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Título
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31.3.09

Filho de ferreiro, Clinton Eastwood Jr. nasceu em 1930, San Francisco, abandonou o liceu de Los Angeles, o qual estudava para poder relacionar-se com o mundo profissional. As suas primeiras aparições como actor foi em Tarantula (1955) e Francis in the Navy (1995), mais tarde consagrou-se no western como por exemplo a trilogia Um Punhado de Sergio Leone, o qual se tornou num símbolo de masculinidade cinematográfica. Também actuou em variados policiais, entre eles o famoso Dirty Harry, onde marcou o cinema norte-americano com o seu estereótipo de detective incorruptível e justiceiro que fora mais tarde reproduzido inúmeras vezes nos filmes futuros. Como realizador, Eastwood estreou em 1973 com The Beguiled - The Storyteller, uma curta documental, e o Play Misty For me, o qual protagonizou ao lado de Jessica Walter, ambos os filmes foram concebidos em 1971. Sempre conhecido pela sua habitual dualidade de obras em cada ano, Eastwood variou o resto da sua carreira como actor, realizador e produtor, tendo vencido 2 Óscares de Melhor Realizador em 1993 (Unforgiven) e em 2005 (Milion Dollar Baby), provou ser um autor classicista mesmo nos tempos mais contemporâneos, sensível, simples e retratista, tornando as suas obras num evento cinematográfico anual e a sua presença nos prémios de Academia um facto incontornável (excepto este ano). Eastwood abordou os seus filmes com temas fortes igualmente servidas pelas emoções dos personagens, que por sua vez apresentadas com alguns dos melhores desempenhos da actualidade. O seu registo como realizador destaca-se por Bird (1988), um filme sobre a vida de Charles “Bird” Parker, o famoso saxofonista do jazz norte-americano, White Hunter Black Heart (1990), Unforgiven (1992), a sua despedida ao género western (nomeação para o Óscar de Melhor Actor Secundário), The Bridges of Madison County (1995), um dos romances cinematográficos mais belos, o qual Eastwood protagoniza ao lado de Meryl Streep, o conhecido Midnight In The Garden of Good and Evil (1997), um filme no mínimo singular, o “fiasco” Space Cowboys (2000), Mystic River (2003), Million Dollar Baby (2004), onde Hillary Swank venceu o seus segundo Óscar de representação, o quadro da batalha de Iwo Jima com Flags of Our Fathers (2006) e Letters From Iwo Jima (2006), e por fim Changeling (2008), com Angelina Jolie e Gran Torino (2008), a sua despedida á actuação. Neste momento encontra-se anexado ao projecto Human Factor, um olhar sobre a vida de Nelson Mandela (interpretado por Morgan Freeman) e do campeonato de Rugby de 1995. Clint Eastwood resume-se a uma lenda viva do cinema.

   

 


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28.2.09

Nascido a 12 de Fevereiro de 1969, Brooklyn, Nova Iorque, Darren Aronofsky sempre adorou filmes clássicos e como adolescente passava o tempo com graffitis. Estudou em Havard na disciplina de cinema (quer acção real, quer animação), concorreu a vários prémios académicos pelas suas obras de teses. Trabalhou com Lucy Liu na sua curta-metragem de 1993, Protozoa, mais um projecto académico, o autor começou a dar nas vistas em 1998, com a sua longa-metragem, Pi, protagonizado por Sean Gullette que interpretou anteriormente outro projecto de curta-metragem académica de Darren. Pi é um conjunto de consequências sobre a sabedoria absoluta em que Gullette desempenha um matemático que busca implacavelmente um número desconhecido com um intuito de decifrar os padrões do Universo, foi um sucesso de culto tendo sido produzido por um meros 60 mil dólares e rendendo cerca de 3 milhões só nos EUA. Pi é uma mistura entre o sofisticado experimental e a paixão classicista de Aronofsky, contudo o seu grande sucesso em termos de publico ocorreu dois depois com o incontornável Requiem for a Dream, cuja Ellen Burstyn foi nomeada ao Óscar de Melhor Actriz Principal, tendo depois participado no próximo filme do jovem realizador, The Fountain (2006) com Hugh Jackman e Rachel Weisz, que dividiu opiniões, enquanto uns consideravam uma das maiores sofisticações do cinema no século XXI, outros proclamavam mero pretensiosismo artístico, mas antes escreveu o argumento de Below (2002), um filme de terror cuja acção decorre dentro de um submarino. Após dois anos de debate acerca da sua ultima obra (The Fountain), Darren Aronofsky teve a ousadia de convidar o “caído” Mickey Rourke para protagonizar o seu próximo filme, o resultado foi The Wrestler, a história de queda e ascensão de um lutador de wrestling que apaixonou milhões e nos dias de hoje compõe-se como dos raros casos em que actor e personagem se fundem num só, convertendo-se numa das melhores histórias de produção que se teve memoria. Rourke foi nomeado ao Óscar de Melhor Actor Principal, o qual foi entregue a Sean Penn por Milk de Gus Van Sant. Entre as maiores promessas do cinema, Darren Aronofsky tem neste momento uma filmografia bastante variada e única que se constitui pelo grande apreso artístico e inovador. No futuro, o autor irá estrear-se no filme comercial com o remake de Robocop, previsto para 2010.

