31.7.08

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publicado por Hugo Gomes às 23:39
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Nascido em 30 de Julho no ano 1970, Londres, Christopher Nolan começou a fazer filmes muito cedo, propriamente aos setes anos com ajuda da super 8 do seu pai e com figuras de acção como protagonistas. Chris estudou na Universidade Colegial de Literatura Inglesa de Londres e começou a realizar filmes a 16 mm para a sociedade cinematográfica do estabelecimento de ensino, mas antes já havia realizado uma curta-metragem surrealisat, Tarantella, que foi apresentada na PBS em 1989. Exibiu outras curtas surrealistas em 1996, no Cambridge Film Festival e ganhou prestígio com Doodlebug (1997). Em 1998, iniciou-se nas longas-metragens com Following, que foi apresentado no festival de cinema independente na Grã-Bretanha, mas foi com Memento, uma no depois, que Chris Nolan torna-se numa promessa ao cinema mundial, nesse filme, o realizador submete o actor Guy Pearce a um pesadelo psicológico narrado de trás para frente, foi um êxito de critica e entre o publico em geral. Seguida, lançou outro actor num ciclo tenebroso, Al Pacino em Insomnia (2002), não possuiu o mesmo prestígio de Memento, mas não deixou mal os seus expectantes. Em 2005 com auxílio de David S. Goyer reinventou o destino de um super-herói que fora maltratado no cinema, Batman em Batman Begins, onde lançou o actor Christian Bale para um estrelato mais comercial e afirmou o novo fôlego no homem-morcego que fora um dos maiores êxitos do ano 2005, quer na sua estreia no cinema, quer nas suas vendas como DVD. Em 2006, volta a trabalhar com Bale em The Prestige, o qual contracenou com Hugh Jackman, Michael Caine e Scarlett Johansson e em 2008, eis que estreia o hype The Dark Knight, a sequela de Batman Begins que é o seu filme mais rentável e não só, a melhor estreia de sempre de um filme no primeiro dia, batendo vários recordes de bilheteira. Trabalhou com Heath Ledger que viria a falecer pouco tempo depois do final da produção do mesmo. Enquanto isso, Nolan passou rapidamente de estatuto de promessa para afirmação de um futuro potencial realizador que poderá equilibrar-se com calibres de Spielberg ou Scorsese. Veremos o que tempo dirá.

   


publicado por Hugo Gomes às 23:38
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Real.: Jennifer Chambers Lynch

Int.: Julia Ormond, Bill Pullman, French Stewart

 

 

David Lynch é o produtor, o qual é o seu “rebento” Jennifer Chambers Lynch que controal as rédeas da sua primeira longa-metragem. Uma estreia ansiada por muitos o qual poderá afirmar que o talento encontra-se no sangue, e neste caso por ser filha de quem é, Jennifer Lynch têm um rigoroso desafio pela frente. Para quem pensava que a filha do autor mais surrealista de sempre fosse seguir os seus passos, enganaram-se arredondamente, além de realizar um filme sóbrio, ainda tem a ousadia de estrear a sua carreira no mundo do policial psicopático.

O filme envolve assassínios em série, FBI, interrogações e twist e mais twists que mudam a direcção da história, como uma vela de um veleiro. E são os FBI que iniciam a premissa, dois agentes (Bill Pullman, Julia Osmond) que interrogam um grupo de testemunhas de um brutal homicídio múltiplo numa terriola distante. De inicio, os dois agentes serão confrontados com as diferenças de trabalho com os polícias locais, mas mesmo sob o ambiente pesado e inseguro, o interrogatório principia com algumas redundâncias. Em diferentes salas no posto da polícia, estão três testemunhas essenciais, um polícia não muito honesto, uma drogada e uma criança cuja toda a sua família fora assassinada. Nestes três indivíduos, apenas um estará a dizer correctamente a verdade, por entre as mentes mais confusas e cobardes eis que suja um depoimento sincero e inocente.

