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26.4.17

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Morreu o realizador Jonathan Demme, vencedor de um Óscar pelo seu trabalho em O Silêncio dos Inocentes, e conhecido por um leque variado de trabalhos que vão desde os aclamados Filadélfia até O Casamento de Rachel. Segundo uma fonte próxima, Demme não resistiu a complicações cardíacas associadas a um cancro no esófago que combatia há anos. Tinha 73 anos.

 

Nascido a 22 de Fevereiro de 1944, foi com um filme exploitation que Demme entrou no circulo de realizadores/argumentistas. Tratava-se de A Gaiola das Tormentas (Cage Heat, 1974), uma típica variação de prisões femininas que se encontrava na moda nessa mesma década. Era a perpetuação do seu trabalho na série B, e foi com as produções de Roger Corman que Demme deu os primeiros passos no mundo do Cinema. Na década de 80, o realizador consegue, por fim, dar nas vistas com outro tipo de material, incluindo a comédia dramática Melvin e Howard (1980), Selvagem e Perigosa (Something Wild, 1986), Swimming to Cambodja (1987), Viuva … Mas Não Muito (Married to the Mob, 1988). Nessa mesma altura, trabalhou na concretização de vídeos para bandas como UB40, Talking Heads e New Order.

 

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Porém, foi na década seguinte que a carreira de Jonathan Demme conhece a ribalta do sucesso, principalmente com O Silêncio dos Inocentes (Silence of the Lambs, 1991), o thriller policial de serial killers que nos reafirmou o rei de todos eles, Hannibal Lecter (desempenhado por Anthony Hopkins). O filme foi um sucesso de crítica e bilheteira, tendo conquistado cinco Óscares, incluindo o de Melhor Filme e de Melhor Realizador.

 

Mas a aclamação não parou aqui, dois anos depois seguiu Filadélfia, a luta jurídica pela dignidade dos seropositivos e dos homossexuais que valeu o primeiro Óscar a Tom Hanks. Demme regressaria às longas-metragens nessa década com Beloved, interpretado por Oprah Winfrey, que não deteve a atenção dos anteriores. O inicio do novo século ficou marcado pelo retorno ao mundo da música, com videos para Bruce Springsteen e The Pretenders.

 

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O realizador voltaria à ficção em 2002 com o thriller A Verdade Sobre Charlie (A Truth about Charlie), que não foi bem aceite pelas audiências, assim como a crítica que o apelidou do "pior filme da sua carreira".  Mas Demme não voltou costas ao género e regressou, de forma mais triunfante, com o remake de The Manchurian Candidate, em 2004. Este O Candidato da Verdade, uma trama de alto teor politico que contextualizava a contemporaneidade para orquestrar um ambiente de conspiração de duplo significado. Protagonizado por Denzel Washington e Meryl Streep, o filme correu bem nas bilheteiras e foi bravamente aplaudido pela crítica.

 

Depois de uma passagens no sector do documentário (Neil Young: Heart of Gold e Jimmy Carter Man from Plains), o realizador depara-se novamente a favor da crítica com O Casamento de Rachel (Rachel Getting Married), um drama independente com Anne Hathaway (nomeada ao Óscar) sobre um convidado incómodo num casamento. Depois de algumas aventuras na televisão, Jonathan Demme concretiza a sua ultima longa-metragem, Ricky e os Flash (2015), com Meryl Streep, um filme que uniria os seus mundos de conforto: a música e a comédia.

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Jonathan Demme (1944 - 2017)

 


publicado por Hugo Gomes às 16:37
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26.2.17

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Morreu Bill Paxton, actor conhecido por filmes como Titanic, Aliens e Simple Plan, não sobreviveu a um procedimento cirúrgico. Tinha 61 anos.

 

"It's gamer over, man. It's game over" uma das frases mais emblemáticas da segunda tomada de Alien, e que pertence a um dos actores mais requisitados de James Cameron. Nascido a 17 de Maio de 1955 em Fort Worth, no Texas, Paxton arrancou na sua carreira cinematográfica como figurinista na New World Pictures de Roger Corman. A sua primeira longa-metragem foi Stripes (1981), com um pequeno papel ao lado de Bill Murray e John Candy, depois seguiu-se o terror Night Warning (1982), The Lord of Discipline (1983), a adaptação de William S. Burroughs, Taking Tiger Mountain (1983), e Streets of Fire (1984).