   

 


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25.1.09

 

Nascido em 10 de Maio de 1962, Colorado (EUA), David Fincher foi sempre descrito como um herdeiro da arte de suspense de Alfred Hitchcock, contudo o seu passado foi um pouco mais moderno, tendo iniciado a sua carreira de realizador de videoclips, o seu trabalho com o videomusical de “Express Yourself” de Madonna é a sua obra mais conhecida desse ramo. Iniciou-se no grande ecrã como “tapa buracos” da saga Alien, que os produtores tentavam reavivar para os anos 90, Alien 3 (1992) foi o seu bilhete de entrada a um expansivo mundo cinematográfico que começou a realçar com Se7en (1995), que redefiniu os parâmetros do thriller moderno. Protagonizado por Morgan Freeman e Brad Pitt, Se7en foi um êxito de público e critica e nos dias de hoje continua a ser a referência do género, passados dois anos volta a surpreender com The Game com Michael Douglas e Sean Penn, onde invoca o mundo hitchcockiano de forma moderna e sempre ligado às raízes de videoclipp. O seu auge foi atingido com Fight Club (1999), o seu retrato á sociedade á beira do apocalipse quotidiano, em que arranca com uma voraz crítica ao consumismo e aos parâmetros, considerados normais, da sociedade, ainda hoje é o filme mestre da inserção da anarquia. Em 2002, realiza provavelmente um dos seus maiores êxitos entre o grande público, onde volta abordar o legado de Hitchcock, desta vez presente num espaço claustrofóbico liderado por Jodie Foster e Forest Whitaker em Panic Room. A partir teve que se esperar 5 anos de ausência, para este presentear-nos com Zodiac, que não teve o grande apoio entre o publico, apesar de a crítica tê-lo aceitado bastante bem, mas Fincher tinha planos maiores e mais arriscados, adaptar o conto de F. Scott Fitzgerald, The Curous Case of Benjamin Button. Tal feito deu-se em 2008, com Brad Pitt a protagonizar a fantástica história de um homem que nasceu velho e que rejuvenesce com o passar dos anos. O filme tem sido aplaudido por onde passa, tem tido um sucesso comercial bem agradável e recentemente veio a saber que foi nomeado para o Óscar de Melhor Filme, o mesmo que Fincher na categoria de Melhor Realizador. A ver vamos. Enquanto isso, o futuro de Fincher será planeado com a incursão de Ness (2010), em que conta a história de um detective, Matt Damon (Elliot Ness) e a sua luta contra Al Capone, baseado na graphic novel Torso.

   

 


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31.12.08

“Então, o que é a criatividade livre? É fazer aquilo que queremos, da forma que queremos. O único senão é: o orçamento não é para todos.”


