Data
Título
Take
23.2.17

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Cinzento e Negro, de Luís Filipe Rocha, foi o filme mais nomeado à edição 2017 dos prémios Sophia, atribuídos pela Academia Portuguesa de Cinema. Com 13 nomeações, a obra é acompanhada na indicação a Melhor Filme por Cartas da Guerra (10 nomeações), A Mãe é que Sabe (11 nomeações) e Estive em Lisboa e lembrei de você (2 nomeações).

 

A divulgação dos nomeados, que esteve a cargo de Soraia Chaves e Albano Jerónimo, antecedeu a cerimónia de entrega dos Prémios Sophia 2017 que decorre no dia 22 de Março, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa

 

O actor Ruy de Carvalho será laureado com o Sophia de Excelência e Mérito, o segundo entregue pela Academia. Recorda-se que o primeiro seguiu para Manoel de Oliveira.

 

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Melhor Filme
Cartas da Guerra
Cinzento e Negro
A Mãe é que Sabe
Estive em Lisboa e lembrei de você

 

Melhor Ator Principal

Miguel Borges – Cinzento e Negro
Filipe Duarte – Cinzento e Negro
Miguel Nunes – Cartas da Guerra
Albano Jerónimo – Gelo

 

Melhor Atriz Principal

Joana Bárcia – Cinzento e Negro
Margarida Vila-Nova – Cartas da Guerra
Ivana Baquero – Gelo
Ana Padrão – Jogo de Damas

 

Melhor Ator Secundário

Carlos Santos – A Mãe é que Sabe
Adriano Carvalho – A Mãe é que Sabe
Adriano Luz – John From
Ivo Canelas – Gelo

 

Melhor Atriz Secundária

Inês Castel-Branco – Gelo
Camila Amado – Cinzento e Negro
Manuela Maria – A Mãe é que Sabe
Dalila Carmo – A Mãe é que Sabe

 

Melhor Argumento Original

Luís Filipe Rocha - Cinzento e Negro
Luís Galvão Teles, Gonçalo Galvão Teles e Luís Diogo - Gelo
Mário Botequilha, José Fonseca e Costa - Axilas
Roberto Pereira, Nuno Rocha - A Mãe é que Sabe

 

Melhor Argumento Adaptado

Ivo M. Ferreira, Edgar Medina - Cartas da Guerra
Hugo Vieira da Silva - Posto-Avançado do Progresso
José Barahona - Estive em Lisboa e Lembrei de Você
Julia Roy - Até Nunca

 

Melhor Realizador

José Fonseca e Costa - Axilas
Luís Filipe Rocha - Cinzento e Negro
Ivo M. Ferreira - Cartas da Guerra
Nuno Rocha - A Mãe é que Sabe

 

Melhor Direção de Fotografia

André Szankowski - Cinzento e Negro
Luís Branquinho- A Mãe é que Sabe
João Ribeiro - Cartas da Guerra
Rui Poças - O Ornitólogo

 

Melhor Maquilhagem e Cabelos

Ana Lorena, Natália Bogalho - Axilas
Sandra Pinto - Cinzento e Negro
Nuno Esteves "Blue" e Nuno Mendes - Cartas da Guerra
Emanuelle Fèvre, Iracema Machado - Gelo

 

Melhor Som

Ricardo Leal - Cartas da Guerra
Carlos Alberto Lopes, Elsa Ferreira - Cinzento e Negro
Olivier Blanc, Branko Neskov - Gelo
Pedro Melo, Tiago Raposinho e Tiago Matos - A Mãe é que Sabe

 

Melhor Guarda-Roupa

Lucha d'Orey - Cartas da Guerra
Isabel Branco - Cinzento e Negro
Ana Paula Rocha e Sílvia Siopa - Gelo
Mia Lourenço - A Mãe é que Sabe

 

Melhor Montagem

Sandro Aguilar - Cartas da Guerra
António Pérez Reina - Cinzento e Negro
Pedro Ribeiro - Gelo
Paula Miranda - A Mãe é que Sabe

 

Melhor Banda Sonora Original

Mário Laginha - Cinzento e Negro
Filipe Raposo - Refrigerantes e Canções de Amor
The Red Trio e Norberto Lobo - Aqui, em Lisboa – Episódios da Vida de Uma Cidade
Nuno Malô - A Canção de Lisboa

 

Melhor Canção Original

Será Amor – composição de Miguel Araújo - Canção de Lisboa
Refrigerantes e Canções de Amor, letra Sérgio Godinho e música Filipe Raposo - Refrigerantes e Canções de Amor
Balada para uma dinossaura, letra e musíca João Tempera - Refrigerante e Canções de Amor
Sobe o Calor – letra de Sérgio Godinho e música Filipe Raposo - Refrigerantes e Canções de Amor

 

Melhor Documentário em Longa-Metragem

Mudar de Vida, José Mário Branco, vida e obra - Nelson Guerreiro, Pedro Fidalgo
O Cinema, Manoel de Oliveira e Eu - João Botelho 
A Toca do Lobo - Catarina Mourão
Rio Corgo - Sérgio da Costa, Maya Kosa

 

Prémio Sophia Estudante

Marvin's Island - António Vieira, Filipa Burmester, Pedro Oliveira
A Instalação do Medo - Ricardo Leite
Post-Mortem - Belmiro Ribeiro
Pronto, era Assim - Joana Nogueira e Patrícia Rodrigues

 

Melhor Curta-Metragem de Ficção

Menina - Simão Cayatte
Bastien - Welket Bungué
A Brief History Of Princess X - Gabriel Abrantes
Campo De Víboras - Cristèle Alves Meira

 

Melhor Curta-Metragem de Animação

Estilhaços - José Miguel Ribeiro
Fim De Linha - Paulo D'Alva
Última Chamada - Sara Barbas
A Casa Ou Máquina De Habitar - Catarina Romano

 

Melhor Documentário em Curta-Metragem

A Vossa Terra - João Mário Grilo
Balada de um Batráquio - Leonor Teles
António, Lindo António - Ana Maria Gomes
Portugueses do Soho - Ana Ventura Miranda

 

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publicado por Hugo Gomes às 22:02
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21.12.16

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A actriz Laura Soveral vai ser homenageada com o Prémio Bárbara Virgínia, um galardão criado pela Academia Portuguesa de Cinema com o intuito de distinguir mulheres que se destacaram (e que continuam a destacar) na 7ª Arte. A cerimónia da entrega do troféu concebido pelo pintor e escultor Leonel Moura, decorrerá no próximo ano. Segundo a Academia, a actriz é um "exemplo de determinação e profissionalismo para gerações futuras”.

