23.11.07
23.11.07

 

Real.: Robert Zemeckis

Int.: Ray Winstone, Angelina Jolie, Robin Wright Penn, Anthony Hopkins, John Malkovich

 

È a recriação do mitológico conto de um terra amaldiçoada por um monstro de nome Grendel, que aterroriza e mata os seus habitantes. Desesperado, o rei Hrothgar (Anthony Hopkins), lança um desafio, quem matar a besta, poderá auferir de todas as suas riquezas. E é no longínquo horizonte do oceano que surge Beowulf (Ray Winstone), conhecido mundialmente como um matador de monstros e herói.

Primeiro de tudo quero alertar, que apesar de Beowulf apresentar como um filme de animação, não deve de facto ser assistido por crianças, existem demasiadas cenas de violência, eróticas e sexuais, até mais que muito outros filmes com o rotulo de “mature audience”, e o facto de ter visto na sessão em que estava presente, varias crianças acompanhadas com os respectivos pais, o qual pensavam estar perante em desenhos animados comuns e que no final mostraram indignados com a liberdade criativa que o filme apresentava para as suas crianças, relembrado o mesmo que ocorreu com a estreia de A Casa Fantasma (2006), em que muitos pais reclamaram do filme ser impróprio para as suas respectivas crianças por ser demasiado assustador, o que sugere que em Portugal ainda continua a assistir o preconceito de que os “desenhos animados” são sinónimos de “criançada”.

Beowulf é a última palavra em termos de animação, todos os gráficos foram resultante de um processo conhecido como “stop-motion”, o qual os actores além de dar a sua voz às personagens, ainda “emprestam” o seu corpo aos avanços tecnológicos, que resumem a fatos com um amontoado de fios, que transferem os movimentos dos actores, como também as suas expressões a um computador, que o resultado dá-se por um realisto avassalador. Quem se lembra se Andy Serkis com um fato parecido para poder interpretar o eterno Gollum? Robert Zemeckis aposta e continua pioneiro na arte do “stop motion”, que cada vez afirma como o futuro do cinema, depois de ter realizado Polar Express e ter produzido a meias com Steven Spielberg o filme Monster House (A Casa Fantasma), Beowulf é o terceiro filme com este tipo de tecnologia, mas até agora é o único a assumir como um entretenimento adulto e a beneficiar totalmente destes avanços tecnológicos.

Estamos perante um ano sobrecarregado no que se trata a heróis épicos, Ghost no falhado Pathfinder de Marcus Nispel, Leónidas e os seus 300 espartanos em 300 e agora Beowulf, como o melhor exemplo de conto mitológico, rico nesse aspecto, tal como diálogos epopeicos e um argumento fresco, emotivo, violento, sexy e acima de tudo adulto, quer na psicologia das personagens, quer na dimensão da narrativa. Pode assemelhar aos anteriores 300, além de possuírem um arrojado grafismo visual, Beowulf marca pontos em relação ao congénere, por apostar numa solidez de personagens e riqueza argumentativa e não apenas violência com estilo embalado com um arrebatadora fotografia como 300.

O elenco é deveras impressionante e chamativo, mesmo que muitas personagens apareçam por tão pouco ou não possuem o destaque merecido, falo de Robin Wright Penn que sempre fora prejudicada nos filmes anteriores, o qual nenhum deu o seu devido valor artístico, em Beowulf ela encontra aqui o seu melhor papel, mesmo que por vezes atribuísse como uma mera decoração. John Malkovich e Anthony Hopkins mostram uma vontade desarmante e incólume. Ray Winston, aqui como Beowulf, a sua primeira vez como um protagonista a serio, é um herói de alto calibre e da velha escola, que refere muitas vezes a sua face humana, ou seja imperfeita com um misto de coragem ou bravura de ficar pouco a dever de Leónidas (de novo 300), onde o sotaque nórdico do actor é um sucesso na sua caracterização e estilo.

Como também não poderia deixar de falar em Angelina Jolie, que muito se ouviu falar da sua participação nesta animação, tendo como uma posse tão sexy, que somos obrigados a aclamar que em Beowulf (preconcebidamente um desenho animado), Jolie encontra aqui todo o seu rigor de sex simbol em um sensualidade nunca vista, não é pelo facto de andar no filme nua, a sua voz também ela de mesmo adjectivo eleva todas as cenas em que surge como as melhores de todo o filme. Beowulf poderá ser muito bem o futuro de cinema, que muito anda a preocupar a maior parte dos actores, pela artificialidade que o cinema poderá a vir ter. Por enquanto, o filme de Robert Zemeckis é um triunfo tecnológico e um esplendor como entretenimento cinematográfico, onde dá nova vida aquilo que chamamos de experiencia cinematográfica. A plasticidade só apenas á flor da pele, porque Beowulf é por enquanto o melhor blockbuster do ano, se não o mais interessante, quer visual, quer argumentativo.

