Data
Título
Take
8.1.08

 

Real.: Fernando Lopes

Int.: Rogério Samora, Carla Chambel, Joaquim Leitão

-

 

Ele (Rogério Samora) não a conhece, ela (Carla Chambel) também não, mas mesmo assim os dois seguem numa viagem que se iniciou como uma mera boleia. Durante o percurso descobrem que afinal conhecem-se mais do que daquilo que julgam.

É difícil falar sobre 98 Octanas, a segunda colaboração argumentativa do crítico João Lopes com o realizador Fernando Lopes, um filme que superficialmente revela-se como o encontro da alma gémea ou a metade da laranja (como querem chamar). Uma fita portuguesa que á partida não é mais de que uma jornada entre dois seres em buscas das suas entidades, uma viagem prolongada e intrínseca até ao limite. Sendo um filme difícil de falar é também uma obra que pouco se tira proveito; a fita de Fernando Lopes assume-se como inteiro, mas esquece-se de meter os pés no chão, o que resulta numa porção de diálogos não credíveis movidos por temas irrealistas, se fosse só as falas, os gestos, as personagens, os planos, os estereótipos parece tudo extraindo de um filme de David Lynch. O pior é que os filmes do realizador de Mulholand Drive, á partida é para serem levadas de forma bastante cerebral, enquanto 98 Octanas ilude na sua caracterização.

Sem paladar, sem cheiro e sem o menor “pingo” credibilidade, 98 Octanas é um projecto falhado que pouco se consegue aproveitar. È um labirinto de complexidades sem profundidade dramática, onde a noção de realidade é despachada pela interpretação de Rogério Samora, mesmo sem brilho, consegue causar alguma presença e a realização inspirada de Lopes (que aqui novamente retrata persoangens de teor solitario). E para consolo do espectador mais mainstream, pode-se sempre apreciar os seios de Carla Chambel.

O melhor – Rogério Samora sobre a encantadora realização de Fernando Lopes.

O pior – O surrealismo empenhado nas personagens e diálogos.

 

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 18:08
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