo como derivação as exageradas cenas de teor cómico que facilmente caíram num registo de “mau gosto”, o qual certamente afastará os mais “sensíveis”. O positivo é saber que todos os exageros aqui representados têm uma funcionalidade, uma moralidade, uma critica mordaz e corrosiva, mas o negativo da fita, é a necessidade desses mesmos exageros, que semi-roçam a pornografia, para invocar tais alusões analíticas e críticas.

 

5115885_SHte0.jpeg

 

Contudo, vale a pena salientar um ponto curioso desta cómica jornada aos adereços estampados da homossexualidade masculina. Essa curiosidade é o uso da imagem do wrestling, um produto descritivamente enraizado na masculinidade, como uma fuga para a "mundo da heterossexualidade". Dito e feito, eis o filme ordinário mais intelectual, o actor mais sacrificado e a critica que difunde de um lado a originalidade e a genialidade e do outro a vulgaridade e a obscenidade.

 

"I am going to be the biggest Austrian celebrity since Hitler."

 

Real.: Dan Mazer / Int.: Sacha Baron Cohen, Alice Evans, Trishelle Cannatella

 

movie_stills_bruno_review_2009.JPG

 

A não perder – para mentes abertas e menos sensíveis

 

O melhor – Sacha Baron Cohen

O pior – por vezes é demasiado preocupado em chocar visualmente que criticar

 

Recomendações – Religulous (2008), Borat (2006), Another Gay Movie (2006)

 

 

Ver Outras Fontes

Cinema is My Life - Bruno

Ante-Cinema: Critica - Bruno 

6/10
tags: ,

publicado por Hugo Gomes às 23:43
link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Real.: Henry Selick

Int.: Danny Elfman, Chris Sarandon, Catherine O'Hara

O que aconteceria se dois feriados se encontrem-se? É com essa temática que embarcamos nesta aventura que já é um marco da história da animação, enquanto Coraline se encontra nas nossas salas de cinema criando polémica entre os pais mais protectores da integridade dos seus filhos devido a uma negligência da classificação (um filme para maiores de 12, que no nosso país foi transcrito para maiores de quatro), Henry Selick havia encantado meio Mundo com este conto que surgiu na “distorcida” e imaginativa “cabeça” de Tim Burton, o qual produz o filme. Nightmare Before Christmas centra-se num mundo paralelo onde cada feriado tem a sua dimensão, coexistindo apenas para esse único dia, entre esses “universos” está a Cidade de Halloween, que tal o nome indica, todos os habitantes vivem somente para o Dia das Bruxas. Entre o seio dessa bizarra comunidade encontramos Jack Skellington (Chris Sarandon), aquele que poderemos chamar de o “Rei das Abóboras”, o astro da Cidade de Halloween, contudo mais um festival passou e Jack sente o vazio de algo, que não sabe bem o quê. Acidentalmente entra noutro Mundo, o mundo do Natal e ao sentir todo aquele festim, Jack tem uma ideia, a ideia de ser ele a reproduzir o Natal deste ano. Concebido tal como a Coraline em stop-motion, Nightmare Before Christmas é um verdadeiro conto de Natal em que o espírito brilhante e angélico da quadra se converte em algo mais negro e gótico, acompanhando por uma magnífica selecção de canções da autoria de Danny Elfman que enquadram na perfeição com o ambiente desta animação invulgar, mas bela e bizarra. A imaginação não tem limites, regras, nem clausulas nesta que poderá ser uma das mais espantosas animações dos anos 90 e o nome de Burton para a concepção da história verifica-se em cada pormenor grotesco que facilmente se transforma em caricaturas. Obrigatório para qualquer Natal.

A não perder – um dos melhores filmes da quadra natalícia

O melhor – a imaginação, a história, a beleza e a musica “by” Danny Elfman

O pior – preconceituosamente ser limitado para as crianças, o que não é.

Recomendações – Corpse Bride (2005), Coraline (2009), Monsters, Inc (2001)

Ver Também

Coraline (2009)

Ver Outras Fontes

Split Screen: DVD – O Estranho Mundo de Jack por Tiago Ramos

9/10

 

tags:

publicado por Hugo Gomes às 23:27
link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Real.: Darren Aeronofski

Int.: Mickey Rourke, Marisa Tomei, Evan Rachel Wood

 

 

Filme

The Wrestler narra a historia de Randy “The Ram” Robinson (Mickey Rourke), um lutador de wrestling profissional que conheceu a Gloria nos anos 80, agora encontra-se limitado á segunda divisão do desporto e com problemas de saúde que o levarão a afastar dos ringues.

