Data
Título
Take
13.7.17
13.7.17

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Os melhores filmes do ano até agora (estreados em Portugal)

 

1) Aquarius (Kleber Mendonça Filho)
2) The Tribe (Myroslav Slaboshpytskyi)
3) La Mort de Louis XIV (Albert Serra)
4) Paterson (Jim Jarmusch)
5) Ma Vie de Courgette (Claude Barras)
6) Little Men (Ira Sachs)
7) Logan (James Mangold)
8) São Jorge (Marco Martins)
9) Get Out (Jordan Peele)
10) Ama-san (Cláudia Varejão)

 

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publicado por Hugo Gomes às 13:27
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31.12.16

Como já é habitual, eis a resolução de 2016 com os 10 melhores filmes do ano, segundo o Cinematograficamente Falando … Chineses a aprenderem a serem chineses, juventude inconstante, animações de tira o fôlego, oitos desprezíveis e uma casa e o mais belo filme de guerra (sem guerra) dos últimos anos.

 

#10) Mountains May Depart

 

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O agridoce drama de Jia Zhang-Ke prevê um fim da cultura chinesa e o expansão completa do Ocidente globalizado e heterogéneo. Mas para além da sua crítica evidente, principalmente no terceiro acto onde adquire tons de distopia, Mountains May Depart é o reencontro com as raízes que muitos tendem em abandonar. Para além disso, eis a grande ressurreição de Go West, de Pet Shop Boys. [ler crítica]

 

#09) Kubo and the Two Strings

 

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Como já havia escrito, é puro cliché salientar a árdua tarefa de stop-motion e o esforçado trabalho que os estúdios Laika tem vindo a demonstrar nestes últimos anos. Kubo and the Two Strings é mais que um portento técnico-visual, é uma fábula encantada de "triste beleza" que nos dialoga sobre a perda e como superá-la por vias de outras curas. No campo das animações direccionadas para toda a família, tal mensagem é valiosa e por vezes evitada por motivos comerciais. [ler crítica]

 

#08) American Honey

 

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Os jovens de Dazed and Confused tiveram filhos, e esses "rebentos" povoam agora o universo de American Honey, um país onde a doçura não mora aqui, o que não evita as suas personagens procurá-la. Na América de Trump, estes rebeldes sem causa seguem por estradas milésima vezes caminhadas ao som das suas regras como um tribo de "meninos perdidos" de Peter Pan. Entre os peregrinos encontramos a revelação Sasha Lane, que sob as ordens de Andrea Arnold, desbota uma emoção algo perdido numa demanda ausente de tais vencidos sentimentos. A viagem não será para todos, principalmente para quem ingenuamente acredita que a juventude é sagradas e imaculada na sua inocência. [ler crítica]

 

#07) L'Attesa

 

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Piere Messina constrói um filme de gestos e de olhares, onde a perda tenta ser lidada por entre os silêncios. Os diálogos são raros, mas a espera é intensa, por entre uma atmosfera magnética e duas actrizes que se complementem numa só causa, L'Attesa (A Espera) é o mais recente filho de Persona, de Bergman, é o cinema de mulheres fragilizadas na descoberta da sua posição anteriormente questionada. [ler crítica]

 

#06) O Filho de Saul

 

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O horror acontece na porta ao lado, o medo atinge a sala oposta e o pânico é evidente pelo qual o nosso olhar desvia, ignorando o pesadelo que vivemos. Saul Fia (O Filho de Saul) atinge com uma abordagem improvável no cenário do Holocausto, revisitando os Campos de Concentração para uma perspectiva nada pensada anteriormente. Adeus dramalhões de puxar as lágrimas, até breve cinema estampado no preto-e-branco, bem-vindo Filho de Saul, a citar Primo Levi, a busca da Humanidade onde esta parece ter sido abandonada. [ler crítica]

 

#05) Elle

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Isabelle Huppert constrói em cumplicidade com o agora valorizado Paul Verhoeven uma das mais consistentes e complexas personagens femininas do cinema de 2016. Uma mulher refém do seu desejo, mas forte o suficiente para superar qualquer obstáculo inserido, é a carne e a fantasia unidas ao encontro de um só corpo, um thriller que parece emancipara-se das suas próprias raízes e por fim, dignificar a "vitima" e não o predador. Será Elle a obra-prima há muito pedida de Verhoeven? Só um o tempo dirá, novamente. [ler crítica]

 

#04) Anomalisa

 

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Tendo como inspiração uma peça teatral, Charles Kaufman e Duke Johnson insuflam vida nestas marionetas para a concepção de um enredo de colectividade, onde o individualismo, essa particularidade vivente em cada um de nós, é uma jóia a ser "desenterrada". O Mundo parece igual a si mesmo, todos parecem exibir a mesma face, as mesmas doutrinas, as ideias empacotadas como ovelhas em rebanho. Depois de A Grande Beleza, de Sorrentino, Anomalisa é esse ensaio existencialista que secretamente ansiávamos. [ler crítica]

 

#03) El Abrazo de la Serpiente

 

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Ciro Guerra explora um desconhecido universo. A indomabilidade da Amazónia alastra em todo um filme, conduzindo esta história contada em duas vozes e em dois tempos para territórios místicos, quase pagãos que renegam as culturas e crenças de fora. É o desconhecido que nos espera em cada margem do rio Amazonas, é o caos, a loucura, a peste, a febre e por fim, a harmonia encontrada no segredos dos segredos, residido no mais alto cume. A selva também sabe contar histórias. Histórias essas, que reflectem a actualidade do nosso Mundo e para onde caminhamos como seres humanos. Esquecimento, essa terrível maldição, não será imposta aqui neste brilhante filme.  

 

#02) The Hateful Eight

 

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Podem considerá-lo violento, regido ao universo que ele próprio criou através de "migalhas", nada original, reciclável e até vendido. Podem apelidá-lo do que quiser. Quentin Tarantino merece a atenção. O realizador de Pulp Fiction persiste nos temas focados no seu anterior Django para exercer um western gélido que tem como palco o passado, o presente e o futuro de uma Nação. É como "Um Conto de Natal", neste caso, Um Conto de Tarantino, rodeado de personagens taraninescas que despertam o mais profundo jubilo cinéfilo. Longa Vida a Tarantino! [ler crítica]

 

#01) Cartas da Guerra

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Sei que existe o senso colonialista dentro de nós, mas este não é um filme colonial, nem sequer de guerra. É um romance à distância, a da condição do soldado confinado à sua própria solidão, aquela prisão invisível induzido por politicas de outros. É a extrema luta de manter sóbrio perante um mundo bêbado que nos assiste. Ivo M. Ferreira invoca o verdadeiro soldado, não a máquina implacável de guerra implementada pelos prolongamentos do Call of Duty, mas de um homem "barricado" nos seus pensamentos, na saudade de uma outra vida que não seja aquela, mesmo sabendo que pouco sabemos como vivê-la - A Vida Civil.

