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27.7.17

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Chega-nos o primeiro trailer da sexta longa-metragem diria por George Clooney, Suburbicon, que estará em Competição no próximo Festival de Veneza.

 

Contando com um argumento dos irmãos Coen, esta comédia negra nos leva a um pacifico subúrbio que depressa se converte no palco dos mais macabros homicídios. Segundo consta, tudo começou com uma invasão domiciliaria que acabou em tragédia e um homem de família que tudo fará para proteger os seus.

 

Matt Damon, Julianne Moore, Oscar Isaac e Gleen Flescher compõem o elenco. Depois do festivais (Veneza e Toronto), Suburbicon tem estreia prevista Novembro nos EUA, provavelmente com olho na award season.

 

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publicado por Hugo Gomes às 21:42
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14.9.16

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Colossal, o mais recente filme do espanhol Nacho Vigalondo (Os Cronocrimes, Open Windows) e protagonizado por Anne Hathaway (Interstellar), anda a causar "burburinho" na edição em curso do Festival de Toronto. À parte os seus méritos artísticos, a obra vem ganhando espaço em veículos como Deadline e Variety pela sua aquisição por um "misterioso comprador chinês". 

 

É sabido que a A24, estúdio e distribuidor de filmes como o Room, demonstrou inicialmente interesse pelos direitos de distribuição, mas terminou por ser a dita empresa a ficar com a distribuição em território norte-americano.

 

Colossal conta  história de uma nova-iorquina desempregada que descobre que a sua mente está ligada a um gigantesco monstro que ataca a cidade de Seul, Coreia da Sul. Dan Stevens, Tim Blake Nelson e Jason Sudeikis completam o elenco.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:54
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O canibalismo volta a ter destaque nas manchetes cinematográficas. No decorrer do Festival de Toronto, evento onde se aposta principalmente nos front-runners aos Óscares, a sessão de meia-noite de Raw (Grade) parece ter dado que falar.

 

Segundo The Hollywood Reporter, vários foram aqueles que desmaiaram numas das sequências mais fortes do filme. A mesma fonte anunciou a intervenção de paramédicos no local.

 

Raw (Grade), é a primeira longa-metragem da francesa Julie Ducournau, um filme presente na última edição da Semana da Crítica em Cannes. Na Riviera chegou mesmo a ser galardoada com um prémio FIPRESCI.  

 

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O enredo centra-se numa vegetariana estudante de veterinária, que durante uma praxe do seu curso experimenta pela primeira vez o sabor da carne. Nesse preciso momento, algo macabro e faminto começa a crescer dentro dela.

 

Numa entrevista à Indiewire, Ducournau referiu que a ideia da obra surgiu após enumerar os três temas tabus da Humanidade. O primeiro era homicídio, mas segundo a realizadora, tal soava rotina no cinema actual. O segundo tema é incesto, que a própria considera demasiado negro, e de momento sem interesse em escrever uma história envolto, e por fim, a terceira, o canibalismo. Julie Ducournau revelou-se ainda numa fã do género de terror.

 

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publicado por Hugo Gomes às 11:50
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23.12.15
23.12.15

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Na lista negra!

 

Trumbo evoca um tipo de cinebiografia cujo foco não é a história da vida do visado, mas sim a reconstituição de um episódio particular que o famoso argumentista atravessou e "sobreviveu" numa América paranóica dos anos 50. Essa América, que se fechou a si mesma na sua própria ignorância, logo após a 2ª Guerra Mundial, entrou num dilema dicotómico; o gosto pelo conflito mas, ao mesmo tempo, o receio de integrar um novo. Nesses termos surge uma outra "fobia", o medo de uma "invasão interna" por qualquer outra força, seja militar ou idealista.

 

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O grande problema do novo filme de Jay Roach, um homem vindo directamente das comédias comerciais de estúdio, é o de nunca aprofundar esse retrato da época, embora seja suficientemente cuidadoso para inseri-lo na sua intriga, a qual - ainda assim - tenta a todo o custo desafiar a esquematização míope que o subgénero tem sido alvo. Dentro dessa mesma reconstituição, deparamo-nos com a luta de um homem para reaver o seu orgulho e prestígio no seu trabalho, isto num país que prometeu batalhar para um avanço social e politico, mas que o trai e o cataloga num livro negro, deitando por terra as suas hipóteses de triunfo profissional e pessoal.

 

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Esse homem é Dalton Trumbo, romancista e um dos guionistas mais cobiçados de Hollywood nos anos 30 e 40, aqui encarnado por um mímico, mas igualmente emancipador, Bryan Cranston (da série Breaking Bad), que transmite aqui uma figura aprisionada numa complexa teia conspirativa, um ambiente digno da "caça às bruxas" medieval. Neste vórtice que previsivelmente esboça a sua iminente queda para depois apresentar uma calorosa ascensão, o foco emocional encontra-se nas relações familiares e de amizade, afrontadas pela atribulada vida que Trumbo detém.