Nascido a 17 de Setembro de 1962, numa vila rural de New South Walles, Austrália, cresceu fascinado pelo cinema e as suas formas de contar histórias arrebatadoras de vido ao cinema do seu pai, o qual Luhrmann era um rotineiro espectador. Trabalhou numa bomba de gasolina local, onde conheceu as mais variadas pessoas, muitas delas que forma mais tarde baseadas nas personagens das suas fitas. Iniciou-se no cinema como actor em Winter of our Dreams de John Duigan (1981) e em The Dark Room de Paul Harmon e na série “A Country Practice” (1981 – 1982). Tomou posse na realização com Strictly Ballroom (1992), que inicia a sua trilogia Red Curtians, inspirada na experiencia de Luhrmann nas danças de salões e a sua paixão pelo teatro, Romeu + Juliet (1996) e a dos musicais, Moulin Rouge! (2001), segundo a sua obra-prima com Nicole Kidman e Ewan McGregor nos principais papeis. Para Baz Luhrmann o seu momento de orgulho, foi quando o realizador Robert Wise, o homem por detrás The Sound of Music e West Side Story, elogiou o seu trabalho em Moulin Rouge! dizendo tratar-se do renascimento do clássico género musical. Em 2008, após 7 anos de ausência, embarca na epopeia romântica com Australia, o qual reúne novamente Nicole Kidman, que além de Moulin Rouge! trabalhou com ele no anuncio do perfume Chanel No 5 ao lado de Rodrigo Santoro. Baz Luhrman continua a ser um luxurioso contador de histórias de teor romântico, apesar de não estar muito presente no cinema como gostaria.

   


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30.11.08

“Nunca irei parar de fazer filmes. Não posso impedir-me disso”


Nasceu em São Paulo, Brasil, 9 de Novembro de 1955, estava integrando numa família de classe média. Estudou arquitectura na universidade de São Paulo, enquanto isso Meirelles era um apaixonado na realização e juntamente com amigos fazia filmes experimentais que venciam inúmeros prémios em Festivais no Brasil, até que em conjunto com os mesmos formam uma pequena companhia independente chamada Olhar Electrónico. Trabalhou durante vários anos na televisão, produzido anúncios e programas infantis muito populares. Nos primórdios dos anos 90, Meirelles integrou-se na O2 Films Productions, o qual realizou “O Menino Maluquinho 2 – A Aventura” (1998) e o ousado Domesticas (2001). Em 2002, conseguiu tornar-se mundialmente famoso pela adaptação cinematográfica de Cidade De Deus que foi apresentado no Festival de Cannes e percorrendo vários festivais no mundo, o qual iniciou uma arrecadação de prémios, o negro retrato das favelas brasileiras conseguiu nomeações importantes nos Óscares de 2003, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Realizador, despertando em Hollywood um interesse pelo autor paulista. Meirelles nunca trabalhou directamente para o grande marco do cinema norte-americano, realizando em 2005 o inglês, mas bem sucedido, The Constant Gardener, o filme onde Rachel Weisz venceu o Óscar de Melhor Actriz Secundaria, uma critica às grandes empresas farmacêuticas e em 2008, adaptou o premio Nobel da literatura Ensaio sobre a Cegueira de José Saramago, Blindness com Julianne Moore, Mark Ruffalo e Danny Glover. Na televisão destacou-se pela produção e realização de alguns episódios da série A Cidade dos Homens e é o produtor da longa-metragem cinematográfica que estreou recentemente em Portugal.

 

             

 


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31.10.08

“O Negocio Cinematográfico? Eu adoro filmes, mas negócio cinematográfico é treta!”

 