 

 

Menções honrosas: O Ornitólogo, O Boi Néon, Evolution, The Childhood of a Leader, The Lobster, O Olmo e a Gaivota

 

Melhor Actor: Leonardo DiCaprio (The Revenant)

Melhor Actriz: Isabelle Huppert (Elle)

Melhor Realizador: Ivo M. Ferreira (Cartas da Guerra)

Melhor Argumento: The Hateful Eight

Melhor Efeitos Visuais: The Jungle Book

 

Melhores filmes vistos em festivais: The Witch (Indielisboa), A German Life (Doclisboa), Aquarius (Cannes), Paterson (Cannes), A História da Eternidade (FESTin)

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 14:36
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30.12.16

Antes de conhecermos os melhores do ano para o Cinematograficamente Falando …, ficamos com as 10 "tentativas" estreadas entre nós. Em 2016, fomos expostos a uma selecção de heróis fascistas, porém reféns de uma industrialização formulaica, franchises falhados, horizontes não alcançados  no cinema português e até, uma animação de violência castrada. Eis os 10 piores filmes do ano para este estaminé.

 

#10) Captain America: Civil War

 

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O leitor estará neste momento a questionar, porquê que num ano com tantos super-heróis,  Capitão América: Guerra Civil integra esta lista? Simples, para além da homogeneidade do projecto, a Marvel novamente sem personalidade nos seus eventuais capítulos, temos um filme incoerente disfarçado através de uma narrativa linear (ao contrário da "barafunda" cronológica de Batman V Superman que foi o seu grande pecado). Nessa incoerência encontramos uma aspiração de episódio político que de político nada tem, desde um Capitão América que desafia a ONU para prevalecer as suas ideologias de invasão autodidacta, até a um Homem de Ferro preocupado com danos colaterais e de assumir responsabilidades que mesmo assim recruta um jovem de 15 anos para combater na sua causa, chegando por fim a um plot device tão idiota como a "Martha" do filme de Snyder. Depois desta "guerrinha", tornam-se todos amigos, sem baixas, até porque as personagens são demasiado importantes para a Disney em futuros rendimentos. Fascismo industrialista contado para "criancinhas". [ler crítica]

 

 

#09) Underworld: Blood Wars

 

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Todos nós sabíamos que daqui não vinha coisa boa! Uma saga moribunda que bem poderia ter ficado pelo terceiro filme e mesmo assim é o exemplo perfeito de uma Hollywood capitalista que "suga" a fórmula até mais não existir. O original de 2003 não era perfeito, porém, possuía efeitos práticos que soavam como homenagens ao classicismo destes monstros e até mesmo ao referência ao ainda imbatível American Werewolf in London, de John Landis. Enfim, o facilitismo do CGI torna-se assim, neste caso, na destruição da única réstia de personalidade que esta jornada de Kate Beckinsale de cabedal continha. [ler crítica]

 

 

#08) Refrigerantes e Canções de Amor

 

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De boas intenções o Inferno está sobrelotado, e no caso desta comédia romântica de Luís Galvão Teles, tal não lhe safa. Escrito por Nuno Markl, que provavelmente são as suas ideias que funcionam como vigas de suporte neste tremendo desastre, eis cinema sem ritmo, de mau timing, desempenhos oblívios e uma tendência caricatural extremista que sufoca o potencial que esta obra havia depositado desde a sua produção. Ah … já me ia esquecendo! Victoria Guerra vestido de dinossauro cor-de-rosa bate aos pontos qualquer interpretação aqui inserida. [ler crítica]

 

 

#07) La Corrispondenza

 

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Os tempos de Cinema Paradiso já lá vão e o sabor algo requintado em La Megliore Offerta foi "sol de pouca dura". Giuseppe Tornatore, motivado em conquistar as audiências de todo o Mundo, explora um dramalhão romântico protagonizado por Jeremy Irons e Olga Kurylenko. Os actores não se esforçam, aliás devem ter sido os primeiros com a noção do mau argumento pelo qual guiam. [ler crítica]

 

 

#06) Gods Of Egypt

 

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O problema não é a falta de diversidade do elenco, o "whitewashing" pelo qual este filme foi "abatido", muito antes da sua estreia. Mas sim, pela enésima invocação da fraudulenta fórmula industrializada. Com a desculpa de ter como inspiração a mitologia do Antigo Egipto, Gods of Egypt é uma sonsice irreconhecível, das mãos de quem em tempos nos deu um dos mais inteligentes blockbuters da sua temporada - I, Robot.  No final quem sai do visionamento irá saber o mesmo sobre esta vasta mitologia da mesma forma como entrou. Hollywood no seu "melhor"! [ler crítica]

 

 

#05) The 5th Wave

 

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Chloe Grace Moretz é a última esperança da Humanidade no combate contra temíveis alienígenas. Uma adaptação de uma série infanto-juvenil literária que, pelo "andar da carruagem", ficará somente por este episódio-piloto. O filme foi um flop, o público não teve a "pachorra" para mais variações de Twilight ou Jogos da Fome (aliás, os ecos fizeram sentir no terceiro capítulo de Divergente). Contudo, The 5th Wave não deixa qualquer indicio de frescura nesse mesmo subgénero, é "cinema-pipoca" da mais preguiçosa espécie. [ler crítica]

 

 

#04) Now You See Me 2

 

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O primeiro filme poderia ser competente, se não fosse um twist final imaturo e armado em "sabichão". A sequela vai pelo mesmo caminho, e pior, mantêm a estupidificação do argumento do início até ao fim. Sabendo que nenhum mágico revela os seus truques, em Now You See Me 2, o que está em jogo já não é mais ilusão, é a pura da incredibilidade. Depois, de forma a manter a tradição, o twist final é também ele … pavoroso. [ler crítica]

 

 

#03) The Secret Life of Pets

 

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O que vamos oferecer às nossas crianças? Que tal uma animação que foge dos parâmetros da premissa, esquiva da originalidade e preza-se na previsibilidade? Que tal uma animação que alicerça o seu enredo numa amontoada dose de violência sem sentido, mas de forma tão subversiva que os defensores do controlo parental vão sorrir como se nada fosse? Porquê considerar Tom & Jerry e Looney Tunes obscenos que temos aqui o slapstick exagerado e sem moralidade em forma de animação precoce. Para mal dos nossos pecados, a sequela vem a caminho. [ler crítica]

 

 

#02) The Hunstman: Winter's War

 

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Nós não precisávamos desta sequela! Então porquê "gramar" com um embrião de grande produção, com actores forçados por clausulas contratuais e um argumento, que para além da previsibilidade, atenta-nos como um spoof involuntário dos épicos fantásticos. Mas por graças divina foi um flop, ao menos isso, sem a necessidade de mais uma sequela. [ler crítica]

 

 

#01) Dheepan

 

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O vencedor da Palma de Ouro da edição de 2015 do Festival de Cannes tem um lugar especial neste pódio. Porquê? Porque Dheepan, de Jacques Audiard, é um comboio que descarrila acidentalmente no seu percurso. O que iria ser uma espécie de cinema verité sobre refugiados, acaba por espelhar um medo irracional por estes. Audiard, por sua vez, queria demonstrar como a França é o país mais xenófobo do Mundo, com o auxílio de um cenário pastiche e profundamente desencantado para adereçar a um arquétipo de filme de acção lá pelo meio. No final temos a "comparaçãozita". A triste comparação que apenas evidencia que Audiard não sabe do que está a falar, nem muito menos abordar um tema tão actualmente mediático que é a crise dos refugiados, onde todos parecem ter uma particular opinião. [ler crítica]

