9.11.07

 

Real.: Leon Ichaso

Int.: Jennifer Lopez, Marc Anthony, John Ortiz

 

O filme retrata a vida e morte de Hector Lavoe (Marc Anthony), aquele que talvez foi o mais influente cantor de salsa da America, contada pela sua mulher Puchi (Jennifer Lopez) que conviveu com “cantante” nos momentos mais difíceis.

As biopics de elementos musicais sempre fizeram parte do cinema, e na maioria dos casos os resultados eram triunfantes, vejamos exemplos como Amadeus e Doors que estão entre os melhores da biografia musical. Ainda nos dias de hoje, o biopic musical teve uma explosão a nível cinematográfico, tendo verificado filmes dos mais variados cantores dos mais variados géneros musicais, o jazz de Ray (Ray Charles), o country de Walk The Line (Johnny Cash), desta vez o género é salsa pelo eterno Hector Lavoe, num projecto produzido por Jennifer Lopez.

O que pode garantir El Cantante é boa música, é uma boa performance de Marc Anthony como Hector, mas tudo termina aí. Os momentos musicais são interrompidos por uma interpretação de uma entrevista a preto a branco, o qual Jennifer Lopez, pretensiosa, dá-nos um desempenho negativo e farsante. Aliás a actriz latina não se consegue distinguir como actriz de um filme “sério” com algumas das suas comédias de Verão, o que faz com que o filme afunda-se com tanto destaca desnecessário. Quanto á narrativa, esta á velocidade de um videoclip, onde uma estrutura cronológica soluçante é mascarada com uma realização de pior nível, o qual se deriva de flashes, inversões de cores, legendas nos momentos musicais como fosse um karaoke e em momento nenhum emoção é dada ao espectador.

Resumidamente; o pretensioso objecto de Leon Ichaso, segue todos os passos básicos de um filme biográfico musical recente, concretamente de Walk The Line, onde a realidade é tão inverosímil como a realização que o qual esta obra distingue. Poderia ser muito melhor e penso que Hector Lavoe merecia isso.

4/10 **


publicado por Hugo Gomes às 19:08
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8.11.07

 

Em influência de American Gangster, quase a estrear, que lá fora já é top de bilheteiras e de crítica em geral, decidi recolher algumas das melhores frases feitas de um senhor chamada Denzel Washington, vencedor de dois Óscares, é para muitos melhor actor da actualidade, particularmente não estão muito longe disso.

 

“What if you had to tell someone the most importante thing in the world, but you knew they’d never believe you?”

- Doug Carlin (Déjà Vu - 2006)

 

“I am not going to bury my son! My son is going to bury me”

- John Quincy Archibald (John Q – 2002)

 

“Nothing’s free in this world, Jake. Not even arrest warrants”

- Alonzo Harris (Training Day – 2001)

 

“What I do best. I’m gonna kill them. Anyone that was involved. Anybody who profited from it. Anybody who open their eyes at me.”

- Creasy (Man On Fire – 2004)

 

“Now explain it to me like i´m a four-year-old”

- Joe Miller (Philadelphia – 1993)

 

“You are not a American, you are the victim of America!”

- Malcolm X (Malcolm X – 1992)

 

 

Comentem, ou dê uma sugestão da melhor frase dita por Washington nos seus filmes?

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publicado por Hugo Gomes às 15:17
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Real.: Julian Jarrold

Int.: Anne Hathaway, James McAvoy, Julie Walters, Ian Richardson, Maggie Smith, James Cromwell

 

Jane Austen (Anne Hathaway) é uma jovem que pretende casar por amor, mas os seus pais pretendem que ela case por dinheiro, devido aos problemas financeiros o qual vivem. A jovem rapariga tem como hobby escrever romances e o sonho de ser uma consagrada romancista, o melhor é que está apaixonada por Tom Lefroy (James McAvoy), um jovem irlandês aprendiz a juiz que aos poucos vai caindo por amores pela nossa protagonista.