 

Nascida a 1933, em Angola, Laura Soveral foi estudante da Filologia Germânica na Faculdade de Letras de Lisboa, tendo iniciado o seu percurso de actriz no Grupo Fernando Pessoa, dirigido por João d’Ávila, em 1964. Sucessivamente inscreveu na Escola de Teatro do Conservatório Nacional.

 

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Determinada como actriz de teatro, Soveral também vingou-se, quer na televisão, quer no cinema. No pequeno ecrã integrou o elenco de inúmeras novelas brasileiras e no grande tela, foi uma das "musas" de Manoel De Oliveira em filmes como Vale Abraão, A Divina Comédia e Francisca. Trabalhou com João Botelho em inúmeras façanhas cinematográfica e foi uma das "caras" de Tabu, de Miguel Gomes. Participação que lhe valeu três nomeações, como melhor actriz secundária para os Prémios CinEuphoria e como melhor actriz para os Globos de Ouro e Prémios Sophia, tendo levado para casa o galardão de melhor actriz secundária.

 

Foi laureada com o Prémio Sophia de Carreira em 2013.

 

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publicado por Hugo Gomes às 17:20
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7.4.16

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Novamente um filme de António-Pedro Vasconcelos lidera as nomeações dos prémios da Academia Portuguesa de Cinema. Com dezassete indicações à 4ª edição dos Sophia, incluindo as nomeações nas categorias de Melhor Filme, Melhor Realizador (António-Pedro Vasconcelos), Melhor Actor (José Mata) e a "dobradinha" de Melhor Actriz (Victória Guerra, Soraia Chaves), Amor Impossível ficou à frente da muito elogiada trilogia de Miguel Gomes, As Mil e uma Noites, cujas três partes arrecadaram quatro nomeações. Yvone Kane e Capitão Falcão receberam 10 nomeações cada um e a primeira longa-metragem, A Montanha, conseguiu as 8 indicações.

 

Os vencedores dos Sophia 2016 serão revelados numa cerimónia que irá ocorrer 13 de Maio no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

 

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Aqui ficam todos os nomeados:

 

Melhor Filme
Amor Impossível
As Mil e Uma Noites, Volume 2: O Desolado
Montanha
Yvone Kane

 

Melhor Realizador
António-Pedro Vasconcelos, Amor Impossível
Miguel Gomes, As Mil e Uma Noites, Volume 2: O Desolado
João Salaviza, Montanha
Margarida Cardoso, Yvone Kane

Melhor Actor
Adriano Luz, As Mil e Uma Noites, Volume 1: O Inquieto
José Mata, Amor Impossível
David Mourato, Montanha
Gonçalo Waddington, Capitão Falcão

Melhor Actriz
Beatriz Batarda, Yvone Kane
Soraia Chaves, Amor Impossível
Victória Guerra, Amor Impossível
Isabel Ruth, Se Eu Fosse Ladrão... Roubava

Melhor Actor Secundário
David Chan Cordeiro, Capitão Falcão
Carlos Malvarez, Amor Impossível
José Martins, Amor Impossível
José Pinto, Capitão Falcão

 

Melhor Actriz Secundária
Maria D'Aires, Amor Impossível
Lia Carvalho, Amor Impossível
Carla Chambel, Se Eu Fosse Ladrão... Roubava
Maria João Pinho, Montanha

Melhor Argumento Original
Amor Impossível, Tiago R. Santos
Capitão Falcão, Nuria Leon Bernardo e João Leitão
Montanha, João Salaviza
Yvone Kane, Margarida Cardoso

Melhor Documentário em Longa-Metragem
Alto Bairro, de Rui Simões
Pára-me de Repente o Pensamento, de Jorge Pelicano
Portugal - Um Dia de Cada Vez, de João Canijo e Anabela Moreira
Volta à Terra, de João Pedro Plácido

Melhor Curta-Metragem de Ficção
Aula de Condução, de André Santos e Marco Leão
A Glória de Fazer Cinema em Portugal, de Manuel Mozos
Rampa, de Margarida Lucas
O Rebocador, de Jorge Cramez

Melhor Documentário em Curta-Metragem
África Abençoada, de Aminata Embalo
Atopia, de Luís Azevedo e Alexandre Marinho
Fora da Vida, de Filipa Reis e João Miller Guerra
A Torre, de Salomé Lamas

Melhor Curta-Metragem de Animação
Amélia & Duarte, de Alice Guimarães e Mónica Santos
O Campo à Beira Mar, de André Ruivo
Nossa Senhora da Apresentação, de Abi Feijó
Vígil, de Rita Cruchinho Neves

Melhor Montagem
Amor Impossível
Capitão Falcão
Montanha
Yvone Kane


Melhor Fotografia
Amor Impossível, Miguel Sales Lopes
Cosmos, André Szankowski
Se Eu Fosse Ladrão... Roubava, Acácio de Almeida
Yvone Kane, João Ribeiro

Melhor Música Original
Amor Impossível, José M. Afonso
Capitão Falcão, Pedro Marques
Montanha, Norberto Lobo
O Pátio das Cantigas, Nuno Maló

Melhor Som
Amor Impossível
Capitão Falcão
Montanha
Yvone Kane

Melhor Direcção Artística
Amor Impossível
Capitão Falcão
O Pátio das Cantigas
Yvone Kane

Melhor Guarda Roupa
Amor Impossível
Capitão Falcão
As Mil e Uma Noites, Volume 2: O Desolado
Yvone Kane

Melhor Maquilhagem e Cabelos
Amor Impossível
Capitão Falcão
Cosmos
Yvone Kane

Prémio Sophia Estudante
Afrodite, de Gonçalo Nobre de Almeida
Ghiocel, de Mara Ungureanu
Terra Mãe, de Ricardo Couto
Palhaços, de Pedro Crispim 

 

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Ver também

As Mil e uma Noites: Volume 1, O Inquieto (2015)

As Mil e uma Noites: Volume 2, O Desolado (2015)

As Mil e uma Noites: Volume 3, O Encantado (2015)

O Pátio das Cantigas (2015)

Leonor Silveira receberá Prémio na Cinemateca!