Há uma clara influência do seu pai que está fortemente presente em alguns planos, na caracterização de algumas personagens e da natureza da banda sonora, mas tal como cria de pássaro que voa fora do ninho dos progenitores, Jennifer Lynch toma as rédeas do filme de forma independente e fortemente caracterizado num puro estado de embriaguez argumental que se transforma em criatividade experimental, naquilo que no fundo reflecte no melhor de uma fita que poderia facilmente cair no rotineiro ciclo cinematográfico. A coragem da estreante seguir um género cada vez mais comum nas produções, a transforma só nesta primeira visualização, uma espécie de rei Midas que ao tocar em algo tão banal, a transforma em ouro. Ouro, mas pouco, porque entre a “liçãozinha” muito bem estudada está uma grande dificuldade em seguir a solidez da fita ao fim, descarta facilmente o twist surpresa que o filme reservava como trunfo. As interpretações também não são as melhores e parece que Bill Pullman desilude numa espécie de incursão a Dennis Hopper no filme Veludo Azul, realizado por David Lynch, já não falando na banalidade de certos aspectos estereótipos e do humor voluntario de certas personagens. No fim de tudo isto ficamos com a ideia que o filme poderia lançara sãs para o mais finito, mas como estreante, tal experiencia não correu mal de todo, e se Jennifer Chambers Lynch for muito bem a promessa que o cinema americano precisava, então é melhor ficarmos atentos para futuros “episódios”.

O melhor – A influência de Lynch (pai) sobre o filme de Lynch (filha)

O pior – Não conseguir aguentar a premissa até ao fim

 

 

Surveillance “ – 7 estrelas “O novo trabalho atrás das câmaras de Jennifer Chambers Lynch é, no mínimo, auspicioso.” Cinema Is My Life

 

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:28
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30.7.08
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publicado por Hugo Gomes às 20:35
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29.7.08

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publicado por Hugo Gomes às 23:03
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Spike Lee é um dos mais controversos autores da actualidade, os seus filmes são sempre enriquecidos com questões sociais e raciais. Cinematograficamente Falando … iniciou um inquérito sobre o melhor filme deste incontornável realizador, a resposta foi dada pela maioria de 27 %, o que equivale a 21 votos para 25th Hour, aquele que segundo o autor é o seu filme menor. Em segundo lugar está o entretenimento The Inside Man, com Denzel Washington, Clive Owen e Jodie Foster como cabeça de cartaz, com 18 votos (23%), de seguida Malcolm X, a abordagem á vida do apelante lutador dos direitos dos afro-americanos com 12 votos (16 %). A todos que votaram um muito obrigado.

Próximo poll a ser realizado neste blog será sobre o feiticeiro mais famoso do Mundo, Harry Potter, com a estreia do sexto filme marcada em Novembro, mas os fãs já estão em pulgas, gostaria de saber qual é para vocês o melhor filme da série.

 

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publicado por Hugo Gomes às 22:49
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As Personagens (Os Bons da Fita)

 

Batman / Bruce Wayne

Herdeiro de uma fortuna incalculável e da empresa Wayne, Bruce viu desde novo os seus pais a serem assassinados e desde então o seu desejo em vingar tornou-lhe algo mais complexo. Converteu-se no seu maior medo; os morcegos e o utilizou para criar Batman, o justiceiro negro da igualmente cidade de Gotham City.

 

Robin / Dick Grayson

 

Int.: Douglas Croft (Batman 1943) / Johnny Duncan (Batman & Robin 1949) / Burt Ward (Batman 1966) / Chris O’ Donnell (Batman Forever, Batman & Robin)

 

É o companheiro de aventuras de Batman na luta contra o criem em Gotham, segundo o filme Batman Forever de Joel Schumacher, Dick Grayson era membro de uma família de trapezistas que decide juntar ao “cavaleiro das trevas” depois de Two Faces ter assassinado os seus pais.

 

Alfred Pennyworth

Int.: William Austin (Batman 1943) / Eric Wilton (Batman & Robin 1949) / Alan Napier (Batman 1966) / Michael Gough (Batman, Batman Returns, Batman Forever, Batman & Robin) / Michael Caine (Batman Begins, The Dark Knight)

Na melhor hipótese é o pai adoptivo de Bruce Wayne, é o seu mordomo fiel, sábio e sensato, o responsável pela mansão Wayne e um dos poucos que sabe realmente o seu segredo. Na saga de Christopher Nolan, Alfred é caracterizado como um aposentado sargento de guerra.

 

Comissário James Gordon

Int.: Lyle Talbot (Batman & Robin 1949) / Neil Hamilton (Batman 1966) / Pat Hingle (Batman, Batman Returns, Batman Forever, Batman & Robin) / Gary Oldman (Batman Begins, The Dark Knight)

O comissário James Gordon é uma espécie Serpico numa cidade povoada por polícias corruptos, é a principal fonte de informação e parceiro no combate ao crime em conjunto com Batman, como também responsável pelo seu chamamento, sim, a famosa luz no céu.

