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Título
Take
23.11.17

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Morreu João Ricardo, o ator e encenador acarinhado pelo grande público graças à sua presença em inúmeras telenovelas e séries televisivas. O ator não resistiu a um tumor no cérebro que fora diagnosticado em 2016, tendo na altura sido submetido a uma cirurgia de urgência. Encontrava-se numa unidade hospitalar de Lisboa desde quarta-feira.

 

Tinha 53 anos e para trás deixa uma longa carreira dividida entre televisão e teatro. No cinema a sua presença foi escasso, mas mesmo assim trabalhou com os realizadores Luís Filipe Rocha (A Passagem da Noite), Margarida Cardoso (A Costa dos Murmúrios) e João Botelho (Corrupção, A Corte do Norte e Filme do Desassossegado).

  

João Ricardo (1964 – 2017)

 


publicado por Hugo Gomes às 22:09
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10.11.17

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Morreu Márcia Cabrita, a actriz brasileira mais conhecida como Neide Aparecida na série humorística Sai de Baixo. Encontrava-se há mais de 10 dias internada no Hospital Quinta d'Or, na sequência de um cancro nos ovários que a levou afastar-se da telenovela, Novo Mundo, que gravava. A sua morte foi confirmada nesta madrugada. Tinha 53 anos.

 

Celebrizada como a empregada de Caco Antibes (personagem de Miguel Falabella) na popular sitcom brasileira Sai de Baixo, Cabrita foi uma presença habitual na produção televisiva, integrando o elenco de várias novelas e séries, assim como teatro e Cinema. Neste último, variando pouco entre filmes de família ou filmes protagonizados por Xuxa.   

 

Márcia Cabrita (1964 - 2017)

 


publicado por Hugo Gomes às 13:51
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5.10.17

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Realizador e argumentista, António de Macedo, faleceu esta tarde (5/10), após ter dado entrada no Hospital de Santa Marta, em Lisboa. Tinha 86 anos e era tido como um dos nomes mais resistentes do cinema de género português, porém, a sua carreira é hoje alvo de reavaliação.

 

Formado no curso de Arquitectura, Macedo passou ao lado dessa sua carreira para se dedicar ao Cinema. Foi um dos fundadores do Centro Português de Cinema nos anos 70 e foi o autor de "A Evolução Estética do Cinema", um dos primeiros livros de teoria cinematográfica.

 

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Conheceu o sucesso com Domingo à Tarde, a sua primeira longa-metragem em 1966, um êxito efémero visto que a obra seguinte, Sete Balas para Selma, um ensaio de espionagem à portuguesa foi condenado pela crítica e pelo público. Como tal segue para o documentário, fase que foi interrompida pelo Nojo dos Cães, filme banido e de caracter experimental em 1970. As más críticas voltaram a surgir com A Promessa (1972), uma variação de western spaghetti com encantamentos ciganos (contou com o primeiro nu frontal do cinema português) que acabou por integrar a competição do Festival de Cannes. Mas quatro anos depois surge o seu filme mais polémico, As Horas de Maria (1976), uma obra anti-religiosa que foi marcada por inúmeros desacatos durante a sua exibição no Cinema Nimas, em Lisboa, para além do boicote geral apelado pela Igreja Católica.

 

Depois seguiu-se as ficções cientificas, Os Abismos da Meia-Noite (1984) e Os Emissários de Khalom (1988), e as fantasias lusitanas, A Maldição Marialva (1991), e o mistério de Chá Forte com Limão (1993). Mas todas estas obras foram envolvidas de más críticas e de fracassos de bilheteira (com a exceção de Os Abismos’ que contou algum hype devido às suas cenas de nudez integral). O Segredo das Pedras Vivas (2016), que inicialmente fora uma produção televisiva dos anos 90, foi reconstruído como uma longa-metragem, a primeira exibição aconteceu numa edição do MOTELx, o Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa que havia apresentado durante a sua longevidade inúmeras homenagens ao realizador, tendo sido responsável pela vaga de reavaliação da sua obra.