William Oliver Stone, sendo este o seu nome verdadeiro, nasceu em 15 de Setembro de 1946 em Nova Iorque. Estudou na Universidade de Yale, mas teve que desistir para se tornar num combatente na Guerra do Vietname. Poucos sabiam que por detrás da farda camuflada verde e da medalha de bronze e o “coração púrpura” obtida por actos de bravura na guerra, se escondia um “mestre” da controvérsia e do subjectivo. O seu primeiro filme data 1971, Last Year in Viet Nam onde o “futuro” autor se expressava o seu descontentamento com o desenrolar da batalha vietnamita e com essa curta que surgiram polémicos filmes como Platoon (vencedor do Óscar de Academia de Melhor Filme) e Born on 4th July (um retrato cínico aos veteranos de guerra). Mas antes destas duas emblemáticas obras, o autor ainda dirigiu o horror Seizure (1974), outra curta: Mad Man of Martinique (1979), outro filme de terror, desta vez com Michael Caine no protagonismo, The Hand (1981) e o “corajoso” Salvator (1986) com James Wood. O Platoon surgiu no mesmo ano, a fita que celebrizou Stone, o qual levou o prémio de Melhor Realizador na Academia dos Óscares, de seguida surgiram Wall Street (1987) outro filme valorizado com Charlie Sheen e Michael Douglas, Talk Radio (1988) com Eric Bogosian, o já referido Born on 4th July (1989) com o grande desempenho de Tom Cruise (outro Óscar de Melhor Realizador para Oliver Stone) e a biografia de Jim Morrison, o vocalista dos The Doors num filme homónimo cheio de polémica (1991), com Val Kilmer a desempenhar o problemático cantor de Light my Fire. No mesmo ano realizou JFK com Kevin Costner, um polícia que envolve o assassinato do presidente Kennedy, dois anos depois surgiu Heaven and Earth com Tommy Lee Jones e em 1994, o “incorrectoNatural Born Killers, baseado numa ideia de Quentin Tarantino sobre um casal de serial killers. Em 1995, incursou outro presidente dos EUA, o “infameNixon, o qual Anthony Hopkins recebeu a sua terceira nomeação para os Óscares. Nos anos seguintes, Stone se tornou menos controverso e mais discreto, filmes como U-Turn (1997), Any Given Sunday (1999) e o “fracassado” documentário Comandante (2003) sobre Fidel Castro. Em 2004, regressou às grandes produções com o polémico (do pior sentido) Alexander, The Great, a biografia aprofundada do grande líder dos tempos antigos que resultou num fracasso em todos os níveis. E por fim Oliver Stone amassou-se com World Trade Center (2006), a sua visão politicamente correcta dos incidentes de 11 de Setembro e W. (2008), a biopic de George W. Bush, que de polémico só mesmo á flor da pele.

   

 


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30.9.08

“Qualquer coisa que tu podes fazer em filme. Eu posso fazer em HD”


 

Nascido a 25 de Junho de 1924 em Filadélfia, Pensilvânia, Sidney Lumet a par de Stanley Kubrick e Martin Scorsese, um dos mais consistentes realizadores do cinema contemporâneo, é conhecido por arrecadar excelentes interpretações nos seus actores e de filmar quase sempre os seus filmes em Nova Iorque. Lumet é um fascinado por tribunais e todo a finalidade jurídica, e como ninguém é capaz de filma-lo. Realizou mais de 40 filmes, entre eles uma grande parte dos thrillers jurídicos mais célebres de sempre. A sua primeira demanda no mundo como realizador na série Studio One (1948 - 1958), o qual dirigiu inúmeros episódios, continuou na televisão até 1957 ter dirigido 12 Angry Men, a sua primeira longa-metragem cinematográfica e segundo muitos a sua obra-prima, com este filme recebeu a sua primeira nomeação para Melhor Realizador nos Óscares de Academia, e com ele também a nomeação de Melhor Filme e de Melhor Argumento. De seguida surgiram inúmeros filmes, não muito bem recebidos talvez por estarem á sombra da grande obra de 1957 e nos dias de hoje filmes quase desconhecidos na sua carreira; Stage Struck (1958) e That Kind of Woman (1959), são alguns dos exemplos. Ainda em 1959, destaque ainda para o filme The Fugitive Kind, escrito por Tenessee Williams (o mesmo de A Streetcar Called Desire), com Marlon Brando como protagonista. Seguiu-se mais uma remessa de vários projectos televisivos e alguns filmes de pouco sucesso, até chegar a 1972 e 1973 o qual realizou dois filmes que permaneceriam na sua filmografia; The Ofense (72) com Sean Connery (segundo muitos a sua melhor interpretação) e Serpico (73) com Al Pacino. Filmes seguintes serviram para fortalecer a sua carreira; Murder on the Orient Express (1974), Dog Day Afternoon (1975), de novo com Al Pacino, Network (1976), uma critica á comunicação social, Equus (1977), Prince of the City (1981) e The Veredict (1982) com Paul Newman, são alguns exemplos. Os anos 90 forma talvez os mais discretos, o qual Lumet tentaria variar os eu registo como em dramas como Gloria (1999) com Sharon Stone e a comédia Critical Care (1997) com James Spader. O novo milénio lhe proporcionou algumas experiências insólitas como a escolha de Vin Diesel para protagonizar o seu thriller jurídico, Find Me Guilty (2006), o qual o actor exclusivo de acção teve que engordar para desempenhar uma personagem envelhecida e anafada, além disso, um ano antes o realizador vence o seu primeiro Óscar, um de categoria honorário, que felizmente não lhe marcou o fim de uma carreira, mas o reinício dela. Em 2007 estreia-se com Before the Devil Know your Are Dead, onde mais uma vez Lumet dá bom uso á sua fama de Realizador de actores que cobre excelentes interpretações de um elenco luxuoso; Ethan Hawke, Phillip Seymour Hoffman e Marisa Tomei. Actualmente prepara Getting Out, sem elenco definido. Sidney Lumet é um “fóssil vivo” que apesar de ser bastante classicista é também um adepto das novas tecnologias, filmou alguns filmes recentes em HD, o que prova que por vezes o antigo é moderno.