PS – recomendo ver em 3D para usufruir de toda magnitude desta experiencia, e recuperar o nostálgico cinema em 3D.

 

9/10
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publicado por Hugo Gomes às 16:28
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Sidney Lumet, conhecido entre nós como o realizador de Um Dia De Cão, o que é para muitos e para John Travolta em Swordfish, o melhor papel de Al Pacino desde O Padrinho e Scarface, que depois da estreia de Before The Devil’s Know You Are Dead, irá assinar mais dois filmes, um deles é Getting Out, que conta a historia de um homem que envolve-se em jogos perigosos da autoria da sua mulher e do seu psiquiatra, como prémio a sua liberdade, ainda não há actores definidos para os papeis, nem data de estreia.

Fonte - Variety

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publicado por Hugo Gomes às 16:27
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22.11.07

 

Real.: Todd Robinson

Int.: John Travolta, James Gandolfini, Jared Leto, Salma Hayek, Scott Caan, Laura Dern

 

O detective Elmer C. Robinson (John Travolta), sofrido com o trágico suicídio da sua mulher, encontra nas series de homicídios provocados por um casal de assassinos uma forma de exprimir a sua angustia e desespero, levando o caso muito pessoal.

Eis a terceira adaptação do caso real que chocou a América nos anos 40, os Lonely Hearts Killers, um casal de assassinos que escolhia as suas vitimas através das paginas de contactos. Ambos foram detidos pelo detective Elmer C. Robinson, que os levou para a pena de mrote, esta nova versão do relato centra-se na história do detective, utilizando os assassinos como pano de fundo. Realizado por Todd Robinson, neto do detective Robinson, dá-nos aqui um filme de homenagem á sua família.

Lonely Hearts é um thriller policial com uma fragrância noir, mas não tanta, cruzado com um thriller psicopata no que se trata a revelar os pormenores da vida do casal Lonely Hearts Killers. Durante a sua narrativa, as duas historias se decorrem em separado com certos pontos de união entre elas, mas com um desequilíbrio de tempo real, o qual o espectador facilmente ficará confundido com o tempo da acção de uma das narrações decorrida no ecrã em comparação com a outra.

John Travolta encabeça o detective numa prestação surpreendente, escusado será dizer que é o melhor desempenho do filme, num papel cuja expressão é mais frequente, que as falas, onde em cada olhar parece estar encarnado numa personagem fria, sofrida e ao mesmo tempo emotiva, é só ver a cena em que este descobre um cadáver de uma criança, o qual explode de emoção num registo que é tudo menos lamechas ou arrebatador. Só por John Travolta, a fita merece o seu encanto.

Quanto o resto do elenco, podemos contar com um elenco deveras impressionável; Jared Leto e Salma Hayek como Martha Beck e Raymond Fernandez (Lonely Hearts Killers), a ultima como um erro de casting. Scott Caan interpreta um detective com um feitio próprio, o que proporciona alguns dos momentos altos do filme, mas infelizmente fora descartado na proximidade do final, passado de secundário a personagem decorativa. James Gandolfini é o narrador, como também outro detective que mantêm uma relação de amizade com a personagem de Travolta, a sua prestação neste filme serve apenas para acrescentar mais um novo ao cartaz, porque tal como Scott Caan, uma personagem que de inicio era prometedora, converte automaticamente num elemento decorativo.

Sem ser um filme mau, Lonely Hearts não é um filme perfeito, e muito longe disso ele está, mas sempre de louvar a interpretação de John Travolta, e uma ou outra qualidade que o filme possui, e sendo uma obra pessoal de Todd Robinson, merece algum respeito.

6/10 ***

 


publicado por Hugo Gomes às 00:12
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A Disney está preste a ser conquistada, mas por quem? Por Tim Burton, o realizador de Charlie E A Fabrica De Chocolate e de O Eduardo De Mãos De Tesoura, assinou dois filmes em cooperação com o famoso estúdio. Um deles é “Frankenweenie”, uma curta-metragem de Burton que se converterá numa longa-metragem em 3D, a outra, essa sim de encher a agua na boca, é uma adaptação do famoso conto de Lewis Carroll, Alice no País Das Maravilhas, tendo em conta o que ele fez com o Big Fish – O Grande Peixe, esta adaptação poderá sair algo de espectacular, pelo espero bem que sim.

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publicado por Hugo Gomes às 00:11
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22.11.07

 

Real.: William Friedkin

Int.: Ashley Judd, Michael Shannon, Harry Connick Jr.

 

Agnes (Ashley Judd), uma empregada de mesa com um passado trágico e com medo do ex-marido, vive num motel isolado, o qual um dia, através de uma amiga, conhece Peter Evans (Michael Shannon), um estranho ex-militar. Os dois se envolvem e é então que Evans conta uma bizarra história de experiencias cientificais em combatentes. Pura paranóia ou realidade desconfortante?