 

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Ainda este ano estreará Nos Interstícios da Realidade, um documentário de João Monteiro que segue de perto a sua vida e carreira, assim como a “conspiração” que contribuiu para o seu esquecimento e da extensa censura do qual foi alvo.

 

O cinema de António de Macedo vai estar a partir de hoje em retrospectiva no SITGES – Festival Internacional de Cinema Fantástico da Catalunha, Espanha, estando prevista a exibição do documentário.

 

António de Macedo (1931 – 2017)

 


publicado por Hugo Gomes às 22:35
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28.9.17

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Morreu Hugh Hefner, o fundador da Playboy, a mais famosa revista para adultos que se tornou nos dias de hoje uma das mais importantes marcas de entretenimento. Faleceu nesta quarta-feira (27/09) em sua casa, de causas naturais. O filho, Cooper Hefner, confirmou o falecimento à imprensa, proferindo algumas palavras: "O meu pai viveu uma excepcional e impactante vida. Defendeu alguns dos movimentos sociais e culturais mais importantes do nosso tempo, a liberdade de expressão, os direitos civis e a liberdade sexual". Tinha 91 anos.

 

Nascido em Chicago, em 1926, Hefner foi o responsável por trazer a nudez feminina para o mercado mais mainstream, a sua publicação, Playboy, nasceu em 1953 a partir da cozinha da sua casa, depois da Esquire ter negado um aumento de cinco dólares no seu salário. Nessa primeira edição, Marilyn Monroe foi destaque, com imagens originalmente produzidas para um calendário de 1949 que Hefner comprou por 200 dólares na altura. A revista manteve-se num estatuto de irreverência e de qualidade que o afastava da vulgaridade da pornografia, para além de ter obtido um relevante papel na revolução sexual dos anos 60 e 70.

 

Tendo vendido mais de sete milhões de cópias nos seus anos mais populares, a marca expandiu para outras plataformas, indústria cinematográfica, canais televisivos, internet e variado merchandising. Hugh Hefner tornou-se socialmente conhecido pelas festas que organizava nas suas mansões em Los Angeles e Chicago, pelo estilo hedonista e extravagante, assim como o seu namoro com dezenas de modelos.

 

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Hugh Hefner (1926 - 2017)


publicado por Hugo Gomes às 12:56
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16.9.17

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Harry Dean Stanton, conhecido como o actor de Paris, Texas e de Alien, morreu nesta sexta-feira (15/09) num hospital de Los Angeles. A morte foi anunciada pelo seu agente, John Kelly. Tinha 91 anos.

 

Integrou mais de 200 produções numa carreira com mais 60 anos, apesar de poucas vezes protagonista, Harry Dean Stanton sempre foi visto de ator de prestigio nos últimos anos. Foi um dos actores preferidos de David Lynch e Sam Peckinpah, tendo trabalhado ainda com Wim Wenders (no qual conta o seu filme mais celebrizado, Paris, Texas), Francis Ford Coppola, Robert Altman, Martin Scorsese e John Carpenter.

 

Ainda poderemos contar com o filme Lucky, de John Carrol Lynch, concebido envolto à sua figura, como uma das suas últimas obras.

 

(em actualização …)


publicado por Hugo Gomes às 01:04
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1.9.17

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Um dos mais prestigiados cineastas húngaros, Károly Makk, morreu no passado dia 30 de Agosto (esta quarta-feira). Tinha 91 anos, deixando para trás uma carreira plena, mas não devidamente laureada.

 

Nascido a 22 de Dezembro, de 1925, Makk perseguiu o sonho de uma carreira no Cinema desde cedo. Estudou História de Arte na Universidade de Pázmány Péter, mas trocou esse percurso para realizador, licenciando-se na Academia de Artes Dramáticas e Cinematográficas em Budapeste. O seu primeiro filme foi Gyarmat a föld alatt (1951), porém, só iria receber reconhecimento três anos depois com a comédia Liliomfi (1954) e quase duas décadas depois com Love (Amor, 1971), um filme que marcou em cheio uma Hungria comunista e que conquistou o Prémio de Júri do Festival de Cannes. Festival, esse, que Károly Makk concorreria diversas vezes à Palma de Ouro, apenas conseguindo, para além do referido prémio anterior, o de Melhor Atriz em 1984 para Jadwiga Jankowska-Cieślak no filme Another Way (Outra Forma de Amar). O seu Cats' Play (Macskajáték, 1972) obteve uma nomeação ao Óscar de Filme de Língua Estrangeira em 1974.

