Real.: Ridley Scott
Int.: Harrison Ford, Rutger Hauer, Sean Young, Daryl Hannah
Num futuro longínquo, a integridade humana estará ameaçada pelos chamados replicants, andróides que desejam acima de tudo ser humanos, e para combater e proteger a autenticidade humana foi criada o Blade Runner, uma associação que promove, persegue e abate estes mesmos andróides. Entre os Blades Runners encontra-se Rick Deckard (Harrison Ford) que tem como missão abater quatro replicants foragidos.
25 Anos depois, com muitos adiamentos, cortes, versões, atrasos e lançamentos de DVDs, Blade Runner regressa às salas de cinema portuguesas, de forma muito limitada (1 cópia no nosso país), sob a versão Final Cut. Posso dizer desde já que o poético filme de ficção científica de Ridley Scott encontra-se primoroso desde a sua primeira visualização, contraindo-se como um dos eventos cinematográficos mais importantes deste ano. Uma adaptação do conto literário de Phillip K. Dick, Do Androids Dream of Electric Sheep de 1968, em que o autor faculta uma reflexão á definição de ser humano e da sua integridade.
Harrison Ford, uma das estrelas do cinema norte-americano mais importantes do ultimo terço do século XX, que aos as características personagens de Indiana Jones e Han Solo (Star Wars), brilha numa negra incursão de um elemento do esquadrão Blade Runner, um ser magoado e sensível, longe do estereotipo comercial em que Scott lhe contorna com misticismo e mistério em não revelar o seu passado ou algo do género. Além do veterano actor, ainda podemos contar com … (bate-me se estiver errado) a melhor interpretação de Rutger Hauer de sempre, na pele de Roy Batty, o líder da quadrilha de replicants, como a mais perfeita criação tecnológica, segundo o filme, um vilão com uma razão para que haja um confronto final entre Deckard capaz de dividir opiniões e torcedores.
O resto do filme aplica-se a efeitos especiais sólidos da época, que ao contrário do que se pensa não estão ultrapassados, sendo melhores que muitos filmes blockbusters andam por aí, não são vistosos e acima de tudo, nunca, mas nunca em parte alguma encarregam-se da narrativa, porque esta é como prisioneira de uma lentidão obscura e filosófica sob um poético ambiente “a lá noir”. Um dos melhores filmes de Scott, se não o melhor. Uma obra-prima ao som da orquestração de Vangelis!
O melhor – O elegante estilo narrativo e a fuga para um vulgar filme de acção
O pior – uma cópia para Portugal!? Por favor.
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“Blade Runner” – 9 estrelas "Um filme que continua perfeitamente actual entre os nossos dias. E o que há de melhor, do que voltar a ver este clássico no único sítio onde merece ser mostrado (numa sala de cinema)? Puro cinema e uma obra-prima de Ridley Scott" Ante-Cinema
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