É uma verdade dolorosa, mas William Friedkin, o consagrado autor de duas obras ímpares dos anos 70 (Incorruptíveis Contra A Droga e O Exorcista), apenas conseguiu sobreviver no activo nestes últimos anos com uma fama impressionantemente respeitável pelos dois filmes aqui referidos, o que resumiu o resto da sua carreira, algo variante entre o razoavelmente banal e o medíocre. È de esperar que em Bug, se depositam todas as esperanças num regresso de tão respeitável autor ao activo de grandes obras. E é precisamente no filme mais controverso e bizarro da sua carreira, que o nome Friedkin, que apesar da sua discreta exposição nas bilheteiras, não deixou indiferente os poucos que os viram, tornando na obra mais singular do ano.

Para mim é difícil falar de Bug, por um lado admiro a coragem de William Friedkin ter realizado um filme tão perturbante psicologicamente que não trata o espectador de parvo, nem de estereótipo, Friedkin retrata o espectador na sua obra como um sujeito culto e filosófico, o qual a sua noção de julgamento é essencial, porque se isso não fosse possível o filme falhava em queda livre. Por outro, sabendo que o argumento é adaptado de um peça de teatro homónima, em certos aspectos temos a sensação de ver tal, por vezes as interpretações chegam ao arquétipo teatral, os planos ajudam na caracterização, parecendo que o espectador está presente em determinados aspectos da obra.

Bug é cinema de autor, não existe nada de comercial nele, nem explicações servidos de bandeja, nada disso, tudo permenace na escuridão e no imaginário do espectador que se virá confrontado perante uma bem doseada carga psicologica.  A obra de William Friedkin merece a atenção das audiências como também a sua falta de preconceitidades cinematograficas. Daqui uns anos poderá virar um filme de culto e quiçá um clássico, contudo, particularmente não foi bem o regresso esperado do realizador de O Exorcista, mas a sua melhor obra dos últimos (muitos) anos.

 

7/10
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publicado por Hugo Gomes às 00:06
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Está na moda refazer filmes de terror clássicos e antigos, depois de termos assistido remakes variados como Massacre No Texas, The Hitcher, The Omen – O Génio Do Mal e The Fog – O Nevoeiro. Desta vez a vitima, ou não, é o filme de 1988, Chucky – O Boneco Diabólico (Child’s Play). A historia do “nenuco” assassino contou ainda com mais quatro sequelas, tendo as duas ultimas um duo com a noiva, também ela boneca, Tiffany (Jennifer Tilly) e uma premissa mais virada para a parodia que para o slasher. Parece que quando um filão não aguenta mais ser espremido, vejamos o caso do fracasso de bilheteira e de argumento que o último da saga de Chucky, A Semente de Chucky, teve. Como não há outro remédio, começa-se de novo, o filme tem estreia para 2009 e conta com Don Mancini como realizador, ou seja o mesmo que a trapalhada de A Semente De Chucky, temo o pior.

Outro filme que parece ter agendado uma revisão, é o celebre Hellraiser, pessoalmente um dos meus filmes de terror preferidos, datado em 1987, realizado pelo mestre de terror Clive Barker, contou ainda com 8 sequelas, entre as quais podemos destacar o segundo e o quinto como os melhorezitos (atenção: há quem considere que o segundo é superior que o primeiro) Ainda existe pouca informação sobre o projecto, mas Barker impera que seja ele a escrever o argumento, segundo o autor, prefere que seja ele a faze-lo, do que outro, porque o resultado final pode ficar aquém do desejado.

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:04
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Real.: Shane Black

Int.: Robert Downey Jr., Val Kilmer, Michelle Monaghan

 

Harry Lockhart (Robert Downey Jr.), outrora um azarado ladrão que acidentalmente vira aspirante a actor, que acompanha o detective Perry Van Strike (Val Kilmer) durante o seu serviço, para estudo do seu futuro papel. O que pretendia ser apenas um estágio, torna-se numa perigosa jornada, quando Lockhart aprofunda-se num caso que acidentalmente envolveu-se, a juntar isso, uma amiga de infância (Michelle Monaghan), convencida de ele ser um verdadeiro detective, pede-lhe ajuda para desvendar um mistério envolto á morte da sua irmã.

Kiss Kiss, Bang Bang originalmente é a alcunha de James Bond (007) dada pelos italianos, o qual Shirley Bassey baseou-o para uma música com o mesmo nome, que serviu de genérico inicial para a quarta aventura do espião mais famoso do Mundo, intitulado de 007 – Operação Relâmpago. Sem nada relacionado com o britânico ultra-secreto e com ordem para matar, Kiss Kiss, Bang Bang é um conjunto de referências noir que promete reavivar os thrillers de acção dos anos 80. E sim, o maior atractivo do filme é o facto de ter sido realizado por Shane Black, o criador da quadrilogia Lethal Weapon - Arma Mortífera, que conta com uma das duplas mais famosas do cinema comercial norte-americano, Mel Gibson e Danny Glover. Em Kiss Kiss, Bang Bang, Black tenta trazer a mesma química reencarnada em Robert Downey Jr., um actor cada vez mais a dar nas vistas no mercado cinematográfico e Val Kilmer, tão famoso pelo seu mau feitio.