 

Na sua carreira destaca-se ainda a sua adaptação do Jogador de Fyodor Dostoevsky (1997), uma produção falada inglês com Michael Gambon, A Long Weekend in Pest and Buda (Egy hét Pesten és Budán, 2003), que teve as honras de abrir o Festival de Moscovo, e o seu último filme, o pouco conhecido The Way You Are (Így, ahogy vagytok, 2010). Até à altura da sua morte, exercia o cargo de presidente da Academy de Literatura e de Artes de Széchenyi.

 

Károly Makk (1925 - 2017)

 


publicado por Hugo Gomes às 17:53
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28.8.17

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Morreu nesta segunda-feira (28 /08), a actriz Mireille Darc, um dos ícones dos cinema francês dos anos 60, com carreira plena na década de 70. Tinha 79 anos.

 

Mireille Aigroz (nome de baptismo) iniciou a sua carreira em 1960, ano que é lançado um telefilme (Du côté de l'enfer), uma curta-metragem (La Revenante) e o seu grande passo, Les Distractions, de Jacques Dupont, um filme protagonizado pelo na altura ascendente Jean-Paul Belmondo. Depressa, Mireille Darc (adoptou esse nome artístico em homenagem à sua heroína Joana D'Arc) tornou-se hiperactiva, tendo vingando sobretudo no género da comédia francesa, destacando a sua colaboração com o realizador Roger Vadim (La Bride sur le Cou / Uma Mulher sem Freio, ao lado da mega-estrela Brigitte Bardot) e nos enésimos trabalhos ao lado do cómico Louis de Funès (Le diable et les 10 commandements, Pouic-Pouic).

 

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Contudo, tornou-se numa presença habitual na filmografia de Georges Lautner, tendo trabalhando com o realizador mais de 13 vezes, e ainda foi a protagonista de Week End, do proeminente Jean-Luc Godard. Foi companheira por mais de 15 anos com Alain Delon, a sua carreira sofreu uma interrupção nos anos 80 (em 1989 dirigiu uma longa-metragem, Le Barbare, sem êxito), tendo regressando com diversos papeis televisivos na década seguinte até ao fim dos seus dias.

 

Foi distinguida em 2006 com a Legião de Honra, a actriz  tornou-se a 'madrinha' da associação La Chaîne de l'Espoir, tendo dedicado nos seus últimos anos a acções de caridade.

 

Mireille Darc (1938 - 2017)

 


publicado por Hugo Gomes às 13:57
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27.8.17

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Tobe Hooper, o lendário realizador de O Massacre do Texas, morreu. Tinha 74 anos e a causa da morte ainda não foi confirmada.

 

Nascido em Austin, Texas, em 1943, no dia 25 de Janeiro, Hooper começou a sua carreira no Cinema como documentarista, sendo Eggshell (1963), uma viagem psicadélica e hippie na sua primeira longa-metragem. Contudo, o realizador iria entrar na História do Cinema com Texas Chainsaw Massacre (O Massacre no Texas, 1974), um conto gore inspirado no serial killer Ed Gein que chocou tudo e todos, mas mesmo assim teve uma brilhante apresentação no Festival de Cannes. De baixo orçamento, efeitos quase caseiros e um equipa muito reduzida trabalhando em condições adversas, o filme o levou ao estatuto de promessa, não apenas do género, mas do cinema cada vez mais libertino que despertava na década de 70.

 

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Tobe Hooper iria mais tarde regressar ao tema com Eaten Alive (1976), obra em plena fase de revisionismo, e a sequela de Texas Chainsaw Massacre em 1986, hoje tido como um dos apogeus do comedy horror dos anos 80. Mas antes de regressar ao Texas sangrento depois de outras variações com algum sucesso (a versão televisiva de Salem's Lot em 1979, e Fun House em 1981), havia trabalhado com Steven Spielberg no muito atribulado Poltergeist (1982), que apesar de tudo consistiu num grande êxito de bilheteira.