 

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Em 1984, surge a sua primeira colaboração com Cameron, onde o actor desempenhou um delinquente punk em Terminator, a dupla regressa passados 2 anos, com Aliens. Outras colaborações foram com True Lies (1994) e, com um papel mais relevante, em Titanic (1997).

 

Outros filmes importantes da sua carreira são Predator 2 (1990), Tombstone (1993), Apollo 13 (1995), Twister (1996), A Simple Plan (1998), Vertical Limit (2000) e a série televisiva da Marvel, S.H.I.E.L.D. Entre os trabalhos que deixa ainda por estrear encontra-se O Círculo, um thriller de ficção cientifica onde desempenha o papel de pai de Emma Watson.

 

Bill Paxton (1955 - 2017)

 


publicado por Hugo Gomes às 15:59
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28.1.17

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Morreu Emmanuelle Riva, um dos ícones do cinema francês, a protagonista de Hiroshima, Mon Amour e de Amour. A actriz faleceu vitima de cancro em Paris. Tinha 89 anos.

 

Nascida a 24 de Fevereiro de 1927, descendente de uma família italiana, Riva abandona o seu cargo de costureira que integra um grupo de teatro amador, perseguindo o seu sonho da representação. Em 1953, obtêm uma bolsa de estudos e segue para Paris, onde começa a sua carreira televisiva. No cinema, marca estreia em 1958, num (muito) pequeno papel em Les Grandes Familles, de Denys de La Patellière.

 

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Um ano depois atinge a fama mundial com o seu desempenho em Hiroshima, Mon Amour, de Alain Resnais, um retrato de memórias passadas decorridas na destruída cidade japonesa. Riva interpretaria uma actriz francesa que chega a cidade para a rodagem de um filme, mas que acaba por ser consumida pelas "feridas" de Hiroshima e pelo passado que teima não deixá-la.

 

A partir daí, segue-se um "boom" de papéis no cinema, tornando-se numa das actrizes mais cobiçadas do Cinema Francês. Riva contracenou com outro rosto da Nova Vaga, Jean-Paul Belmondo, em Léon Morin, Prêtre, de Jean-Pierre Melville (1961), obedeceu às ordens de Philippe Garrel em Liberté, la nuit (1983), e integra um dos episódios da famosa Trilogia de Cores de Krzysztof Kieslowski (Trois couleurs: Bleu, 1993).

 

Voltaria a dar nas vistas em 2012, com Amour, de Michael Haneke, filme premiado com a Palma de Ouro em Cannes e vencedor do Óscar de Melhor Filme Estrangeiro, para além de outras quatro nomeações, incluindo a de Melhor Filme e a de Melhor Actriz Principal, a primeira e última para Riva.

 

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Emmanuelle Riva (1927 - 2017)


publicado por Hugo Gomes às 14:12
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Morreu o actor britânico John Hurt, célebre por desempenhos em filmes como The Elephant Man, Alien e V for Vendetta. Tinha 77 anos.

 

Nascido a 22 de Janeiro de 1940, Hurt iniciou-se no cinema com The Wild and the Willing (Rob Thomas, 1962), mas antes já havia passado pela televisão em séries como Z Cars e Probation Officer. Torna-se num secundário de luxo, trabalhando com realizadores diversos como Richard Fleischer, Jacques Demy, Stuart Cooper, Jerzy Skolimowski e Alan Parker, a colaboração com este último rendeu-lhe um Globo de Ouro e ainda a primeira nomeação ao Óscar no oscarizado Midnight Express (1978).

 

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Um ano depois, segue Alien – O Oitavo Passageiro, o qual torna-se a primeira vitima dos imortalizados “xenomorphos”. A sua participação neste filme de ficção cientifica abriu portas para papeis mais relevantes na década de 80, como The Elephant Man, de David Lynch (a sua segunda e última nomeação ao Óscar), o desastre financeiro de Heaven’s Gate, de Michael Cimino, em History of the World: Part 1, de Mel Brooks (onde interpretou Jesus), a adaptação do livro de George Orwell, 1984, de Michael Radford, e Scandal, de Michael Caton-Jones.

 

Nos anos 90, a sua carreira diversificou-se entre a televisão, teatro, videojogos, animações e filmes menores, com excepção de Dead Man, de Jim Jarmusch (1995), Wild Bill, de Walter Hill (1995) e Contact, de Robert Zemeckis (1997).  