Primeiro de tudo, pouco se sabe sobre a vida de Jane Austen, e tudo o que é retratando no filme é baseado em especulações e em cartas enviadas pela romancista para a sua irmã Cassandra Austen, essas especulações por sua vez são fundamentadas através das suas seis obras escritas. E sabendo que todas as obras literárias de Jane Austen foram pelo menos adaptada uma vez para o ecrã, é esse o maior defeito de Becoming Jane, porque apesar dos valores de produção, da narrativa limpa e do perfeccionismo visual, o filme de Julian Jarrold soa de mais a um “déjà vu” que perde comparativamente com a versão de 2005 de Pride And Prejudice de Joe Wright e The Sense And Sensibility de Ang Lee. Em relação ao primeiro, Julian Jarrold não consegue superiorizar a Joe Wright, onde a realização é calorosa e cheio de vida, como prenunciamos a cena de dança de Pride And Prejudice, essa mesma cena sem vigor e flexibilidade no Becoming Jane.

Quanto ao elenco podemos encontrar um veterano e rico em termos de actores consagrados do Reino Unido; entre eles temos Ian Richardson que deixa aqui o seu último papel, Julie Walters actualmente conhecida pela saga Harry Potter, James Cromwell, Maggie Smith que dispensa qualquer tipo de apresentações e James McAvoy que deu grande “pulo” desde a sua interpretação como fauno no primeiro capítulo de As Crónicas De Nárnia. Quanto a Jane Austen, a actriz escolhida foi a americana Anne Hathaway que tal como James McAvoy ascende cada vez mais, quer nas escolhas dos seus papeis, quer nas suas interpretações, o qual particularmente surpreendi-me com a “princesinha” de O Diário Da Princesa.

 Becoming Jane é um daqueles romances de época cheio de vocabulários requintados e discursos sentimentais que qualquer apaixonado por romances ou mesmos pelas obras de Austen vai adorar. Recomendo nem que seja para Anne Hathaway numa excelente interpretação.

Em memória a Ian Richardson - 1934 - 2007

6/10 ***


publicado por Hugo Gomes às 15:15
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Chinatown (1974) é uma das obras maiores de Roman Polanski, tendo como Jack Nicholson protagonista e uma das suas mais célebres frases “I goddamn near lost my nose. And I like it. I Like breathing through it.” Quanto ao poster é um das imagens de marca do cinema americano, simples, mas inesquecível. O filme tem uma sequela, The Two Jakes (1990), e dizem as más-línguas que vêem aí um terceiro.


publicado por Hugo Gomes às 15:13
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Real .: Francis Ford Coppola

Int.: Gary Oldman, Winona Ryder, Anthony Hopkins, Keanu Reeves, Richard E. Grant, Cary Elwes, Bill Campbell, Monica Bellucci

 

Outrora humano, um grande guerreiro que lutava em nome de Deus, Dracula (Gary Oldman), agora “monstro”, vive a eternidade á espera da reencarnação do seu grande amor Elisabeta (Winona Ryder), que suicidou durante a sua vida humana devido a uma carta falsária que apresentava Dracula morto no campo de batalha, poucos dias de ele ter seguido para a guerra santa. Em pleno século XIX, Jonathan Harker (Keanu Reeves) viaja até Transilvânia em negócios para que o agora Conde Dracula assina-se um comprovativo de compra de uns terrenos em Londres. Durante a sua estadia no castelo do mesmo, apercebe de ocorrências estranhas, ainda mais quando Dracula encontra uma foto da noiva de Harker, Mina Harker (Winona Ryder). Convencida ser a reencarnação de Elisabeta, aprisiona Harker no seu castelo e viaja para Londres como objectivo de buscar a suposta reencarnação.

Realizado em 1992, Dracula de Bram Stoker não é um vulgar filme de terror, pelo contrário, é um derradeiro romance, porque até mesmo o pior dos monstros consegue amar. O realizador em questão é Francis Ford Coppola, o mesmo de filmes tão distintos e incontornáveis como a trilogia do Padrinho e Apocalypse Now, tendo os dois em comum algumas das melhores interpretações do emblemático Marlon Brando. Bram Stoker’s Dracula data 95 anos após a publicação do livro Dracula de Bram Stoker (1897), sendo um dos livros mais importantes da literatura internacional e um das mais vezes adaptadas ao grande ecrã; desde adaptações directas, reinvenções e algumas “bagunças”.