 

Menções desonrosas: Hacksaw Ridge, X-Men: Apocalypse, Ben-Hur, Point Break, The Girl on a Train, Inferno

 

Pior actor - Theo James (Underworld: Blood Wars)

Pior actriz - Emilia Clarke (Me Before You) ex-aequo Leana Martau (A Canção de Lisboa)

Pior realização - Cedric Nicolas-Troyan (The Huntsman: Winter's War)

Pior argumento - The Secret Life of Pets

 

Piores filmes vistos em festivais: Vangelo (Doclisboa), As Cartas de Amor são Ridículas (FESTin), Sadako Vs Kayako (MOTELx), The Last Face (Cannes), Il Nome del Figlio (8 1/2 Festa do Cinema Italiano)

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:22
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3.1.16

 

Para dizer a verdade 2015 foi um ano produtivo em termos cinematográficos, o qual deparamos com futuros clássicos do cinema mundial e novos olhares que nos fazem acreditar na força desta Sétima Arte. Cinematograficamente Falando …, elabora as 10 melhores obras cinematográficas de 2015, um conjunto de talentos a ser descobertos, viagens vertiginosas, animações deslumbradas que revelam os nossos seres mais íntimos, e cinema que homenageia o próprio conceito de cinema.

 

 

10) Whiplash

 

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"Resultado, em sintonia com o esforço tremendo de Mille Teller, temos um dos finais mais impares do cinema norte-americano recente, evidenciado um embate físico e psicológico entre dois actores de gerações completamente diferentes. Segundo algumas fontes, Whiplash esteve prestes a nunca sair do papel, mas quando saiu foi consagrado os prémios de Júri e de Público do Festival de Sundance e de momento encontra-se nomeado aos Óscares, nomeadamente a de Melhor Filme. Uma prova que obviamente o barulho causado pelo filme de Damien Chazelle fez-se ouvir." Ler Crítica

 

 

09) João Bérnard da Costa: Outros Amarão as Coisas que eu Amei

 

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"Essa constante auto-analise, uma narrativa intercalada entre a linguagem própria do cinema (Ordet, de Carl Theodor Dreyer, o seu "favorito" Johnny Guitar, de Nicholas Ray, e até mesmo a mentira prolongada da cinematografia de Lubitsch) e os seus escritos lidos pelo seu filho, funciona como uma das pinceladas que contribuem para este esplendoroso retrato, o retrato de Bénard da Costa, o seu intimo hino de amor ao cinema partilhado por todos. Até porque, tal como indica o título - Outros Amarão as Coisas que eu Amei Costa não está, nem esteve sozinho. Esta relação com o Cinema permanece intacta, cada vez mais amada, mesmo que as memórias tendem em tornar-se mais distantes, mas com imagens projectadas em tela, que tudo torna-se numa razão de existência. Do Cinema com Amor!" Ler Crítica

 

 

08) Mad Max: Fury Road

 

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"Se formos descrever este Mad Max numa simplicidade quase massacrante, poderemos insinuar, e com convicção, que todo o filme é uma ida e volta, um autêntico "freak show" que não irá deixar defraudados quem tem como único propósito a diversão. Esteticamente é um novo Mad Max, porém, o modelo continua a ser o antigo." Ler Crítica

 

 

07) Gett

 

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"A caricatura encontra-se de certa forma presente na descrição do tribunal, nas testemunhas que entretanto surgem em "palco", aludindo a críticas sociais, e no próprio processo ritualizado da simples facultação do divórcio. Visto como um herdeiro de 12 Angry Men, de Sidney Lumet, Gett ainda nos presenteia com um certo tom vintage. Este é um filme do qual será difícil nos divorciar." Ler Crítica

 

 

06) Inside Out

 

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"No final, são poucos aqueles que não deixam ser dominados pela Alegria e ao mesmo tempo pela Tristeza. Um sorriso estampado nas nossas faces, consolidando com a triste beleza da derrota. A nossa derrota para com o tempo, onde as nossas preciosas memórias se desvanecem no horizonte longínquo da nossa mente. Como é tão raro encontrar um animação que nos faça sentir ... simplesmente mortais." Ler Crítica

 

 

05) Sicario

 

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"Para sermos exactos, este Sicario é tudo um pouco, um obra fabulista, um ensaio de realidade fincada, com toques variáveis de descrição dessa mesma realidade cinematográfica, um panfleto sem ser evidentemente um, ou um olhar sem julgamentos a um panorama conhecedor, contudo, mirado sob um receio pessimista (tal como é verificado no seu sublime e subliminar final, transcrevendo uma catarse aos sonhos de paz mundial que teimamos a prometer e a acreditar)." Ler Crítica

 

 

04) A Most Violent Year

 

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"A juntar a este conto de o "Bom Ladrão", J.C. Chandor é dinâmico na sua planificação, encarando este trabalho como os pioneiros do género. Apesar de muita coisa ter acontecido de 1981 a 2014, em termos cinematográficos e de linguagem fílmica, A Most Violent Year não deve ser menosprezado. É um espectáculo violento, intenso e convicto como poucos. Façam o favor de prestar atenção neste realizador e no seu respectivo elenco." Ler Crítica

 

 

03) The Tale of Princess Kaguya

 

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"Aliás é arte aquilo que correctamente devemos apelidar este The Tale of the Princess Kaguya, um festim de "paladares" para o olhar que arremata a lenda e a emancipa, adquirindo forma e vida própria em tela. Tocante, viciante, a história interminável, a fantasia possível pela animação, que por sua vez possível pela visão deste mestre. Um adeus terno, Isao Takahata deixará imensas saudades, e se vai." Ler Crítica

 

 

02) Birdman (The Unexpected Virtue of Ignorance)

 

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"Iñarritu reinventa-se, expõe-nos um filme inclassificável, um tipo de cinema de molda para cada espectador ao invés do contrário (o final é a indicação disso mesmo). O vencedor do Óscar de Melhor Filme de 2015 é uma atípica obra-prima do cinema moderno, uma parábola narrativa interdita a todos aqueles que preferem limitar à sua própria “sabedoria”. Vivemos numa sociedade de ignorantes e de hipócritas, guiados por egos injustificáveis e uma cultura desvalorizada." Ler Crítica

 

 

01) As Mil e uma Noites

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"Desaparecido, enquanto corpo, porque a alma de autor encontra-se nas mais tenras veias deste Mil e uma Noites, a maior epopeia cinematográfica do cinema português." Ler Crítica

 

 

Menções honrosas: Kreuzweg, Ex Machina, 45 Years, Clouds of Sils Maria, It Follows, Phoenix

 

Melhores filmes vistos em festivais: Saul Fia, Las Elegidas, Before We Go, A Despedida, Anomalisa

 

 

 

Ver Também

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publicado por Hugo Gomes às 19:21
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28.12.15

