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19.12.13
19.12.13

Entre o desejo e o conhecimento!

 

Baptizado como o pai da neurologia, Jean-Martin Charcot ficou para a História graça aos seus avanços no ramo da psiquiatria, nomeadamente no estudo da histeria feminina e a resolução da mesma por vias da hipnose. Agora um aparte digno de Wikipédia – Charcot ainda teve como alunos os mundialmente famosos e avant-garde Sigmund Freud e Joseph Babinski. Augustine, a obra de Alice Winocour (que colaborou com Ursula Meier no seu Home), romantiza a demais demanda cientifica de Charcot (aqui desempenho pelo sempre carrancudo Vincent Lindon), tentando firmar a sua relação com uma das suas pacientes, a homónima Augustine (uma prestável Soko).

 

 

 

Logo cedo o espectador é aventurado a penetrar numa reconstituição acinzentada e monótona do seculo XIX, num ambiente quase propicio à loucura e ao desconforto, mas Winocour, nesta sua estreia nas longas-metragem, “corta as asas” a uma fita que desde o primeiro minuto evidencia potencial por onde pegar. Defraudando a biografia em si e transformar em todo o climax num atento à obsessão e ao desejo, onde a psicose é algo que ficou à porta, e o forjamento de sentimentos não integrou na lista da realizadora. Tudo isto para que Augustine (que esteve na competição pela Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2012) se descartar da suposta análise de um génio ou de um dos períodos mais marcantes na sua conceituada investigação para nos trazer um invulgar romance, com relações nada “afiadas” e sob um enorme da reconstituição histórica.

 

 

 

Um filme vago que não faz jus à figura readaptada nem sequer ao tema incutido. Conta ainda com uma pequena prestação de Chiara Mastroianni (Les Chansons d'Amour, As Linhas de Wellington).

 

Real.: Alice Winocour / Int.: Vincent Lindon, Soko, Chiara Mastroianni

 

 

5/10
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publicado por Hugo Gomes às 21:11
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