 

Batgirl / Barbara Wilson

Int.: Alice Silverstone (Batman & Robin) / Melinda McGrow (The Dark Knight)

A sua inserção na serie Batman serviu de apelo ao publico feminino, o qual Joel Schumacher utilizou-a no seu “intragável” Batman & Robin. Barbara Wilson é a filha do comissário James Gordon que se converte num “mulher-morcego” ao serviço de Batman e Robin. Em The Dark Knight de Christopher Nolan se converte na mulher do mesmo, para que não haja futuras inserções da personagem.

 

 

Lucius Fox

 

Int.: Morgan Freeman (Batman Begins, The Dark Knight)

 

Especialista de alta tecnologia de um sector esquecido da empresa Wayne, Lucius Fox torna-se sócio e amigo do “meninoBruce e o concebe o fato e todos os gadgets que necessita para completar o seu alter-ego.

 

 

 

Rachel Dawes

 

Int.: Katie Holmes (Batman Begins), Maggie Gylenhaal (the Dark Knight)

 

È a ajudante do promotor público, Harvey Dent, como também sua companheira, esta advogada foi a primeira paixão de Bruce Wayne, o qual o conhece desde a infância.

 

 

 

Vicki Vale

 

Int.: Jane Adams (Batman & Robin 1949) / Kim Basinger (Batman)

 

Tal como Lois Lane está para o Super-homem, Vicki Vale está para Batman. Uma repórter que notifica todas as acções do justiceiro das trevas em Gotham City, uma das paixões de Bruce Wayne.

 

 

 

Dr. Chase Meridian

 

Int.: Nicole Kidman (Batman Forever)

 

Uma prestigiada psicóloga que fica obcecada em analisar a entidade de Batman. Uma dita mulher de garra que facilmente se converte numa dama em apuros nas mãos de Riddler e Two Faces.

 

 

 

Richard Earle

 

Int.: Rutger Hauer (Batman Begins)

 

Foi o sócio de Thomas Wayne, pai de Bruce Wayne, na empresa Wayne, que depois da morte dos pais do mesmo se converte no proprietário temporário até Bruce atingir a maioritária idade.

 

 

 

As Personagens (Os maus da fita)

 

 

Joker

 

Int.: Cesar Romero (Batman 1966), Jack Nicholson (Batman), Heath Ledger (The Dark Knight)

 

Definitivamente o pior vilão de Batman, o seu arqui-inimigo, um palhaço maquiavélico cheio de piadas mortais, em Batman de Tim Burton foi um dos responsáveis pela morte dos pais de Bruce Wayne em The Dark Knight, Christopher Nolan dá-lhe uma visão fantasmagórica e anarquista, sem passado e de origem misteriosa. È talvez o vilão de BD mais carismático da historia, a sua composição já serviu de estereotipo. Nos anos 60, com a passagem mais humorística da série, Joker ganhou contornos igualmente coloridos e tornou-se num bobo da corte, até ser ressuscitado por Burton na sua incursão, interpretada por Jack Nicholson, o qual deu-lhe os contornos góticos e necessários para criar um vilão á altura. Já Nolan descartou esse estereótipo e funcionou com um Joker psicopata e negro, interpretadamente mestrado por Heath Ledger.

 

 

 

Two Faces / Harvey Dent

 

Int.: Billy Dee Williams (Batman), Tommy Lee Jones (Batman Forever), Aaron Eckhart (The Dark Knight)

 

Two Faces – Duas Caras é outros dos inimigos mais conhecidos e mortais do cavaleiro das trevas, sempre prevenido com a sua moeda da sorte, coincidentemente composto por duas caras, e metade da face mutilada e monstruosa que compõe uma espécie de Yin - Yan. È o alter-ego de Harvey Dent, um promotor publico que foi aclamado como o herói de Gotham, mas quando a tragédia lhe bate a porta, a sua bondade e senso de justiça é substituídos por uma noção vingança controlada pela sorte. Em Batman Forever faz parceria com Riddler – Enigma.