Falando com Margarida Cardoso, realizadora de Yvone Kane

 

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 20:56
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15.12.15

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A actriz Leonor Silveira vai ser hoje (15/12) distinguida com o Prémio Bárbara Virgínia, um galardão criado este ano pela Academia Portuguesa de Cinema com o intuito de homenagear mulheres que se destacaram (e que continuam a destacar) na 7ª Arte. A cerimónia decorrerá pelas 21h30 na Cinemateca-Portuguesa Museu do Cinema.

 

Segundo a Academia, a decisão de escolher a actriz para estrear este novo prémio foi unânime. O júri, formado por Maria do Carmo Moser, Patrícia Vasconcelos, Sano de Perpessac, Beatriz Batarda e Cândida Vieira, seleccionou Silveira pela sua importância histórica e singularidade, quer em Portugal, quer no resto do Mundo.

 

Nascida a 28 de Outubro de 1970, Leonor Silveira tornou-se numa das mais célebres e respeitadas actrizes no nosso panorama cinematográfico. Estreou-se ao lado de Luís Miguel Cintra em Os Canibais (1988), o seu primeiro encontro com o cineasta que gerou uma longa e produtiva colaboração. Silveira foi assumidamente a protagonista de eleição do cineasta, destacando-se em O Vale Abrão (1993), O Convento (1995) e Um Filme Falado (2003).

 

Para além disso, trabalhou com outros realizadores de renome nacional, tais como Luís Galvão Teles (Retrato de Família, 1991), Joaquim Pinto (Das Tripas Coração, 1992), João Botelho (No Dia dos Meus Anos) e João Nicolau (John From, 2015). Durante a sua carreira foi premiada com vários distinções como a Comenda da Ordem do Mérito da República Portuguesa e a Ordem das Artes e das Letras de França.

 

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A actriz receberá a distinção numa sessão especial que antecede a projecção de um "Work in Progress" do filme "Quem é Bárbara Virgínia?", realizado por Luisa Sequeira

 

Nascida em 15 de Novembro de 1923, em Lisboa, Maria de Lourdes Dias da Costa (Bárbara Virgínia), iniciou a sua carreira como actriz de teatro após anos inscrita no Conservatório de Lisboa. A sua primeira peça foi Os Ladrões ao lado de Alves da Cunha. Em 1945, translade para o cinema com Sonho de Amor, de Carlos Porfírio, e com 22 anos realiza no mesmo ano Três Dias Sem Deus, o qual também interpreta. Para além de ter sido a primeira obra dirigida por uma Mulher em Portugal, foi também um dos primeiros representantes do nosso país, ao lado de Camões, de Leitão de Barros, na primeira edição de Festival de Cinema Internacional de Cannes.

 

Bárbara Virgínia não voltou mais a realizar, mas continuou no seu ramo da actuação, tendo ainda participado no filme Aqui em Portugal, de Armando Miranda, para depois dedicar-se exclusivamente ao teatro e ao rádio, nomeadamente o popular programa radiofónico Comboio das Seis e Meia. Muda-se para o Brasil, o qual a sua carreira como actriz de teatro é tida com algum êxito.

 

A 8 de Março de 2015, Barbara Virgínia faleceu no Rio de Janeiro, onde residia nos últimos anos.

 

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Em agenda:

       Prémio Bárbara Virgínia

o   Exposição sobre a vida e obra, com curadoria de Ana Mafalda Reis

o   Entrega do Prémio a Leonor Silveira

o   Exibição de um "Work in Progress" do filme "Quem é Bárbara Virgínia?", realizado por Luisa Sequeira

o   Exibição do material existente do filme "Três Dias Sem Deus" de Bárbara Virgínia

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 08:28
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2.12.15

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Leonor Silveira foi distinguida com o Prémio Bárbara Virgínia, um galardão criado este ano pela Academia Portuguesa de Cinema que possui o intuito de homenagear mulheres que se destacaram (e que continuam a destacar) na Sétima Arte

 

Segundo a Academia, a escolha da actriz para estrear este novo prémio foi unânime. O júri (formado por Maria do Carmo Moser, Patrícia Vasconcelos, Sano de Perpessac, Beatriz Batarda e Cândida Vieira) considerou Silveira pela sua importância histórica e singularidade quer em Portugal, quer no resto do Mundo.

 

Nascida em 28 de Outubro de 1970, Leonor Silveira tornou-se numa das mais célebres e respeitadas actrizes no nosso panorama cinematográfico. Estreou-se ao lado de Luís Miguel Cintra em Os Canibais (1988), o seu primeiro encontro com Manoel de Oliveira que gerou uma longa e produtiva colaboração. Silveira foi assumidamente a protagonista de eleição do cineasta, destacando-se em O Vale Abrão (1993), O Convento (1995) e Um Filme Falado (2003).

 

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Para além disso, trabalhou com outros realizadores de renome a nível nacional e mundial, tais como Luís Galvão Teles (Retrato de Família, 1991), Joaquim Pinto (Das Tripas Coração, 1992), João Botelho (No Dia dos Meus Anos) e João Nicolau (John From, 2015). Durante a sua carreira foi premiada com vários distinções como a Comenda da Ordem do Mérito da República Portuguesa e a Ordem das Artes e das Letras de França.

 

A actriz receberá o respectivo prémio no próximo dia 15 de Dezembro, numa cerimónia que terá lugar na Cinemateca-Portuguesa Museu do Cinema. Uma sessão especial que sucederá à projecção da primeira versão de um documentário assinado por Luísa Sequeira sobre a vida de Bárbara Virgínia, a enigmática realizadora portuguesa que ficou eternizada por ter sido a primeira mulher a dirigir uma longa-metragem sonora nacional (Três Dias Sem Deus, 1945), e uma das primeiras representantes do nosso país na primeira edição do Festival de Cannes.