 

Veredicto

O jovem, mas promissor, realizador Darren Aronofsky teve um golpe de génio em adoptar a clássica história de queda e ascensão de um lutador de Wrestling e utilizar como protagonista um actor na mesma situação. Mickey Rourke foi uma estrela dos anos 80 que após ter abdicado tudo por uma fracassada carreira como pugilista começou por bater no fundo em termos de filmografia, neste filme o actor ressuscita como uma Fénix, dando ao espectador um comovente desempenho, ao mesmo tempo que assistimos um dos raros casos que um personagem se funde com actor de forma mútua e única. Uma combinação entre o clássico e o independente, um filme a ver obrigatoriamente.

AUDIO
Inglês Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS
Português

 

EXTRAS
Menus Interactivos
Selecção de Cenas
Trailer

 

Distribuidora – Zon Lusomundo

 

Ver Também

The Wrestler (2008)

 

Filme –

DVD –

 

tags:

publicado por Hugo Gomes às 23:22
link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Real.: James Wong

Int.: Justin Chatwin,Yun-Fat Chow, Emmy Rossum, James Marsters

 

 

Confesso que a série de anime - Dragon Ball – conquistou a minha infância e ditou as minhas brincadeiras da época, lembro-me de coleccionar as inúmeras cadernetas que saiam constantemente nas bancas, a febre de não perder nem um episódio, quanto mais grava-los em VHS, os objectos de merchadising que abundavam nas prateleiras e as conversas com os amigos sobre os episódios anteriores, semelhantes aos paleios das mulheres sobre as novelas diárias.

Criado por Akira Toriyama, e estreado no pequeno ecrã em 1986 pela mão de Daysuke Nishio, Dragon Ball foi um sucesso internacional o que levou á produção de mais duas temporadas, entre os quais o chamado “Dragon Ball Z” que marcou o auge do franchising, e dúzia de longas-metragens que obtinham sucesso graças aos milhões de fãs que não perdiam nem um segundo das aventuras de Son Goku, aqui interpretado por Justin Chatwin (War of The Worlds, Invisible), um garoto criado pelo avó que o ensina artes marcais, contudo o mundo em que vive é ameaçado por Piccolo (James Marster), um alienígena tão poderoso como um deus, com o desejo de possuir as sete bolas de cristal. As setes bolas de cristal são, como o nome indica, bolas de cristais características por terem estrelas estampadas que representam o seu número, quando todas se encontram reunidas têm o poder de invocar um dragão com o dom de concretizar qualquer desejo de a quem possuir. Com muita acção e humor, a série sempre foi apelada por todo o mundo como uma espécie de novela infantil, porém o filme é algo que coincidentemente possui caracteres dignos de uma novela mal trabalhada. Numa era em que tudo parece ser motivo para um filme, ninguém poderia deixar escapar este dito “fundamento”, a 20th Century Fox trabalhou arduamente para possuir os direitos e consegui por fim. James Wong (The One, Final Destination) encontrou-se anexado ao projecto como realizador com o auxílio do argumento de Ben Ramsey (Love and a Bullet, 2002), tendo prometido um blockbuster que certamente iria quebrar recordes de bilheteira, tendo em conta a sua influência.

Todavia a sorte pareceu passar ao lado ao grande estúdio, com a repugna dos fãs que aclamavam a olhos vistos ver a decadência das suas séries de eleição enquanto viam chegar da redacção, fotos, trailers e outros que não conseguiam de todo satisfaze-los. Tal insatisfação veio a confirmar-se com o “flop” que a película de Wong se tornou nas bilheteiras dos EUA, tendo passado seriamente ao lado do grande publico, não por falta de informação, mas sim pelo ignoro deste que acusavam a fita de ser blasfémia ao universo de Dragon Ball. Contudo não poderiam estar mais certos, Dragonball Evolution é de facto um exemplo de mau trabalho e “preguicite aguda” dos produtores, actores, bem, de todos os envolvidos. O argumento é péssimo e inconsequente, a realização não tem sofisticação nem ritmo, os actores são controlados pelo seu ego (até mesmo Chow Yun Fat), os efeitos especiais são da mesma qualidade de um videogame de baixo orçamento. Até as sequências de acção que poderiam ser o forte desta fita são tão vulgares que qualquer filme chunga.

Dragonball Evolution foi dos raros casos que fiquei contente por ter sido lançado directamente para DVD, poupando-nos de mais um mau filme nas nossas salas, mas pelo “andar da carruagem” não estamos livres de uma continuação, o qual graças ao sucesso que Dragonball Evolution teve nos países asiáticos a segunda parte já está agendada para 2011. Porém nada pode livrar nos de uma pura blasfémia á matéria-prima (os fãs tem toda a razão), o desrespeito mínimo pelas audiências. De fugir!!

