No ventre das mulheres de Shakespeare!
O realizador argentino Matias Piñero aborda a natureza e a preservação das relações afectivas como (e literalmente) uma peça de teatro se tratasse. A verdade é que através do impulso dado da sua dirigida obra dramaturga, parte integre de um programa argentino que convida diversas personalidade para gerir tais peças, Piñero tenta realçar, como balançar as divergências entre o cinema e o teatro.
Devido a tal perspectiva, deparamos com um híbrido que emane o insólito do teatro como o distinto da 7ª Arte, nesta ultima a destacar a proximidade do espectador com os actores, em consequência de uma câmara gerida quase exclusivamente por grandes planos. Do teatro podemos tirar partido do acto do improviso, bem presente nos actos finais ou no seu loop extraordinário (e segundo o realizador, no integral), como também do seu leque de personagens femininas, todas elas detentoras de teor shakespeariano (aliás a peça primária é uma incursão das mulheres desse universo literário e dramaturgo).
Em Viola (o filme, não a personagem) encontramos um exercício aos mais diferentes níveis; quer técnico, quer inerente ou interpretativo, porém carece de objectividade em sobressair disso mesmo … o mero exercício cinematográfico. Infelizmente a curta duração exalta tal ausência, cedendo a um final meramente inexpressivo e forçado para o espectador. Contudo nota-se que este é um filme onde o modus operati é o seu elemento mais fascinante e talvez motivadora de uma caso de estudo. É que depois disto e apesar dos seus defeitos, ninguém poderá apontar o dedo a Matias Piñero e acusa-lo de ser um péssimo director de actores. Pelo contrario, o autor até adquiriu experiência na "praia" de Shakespeare. Tinha potencial!
Filme visualizado no Lisbon & Estoril Film Festival'13
Real.: Matias Piñero / Int.: María Villar, Alessio Rigo de Righi, Agustina Muñoz
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