 

O realizador passou por uma "fase de outro mundo", mais precisamente em 1985 e 1986, com Lifeforce e Invaders from Mars respectivamente, duas peculiares versões de invasões alienígenas, e após apostar na televisão no final da década de 80, tenta regressar ao território do terror com o Spontaneous Combustion (1990), Night Terrors (1993) e The Mangler (1995), e mais tarde, Toolbox Murders (2004), Mortuary (2005) e Djinn (2013), mas sem sucesso. O terror havia transformado e Tobe Hooper não tinha lugar no antigo "lar", que apesar dos seus esforços em reafirmar-se no género, seria para sempre recordado de forma saudosista como o "criador de Massacre no Texas", reputação que o perseguiria até ao fim dos seus dias.  

 

Tobe Hooper (1943 - 2017)

 


publicado por Hugo Gomes às 12:31
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20.8.17

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Adeus Jerry Lewis, mais que um cómico, um génio cinematográfico que proliferou na comédia mais do que um mero artificio de gargalhadas, um dispositivo narrativo, morreu este domingo (20 de Agosto) na sua casa em Las Vegas. Tinha 91 anos, e para trás deixa um legado inimitável.

 

Tornou-se famoso com o programa que co-protagonizava com Dean Martin, Martin & Lewis, mas foi no Cinema que converteu-se num ícone. Talvez um autor, como era referido na imprensa europeia, mais do que um comediante. Era rigoroso nas suas temáticas, sempre com desejo de controlar tudo, desde a natureza dos gags, cenários e realização (nesse ramo tornou-se um pioneiro técnico e de técnica). Dirigiu mais de 13 filmes incluindo os bem-sucedidos The Nutty Professor, The Bellboy e Cinderfella. Quanto a The Day the Clown Cried, a história de um palhaço aprisionado pelos Nazis que levava as crianças judias para a câmara de gás, um filme que ainda permanece por lançar, devido à insatisfação de Lewis pelo projecto.

 

Jerry Lewis ainda trabalhou com Martin Scorsese, em The King of Comedy, ao lado de Robert DeNiro. Apresentou os Óscares por mais de 3 vezes. Recebeu em 2009, o Jean Hersholt Humanitarian Award, um Óscar atribuído a personalidades muito dedicadas a causas humanitárias.

 

Jerry Lewis (1926 - 2017)

 


publicado por Hugo Gomes às 20:40
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31.7.17

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Morreu Jeanne Moreau, a actriz e cantora francesa que certa vez foi referida por Orson Welles como a “maior actriz do Mundo”, tendo colaborado com o cineasta norte-americana em duas longas-metragens, The Trial (1962) e Chimes at Midnight (1965). Porém, a sua face será para ser eternizada na nouvelle vague, mais precisamente em Jules et Jim, de François Truffaut. Tinha 89 anos.

 

Nascida em 1928, Moreau iniciou a sua carreira enquanto interprete nos palcos teatrais, a deslocação para a grande tela deu-se no ano de 1949 com Dernie Amour, de Jean Stelli. Integrou o elenco de filmes da autoria de Becker, Vadim e Malle, mas o grande salto deu-se em terras italianas ao lado de Marcello Mastroianni em La Notte, de Michelangelo Antonioni, em 1961. Regressou à terra natal um ano depois naquele que viria a tornar-se no seu mais célebre filme, Jules et Jim, contracenando com Henri Serre e Oskar Werner. Moreau ainda iria ter uma participação quase figurante em Une Femme est une Femme, de Jean-Luc Godard.

 

A sua carreira contou com mais de 100 filmes, trabalhando com realizadores conceituados desde Jacques Demy até Luis Buñuel, Elia Kazan a Wim Wenders, Luc Besson a François Ozon e com Manoel De Oliveira naquele que seria o último filme do realizador português – O Gebo e a Sombra. Foi distinguida com dois BAFTA, um pela interpretação em Viva Maria!, de Louis Malle, e o outro cedido pela Academy Fellowship, e um Prémio de Interpretação Feminina em Cannes com Moderato Cantabile, de Peter Brook.

