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13.9.19

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James Gray decidiu olhar para as estrelas e contemplar a vastidão do universo, possivelmente é através desse ato que se apercebe da sua pequenez enquanto mero mortal num já extenso legado. Ad Astra … para as estrelas, tradução literal … é um virtuosismo véu que cobre as falhas sempre ostentadas ao longo da sua carreira, mas ofuscadas pela veneração de outros. Aqui, Brad Pitt é o peregrino espacial num eterno conflito com a sua persona e aquilo que nós, espectadores, testemunhamos, ou seja, por palavras diretas, uma voz off em modo maliquice tenta vendar-nos dos eternos lugares-comuns e epifanias espaciais que este subgénero encontra-se exausto. Queríamos uma odisseia pelas galáxias e obtivemos uma quimera a cru.

 

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publicado por Hugo Gomes às 17:01
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6.9.19

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É fácil desprezar o Midsommer … facílimo … até porque Ari Aster sai do “calabouço” de Hereditário e assume algum pretensiosismo na sua planificação (olha tão bem que filmo!). Contudo, deve-se salientar que o mesmo realizador que invocou entidades serventes na sua obra anterior cita sem nenhum surpresa os degraus da escadaria do “folk horror”. Nesse sentido, Midsommer é uma prolongada referência que esconde um pequeno e valioso trunfo – a sua estranheza. Ao invés de apostar no terror-choque da sensação (ou sensações) do género, Aster concede toda uma máquina ritualista e confrontam-nos com um episódio xamânico e psicotrópico sobre a perda e o vitimismo anexado.

 

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publicado por Hugo Gomes às 17:31
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5.9.19

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Pessoal interessado!

 

No dia 15 de setembro integrarei o debate «Did Video On Demand (Vod) Killed Cinema?» para a iniciativa RHI: Revolution Hope Imagination, considerado o maior evento realizado em Portugal na área das artes e da cultura. O meu painel acontecerá no Centro Cultural de Belém pelas 15h00. 

Apareçam!

 

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publicado por Hugo Gomes às 17:39
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4.9.19

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"Antonio Banderas (que, vamos ser sinceros, é ator de quem não se espera muito) é injetado com uma dose de personificação, camuflando-se com as vestimentas "almodovarianas", desde o melancolismo de fácil resolução até ao seu encantamento pelo percurso e indústria cinematográfica. Mas desenganem-se se julgam que “Dor e Glória” é um suposto filme de ator. Pelo contrário, é um pacto que se revê pelos códigos deste cinema … e para saber mais, basta ler novamente o título." Ler crítica completa no Sapo Mag

 

"Conhecimento, maturidade e experiência, três elementos todos interligados e quase diluídos que formam uma obra culminar. Pedro Almodóvar teve que tropeçar para voltar ao carris e fá-lo sob um sabor de saudade." Ler crítica completa no C7nema

 

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publicado por Hugo Gomes às 17:11
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"Tudo decorre com o menor esforço de inovação, confundindo complexidade com saturação e ainda (imperdoável) abuso dos efeitos especiais, que vem substituir não só a criação de “novas criaturas” (tão artificiais que até dói) como o próprio fundamento do sector de caracterização e maquilhagem. Por outras palavras, o artificialismo tecnológico é uma analogia ao quanto farsola e este segundo capítulo deixa o espectador anestesiado para o climax final (acabamos por citar a “running gag” do personagem-escritor: “ninguém gosta do final”)." Ler crítica completa aqui.

 

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publicado por Hugo Gomes às 17:05
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3.9.19

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"What do you want meaning for? Life is a desire, not a meaning. Desire is the theme of all life!" 

 

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publicado por Hugo Gomes às 09:37
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29.8.19

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"Os judeus criaram uma palavra para caracterizar o genocídio do seu povo - Shoah (Holocausto). Para os bielorrussos, possivelmente Idi i Smotri [título original do filme] seja a expressão perfeita." Ler texto completo no C7nema.net

 

"A desumanidade contamina qualquer imagem: “Vê e Vem” é, em toda a sua inglória, um filme produzido com um tenebroso gesto de revolta, pesar e repudia ideológica. Mas Klimov tece-o sem acórdãos descarados da propaganda, ruminando uma reprimida emoção, um "fardo" que pretende carregar colocando em risco a sua narrativa e o seu protagonista, o inocente que se metamorfoseia em frente aos nossos olhos." Ler texto completo no Sapo MAG

 

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publicado por Hugo Gomes às 22:03
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Podemos apelidá-lo de “tearjerker” de segunda categoria, um melodrama que se empoleira de bico de pés perante o selo qualitativo oriundo dos grandes estúdios, orquestrado (melhor palavra aqui) pelo mais “lacrimejante” dos realizadores da Hollywood clássica, Frank Borzage, mas existe nele um momento perfeitamente divinal.