 

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No novo milénio destaca-se Harry Potter and the Sorcerer’s Stone (2001), Dogville (2003), Hellboy (2004), The Proposition (2005), Manderlay (2005), V for Vendetta (2005), The Limits of Control (2009), Melancholia (2011), Tinker, Taylor, Soldier, Spy (2012) e Snowpiercer (2013).

 

Em 2015, o actor tinha superado um cancro no pancreas, porém, novas complicações surgiram nos seus intestinos, levando a uma nova hospitalização. Um dos seu últimos desempenhos foi em Jackie, de Pablo Larrain, que centra na vida da ex-primeira dama Jacqueline Kennedy.

 

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John Hurt (1940 – 2017)

 


publicado por Hugo Gomes às 03:05
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20.1.17

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Morreu Miguel Ferrer, um dos rostos mais conhecidos da televisão norte-americana, sobretudo pela sua participação em séries como NCIS: Los Angeles, Crossing Jordan, Desperate Housewives e The Protector. O ator foi vitima de cancro esta quinta-feira (19 de Janeiro). Tinha 61 anos.

 

Filho mais velho do também actor José Ferrer, vencedor de um Óscar em 1950 por Cyrano de Bergerac, e da cantora Rosemary Clooney, Miguel tinha como primo o próprio George Clooney, o qual comentou sobre a morte do familiar, lamentando o seu desaparecimento no mesmo dia que Donald J. Trump assume o cargo de Presidente dos EUA: "Hoje a História será marcada por grandes mudanças no nosso mundo e perdas para muitos, no mesmo dia em que Miguel Ferrer saiu vencido da sua batalha contra o cancro na garganta. Mas não perdeu para a sua família. Miguel tornou o mundo mais vivo e alegre e o seu desaparecimento é de tal forma sentido na nossa família que acontecimentos do dia empalidecem em comparação. Amamos-te, Miguel. Iremos amar-te sempre".

 

No cinema, Miguel Ferrer especializou-se em inúmeros vilões em diversos filmes, tendo como o mais célebre  o seu papel em Robocop, de Paul Verhoeven. O seu último desempenho foi na nova série de Twin Peaks, a estrear em Maio.

 

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Miguel Ferrer (1955 - 2017)


publicado por Hugo Gomes às 00:29
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16.1.17

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Maria Cabral, um dos ícones do Cinema Novo, faleceu este sábado, 14 de Janeiro, em Paris. Tinha 75 anos e para trás deixa um legado de memórias incontornáveis de um cinema, como também de uma geração de realizadores, que influenciaram para sempre o nosso rumo cinematográfico.

 

A Academia Portuguesa de Cinema noticiou o seu desaparecimento, relembrando as interpretações em filmes como O Cerco, de António da Cunha Telles (o grande impulsor da sua carreira), e das suas colaborações com João Botelho (Adeus Português), José Fonseca e Costa (O Recado) e Alain Tanner (No Man's Land).

 

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Maria da Conceição Gomes Cabral, nascida a 24 de Abril de 1941, em Lisboa, passou parte da sua infância em Luanda, Angola. Frequentou o curso de Filosofia e participou em filmes publicitários e até uma curta de João César Monteiro, o qual este nunca terminou.

 

Mas foi com o papel de Marta em O Cerco (1970) que Maria Cabral tornou-se numa das faces mais reconhecidas do Cinema Português. Em alturas do filme concedeu uma icónica entrevista para a RTP no interior do seu automóvel descapotável pelas ruas de Lisboa.

 

Voltaria a trabalhar com da Cunha Telles passados 14 anos em Vidas, com Paulo Branco e Carlos Cruz.

 

Maria Cabral (1941 - 2017)

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:19
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29.12.16

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Morreu Debbie Reynolds, uma das estrelas mais queridas da Idade do Ouro de Hollywood. Triste coincidência, era a mãe de Carrie Fisher, a célebre actriz de Star Wars, que faleceu passada terça-feira em consequência de uma insuficiência cardíaca, um dia antes da morte da progenitora.

 

Debbie Reynolds não resistiu  a um Acidente Vascular Cerebral (AVC), o anúncio da sua morte foi dada pelo filho, Todd Fisher à TMZ, proferindo ainda que de momento "ela está com Carrie". Tinha 84 anos.

 

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Para trás, a actriz e cantora deixa um legado inimitável de filmes tão bem-sucedidos nos períodos férteis de Hollywood. A sua prestação mais famosa foi em Singin' in the Rain (Serenata à Chuva, 1952), ao lado de Gene Kelly e Donald O'Connor, mas antes havia aventurado como secundária em filmes como The Daughter of Rosie O'Grady (A Filha de Rosie O'Grady, 1950) e Mr. Imperium (Proibido Amar, 1950).

