Data
Título
Take
4.1.08

 

Real.: John Woo

Int.: Ben Affleck, Uma Thurman, Aaron Eckhart, Paul Giamatti

 

Num futuro não muito distante será possível apagar parcialmente a memória de qualquer indivíduo através de tecnologia avançada, muitas das empresas milionárias utilizam este sistema para poder “apagar” a informação contida dos seus produtos através dos engenheiros, para que assim não possa existir plágios. O tal aconteceu ao engenheiro Michael Jennings (Ben Affleck), após ter trabalhado num projecto confidencial. O que poderia ter sido apenas algo rotineiro, tornou-se embaraçoso, devido a perseguições a Jennings por parte da FBI, que o acusam de homicídio. Sem saber o que tinha ocorrido durante um período de três anos, devido á exclusão de memória que foi submetido, Jennings terá que descobrir no que estava envolvido, seguindo pistas, deixadas por ele próprio.

Eis mais uma enésima adaptações das obras literárias de Phillip K. Dick, que seguindo atrás de Stephen King é tal vez o escritor mais influenciável para o cinema moderno. E tal como acontece ao escritor do fantástico, as obras de Phillip K. Dick são muitas vezes incompreendidas pelas produtoras e realizadores e deixadas ao abandono artístico, no que resulta a obras medíocres, infelizmente Paycheck – Pago Para Esquecer, não é um desses casos felizes. O autor escolhido para adapta-lo é o mestre de acção John Woo, o que evidencia a forma como a obra quer ser tratada, a mais comercial possível.

John Woo recorre a mais uma narrativa obsoleta e sempre em adrenalina, o que falha redondamente no suspense ou na ênfase dramático-trágica. A premissa originária do conto de Phillip K. Dick é gasta em escassos minutos quando a verdadeira intriga começa a ocorrer. Woo continua a exibir-se como um excelente director de sequências de acção e nisso conseguimos ver alguma satisfação no modo como o tema científico é retratado. Mas o seu quebra-cabeças peca por ser demasiado defeituoso e inverosímil, mas o ritmo forte faz com que nos esquecemos que é um filme interpretado por um Ben Affleck igual a si mesmo.

Já que seguimos o elenco podemos dizer que apesar de Uma Thurman esforçar-se mesmos contra as circunstâncias da sua personagem, a grande valia está nalgumas personagens secundárias, entre elas Aaron Eckhart num vilão cínico e o talentoso, mas na época desperdiçado, Paul Giamatti como companheiro “sidekick”. Resumindo; John Woo traz a nós um filme frenético mas sem coração, é de facto a pior obra do autor chinês em terras americanas.

O Melhor – O ritmo acelerado transposto por John Woo

O Pior – um insonso Ben Affleck

5/10 **


publicado por Hugo Gomes às 23:05
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