 

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Jeanne Moreau (1928 – 2017)

 


publicado por Hugo Gomes às 12:13
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3.7.17

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Morreu aos 84 anos, o encenador, escritor e actor italiano Paolo Villaggio, conhecido por uma carreira de sucessos ligada à comédia, inclusive a adaptação dos seus livros Fantozzi, que originou uma popular saga de 10 filmes. Segundo a imprensa italiana, Villagio encontrava-se internado por mais de um mês devido a sérios problemas de saúde ligados a diabetes.

 

Para além da popularizada personagem, Ugo Fantozzi, o actor trabalhou ainda com inúmeros realizadores de renome da cinematografia italiana desde Sergio Corbucci (A Praia das 'Malucas' / Rimini Rimini, 1987), o último de Fellini (A Voz da Lua / La Voce Della Luna, 1990), Mário Monicelli (O Capitão Brancaleone / L'armata Brancaleone, 1970) e Marco Ferreri (Não Toquem na Mulher Branca / Non toccare la donna bianca, 1974). Em 1992, recebeu o Leão de Ouro de Carreira na 49ª edição do Festival de Veneza.

 

Paolo Villagio (1932 - 2017)

 

 

 


publicado por Hugo Gomes às 20:48
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27.6.17

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Morreu Michael Nyqvist, o conhecido Mikael Blomkvist da trilogia Millennium. Faleceu esta terça-feira (27 de Junho) em consequências de um cancro pulmonar que combatia a anos. Tinha 56 anos.

 

Um dos mais respeitados actores suecos da actualidade, a carreira de Nyqvist conta com mais de 90 filmes e séries televisivas, tendo alcançado o sucesso mundial com a adaptação dos thrillers literários de Stieg Larsson, ao lado de Noomi Rapace. Depressa tentou conquistar o "ocidente" com algumas participações secundárias em filmes norte-americanos, alguns de grande sucesso comercial tais como o quarto Mission: Impossible e John Wick. Curiosamente, era tido nos papeis de vilão ou de mafioso russo em Hollywood.

 

Michael Nyqvist (1960 - 2017)

 


publicado por Hugo Gomes às 22:55
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17.6.17

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Morreu John G. Avildsen, o galardoado realizador de Rocky (1976), o tão popular filme de pugilismo que lançou Sylvester Stallone para o estrelato. Segundo o seu filho e a Los Angeles Times, Avildsen faleceu nesta sexta-feira (16 de Junho), num hospital de Los Angeles, por consequências de um cancro no pâncreas.

 

Tendo estreado no cinema em 1963 como actor e assistente de produção, Avildsen deixa para trás uma carreira ligada a muitas obras de grande êxito e de fácil reconhecimento com o público. Entres seus trabalhos mais conhecidos podemos incluir o primeiro e segundo Karate Kid (1984 & 1986), o thriller The Formula (1980), onde reunia os actores Marlon Brando e George C. Scott, o elogiado Lean on Me (1989) e The Power of One (1992). Tinha 81 anos.  

 

John G. Avildsen (1935 – 2017)


publicado por Hugo Gomes às 02:01
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10.6.17

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Morreu Adam West, o actor que ficou célebre como o Batman / Bruce Wayne da série televisiva dos anos 60. Faleceu na noite de Sexta-Feira (09/06), em Los Angeles, tinha 88 anos.

 

Nascido em Washington, EUA, a 19 de Setembro de 1928, William West Anderson licenciou-se em literatura e psicologia e começou no mercado de trabalho como disco jockey numa estação de radio local. Integrou na televisão, pela primeira vez em 1954, com a série The Philco Television Playhouse. Desde então tem intercalado a carreira com o pequeno e grande ecrã, nesta última, tendo grande estreia no drama Milionários de Filadélfia (The Young Philadelphians, 1959), com Paul Newman e Barbara Rush no elenco principal.