 

Um ano depois do sucesso de Singin' in the Rain, volta a contracenar com Donald O' Connor em I Love Melvin (O Gosto do Rapaz). Ainda na década de 50, foram muitas as comédias românticas e musicais que Reynolds integrou, mas nenhuma delas ofuscou o sucesso que conhecera em 1952, mesmo que em 1955 tenha protagonizado um filme com Frank Sinatra, The Tender Trap.

 

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Na década de 60, Hollywood encontrava-se numa certa decadência, perdendo a "passos" a sua inocência e ingenuidade. A actriz decide então reinventar, apostando em novos géneros como o western (The Second Time Around em 1962, How the West Was Won em 1962), a fantasia (Goodbye Charlie, de Vincent Minnelli, em 1964) e a cinebiografia (The Unsinkable Molly Brown, em 1964), o qual garantiu a sua primeira e única nomeação ao Óscar. Porém, a comédia continuava a ser a sua marca profissional, nesse mesmo período destaca-se o bem-sucedido Em Ponto de Rebuçado (How Sweet It Is?, 1968).

 

Na década seguinte e com o boom televisivo, Debbie Reynolds migrou do grande para o pequeno ecrã, encontrando espaço para a sua própria série - The Debbie Reynolds Show. E assim, a televisão tornou-se a sua sobrevivência, visto que os papéis no cinema eram cada vez mais escassos. Os seus últimos trabalhos no cinema foram com The Bodyguard (1994), The Mother (1996), Delírio em Las Vegas (1998) e One for the Money (2012).

 

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Debbie Reynolds (1932 - 2016)

 


publicado por Hugo Gomes às 12:48
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27.12.16

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Morreu Carrie Fisher, a imortalizada Princesa Leia da saga Star Wars. A actriz não resistiu a uma paragem cardíaca durante um voo entre Londres e Los Angeles, na passada sexta-feira (23 de Dezembro). Tinha 60 anos.

 

Nascida a 21 de Outubro, de 1956, em Los Angeles, Carrie Frances Fisher, filha dos também artistas Eddie Fisher e Debbie Reynolds, surgiu pela primeira vez nos ecrãs em 1969 durante o especial de TV, Debbie Reynolds and the Sound of Children. A sua estreia oficial deu-se em 1975, com a obra de Hal Ashby, Shampoo, um romance que envolvia cabeleireiros e dias de eleições com Warren Beatty e Julie Christie. Longe estava de imaginar que a sua experiência num filme chamado Star Wars, em 1977, um space opera de George Lucas, seria um autêntico fenómeno cinematográfico. Fenómeno esse, que converteu a actriz, assim como a sua personagem, Princesa Leia, em ícones, não só da ficção cientifica como do cinema contemporâneo.

 

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A sua fama cresceu com as sequelas dessa jornada intergaláctica, Empire Strike Back (1980) e Return of Jedi (1983), intercalados por alguns telefilmes e outras produções cinematográficas como O Dueto da Corda (The Blue Brothers, 1980) e Under the Rainbow (1981). Nos anos 90, a sua presença foi reduzida a cameos ou personagens secundarizadas, tendo como principal relevância Um Amor Inevitável (When Harry Met Sally …, 1989) e Scream 3 (2000). Condição que prolongou-se no século XXI, tendo sido quebrada com um regresso à saga que lhe colocou no estrelato, o episódio VII de Star Wars, The Force Awakens, em 2015 por J.J. Abrams.

 

As suas últimas participações foram, nos ainda inéditos, Star Wars: Episode VIII e Wonderwell, Vlad Marsavin. Para além de actriz, Carrie Fisher foi também escritora, tendo como principal publicação o livro  autobiográfico, Postcards From The Edge, que recebeu uma adaptação em 1990 pelas mãos de Mike Nichols, protagonizado por Meryl Streep e Shirley MacLane.

 

Carrie Fisher (1956 - 2016)


publicado por Hugo Gomes às 18:05
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10.12.16

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O realizador Alberto Seixas Santos, um dos mais emblemáticos nomes do movimento Cinema Novo português, faleceu na madrugada deste sábado, em sua casa. O anúncio da sua morte foi noticiado na edição online do Jornal Público através de uma realizadora amiga de Seixas Santos, Margarida Gil. A mesma fonte revela que o realizador encontrava-se doente há mais de um ano. Tinha 80 anos de idade.

