Data
Título
Take
31.10.19

MV5BNTI2ZDRlNGUtZTFmNi00OTFmLWE2OWUtNTI0NWVjYjk5Yj

Agradeço ao Shining por me ter iniciado no género do terror! Foi o meu primeiro filme desse universo longo e duradouro, tinha 11 anos e o deparei por acaso na televisão. Estava sozinho em casa nesse dia … coisas que não se esquecem (até hoje tenho dificuldades em falar do filme).

 

Por isso o meu afeto pelo filme é demasiado grande, mas mesmo assim esse amor transpassou da mera recordação. Afirmo de “boca cheia”, e apesar do backlash que Kubrick tem em certos circuitos, é uma obra-prima, possivelmente só igualada com Eyes Wide Shut na carreira kubrickiana.

 

Longa vida ao Danny e Jack Torrance, ao Redrum, às gémeas, ao quarto 237 e porque não ao “Here’s Johnny!”.

 


publicado por Hugo Gomes às 16:17
link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

MV5BOGQwNmIzNWMtMGQyMC00NjM0LTg0YWYtNzQyMzQ5YjMwZG

""Não choro por nenhum cobarde", declara Varela, que mais tarde terá resposta do "homem de Deus" - "Bem-amado é aquele que chora" – para depois ceder ao peso de uma vida em vão, constituída somente pela morte sem pré-aviso. Se bem que o filme de Pedro Costa não é mais do que um diálogo entre dois seres, enfaixados num rigor que só o realizador parece ter adquirido nos seus anos de carreira, Vitalina Varela [título do filme] é um degrau numa escadaria que vai dar, sabe-se lá onde." Ler crítica no C7nema.

 


publicado por Hugo Gomes às 12:56
link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

28.10.19

P9jkK9Jd.jpg

"E Hamilton toma a posse desse "fardo", martirológica e ao mesmo tempo iconográfica, atando as pontas inicialmente soltas – a nova geração e a memória de um passado. O filme, cuja a batuta é detida por Tim Miller (Deadpool) e sob a responsabilidade de Cameron na produção, rebaixa como palanque para essas mesmas recordações. Terminator pode ser uma saga que narrativamente fala de um futuro não longínquo ainda a desenrolar, mas é cinematograficamente um "filme sobre o passado" e a equipa aqui encarregada sabe-o bem. É aí que entra Arnold Schwarzenegger e a "magia" acontece quando se unem os dois veteranos no mesmo espaço." Ler crítica completa no C7nema.

 

 


publicado por Hugo Gomes às 21:55
link do post | comentar | partilhar

25.10.19

73213469_10215006479652319_3715234405682249728_n.j

Eu: "Este país não é para 'velhas'"
Linda Hamilton: "Hold my beer"

 


publicado por Hugo Gomes às 15:55
link do post | comentar | partilhar

24.10.19

074607_1338291.jpeg.1500x1000_q95_crop-smart_upsca

"E mesmo que Bellocchio embarque no fim premeditado desse amor de grande ecrã pelo universo da máfia siciliana, o filme tende em procurar um teor de encanto (descrito principalmente na fábula episódica que acompanha a cruzada de Buscetta) a esse desencanto que o atual cinema italiano parece estabelecer no mesmo território. É através desse termo que o realizador mostra a nossa alternativa de nostalgia, mas através dele é o mesmo que olhar pelo buraco de uma agulha." Ler crítica no C7nema.

 


publicado por Hugo Gomes às 09:59
link do post | comentar | partilhar

23.10.19

pjimage_28729_20.jpg

"Acho que essa conquista já está feita, se não for por bilheteira, o filme já provou o que tinha que provar, nos festivais que entrou, nas críticas que recebeu ... Lógico que para o cinema português melhorar, é preciso o apoio do público, é preciso que eles venham vê-lo ao cinema. Não me interessa se as pessoas dizem que querer vê-lo na Netflix ou em Torrent, eles tem que vê-lo em sala, e é na primeira semana, não na segunda." Ler entrevista completa no C7nema.


publicado por Hugo Gomes às 16:19
link do post | comentar | partilhar

VITALINA_VARELA_still_81edit_RGB_.jpg

"Baixa os olhos nestas almas que despedem dos seus corpos mortais."


publicado por Hugo Gomes às 15:07
link do post | comentar | partilhar

pjimage.jpg

Pessoal interessado ou cinéfilo, ou simplesmente com pachorra para me ouvir, integro a equipa do Feios, Porcos e Maus, um podcast sobre cinema sem filtros, ao lado de Jorge Pereira (C7nema) e Fernando Vasquez (diretor do Fest: Festival de Novos Realizadores de Espinho).