 

Falo de I’Ve Always Loved You (1946), um à primeira vista romance entre mestre e discípula orientado no mundo da música clássica, porém, o filme é mais que isso, é um conto de superação profissional e de género (mesmo que nesta questão haja nele um lençol de conservadorismo) em que as personagens se relacionam com a música como uma linguagem emocional distinta.

 

A genialidade encontra-se no confronto entre Myra (Catherine McLeod), a aprendiz, e o “grande” maestro Goronoff (Philip Dorn), ocorrido no Carnegie Hall, Nova Iorque. Aqui sob o olhar atento de um público que reconhece a rivalidade descortinada na performance musical, Myra tenta brilhar através das suas proezas no piano enquanto Goronoff a sabota perante uma orquestra submissa à sua enfurecida batuta. O momento prolonga-se, a música ecoa pela grande sala de espéctaculos oscilando entre a doce melodia até ao rompante uníssono, os olhares entre os dois competidores cruzam-se de lés-a-lés, os pensamentos de Myra sufocam a cadência enquanto os gestos agressivos e assertivos de Goronoff solicitam por mais um round.

 

É como um combate de boxe, aliás, nunca se vira o glamoroso Carnage Hall transformado num ringue entre dois pugilistas - o underdog promissor contra o convicto campeão - o entretenimento de aristocratas assumindo-se no “desporto de brutos”. Não vira tal transladação semiótica desta maneira, não até surgir entre nós Whiplash de Chazelle, também ele o embate entre mestre/aluno, maestro e “trovador”.


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20.3.19

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A oportunidade de assistir à versão longa de um dos filmes cruciais da carreira de Manoel de Oliveira é uma experiência única. Digo crucial, porque apesar de não ser o seu filme mais mencionado, nem sequer está nos 10 primeiros, foi um impulsor para uma mudança na sua visão de Cinema.


Escrevi alguns pensamentos sobre este filme, que na altura foi uma encomenda da FNIM (Federação Nacional de Industriais de Moagem), que mesmo não sendo de todo grandioso, existe alguma grandiosidade na sua natureza.


"O Pão segue a jornada de fabrico de tal suplemento "divino", e simultaneamente em paralelo com todos os quais o destino se cruza nesta manufaturação, desde os jovens camponeses que proclamam os votos matrimoniais até ao trabalho árduo no campo, passando pela sua distribuição e os diferentes destinatários, sejam eles o guloso da pastelaria, ou a criança de rua pronta a saciar a fome. O pão de cada dia, assim como é lembrado no início do filme, o divino e a divindade juntos para reforçar a vida de uma Pátria. Claramente, a obra de Oliveira apresenta-se como um objeto de fascínio do regime de época, carregando nas vontades leccionadas por Salazar: a Família acima de tudo, Deus acima de nós e o Pão como elo que interliga os imortais e mortais. É um imagem sacra, do trabalho exaustivo e ininterrupto para a conceção de tal herança. O português a ser escravo do Pão, ao invés do oposto." Ler texto completo aqui

 

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publicado por Hugo Gomes às 21:39
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Era um dos filmes mais esperados do ano. A segunda longa-metragem de Jordan Peele, Us, promete reviver o conflito social dos EUA numa distopia de horror. Escrevi sobre o filme quer no Mag.Sapo, quer no C7nema.