 

Nascido a 20 de Março de 1936, Alberto Seixas Santos é tido como um dos críticos cineastas do movimento Cinema Novo. A sua obra tem sido preservada como uma afronte ao regime marcelista, sendo que, Brandos Costumes, o seu trabalho mais célebre e primeira longa-metragem, produzido antes da Revolução de Abril, tenha sido exibido somente em Setembro de 1975. Mas antes da estreia portuguesa, o filme fora apresentado na Competição do Festival de Berlim.

 

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Outras obras incontornáveis da sua carreira foram A Lei da Terra (1977), o drama colonialista Paraíso Perdido (1995), com Maria Medeiros no principal papel, Mal (1999), um retrato da vida contemporânea lisboeta tendo como perspectiva uma mulher irlandesa, a curta-metragem A Rapariga da Mão Morta (2005) e E o Tempo Passa (2011), que passaria a ser o seu último filme.

 

Para além da realização, Seixas Santos foi um dos fundadores do Centro Português de Cinema, dirigente do ABC, o Cineclube de Lisboa, apostando numa respeitada carreira crítica, tendo em conta as suas colaborações nas revistas Imagem, Seara Nova e o O Tempo e o Modo.

 

Em Março de 2016, a Cinemateca havia lhe dedicado uma retrospectiva integral.

 

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Alberto Seixas Santos (1936 - 2016)

 


publicado por Hugo Gomes às 13:48
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Morreu aos 79 anos, o actor português Carlos Santos, que se encontrava internado no Hospital de Faro onde foi submetido a uma intervenção cirúrgica na coluna cervical. Vivia maritalmente com a actriz Amélia Videira, com casamento marcado para Dezembro.

 

O actor teve estreia no cinema em 1965, ao lado de Tony De Matos, em Rapazes de Táxis, de Constantino Esteves, desde aí começou por tornar-se numa presença habitual no teatro, na televisão, como no grande ecrã.

 

Contam-se obras como A Maldição da Marialva (António De Macedo, 1991), Zona J (Leonel Vieira, 1998), Inferno (Joaquim Leitão, 1999), o "mito" do cinema português, A Bomba (Leonel Vieira, 2002), O Fascínio (José Fonseca e Costa, 2003), Dot.Com (Luís Galvão Teles, 2007) e mais recentemente Zeus, com estreia para Janeiro de 2017 nos cinemas portugueses e a comédia A Mãe é que Sabe, agendado para 8 de Dezembro.

 

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Carlos Santos (1937 - 2016)


publicado por Hugo Gomes às 15:08
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9.10.16

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Morreu o cineasta Andrzej Wadja, um dos mais relevantes realizadores polacos da sua geração, na sua obra contam-se filmes como Terra Prometida (vencedor de um Óscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira), Danton com o actor Gerard Depardieu e Ashes and Diamonds. Tinha 90 anos.

 

(Notícia em desenvolvimento …)


publicado por Hugo Gomes às 23:58
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21.9.16

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Morreu o realizador e argumentista Curtis Hanson, vencedor do Óscar de Melhor Argumento Adaptado por L.A. Confidential em 1998, e detentor de algumas obras conhecidas como 8 Mile, o filme protagonizado pelo rapper Eminem, e o thriller The Hand That Rocks the Cradle. Faleceu nesta terça-feira devido a causas naturais, revela a imprensa, tinha 71 anos.

 

(Notícia em desenvolvimento ...)

 


publicado por Hugo Gomes às 08:58
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29.8.16

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Morreu Gene Wilder, uma das "caras" mais célebres do cinema de comédia da década de 70 e 80.

 

Foi protagonista de inúmeros trabalhos de Mel Brooks como Blazzing Sandles, Young Frankenstein e The Producers, mas provavelmente é a sua versão de Willy Wonka and the Chocolat Factory que o tornou mundialmente famoso. Segundo o seu sobrinho, Jordan Walker-Pearlman, Wilder sucumbiu face a complicações com a doença Alzheimer, o qual fora diagnosticado à 3 anos. Tinha 83 anos.

 

Nascido a 11 de Junho em Milwaukee, no estado de Wisconsin (EUA), em 1933, Jerome Silberman (o seu nome verdadeiro) começou por brilhar nos palcos da Broadway, sendo que numa dessas peças contracenou com Anna Bancroft, a actriz que nos anos 60 namorava com o realizador de comédias Mel Brooks. Este conhecimento foi crucial no seu salto para o grande ecrã.

