Conquista lusa na série B!
Adaptação duma BD e Webseries da autoria do jornalista Nuno Bernardo, esta nova criação da beActive, produtora portuguesa que aposta nos mais variados formatos, tem o intuito primário de preencher um lugar vago no nosso panorama cinematográfica (catalogado como a primeira e genuína produção portuguesa de ficção cientifica), ou seja integrar num mercado pouco competitivo no ramo e ainda ilusório quanto aos parâmetros comerciais.
Com Teresa Tavares e Marco Costa como contributos portugueses num elenco internacional, este Collider do irlandês Jason Butler nos remete às temáticas das viagens do tempo e do CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear) para incutir mais um "survivor game" onde não poderiam faltar os habituais traumas dos personagens, as consequências e replicas dessas mesmas condições e os perigos ocultos que dificultam o caminho. Tudo isto origina um filme de estrutura "mastigada" e revista nas demais produções, mas a sua grande qualidade encontra-se na modéstia que demonstra. Collider não esconde as suas limitações, quer a nível técnico (mesmo que a fotografia seja sedutora), nível narrativo, nem interpretativos, ao invés disso integra tais num espectáculo ditamente série B e sem pretensões para além das comerciais.
Assim sendo e resumindo temos um singelo filme de ficção científica que nos soa como esforçado, mesmo que forçado perante o excesso de informação dada ao minuto e pela busca da complexidade argumentativa que se revela em autênticos “plots holes”. Fora isso, Collider destaca algo novo e insólito no nosso mercado cinematográfico, esperamos que esta “viagem no tempo” seja o início de novos e propícios tempos do cinema comercial português.
Real.: Jason Butler / Int.: Marco Costa, Teresa Tavares, Iain Roberston, Lucy Cudden, Jamie Maclachlan
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