"Tristemente, Jordan Peele faz um filme industrial no sentido mais prostituto possível. Mas até mesmo nessa industrialidade (esperemos que seja só uma fase), encontramos em "Nós" um palco performativo exclusivo para Lupita Nyong'o (o seu melhor trabalho desde sempre, para lá de "12 Anos Escravo", que lhe valeu um Óscar) e um senso de afirmação de um futuro autor (tendo em conta muitos dos seus gestos, aponta-se como um futuro Hitchcock)." Ler crítica completa no Mag.Sapo


"As evidências são claras, Peele cede ao seu intelecto cinéfilo que recita todo um contingente de obras à mão. Nada contra às referências, mas ao incuti-las como brindes perante a inaptidão de um enredo que se desenrola nos jump scares "limpinhos" e nos plot twists (sendo que o 'final" já se adivinhava a léguas e não faz qualquer sentido para a narrativa)." Ler crítica completa no C7nema.net

 

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publicado por Hugo Gomes às 21:20
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19.3.19

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Jordan Peele banha-se no sucesso de Get Out e joga-se de cabeça a uma mescla de referências e jump scares fáceis. Aliás, é isso mesmo, Us é um filme fácil em todo o seu registo. Um Funny Games com cruzamentos de Twilight Zone e Crazies de Romero. Uma equação que parece apetitosa? Olha que não. De tudo isto, ao menos, viva a Lupita Nyong'o.

 

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publicado por Hugo Gomes às 19:36
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16.3.19

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"A verdade é que nenhum dos filmes portugueses de entretenimento interessa a qualquer um dos meus três filhos, que são espectadores normais de cinema. Porque, patetice por patetice preferem os americanos, que são patetas grandes."


- João Botelho (O Cinema da Não-Ilusão: Histórias para o Cinema Português, de João Mário Grilo)

 

 


publicado por Hugo Gomes às 20:49
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9.3.19

Não é só o dia 8 de Março que as mulheres devem celebradas, aliás, o dia da Mulher deve ser, sobretudo, normalizado. Todos os dias são dias de mulheres, e todas as mulheres fazem parte dos nossos dias. Como tal, eis o meu contributo, as mulheres especiais que integram o meu Cinema … digo por passagem, que são somente algumas.

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publicado por Hugo Gomes às 00:27
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7.3.19

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Eu sei exatamente como funcionam os Óscares, porém, mereço o meu tempo de indignação.

 

Mas porque raio Border perdeu o prémio de caracterização para Vice?????

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:20
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6.3.19

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“Sim, convém afirmar, para além de todo o fundamentalismo gerado pelos fãs deste género de filmes, que a Marvel / Disney, em particular, sempre tratou muito mal as personagens femininas.

 

Ora, se Black Widow (Scarlet Johansson) era sempre recorrida como um interesse algo amoroso nos protagonistas masculinos, e se Scarlett Witch (Elisabeth Olsen) possuía uma sotaque que não lhe garantia credibilidade alguma, o maior feito neste ramo pelo estúdio se encontrou em “Black Panther” com a personagem de Okoye (Danai Gurira), a guarda-costas pessoal do homónimo herói, a “roubar” o já adquirido protagonismo.

 

Com “Captain Marvel”, o que estava em jogo era dar enfoque às mulheres nos comics neste Universo Partilhado, obviamente que a oportunidade foi vista pela então escolhida Brie Larson como uma difusão de mensagens de valorização feminina. Contudo, não podemos ficar pelas montagens motivacionais aqui introduzidas (a semelhar tantas outras que vemos nas nossas redes sociais) ou dos seus poderes quase divinos que surgem como Deus Ex Machina na resolução do conflito da trama.” Ler crítica completa

 

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publicado por Hugo Gomes às 14:05
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5.3.19

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Depois de uma “ausenciazita”, eis a compilação das minhas recentes críticas aos igualmente recentes filmes estreados.

 

Começo por embarcar em dois filmes com cheiro a award season, um deles conseguiu chegar ao objetivo máximo – os Óscars (tendo arrecadado o prémio de Atriz Secundária) – e o outro ficando de fora das nomeações. Ambos foram escritos para a Mag Sapo.

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If Beale Street Could Talk: “Em certa maneira, “Se Esta Rua Falasse” é um pequeno belo filme que nos contamina pela sua atmosfera e na sua densidade deposita-nos as suas alarmantes mensagens. Não nos coloca em cheque com o explícito ou o propagandístico que muitas obras tomam. Refere-nos, a nós como espectadores, seres sensíveis, por vezes inocentes na sua arte de amar.Ler crítica completa aqui

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Stan & Ollie: “Contudo, "Bucha & Estica" é um filme que nos causa uma empatia, mesmo fora desses arranjos automatizados. Porquê? Porque primeiro sentimos o carinho desta produção pelas figuras homenageadas, ao mesmo tempo que os atores tendem em atribuir “carne” a supostos bonecos, e o resultado, para além de química evidente, é este olhar biográfico e de certa forma analítico perante as pessoas fora das personas encarnadas.” Ler crítica completa aqui