Kiss Kiss, Bang Bang é um thriller ambientado em Los Angeles, mais concretamente engloba um clima de “Hollywood stuff”, com toques de comédia negra, que só por isso merece a sua visualização, tendo como um argumento complexo e inteligente como bónus, mas como suporte uma narrativa confusa e soluçante que faz com que os meros admiradores de thrillers simples repulsam o filme de Shane Black, passado meia hora da sua visualização. Kiss Kiss Bang Bang provavelmente será um sucesso de critica, mas nunca entre o publico e futuramente uma possível condenação ao esquecimento, isso se não catalogado como cinema de culto.

Os actores saem incólumes, mesmo que Kilmer faça o menos possível. Temos a beleza de Michelle Monaghan, o qual em conjunto com Robert Downey Jr. protagonizam os momentos mais divertidos da fita. Shane Black estreia aqui como realizador, argumentista ao serviço de Richard Donner, Black marca pontos mas ao mesmo tempo reivindica as suas falhas de inexperiência, que reflectem mão pesada num ritmo á beira de um ataque cardíaco que constantemente o filme parece sofrer. No futuro próximo, Shane Black poderá ser um nome a reter no thriller negro, mas por enquanto podemos avisar que um bom argumento por si não faz um filme, é preciso algo mais para sobreviver num competitivo mercado cinematográfico que assistimos actualmente, isso se Black quiser ficar apenas pelo convencional, e nisso é imperativo tirar o chapéu. Ao espectador menos atento, recomendo assisti-lo pelo menos duas vezes, sendo a partir da segunda visualização, a inteligência satírica é clara e facilmente perdemo-nos entre as distracções. É o filme mais inteligente da temporada mas é de facto o menos satisfatório.

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 00:00
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21.11.07

Danny Boyle exprime a sua vontade de fazer uma trilogia de zombies, iniciado em 28 Dias Depois, que com um orçamento minúsculo conseguiu bater recordes de bilheteira em todo o Mundo, agora com 28 Semanas Depois, que infelizmente cá em Portugal vai ser lançado directamente para DVD, em princípio se tudo correr bem, ainda existirá outro filme da saga. Segundo Danny Boyle, gostaria de recontar os acontecimentos em países como Rússia ou França, mas infelizmente, devido á fraca recepção de 28 Semanas Depois, isso não se poderá concretizar por falta de verbas, a única esperança reside na venda do home-video do filme, assim podendo garantir a sua produção. Boyle ainda esclarece se tal acontecer, ele não será o realizador, mas sim o produtor. Se formos a ter conta o raciocino dos títulos, o terceiro filme da saga chamará algo como 28 Months Later (28 Meses Depois).

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publicado por Hugo Gomes às 23:59
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Real.: Renny Harlin

Int.: Kathryn Morris, Val Kilmer, Ll Cool J, Johnny Lee Miller, Christian Slater

 

Mindhunters” é o nome de um grupo especial de agentes de FBI, peritos em descodificar o perfil de serial-killers ou outros maníacos. Durante o seu treino numa ilha isolada, um serie de estranhos assassinatos começam a ocorrer, levado o grupo a pensar que existe um assassino entre eles.

Renny Harlin, é facilmente um daqueles realizadores que poderemos colectar com o mesmo grupo de Michael Bay e Jan De Bont, sem grandes esforços, originalidade, mestria, conseguem arrancar alguns milhões nas bilheteiras, sendo assim uma espécie de empregados do mês. Os seus filmes são “quase” exclusivamente destinados ao seu publico alvo, aquele que está disposto a pagar para ver algo que encaixe num perfil inconsequente, adolescente ou na brisa da moda. Onde a qualidade da narrativa, argumento e apresentação é deveras exíguo.

Mindhunters, é talvez neste caso um dos melhores filmes de Harlin, sem que isso queira dizer muito, usando o conceito deixado pela legacia da eterna Agatha Christie, escritora famosa de policiais tão célebres como O Crime No Expresso Oriente e os Dez Negritos, o qual apresenta o conceito de suspense que envolve um grupo de personagens isoladas do resto do Mundo, o qual um a um são assassinados, o assassino encontra-se entre eles num clima de dúvida, desconfiança e deslealdade, apresentando alguns twists surpreendentes durante o percurso. Este conceito criado pela escritora Christie é sinónimo em termos de cinema, um êxito, o que já fora revisto em inúmeros filmes, sendo recentemente Identity – Identidade Misteriosa que conheceu uma simpática recepção de bilheteira.