O filme de 1992 é hoje a mais sólida adaptação desse mesmo conto, onde Coppola traz a nós um conto gótico até á medula, erótico por vezes e como deve ser, pondo de lado qualquer artefacto puramente comercial, assim sendo classificado como terror adulto. Terror, mas o filme não se vinga por aí, por detrás dos monstros sanguinários, castelos pavorosos e blasfémias directa á cruz como obra do Diabo, esconde uma história de amor nunca vista, Dracula aqui retratado por Gary Oldman não se fica exclusivamente por um arquétipo malicioso ou uma reencarnação do Diabo “himself”, mas sim de um ser magoado pelas suas próprias crenças, traído por aquilo que lutava, ou seja Coppola representa Dracula da maneira mais humana possível, explorando os dois lados da consciência.

Mas infelizmente, Dracula de Bram Stoker não é um filme perfeito, muito devido a um ritmo irregular que é segurada com um elenco de luxo; Anthony Hopkins, Winona Ryder, Bill Campbell, Monica Bellucci, sempre exuberante, contudo Keanu Reeves volta a fazer das suas, com uma interpretação “puxada á base de picadas”. Para festejar o que de mais clássico tem um filme de terror e para quem pensa que é um género exclusivamente destinado a serie B, engana-se.

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 15:02
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Quando a adolescência é uma guerra!

 

Num futuro próximo, o Japão vive tempos difíceis numa era depressiva, onde cerca de um milhão de habitantes encontram-se desempregados e a delinquência juvenil aumenta dia para dia. Num país outrora moderno e exemplarmente civilizado, a escolaridade deixou de ser obrigatória, e para impedir o crescimento dessa criminalidade cada vez mais precoce, o Governo decide implantar a chamada lei BR (Battle Royale). Segundo esta lei radical e controversa, uma turma é escolhida ao acaso e levada inteiramente para uma ilha deserta durante três dias. Durante esses dias, os alunos tem a prioridade de sobreviver, nem que com isso tenham que matar os seus colegas. O objectivo do BR é fazer com que reste apenas um de maneira a controlar a superpopulação e a delinquência de menores.

 

 

 Adaptado da igualmente controversa manga de Koushun Takami, Battle Royale é um dos filmes mais arrojados dos últimos anos, "um murro do estômago" que se situa algures entre a critica social e o cinema dito de série B. Porém na obra dirigida por Kinji Fukasaku, a acida crítica que se prometia é logo cedo abandonado dando entrada a uma espectáculo jubilosos e gratificante em termos visuais e de violência quer física ou psicológica. Este é sim, um filme sobretudo exposto para causar tormentos e reflexões ao espectador, não (como já havia referido) em eventuais afrontamentos sociais mas no próprio destino dos imensos personagens, que pouco a pouco convertem-se de meros bonecos-alvos a sólidas composições.

 

 

É um mundo adolescente em aberto, visceralmente através das suas motivações e espírito rebelde, os dilemas expostos para atenuar a sua própria natureza. Para isto junta-se um cenário bélico desorganizado, visualmente exagerado, pausado com humor negro, sempre ligado à importância do descuido técnico e (des)intelectual da série B, em jeito de minimizar os danos colaterais. Todavia, existe vida aqui, existe temas a ser debatidos, a questão da adolescência, a importância das primeiras paixões, amizades e rivalidades, a decomposição da Imunidade própria dos jovens. Mais do que a próprio cariz social que se pretendia, Battle Royale é um retrato e um tratado dos adolescentes em geral, sim isso mesmo, sob a capa de um divertido e delirante "banho de sangue". Gritos de misericórdia são constantemente ouvidos, mas nem por isso cumpridos.  

 

Real.: Kinji Fukasaku / Int.: Tatsuya Fujiwara, Aki Maeda, Takeshi Kitano

 

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 13:33
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6.11.07

 

Parece que um episodio voltou a repetir, desta vez o filme - alvo é o ainda por estrear “A Bússola Dourada”, o qual, segundo a Hollywood.com, a liga católica pede aos fieis que não vejam nem levem as crianças a ver este filme, segundo consta a instituição, o livro de Philip Pullman promove o ateísmo, por isso a sua adaptação é deveras insultuosa como diz os activistas religiosos. Pois bem, eu li o livro e não li nada que promove-se o ateísmo ou algo do género, apesar de eu não possuir nenhuma religião, mas penso que ninguém tem nada a ver com isto. Parece que estamos a regressar aos velho episódios em que a religião tenta intrometer nas produções cinematográficas, como testemunhamos no alarido em volta do filme de O Código Da Vinci ou nas escandalosas proibições de The Last Temptation Of Christ de Martin Scorsese em inúmeros países aos pedidos da igreja católica. A responder às declarações da Liga Religiosa Católica, o realizador do filme, Chris Weitz, agradece toda a polémica que estão a causar em volta do filme, porque como nós sabemos Código Da Vinci tente os mesmos boicotes e foi um sucesso que foi.