 

Contéudo

 

Analise:

"Joker" de Todd Phillips (01'08)

"Um Dia de Chuva em Nova Iorque" de Woody Allen (15'15)

"Technoboss" de João Nicolau (23'03)

"The Landromaut" de Steven Soderberg (30'10)

 

Propostas rápidas:

"Luz da Minha Vida" de Casey Affleck (40'04)

"Divino Amor - Filme" de Gabriel Mascaro (41'40)

"Mutant Blast" de Fernando Alle (43'08)

"Parasitas" de Bong Joon-Ho (45'02)

"O Bar Luva Dourada" de Fatih Akin (46'08)

 

Expectativas:

Doclisboa (47'20)

Festa do Cinema Francês (54'00)

 

Ouvir aqui

 


publicado por Hugo Gomes às 14:57
link do post | comentar | partilhar

19.10.19

vttWDzS4.jpg

Numa só semana contamos com o lançamento de dois graus de “obras falhadas”, de um lado Wounds, da suposta revelação Babak Anvari, terror sob contornos lovecraftianos que produz um clima de mistério para depois lançar-se “às urtigas” e com ele levando Armie Hammer e Dakota Johnson (possivelmente das piores atrizes da atualidade) ao abismo. Do outro canto, possivelmente a mais alarmante, The Laundromat, o prolifero Steven Soderbergh na denúncia dos Panamá Papers, num objeto sabichão ou diria antes “chico-esperto”, a replicar as tendências da economia para totós de Adam McKay e apresentar a pior das Meryl Streeps. Armado em Robin dos Bosques versão caviar.

 

Que venham mas é esse Marriage Story e o tão badalado The Irishman, do “verdadeiro” Scorsese, porque a Netflix precisa urgentemente de Cinema nos seus cantos próprios.

 

Acompanha-nos no Facebook, aqui, e no Twitter, aqui.

 


publicado por Hugo Gomes às 17:07
link do post | comentar | partilhar

14.10.19

technoboss-doclisboa-201990537.jpg

Voltando à tendência do absurdismo episódico, hoje em voga com a aclamação mundial de Miguel Gomes (mas já antes João César Monteiro o havia feito sob camadas e camadas de humor sardónico), João Nicolau instala-se no registo musical como a sua chave de acesso ao escapismo e com isso uma sensação de liberdade criativa e narrativa. Confesso que em Technoboss existe um ou outro momento digno de nota deste tipo de cinema em constante desenvolvimento semiológico (Miguel Lobo Antunes é um desses curiosos elementos), mas o realizador do anteriormente simpático John From fica-se apenas pelos apalpões aos “cus das lâmpadas”, não encontrando um objetivo definido com toda esta jornada por estrada fora.

 

Acompanha-nos no Facebook, aqui, e no Twitter, aqui.


publicado por Hugo Gomes às 16:04
link do post | comentar | partilhar

29.9.19

d17a1588_7c4a_11e9_8126_9d0e63452fe9_image_hires_1

"De regresso ao seu território natural, o realizador demonstra a sua determinação em dissecar o seu tema-base – a classe social do ponto de vista de um eterno contador de histórias. Nada de novo, é certo, mas “Parasitas” remexe em diferentes tons, apresentando-se como uma salada russa fresca. A sensação de novidade é aquela que obtemos perante esta mistela de ritmos e sabores. É o poder da arte de contar uma história de Joon-ho e por isso estamos mais do que agradecidos." Ler texto no Sapo

 

"Bong Joon-Ho vem claramente demonstrar a força do cinema sul-coreano na sua mais aperfeiçoada "cartada", a solidificação da trama sem o "parasitismo" dos códigos de indústrias globais. É a narrativa novamente a soar como enzima, face aos apelos de criatividade num panorama de saturação que nos conduz à escassez de ideias. É essa vontade criativa no seu "storytelling" pela qual este cinema vinga ainda hoje, até mesmo, no pseudo-formalismo de Hong sang-soo, que após a retirada da sua "defesa inteletualizada" demonstra vigor no seu conto e reconto." Ler texto no C7nema.net

 

Acompanha-nos no Facebook, aqui, e no Twitter, aqui.