 

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publicado por Hugo Gomes às 22:36
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3.4.15

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Com 9 prémios arrecadados das 15 nomeações, Os Gatos Não Têm Vertigens foi indiscutivelmente o grande vencedor da gala de entrega dos prémios Sophia, que ocorreu ontem (dia 2 de Abril) no Centro Cultural de Belém. Numa noite que ficou marcada pela homenagem ao recém-falecido cineasta e membro da Academia, Manoel de Oliveira, o último filme de António-Pedro Vasconcelos conquistou as principais distinções, entre as quais a de Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Actriz e Actor (Maria do Céu Guerra e João Jesus) e Melhor Argumento Original (da autoria de Tiago R. Santos).

 

Enquanto isso, Os Maias - Cenas da Vida Romântica, de João Botelho, conquistou 7 Sophias, incluindo diversas categorias técnicas e a de Actores Secundários (João Perry, Maria João Pinho). Destaque também para o documentário E Agora? Lembra-me, de Joaquim Pinto (ler crítica), como Melhor Documentário em Longa-Metragem, e a animação Fuligem, de David Doutel e Vasco Sá, também ele vencedor três prémios na passada edição da Monstra (ver aqui), como Melhor Curta-Metragem de Animação.

 

A cerimónia apresentada por Cláudia Semedo, e com transmissão em directo pela RTP 2, também homenageou com Prémios Carreira os actores Eunice Muñoz e Luís Miguel Cintra.  

 

 

Melhor Filme

Os Gatos não têm Vertigens

 

Melhor Realizador

António-Pedro Vasconcelos, Os Gatos não têm Vertigens

 

Melhor Actor

João Jesus, Os Gatos não têm Vertigens

 

Melhor Actriz

Maria do Céu Guerra, Os Gatos não têm Vertigens

 

Melhor Actor Secundário

João Perry, Os Maias - Cenas da Vida Romântica

 

Melhor Actriz Secundária

Maria João Pinho, Os Maias - Cenas da Vida Romântica

 

Melhor Argumento Original

Tiago Santos, Os Gatos não têm Vertigens

 

Melhor Direcção de Fotografia

João Ribeiro, Os Maias - Cenas da Vida Romântica

 

Melhor Direcção Artística

Silvia Grabowski, Os Maias - Cenas da Vida Romântica

 

Melhor Caracterização / Efeitos especiais

Sano de Perpessac, Os Maias - Cenas da Vida Romântica

 

Melhor Guarda-Roupa

Tânia Franco, Os Maias - Cenas da Vida Romântica

 

Melhor Maquilhagem e Cabelos

Sano de Perpessac, Os Maias - Cenas da Vida Romântica

 

Melhor Montagem

Pedro Ribeiro, Os Gatos não têm Vertigens

 

Melhor Som

Vasco Pedroso, Branko Neskov e Elsa Ferreira, Os Gatos não têm Vertigens

 

Melhor Banda Sonora Original

Luís Cília, Os Gatos não têm Vertigens

 

Melhor Canção Original

“Clandestinos do Amor” de Ana Moura – Os Gatos não têm Vertigens

 

Melhor Documentário em Longa-Metragem

E Agora? Lembra-me, de Joaquim Pinto

 

Melhor Curta-Metragem de Ficção

Encontradouro, de Afonso Pimentel

 

Melhor Curta-Metragem Documentário

O Meu Outro País, de Solveig Nordlund

 

Melhor Curta-Metragem de Animação

Fuligem, de David Doutel e Vasco Sá

 

Melhor Sophia Estudante

Bestas, de Rui Neto e Joana Nicolau

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 05:19
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2.4.15

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Manoel de Oliveira será homenageado no Centro Cultural de Belém durante a Gala de entrega dos Prémios Sophia, distinções atribuídas pela Academia Portuguesa de Cinema, que ocorrerá hoje, dia 2 de Abril, a partir das 21h30.

 

O realizador, que faleceu subitamente da madrugada de hoje, foi o único membro honorário a receber, em 2013, Prémio Mérito e Excelência. Um acto valorizado pelo presidente da Academia, Paulo Trancoso, que reafirma “um justo reconhecimento a uma personalidade que se distinguiu na aproximação do cinema português aos portugueses e do cinema nacional ao mundo”.

 

No âmbito dos Sophia, recordamos ainda que o último filme de António-Pedro Vasconcelos, Os Gatos não têm Vertigens, lidera as nomeações. Com quinze indicações, incluindo a nomeação na categoria de Melhor Filme, Melhor Realizador (António-Pedro Vasconcelos) e de Melhor Actriz (Maria do Céu Guerra). Os Maias: Cenas de uma Vida Romântica e O Grande Kilapy, são outros dos favoritos, com 12 nomeações cada um e o último filme de Victor Gonçalves, A Vida Invisível obteve 7 [nomeações].

 

Para além do póstumo tributo a Manoel de Oliveira, os actores Eunice Muñoz e Luís Miguel Cintra também serão homenageados na gala, sendo consagrados com os respectivos Prémios Sophia de Carreira.

 

 

Ler Críticas Relacionadas

A Vida Invisível (2013)

O Grande Kilapy (2012)

 

Ler Críticas de filmes de Manoel de Oliveira

Acto da Primavera (1963)

Belle Toujours (2006)

Cristóvão Colombo: O Enigma (2007)

Singularidades de uma Rapariga Loura (2009)

Estranho Caso de Angélica (2010)

 

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publicado por Hugo Gomes às 17:00
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4.3.15

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O filme de António-Pedro Vasconcelos, Os Gatos não têm Vertigens, lidera as nomeações da 3ª edição dos prémios da Academia Portuguesa de Cinema. Com quinze indicações aos Sophia, incluindo a nomeação na categoria de Melhor Filme, Melhor Realizador (António-Pedro Vasconcelos) e de Melhor Actriz (Maria do Céu Guerra), a obra sobre a amizade de uma idosa e um jovem rapaz de 18 anos levou a melhor sobre Os Maias: Cenas de uma Vida Romântica e O Grande Kilapy, ambos com 12 nomeações cada um e o último filme de Victor Gonçalves, A Vida Invisível  [7 nomeações].