 

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No cinema estreou em 1967 com Bonnie & Clyde, num vistoso pequeno papel, e em The Producers, que inaugurou o inicio da sua colaboração com Brooks e garantiu-lhe a primeira nomeação ao Óscar, na categoria de Melhor Actor Secundário. Em 1971 protagonizou o filme Mel Stuart naquele que viria a ser o seu papel mais famoso, o excêntrico Willy Wonka na primeira adaptação cinematográfica do conto de Road Dahl. Depois seguiu-se um trabalho com Woody Allen em Everything You Always Wanted to Know About Sex (O ABC do Amor, 1972) e outra adaptação de um livro infanto-juvenil, The Little Prince (O Principezinho, 1974), com Mel Brooks ainda trabalhou nos bem-sucedidos Blazing Sandles e Young Frankenstein, e integrou outras inúmeras comédias dos anos 70 e 80, muitas delas fazendo dupla com o actor Richard Pryor.

 

Gene Wilder ainda apostou na realização, tendo alguns resultados satisfatórios como o popular The Woman in Red (1984).

 

Gene Wilder (1933 - 2016)


publicado por Hugo Gomes às 21:01
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17.8.16

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Morreu Arthur Hiller, o realizador canadiano que esteve por detrás de algumas comédias de êxito dos anos 70 e 80 e de Love Story, descrito como antecessor dos populares romances sparkianos. Faleceu esta quarta-feira, dia 17 de Agosto, tinha 92 anos.

 

Nascido em Alberta, Canadá, em 1923, Hiller começou a sua carreira nos anos 50 como produtor e realizador de algumas séries televisivas como On Camera e Matinee Theatre. No cinema estreou-se em 1957 com The Careless Years, uma variação contemporânea de Romeu & Julieta com Dean Stockwell e Natalie Trundy, mas foi com as comédias que a sua carreira cinematográfica expandiu.

 

Mesmo sob uma filmografia quase detida no género da comédia, Hiller concretizou em 1970, o seu filme mais popular e relembrado, Love Story, cujo êxito levou, para muitos, à formação de um subgénero romântico próprio que seria seguido até aos dias de hoje por Nicholas Spark e outros "tearjerkers". Foi nomeado a sete Óscares, incluindo o de Melhor Filme.  

 

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Nos anos 80 prolongou-se a sua "colecção de comédias", algumas delas como Cegos, Surdos e Loucos (See no Evil, Hear no Evil) foram bem sucedidas, porém, na década seguinte as suas concretizações não obtiveram o mesmo fascínio nem pelo público, nem pela crítica.

 

Para além dos seus trabalhos na direcção e produção, Arthur Hiller foi presidente dos Directors Guild of America (Sindicato de Realizadores da América) entre 1989 a 1993, e presidente da Academy of Motion Picture Arts and Sciences entre 1993 a 1997. Em 2001 foi laureado com o Prémio Humanitário Jean Hersholt, devido ao seu trabalho com inúmeras organizações de caridade, instituições educativas e grupos de direitos civis.

 

Arthur Hiller (1923 - 2016)


publicado por Hugo Gomes às 21:28
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20.7.16

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Morreu Garry Marshall, o homem por detrás dos sucessos de Pretty Woman: Um Sonho de Mulher e de O Diário da Princesa (The Princess Diary). Segundo a sua agente, Michelle Bega, o realizador faleceu em consequências de complicações respiratórias, em Burbank, Califórnia, Estados Unidos. Tinha 81 anos.

 

Marshall começou a sua carreira nos anos 60 como roteirista de stand up comedy, tendo acabado por escrever para o The Tonight Show with Jack Parr, em Nova Iorque. Nessa mesma década virou-se para a escrita de séries cómicas como Make Room For Daddy e The Lucy Show.

 

No cinema estreou como argumentista de How Sweet it Is!, uma adaptação do livro de Muriel Resnik por Jerry Paris, seguindo para a realização em 1982 com Young Doctors in Love, mas antes já havia conduzido alguns episódios de séries televisivas.

 

Flamingo Kid, Nothing in Common, Overboard e Beaches foram os trabalhos cinematográficos que antecederam a Pretty Woman: Um Sonho de Mulher, aquele que foi o seu filme de marca. Uma comédia romântica com Richard Gere e por Julia Roberts, que fez com que ganhasse notoriedade a nível mundial, o mesmo sucedeu à actriz protagonista, que dava os primeiros passos no cinema.