 


publicado por Hugo Gomes às 20:35
link do post | comentar | ver comentários (13) | partilhar

28.9.19

71529606_10156733527264503_429838561752121344_n.jp

"Confesso que não guardei rancor por ele ter faltado ao seu compromisso, pois notava-se a léguas que Luís Ospina mantinha em segredo, apesar de em vão, as suas fraquezas, neste caso o tempo que lhe restava, e que o próprio pretendia transformar numa eternidade. Se o seu objetivo foi ou não foi cumprido, só o tempo dirá, mas até lá há que sentir o pesar. O Mundo perdeu um dos seus grandes autores marginalizados, que mesmo sob o registo de duas longas-metragens de ficção que operaram como experiências de género, foi no seu trabalho documental que costurava questões sociais e culturais do seu país, imortalizando os seus amigos artistas e do "povo" que até à sua chegada não tinham voz, que deparamos com um incalculável legado." Ler texto completo aqui

 

Luis Ospina (1949 - 2019)


publicado por Hugo Gomes às 20:06
link do post | comentar | partilhar

24.9.19

transferir (1).jpg

É dos exercícios mais maduros do universo dos super-heróis desde Logan … mas que neste caso inseri-lo no contexto desse subgénero é quase como uma ofensa. Convenhamos que toda esta emancipação serviu para incentivar uma experiência de cinema longe dos círculos dos cânones das tendências industriais, o resultado é uma subversiva e perversa analogia do nosso mundo, completamente inspirado pelo código binário social. Mas essa lógica funciona somente como uma capa, Joker, do cada vez mais “scorseseano” Todd Phillips (já começo a ver The Hangover como um delirante After Hours) remexe nas fontes das nossas anomalias, culpando a sociedade envolto, mas nunca vitimizando a “cobaia”.

Pois … já me ia esquecendo … Joaquin Phoenix é esmagador!

 

Acompanha-nos no Facebook, aqui, e no Twitter, aqui.


publicado por Hugo Gomes às 14:00
link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

13.9.19

10518.jpg

James Gray decidiu olhar para as estrelas e contemplar a vastidão do universo, possivelmente é através desse ato que se apercebe da sua pequenez enquanto mero mortal num já extenso legado. Ad Astra … para as estrelas, tradução literal … é um virtuosismo véu que cobre as falhas sempre ostentadas ao longo da sua carreira, mas ofuscadas pela veneração de outros. Aqui, Brad Pitt é o peregrino espacial num eterno conflito com a sua persona e aquilo que nós, espectadores, testemunhamos, ou seja, por palavras diretas, uma voz off em modo maliquice tenta vendar-nos dos eternos lugares-comuns e epifanias espaciais que este subgénero encontra-se exausto. Queríamos uma odisseia pelas galáxias e obtivemos uma quimera a cru.

 

Acompanha-nos no Facebook, aqui, e no Twitter, aqui.

 


publicado por Hugo Gomes às 17:01
link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

6.9.19

midsommar4.0.jpg

É fácil desprezar o Midsommer … facílimo … até porque Ari Aster sai do “calabouço” de Hereditário e assume algum pretensiosismo na sua planificação (olha tão bem que filmo!). Contudo, deve-se salientar que o mesmo realizador que invocou entidades serventes na sua obra anterior cita sem nenhum surpresa os degraus da escadaria do “folk horror”. Nesse sentido, Midsommer é uma prolongada referência que esconde um pequeno e valioso trunfo – a sua estranheza. Ao invés de apostar no terror-choque da sensação (ou sensações) do género, Aster concede toda uma máquina ritualista e confrontam-nos com um episódio xamânico e psicotrópico sobre a perda e o vitimismo anexado.

 

Acompanha-nos no Facebook, aqui, e no Twitter, aqui.


publicado por Hugo Gomes às 17:31
link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

5.9.19

RHI_Cartaz.jpg

Pessoal interessado!

 

No dia 15 de setembro integrarei o debate «Did Video On Demand (Vod) Killed Cinema?» para a iniciativa RHI: Revolution Hope Imagination, considerado o maior evento realizado em Portugal na área das artes e da cultura. O meu painel acontecerá no Centro Cultural de Belém pelas 15h00. 

Apareçam!

 

Acompanha-nos no Facebook, aqui, e no Twitter, aqui.

