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Título
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21.11.13

Todos querem conectar!

 

Disconnect de Henry Alex Rubin (o mesmo realizador do documentário de 2005 nomeado ao Óscar, Murderball), propõe uma viagem analítica aos perigos e consequências das novas tecnologias no quotidiano de cada um (os perigos da internet para ser mais especifico), mas ao invés disso concentra-se como um retrato à falta de conexão entre as pessoas.

 

 

Iniciada como a esperada obra que havia sido anunciada, Disconnect nos tece uma narrativa mosaico, quase digna a estilo Iñarritu, em que cada uma das intrigas dadas explora diversos factores e artifícios dessa mesma tecnologia, ora o entretenimento adulto visto como um escape à realidade, ao mesmo tempo visado como um negócio obscuro e de exploração, a dependência das redes sociais e as influências nas relações humanas (há espaços para abordar o cyberbullying) ou até mesmo a própria fraude cibernética. São vários os personagens apresentados e as situações decorridas em simultâneo que em momento algum deixarão o espectador aborrecido ou incrédulo perante a potencialidade dramática destas historias, servindo obviamente com excelentes desempenhos por todo os envolvidos.

 

 

Mas o verdadeiro "click" nesta incursão sobre os perigos da internet e da sua gradual dominância na rotina de cada um, surge ironicamente na incutida ligação dos seus personagens, no contacto entre elas, na reacção que estas manifestações geram, a perda dos teclados, do touch, do ecrã e a rede online, tudo em prol de uma mensagem mais subtil e obvia; afinal há interacção aqui.  E é nesse preciso momento, Disconnect se transforma em algo mais simples que o pressuposto, um drama competente de incrível sensibilidade e de ligação terna, claro que existe aqui alguns moralismos "bonitinhos" de se apresentar, e uma sequência final retrospectiva tão sincronizada e ritmada desde Magnólia de Paul Thomas Anderson. Não sendo claramente uma obra que ficará na memória e que se vingará dentro da sua formula, Disconnect é mesmo assim um retrato a ser visto. Porque os humanos sempre sentirão a necessidade de "tocar".

 

Real.: Henry Alex Rubin / Int.: Jason Bateman, Hope Davis, Frank Grillo, Michael Nyqvist, Paula Patton, Andrea Riseborough, Alexander Skarsgård, Max Thieriot



 

7/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:48
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