O modelo vencedor!
James Wan (realizador de Saw), Oren Peli (realizador e produtor de Paranormal Activity) e Leigh Whannell (argumentista de Saw e Dead Silence) conseguiram criar uma formula de sucesso, filmes de baixo orçamento revestidos com os modelos tradicionais das "velhas" histórias de fantasmas, sem muito apelo aos efeitos visuais nem a computação em geral, o resultado disto tudo são produtos que realmente rendem. O ano 2013 foi propício em tais obras onde a equipa vencedora (que não mexe aliás) dominou as bilheteiras e conquistou os seus fãs com The Conjuring (de um orçamento de 20 milhões, foram conseguidos 300 milhões de dólares em todo o Mundo) e a sequela de Insidious (uns ridículos 5 milhões que originaram 160 milhões de dólares de receitas em todo o Mundo).
Enquanto a primeira obra se revelou numa espécie de "salada de frutas" das diferentes referências do género, o segundo demonstra a vontade enorme dos envolvidos em o transformar no próximo franchising do cinema de terror norte-americano. Se não bastasse Paranormal Activity ou Saw, Insidious é a eventual vitima do desgaste criativo. Além de competente a nível técnico, a banda sonora continua arrepiante desde o primeiro filme e os sustos são ocasionalmente eficazes (muitos deles dependentes da manipulação do som), a nova obra dirigida por James Wan peca pelos mesmos motivos que a fita de 2011 fraquejou, ou seja na pormenorização. Qual é a necessidade de remexer e teorizar todo o sobrenatural exposto, ou argumentar por vias do esoterismo? Enquanto no primeiro tudo cedia a um twist, neste exemplar tudo recorre à narrativa que perde o seu suspense e com isso adquire previsibilidade, um efeito prejudicial para o género.
Contudo, a imagem de marca de Wan, Peli e Whannell fazem-se sentir, um elenco competente (Rose Byrne é o tormento em pessoa) ao seu serviço e todo uma atmosfera conseguida que por si só funciona como um comité de boas-vindas. Mas infelizmente neste Chapter 2 não esperem algo mais que a simples formatação de estúdio. São receitas de sucesso, e derivado a isso pouco ou nada de irreverente incute.
"In my line of work things tend to happen when it gets dark."
Real.: James Wan / Int.: Rose Byrne, Patrick Wilson, Barbara Hershey, Leigh Whannell, Steve Coulter, Lin Shaye
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