 

Os nomeados foram apresentados pelos actores Paulo Pires e Carla Chambel numa conferência de imprensa que decorreu hoje, dia 4 de Março, na Cinemateca-Portuguesa Museu do Cinema. Nessa mesma apresentação foi ainda revelada a anfitriã da cerimónia de entrega dos respectivos prémios. Esse desafio foi entregue à actriz Cláudia Semedo, que expressou ser "o mais desejado de sempre", no final ainda brincou "prometo não tirar selfies como a Ellen DeGeneres, mas prometo trazer pizza para a gala". Gala, essa, que sucederá no Centro Cultural de Belém, no próximo dia 2 de Abril, e será transmitido em directo na RTP2.

 

Os Sophia 2015 contarão ainda com quatro novas categorias, incluindo o prémio Sophia estudante, cujos os três nomeados serão apenas divulgados dia 18 de Março.

 

Aqui ficam todos os nomeados:

 

Melhor Filme:

A Vida Invisível

O Grande Kilapy

Os Gatos não têm Vertigens

Os Maias - Cenas da Vida Romântica

 

Melhor Realizador:

Zézé Gamboa - O Grande Kilapy

Vítor Gonçalves – A Vida Invisível

António-Pedro Vasconcelos – Os Gatos não têm Vertigens

João Botelho – Os Maias

 

Melhor Actor Principal:

Filipe Duarte – A Vida Invisível

Graciano Dias – Os Maias

João Jesus – Os Gatos não têm Vertigens

João Lagarto – O Grande Kilapy

 

Melhor Actriz Principal:

Leonor Seixas – Sei Lá

Maria do Céu Guerra – Os Gatos não têm Vertigens

Maria João Pinho – A Vida Invisível

Sara Barros Leitão – Pecado Fatal

 

Melhor Actriz Secundária:

Fernanda Serrano – Os Gatos não têm Vertigens

Maria João Pinho – Os Maias

São José Correia - O Grande Kilapy

Silvia Rizzo - O Grande Kilapy

 

Melhor Actor Secundário:

João Perry – Os Maias

Manuel Wiborg - O Grande Kilapy

Nicolau Breyner – Os Gatos não têm Vertigens

Pedro Inês – Os Maias

 

Melhor Argumento Original:

Luís Alvarães e Luís Carlos Patraquim - O Grande Kilapy

Vítor Gonçalves, Jorge Braz, Mónica Santana Baptista - A Vida Invisível

Tiago Santos – Os Gatos não têm Vertigen

Frederico Pombares, Henrique Dias e Roberto Pereira – Virados do Avesso     

 

Melhor Documentário em Longa - Metragem:

Guerra ou Paz, Rui Simões

Fado Camané, Bruno de Almeida

E Agora? Lembra-me, Joaquim Pinto

Alentejo Alentejo, Sérgio Tréfaut

 

Melhor Montagem:

Rodrigo Pereira, Rui Alexandre Santos – A Vida Invisível

Pedro Ribeiro – Os Gatos não têm Vertigens

Pedro Ribeiro – Sei Lá

João Braz – Os Maias

 

Melhor Maquilhagem e Cabelos:

Sano de Perpessac – O Grande Kilapy

Susana Correia e Fátima Vieira – Os Gatos não têm Vertigens

Iris Peleira, Mário Leal – Variações de Casanova

Sano de Perpessac – Os Maias

 

Melhor Guarda-Roupa:

Teresa Campos – O Grande Kilapy

Os Burgueses – Os Gatos não têm Vertigens

Lucha d’Orey – Variações de Casanova

Tânia Franco – Os Maias

 

Melhor Caracterização / Efeitos especiais:

Sano de Perpessac - O Grande Kilapy

Sandra Pinto – Eclipse em Portugal

Iris Peleira – Cadências Obstinadas

Sano de Perpessac – Os Maias

 

Melhor Direcção Artística:

João Torres – O Grande Kilapy

João Torres – Os Gatos não têm Vertigens

Isabel Branco – Variações de Casanova

Silvia Grabowski – Os Maias

 

Melhor Direcção de Fotografia:

Leonardo Simões – A Vida Invisível

José António Loureiro – Os Gatos não têm Vertigens

André Szankowski – Cadências Obstinadas

João Ribeiro – Os Maias

 

Melhor Som:

Hugo Leitão e Branko Neskov – O Grande Kilapy

Vasco Pedroso, Branko Neskov e Elsa Ferreira – Os Gatos não têm Vertigens

Pedro Melo e Branko Neskov – Getúlio

Jorge Saldanha – Os Maias

 

Melhor Canção Original:

"Fora da Lei" versão rock, interpretado pelos Criança Queimada – Nirvana       

“Unforgettable”, letra e interpretação de Daniela Galbin – Pecado Fatal

“Clandestinos do Amor” de Ana Moura – Os Gatos não têm Vertigens

“Seta” de André Sardet e Mayra Andrade – Sei Lá

 

Melhor Banda Sonora Original:

Nuno Maló - Doce Amargo Amor

Filipe Coutinho – Pecado Fatal

Luís Cília – Os Gatos não têm Vertigens

José M. Afonso – Sei Lá

 

Melhor Curta-Metragem Documentário:

À Beira Da Europa, Bernardo Cabral

Le Boudin, Salomé Lamas

Luz Clara, Miguel Lima

O Meu Outro País, Solveig Nordlund

 

Melhor Curta-Metragem de Animação:

20 Desenhos e Um Abraço, José Miguel Ribeiro

Canto dos 4 Caminhos, Nuno Amorim

Foi o Fio, Patrícia Figueiredo

Fuligem, David Doutel

 

Melhor Curta-Metragem de Ficção:

Cinema, Rodrigo Areias

Coro dos Amantes, Tiago Guedes

Encontradouro, Afonso Pimentel

Miami, Simão Cayatte

Os Sonâmbulos, Patrick Mendes

 

Prémio de Carreira:

Eunice Muñoz (actriz)

Luís Miguel Cintra (actor, encenador)

 

 

Ler Críticas Relacionadas

A Vida Invisível (2013)

Cadences Obstinées (2013)

E Agora? Lembra-me (2013)

Fado Camané (2013)

O Grande Kilapy (2012)

Pecado Fatal (2013)

Sei Lá (2014)

The Casanova Variations (2014)

 

Ver também

Eunice Muñoz e Luís Miguel Cintra distinguidos com os Sophia Carreira 2015

A Última Vez que Vi Macau vence Prémios Sophia!