 

Com as animações, totalmente CGI, passamos para o terceiro How to Train Your Dragon e o segundo The LEGO Movie. Ou seja, sequelas, sequelas everywhere …

 

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How To Train Your Dragon: The Hidden World: “Contudo, não devemos entrar nesta reflexão sobre exaustões como um dos defeitos aguçados deste How To Train’, até porque a nível visual, estamos lá na perfeição requisitada, enquanto que narrativamente tudo corre como planeado (falamos sobretudo dos lugares-comuns deste tipo de storytelling). Mas existe algo curioso nesta trilogia animada, uma virtude que encontramos parcialmente noutro invejável trio (em breve quarteto), Toy Story, o amadurecimento da intriga, assim como das suas personagens.Ler crítica completa

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The LEGO Movie: The Second Part: ““O Filme LEGO 2” é isso mesmo, o qual se adivinhava a léguas, um escapismo a servir de auxílio às propostas infanto-juvenis dos nossos cartazes. Falta-lhe o toque de autocrítica, aqui prevalecido numa imensidão de "gags" corriqueiros e numa maior dependência ao inventário da Warner Bros (“a Marvel não atende o telefone”, possivelmente a mais conseguida piada da produção). E essa ligeireza, não no tom propriamente dito, mas na astúcia que o sucesso 2014 afirmava de maneira invejável, é tida em consideração pelas próprias distribuidoras nacionais.Ler crítica completa no Mag Sapo

 

Joga-se no seguro e sem riscos; falha se nas piadas e no timing certo destas, existindo assim uma perda da noção das referências e, acima de tudo, da mensagem que tenta transmitir - novamente caindo no saturação do produto. Julgo que não existe muito mais para dizer. É um filme esquecível, onde o Everything is Awesome não é um slogan que valha. Phil Lord e Christopher Miller apenas se mantém como argumentistas, porém, os seus escritos parecem ser pouco compreendidos na automatização desta indústria.” Ler crítica completa no C7nema

 

Mas um dos grandes destaques nas nossas salas, é o mais recente trabalho de Jia Zhangke, novamente com Zhao Tao como protagonista.

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Ash is Purest White: “(…), novamente determinado na sua jornada, o cineasta cede a uma verdadeira utopia cinematográfica, frente a uma suposta distopia que encontraríamos na sua referida obra de 2015 [Mountains May Depart]. Nesse caldeirão de elementos, a sua câmara regista uma indiferença pelas diferentes nuances e tons. Se o metafórico se confunde com o realismo, a ficção com o documental, o heroísmo com o antagonismo ou o vitimismo com o belicoso, um poço leva-nos a uma mistela uniforme e unicolor, endereçado a uma espécie de “farinha do mesmo saco”.” Ler crítica completa

 

Agora em língua portuguesa, os textos sobre o A Portuguesa, de Rita Azevedo Gomes, que esteve presente no último Festival de Berlim e Imagens Proibidas, o novo filme de Hugo Diogo, o mesmo realizador de Os Marginais.

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A Portuguesa: “Pois … morta! Pois nada aqui vive; os atores são meros bonecos que respiram em prol de um júbilo não-partilhável, alvos a abater para que o cinema dos outros viva. Rita Azevedo Gomes faz um “filme para amigos”, porque nele encontramos as pisadas que os seus “amigos” fizeram e melhor, tendo especial atenção aos ecos deixados por João César Monteiro nos seus tempos de Silvestre ou da memória sempre invocada do épico à Manoel de Oliveira (os despojos de batalha a requisitar os quadrantes de 'Non', ou A Vã Glória de Mandar). São interpretações suas que não saem das ciências aplicadas e em A Portuguesa somos conduzidos sobretudo a uma alternativa a essa inexistência.” Ler crítica completa

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Imagens Proibidas: O artificialismo de uma trama que se afasta do miserabilismo identificável de outras obras, ou das tendências de configuração de uma “portugalidade” enquanto identidade coletiva, Imagens Proibidas é somente o Cinema fora do seu habitat, assim como fizera no ano passado Leviano (um fracasso curioso que merece mais a nossa atenção do que o nosso profundo desprezo). Por vias de tentar ser um Brisseau alfacinha, mais académico e pouco dado aos explícitos corporais e emocionais, cabe a nós explicar a Hugo Diogo que, por mais alma deposite a este projeto, este não vinga para além de um exemplar egocêntrico.Ler crítica completa

