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22.9.17

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Leonel Vieira (A Selva, Sombra dos Abutres, O Pátio das Cantigas) regressa à realização com Alguém como Eu, uma comédia romântica de coprodução luso-brasileira, que conta com Ricardo Pereira e Paolla Oliveira como protagonista.

 

O enredo arranca com a básica temática “girl meet a boy” (mulher conhece rapaz) para depois desenvolver como uma comédia de contornos fantasiosos. Helena (Oliveira), é uma brasileira que decide mudar de vida, e para isso muda-se para Portugal. Lá conhece Alex (Pereira) e é amor à primeira vista, porém, a relação entra numa espiral conflituosa e Helena, desesperada, pede ajuda a Deus.

 

Paulo Pires, Dânia Neto, Manuel Marques, Sara Prata, José Pedro Vasconcelos, Irene Ravache (Yvone Kane) e Júlia Rabello (Porta dos Fundos) completam o elenco. Pedro Varela encontra-se por detrás do argumento.

 

Alguém Como Eu estreia a 12 de Outubro.

 

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publicado por Hugo Gomes às 14:55
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21.9.17

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Tom Hanks vai protagonizar e produzir o remake norte-americano de A Man Called Ove (Um Homem Chamado Ove), filme sueco de Hannes Holm, que se encontrou presente entre os nomeados ao Óscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira na passada edição.

 

A história, por sua vez adaptada do bestseller de Fredrik Backman, segue um viúvo rancoroso e solitário tenta por vezes cometer suicídio, porém, sem sucesso. A sua vida altera drasticamente quando uma família muda-se para a casa ao lado da sua.

 

Esta nova versão ainda não tem data nem sequer realizador.

 

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publicado por Hugo Gomes às 22:09
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20.9.17

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"Cinema inteligente não despreza o público, pelo contrário, o cinema inteligente não padroniza o público", responde Cíntia Gil às "acusações" de pedantismo do Doclisboa, festival que comemora a sua 15ª edição, apresentando mais de 231 filmes em 217 sessões. Segundo a directora, o festival tem cada vez mais apostado em "inspirações" para o público, filmes que dialogam com este e que o leva a reflectir sobre o Mundo que o rodeia.

 

Quanto às novidades do Doclisboa'17, a mostra de documentários da capital irá apresentar uma das maiores competições nacionais da sua História, isto para além da selecção portuguesa, correspondendo a mais 44 filmes, dispersos em diferentes secções. Entre eles, a destacar o Diário das Beiras, de João Canijo e Anabela Moreira, "uma espécie de segunda parte" de Portugal - Um Dia de Cada vez, que estreou na edição de 2015; a curta António e Catarina, de Cristina Hanes, vencedora de um prémio em Locarno; e o novo filme de Inês Oliveira, Vira Chudnenko.

 

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A secção Riscos terá um “programa especial muito ligado a Sharon Lockhart”, a artista norte-americana que estará presente em Lisboa para apresentar o seu filme, Rudzienko, e uma exposição no Museu Berardo, a decorrer entre o dia 10 de Outubro e 14 de Janeiro. Um projecto inspirado na vida e obra do pediatra polaco Janusz Korczak, tendo como temática os direitos das crianças. Dentro do espaço Riscos ainda teremos um olhar sobre Barbara Virgínia, a enigmática realizadora portuguesa que ficou eternizada por ter sido a primeira mulher a dirigir uma longa-metragem sonora nacional (Três Dias Sem Deus, 1945). O Doclisboa irá exibir as "imagens sobreviventes" desse filme perdido, a sua curta Aldeia dos Rapazes (1946) e o documentário de Luísa Sequeira em sua homenagem. Destaque ainda para a cópia restaurada de Grandeur et décadence d'un petit commerce de cinéma, de Jean-Luc Godard (1986), e a comemoração dos 20 anos de Gummo, de Harmony Korine.

 

Enquanto isso, a HeartBeat continua como uma referência no Festival, consolidando o documentário com música e outras artes. Este ano, promove-se um dissecar à eterna figura de Cary Grant em Becoming Cary Grant, de Mark Kidel, a viagem do grupo musical de Abel Ferrara em Alive in France, a coroação a Marianne Faithfull (Faithfull, Sandrine Bonnaire) e Whitney Houston (Whitney: 'Can I be Me'), e o português Os Cantadores de Paris, de Tiago Pereira.

 

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Recordamos que o 15º Doclisboa - Festival Internacional de Cinema decorrerá de 19 a 29 de Outubro. A juntar ainda temos a retrospectiva de Věra Chytilová, a "primeira-dama" do cinema checo, e do ciclo Uma outra América - o singular cinema do Quebec. Wang Bing contará com dupla presença na secção Da Terra à Lua, ao lado dos novos de Wiseman, Poitras e Lanzmann. O filme Ramiro, de Manuel Mozos, terá as honras de abrir a mostra, enquanto que Era uma vez Brasília, de Adirley Queirós, será o filme de encerramento do festival.

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:54
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16.9.17

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Harry Dean Stanton, conhecido como o actor de Paris, Texas e de Alien, morreu nesta sexta-feira (15/09) num hospital de Los Angeles. A morte foi anunciada pelo seu agente, John Kelly. Tinha 91 anos.

 

Integrou mais de 200 produções numa carreira com mais 60 anos, apesar de poucas vezes protagonista, Harry Dean Stanton sempre foi visto de ator de prestigio nos últimos anos. Foi um dos actores preferidos de David Lynch e Sam Peckinpah, tendo trabalhado ainda com Wim Wenders (no qual conta o seu filme mais celebrizado, Paris, Texas), Francis Ford Coppola, Robert Altman, Martin Scorsese e John Carpenter.