Como já é habitual por estas bandas, antes de avançarmos com os Melhores do Ano, passamos então (melhor palavra é despachar) o pódio dos infames. São dez filmes que não querem de maneira nenhuma preencher o imaginário do espectador; blockbusters sem nada de novo para dizer, outros apenas a decadência de outrora grandes artesãos, sequelas automatizadas e cansadas, equívocos que transformam em filmes e oportunismo barato no cinema português. Deliciem-se ou não com os dez piores filmes de 2015 segundo o Cinematograficamente Falando …

 

 

10) San Andreas

 

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"O subgénero dos chamados filmes-desastre viveu o seu apogeu em pleno anos 70 (Earthquake, de Mark Robson vem automaticamente à memória), mas actualmente parece estar reduzido à escola de Roland Emmerich. Visto como um pretexto para uma exposição gratuita de CGI, com mais interesse em "abanar" o box-office mundial do que propriamente presentear o espectador com novas plataformas e experiências cinematográficas, San Andreas é talvez mais um exemplo dessa mesma "escola", que tirando o seu pano de fundo pedagógico - a falha de Santo André e as suas placas tectónicas – é de curto rastilho sem razão alguma para a sua existência." ler crítica

 

 

09) The Last Witch Hunter

 

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"Por melhores visuais que se tenha, a personalidade é algo substancialmente importante para a valorização de uma imagem. The Last Witch Hunter tem em certa parte uma ostentação estética caprichosa, mas nada vale perante um industrializado tratamento (…) Um filme tão medíocre que chegamos definitivamente ao porquê de Timur Bekmambetov ter fugido "a sete de pés" deste projecto." ler crítica

 

 

08) Taken 3

 

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"Provavelmente a única coisa que poderemos reconhecer como Taken são os breves momentos em que Neeson explica à sua filha que está inserido numa cilada, previsivelmente por vias do telefone. De resto, é mais do mesmo, e menos do que aquilo que poderíamos contar. Depois deste tomo, Luc Besson (o produtor) deveria seriamente avançar noutro franchise, porque este está definitivamente morto e enterrado." ler crítica

 

 

07) Hector and the Search of Happiness

 

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"O que é a felicidade afinal? Ficamos a questionar. Certamente a resposta não irá ser encontrada aqui, nem que Simon Pegg escreva duzentos livros sobre o tema. Porém, ver Rosamund Pike é sempre motivo para um sincero sorriso. Nesta demanda, é o mais próximo que temos da harmonia intrínseca." ler crítica

 

 

06) Insurgent

 

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"(…) temos aqui um dos prováveis candidatos ao prémio de pior filme do ano, se não for, é pelo menos o mais caro do catálogo, com 110 milhões de dólares empregues em "mimos visuais". Todavia, para mal dos nossos pecados, o próximo capítulo já está a caminho e, infelizmente, sob o processo de divisão para dois filmes distintos. Meu rico Aldous Huxley!" ler crítica

 

 

05) Jupiter Ascending

 

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"Por enquanto, ficamos com a confirmação de que os Wachowski parecem não possuir mais nada a dar ao cinema (poderíamos apelidar isto como A Queda de Júpiter). Como resultado, temos quase um primo vistoso de Battlefield Earth. Um (muito) aborrecido espectáculo." ler crítica

 

 

04) Mortdecai

 

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"Se é verdade que Johnny Depp já não possui o "sex appeal" de outrora, é agora um facto que o seu talento encontrasse desvanecido como resultado do ego. Mortedcai (a personagem) resume-se a uma caricatura falante, com demasiado espaço de antena e pouco para oferecer ao espectador. Depp, repleto de maneirismos, não disfarça o seu sotaque artificial e o overacting que nos indica que tudo o que acabamos de assistir não passa de uma brincadeira forçada." ler crítica

 

 

03) Suite Française

 

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"Assim, desenrola-se um arquétipo de Romeu & Julieta composto por um final incoerente face a tudo aquilo que se assistiu. Suite Française é sim uma vergonhosa adaptação de um livro que se revelou o derradeiro legado de um ser humano acorrentado pelo seu panorama social, mas livre pelas suas palavras." ler crítica

 

 

02) A Date with Miss Fortune

 

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Do outro lado do Oceano, A Date with Miss Fortune tem sido comparado exaustivamente com My Big Greek Wedding (Viram-se Gregos para Casar), tudo porque ao nosso dispor temos a enésima visão pitoresca dos estrangeiros em culturas norte-americanas, onde mais uma vez são retratados como famílias profundamente tradicionais e caricaturalmente bizarras (…) São filmes como estes que nos fazem perdoar Love Actually, de Richard Curtis, e nos fazem realmente questionar que imagem é que o mundo tem de Portugaller crítica

 

 

01) O Pátio das Cantigas

 

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"Cinema? Não, autocolante televisivo. Homenagem? Não, simplesmente oportunismo." ler crítica

 

 

Menções Desonrosas: Pasolini, The Seventh Son, Adieu au Langage, Escobar: Paradise Lost, American Sniper, 50 Shades of Grey, Tracers

 

Pior Actor - Channing Tatum (Jupiter Ascending)

Pior Actriz - Dânia Neto (O Pátio das Cantigas, O Leão da Estrela)

Pior Realizador - Leonel Vieira (O Pátio das Cantigas, O Leão da Estrela)

Pior Argumento - O Pátio das Cantigas / A Date With Miss Fortune

Pior Filme num Festival - Dheepan (Cannes), Jogo de Xadrez (FESTin)

Filme mais ofensivo do ano - American Sniper e a sua propaganda maniqueísta e O Pátio das Cantigas a demonstrar que 600 mil portugueses saem dos seus sofás para ver uma versão alargada de televisão no cinema

Menção Honrosa: O "nenuco" de American Sniper

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 22:31
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1.12.15

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A última aventura do guerreiro da estrada no cinema valeu a distinção de Filme do Ano pela National Board Of Review. Mad Max: Fury Road [ler crítica], de George Miller, com Tom Hardy e Charlize Theron nos principais papeis, sucedem assim A Most Violent Year e Her, que foram o vencedores do mesmo prémio nos respectivos anos 2014 e 2013.

 

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Destaque ainda para The Martian [ler crítica], que venceu três prémios, correspondentes às categorias de Melhor Realizador (Ridley Scott), Melhor Actor Principal (Matt Damon) e Melhor Argumento Adaptado (Drew Goddard). Brie Larson foi consagrada Melhor Actriz por Room, de Lenny Abrahamson, Sylvester Stallone como Melhor Actor Secundário por Creed e Jennifer Jason Leight a conquistar o de Melhor Actriz Secundária, um dos dois prémios que The Hateful Eight arrecada neste palmaré, o outro foi o de Melhor Argumento Original (Quentin Tarantino).

 

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Amy, de Asif Kapadia, foi considerado o Documentário do Ano, Saul Fia [ler crítica], de László Nemes, como Filme Estrangeiro e Inside Out [ler crítica], de Pete Docter e Ronnie Del Carmen, como Animação. Vale a pena salientar o ex aequo na categoria de Liberdade de Expressão, Beasts of No Nation, de Cary Joji Fukunaga, e Mustang [ler crítica], de Deniz Gamze Ergüven, partilham o referido prémio. A cerimónia de entrega dos prémios irá decorrer no dia 5 de Janeiro de 2016.