Á primeira vista, Mindhunters – Caçadores De Mentes capta o dito suspense, mas nunca o clima engenhoso de Christie, nem mesmo a sua inteligência e mestria. Harlin utiliza um argumento esquizofrénico, que percorre todos os lugares do género e dos artifícios mais comerciais; montagens rápidas, narrativa á velocidade de um videoclip e uma pequena sede pelo macabro e pela violência fácil, são estes os factores que marcam esta obra por passagem.

Enquanto às personagens, aquilo que se pode resumir como a melhor valia da fita, falha escancaradamente, em termos colectivo, a química, essa nem vê-la, e no singular, ou estão mal construídas psicologicamente com motivos inverosimilhanças, ou resumem-se a profundos clichés não tão diferentes de alguns produtos da serie Z. O resto parece seguir em piloto automático da industria de comercialização, onde de inteligente nada têm, mas enquanto de ritmo é electrizante e sedutor para aqueles que procuram emoções fáceis e instantâneas. Mindhunters tem mais a ver com um videojogo que propriamente cinema. Aconselho antes um belo conto de Agatha Christie. Passemos adiante.

4/10 **


publicado por Hugo Gomes às 23:54
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Real.: David S. Goyer

Int.: Wesley Snipes, Jessica Biel, Ryan Reynolds, Dominic Purcell

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Meio vampiro, meio humano, Blade, que dedicou a sua vida a exterminar vampiros, encontra um adversário á sua altura, o mitico e unico, conde Dracula, invocado por aqueles que tanto mal querem ao nosso caçador de vampiros . A juntar a esta derradeira caçada do nosso herói, Hannibal King (Ryan Reynolds) e Abigail Whistler (Jessica Biel), ambos pertencente ao grupo de Nightstalkers, que possuem os mesmos propósitos de Blade.

Eis o esperado regresso do caçador de vampiros mais notório dos anos 90, Blade, uma personagem da Marvel Comics adaptada ao grande ecrã em 1998 por Stephen Norrington, o qual conheceu um avantajado sucesso de bilheteira e doses generosas de estilo que imortalizaram Wesley Snipes como o perfeito herói da Marvel. Em 2002, Guillermo Del Toro realiza uma sequela ainda mais insurrecta, onde utiliza os artifícios visuais mais sofisticados e proporciona um entretenimento quase surreal. Ambos os filmes de Blade foram escritos pelo argumentista David S. Goyer, que aqui toma as rédeas do projecto e apresenta aquele que poderá ser o último de uma saga que se fica por uma trilogia.

Blade Trinity – Perseguição Final apresenta um dos pesos pesados do universo vampírico, a aparição de Dracula como vilão, mas este “draculazinho” interpretado por Dominic Purcell é mais uma primaveril versão da criatura de Bram Stoker, desde que Gerard Butler interpretou o mesmo papel em Dracula 2001. Tendo um vilão tão fraco, bocejante e pouco impressionante, o resto resume a uma confusão pseudo – moralista, envolvida em cenas de acção iguais a tantas outras, com um Wesley Snipes cansado assim como o argumento.

Pois bem, que para poder atrair novos fãs, é então que surge Jessica Biel, a menina bonita da nova versão de Massacre No Texas de Marcus Nispel, Ryan Reynolds, mais conhecido com o seu registo cómico, dão nova vida a um franchising moribundo pelo tempo, infelizmente, quanto a Biel, só veio valorizar o grafismo estético da fita, contudo é de louvar o sarcasmo de Reynolds, que verdade seja dita não é má de toda. Pouco mais há para dizer de um fita tão fútil como este Blade Trinity.


 

 

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:48
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14.11.07

 

Real.: Werner Herzog

Int.: Christian Bale, Steve Zahn, Jeremy Davies

 

Depois de ter sobrevivido a um acidente de aviação, o piloto Dieger Dengler (Christian Bale), ao serviço dos EUA na guerra do Vietname, é capturado por vietcongues que o aprisionam numa espécie campo de concentração, juntamente com outros capturados. Lá conhece Duane (Steve Zahn), Gene (Jeremy Davies), entre outros. Dieger toma posição no grupo de capturados e planeia uma fuga daquele inferno.

A primeira coisa que me veio á cabeça, quando comecei a visualizar Rescue Dawn – Espírito Indomável, foi Apocalypse Now de Francis Ford Coppola, é de certo que o clássico de guerra de 1979 não tem comparação face a este filme pseudo – bélico, mas tenho que admitir que a fita de Werner Herzog tem algumas qualidades, que há muito não se via no cinema americano, uma delas é o uso exclusivamente das personagens e das relações entre elas, mesmo que a densidade psicológica se resume a algumas cenas variáveis. Mas é de admirar o pouco uso que teve dos CGI, das manobras de diversão ou de qualquer outro artifício comercial, Rescue Dawn é um exercício do mais honesto que há em termos de premissa.