 


publicado por Hugo Gomes às 17:39
link do post | comentar | partilhar

4.9.19

pjimage_28329_20.jpg

"Antonio Banderas (que, vamos ser sinceros, é ator de quem não se espera muito) é injetado com uma dose de personificação, camuflando-se com as vestimentas "almodovarianas", desde o melancolismo de fácil resolução até ao seu encantamento pelo percurso e indústria cinematográfica. Mas desenganem-se se julgam que “Dor e Glória” é um suposto filme de ator. Pelo contrário, é um pacto que se revê pelos códigos deste cinema … e para saber mais, basta ler novamente o título." Ler crítica completa no Sapo Mag

 

"Conhecimento, maturidade e experiência, três elementos todos interligados e quase diluídos que formam uma obra culminar. Pedro Almodóvar teve que tropeçar para voltar ao carris e fá-lo sob um sabor de saudade." Ler crítica completa no C7nema

 

Acompanha-nos no Facebook, aqui, e no Twitter, aqui.

 


publicado por Hugo Gomes às 17:11
link do post | comentar | partilhar

pjimage_287629_0.jpg

"Tudo decorre com o menor esforço de inovação, confundindo complexidade com saturação e ainda (imperdoável) abuso dos efeitos especiais, que vem substituir não só a criação de “novas criaturas” (tão artificiais que até dói) como o próprio fundamento do sector de caracterização e maquilhagem. Por outras palavras, o artificialismo tecnológico é uma analogia ao quanto farsola e este segundo capítulo deixa o espectador anestesiado para o climax final (acabamos por citar a “running gag” do personagem-escritor: “ninguém gosta do final”)." Ler crítica completa aqui.

 

Acompanha-nos no Facebook, aqui, e no Twitter, aqui.


publicado por Hugo Gomes às 17:05
link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

3.9.19

Charlie Chaplin 022.jpg

"What do you want meaning for? Life is a desire, not a meaning. Desire is the theme of all life!" 

 

Acompanha-nos no Facebook, aqui, e no Twitter, aqui.


publicado por Hugo Gomes às 09:37
link do post | comentar | partilhar

29.8.19

YErQqEC.jpg

"Os judeus criaram uma palavra para caracterizar o genocídio do seu povo - Shoah (Holocausto). Para os bielorrussos, possivelmente Idi i Smotri [título original do filme] seja a expressão perfeita." Ler texto completo no C7nema.net

 

"A desumanidade contamina qualquer imagem: “Vê e Vem” é, em toda a sua inglória, um filme produzido com um tenebroso gesto de revolta, pesar e repudia ideológica. Mas Klimov tece-o sem acórdãos descarados da propaganda, ruminando uma reprimida emoção, um "fardo" que pretende carregar colocando em risco a sua narrativa e o seu protagonista, o inocente que se metamorfoseia em frente aos nossos olhos." Ler texto completo no Sapo MAG

 

Acompanha-nos no Facebook, aqui, e no Twitter, aqui.

 


publicado por Hugo Gomes às 22:03
link do post | comentar | partilhar


sobre mim
pesquisar
 
arquivos
2019:

 J F M A M J J A S O N D


2018:

 J F M A M J J A S O N D


2017:

 J F M A M J J A S O N D


2016:

 J F M A M J J A S O N D


2015:

 J F M A M J J A S O N D


2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


2007:

 J F M A M J J A S O N D


recentemente

Sempre iluminado!

«Vitalina Varela»: a noit...

Terminator: Dark Fate - o...

No Country for Old Women

«Il Traditore»: a máfia m...

Porquê ver Mutant Blast? ...

Quote #12: Ventura (Vital...

Feios, Porcos e Maus: epi...

Na Netflix, nem tudo é or...

Primeiras Impressões: «Te...

últ. comentários
escadas moduladas
receita de chicha morada peruana
Chamar uma desentupidora!
Takes
10/10 - Magnífico
9/10 - Imprescindível
8/10 - Bom
7/10 - Interessante
6/10 - Razoável
5/10 - Medíocre
4/10 - Muito Fraco
3/10 - Mau
2/10 - Péssimo
1/10 - De Fugir
0/10 - Nulidade
stats counter
HTML Hit Counter
counter
links
mais comentados
31 comentários
25 comentários
20 comentários
12511335_1084470088250815_732384524_o
subscrever feeds
SAPO Blogs