 

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Melhor Filme

Mad Max: Fury Road


Melhor Realizador

Ridley Scott, The Martian


Melhor Actor

Matt Damon, The Martian


Melhor Actriz

Brie Larson, Room


Melhor Actor Secundário

Sylvester Stallone, Creed


Melhor Actriz Secundária

Jennifer Jason Leigh, The Hateful Eight


Melhor Argumento Adaptado

Drew Goddard, The Martian


Melhor Argumento Original

Quentin Tarantino, The Hateful Eight


Melhor Filme de Animação

Inside Out


Performance em estreia

Abraham Attah, Beasts of No Nation / Jacob Tremblay, Room

 

Melhor Elenco

The Big Short


Melhor Realizador em Estreia

Jonas Carpignano, Mediterranea


Melhor Filme Estrangeiro

Saul Fia


Melhor Documentário

Amy


Prémio Spotlight

Sicario


Prémio Liberdade de Expressão NBR

Beasts of No Nation & Mustang

 

Prémio William K. Everson

Cecilia De Mille Presley

 

 


Top 10

Bridge of Spies
Creed
The Hateful Eight
Inside Out
Spotlight
The Martian
Room
Sicario
Straight Outta Compton
 

Melhores Filmes Estrangeiro

Goodnight Mommy
Mediterranea
Phoenix 
The Second Mother
The Tribe

 

Top 5 - Documentários

Best of Enemies
The Black Panthers: Vanguard of the Revolution
The Diplomat
Listen to Me Marlon
The Look of Silence

 

Top 10 – Filmes Independentes

’71
45 Years 
Cop Car
Ex Machina
Grandma
It Follows
James White
Mississippi Grind
Welcome to Me
While We’re Young

 

Ler outras crítica relacionadas

45 Years

Bridge of Spies (2015)

Cop Car (2015)

Ex Machina (2015)

It Follows (2014)

Phoenix (2014)

Sicario (2015)

 

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27.11.15

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A revista Sight & Sound, publicada pela British Film Institute, revelou a sua lista dos 20 melhores do ano. The Assassin, o último e elogiado filme de Hou-Hsiao Hsien [ler crítica] lidera o top, seguido por Carol, de Todd Haynes [ler crítica], Mad Max: Fury Road, de George Miller [ler crítica]. Destaque também para a presença de duas obras portuguesas na lista, o épico As Mil e uma Noites, de Miguel Gomes, na quarta posição, e Cavalo Dinheiro, de Pedro Costa, na décima nona posição.

 

  1. The Assassin
  2. Carol
  3. Mad Max: Fury Road
  4. As Mil e Uma Noites
  5. Cemetery of Splendor
  6. No Home Movie
  7. 45 Years
  8. Saul Fia
  9. Amy
  10. Inherent Vice
  11. Anomalisa
  12. It Follows
  13. Phoenix
  14. Bande de Filles
  15. Hard to be a God
  16. Inside Out
  17. Tangerine
  18. Taxi
  19. Cavalo Dinheiro
  20. The Look of Silence

 

 

Ler críticas relacionadas

45 Years (2015)

Anomalisa (2015)

As Mil e uma Noites: Volume 1, O Inquieto (2015)

As Mil e uma Noites: Volume 2, O Desolado (2015)

As Mil e uma Noites: Volume 3, O Encantado (2015)

Bande de Filles (2014)

Cemetery of Splendor (2015)

Inherent Vice (2014)

Inside Out (2015)

It Follows (2014)

No Home Movie (2015)

Phoenix (2014)

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:14
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6.5.15

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Amado por muitos, odiados por alguns, não existe maneira de escapar, a Marvel Studio apoderou-se de território cinematográfico e vai construindo aquele que poderá ser daqui a uns anos num dos maiores e mais complexos franchisings do grande ecrã. Com a chegada do 11º filme, The Avengers: Age of Ultron [ler crítica], até à data o mais ambicioso e "maior" dos filmes de super-heróis, Joss Whedon despede-se do estúdio que o tornou num nome mundialmente falado, e em grande escala. No âmbito da estreia deste colosso dos box-offices internacionais nos cinemas portugueses, o Cinematograficamente Falando … elaborou e reuniu os cinco melhores exemplares desta cada vez mais composta saga.

 

 

 

#5) Iron Man 2 (Jon Favreau, 2010)

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A primeira sequela directa da Marvel Cinematic Universe foi a prova de quanto pretensioso seria The Avengers, nem que para isso fosse preciso prejudicar filmes em prol desse mesmo advertising. Felizmente, Iron Man 2 tem a virtude de não possuir um enredo totalmente danificado por tal exaustão de easter eggs e de "cliffhangers" para eventuais sequelas, provando que Robert Downey Jr. é o perfeito Homem de Ferro e que Scarlett Johansson é uma curiosa Black Widow (naquele que é o seu regresso à produção blockbuster). Ler Crítica

 

 

#4) The Captain America: The Winter Soldier (Anthony e Joe Russo, 2014)

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Vamos ser sinceros, a primeira aventura do "caricatural" Capitão América foi mais que fraco, um pretexto feito à pressa para inserir em The Avengers esta dita personagem. Com The Winter Soldier, o enredo tornou-se mais confiante, assim como a própria personagem (um branqueado contraste com os lados negros dos seus colegas de equipa), e as sequências de acção são mais que empolgantes. Os irmãos Russo parecem ter acertado na "muche" quanto ao argumento e em relação ao elenco, porque não é todo os dias que se tem Robert Redford numa produção deste tipo. Ler Crítica

 

 

#3) The Avengers (Joss Whedon, 2012)

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Todos os caminhos levaram-nos a isto! The Avengers foi mais que uma experiência, um ambicioso projecto de um estúdio que pretendia fazer mais do que somente filmes, mas sim eventos. Muito longe da salganhada e "borrada" que se adivinhava a léguas, este primeiro "joint movie" traz na direcção Joss Whedon, o criador das séries Buffy e Firefly, uma manobra arriscada que gerou uma despreocupada e mesmo assim frenética aventura. Todos os heróis que fazem qualquer fã "delirar" contra um dos mais carismáticos vilões da série (se não o mais, falo obviamente de Tom Hiddlestone e o seu Loki), e uma intriga simples e dinâmica, e o melhor de tudo … The Avengers sobrevive como um filme só, independente e emancipador. Não é perfeito, mas é uma excelente proposta de entretenimento. Ler Crítica

 

 

#2) Guardians of the Galaxy (James Gunn, 2014)

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Se julgavam que Joss Whedon em The Avengers seria o cúmulo dos riscos cometidos pela Marvel Studios, James Gunn para o "não muito conhecido" Guardians of the Galaxy é a loucura total. Talvez foi esse pensamento "out of the box" que fez esta aventura intergaláctica numa aposta ganha. A começar pelo seu tom, que tal como The Avengers, é despreocupado, porém, num expoente mais elevado que o anteriormente referido, com personagens excêntricas e divertidas, acompanhadas com "tiradas de ouro" que decerto "arrancarão" gargalhadas aos espectadores. Depois o estilo, quase alicerçado por referências kitsch dos anos 80, a evidenciar com perfeição na sua banda sonora, uma composição musical deslocada, mas brilhantemente inserida aqui. Por fim, tal como The Avengers, de Joss Whedon, este é um filme que se pode visualizar sem o auxilio dos outros capítulos do Universo Marvel. Portanto, sem Thor, Homem de Ferro, nem Capitão América, os Guardiões da Galáxia sobrevivem, ou diríamos antes, vivem na sua plenitude. Ler Crítica   