 

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Nos anos 90, Garry Marshall realizou outras comédias românticas ao fim de superar o êxito anteriormente obtido, infelizmente nenhuma delas obteve o mesmo impacto. Nesse período, os filmes mais relevantes que concretizou foram Frankie & Johnny, o regresso do casal Al Pacino e Michelle Pfeiffer ao grande ecrã (oito anos depois de Scarface: A Força do Poder), e Runaway Bride, novamente com Julia Roberts e Richard Gere.

 

Na entrada do novo século consegue o êxito de The Princess Diary, uma produção da Disney que lançou a actriz Anne Hathaway, e quatro anos depois surge a sequela. Em 2007 dirige Georgia’s Rule, que juntou três gerações de actrizes (Jane Fonda, Felicity Huffman e Lindsay Lohan), porém, o filme não foi bem recebido, quer pela crítica, quer pelo público.

 

A partir de 2010, Marshall resolve trazer um conjunto de filmes-mosaicos que visam celebrar dias festivos, todos eles compostos por elencos de luxo (Valentine’s Day, New Year’s Eve e o seu último trabalho no grande ecrã, Mother’s Day). Nessa mesma altura, ainda dirigiu a série de animação, Wendy.

 

Para além de realizador, argumentista e produtor, Garry Marshall foi também actor, tendo participado com pequenos papeis em muitas das suas produções.  

 

 

Garry Marshall (1934 – 2016)

 


publicado por Hugo Gomes às 17:39
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14.7.16

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Hector Babenco, o realizador argentino, naturalizado do Brasil, sucumbiu face a uma paragem cardíaca, segundo a agência AFP através de uma fonte do hospital Sírio Libanés. Conhecido como o homem por detrás dos sucessos de Kiss of a Spider Woman e Carandiru. Tinha 70 anos.

 

Hector Babenco foi um realizador que quebrou fronteiras, nascido em Mar del Plata, Argentina, encontrou a notoriedade no Brasil com obras como Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia (1977) e Pixote, a Lei do Mais Fraco (1981). Em 1985, concretiza em terras norte-americanas Kiss of the Spider Woman, sobre dois prisioneiros que tentam fugir das suas realidades e que acabam por encontrar conforto na companhia do outro. O filme que teve estreia mundial e aclamada no Festival de Cannes, acabou com a nomeação de quatros Óscares da Academia, incluindo o de Melhor Realizador e Melhor Filme. Um dos protagonistas, William Hurt, que vestiu a "pele" de um transexual, foi premiado com o Óscar de Melhor Actor.

 

Continuou nos EUA onde finalizou duas outras obras, o romance Ironweed (1987), com Jack Nicholson e Meryl Streep nos principais papeis, e At Play in the Fields of the Lord (1991), um épico com Tom Berenger que não obteve o mesmo fascínio partilhado nas duas anteriores realizações. Voltou para a América do Sul onde em 1998 dirigiu Um Coração Iluminado, uma co-produção argentino-brasileira sobre um homem que regressa à sua terra natal, 20 anos depois, para reencontrar um antigo amor.

 

Hector Babenco reencontrou o êxito com outra história prisional, o retrato de uma das maiores prisões sul-americanas, Carandiru (2003), com estreia no prestigiado Festival de Cannes. O realizador ainda esteve por detrás do spin-off televisivo - Carandiru, Outras Histórias - que foi transmitido em 2005.

 

Dirigiu ainda Gael Garcia Bernal em El Pasado (2007), outra co-produção argentino-brasileira, um dos segmentos do filme colectivo Words with Gods (2014), ao lado de Amos Gitai, Guillermo Arriaga, Emir Kusturica, Mira Nair e Hideo Nakata. A sua última obra foi O Meu Amigo Hindu (2015), com Willem Dafoe, sobre um realizador à beira da morte que tenta aprender a viver, que estreou no Brasil em Março deste ano.

 

Hector Babenco (1946 - 2016)


publicado por Hugo Gomes às 16:33
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4.7.16

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Morreu o cineasta iraniano Abbas Kiarostami, que venceu a Palma de Ouro em 1997 com o seu Taste of Cherry. Era visto como um dos relevantes realizadores da Nova Onda Iraniana, e um dos poucos que ficou no Irão após a revolução. Kiarostami faleceu em Paris em consequência de um cancro gastrointestinal. Tinha 76 anos.