 

 

Continua …

 

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publicado por Hugo Gomes às 22:06
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Já foi escolhida a Alice de Tim Burton, no novo filme de animação CGI, Alice no País Maravilhas, a adaptação provavelmente de contornos góticos do famoso conto de Lewis Carroll. A actriz seleccionada foi Mia Wasikowska, de nacionalidade australiana, que participou na série da HBO, “In Treatment”. A jovem tem apenas 18 anos e já se fala como a grande promessa australiana no cinema.

 

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publicado por Hugo Gomes às 22:02
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28.7.08

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publicado por Hugo Gomes às 22:41
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Já foi lançado o novo teaser trailer de Harry Potter and The Half-Blood Prince, e aviso desde já que pouca ou nada poderão encontrar de novo neste trailer. A 6º aventura do jovem feiticeiro mais famoso do Mundo está preste a estrear em 21 de Novembro nos EUA.

W”, este é apenas o título do novo filme de Oliver Stone, o sr. Polémica de Platoon, Salvator e do recente World Trade Center. Neste biopic protagonizado por Josh Brolin (No Country For Old Men), Stone aborda a vida de um dos homens mais famoso do planeta nesta actualidade, o presidente dos EUA, George W. Bush. Um “vulgarito” biografia ou polémica á mistura, um dos dois tem que ser e espero pela última, para que o autor de um dos filmes de guerra mais memoráveis, Platoon, não perca a sua garra. O teaser trailer já está disponível.

Está prestes a estrear no nosso país a animação - sensação, Wall-E dos estúdios Pixar, que pode muito bem ser o futuro do Óscar de Animação deste ano. A próxima longa-metragem do estúdio vencedor de Ratatouille e de Toy Story já tem teaser, Up, que conta a história de um simpático velhote de 78 anos, Carl Fredicksen, que sempre sonhara visitar o mundo e como estamos no filme da autoria da Disney esse sonho é concretizado da maneira mais magica possível.

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publicado por Hugo Gomes às 22:22
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26.7.08

Foi por volta desta altura que foi criado um blog de nome tão comprido como Cinematograficamente Falando, esse mesmo caiu do céu sem razão aparente, mas este blog foi planeado há mais tempo que isso. Além de exibir o meu conteúdo ao ciberespaço, ainda tive oportunidade de aprender ainda mais sobre cinema, conhecer novas pessoas (blogueiros) e experimentar novos horizontes cinéfilos. È com muito orgulho que declaro que o meu “bebé” faz 1 ano de vida, e por isso muito obrigado aqueles que me apoiaram e que me apoiam para o crescimento deste humilde blog.

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:44
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26.7.08

Real.: Doug Liman

Int.: Hayden Christensen, Samuel L. Jackson, Rachel Bilson

 

 

Filme

David Rice (Hayden Christensen) é um jovem com dom especial, ele tem a habilidade de teletransportar para qualquer lugar no Mundo, a vida de Rice mudará ainda mais quando uma organização secreta de extermínio desse mesmos “especiais” o persegue.

Veredicto

Jumper é o exemplo perfeito que a Hollywood continua a apostar em forte em filmes adolescentes inconsequentes como este, para terem uma ideia a seu argumento pode ser resumido em duas linhas, as suas personagens são unidimensionais e existe algumas más interpretações pelo caminho, e até mesmo Samuel L. Jackson desilude por completo. Apenas para os menos exigentes.

 

AUDIO
Inglês Dolby Digital 5.1
Castelhano Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS
Português
Inglês
Castelhano

 

OPÇÕES ESPECIAIS
Comentários Áudio de Doug Liman, Simon Kinberg e Lucas Foster
Documentários "Jumping Around The World" e "Doug Liman's Jumper: Exposed"
Featurettes "Making An Actor Jump", "Jumping From Novel To Film: The Past, Present & Future Of Jumper"
Novela Gráfica
Cenas Cortadas

Pré-Visualização "Future Conceps"

 

Distribuidora – Castello Lopes Multimédia

 

Filme –

DVD -

 

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publicado por Hugo Gomes às 14:08
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publicado por Hugo Gomes às 14:06
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25.7.08
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publicado por Hugo Gomes às 23:35
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24.7.08

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publicado por Hugo Gomes às 23:31
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23.7.08

Peço desculpas por esta longa ausência, não, não foi nenhumas férias, desejava, mas sim uma avaria no meu modem que impossibilitou aceder á internet. A situação encontra-se normalizada e o blog voltará a ter as actualizações do costume, como compensação, publico uma “mão cheia” de artigos e noticias que eu próprio escrevi enquanto esperava pelo funcionamento normal da internet. Pois, é que não paro. J