 

 

#1) Iron Man (Jon Favreau, 2008)

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Porquê Iron Man no primeiro lugar do pódio? Pois bem, uma das razões é por simplesmente ser o começo de tudo. Por ser o mais independente dos filmes deste franchising, e por devolver a Robert Downey Jr., um enfant terrible em constante recuperação, o seu estatuto de estrela. A verdade é que este filme funciona como uma aventura ao estilo dos anos 90, nervoso como os super-heróis cinematográficos dessa época, mas presente com um estilo arriscado. Estreado no mesmo ano que The Dark Knight de Christopher Nolan, Iron Man foi o outro super-herói que se preocupou inicialmente em inserir-se no nosso contexto social para depois seguir na sua demanda heróica. Ler Crítica

 

 

Outros filmes da MCU

Iron Man 3 (2013)

The Incredible Hulk (2008)

Thor (2011)

Thor: The Dark World (2013)

Captain America: The First Avenger (2011)

 

 

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30.12.14

Nem tudo estreado em 2014 foram rosas, os espinhos são também evidentes. Antes de anunciar os escolhidos para pódio de melhores obras cinematográficas do ano, revelo-vos os piores filmes segundo Cinematograficamente Falando … Infelizmente o cinema português volta a fazer parte da lista.

 

 

#10) Dracula Untold

 

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"Se este é o começo de uma saga que promete reunir o legado de monstros da Universal Classics, bem mais valiam estar quietos. Dracula Untold é um filme nada aconselhado para fãs de vampiros, muito menos para os de Drácula de Bram Stoker, tudo porque pouco ou nada existe aqui algo digno desse universo. Mais próximo do último Homem-Aranha do que propriamente da memória de Bela Lugosi."  ler crítica

 

 

 

#09) Trash

 

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"O mais surpreendente nisto tudo é que Fernando Meirelles estava mesmo dentro do projecto, sob um jeito quase desvanecido à industrialização cinematográfica, contenta com uma obra surreal ao contexto que aborda e extremamente manipulador, aprendendo com este último ponto com o cinema hollywoodesco para massas. Depois de Extremely Loud & Incredibly Close, e agora com este "Lixo" (melhor alusão para titulo não haveria), será difícil Stephen Daldry conseguir "levantar". Um primo (muito, muito, muito) menor e afastado de Slumdog Millionaire." ler crítica

 

 

#08) The Legend of Hercules

 

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"Com The Legend of Hercules (Hércules - A Lenda Começa como titulo traduzido) o espectador tem a absoluta certeza de que Renny Harlin (Die Hard 2, Cliffhanger) não morre de amores pela mitologia grega nem sequer pretende reproduzi-la no grande ecrã. É que tudo o que vemos neste "pseudo-épico" com severos traços de amadorismo é um caricatural cenário com mais envolvência à Roma Cristã do que propriamente à Grécia Antiga. E nem é apenas nos cenários que reside essa "fresca" alusão, até mesmo no enredo é possível evidenciar os elementos desta dita evangelização. Esta história do herói mais conhecido da mitologia grega é quase como um aglomerado de históricas bíblicas. Ou seja, tudo aquilo que presenciamos em The Legend of Hercules é tudo menos aquilo que é suposto ser adaptado." ler crítica

 

 

#07) Venuto Al Mondo

 

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"O actor / realizador Sergio Castellitto adapta para o grande ecrã o romance da sua mulher, Margaret Mazzantini, intitulado de Venuto al Mondo (Voltar a Nascer, em titulo traduzido). Funcionando numa história algo minimalista e descarada sobre o conflito bósnio, reduzindo tal trama de relevância humanitária a um romance desleixado e constrangido, nem Nicholas Sparks se lembraria de tal coisa." ler crítica

 

 

#06) Lone Survivor

 

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"Vindo do outro lado do oceano com o titulo de "o melhor filme de guerra desde O Resgate do Soldado Ryan", O Sobrevivente (titulo traduzido) é o tipo de obra que pouco ou nada tem significado na nossa cultura cinematográfica, nem sequer social. O que está em causa aqui não são as memórias de um Navy SEAL que consegue sobreviver após uma intervenção militar ter corrido "para o torto" em terras afegãs (de difícil credibilidade), nem sequer a homenagem que o filme parece incutir aos seus camaradas mortos, mas sim um desrespeito cultural e humano de um país, as mensagens subliminares de soberania norte-americana e pior, a manipulação com que o filme se articula em prol dessa mensagem." ler crítica

 

 

#05) Cadences Obstinées

 

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"Cadences Obstinées marca o segundo trabalho da actriz Fanny Ardante como realizadora, a musa de François Truffaut e o motivo de vénia no La Grande Bellezza de Paolo Sorrentino, quatro depois da sua estreia em Cendres et Sang. Enquanto no seu primeiro produto, a diva usufruía das influências teatrais para esboçar um filme metódico e ciclar, onde a estética é acima de tudo valorizada, nesta pseudo-intelectualidade remetida a “parte alguma” assenta puramente no artístico das suas imagens sem possuir de certo, palavras para o preencher." ler crítica

 

 

#04) The November Man

 

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"November Man consegue ser um filme tão enfadonho que estreia no nosso país na mais errada das alturas: é que a silly season já terminou ao tempo. Visto isso, então o porquê de continuar a persistir em idiotices como esta? A Guerra Fria já lá vai, mas os americanos adoram relembra-la e o resto do mundo consome alvoraçadamente essas memórias." ler crítica

 

 

#03) I, Frankenstein

 

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"Baseado numa graphic novel da Darkstorm Studios criada por Kevin GreviouxI, Frankenstein é o ultimo "grito" nas variações modernas do clássico conto de Mary Shelley com direito ao "It's Alive" como citação e tudo. Deparamo-nos então com Aaron Eckhart a desempenhar o monstro que vagueia algures entre os mortos e os vivos, encurralado no seio de uma batalha que dura há milénios, ora as Gárgulas, descendentes dos anjos de um lado e uma horda de demónios homogéneos do outro. (…) Um clássico da literatura que deu origem a mero lixo. Sem exemplo!" ler crítica

 

#02) Sei Lá

 

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"Este rip-off da série norte-americana O Sexo e a Cidade é um OVNI narrativo, um equivocado projecto cinematográfico de visão distorcida e anoréctica acerca das mulheres em geral (sim, Margarida eu perdoo-te pelas ofensas directas aos homens), o que se torna ofensivo, apesar de não se esperar aqui uma reprodução de Scarlett O'Hara. De dramaticamente burlesco para involuntariamente desesperante, Sei Lá é uma criminalidade sem igual, algo que caiu de pára-quedas" e que não se enquadra no panorama actual nem mesmo na própria definição de cinema. Com isto tudo chego a dar razão a João César Monteiro que citou perante aos ataques críticos ao seu Branca de Neve - "Queriam o quê? Telenovela?" - Ora bem, temos a resposta." ler crítica