 

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Contudo, tal ênfase nunca é verdadeiramente invocada, até porque Jay Roach não possui o tempo de antena nem a gímnica para aprofundar as personagens secundárias e os seus subenredos. Uma dessas fraquezas lamentáveis é a composição leviana que a sua cônjuge, Cleo Trumbo (Diane Lane), manifesta, visto que o argumento tenta reforçá-la como um pilar no equilíbrio familiar. Apenas o protagonista consegue realçar a sua figura amenizada, e verdadeiramente, construí-la como uma personagem afável, viciante e arrojada. Nesse aspecto, é bem provável que Cranston consiga aqui a sua nomeação para o tão desejado prémio da Academia, mas todos nós sabemos que um filme não pode somente viver das suas "cabeças de cartaz".

 

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Dito isto, Trumbo é uma cinebiografia que não ostenta extravagâncias no seu registo. Previsivelmente, todo o fio narrativo condutor encontra-se sustentado a uma prestação, mas indiciado por uma temática obscura que merece, acima de tudo, uma exploração mais exaustiva. Aliás, todos nós sabemos, mesmo aqueles que tem por hábito acrescentar o misticismo nas produções, que Hollywood sempre foi e sempre será "cruel".

 

"I make crap films. You are way too good and too expensive to write for me."

 

Real.: Jay Roach / Int.: Bryan Cranston, Diane Lane, Helen Mirren, John Getz, Michael Stuhlbarg, Alan Tudyk, John Goodman

 

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6/10

publicado por Hugo Gomes às 16:08
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7.12.15

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Travestindo o academismo!

 

The Danish Girl (A Rapariga Dinamarquesa), o mais recente trabalho de Tom Hooper, entra automaticamente em paralelismos com The Theory of Everything [ler crítica], de James Marsh. Sim, a biografia de Stephen Hawking tem muito de comum com a história de vida da primeira transexual do mundo.

 

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O elo número um está à vista de todos: Eddie Redmayne protagoniza e novamente num trabalho de metamorfose (sem falar dos camaleónicos maneirismos) onde terá que passar por uma constante transformação que, ditará não só o seu destino, mas o da sua cônjuge. Aí passamos para a segunda ligação entre os dois filmes: ambos visam dois seres inadaptados na sociedade, e são narrados sob a perspectiva das suas esposas mártires, que embora sejam lutadoras e cúmplices sentem-se vulneráveis a recaídas e dúvidas quanto às batalhas que travam. Assim viramos para o terceiro e último elo: o facto de serem dois filmes biográficos distintos, mas consolidados com um gosto e requinte pelo academismo formal. Neste caso, A Rapariga Dinamarquesa é pontuada pela veia classicista de Tom Hooper, que foi há alguns anos consagrado com o Óscar por The King's Speech [ler crítica]. Nesse sentido, tudo resulta numa obra longe da provocação e apenas conformada com as convenções e esquematização do género das cinebiografias.

 

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Outras razões que levam A Rapariga Dinamarquesa a ser simplesmente inofensivo é o facto de nunca saber explorar o lado psicológico das suas personagens, oferecendo outro retrato falhado sobre a transexualidade e o travestismo, tratando ambos os "diagnósticos" como vícios narcóticos. É um olhar desentendido e radical a uma complexidade comportamental e sexual, dando a sugerir que a crise de identidade do nosso Einar Wegener (Redmayne) começou no preciso momento em que a sua esposa, a artista Gerda (Vikander), o incentivou a travestir-se para substituir uma modelo. Por outras palavras, foi uma casualidade que levou Einar a converter-se em Lili Elbe, que no futuro se tornaria num exemplo para os seres inconformados com o seu corpo e género.

 

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Infelizmente o filme recorre ao básico sentido de "recontar" as passagens, de ilustrar eventos e nunca, mas nunca, aufere uma maior dimensão às suas figuras. Como consolo, os desempenhos são verdadeiros mimos: Eddie Redmayne confirma a sua eficácia em "mascarar-se" face aos desafios interpretativos que a sua carreira parece prover, mas é em Alicia Vikander que curiosamente as atenções reincidem. Para além de partilhar o protagonismo com oscarizado actor de The Theory of Everything, a actriz sueca -  que tem estado em destaque nos últimos anos - consegue acompanhar a sua jornada martirológica com graciosidade, transcendendo emocionalmente a sua personagem,  indevidamente mal tratada pelos argumentistas e nunca sustentada pelo realizador – o qual tem aqui o seu trabalho tecnicamente mais desleixado da sua filmografia. Podia A Rapariga Dinamarquesa ser um grande filme? Podia, e tinha tudo para o ser, mas não foi.