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publicado por Hugo Gomes às 13:52
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Real.: Russel Mulcahy

Int.: Milla Jovovich, Oded Fehr, Ali Larter

 

O Vírus T, o causador de um metabolismo denominado de “mortos-vivos”, infestou todo o globo, deixando os humanos á face da extinção. Alice (Milla Jovovich) lidera um grupo de sobreviventes em busca do último refúgio, enquanto isso fazem os possíveis para manterem vivos num mundo reinado por zombies.

Resident Evil é um caso raro no mundo das adaptações cinematográficas de jogos, perdendo qualquer dependência ou ligação com o videojogo em questão. A saga iniciada por Paul W.S Anderson evoluiu e com isso as marcas evidentes do primeiro desapareceram e adaptaram para um novo stage, deixando ser substancialmente catalogado de mais um videojogo virado filme, tornando-a um entretenimento puramente cinematográfico. E são três, o numero composto por este franchising iniciado em 2002, desenvolvido em 2004 e supostamente terminado em 2007, tendo como um dos “backgrounds” mais interessantes de todo o percurso.

Apesar de Resident Evil 3 não possuir qualquer dependência com a sua matéria-prima, o seu argumento, esse é composto por referências de outros filmes, o qual podemos apelidar “carinhosamente” de colagens. Ora vejamos, com uma base de Alien IV de Jean-Pierre Jeunet, um toque western na “coisa”, um futuro á la Mad Max, Matrix, até mesmo Pássaros de Alfred Hitchcock e com certeza, como não podia faltar, alguns traços bem acentuados de George A. Romero, principalmente Day Of the Dead. O resto da produção resume-se ao mesmo tipo de estrutura narrativa, cenas de acção cuidadas e diálogos horrivelmente maus. Ver este terceiro capítulo é o mesmo que ver qualquer um dos outros, onde as personagens são as mesmas, o que muda são os nomes e caras.

Mas mesmos com os defeitos acima, Resident Evil: Extinction consegue ser um entretenimento lúdico e em nenhum momento aborrecemo-nos, o que é bom, aliás Russel Mulcahy é muito melhor realizador que Paul W.S Anderson, mas muito mesmo.

PS – tem Milla Jovovich, não tem? Pois, é que só por ela, dava um 10 a este filme.

 

5/10
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publicado por Hugo Gomes às 13:50
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Real.: Andrew Anderson

Int.: Georgie Henley, Liam Neeson, Tilda Swinton

 

Em plena segunda Guerra, Londres fora bombardeada por aviões nazis, e para poderem proteger-se dos eventuais ataques, os quatros irmãos - Lucy, Edmund, Susan e Pete – vão viver com um professor solitário que vive numa mansão no meio nenhures. Os quatros irmãos facilmente entram em aborrecimento numa casa cheio de regras e costumes, e acidentalmente entram num velho guarda-roupa que é uma espécie de portal para um mundo fantástico, Nárnia, outrora bela que é reinado por um fria e malvada bruxa (Tilda Swinton).

Não se iludem, CS Lewis não é nenhum Tolkien, nem este Crónicas De Nárnia deve estar no mesmo patamar que a trilogia de Peter Jackson, além disso o público destinado é completamente diferente. As Crónicas De Nárnia é menos fértil em magia, é mais colorido, menos substancial e muito, mas muito menos lírico. A fantasia do filme de Andrew Anderson pode saber a muito pouco, mas não deixa de ser um natalício filme de família, onde os mais novos se deliciaram e os mais velhos partilharam o mesmo destino. A direcção está bastante boa e credível, o mesmo que arrebatadores efeitos especiais. Mas verdade seja dita, o que vemos no ecrã é tudo muito”déjà vu”, como por exemplo um menos conseguido batalha final de relembrar de novo o conjunto de filmes de Peter Jackson.