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publicado por Hugo Gomes às 16:03
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23.7.08

O novo filme da Dreamworks, Kung Fu Panda está a gerar polémica na China, porque segundo parece, o artista Zhao Bandi que se destaca pelo trabalho nas imagens de pandas acusa o filme de ser um insulto para o animal. O artista argumenta-se pelo facto do dócil animal ser no filme “filho” de um pato e por possuir olhos verdes, segundo o autor, nenhum animal dócil deve possuir olhos verdes para o caracterizar. Actualmente processou o estúdio, o qual pede um pedido desculpas formal pela desonra do animal, e com isto a China tem se atrasado na estreia deste novo sucesso de animação.

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publicado por Hugo Gomes às 15:57
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Tom Cruise poderá voltar a interpretar a personagem que lhe deu êxito, estou a referir Peter “Maverick” Mitchell do êxito Top Gun de Tony Scott (1986). Segundo o jornal The Sun, há quem esteja interessado a produzir uma sequela desse mesmo filme. Pronto, passaram 22 anos, o que na verdade é muito tempo, mas não acredito que uma sequela de Top Gun seria um estrondoso êxito como aconteceu nas décadas de 80, isso devido á má fama de Cruise nos dias de hoje.

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publicado por Hugo Gomes às 15:55
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O cidadão Welles!

 

Se olharmos em reverso para a história do cinema e seleccionarmos a figuras mais incontornáveis para o seu desenvolvimento, é decerto que encontraremos Orson Welles, um autor tão célebre como inovador. Welles teve um papel indefinido no cinema, porém a sua polivalência era sinónimo de talento; actor, realizador, escritor, editor, produtor, argumentista, director de departamento de som e música, operador de câmara, etc. Resumindo, quando Welles envolvia-se em algo, envolvia-se a sério e é nisso que o torna numa das mais importantes personalidades da história do cinema. Em 1941,Orson Welles produziu, protagonizou e realizou aquele que ficaria como o seu mais celebre filme, a sua obra-prima como muitos indicaram, Citizen Kane - O Mundo a Seus Pés, que precocemente realizou com apenas 25 anos.

 

 

O filme causou frenesim na época, sendo que os críticos da época aclamavam estar perante do maior obra cinematográfica de todos os tempos, isso deveu-se a sua inovação narrativa, o qual o autor se separou do básico esquema narrativo que caracterizava os diversos clássicos de cinema, e recriou um filme mais distinto na sua execução e menos linear em termos de história. Um conceito que viria a tornar-se tão usual nos dias de hoje. Citizen Kane começa com a pós-morte de Charles Forsten Kane  (Orson Welles), uma espécie de alusão ao bilionário norte-americano Howard Hughes, aquele que muitos consideravam o homem mais rico e poderoso do mundo. A história centra-se num grupo de jornalistas que preparam material para poderem produzir um documentário sobre tal mediática figura. O produto original concebido não agradou os produtores devido ao esquema narrativo demasiado básico, foi então que alguém surge com a ideia de basear o trabalho documental na misteriosa palavra que o bilionário citou no seu leito da morte – Rosebund  – partir daí dá-se início a uma investigação rigorosa que desvenda passo a passo todos os pormenores da vida de um homem cujo destino deu-lhe tudo, mas que ao mesmo tempo não tinha-lhe dado nada.

 

 

Poderia dizer-se que esta produção ficaria apenas nos dias de hoje pela sua inovação argumentativa, mas o veredicto está que Citizen Kane é um abraço entre o classicismo americano com o modernismo que já fazia-se anteceder. Welles empresta corpo e alma á figura Charles Forster Kane, criando um personagem carismático, apelativo mas sincero com as audiências, o qual nunca secreta os seus defeitos. O resto do elenco encontra-se em perfeição, mesmo que parte deste são estreados. A realização é imperdível e moderna para a sua época, sem nunca perder o tino da narração, os valores técnicos são imprescindíveis (a fotografia é um primor, altamente sensível e controladora das sombras) e melhor sem nunca estampar numa criação artística. Trata-se de um filme humilde, mas visionário em todo o seu esplendor. Obviamente com um argumento destes tinha o dever de marcar uma geração e acima de tudo contribuir para o futuro cinematográfico. Citizen Kane é um clássico com contornos coetâneos.