 

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publicado por Hugo Gomes às 21:53
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Por mais montagens motivacionais que deparamos aqui, daquelas que facilmente encontramos nas redes sociais aos trambolhões, não existe feminismo em todo este quadro, apenas marketing com propósitos. Tudo isto serve para desmistificar o que o filme tem para oferecer fora dessas “mensagens”, o que é quase nada. Não existe ligação nem preocupação com as personagens (Samuel L. Jackson e o seu gato salvam de uma Brie Larson sem carisma), o argumento é dos mais rotineiro possível, as referências aos anos 90 são engodos sem importância, e a ação, muito devedora aos slow-motions, é tosca. Sim, Captain Marvel rompe até ao próprio automatismo da sua indústria / casa, para se tornar num dos piores da saga desde Thor: Dark World.

 

Antes que venha os fundamentalismos, havia muito mais em Wonder Woman que somente uma “cara bonita” (mas também não é o hino do empoderamento feminino que se tentou vender).

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:27
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25.2.19
25.2.19

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A convite do Cinetendinha e do caro amigo crítico e jornalista de cinema Rui Tendinha, estive presente (indiretamente) na noite de entrega das estatuetas douradas para mandar uns quantos bitaites sob o gosto dos comes e bebes e do cansaço sempre habitual desta espera pelo hipoteticamente Melhor do Ano. E sempre bem acompanhado por Paulo Portugal (da Insider) a mostrar novamente aqui o seu encanto. Muito grato pelo convite e pela oportunidade.

PS: a nossa intervenção surge a partir das 4:50:00

Enquanto isso, e após a “surpresa” do Green Book, expressei numa crónica corrida no C7nema. “Poderia ter sido o ano da mudança nos Oscars, mas não o foi. Preferiram ficar à sombra da bananeira.” Ler crónica completa aqui.

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:51
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19.2.19

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Disponível no Filmin Portugal (em exclusivo), um dos filmes menos consensuais da passada edição do Festival de Cannes. Estreado na secção Un Certain Regard, Gueule d'ange, de Vanessa Filho, é acima de um filme sobre a juventude perdida, é um retrato das novas convenções da maternidade e o que ela representa nos dias de hoje.

 

Caímos que “nem uns patinhos” nas referências e influências entranhadas desse mesmo Cinema, desde Little Fugitive, de Ray Ashley e Morris Engel (a promessa de Coney Island trocada pela promessa do Carnaval), até 400 Coups, de Truffaut (a mentira, “a minha mãe morreu”), passando por Nana, de Valérie Massadian (a emancipação imediata da criança) e porque não, o recente The Florida Project (a criação de uma realidade em separado para a distancia do mundo adulto). Vanessa Filho prova ser conhecedora desses mesmo códigos e entranhando no universo Lolita tece uma “naperon” por uma existência deslocada, emitida por um crescimento anti-natura.Ler crítica completa.

 

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publicado por Hugo Gomes às 13:29
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17.2.19

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Foto: Cecilia Melo

Foi em 2018, durante a sua passagem no FEST em Espinho, que falei com o cineasta iraniano Asghar Farhadi (A Separation, The Salesman, Todos Lo Saben). A entrevista foi por fim publicada, e poderá ser vista aqui.

 

Penso que se o teu objeto fílmico é sobre as pessoas e as sociedades a que correspondem - por detrás do aspeto politico – até temos que abordar a moralidade. Não quero ser um cineasta politico, porque não dialogo diretamente com a politica, até porque não é essa a minha função enquanto realizador. Já sobre a moralidade, isso sim, é do meu respeito. Procuro algo que me diga que isto é certo ou é moralmente errado. Não sabemos como o calcular, por isso é que os meus filmes são acerca de dilemas. Como o caso de “o filho tem razão”, mas questionamos o porquê dessa razão e assim passamos ao campo moral das coisas. Mas eu não embarco nos filmes como incentivo para criar situações morais, apenas descrevo-os e deixo o espectador ir em direção ao território-moral.

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:37
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Título do post muito criativo.
Legal o tema do post. Parabéns.
Aguardando. Blog bem legal!
Um luxo de actores num filme de lixo, repito LIXO....
Gostei muito da crónica. Vou acompanhar o seu blog...
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