   

 


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30.8.08

“A minha vida é uma mala de viagens, sou o viajante mexicano”


Nascido em Guadalajara, na região de Jalisco, México (1964), Guillermo Del Toro, torna-se numa espécie de aprendiz por parte do lendário Dick Smith, o criador dos efeitos e maquilhagem de O Exorcista, decidindo trabalhar na sua primeira curta, Doña Lupe (1985), como também produziu a fita, Doña Herlinda and Her Son, uma comédia dramática sobre um caso amoroso entre um médico e um estudante de música num filme dirigido por Jaime Humberto Hermosillo. Gastou 10 anos a supervisionar e a dirigir a sua companhia, Necropia na década de 80, nesse mesmos anos, produziu, dirigiu e escreveu programas e series para a televisão mexicana. Del Toro teve a sua grande aparição em 1993, em Cannes, enquanto apresentava Cronos, que venceu o premio de Críticos do festival e vencedor de nove distinções no seu país de origem, quatro anos depois se iniciou em Hollywood com Mimic, o qual não obteve o sucesso esperado, tendo voltando ao seu trabalho no México, o qual trabalhou em Espinazo del Diablo (2001), voltando a conquistar críticos e público. Em 2002, regressou aos EUA com a sequela de Blade, ganhando notoriedade e independência com a sua irreverente visão do comics da Marvel. Em 2004, cria o filme de culto, também ele adaptado de uma BD, Hellboy. Foi em 2006, que Del Toro conquistou o Mundo propriamente dito, com a sua fábula gótica, Pan´s Labyrinth, que arrecadou ao todo 64 distinções, incluindo 3 Óscares. Com isso ganhou o estatuto de novo Tim Burton, tendo o seu nome, o favorito para a liderança de vários projectos de vertente fantástica, tendo recusado inúmeros; I Am Legend, Halo, Harry Potter and the Half-Blood Prince e One Missed Call, para poder realizar a sequela de Hellboy em The Golden Army (2008), com um sucesso mais considerável. Produziu também El Orfanato (2007) que se distinguiu por 9 Goyas e foi o candidato oficial a representar a Espanha no Óscar de Melhor Filme Estrangeiro. Neste momento está a escrever e a realizar The Hobbit na prequela de The Lord of the Rings, produzida por Peter Jackson. O futuro ainda lhe reserva.


publicado por Hugo Gomes às 19:47
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31.7.08


