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Cinematograficamente Falando ...

Quando só se tem cinema na cabeça, dá nisto ...

Cinematograficamente Falando ...

Quando só se tem cinema na cabeça, dá nisto ...

#Neverforget

Hugo Gomes, 28.01.20

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Ontem, dia 27 de janeiro, comemorou-se os 75 anos da libertação do campo de concentração de Auschwitz.

Um dia para relembrar e nunca esquecer que experienciamos o Holocausto, hoje cada vez mais fomentando como uma “mera opinião politica” alicerçado a uma certa ideologia que se infiltra nas sociedades ocidentais. Mas não seguiremos por esse caminho tenebroso, a memória é aqui a nossa moral. O “Shoah”, essa palavra sem tradução atribuída de forma a assinalar e distinguir, assume-se como a garantia de que tais trevas não se repetirão. Infelizmente, o “andar da carruagem” segue em direção desses mesmos erros passados.

No cinema, a memória mantêm-se viva, quer no registo documental, quer na ficção, de forma a garantir o “Never Forget” (nunca esquecer).

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Nuit et brouillard (Alain Resnais, 1956)

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Kapô (Gillo Pontecorvo, 1960)

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German Concentration Camps Factual Survey (Sidney Bernstein & Alfred Hitchcock, 2014) 

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La vita è bella (Roberto Benigni, 1997)

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Shoah (Claude Lanzmann, 1985)

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Treblinka (Sérgio Tréfaut, 2016)

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Denial (Mick Jackson, 2016)

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The Boy in the Striped Pyjamas (Mark Herman, 2008)

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The Schindler's List (Steven Spielberg, 1993)

Little Women: o 'moderno' clássico

Hugo Gomes, 24.01.20

83163340_145238510267688_2258878894746632192_o.jpgClasse … Clássico … Classicista.

Na sexta adaptação cinematográfica do clássico literário de Louise May Alcott (aliás dois livros num só filme), revela-nos uma realizadora madura, experiente e dedicada em trazer um retorno ao cinema classicista e de velha guarda. A conversão é reajustada aos tempos modernos com um olhar menos benevolente à estrutura patriarcal, porém, é uma produção de requinte que demonstra (de forma a contrariar um certo pensamento retrogrado) que as mulheres também estão preocupadas em citar um legado de técnicas e planificações tradicionais, e com uma certa classe.

E voilá … utilizei os três termos familiares, até porque Greta Gerwig assim o quis nesta sua afirmação.

I'm Still Here by Hugo Gomes

Hugo Gomes, 23.01.20

Devido a novos trabalhos em outros órgãos, o blog tem sido gradualmente abandonado, poderei retormar dentro de algum tempo (não tão cedo) sob outro formato e abordagem. Por enquanto, peço, para estarem a par dos meus "escritos" e outros projetos meus, sigam a minha página profissional de Facebook - aqui.

Muito obrigado e mil perdões pela falta de atualização.

A mentira com que me ensinou!

Hugo Gomes, 20.01.20

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Da minha educação cinéfila, Federico Fellini é e sempre será o centro. O maior dos mentirosos demonstrou-nos que o Cinema é nada mais, nada menos que a Grande Mentira da Humanidade, e nós somos, voluntariamente, os ingénuos dessa instrumentalização. Faz 100 anos o grande maestro do cinema italiano, e não só … Saudades de Fellini, saudades que de um Cinema ainda era um sonho molhado recontado por quem sabe melhor.

A ele devo-lhe muito.