 

 

#01) Pecado Fatal

 

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"Em Pecado Fatal não existe aqui algo que se possa chamar verdadeiramente de cinema. É um exercício académico que não faz jus à sua frase propagandista de "(...) para quem não gosta de cinema português". Podemos até revoltar-nos com os autores conformistas à espera dos subsídios e dos filmes "para amigos", mas não é com este género de obras que combateremos isso. Aliás, são produtos como estes que me fazem temer pela próxima geração de cineastas, mas isso é outra conversa."Toda a gente julga toda a gente"" ler crítica

 

 

Menções desonrosas: Deliver us From Evil, Campo de Flamingos sem Flamingos, Walk of Shame, Njinga: Rainha da Angola, Need For Speed

 

Desilusões: Interstellar, The Amazing Spider-Man 2, The Babadook, La Jalousie, The Immigrant, Cadences Obstinées

 

Pior Actor: Kellan Lutz (The Legend of Hercules)

Pior Actriz: Gaia Wess (The Legend of Hercules)

Pior Realizador: Renny Harlin (The Legend of Hercules)

Pior Argumento: Pecado Fatal

Pior Efeitos Visuais: The Legend of Hercules

Pior Filme em Festivais: Fu Yu Zi (exaequo) Je M'Appelle Hmmm …

Pior Desculpa para Sequela: Horrible Bosses 2

 

E para o leitor, qual o pior filme do ano 2014?

 

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publicado por Hugo Gomes às 16:02
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21.2.10

Com a estreia de The Wolfman, uma revisão do clássico de 1941, e do frenesim que The Twilight Saga – New Moon obteve, os lobisomens tal como os vampiros parecem estar na moda, devido a isso, decido elaborar aqui no Cinematograficamente Falando … a lista dos dez melhores filmes com lobisomens do cinema. Podem ser sangrentos, violentos, amaldiçoados ou até os mais românticos.

 

#10) DOG SOLDIERS (2002)

Durante um exercício militar nas florestas britânicas, um pelotão de soldados é confrontado com uma alcateia de corpulentos lobos com instinto assassino de primeira classe. Depois de algumas mortes, sangues e perseguição, logo descobrem que estas bestas caninas são na realidade soldados convertidos. Do realizador de Doomsday e The Descent, eis um filme de acção e terror com tudo no sitio e um grupo de lobisomens que são verdadeiros animais sedentos de sangue.

 

#09) LE PACT DES LOUPS (2001)

Filme francês que relata os ataques de uma besta lupiforme que ataca uma aldeia no século XVIII, uma irmandade decide então erradicar tal monstro. Uma mega-produção gaulesa que se tornou historicamente na segunda melhor estreia francesa em terras do Tio Sam, além de ter sido um sucesso em outros países. Apesar das péssimas críticas que obteve por esse mundo fora, Le Pact des Loups resulta como uma visualmente arrebatadora fita que cruza registos de terror, thriller e drama. Com Vincent Cassel e Monica Bellucci nos principais papéis.

 

#08) LEGEND OF THE WEREWOLF (1975)

Hammer Studios, aquele que para muitos foi o melhor estúdio de filmes de terror nos anos 50 a 70, se vê envolvido na ressurreição da lenda do Homem Lobo. Peter Crushing é a estrela desta variação de licantropia. A história centra-se numa criança que após a morte dos seus pais, é criado por lobos. Mais tarde é integrado num circo ambulante até fugir para Paris, em fase de adulto. Em Paris apaixona-se por uma prostituta e é aí que as matanças se iniciam.

 

#07) BAD MOON (1996)

Eric Red, o argumentista dos célebres Near Dark (Kathryn Bigelow, 1987) e The Hitcher (Robert Harmon, 1986) decide realizar o seu próprio filme de terror, um que incluía lobisomens, porém o orçamento dado foi demasiado reduzido, mas tal factor não impediu que Red utiliza-se toda a sua criatividade para trazer até nós, uma das mais sangrentas obras de terror dos anos 90. Um caso curioso no universo licantropo.

 

#06) WOLF (1994)

Jack Nicholson foi mordido por um lobo, em consequência se torna em noites de Lua Cheia numa besta sedenta de sangue. Realizado pelo aclamado realizador Mike Nichols (The Graduate), eis uma versão bem moderna do clássico mito do lobisomem. Nicholson e Michelle Pfeiffer estão fabulosos.

 

#05) WEREWOLF OF LONDON (1935)

O primeiro filme de Lobisomens da Universal Pictures, mesmo sendo um marco da história do cinema de terror e do fantástico foi um fiasco de bilheteira e não conquistou o publico durante todo estes anos, é talvez o filme mais esquecido desta lista. Henry Hull foi o actor escolhido para vestir a pele (ou pêlo) da trágica personagem, o suco de uma rara flor tibetana é a única coisa que pode terminar a sua maldição.

 

#04) The WOLF MAN (1941)

Lon Chaney Jr. foi o actor que celebrizou a imagem do lobisomem para os dias de hoje. Depois do fracasso de Werewolf of London, a Universal decide então refazer o legado, de forma a completar a galeria de monstros que havia concebido com Frankenstein (1931), Dracula (1931) e The Mummy (1932). È considerada a melhor prestação de Lon Chaney Jr. que cedo redefiniu a imagem generalizada de um Homem-Lobo, uma besta bípede peluda com traços humanos e dentes aguçados a de um lobo. Fita essencial para qualquer fã destas criaturas.

 

#03) THE COMPANY OF WOLVES (1984)

Uma reinvenção da fábula do Capuchinho Vermelho, onde Neil Jordan o converte numa parábola às historias de lobisomens. Com um certo apetite erótico, The Company of Wolves é um incontornável exercício de aprumação técnica e cénica. Venceu 4 prémios na edição do Fantasporto de 1985, incluindo o de Melhor Filme, Prémio de Publico e Prémio de Critica. Dez anos mais tardes, Neil Jordan realiza Interview with a Vampire com Tom Cruise e Brad Pitt, indiscutivelmente um dos melhores filmes de vampiros.

 

#02) LADYHAWKE (1985)

É a variação de lobisomens menos ortodoxa desta lista, Ladyhawke de Richard Donner é na verdade um romance impossível entre duas figuras trágicas e amaldiçoadas. Michelle Pfeiffer (no auge da sua beleza) é uma mulher que se converte de dia num falcão, de noite possui a sua humana forma, em contraste está o actor Rutger Hauer, um cavaleiro de dia, e de noite um lobo. Ambos estão apaixonados, mas provavelmente desencontrados. Um dos melhores romances dos anos 80 e não só!

 

#01) AN AMERICAN WEREWOLF IN LONDON (1981)

Um cruzamento de comédia e terror realizada e escrita por John Landis (o pormenor que escreveu-o quando tinha somente 19 anos). Trata-se de uma fita de lobisomens que necessitou de um excelente trabalho técnico nos efeitos especiais práticos, dando a nós, uma das melhores (se não a melhor) metamorfose de humano para lobisomem. Inteligente, eis a obra incontornável dos ditos licantropos. Devido ao sucesso desta fita, Michael Jackson contrata o próprio John Landis para trabalhar no videoclip Thriller, outro grande êxito e histórico elemento de música e terror.