 

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publicado por Hugo Gomes às 21:39
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17.2.15

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Em 2015, a Academia Portuguesa de Cinema vai homenagear com o Prémios Sophia de Carreira, a actriz Eunice Muñoz, é uma das actrizes mais conceituadas do nosso país, tendo já sido condecorada com as principais distinções honoríficas concedidas pela Presidência da República, e o actor e encenador Luís Miguel Cintra, celebre pela sua colaboração em inúmeros filmes de Manoel de Oliveira, como também como Professor de Teatro no Conservatório Nacional. Os Prémios Carreira serão entregues na Gala dos Prémios Sofia 2015 que decorre no dia 2 de Abril, no CCB, em Lisboa.

 

Recordamos que o realizador José Fonseca e Costa, o director de fotografia Eduardo Serra e o produtor Henrique Espírito Santo foram os últimos premiados pelo Sophia de Carreira, cujos prémios foram entregues em Outubro de 2014. Nesse mesmo ano, A Última Vez que Vi Macau de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata venceu a estatueta de Melhor Filme Português.

 

 

Ver Também

A Última Vez que Vi Macau vence Prémios Sophia!

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9.10.14

A Última Vez que Vi Macau_festival_do_rio_macac

 

A Última Vez que Vi Macau foi o grande vencedor da cerimonia de entrega dos Sophia, que decorreu na noite de 8 de Outubro. O documentário de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata foi premiado com a estatueta de Melhor Filme, Melhor Argumento Original e Melhor Fotografia. O realizador Joaquim Leitão foi o consagrado Melhor Realizador pela sua re-adaptação cinematográfica da minissérie Até Amanhã Camaradas, filme esse que também saiu triunfante nas categorias de Melhor Actor Secundário (Adriano Luz), Melhor Guarda-Roupa e Melhor Som. Na área da interpretação; o desaparecido Pedro Hestnes venceu o prémio póstumo de Melhor Actor Principal em Segunda Mão de Catarina Ruivo, no mesmo filme a actriz Rita Durão é consagrada no respectivo prémio e Beatriz Batarda como Melhor Secundária na co-produção portuguesa, O Comboio Nocturno para Lisboa, do dinamarquês Billie August. Destaque também para A Batalha de Tabatô de João Viana, como Melhor Documentário, O Lápis Azul de Rafael Antunes como Melhor Curta-Metragem Documental e o último trabalho de André Marques, Luminita, que por cá estreou em complemento com o filme Quando a Noite Cai em Bucareste ou Metabolismo (Când se lasa seara peste Bucuresti sau Metabolismo), de Corneliu Porumboiu, como Melhor Curta-Metragem Ficcional. Por último e não menos importante; o realizador José Fonseca e Costa, o produtor Henrique Espírito Santo e o director de fotografia Eduardo Serra, foram homenageados com o Prémio de Carreira.

 

Filme

A Última Vez que Vi Macau, do produtor João Figueiras

 

Realizador

Joaquim Leitão, Até Amanhã, Camaradas

 

Actor

Pedro Hestnes, Em Segunda Mão

 

Actriz

Rita Durão, Em Segunda Mão

 

Actor Secundário

Adriano Luz, Até Amanhã, Camaradas

 

Actriz Secundária

Beatriz Batarda, Comboio Noturno para Lisboa

 

Argumento Original

João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata, A Última Vez que Vi Macau

 

Fotografia

Rui Poças, A Última Vez que Vi Macau

 

Direcção Artística

Augusto Mayer, Comboio Noturno para Lisboa

 

Som

Carlos Alberto Lopes e Branco Neskov, Até Amanhã, Camaradas

 

Guarda-Roupa

Maria Gonzaga e Maria Amaral, Até Amanhã, Camaradas

 

Caracterização

Sano de Perpessac, Comboio Noturno para Lisboa

 

Música

Rodrigo Leão, O Frágil Som do Meu Motor

 

Montagem

João Bráz, É o Amor

 

Documentário Longa-Metragem

A Batalha de Tabatô, de João Viana

 

Curta-Metragem de Ficção

Luminita, de André Marques

 

Curta-Metragem Documental

Lápis Azul, de Rafael Antunes

 

Curta-Metragem de Animação

Alda, de Ana Cardoso, Luís Catalo, Filipe Fonseca e Liliana Sobreiro

 

Prémio Carreira

José Fonseca e Costa

Henrique Espírito Santo

Eduardo Serra

 

 

Ver também

É o Amor (2013)

Em Segunda Mão (2012)

Night Train to Lisbon (2013)

A Batalha de Tabatô (2013)

A Batalha de Tabatô: Sangue Documental no Cinema

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publicado por Hugo Gomes às 13:28
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6.10.14

 

Uma promessa a cumprir!

 

Baseado na novela póstuma de Stefan Zweig, A Journey into the Past (A Jornada ao Passado), A Promise é um drama ambientado nas vésperas da Segunda Guerra Mundial que descaradamente tenta vender-se como um romance de primeira linha, como se a delicadeza fosse confundida com uma reconstituição de época encharcada com elementos de Jane Austen. Um amor impossível é o "carvão" desta trama de domínio e luxúria, a tomada de posse amorosa, resultante da típica história de "corno" e todo um vácuo emocional e dramático no seu leque de personagens.

 

 

Mesmo assim, Rebecca Hall dá nas vistas como a "dona de casa desesperada" que enlouquece no meio de correspondência marginal e desejos carnais não consumados. Ela é uma mulher casada e bem sucedida na sociedade alemã como a esposa de Herr Hoffmeister (Alan Rickman), fundador e gestor de uma ascendente fábrica de aço, que esconde uma paixão secreta pelo secretário geral da empresa, o aprendiz e protegido do seu marido, Friedrich (Richard Madsen).