Nascido em 30 de Julho no ano 1970, Londres, Christopher Nolan começou a fazer filmes muito cedo, propriamente aos setes anos com ajuda da super 8 do seu pai e com figuras de acção como protagonistas. Chris estudou na Universidade Colegial de Literatura Inglesa de Londres e começou a realizar filmes a 16 mm para a sociedade cinematográfica do estabelecimento de ensino, mas antes já havia realizado uma curta-metragem surrealisat, Tarantella, que foi apresentada na PBS em 1989. Exibiu outras curtas surrealistas em 1996, no Cambridge Film Festival e ganhou prestígio com Doodlebug (1997). Em 1998, iniciou-se nas longas-metragens com Following, que foi apresentado no festival de cinema independente na Grã-Bretanha, mas foi com Memento, uma no depois, que Chris Nolan torna-se numa promessa ao cinema mundial, nesse filme, o realizador submete o actor Guy Pearce a um pesadelo psicológico narrado de trás para frente, foi um êxito de critica e entre o publico em geral. Seguida, lançou outro actor num ciclo tenebroso, Al Pacino em Insomnia (2002), não possuiu o mesmo prestígio de Memento, mas não deixou mal os seus expectantes. Em 2005 com auxílio de David S. Goyer reinventou o destino de um super-herói que fora maltratado no cinema, Batman em Batman Begins, onde lançou o actor Christian Bale para um estrelato mais comercial e afirmou o novo fôlego no homem-morcego que fora um dos maiores êxitos do ano 2005, quer na sua estreia no cinema, quer nas suas vendas como DVD. Em 2006, volta a trabalhar com Bale em The Prestige, o qual contracenou com Hugh Jackman, Michael Caine e Scarlett Johansson e em 2008, eis que estreia o hype The Dark Knight, a sequela de Batman Begins que é o seu filme mais rentável e não só, a melhor estreia de sempre de um filme no primeiro dia, batendo vários recordes de bilheteira. Trabalhou com Heath Ledger que viria a falecer pouco tempo depois do final da produção do mesmo. Enquanto isso, Nolan passou rapidamente de estatuto de promessa para afirmação de um futuro potencial realizador que poderá equilibrar-se com calibres de Spielberg ou Scorsese. Veremos o que tempo dirá.

   


publicado por Hugo Gomes às 23:38
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30.6.08

“Os meus filmes não são aclamados no dia que estreiam. Tenho que esperar um pouco mais”


O seu verdadeiro nome é Manoj Nelliyattu Shyamalan, nasceu na Índia em 1970, mais precisamente na região de Mahé, foi criado nos subúrbios de Penny Valley em Filadélfia. A sua paixão pelo cinema cresceu quando aos 8 anos lhe ofereceram uma camera Super-8 e partir daí, Shyamalan sonhava seguir os passos do seu ídolo, Steven Spielberg. Em 1992 realizou a sua primeira película, Praying With Anger o qual o autor protagonizou e escreveu, num argumento que conta um jovem de origem indiana (M. Night Shyamalan) a viver nos EUA, que decide explorara as suas origens na Índia. Em 1998 concebe Wide Awake, um fracasso nas bilheteiras, uma comédia de teor religioso que não agradou em nada os produtores executivos levando a um reacção irada do próprio autor que nesse instante promete regressar com “o melhor argumento de todos os tempos”, isso deu-se em 1999 quando escreveu e realizou The Sixth Sense, até hoje o seu filme mais célebre. O thriller protagonizado por Bruce Willis e Haley Joel Osment foi um grande êxito de bilheteira que deu a Shyamalan o auge da sua carreira, sendo um filme que marcou uma geração. Nesse mesmo ano em conjunto com Greg Brooker escreve o argumento de Stuart Little, o filme de família que combina animação e vida real adaptada do livro infantil de E.B. White, que conta a história de uma família que adopta um rato. Em 2000, Unbreakbale – O Protegido é estreado, numa altura em que M.Night Shyamalan ainda era um nome sonante e de respeito, 2002 foi a vez de Signs – Os Sinais que conheceu um simpático sucesso entre o público e a critica, um versão discreta da Guerra Dos Mundos de H.G. Wells protagonizado por Mel Gibson e Joaquin Phoenix. Já em 2004, The Village foi altamente receptado de más criticas, sendo o inicio de uma fase incompreendida tendo em 2006 atingindo quase o “pico” com The Lady in the Water, que além de uma repudia do publico em geral, dos críticos ainda foi vencedor de um Razzie (prémios que celebram o pior do cinema) na categoria de pior realizador. Em 2008, estreia com The Happening, mas também sem grande sucesso em termos de crítica. Nos dias de hoje mesmo com uma baixa de forma, M. Night Shyamalan assume como um herdeiro de Alfred Hitchcock, o qual também o idolatra, os seus filmes (maioritariamente thrillers) são compostos por twists criativos e imaginativos como também são caracterizados pelo seu criticismo e afirmação de fé.