As comparações são inevitáveis, e Crónicas De Nárnia sai a perder. Mas se o objectivo era entreter, até o mundo fantástico digital é bem empregue para esse propósito, que quando somos deixados por levar neste mundo limitado ainda mais. Mesmo assim não é um mau filme, uma razoável fita fantasiosa.

 

 

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 13:44
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Real.: Arthur Lubin

Int.: Nelson Eddy, Susanna Foster, Claude Rains, Edgar Barrier

 

Erique Claudin é velho homem desfigurado, obcecado com o futuro sucesso de Christine Dubois (Susanna Foster), como também é o mascarado fantasma da Ópera de Paris, que comete todo o tipo de crimes para que a sua “protegida” possa atingir o estrelato que tanto merece.

Existem inúmeras adaptações da obra literária de Gaston Leroux intitulada de O Fantasma Da Opera, cada um com a sua visão sobre a personagem destaque que é chamada por vários nomes, e é lhe dado variados motivos. Entre as adaptações cinematográficas do conto, destaca-se para a versão de 1989, que o qual Robert Englund (celebre por desempenhar Freddy Krueger) interpreta o próprio fantasma, uma incursão gore dada por Dario Argento em 1998 e a adaptação do musical de Andrew Lloyd Webber em 2004, dirigido por Joel Schumacher, particularmente o musical da minha vida, como também o melhor filme de Schumacher. Mas não é nenhum dos anteriores que irei falar, mas sim a de 1943, o mais encabido de utilizar a palavra de clássico.

A obra de Arthur Lubin é a mais colorida, luxuosa, honesta e talvez emocionante de todas as versões já feitas, todas aquelas que são adaptações directas da obra de Gaston Leroux, aversão de 2004 é outra história. Claude Rains é perfeito como o Fantasma Da Opera, como também é o veículo de emoção deste filme, ora vejamos a sequência em que a personagem de Claude RainsErique Claudin – toca através de um violino uma cantiga de Proença, essa mesma sequência é nos dada emoção de alto calibre, muito graças a “performance” de Rains, o galardoado actor de Notorious de 1946. Outro factor bem sucedido da fita, é a dupla humorístico - dramática de Nelson Neddy e Edgar Barrier a ter os momentos mais divertidos do filme.

A versão de 1943 de um dos clássicos de literatura mais vezes adaptadas ao ecrã, é um clássico com C maiúsculo, inesquecível para quem o vê, mas infelizmente esquecido nos dias de hoje. Tem como defeitos, juntamente com a maioria dos clássicos de Hollywood, uma veia moralista que exclui qualquer arrojo ou desafio e uma preservação dos bons valores americanos. Mesmo assim, O Fantasma Da Opera de 1943 é sempre um belo produto para quem ama o cinema classicista na sua pura forma.

8/10

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publicado por Hugo Gomes às 13:28
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Vou continuar com os Monty Python, desta vez o filme que seleccionei foi A Vida De Brian, de longe o melhor e mais irreverente da trupe. A sequência que vou mostrar é uma pequena musiquinha que fica no ouvido sobre que devemos ser olhar para lado bom da vida, em inglês “Always Look On The Bright Side Of Life”.

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publicado por Hugo Gomes às 13:26
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Real.: Spike Lee

Int.: Denzel Washington, Clive Owen, Jodie Foster, Christopher Plummer, Willem Dafoe, Chiwetel Ejiofor, Ken Leung

 

Está a ocorrer um aparatoso assalto a um banco de Nova Iorque, os assaltantes liderados por Dalton (Clive Owen) fazem reféns. Detective Keith (Denzel Washington) está a frente do caso, ao tentar remediar o incidente, como também garantir a segurança dos reféns, é intrometido por Madeline White (Jodie Foster) que sob o comando do director do banco, negoceia secretamente com os assaltantes. Num estranho jogo de gato e rato, o que podia ser o assalto perfeito, pode revelar algo mais.

Spike Lee regressa ao cinema de entretenimento depois de Do The Right Thing e She Hate Me, desta á sua disposição encontra-se um elenco invejável, a começar pelo trio de protagonistas; Denzel Washington, Jodie Foster, Clive Owen e sem querer esquecer de William Dafoe, Christopher Plummer e o talentoso Chiwetel Ejiofor a preencher o elenco secundário. Acusado por muitos ser um realizador racista, a sua acidez narrativa á partida corta qualquer momento puro de entretenimento, parece que Spike Lee está mais interessado em denunciar do que propriamente cumprir os seus propósitos, tal como aconteceu com She Hate Me.