 

(em actualização)


publicado por Hugo Gomes às 22:00
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3.7.16

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Morreu aos 91 anos, Camilo de Oliveira, o popular comediante português, protagonista de inúmeras sitcoms e série televisivas de grande sucesso como Camilo e Filho, ao lado do actor Nuno Melo, A Loja do Camilo e os êxitos ao lado da actriz Ivone Silva, Os Agostinhos e Sabadabadú.

 

Camilo de Oliveira estava internado no Hospital Egas Moniz, em Lisboa, combatendo os dois cancros pelo qual estava diagnosticado, o da próstata e dos intestinos. Faleceu este Sábado, dia 2 de Julho, pelas 20h00, segundo a Fonte Lusa.

 

Para além da televisão, Camilo de Oliveira havia integrado inúmeras peças de teatro e revistas, assim como o cinema que fora importante para o seu início de carreira. O seu primeiro papel foi em 1958 com O Homem do Dia, de Henrique Campos.

 

 

Camilo de Oliveira (1929 – 2016)


publicado por Hugo Gomes às 13:27
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2.7.16

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Morreu Michael Cimino, conhecido como o realizador de oscarizado The Deer Hunter, filme sobre a Guerra do Vietname protagonizado por Robert DeNiro e Meryl Streep, e Heaven’s Gate, o grande fiasco que mudou para sempre os métodos de produção norte-americanos. Tinha 77 anos.

 

Nascido a 3 de Fevereiro de 1939, Michael Cimino, estudante de arquitectura e artes dramáticas, aventurou-se no cinema depois de ter realizado publicidades e alguns documentários. A sua primeira longa-metragem foi Thunderbolt and Lightfoot (1974), um filme protagonizado por Clint Eastwood e Jeff Bridges sobre um golpista que reúne o seu velho gangue para um último golpe. Quatro anos depois, ganhou a fama mundial com o galardoado The Deer Hunter (O Caçador), onde reunia Robert DeNiro em modo ascensão com Meryl Streep de igual forma numa crónica aos traumas que a Guerra do Vietname cometeu na população norte-americana. O filme venceu o Óscar de Melhor Filme do Ano, assim como o de Melhor Realizador.

 

Após o trunfo, chegou o fiasco, dois anos depois do Óscar, Cimino dirige Heaven’s Gate (As Portas do Céu), o seu filme “maldito”. Protagonizado por Kris Kristofferson e Isabelle Huppert, este foi umas das longas-metragem mais caras de sempre, sendo que o resultado de bilheteira ficou muito aquém das expectativas, o que levou à falência do estúdio United Artists. Até hoje a expressão “Heaven’s Gate” é usada em produções cujo orçamento “descarrilam”.

 

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A partir desse fracasso, Cimino, que declarou recentemente sentir pena de ser reconhecido por tal, tentou encontrar o seu novo sucesso, em inúmeras e escusadas tentativas. Year of the Dragon (1985), The Scilian (1987), Desperate Hours (1990) e Sunchaser (1996) foram os títulos dessas tentativas, até por fim desistir do cinema, mas antes dessa precoce reforma foi convidado para realizar um segmento do filme comemorativo de Cannes, Chancun son Cinéma (Cada um com o seu Cinema).

 

Fora do cinema, Michael Cimino também escreveu um romance, Big Jane, em 2001. Nesse mesmo ano foi consagrado com a medalha de Chevalier des Arts et des Lettres atribuída pelo Ministro da Cultura francês. Para muitos dos críticos, o realizador era considerado um megalómano, para outro, um dos melhores. Mas a verdade é que nos dias de hoje, o seu dito “fiasco” é cada vez mais submetido a reavaliações, adquirindo um estatuto de subvalorizada “obra-prima”.

 

 

Michael Cimino (1939 – 2016)


publicado por Hugo Gomes às 23:02
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27.6.16

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Morreu o actor italiano Carlo Pedersoli, mais conhecido pelo grande público como Bud Spencer. Célebre pelas diversas e populares comédias que protagonizava ao lado de Terence Hill, entre elas o sucesso de They Call Me Trinity. Para além do cinema, Spencer também integrou a selecção italiana de natação, tendo sido o primeiro da sua nacionalidade a nadar 100 metros em menos de um minuto. A notícia da sua morte foi dada pela seu filho, Giuseppe Pedersoli, à ANSA, a agência de notícias italiana. Tinha 86 anos.

 

(Em actualização …)


publicado por Hugo Gomes às 22:30
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