Contudo, Herzog não consegue enjaular qualquer abordagem politica, que o qual descarrega um certo maniqueísmo que está presente em diálogos e algumas atitudes feitas pelas inúmeras personagens como também numa narrativa quase documental, verifica-se que o realizador é veterano no género de documentário, mesmo que o filme em si não seja de categoria politica, moral nem denunciante, mas sim de um puro e ao mesmo tempo pesado noção de entretenimento que exibe um forte desempenho do flexível Christian Bale, o qual carrega a maior parte da carga emotiva, um credível Jeremy Davies que reivindica os sinais de loucura transmitidos através das situações que as personagens são confrontadas e um irreconhecível Steve Zahn, no qual eu próprio considero a melhor interpretação do filme, o que prova que o actor é muito mais do que um mero “sidekick”, consegue ser brilhar sem disser muito.

6/10 ***


publicado por Hugo Gomes às 22:29
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A saga preferida dos americanos está de volta, depois de duas sequelas de grande orçamente e uma boa recepção nas bilheteiras, ambos às ordens de Stephen Sommers, e um spin-off com o musculado The Rock a desempenhar uma variante de Conan, A Múmia irá contar com um terceiro capítulo, sai Stephen Sommers e entra Rob Cohen (Velocidade Furiosa). Tendo em conta que a estreia prevista da Múmia é em Agosto de 2008 e sabendo que 2008 é marcado pelo regresso do salteador de tumbas mais famoso do Mundo, sim esse mesmo, Indiana Jones, a saga iniciada em 1999 parece ter um concorrente mais do que á altura. E para isso, os ares mudam no terceiro filme que se dá pelo nome de The Mummy – Tomb Of The Dragon Emperor, ou seja, a acção decorre de novo em tumbas, como é óbvio, mas desta vez a vertente egípcia é substituída pela civilização da dinastia Qin, China, para que possa atrair um novo rol de espectadores. Quanto ao elenco podemos contar com o regresso de Brendan Fraser, se não fosse a Múmia estaria condenado aquelas comédias de mau gosto que passam vezes sem conta nos canais da televisão nacional, quanto às novas aquisições, podemos contar com Jet Li, que será o vilão (mais um), Michelle Yeoh a preencher o elenco asiático e Maria Bello a substituir Rachel Weisz. Para ser sincero esperar por este filme, é o mesmo que esperar por um novo Harry Potter, é tão rotineiro que quase não podemos passar um ano sem eles, neste caso um Verão.


publicado por Hugo Gomes às 22:25
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Porque nunca é tarde para recordar a memória de alguém fez tanto pelo cinema como Ingmar Bergman, talvez o mais importante realizador sueco da história cinematográfica desse país. A melhor homenageia a este autor não é escrever meia dúzia de linhas num blog, mas sim ver o que ele viu, ou seja assistir um filme de Bergman, é o melhor tributo que se pode fazer a um realizador. Porque o senhor morreu, mas a sua alma ainda permanece nos nossos corações cinéfilos.

Ingmar Bergman (1918 – 2007)

 


publicado por Hugo Gomes às 21:32
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Real.: Michael Mann

Int.: Tom Cruise, Jamie Foxx, Jason Statham, Mark Ruffalo, Javier Bardem

 

Começou como um noite como outra qualquer para Max (Jamie Foxx), um taxista de Los Angeles, o qual a aparente normalidade muda drasticamente quando recebe um estranho passageiro que se dá pelo nome de Vincent (Tom Cruise), que segundo consta está de passagem pelos Los Angeles para concretizar um certo serviço, esse mesmo serviço que irá marcar essa mesma noite.

Um filme de Michael Mann, é sempre um evento cinematográfico, e este Colateral não é excepção. Mann utiliza o melhor de Hitchcock, quer num ambiente de Los Angeles, onde o mistério e o suspense pairam no ar, quer no conceito que coisas bizarras acontecem a pessoas comuns no dia comum. O realizador de Heat, responsável pelo encontro de dois titãs do cinema norte-americano (Al Pacino e Robert De Niro), encontra-se como um peixe dentro de água por detrás das câmaras, sendo este um realizador de planos, filmando uma poesia urbana que se instala nas imagens (a imagem do coiote da cidade, um estranho numa estranheza), banda sonora e nas expressões faciais dos actores. Principalmente Tom Cruise, irreconhecível, na pele de “hitman” com mais paleio filosófico que propriamente disparos, um dos seus melhores desempenhos dos últimos 5 anos.

Igualmente surpreendente está Jamie Foxx na composição de um homem comum, o actor mal desperdiçado em projecto como Shade, Bait e também de Michael Mann, Ali, tendo aqui uma oportunidade inigualável de brilhar, mas é evidente e mesmo o seu esforço, este não consegue ofuscar Cruise, quando ambos estão no mesmo plano. No elenco também podemos contar com uma cena inicial de Jason Statham, o condutor regrado de Transporter, um cameo de Javier Bardem, um senhor que preenche totalmente o seu “bocadinho” de antena e Mark Ruffalo, que fora o de todos, o mais mal tratado em termos de caracterização.