Tirando a ambição de Lee e os seus artifícios um pouco xenofobistas, Inside Man consegue ser um bom filme de heist, onde em cada frame existe reservado uma surpresa ao espectador. O elenco cumpre bem os seus papéis, apesar de mostrar algum descontentamento com Jodie Foster numa das suas piores interpretações, porque realmente não consegue seduzir-nos. Tal como o tagline do filme diz, nem tudo é o que parece.

 

 

 
6/10
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publicado por Hugo Gomes às 13:17
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4.11.07

 

Parece que o nosso “aranhiço” vai ter uma quarta aventura, segundo a Hollywood Report, já se encomendou um argumento vindo do argumentista James Valderbilt, o mesmo de Zodiac. A mesma fonte evidencia que o Homem Aranha 4 contará com dois vilões, se tudo correr como previsto um deles será o celebre Dr. Lizard, já que Sam Raimi sempre confessou o desejo de tê-lo na saga, se assim for será interpretado por Dylan Baker, que desempenhou o papel secundário de Dr. Connors nos três filmes da trilogia. Enquanto ao realizador, ainda desconhece se Sam Raimi irá realizar este capítulo ou não como também se Tobey Maguire e Kirsten Dunst interpretarão os seus habituais papéis.

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publicado por Hugo Gomes às 00:15
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4.11.07

 

Real.: Edgar Wright

Int.: Simon Pegg, Nick Frost, Jim Broadbent, Bill Nighy, Steve Coogan, Timothy Dalton, Cate Blanchett, Peter Jackson

 

Nicholas Angel (Simon Pegg) é um polícia londrino de um currículo impressionante, o qual é dispensado da sua esquadra depois de um ferimento na mão em pleno serviço, é enviando para a esquadra de uma, se não for a mais segura cidade da Grã Bretanha, Sandford, o qual conhece o seu parceiro Danny Butterman (Nick Frost), filho do chefe da polícia da zona, o inspector Frank Butterman (Jim Broadbent). Com falta de acção, Angel cai no aborrecimento numa cidade que nada de mal acontece, até que um série de acidentes mortais invadem Sandford, o qual Angel acredita ser obra de um serial killer, mas infelizmente tal suspeitas são ignoradas e troçadas pelos seus colegas da polícia e até mesmo pelo inspector.

Após três anos depois da culta comédia Shaun Of The Dead, que cá me Portugal passou ao lado do grande publico, primeira parece que os “tiranos” distribuidores nacionais não pensaram duas vezes e lançaram directamente para directo para vídeo com um titulo traduzido no mínimo bizarro Zombies Party – Uma Noite De … Morte. Hot Fuzz, do mesmo trio, parecia partilhar o mesmo destino, mas felizmente as nossas distribuidoras deram uma segunda oportunidade a uma fita destinada ao esquecimento. “Se os americanos adoraram, nós também” deve ter sido este, o pensamento por detrás da Lusomundo que julgava o futuro desta obra de humor. Mesmo sendo um filme inglês, é verdade que os americanos adoraram, enchendo de excelentes criticas e pondo a para na lista de melhor do ano e não podiam estar mais longe.

Hot Fuzz, de novo com o bizarro título português de Esquadrão De Província, é uma comédia do mais inteligente que há, com certeza não estamos a falar de Woody Allen, porque também a matéria-prima é de origens completamente diferentes. O trio Wright / Pegg / Frost dá-nos um produto cheio de referências e sátiras a filmes de acção, alguns deles burlescos como; Dirty Harry, Bad Boys, Point Break e mesmo First Blood (o primeiro Rambo), sem querer ridiculizar ao máximo e sem utilizar o chamado humor de casa de banho, como muitos spoof movies que estão cada vez mais na moda dos americanos. È uma das melhores comédias do ano, não a melhor porque há um certo filme realizado por Apatow na minha lista de melhores do ano; Knocked Up. Um comédia para quem gosta de rir com gosto e de inteligência, com alguns gags inesquecíveis e com um elenco secundário de luxo; Jim Broadbent, Steve Coogan, um incrível Timothy Dalton (ex-007), Bill Nighy e os ocultos Peter Jackson e Cate Blanchett que fizeram uns cameozinhos. E é mesmo tempo para dizer:

It’s come the fuzz

8/10 ****


publicado por Hugo Gomes às 00:13
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O Halloween já passou, mas mesmo assim venho falar-vos de um dos excitantes posters dos anos 70, sim senhor, o de Halloween de John Carpenter de 1978. Numa altura que o remake de Rob Zombie está prestes a estrear, é altura de revermos aquele que foi o pai do subgénero slasher movies, que deu origem a filmes tão distintos como Pesadelo Em Elm Street, Gritos e o descaradamente copiado Sexta-Feira 13, para não haver duvidas em termos comparativos entre as duas obras com 29 anos de diferença.


publicado por Hugo Gomes às 00:11
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1.11.07

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Parece que fizemos História! Corrupção, o filme baseado no polémico e bem-sucedido livro Eu, Carolina, de Carolina Salgado, tornou-se no primeiro filme europeu a estrear sem realizador. Pelos visto, João Botelho recusa a assinar a obra devido a vários cortes por parte do produtor Alexandre Valente, o mesmo da “obra-prima” portuguesa, O Crime Do Padre Amaro. Segundo Botelho, esses cortes eram essenciais para mudar o curso da obra e torná-la mais compreensível aos diferentes grupos de pessoas que assistirão o filme. Temo o pior!


publicado por Hugo Gomes às 21:58
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1.11.07

 

Real.: Danny Boyle

Int.: Cillian Murphy, Michelle Yeoh, Chris Evans, Rose Byrne, Cliff Curtis

 

O Sol está a morrer, e para prevenir a extinção da Humanidade, reuniu-se uma equipa de cientistas a bordo de uma nave de nome Icarus II numa missão suicida. Icarus II transporta um explosivo altamente potente capaz de provocar um novo Big Bang.

Danny Boyle é um flexível realizador de culto, que varia sempre o género dos seus projectos, percorrendo o terror (28 Days Later - 28 Dias Depois), a comédia dramática (Trainspotting) e o filme de família (Millions). Desta vez o género escolhido foi a ficção científica, onde Boyle traz a nós uma incursão de clássicos como Solaris de Andrei Tarkovsky, 2001 – A Space Odyssey de Stanley Kubrick e até mesmo o Alien (a claustrofobia é evidente), voltando a apostar numa premissa básica, mas sempre recorrendo aos interessantes artifícios. Arrastando consigo um dos seus actores predilectos, Cillian Murphy que protagoniza esta ficção inteligente juntamente com um grupo de actores minimamente conhecidos entre o publico; Chris Evans (Fantastic Four), Michelle Yeoh (Hidden Dragon and the Crouching Tiger), Rose Byrne (Troy), Cliff Curtis (Die Hard 4.0) e entre outros, todos eles com qualitativas interpretações e química dentro do grupo. Quanto ao ultimo factor, Danny Boyle quis deixar claro que a ligação entre os actores era um dos topicos mais importantes deste filme, por isso durante a produção a equipa teve que viver junta para fortalecer uma quimica palpavel.

Sem grandes surpresas, mas com uma realização segura e um senso de entretenimento sempre constante, Danny Boyle traz a nós um filme de ficção com uma narrativa madura, sem qualquer registo alucinado de space opera, com bons efeitos especiais e uma reflexão entre a religião e ciência, o qual o Boyle não aprofunda. Não é uma obra-prima, e é capaz de decepcionar lá mais para o final, quando Boyle mostra em si uma veia mais experimental, mas mesmo assim consegue ser um excelente exercício de entretenimento e a ficção científica do ano.

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 21:55
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1.11.07

 

Real.: Barry Levinson

Int.: Kevin Bacon, Robert De Niro, Dustin Hoffman, Billy Crudup, Bruce Kirby Jr, Jason Patric, Brad Pitt, Minnie Driver, Brad Renfro

 

Esta é a história de quatro amigos, cuja amizade entre eles é o único consolo dos momentos mais difíceis passados no reformatório. Depois de acidentalmente terem vitimado um homem, são sujeitos de maus tratos, humilhações e violações no estabelecimento prisional. Desgostosos com os seus dias passados, decidem cumprir uma promessa, que se sair dali irão vingar-se daqueles que destruíram as suas inocências.