 

"We went for coffee, and after... I kissed him. And it was the strangest thing. It was like kissing myself."

 

Real.: Tom Hooper / Int.: Eddie Redmayne, Alicia Vikander, Amber Heard, Ben Whishaw, Matthias Schoenaerts, Sebastian Koch

 

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5/10

publicado por Hugo Gomes às 21:28
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28.11.15
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O academismo como constrangedora inadaptação!

 

A história de uma jovem irlandesa que imigra para os EUA com fins de emancipação, como também de encontro com novas oportunidades para a sua respectiva vida, bem poderia soar como matéria maleável para a filmografia de Jim Sheridan (In America).  O que certo é que este atribuiria neste Brooklyn, uma tendência mais orgulhosa e confiante, assim como direccionando a sua trama para uma perspectiva mais proletária. Porém, a história é outra, até porque isto tudo resume a um reconstituição de época que tem como base o homónimo bestseller de Colm Tóibín, aqui adaptado por John Crowley (Boy A), convertido num produto "bonitinho", daqueles que respira academismo em todo os seus poros com o intuito de impressionar a Academia (eis a premonição para esta award season), deixando por fim, um travo demasiado meloso no paladar do espectador.

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De certa forma a obra protagonizada pela igualmente emancipadora Saoirse Ronan (que tenta a todo o custo renegar da imagem purificada de adolescente que a sua carreira parecia embicar) opera como um "feel-good movie" em todo o seu esplendor técnico. Nesse sentido, é de valorizar a sua sonoridade (a banda sonora de Michael Brook) e a fotografia de cores plastificadas que atribuem a esta Nova Iorque dos anos 50 o titulo de cenário de sonho (louvor ao director de fotografia Yves Bélanger), o qual as audiências cobiçarão. Mas por detrás desses requisitos de "empregado do mês" esconde-se inúmeras carências, entre as quais personagens secundárias que não fogem da habitual esquematização e de um conflito incapaz de auferir entusiasmo no percurso da nossa heroína, ao invés disso, tudo soa um ensaio sobre a saudade ou "homesick", em bom inglês, para mais tarde (e bastante tarde) dar lugar a um trio amoroso sem espessura e demasiado branqueado em termos sentimentais.

 

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Pois bem, o novo filme de Crowley, é nada mais, nada menos que um daqueles produtos de belas colorações e profissionalmente aceite, sendo previsível que daqui a uns valentes anos cairá no esquecimento. O verdadeiro motivo para tal é simples, falta-lhe personalidade e mais … vontade de "sujar as mãos" em prol do espectáculo cinematográfico, não somente técnico, e sim no campo dramático. De momento vale a pena pressupor que este tipo de material dirigido por outro tipo de cineasta como um Ken Loach (Kes, Jimmy's Hall) ou até mesmo um Sheridan daria um filme completamente distinto e mais personificado.

 

"Home is home."

 

Real.: John Crowley / Int.: Saoirse Ronan, Emory Cohen, Domhnall Gleeson, Jim Broadbent, Maeve McGrath, Julie Waters, Eva Birthistle, Eileen O'Higgins, Jane Brennan

 

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5/10

publicado por Hugo Gomes às 01:48
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19.8.15

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Foi revelado o primeiro trailer de Perdido em Marte (The Martian), o próximo filme de ficção científica assinado por Ridley Scott, com Matt Damon no protagonismo.

 

Contando com um argumento da autoria de Drew Goddard (The Cabin in the Woods), o filme remete-nos a um episódio de sobrevivência de um astronauta, Mark Watney (Damon),que é deixado para trás pela sua tripulação após estes terem sido atingidos por uma tempestade. Declarado morto, Mark terá que conseguir enviar qualquer tipo de evidência da sua existência e eventualmente ser salvo por uma equipa de resgate.

 

Perdido em Marte tem ainda no seu elenco Kate Mara, Jessica Chastain, Sebastian Stan, Michael Peña, Kristen Wiig, Chiwetel Ejiofor, Jeff Daniels, Mackenzie Davis, Sean Bean, Donald Glover e Naomi Scott. 

 

A sua estreia mundial decorrerá durante o Festival Internacional de Cinema de Toronto, em Setembro, nos cinemas portugueses apenas chegará no dia 1 de Outubro.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 17:52
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Takes
10/10 - Magnífico
9/10 - Imprescindível
8/10 - Bom
7/10 - Interessante
6/10 - Razoável
5/10 - Medíocre
4/10 - Muito Fraco
3/10 - Mau
2/10 - Péssimo
1/10 - De Fugir
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