 

 

Porém, nem desejo nem outra coisa consegue Patrice Leconte efectuar aqui. A começar pela sua câmara, totalmente isente de cumplicidade para com o espectador, marcada por movimentos e planos nervosos, como também atrapalhados close-ups com tremores esporádicos e sem prévio aviso, registos injustificáveis na narrativa, que auferem uma sensação de pleno desperdício artístico. Não é só o trabalho de Leconte que arruína uma narrativa enfadonha, mas também o próprio enredo literário que fora convertido num aspirante a telefilme guiado pela minúscula ideia de cinema, concretizando sequências de humor involuntário como a própria desfragmentação do desenvolvimento dos seus personagens.

 

 

Embora, há que destacar o trabalho fotográfico do português Eduardo Serra, cuja noite continua a ser o seu genuíno refugio, a mais fiel tela deste "pintor" e o pequeno mas curioso desempenho de Shannon Tarbet. Por fim, como fita ambientada na Alemanha falada em inglês, deve-se valorizar o facto deste não possuir qualquer tentativa de sotaque artificialista. Menos mal!

 

Filme visualizado na Cinemateca no âmbito da homenagem da Academia Portuguesa de Cinema ao director de fotografia, Eduardo Serra.

 

Real.: Patrice Leconte / Int.: Rebecca Hall, Alan Rickman, Richard Madden, Shannon Tarbet

 

 

4/10

publicado por Hugo Gomes às 19:05
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8.10.13

 

O ambiente era de festa, isso ninguém nega, a celebração do nascimento da Academia Portuguesa de Cinema, uma instituição que visa a rivalizar com as diferentes Academias do resto do Mundo, é um passo em frente para o cinema português. Contudo, como em qualquer outra festa, existe sempre o espírito da indignação face ao cinismo festivo que se emana, sendo que as razões para tal até são validas face aos tempos que decorrem e que de certa forma afectam a preservação do cinema português como um património cultural (mais do que um produto de venda e compra).

 

As polémicas em torno da nova Lei do Cinema, que nos reflecte o estado degradante e pouco activo do nosso país, as faltas de verbas e até mesmo o academismo da recém-formada Academia foram os motivos para muitos dos vencedores das mais variadas categorias se manifestarem. Muitos foram aqueles que não receberam os seus prémios pessoalmente, apenas entregues por via de intermediários e de seguida lidas as suas mensagens de pura revolta, pessimismo ou repreensão. Tal cenário foi tão repetitivo que até mesmo a imagem de glamour e festividade que a Academia tentava a todo custo manter era gradualmente dilacerado. Miguel Gomes, João Salavariza e João Canijo foram alguns dos nomes, figuras incontornáveis do nosso panorama cinematográfico, que contribuíram para tal combinação de “facadas” à estética defensiva da Academia, enquanto os seus trabalhos eram premiados com os “tão nossosSophias. Por fim, João Botelho num discurso em homenagem a Manoel de Oliveira, durante a entrega do Prémio de Mérito e Excelência, tomou uma posição directa, revolucionária e “sem papas na língua”, ao mesmo tempo que denunciava o desleixo da lei perante a vivência do cinema, acusava a Academia de ser demasiado académica face às suas escolhas cinematográficas.

 

Ninguém na sala estava indiferente ao cenário que se deparava, até mesmo o apresentador, José Pedro Vasconcelos que tentava a todo o custo invocar uma satirização digna dos seus colegas norte-americanos, caia por vezes no embaraço quando cedia às constantes subvalorizações da nossa gala em comparações com as outras Academias. Se por um lado tal posição ia contra a “capa cínica” que pairava na secção, por outro “rebaixava” um produto tão nosso, como também os envolvidos na construção da cultura cinematográfica portuguesa que se encontravam presentes. Todavia, a maior das “subvalorizações” foi mesmo a sua suposta emissão televisiva. Aqui farei com abertura certas comparações. Enquanto em outros países, como França e Espanha (não é preciso exemplificar os Óscares) os prémios das academias são religiosamente galas televisivas, seguidas em directo para todo o país, em Portugal os Sophia foram gravados, arquivados e colocados num lista de espera para uma data indeterminada sugerida pela RTP. Foi um sinal de “serviço público” da televisão generalista, que tanto aposta em conteúdos fúteis e decadentes sem incentivar o público a “alargar” os horizontes.

 

Enfim, no geral e apesar dos impasses, os Sophia foram uma óptima prova das tentativas de mudança que se tenta incutir no cinema português, uma pequena brisa que vai contra as aclamações dos puristas ou de todos aqueles que reduzem o nosso cinema a estereótipos. No fim de tudo isto, Tabu de Miguel Gomes recebeu a merecida distinção, um dos poucos filmes portugueses irreverentes, tecnicamente profissional mas criativo (um autêntico anti-academismo), um olhar entre o vintage e o moderno que se resume num legado que Portugal não está disposto a esquecer. Há quem (sem ter visto o filme em questão) e perante o Sophia triunfado, subvalorize a obra de Gomes, julgando que o cinema nacional é um “embrião” de Hollywood ou de ensaios novelescos e formatados. Para todos esses, o cinema é mais que pipocas. É uma criação!

 

Um país só tem futuro se tiver memóriaPaulo Trancoso, Presidente da Academia Portuguesa de Cinema

 

 

Esta crónica também fora publicada no site C7nema

 


publicado por Hugo Gomes às 22:51
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7.10.13

 

Melhor Filme 

Tabu

 

Melhor Realizador

Vicente Alves do Ó, por Florbela

 

Melhor Actor Principal

Carlos Santos, em Operação Outono

 

Melhor Actriz Principal

Dalila Carmo, em Florbela

 

Melhor Actor Secundário

Albano Jerónimo, em As Linhas de Wellington

 

Melhor Actriz Secundária

Anabela Teixeira, em Florbela

 

Melhor Argumento Original

Carlos Saboga, por As Linhas de Wellington

 

Melhor Argumento Adaptado

Bruno de Almeida, Frederico Delgado Rosa e John Frey, por Operação Outono

 

Melhor Fotografia

Florbela

 

Melhor Direcção Artística

As Linhas de Wellington

 

Melhor Som

Florbela

 

Melhor Guarda-Roupa

Florbela

 

Melhor Caracterização

As Linhas de Wellington

 

Melhor Música

The Legendary Tigerman e Rita Redshoes, por A Estrada de Palha

 

Melhor Montagem

Tabu

 

Melhor Documentário

É na Terra não é na Lua, por Gonçalo Tocha

 

Melhor Curta-Metragem de Ficção

Cerro Negro. de João Salaviza

 

Melhor Curta-Metragem Documental

Raúl Brandão Era Um Grande Escritor, João Canijo

 

Melhor Curta-Metragem de Animação

Kali, o pequeno vampiro, Regina Pessoa

  

Prémio de Carreira (entregues na semana passada na Cinemateca de Lisboa)

Laura Soveral (actriz) 

Acácio de Almeida (director de fotografia)

José Manuel Castello Lopes (distribuidor cinematográfico)

 

Prémio de Mérito e Excelência

Manoel de Oliveira

 

 

Brevemente a crónica sobre a noite da entrega dos Sophia.