 

“Rosebud”


 Real.: Orson Welles / Int.: Orson Welles, Joseph Cotten, Buddy Swan



O melhor – a modernidade combinada com o classicismo

O pior – não ter ganho o Óscar de Melhor Filme.

10/10
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publicado por Hugo Gomes às 15:51
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A epopeia do Homem na conquista do espaço inerente! 

 

Para quem está um pouco mais familiarizado com o cinema em geral, então Stanley Kubrick dispensa apresentações, o celebre autor de filmes tão marcantes como Clockwork OrangeSpartacus ou Shining é único pela sua postura calma e dotado de uma percepção ao realismo plano. É a visão de um génio que infelizmente apresenta um registo de somente 15 filmes, mas todos eles já formados em obras-primas. Este 2001: Odisseia no Espaço é possivelmente a sua obra mais famosa e referencial, o qual o realizador se juntou forças com a criatividade inteligente e sagaz de Arthur Clarke para trazer até nós, além do título sugestivo, uma reflexão quase filosófica em forma de ficção científica. Tal como o título indica, o filme é narrado num ano 2001 alternativo, num tempo em que o Homem conquista o espaço, agora convertido em seu novo lar. A tecnologia se tornou essencial para a sobrevivência e as máquinas estão cada vez mais independentes de si começam a raciocinar por elas próprias. Uma variação de temas que se fundem originando um pleno registo da ficção científica na sua primitiva forma.

 

 

Ao contrário da familiaridade do space opera, o frenesim científico quase fantasioso de filmes como Star Wars e Star Trek2001: A Space Odyssey é um primo (bastante afastado, que se diga) mais discreto e experimental, é fácil de perceber o porquê que esta obra aborrece muita gente. Em todos os filmes, a maneira de filmar de Kubrick é paciente, um misé-en-scene criativo, lento e de narrativa mais pronta à realidade da acção, a sua premissa poderia ser contada apenas por 1 hora e meia, mas o filme prolonga-se por quase o dobro, os planos são longos, muitas vezes estáticos e na maior parte das vezes, ausentes de qualquer “manipulador”, falo obviamente da banda sonora. Mas quando esta ultima surge entre nós, além deste integrar como um dos temas musicais mais famoso da história do cinema – refiro obviamente a da sua abertura, apresenta-nos uma composição musical formada pelo tom mais clássico e palpitante, como o exemplo do Danúbio Azul de Johann Strauss Jr. Já que estamos a mencionar os seus valores técnicos, não podíamos esquecer de destaque os efeitos especiais bastante evoluídos para a sua altura, e de todo nada luzidos.

 

 

Esta é sim, uma obra de difícil interpretação e de classificação, Arthur Clarke visiona o seu conceito de futuro alternativo nesta “clara” obra de ficção científica, mas segue mais além desse registo, aprofunda o conceito e explora as questões mais cerebrais sempre em trajectória correcta com a ciência – Donde nós viemos? Qual o nosso propósito no meio disto tudo? Para onde vamos? São perguntas que o argumento de Clarke, e também de Kubrick, aborda sem recorrer ao auxílio da religião ou da fé credível, mas desde já aviso, resposta, essas, não são dadas. Kubrick inicia esta jornada com a representação mais assente da evolução humana que de seguida parte para um registo de pura fantasia científica. Mas dentro desses parâmetros dispõe sempre do realismo, e quando tudo parecia rumar para o óbvio, o autor decide brincar um pouco com o intelecto do espectador, oferecendo o surrealismo mais filosófico que se pode imaginar, tornando assim esta Odisseia no Espaço numa complexa Odisseia da Vida. O problema reside a quem conseguir chegar aí, porque o característico talento narrativo de Kubrick poderá afastar muita gente, falo obviamente dos já referidos planos e da acção nada cronometrada num registo algo maçudo, porém denso e sempre intrigante e enigmático. É ficção científica no seu melhor, respirando a mais pura das genialidades. Deveria ser um crime ignorar um filme destes.

 

“I’m afraid. I’m afraid, Dave.”

 

Real.: Stanley Kubrick / Int.: Keir Dullea, Gary Lockwood, William Sylvester

 

 

O melhor –  O notório trabalho de dois autores (Stanley Kubrick e Arthur Clarke)

O pior –  A sua narrativa poderá afastar muitos espectadores.

 

10/10
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publicado por Hugo Gomes às 15:47
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