 

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Mas o grande salto de West deu-se em Batman, a popular série camp que originou um filme em 1966 e ainda uma curta, onde o “cavaleiro das trevas” uniria forças com Batgirl. Desde então a sua presença tornou-se mais que habitual em ambos as plataformas, tendo como adição as constantes participações nas animações. O actor tornou-se num símbolo de jubilo e de loucura, e a sua homónima personagem na igualmente popular animação Family Guy é um exemplo disso.

 

Segundo a imprensa, Adam West faleceria em consequência da sua batalha contra a leucemia, pelo qual diagnosticado.

 

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Adam West (1928 – 2017)

 


publicado por Hugo Gomes às 17:22
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11.5.17

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Morreu nesta quarta-feira (dia 10 de Maio), o ator brasileiro Nelson Xavier, que contava com uma extensa carreira, quer no grande ou pequeno ecrã, passando por telenovelas até consagrados filmes. Sucumbiu face a um agravamento pulmonar, tendo dado entrada no Hospital Santa Genoveva, em Minas Gerais, no dia anterior à sua morte.

 

Interpretou mais de 90 papeis, incluindo o espirita Chico Xavier no filme de Glauber Filho e Halder Gomes, As Mães de Chico Xavier, e ainda nos muitos elogiados A Despedida, de Marcelo Galvão (o qual venceu o Prémio de Melhor Ator na 6ª edição do FESTin) e em Comeback, de Erico Rassi. Tinha 75 anos.

 

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publicado por Hugo Gomes às 09:22
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26.4.17

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Morreu o realizador Jonathan Demme, vencedor de um Óscar pelo seu trabalho em O Silêncio dos Inocentes, e conhecido por um leque variado de trabalhos que vão desde os aclamados Filadélfia até O Casamento de Rachel. Segundo uma fonte próxima, Demme não resistiu a complicações cardíacas associadas a um cancro no esófago que combatia há anos. Tinha 73 anos.

 

Nascido a 22 de Fevereiro de 1944, foi com um filme exploitation que Demme entrou no circulo de realizadores/argumentistas. Tratava-se de A Gaiola das Tormentas (Cage Heat, 1974), uma típica variação de prisões femininas que se encontrava na moda nessa mesma década. Era a perpetuação do seu trabalho na série B, e foi com as produções de Roger Corman que Demme deu os primeiros passos no mundo do Cinema. Na década de 80, o realizador consegue, por fim, dar nas vistas com outro tipo de material, incluindo a comédia dramática Melvin e Howard (1980), Selvagem e Perigosa (Something Wild, 1986), Swimming to Cambodja (1987), Viuva … Mas Não Muito (Married to the Mob, 1988). Nessa mesma altura, trabalhou na concretização de vídeos para bandas como UB40, Talking Heads e New Order.

 

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Porém, foi na década seguinte que a carreira de Jonathan Demme conhece a ribalta do sucesso, principalmente com O Silêncio dos Inocentes (Silence of the Lambs, 1991), o thriller policial de serial killers que nos reafirmou o rei de todos eles, Hannibal Lecter (desempenhado por Anthony Hopkins). O filme foi um sucesso de crítica e bilheteira, tendo conquistado cinco Óscares, incluindo o de Melhor Filme e de Melhor Realizador.

 

Mas a aclamação não parou aqui, dois anos depois seguiu Filadélfia, a luta jurídica pela dignidade dos seropositivos e dos homossexuais que valeu o primeiro Óscar a Tom Hanks. Demme regressaria às longas-metragens nessa década com Beloved, interpretado por Oprah Winfrey, que não deteve a atenção dos anteriores. O inicio do novo século ficou marcado pelo retorno ao mundo da música, com videos para Bruce Springsteen e The Pretenders.

 

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O realizador voltaria à ficção em 2002 com o thriller A Verdade Sobre Charlie (A Truth about Charlie), que não foi bem aceite pelas audiências, assim como a crítica que o apelidou do "pior filme da sua carreira".  Mas Demme não voltou costas ao género e regressou, de forma mais triunfante, com o remake de The Manchurian Candidate, em 2004. Este O Candidato da Verdade, uma trama de alto teor politico que contextualizava a contemporaneidade para orquestrar um ambiente de conspiração de duplo significado. Protagonizado por Denzel Washington e Meryl Streep, o filme correu bem nas bilheteiras e foi bravamente aplaudido pela crítica.