  


publicado por Hugo Gomes às 19:25
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31.5.08

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"Faço películas para estar atrás da câmara, não na frente dela. Estou seguro quando digo coisas muito íntimas sobre mim em todos os meus filmes, mas é melhor dizê-lo não muito directamente, do que atrás de uma mulher."


 

Nascido a 15 de Novembro de 1967 em Paris, França, o realizador François Ozon é nos dias de hoje um dos mais singulares autores da satirizações humana como também a sua sexualidade que está presente em muitas das suas obras. Enquanto criança trabalhou como modelo, mas em adulto “brinca com a câmara” de maneira estética mas suavemente intrínseca nas suas obras. Satirizou a sua família na sua primeira curta-metragem, Photo de Famille (1988) e a partir seguiu para o drama o qual teve grande saída, realizando inúmeras curtas do género. Em 1994 conceituou Action Vérité, o qual venceu o prémio dos críticos de curtas no Sindicato dos Críticos Franceses, esse mesmo retratando o mundo gay, o que tornou numa imagem de marca para as futuras obras de Ozon. Realizou a sua primeira longa-metragem em 1997, Regarde La Mer, um thriller unanimemente aclamado pela crítica, um ano depois passou para o surrealismo e a sua habitual exploração do mundo homossexual em Sitcom (1998). Em 1999 trabalhou no thriller sexual, Les Amants Criminels, em 2000 venceu o premio de Melhor Película no Festival de Berlim com Gouttes d'eau sur Pierres Brûlantes, no mesmo ano estreou Sous le Sable protagonizado pela célebre actriz Charlotte Rampling, já em 2002 realiza o musical feminino, 8 Femmes com Catherine DeNeuve e Isabelle Hupert nos principais papéis, vencendo várias distinções no Festival de Berlim, incluindo o de Melhor Elenco. Só em 2003, o autor torna-se celebre em todo o mundo com Swimming Pool, até hoje o seu filme mais famoso, depois seguiu-se 5x2 (2004) e Le Temp qui Reste (2005) dois filmes com estreias mais amenas e já com o olhar atento dos cinéfilos. Regressou às curtas em 2006 com Un Lever de Rideau e em 2007 estreou Angel com um elenco mais internacional com Romola Garai e Sam Neill. Realizador e argumentista, François Ozon é um dos mais incontornáveis autores franceses do nosso tempo.


publicado por Hugo Gomes às 19:45
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30.4.08


 

Nascido a 1968, é considerado por muitos um mestre do terror espanhol, estudou comunicações e fotografia na Universidade de Barcelona, graduando em 1991 e um ano depois conseguiu trabalhar como jornalista e host num programa de rádio da Radio Hospitalet. Iniciou a carreira de realizador em 1994 com a curta Alicia e um anos mais tarde Dias Sín Luz, uma curta o qual recorre a ficção científica. O seu primeiro filme propriamente dito foi o culto Os Sin Nombre (Os Sem Nome) – 1999, o qual lançou o realizador para a galeria do horror. Realizou em 2002 a longa-metragem spin-off do concurso Operação Triunfo, como também o filme Darkness, outra incursão do terror que utiliza algumas estrelas internacionais, nomeadamente Anna Paquin que ascendia devido a X-Men. Coordenou Calista Lockheart (Ally MacBeal) em Fragiles - Frágeis (2005) e integrou em 2006 na colectânea televisiva; Peliculas Para No Dormir. O seu maior sucesso foi com a cooperação com Paco Plaza em (REC) - 2007; um filme de terror mockumentário que conseguiu causar algum frenesim e hype em sua volta, o remake americano já vem a caminho.


publicado por Hugo Gomes às 23:15
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26.3.08

“Quero pensar em mim como uma pessoa velha mas muito jovem. Mas começo a pensar, 'quantos anos terei que ser produtivo'? Especialmente no meu negócio, a juventude tão é realçada. Começo a pensar, 'quantos mais filme, poderei eu ainda fazer'? Talvez, se sou afortunado, farei mais cinco.”