 

Menções honrosas – The Howling (1981), Teen Wolf (1985), Underworld (2003), Frankenstein Meets the Wolf Man (1943), Van Helsing (2004)

 

Para o leitor qual é o melhor filme de Lobisomens?

 

Ver Também

The Twilight Saga – New Moon (2009)

Wolf (1994)

The Wolfman (2010)

Underworld (2003)

Van Helsing (2004)

 


publicado por Hugo Gomes às 22:07
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31.10.07

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Podemos encarar o Halloween da mesma maneira que o Natal - é quando o homem quiser. O espírito desta data atmosférica poderá ser invocado sempre que quiserem, muito mais no Cinema, o qual não falta filmes para o efeito. Devido a isso e pelo êxito que o género de terror tem por este Mundo fora, o Cinematograficamente Falando ... elaborou um top 10 de filmes aconselhados para ver nesta época, juntamente com os amigos, família ou até namorada. São 10 filmes de terror bem populares, acessíveis, que garantirão momentos fortes e alguns arrepios na espinha. Bem, chega de conversa e seguimos então à lista de contemplados ...

 

 

#10 Saw (2004)

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O (primeiro) Saw funciona sempre como uma boa opção para o Halloween. Simples, estilistico e engenhoso no seu enredo, aliás o twist final é um dos mais bem conseguidos nos últimos anos. A trama segue dois desconhecidos que misteriosamente acordam numa casa de banho, aconrrentados e à mercê de jogos diabólicos por parte de um psicopata. Dirigido por James Wan, Saw foi erguido com o orçamento minúsculo, mas o êxito foi tanto que sequelas são opções inquestionaveis para os produtores.

 

 

#09 The Omen (1976)

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A versão de 1976 e não o frouxo remake de 2006, é um filme misterioso, dicotómico e atmosférico. The Omen é por vezes comparado com The Exorcist, de William Friedkin, por não exercer o susto fácil e culminar o terror psicólogico, aliás ambos são servidos por uma banda sonora simbiotica com o ambinete do filme. Protagonizado pelo actor Gregory Peck, o pai adoptivo de uma criança que se julga ser o filho do Diabo, anticristo, um Harvey Stephens a cumprir o arrepiante papel do menino-prodígio do Inferno.

 

 

#08 Hellraiser (1987)

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Mesmo sendo um filme esquecido em Portugal, nunca estreou nos cinemas nacionais nem encontra-se disponiel em formato home video, Hellraiser, realizado pelo mestre do terror Clive Barker, é uma obra dolorosa de ver, mas sob o efeito de um dos melhores argumentos do terror dos anos 80. Considerado uma obra de culto e mitíca na História do cinema de terror, graças a HellraiserPinhead (o seu monstro estrela, interpretado por Doug Bradley) a adquirir o estatuto de um das criaturas mais enigmáticos da sétima arte, mesmo sendo rei do “low budget film”.

 

 

#07 The Texas Chainsaw Massacre (1974)

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Se pensas que só agora é que o gore está cada vez a assentar-se como um exercício de estilo rentável graças aos franchisings de Saw e Hostel, pois bem, mas a “coisa” começou um pouco antes de 1974, quando um homem actualmente condenado ao “direct to vídeo” chamado Tobe Hooper teve a excelente ideia de juntar canibalismo com serras eléctricas. O resultado; um saco de plástico para cada espectador para eventuais vómitos e o nome Texas manchado em sangue, o qual o "pacato" estado nunca mais foi o mesmo.

 

 

#06 A Nightmare On Elm Street (1984)

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Wes Craven teve a brilhante ideia de juntar realidade e sonhos com intrigas adolescentes, o resultado foi um dos filmes independentes de maior êxito do ano, e um inicio de uma saga que deu tanta alegria à juvenil New Line Cinema e o monstruoso assassino de crianças, Freddy Krueger marcado para a posterioridade graças à carismática prestação de Robert Englund. Curiosamente, A Nightmare On Elm Street concentra como o primeiro papel de Johnny Depp no cinema, uma escolha de casting acidental mas cujo o resultado são evidentemente vistos actualmente.

 

 

#05 Scream (1996)

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Do mesmo realizador de A Nightmare On Elm Street (O Pesadelo Em Elm Street), Wes Craven reinventa o terror adolescente (nomeadamente o infame slasher movie) com equilibrada mistura de humor e horror num mundo cheio de referências e tudo o que um adolescente sedento por sangue pode querer. Scream – Gritos marcou uma geração e é capaz de marcar um Halloween, isso se não viram o Scary Movie dos irmãos Wayans.

 

 

#04 The Exorcist (1973)

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O Exorcista nos dias de hoje continua a ser um filme de respeito, agora imaginem na sua data de estreia, que tumulto deve ter culminado nas audiências ainda ingénuas a este tipo de cinema. Foi o único filme de terror até à data a obter uma nomeação para os Óscar na categoria de Melhor Filme, mas tirando o mérito próprio, este é um dos filmes mais adequados para tornar um Halloween inesquecível, ainda mais acompanhado por aquela pessoa, de preferência susceptível e facilmente impressionável. 

 

 

#03 Bram Stoker’s Dracula (1992)

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Antes de mais, é uma obra de Francis Ford Coppola, por isso é escusado falar da qualidade da sua produção. Quanto, em termos vampíricos, é um dos melhores filmes relacionados com esses "bichinhos" sugadores de sangue. E com um elenco de luxo; Gary Oldman, Anthony Hopkins, Winona Ryder, Keanu Reeves e uma pequena aparição de Monica Bellucci, esta versão fiel aos escritos de BramStoker é um portento sob uma vertente romântica com sangue à mistura, é preciso dizer mais para um serão "especial".

 

 

#02 Suspiria (1977)

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Qual o filme mais adequado para o Dia das Bruxas? Um filme sobre bruxas, e nesse aspecto Suspiria é um dos melhores exemplos do Cinema. Dario Argento converte uma obra de terror num pequeno pedaço de arte, visualmente sintético, onírico e majestoso, uma delirante banda sonora e marcantes sustos pelo caminho. Um dos melhores exemplares do estilistico giallo

 

 

#01 Halloween (1978)

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Sem grandes surpresas, o filme mais adequado para ver num Halloween é mesmo Halloween de John Carpenter, a origem do slasher movie por excelência resultou numa atmosférica obra sempre actualizada em termos de sustos, suspense e sangue. Com um charme irresistível, Halloween permanecerá sempre como um dos mais incontornáveis filmes de terror da sétima arte, onde imensas das suas sequências ecoaram para a posteridade. 

 

E para o leitor? Qual o filme mais adequado para um Halloween e o porquê?

Bons Filmes e um Feliz Halloween.


publicado por Hugo Gomes às 23:09
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10/10 - Magnífico
9/10 - Imprescindível
8/10 - Bom
7/10 - Interessante
6/10 - Razoável
5/10 - Medíocre
4/10 - Muito Fraco
3/10 - Mau
2/10 - Péssimo
1/10 - De Fugir
0/10 - Nulidade
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