Matar ou morrer … who cares?
Um John Travolta com sotaque “manhoso” e um Robert De Niro sob as saudades de The Deer Hunter protagonizam este novo filme de Mark Steven Johnson (um realizador que se encontra na lista negra dos geeks da banda desenhada pelas suas adaptações de Daredevil e Ghost Rider). Trata-se de um confronto entre homem contra homem, onde o espirito selvagem contagia tudo e todos, mas sem emanar o primitivo de suas inerências. Por outras palavras, Killing Season é um filme que promete algo mas que não chega a cumpri-lo, garante um embate acima de tudo psicológico sobre os danos colaterais da Guerra mas não assegura tal factor.
Entre um pretensiosismo algo insuportável perante o resultado exposto, a fita de Mark Steven Johnson evolui para o pior dos cenários, um thriller de acção tão rotineiro e inverosimilhante onde as quebras de ritmo são as suas maiores debilidades. Um cenário que não apela à profundidade nem sequer a visceralidade dos temas, com isso os actores principais que sob outras circunstâncias teriam “panos para mangas” em termos interpretativos, acabam por constituir personagens vazias que proclamam intenções automáticas e apresentam sotaques involuntariamente caricaturais. Trata-se de fraca aptidão dos envolvidos em abordar e explorar temas em prol do entretenimento, ao invés disso é o facilitismo e a inconsequência narrativa que encontramos.
Um “jogo de gato e rato” que pouco consegue surpreender e cativar, “embrulhado” por situações bacocas que apelam ao sentimentalismo barato e filosofias de bolso que são citadas como quem conta uma anedota. Killing Season não cumpre com o prometido, é fogo-de-vista em termos cénicos e oco no resto. Como solução mais vale rever The Deer Hunter de Michael Cimino, para recordar a relação espirituosa que o actor Robert De Niro possui com os veados.
Real.: Mark Steven Johnson / Int.: Robert De Niro, John Travolta, Milo Ventimiglia
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