 

 A não perder – ou se canhar é aconselhável perder este

O melhor – assim por dizer talvez o facto de ter sido um fracasso de bilheteira nos EUA e ter estreado apenas em DVD no nosso país

O pior – sabendo que teremos ainda uma continuação

 

Recomendações – The Huadu Chronicles: Blade of the Rose (2004), Speed Racer (2008), G.I. Joe – The Rise of the Cobra (2009)

 

Ver Também Outras Fontes

Ante-Cinema : Costa Mandylord – A Podridão de alguns Franchisings

 

2/10
tags: ,

publicado por Hugo Gomes às 23:15
link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Real.: Peter Cornwell

Int.: Virginia Madsen, Kyle Gallner, Elias Koteas

 

 

Baseado em factos verídicos, frase, essa que representa um dos maiores chamarizes de inúmeros filmes de terror que mais nada tem a oferecer para além dos mais rotineiros sustos e nisso Haunting in Connecticut é um deles. Explorando uma vertente dramática sobre um jovem ameaçado por um cancro, cuja família muda para uma casa antiga, espaçosa e barata. O que desconheciam, é que a habitação era outrora uma funerária, o qual bizarras cerimónias ocultas eram praticadas. Previsivelmente e como titulo indica o resto do filme é um cataloga de sustos e assombrações com a “mais que batida” realização videoclippeira, neste caso a cabo de Peter Cornwell. Os desempenhos, por outro lado são esforçados mas desperdiçados, excepto Virginia Madsen que segue um modo insatisfatório modo automático, entre os esforços obtidos destaca-se Kyle Gallner que desempenha Matt Campbell, o já referido jovem com câncer, e Elias Koteas, uma espécie de exorcista em estado terminal. Tudo aqui é gasto e com a velha moralidade religiosa cristã que ditam muitos filmes do género de origem norte-americana. Haunting in Connecticut tenta a todo o custo ser um “old school” na secção de terror, mas o que consegue não é mais de que um simples aborrecimento, pelo menos não é sequela nem remake, ao menos isso!

 

A não perder – Os créditos iniciais, o melhor e mais assustador momento do filme

O melhor – Kyle Gallner

O pior – um filme igual a tantos outros do género

 

Recomendações – Amytiville Horror (2005), Amytiville Horror (1979), The Others (2001)

 

4/10

 


publicado por Hugo Gomes às 22:43
link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Real.: Stephen Daldry

Int.: Kate Winslet, David Kross, Ralph Fiennes

 

 

Filme

Em plena Segunda Guerra Mundial, o jovem adolescente Michael (David Kross) tem uma secreta relação com Hanna (Kate Winslet), uma visora de eléctrico e uma mulher muito mais velha. Neste caso amoroso, Hanna troca sexo pela simples leitura de livros por Michael. A relação termina quando subitamente Hanna desaparece, mas Michael volta a encontra-la num tribunal a ser julgada por crimes de guerra.

Veredicto

Stephen Daldry (As Horas) adapta o bestseller de Bernhard Schlink, que já por sim é uma historia comovente sobre um proibido amor na época do Holocausto e uma lição de redenção e perdão. A fita foi nomeada para o Óscar de Melhor Filme de 2008, apenas tendo vencido o de Melhor Actriz Principal (Kate Winslet). Um drama poderoso com grandes desempenhos mas que certamente não ficará na memoria.

AUDIO
Inglês Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS
Português

 

EXTRAS
Making Of: A Adaptação de uma Obra de Arte
Cenas Cortadas
Conversa com David Kross
A Maquilhagem
A Música
O Design de Produção
Trailer

 

Distribuidora – Zon Lusomundo

 

Ver Também

The Reader (2008)

 

Filme –

DVD –

 

tags:

publicado por Hugo Gomes às 22:38
link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

sobre mim
pesquisar
 
arquivos
2019:

 J F M A M J J A S O N D


2018:

 J F M A M J J A S O N D


2017:

 J F M A M J J A S O N D


2016:

 J F M A M J J A S O N D


2015:

 J F M A M J J A S O N D


2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


2007:

 J F M A M J J A S O N D


recentemente

O pão de cada dia obriga ...

Critica - "Nós" não ficam...

Primeiras impressões: Us

Os patetas do costume

O meu Cinema é feito de M...

Maquilhagem americanizada...

Crítica: Marvel no nome, ...

Críticas: uma portuguesa,...

Primeiras reacções: Capta...

E os Óscares?

últ. comentários
Título do post muito criativo.
Legal o tema do post. Parabéns.
Aguardando. Blog bem legal!
Um luxo de actores num filme de lixo, repito LIXO....
Gostei muito da crónica. Vou acompanhar o seu blog...
Takes
10/10 - Magnífico
9/10 - Imprescindível
8/10 - Bom
7/10 - Interessante
6/10 - Razoável
5/10 - Medíocre
4/10 - Muito Fraco
3/10 - Mau
2/10 - Péssimo
1/10 - De Fugir
0/10 - Nulidade
stats counter
HTML Hit Counter
counter
links
mais comentados
30 comentários
25 comentários
20 comentários
12511335_1084470088250815_732384524_o
subscrever feeds
SAPO Blogs