 

Depois de uma passagens no sector do documentário (Neil Young: Heart of Gold e Jimmy Carter Man from Plains), o realizador depara-se novamente a favor da crítica com O Casamento de Rachel (Rachel Getting Married), um drama independente com Anne Hathaway (nomeada ao Óscar) sobre um convidado incómodo num casamento. Depois de algumas aventuras na televisão, Jonathan Demme concretiza a sua ultima longa-metragem, Ricky e os Flash (2015), com Meryl Streep, um filme que uniria os seus mundos de conforto: a música e a comédia.

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Jonathan Demme (1944 - 2017)

 


publicado por Hugo Gomes às 16:37
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26.2.17

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Morreu Bill Paxton, actor conhecido por filmes como Titanic, Aliens e Simple Plan, não sobreviveu a um procedimento cirúrgico. Tinha 61 anos.

 

"It's gamer over, man. It's game over" uma das frases mais emblemáticas da segunda tomada de Alien, e que pertence a um dos actores mais requisitados de James Cameron. Nascido a 17 de Maio de 1955 em Fort Worth, no Texas, Paxton arrancou na sua carreira cinematográfica como figurinista na New World Pictures de Roger Corman. A sua primeira longa-metragem foi Stripes (1981), com um pequeno papel ao lado de Bill Murray e John Candy, depois seguiu-se o terror Night Warning (1982), The Lord of Discipline (1983), a adaptação de William S. Burroughs, Taking Tiger Mountain (1983), e Streets of Fire (1984).

 

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Em 1984, surge a sua primeira colaboração com Cameron, onde o actor desempenhou um delinquente punk em Terminator, a dupla regressa passados 2 anos, com Aliens. Outras colaborações foram com True Lies (1994) e, com um papel mais relevante, em Titanic (1997).

 

Outros filmes importantes da sua carreira são Predator 2 (1990), Tombstone (1993), Apollo 13 (1995), Twister (1996), A Simple Plan (1998), Vertical Limit (2000) e a série televisiva da Marvel, S.H.I.E.L.D. Entre os trabalhos que deixa ainda por estrear encontra-se O Círculo, um thriller de ficção cientifica onde desempenha o papel de pai de Emma Watson.

 

Bill Paxton (1955 - 2017)

 


publicado por Hugo Gomes às 15:59
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28.1.17

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Morreu Emmanuelle Riva, um dos ícones do cinema francês, a protagonista de Hiroshima, Mon Amour e de Amour. A actriz faleceu vitima de cancro em Paris. Tinha 89 anos.

 

Nascida a 24 de Fevereiro de 1927, descendente de uma família italiana, Riva abandona o seu cargo de costureira que integra um grupo de teatro amador, perseguindo o seu sonho da representação. Em 1953, obtêm uma bolsa de estudos e segue para Paris, onde começa a sua carreira televisiva. No cinema, marca estreia em 1958, num (muito) pequeno papel em Les Grandes Familles, de Denys de La Patellière.

 

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Um ano depois atinge a fama mundial com o seu desempenho em Hiroshima, Mon Amour, de Alain Resnais, um retrato de memórias passadas decorridas na destruída cidade japonesa. Riva interpretaria uma actriz francesa que chega a cidade para a rodagem de um filme, mas que acaba por ser consumida pelas "feridas" de Hiroshima e pelo passado que teima não deixá-la.

 

A partir daí, segue-se um "boom" de papéis no cinema, tornando-se numa das actrizes mais cobiçadas do Cinema Francês. Riva contracenou com outro rosto da Nova Vaga, Jean-Paul Belmondo, em Léon Morin, Prêtre, de Jean-Pierre Melville (1961), obedeceu às ordens de Philippe Garrel em Liberté, la nuit (1983), e integra um dos episódios da famosa Trilogia de Cores de Krzysztof Kieslowski (Trois couleurs: Bleu, 1993).

 

Voltaria a dar nas vistas em 2012, com Amour, de Michael Haneke, filme premiado com a Palma de Ouro em Cannes e vencedor do Óscar de Melhor Filme Estrangeiro, para além de outras quatro nomeações, incluindo a de Melhor Filme e a de Melhor Actriz Principal, a primeira e última para Riva.