Collateral é um filme elegante, discreto que tem como único defeito a sua previsibilidade lá mais para o final, atingido a maior altitude de clímax, mas fugindo claramente do género de suspense que o filme se prendia. Um dos melhores filmes de Michael Mann e um orgulho do legado deixado por Hitchcock.

9/10
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publicado por Hugo Gomes às 21:28
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Mais uma adaptação de um videojogo para o “monte”, é pouco provável, eu me enganar. É só lembrar dos exemplos de Mortal Kombat, Street Fighter e Double Dragon no campo das adaptações de videojogos do género de luta.

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publicado por Hugo Gomes às 21:17
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Real.: Anthony Minghella

Int.: Matt Damon, Jude Law, Gwyneth Paltrow, Cate Blanchet, Philip Seymour Hoffman

 

Tom Ripley (Matt Damon), é um calculista que acredita piamente que é melhor ser um falso alguém, do que um verdadeiro ninguém. A sorte bate-lhe á porta quando um milionário o pede para viajar para Itália, com o intuito de convencer o seu filho, Dickie Greenleaf (Jude Law) a voltar para os EUA. Na sua demanda no país mediterrânico, Ripley assume como velho conhecido de Dickie, e os dois se tornam rapidamente os melhores amigos, e cada vez mais Ripley interessa-se pela vida de Dickie, chegando a pontos de se envolver no perigoso jogo de identidades.

Anthony Minghella, depois do galardoado Paciente Inglês, decide adaptar para o grande ecrã a obra literária de Patricia Highsmith, The Talented Mr. Ripley, que já havia sido adaptado em 1960, em Plein Soleil, um filme francês realizado por René Clément. Esta nova versão pode contar-se com um elegância visual e um qualitativa amostra de interpretações por parte do trio de protagonistas; Matt Damon, Jude Law e Gwyneth Paltrow, mesmo que esta ultima esteja um pouco presa ao seu ego, já visto em Shakespeare In Love, como também a destacar Cate Blanchet, num pequeno desempenho.

The Talented Mr. Ripley como o nome indica, é o filme talentoso como entretenimento, que automaticamente causa simpatia, mesmo que a personagem principal meramente não o faça, mas sempre torcemos para que ele seja bem sucedido. Consegue transmitir um clima de tensão, como também é de uma intriga engenhosa e sempre entusiasmante. Tem uma excelente banda sonora, fotografia e alguns atributos a mais, como a caracterização da época, muito elaborada. Mas verdade seja dita, vindo de Minghella que havia realizado o Paciente Inglês, esperava-se um pouco mais do que um simples entretenimento para as horas vagas, mesmo que nessa definição, O Talentoso Mr. Ripley seja uma escolha acertada.

7/10
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publicado por Hugo Gomes às 21:11
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12.11.07

Pelos vistos o celebre filme de Roman Polanski e Jack Nicholson, Chinatown (1974), vai contar com mais uma sequela. A ideia do actor e do argumentista Robert Towne, é criar uma trilogia. Relembro que Chinatown contou ainda com uma sequela, não tão bem sucedida diga-se por passagem, em 1990 chamado The Two Jakes, cá em Portugal é conhecido por O Caso Da Mulher Infiel. Jack Nicholson contou á MTV Noticias, que está interessado em criar um trilogia tendo como base em elementos naturais, Chinatown tinha a agua como tema, The Two Jakes o fogo e o novo poderia ter o ar como inspiração. O projecto ainda não tem data de produção, mas já podemos contar com um nome provisório Gittes vs. Gittes, sendo Gittes o nome da personagem de Nicholson nos dois filmes anteriores, Jake Gittes.

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publicado por Hugo Gomes às 13:51
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12.11.07

Michael Moore Contra - Ataca

 

Michael Moore Contra - Ataca, desta vez o alvo não é um sujeito em particular (*cof George W. Bush cof*) para tornar-se num adversário algo mais delicado, o serviço de saúde norte-americano. Pois bem, é com força, coragem, paixão e um certo irónico que Moore tentar decifrar o “sonho americano” através de uma política médica há base de seguradoras que contraem um desequilíbrio na forma em que diferentes posses, pensamentos, etnias e outros têm que pagar (e caro) num serviço de saúde, onde os pacientes são tratados “abaixo de cão”.