Nascido em 6 de Março de 1947, filho do actor Carl Reiner (Ocean’s Thriteen), Rob Reiner ganhou nome em Hollywood por aviso projectos bem sucedidos que sempre realizara. Iniciou na carreira de director com o telefilme Sonny Boy (1974) e depois para série televisiva Likely Stories (1981). Estreou-se na cinematográfica com This is Spinal Tap (1984), o qual também protagonizou e The Sure Thing (1985) com John Cusack e Tim Robbins, mas foi 1986 que ganhou fama á conta da adaptação do conto de Stephen King, Stand By Me – Conta Comigo o qual teve nomeado para os Óscares por Melhor Argumento Adaptado. Por aí fora seguiram filmes de grande importância á cinematografia americana; The Princess Bride (1987), When Harry Met Sally (1989) e Misey (1990), a marcar o regresso às adaptações dos contos de King. Consegui ter o primeiro filme nomeado ao cobiçado Óscar em 1992, A Few Good Men que contou com um elenco impressionante; Jach Nicholson, Tom Cruise, Demi Moore, Kevin Bacon, Kiefer Sutherland, Kevin Pollack e Cuba Gooding Jr. De seguida realizou Ghosts Of Mississippi (1994) com Alec Baldwin, American President (1995) com Michael Douglas e Anne Benning, The Story Of Us (1999) que combina o par Bruce Willis e Michelle Pfeiffer, mas primeiro realizou e protagonizou uma curta sequela do seu This Is A Spinal Tap em 1998. No novo milénio viu o fracasso em Alex & Emma (2003) e Rumor Has It… (2005), dois filmes “massacrados pela crítica” e estreou com The Bucket List (2007) que junta pela primeira vez Morgan Freeman e Jach Nicholson, a estrear no dia 27 de Março em Portugal.

 


 


publicado por Hugo Gomes às 13:41
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18.2.08

"Quando cresce assim, e repentinamente decide que queres fazer filmes, toda a gente diz, 'é impossível'. Pois bem, eu estou aqui e a viver o meu sonho".

Forster nasceu na Alemanha em 1969, mas foi na Suíça que permaneceu uma grande parte da sua infância, filho de um médico alemão e de uma mãe suíça, desafia tudo e todos ao entrar no mundo de cinema. Estudou na famosa Instituição de Montana Zugerberg, uma escola exclusiva para rapazes. Em 1990 a 1993 foi atendido na Universidade de Cinema de Nova Iorque, o seu primeiro trabalho foi concretizado em 1995, Loungers que realizou e escreveu, o qual conseguiu vencer uma Audience Award no Festival de Slamdance, mas foi só em 2000 realizou o seu primeiro grande trabalho, Everything Put Together com Radha Mitchell, uma obra que retrata os caminhos negros da Sida e o seu impacto nas pessoas, competiu no Grande Prémio Do Juri no festival de Sundance. Em 2002, tornou-se celebre por ter trabalhado com um trio de actores de renome; Billy Bob Thornton, Halle Berry (o qual venceu o Óscar de Melhor Actriz) e o Heath Ledger em Monster’s Ball, um filme independente que veiculou Forster às grandes produções; Finding Neverland (2004 – o qual recusou realizar Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban), Stay (2005), Stranger Than Fiction (2006) e The Kite Runner (2007), que estreou em Portugal no dia 16 de Fevereiro. Marc Forster será o realizador da 22º aventura de James Bond em 007 – Quantum Of Solace, a marcar o seu primeiro projecto comercial.

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publicado por Hugo Gomes às 15:47
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