Sleepers, de Barry Levinson, o mesmo do galardoado Rain Man – Encontro De Irmãos, é um exemplo perfeito de uma historia que ausenta melhor no papel que propriamente na imagem real, tudo devido a um percurso de vários registos que fazem com que a historia desequilibra variando o gosto de cada um. Se no papel, a histórias dos quatros amigos e as suas aventuras e desventuras eram fascinantes, emotivas e envolventes, no grande ecrã não é mais do que um conjunto de histórias de vários outros filmes, ora vejamos, a primeira parte lembramos filmes como Once Upon Time In America de Sergio Leone ou mesmo Goodfellas de Martin Scorsese, devido a uma vertente mafiosa e delinquente o qual os quatros protagonistas sofrem na sua infância. Ou chegar a segunda parte, essa sim a mais interessante e polémica onde a acção passa-se por completo no estabelecimento prisional, filmes como Os Condenados De Shawshank parece vir aqui á baila, apoiadas pela óptima interpretação de Kevin Bacon, como uma espécie de demónio em pessoa reencarnado num guarda prisional, e a pensar que este talentoso actor iniciou a sua carreira com algo como Sexta-Feira 13. À terceira parte, o interesse dissipou-se como vapor, deixando assim um insonso registo jurídico, onde tudo parece correr contra o tempo, apenas a introdução de Dustin Hoffman e o “quase” sempre bem Robert De Niro parecem levar o final às costas numa terminação já vistas em muitos outros tipos de histórias.

Verdade seja dita, Sleepers – Sentimentos De Revolta não é filme mau ou sequer medíocre, Barry Levinson não possui nenhum erro na realização, excepto nos flashbacks da cena do jogo dos guardas contras reclusos, e o elenco é no geral competente, tirando apenas duas “ovelhas negras”; um insonso Jason Patric, que não tem vocação de ser protagonista e isso também viu-se no fiasco de Speed 2, quando tentava substituir Keanu Reeves, quando este decidiu trocar o segundo capítulo do filme de Jan de Bont pelo charmoso Devil's Advocate (e fez ele muito bem), e a não convincente Minnie Driver a tentar dar emoção onde não há. Podemos dar graças a Robert De Niro, que se encontra formidável como o padre que toda a gente gostava ter na paróquia do lado.

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 21:49
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1.11.07

 

Real.: Dario Argento

Int.: Jessica Harper, Stefania Casini, Barbara Magnolfi, Udo Kier, Alida Valli

 

Uma jovem americana vai estudar numa famosa e consagrada escola de ballet na Europa, o que lá encontra é algo realmente assustador. Alunas em constantes ataques de pânico, uma directora misteriosa que surge discretamente, um horrendo homicídio que perturba e ecoa nas paredes luxuriantes da escola e uma obscura ameaça que se esconde na escuridão.

Se existe um filme que assusta sem querer propositadamente faze-lo, esse filme chama-se Suspiria, do, na altura, mestre do terror italiano Dario Argento, um dos melhores (se não o melhor) artesão do subgenero giallo, caracteristico por serem fitas de horror em que se exibe um misterioso assassino, cuja identidade só é revelada no final, e pelo sangue altamente vivo, produtos esses oriundos de Itália. O tratamento de Argento nesta obra de terror, é de algo tão convencional que somos seduzidos pela sua magnética estética, onde um morte é encenada como uma poesia e a fotografia, de predominante vermelho berrante e azul celestial, apto para criar uma atmosfera de medo que abunda dos sítios menos comuns do género.

Com uma banda sonora sempre emotiva e enganadora, composta por sussurros, gemidos, gritos e outros sons envolvidas numa música característica, interpretações credíveis, principalmente o de Jessica Harper, ambientes luxuriosos mas repovoados de medo que espreita em qualquer parede, porta ou simplesmente na escuridão fazem com Suspiria seja um clássico do medo a não perder. O filme de Dario Argento tem tendencias a ser um excerto de poesia ensanguentado face em comparações com os mais variados produtos norte-americanos do genero que se auto-titulam de obras-primas.

 

10/10
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publicado por Hugo Gomes às 21:42
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últ. comentários
Título do post muito criativo.
Legal o tema do post. Parabéns.
Aguardando. Blog bem legal!
Um luxo de actores num filme de lixo, repito LIXO....
Gostei muito da crónica. Vou acompanhar o seu blog...
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