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26.4.15

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Quando as bestas selvagens sonham!

 

O estreante Jonas Alexander Arnby constrói um filme com traços de sobrenaturalismos em que mistura os contornos do cinema coming-of-age com o terror transformista digno de uma versão constrangida David Cronenberg ou até mesmo de John Landis. Tratando-se da história de uma jovem que descobre macabra mudanças no seu corpo, todas elas relacionadas com um apetite sexual voraz e um intimo animal cada vez mais revelador, When Animals Dream é um conto atmosférico quase regido por estilos barrocos, porém, discreto em ostenta-los.

 

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Nota-se um rigoroso trabalho nos efeitos práticos e na caracterização que direccionam a credibilidade a seu favor, e notar a interpretação da jovem Sonia Suhl, perdida entre a esquizofrenia bestial e a corrompida ingenuidade angelical. Visto que referi John Landis, é curioso salientar as similaridades entre esta obra de Arnby e o mundialmente famoso American Werewolf in London (Landis), não somente pelo jogo da transversalidade humana, mas na simplicidade da sua intriga, demasiado focada na manifestação técnica do que inventar uma precisa e complexa linguagem cinematográfica. E é nesse sentido, que estamos perante da sua fragilidade. Como tal, é fácil não gostar deste When Animals Dream, em consequência da sua escassa profundidade dramática, ou na falta de instilação no misticismo captado pelo argumento, que somente deixa sabores sugestivos, como se o assunto fosse lendas invioláveis e ocultas no tempo.

 

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Provavelmente é o final que revelada essa conduta algo despreocupada, salientando um extenso banho de sangue, isente de qualquer conflito inerente ou, tendo em conta os caminhos traçados ao longo desta obra finlandesa, o romance (quase transmitido a pura luxúria), que no final acaba por ter pouca relevância, mas sobretudo espessura. No fim de contas, eis um modesto ensaio de cariz visual, onde a atmosfera reina e a sugestão é o seu mais cobiçado valete. Contudo, vale a pena seguir o futuro deste Jonas Alexander Arnby.

 

Filme visualizado no 12º Indielisboa: Festival Internacional de Cinema Independente

 

 

Real.: Jonas Alexander Arnby / Int.: Sonia Suhl, Lars Mikkelsen, Sonja Richter

 

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6/10

publicado por Hugo Gomes às 17:54
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