 


publicado por Hugo Gomes às 02:26
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6.10.13

 

Esta noite serão apresentados os vencedores dos prémios Sophia, Academia Portuguesa de Cinema, que tem como fim premiar os melhores atributos de um ano de cinema português. Os nomeados são:

 

Melhor Filme

As Linhas de Wellington

Florbela

Operação Outono

Tabu

 

Melhor Actor Principal

Albano Jerónimo, Florbela

Carlos Santos, Operação Outono

Ivo Canelas, Florbela

Vitor Norte, Aristides Sousa Mendes – O Cônsul de Bordéus

 

Melhor Actriz Principal

Dalila Carmo, Florbela

Laura Soveral, Tabu

Rita Durão, A Vingança de Uma Mulher

Teresa Madruga, Tabu

 

Melhor Actor Secundário

Adriano Luz, As Linhas de Wellington

Albano Jerónimo, As Linhas de Wellington

António Fonseca, Florbela

Carlos Paulo, Aristides Sousa Mendes – O Cônsul de Bordéus

João Reis, Em Câmara Lenta

Luís Miguel Cintra, O Gebo e a Sombra

Nuno Melo, A Estrada de Palha 

 

Melhor Actriz Secundária

Anabela Teixeira, Florbela

Carla Chambel, Operação Outono

Elisa Lisboa, A Teia de Gelo

Maria João Bastos, A Moral Conjugal

Maria João Luís, Em Câmara Lenta

 

Melhor Argumento Original

Carlos Saboga, As Linhas de Wellington

Margarida Gil e Maria Velho da Costa, Paixão

Pedro Lopes, Assim Assim

Rodrigo Areias, Estrada de Palha

Vicente Alves do Ó, Florbela

 

Melhor Argumento Adaptado

António Torrado e João Nunes, Aristides Sousa Mendes – O Cônsul de Bordéus

Bruno de Almeida, Frederico Delgado Rosa e John Frey, Operação Outono

Manoel de Oliveira (segunda a peça de Raul de Brandão), O Gebo e a Sombra

Rui Cardoso Martins, Em Câmara Lenta

 

Melhor Realizador

Bruno de Almeida, Operação Outono

Francisco Manso e João Correa, Aristides Sousa Mendes – O Cônsul de Bordéus

Miguel Gomes, Tabu

Rodrigo Areias, Estrada de Palha

Vicente Alves do Ó, Florbela

 

Melhor Fotografia

Acácio de Almeida, Paixão

André Szankowski, As Linhas de Wellington

Luís Branquinho, Florbela

Rui Poças, Tabu 

 

Melhor Direcção Artística

Fernanda Morais , Aristides Sousa Mendes – O Cônsul de Bordéus

Isabel Branco, As Linhas de Wellington

Sílvia Grabowski, Florbela

Zé Branco, Operação Outono

 

Melhor Som

Jaime Barros, Tiago Matos e Elsa Ferreira, Florbela

Quintino Bastos e Vasco Carvalho, A Moral Conjugal

Ricardo Leal e Miguel Martins, Operação Outono

Ricardo Leal, António Lopes, José Moreira e Miguel Martins, As Linhas de Wellington

Vasco Pimentel, Joaquim Pinto e Nuno Leonel, A Vingança de Uma Mulher

Vasco Pimentel, Miguel Martins e António Lopes, Tabu

 

Melhor Guarda- Roupa

Lucha D’Orey, Operação Outono

Sílvia Grabowski, Florbela

Susana Abreu, Estrada de Palha

Tânia Franco, As Linhas de Wellington

 

Melhor Caracterização

Abigail Machado e Mário Leal, Florbela

Aracelli Fuente Basconcillos e Donna Meirelles, Tabu

Íris Peleira, As Linhas de Wellington

Sandra Pinto e Ana Ferreira, Aristides Sousa Mendes – o Cônsul Bordéus

 

Melhor Montagem

João Braz, Florbela

Roberto Perpignani, Operação Outono

Telmo Churro e Miguel Gomes, Tabu

Tomás Baltazar, Estrada de Palha

 

Melhor Música

Dead Combo, Operação Outono

Guga Bernado, Florbela

Joana Sá, Tabu

The Legendary Tigerman e Rita Redshoes, Estrada de Palha

 

Melhor Documentário em longa-metragem

Cartas de Angola, Dulce Fernandes

É na Terra não é na Lua, Gonçalo Tocha

Kolé San Jon é Festa di Kau Berdi, Rui Simões

Linha Vermelha, José Filipe Costa

 

Melhor Curta-Metragem de Ficção

Cerro Negro, João Salaviza

Luz da Manhã, Cláudia Varejão

O dia mais feliz da tua vida, Adriano Luz

O Facínora, Paulo Abreu 

 

Melhor Curta-Metragem de Animação

Do céu e da terra, Isabel Aboim Inglez

Kali, o pequeno vampiro, Regina Pessoa

Lágrimas de um palhaço, Cláudio Sá

Sem querer, João Fazenda

 

Melhor Documentário em Curta-Metragem

Raúl Brandão Era Um Grande Escritor, João Canijo

A Rua da Estrada, Graça Castanheira

A Comunidade, Salomé Lamas

A Luz da Terra Antiga, Luís Oliveira Santos

 

 

Ver Também

Aristides de Sousa Mendes: O Cônsul de Bordéus (2011)

Florbela (2012)

Tabu (2012)

As Linhas de Wellington (2012)

 


publicado por Hugo Gomes às 18:30
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