Data
Título
Take
28.5.15
28.5.15

Sol de Chumbo.jpg

A jornada em três tempos!

 

Segundo o próprio realizador, Dalibor MatanicSol de Chumbo (Zvizdan) nasceu a partir dos conselhos da sua avó, que pedia por tudo para que o seu neto nunca arranjasse uma namorada Sérvia. Para ele, era imperceptível para uma pessoa que lhe ensinou sobretudo a amar incondicionalmente, pudesse incentivar o ódio e a reprovação.

 

zhldb9wfbrxz1cb9p73dr3ut7rz.jpg

 

Na base desta primeira parte de uma eventual trilogia (Sun), o amor e o ódio andam lado-a-lado num conto dividido em três aptos, cada um deles transportando para uma década diferente com personagens diferentes, sempre interpretado pelos mesmos atores. Esta convergência é rodada sob os mesmos cenários e sob a mesma temática: a rivalidade entre duas aldeias, ambas de etnias opostas, o berço de um romance proibido de contornos shakespearianos, que despoleta nos habitantes os sentimentos mais primitivos.

 

Zvizdan-1.jpg

 

Nesta jornada em três tempos, Matanic manuseia um panorama social, elaborando o conflito bélico no primeiro ato (inicio dos 90), acentuando aqui o ódio que culmina em trágicos destinos. A desolação exposta pelo fim da guerra surge no ato seguinte (inicio do milénio). Os ódios perduram, mas são constrangidos e desafiados. Por fim, os ecos desse mesmo confronto e o optimismo do realizador vem ao de cima ao encerrar esse círculo de ressurreições num demorado happy ending (segunda década de 2000).

 

03-zvizdan-seks.jpg

 

Obviamente, nada deste exercício seria bem-sucedido se Matanic não tivesse a sua mercê atores capazes de invocar tais desejos em personagens divergentes. Entre o elenco reserva-nos um grande trunfo, Tihana Lazovic, uma jovem apta para versatilidades integradas das diferentes figuras, expondo-se como um força motora neste conto de tragédia, indiferença e, por fim, um olhar terno a uma imensidão chamado futuro.

 

2016_MATANIC_film_zvizdan_2.jpg

 

Conservando um realismo seco ao serviço de uma extensiva "fábula" de contornos bélicos para os dois sentimentos opostos (amor e ódio tem mais de comum do que de diferente), Sol de Chumbo é um dos raros exemplos de que por vezes as boas intenções concretizam belos feitos cinematográficos.    

 

Filme visualizado na secção Un Certain Regard da 68ª edição do Festival de Cannes

 

Real.: Dalibor Matanic / Int.: Tihana Lazovic, Goran Markovic, Nives Ivankovic

 

Zvizdan-2.jpg

 

7/10

publicado por Hugo Gomes às 14:11
link do post | comentar | partilhar

sobre mim
pesquisar
 
arquivos
2017:

 J F M A M J J A S O N D


2016:

 J F M A M J J A S O N D


2015:

 J F M A M J J A S O N D


2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


2007:

 J F M A M J J A S O N D


recentemente

Harvey Weinstein expulso ...

Arnaud Desplechin com nov...

Arranca hoje o 22º Cine'E...

Seguimos de viagem com o ...

Falando com José Pedro Lo...

The Foreigner (2017)

TRAÇA apresenta segunda e...

Luc Besson tem novo proje...

Le Fils de Jean (2016)

Novos actores na sequela ...

últ. comentários
Boas biopics são os verdadeiros e honestos retrato...
Boa Tarde; enviei-lhe um email para o seu email. O...
Uma Jóia do Cinema. O Kubrick sempre foi muito sub...
Já tinha visto este trailer e antes de ver fiquei ...
O Nuno Lopes tem anunciado no Instagram e no Faceb...
Takes
10/10 - Magnífico
9/10 - Imprescindível
8/10 - Bom
7/10 - Interessante
6/10 - Razoável
5/10 - Medíocre
4/10 - Muito Fraco
3/10 - Mau
2/10 - Péssimo
1/10 - De Fugir
0/10 - Nulidade
stats counter
HTML Hit Counter
counter
links
mais comentados
25 comentários
20 comentários
13 comentários
12511335_1084470088250815_732384524_o
subscrever feeds
blogs SAPO