 

 

Depois de ter arrecadado no “bolso”, o Óscar de Melhor Documentário por Bowling For Columbine (2002), e ter tornado Fahrenheit 9/11 (2004) no maior sucesso de bilheteira de sempre de um documentário, Michael Moore decide realizar um documentário tão corajoso como Sicko para uma vez por todas destruir o mito que rodeia as series como ER – Serviço DE Urgências, que EUA possuiu um dos melhores serviços de saúde do mundo, o que nem de perto está. As pessoas têm que recorrer às seguradoras, que estão mais interessadas na saúde da conta bancária que propriamente a do cliente, os cidadãos americanos tem que pagar caro pelos serviços prestados, pelos medicamentos e até mesmo por casos urgentes. Michael Moore denuncia, aponta o dedo onde “dói”, e consegue num registo emotivo criar uma fita anti-hipocrisia que cumpre sucessivamente os seus objectivos; surpreender e fazer reflectir.

 

O defeito está apenas quando Moore, que “cegamente” tenta cumprir as suas obrigações, inicia o estado de comparações com outros países, nomeadamente Grã-Bretanha, França e Cuba, onde por vezes dá-nos uma imagem quase manipuladora de um paraíso conhecido como Mundo. Mas mesmo assim, é o melhor trabalho de Moore, e por enquanto um das grandes obras da temporada.

 

7/10 ****


publicado por Hugo Gomes às 13:47
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publicado por Hugo Gomes às 13:45
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Real.: Shekhar Kapur

Int.: Cate Blanchet, Clive Owen, Geoffrey Rush, Samantha Morton, Jordi Molllà

 

Tendo a fé da rainha Elizabeth I (Cate Blanchet) como motivo, o fervoroso católico rei D. Filipe II de Espanha (Jordi Molllà) declara guerra á Inglaterra, uma Armada de número impressionante parte de Espanha para Inglaterra como objectivo de trazer como ele uma pressagio destruidor avassalador. Corajosa, irreverente e além de tudo um rainha do povo, Elizabeth decide ripostar, apesar de menor numero e tendo como campo de batalha a costa marítima inglesa, consegue levar meritoriamente D. Filipe II a um derrota vergonhosa.

Está aprovado, Cate Blanchet conseguiu cumprir mais uma excelente interpretação, naquela que poderá contar como a sua 4º nomeação para o Óscar, se caso não for neste filme, bem pode ser no esperado I’m Not There (a biografia de Bob Dylan), contando já com frases marcantes como “I, too, can command the wind, sir! I have a hurricane in me that will strip Spain bare if you dare to try me!” dita com emoção que só a australiana actriz consegue prestar. Elizabeth – The Golden Age é a sequela do drama histórico da vida da notória monarca inglesa, que o qual em 1998 acentuou ao Mundo, Cate Blanchet, que anteriormente havia-se destacado em series como Bordertown ou em filmes menores como Óscar E Lucinda.

Passado 9 anos, Shekhar Kapur transforma a sua biopic num épico de grande fôlego e sofisticação visual e sonora, com uma das bandas sonoras corais mais espantosas deste ano, mas de porções exageradas, mas para bem de um espectáculo maior que nenhum espectador sairá indiferente, uns poderão aclama-lo como um belo entretenimento para adultos outros por uma manipulação técnica o qual a segunda parte do filme se converte. Mas tal como no primeiro, Kapur reconta a história de uma forma leve, não aborrecida e ausente de qualquer artifícios de “pastelão”, ao mesmo tempo dá um toque pretensioso e demasiado pipoqueiro.

 Peca por ter personagens em demasia e não conseguir recorrer a um aprofundamento substancial do elenco secundário (mesmo que com a boa interpretação de Clive Owen e de uma grandiosa cena com Samantha Morton correspondente ao sua execução), mas de facto é o deveras impressionante a forma que Kapur filma as suas tramas, glorificando com movimentos “quase” mestres da câmara e de um banda sonora arrebatadora, mesmo que exagerada para algumas ocasiões, que o qual prestam uma homenagem santificada de um arquitecta rainha que conduziu a sua nação a uma invejável idade de ouro. Não é um filme perfeito, nem o melhor candidato para a corrida do cobiçado premio de Melhor Filme da Academia, é um épico á moda antiga e um entretenimento visual e sonoro por excelência, e bastante longe da “porcaria” que a maioria dos críticos dos jornais portugueses querem tentar-nos vender.

PS - Aliás a nossa história cruza-se indirectamente com este capítulo, pois bem naquela altura estávamos sobe o domínio espanhol, por isso quando se pronunciava Espanha no filme, nós estávamos incluindo, como também muita das nossas florestas foram abatidas em nome da construção da dita Armada, como também a sua derrota foi crucial para a nossa segunda independência. Desculpem pelo aparte, mas fiquem já agora a saber.

7/10 ***


publicado por Hugo Gomes às 13:41
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últ. comentários
Título do post muito criativo.
Legal o tema do post. Parabéns.
Aguardando. Blog bem legal!
Um luxo de actores num filme de lixo, repito LIXO....
Gostei muito da crónica. Vou acompanhar o seu blog...
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