 

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Emmanuelle Riva (1927 - 2017)


publicado por Hugo Gomes às 14:12
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Morreu o actor britânico John Hurt, célebre por desempenhos em filmes como The Elephant Man, Alien e V for Vendetta. Tinha 77 anos.

 

Nascido a 22 de Janeiro de 1940, Hurt iniciou-se no cinema com The Wild and the Willing (Rob Thomas, 1962), mas antes já havia passado pela televisão em séries como Z Cars e Probation Officer. Torna-se num secundário de luxo, trabalhando com realizadores diversos como Richard Fleischer, Jacques Demy, Stuart Cooper, Jerzy Skolimowski e Alan Parker, a colaboração com este último rendeu-lhe um Globo de Ouro e ainda a primeira nomeação ao Óscar no oscarizado Midnight Express (1978).

 

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Um ano depois, segue Alien – O Oitavo Passageiro, o qual torna-se a primeira vitima dos imortalizados “xenomorphos”. A sua participação neste filme de ficção cientifica abriu portas para papeis mais relevantes na década de 80, como The Elephant Man, de David Lynch (a sua segunda e última nomeação ao Óscar), o desastre financeiro de Heaven’s Gate, de Michael Cimino, em History of the World: Part 1, de Mel Brooks (onde interpretou Jesus), a adaptação do livro de George Orwell, 1984, de Michael Radford, e Scandal, de Michael Caton-Jones.

 

Nos anos 90, a sua carreira diversificou-se entre a televisão, teatro, videojogos, animações e filmes menores, com excepção de Dead Man, de Jim Jarmusch (1995), Wild Bill, de Walter Hill (1995) e Contact, de Robert Zemeckis (1997).  

 

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No novo milénio destaca-se Harry Potter and the Sorcerer’s Stone (2001), Dogville (2003), Hellboy (2004), The Proposition (2005), Manderlay (2005), V for Vendetta (2005), The Limits of Control (2009), Melancholia (2011), Tinker, Taylor, Soldier, Spy (2012) e Snowpiercer (2013).

 

Em 2015, o actor tinha superado um cancro no pancreas, porém, novas complicações surgiram nos seus intestinos, levando a uma nova hospitalização. Um dos seu últimos desempenhos foi em Jackie, de Pablo Larrain, que centra na vida da ex-primeira dama Jacqueline Kennedy.

 

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John Hurt (1940 – 2017)

 


publicado por Hugo Gomes às 03:05
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20.1.17

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Morreu Miguel Ferrer, um dos rostos mais conhecidos da televisão norte-americana, sobretudo pela sua participação em séries como NCIS: Los Angeles, Crossing Jordan, Desperate Housewives e The Protector. O ator foi vitima de cancro esta quinta-feira (19 de Janeiro). Tinha 61 anos.

 

Filho mais velho do também actor José Ferrer, vencedor de um Óscar em 1950 por Cyrano de Bergerac, e da cantora Rosemary Clooney, Miguel tinha como primo o próprio George Clooney, o qual comentou sobre a morte do familiar, lamentando o seu desaparecimento no mesmo dia que Donald J. Trump assume o cargo de Presidente dos EUA: "Hoje a História será marcada por grandes mudanças no nosso mundo e perdas para muitos, no mesmo dia em que Miguel Ferrer saiu vencido da sua batalha contra o cancro na garganta. Mas não perdeu para a sua família. Miguel tornou o mundo mais vivo e alegre e o seu desaparecimento é de tal forma sentido na nossa família que acontecimentos do dia empalidecem em comparação. Amamos-te, Miguel. Iremos amar-te sempre".

 

No cinema, Miguel Ferrer especializou-se em inúmeros vilões em diversos filmes, tendo como o mais célebre  o seu papel em Robocop, de Paul Verhoeven. O seu último desempenho foi na nova série de Twin Peaks, a estrear em Maio.

 

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Miguel Ferrer (1955 - 2017)


publicado por Hugo Gomes às 00:29
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