 

Ainda poderemos contar com o filme Lucky, de John Carrol Lynch, concebido envolto à sua figura, como uma das suas últimas obras.

 

(em actualização …)


publicado por Hugo Gomes às 01:04
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15.9.17

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Segundo o anúncio da produtora Blumhouse, a scream queen Jamie Lee Curtis vai regressar à saga Halloween, cujo novo capítulo chegará aos cinemas em Outubro de 2018.

 

David Gordon Green será o realizador e argumentista deste novo filme que será uma continuação direta de Halloween II, de Rick Rosenthal (em 1981), ignorando por completo oso capítulos seguintes do franchise.  

 

Existe também a possibilidade de John Carpenter vir a trabalhar na banda-sonora, mas ainda não foi confirmado.

 

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publicado por Hugo Gomes às 20:31
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13.9.17

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Como antecipação do 15ª edição do Doclisboa, a organização revelou parte da sua programação, principalmente a secção Da Terra à Lua, descrita pela directora do festival, Cintia Gil, como uma espécie de "cápsula do tempo".

 

Neste espaço estarão reunidos alguns dos documentaristas mais prestigiados da actualidade, que trazem novos filmes, novas apostas, novas abordagens ao mundo em que vivemos. Entre eles, Frederick Wiseman com Ex Libris - The New York Public Library; o lendário Claude Lanzmann com Napalm (apresentado no último Festival de Cannes); e o próspero Wang Bing com duas obras, Bitter Money (que se encontrou no Festival de Veneza de 2016) e Mrs. Fang (filme vencedor do Leopardo de Ouro do último Festival de Locarno), por fim, Laura Poitras, a vencedora do Óscar de Melhor Documentário por Citizenfour, regressa com Risk.

 

Recordamos que o 15º Doclisboa - Festival Internacional de Cinema decorrerá de 19 a 29 de outubro, tendo como principais destaques uma retrospectiva de Věra Chytilová, a "primeira-dama" do cinema checo, e do ciclo Uma outra América - o singular cinema do Quebec. O filme Ramiro, de Manuel Mozos, terá as honras de abrir a mostra, enquanto que Era uma vez Brasília, de Adirley Queirós, será o filme de encerramento do festival. A artista plástica norte-americana Sharon Lockhart estará presente para integrar a secção Passagens, a decorrer no Museu Colecção Berardo.

 

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publicado por Hugo Gomes às 14:11
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11.9.17

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O thriller Cold Hell é o vencedor da 2ª Competição Europeia de Longas-Metragens do MOTELx. Com a conquista do Prémio Melhor Longa Europeia/Méliès d’Argent, o filme de Stefan Ruzowitzky (conhecido por obras como Anatomy e o vencedor ao Óscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira, The Counterfeiters), fica, desde já, nomeado para o Prémio Méliès d’Or.

 

A representar também o MOTELx estará Thursday Night, a curta-metragem de Gonçalo Almeida, consagrado na sua categoria, arrecadando assim os cinco mil euros de prémio. O júri composto pela atriz Maria João Bastos, o músico Carlão e o realizador Can Evrenol decidiu atribuir o prémio, descrevendo-o como “um filme que nos marcou muito, que consideramos único e que certamente ficará na nossa memória”. A curta Depois do Silêncio, de Guilherme Daniel, recebe uma menção especial.

 

O 11º MOTELx decorreu em Lisboa do dia 5 a 10 de Setembro, apresentando como principal destaque o cinema de terror latino e as visitas de Roger Corman e Alejandro Jodorowsky. O muito esperado IT, de Andy Muschietti, teve as honras de encerrar o festival.

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:39
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10.9.17

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Guillermo Del Toro triunfa em Veneza. O seu The Shape of Water, uma fábula fantástica sobre uma empregada de limpezas que depara-se com uma criatura nunca vista, é consagrado com o Prémio Máximo do Certame, o Leão de Ouro. Destaques para Foxtrot, de Samuel Maoz, o realizador do anterior Líbano, vence o Grande Prémio de Júri, e Charlotte Rampling é laureada com o prémio de interpretação feminina por Hannah, do italiano Andrea Pallaoro.

 

COMPETIÇÃO OFICIAL

Leão de Ouro: The Shape of Water, de Guillermo del Toro

Grande Prémio do Júri: Foxtrot, de Samuel Maoz

Prémio Especial do Júri: Sweet Country, de Warwick Thornton

Leão de Prata (Realizador): Xavier Legrand, Jusqu'à La Garde

Coppa Volpi (Actor): Kamel El Basha, The Insult

Coppa Volpi (Actriz): Charlotte Rampling, Hannah

Argumento: Martin McDonagh, Three Billboards Outside Ebbing, Missouri

Prémio Marcello Mastroianni - Jovem Intérprete: Charlie Plummer, Lean On Pete

 

SECÇÃO ORIZZONTI

Filme: Nico, 1988, de Susanna Nicchiarelli

Realizador: Vahid Jalilvand, No Date, No Signature

Prémio Especial do Júri: Caniba, de Lucien Castaing-Taylor e Verena Paravel

Actor: Navid Mohammadzadeh, No Date, No Signature

Actriz: Lyna Khoudri, Les Bienheureux

Argumento: Los Versos Del Olvido, de Alireza Khatami

Curta-Metragem: Gros Chagrin, de Céline Devaux

Leão do Futuro: Jusqu’à La Garde, de Xavier Legrand

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:20
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8.9.17

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Mother!, o mais recente filme de Darren Aronosfsky (Black Swan, The Wrestler) foi aplaudido e vaiado durante a sua apresentação no Festival de Veneza, o qual encontra-se em Competição. O realizador tem demonstrado agradado pelas dispares reacções envolto ao seu novo trabalho, sendo o seu intuito que mother! não deixe ninguém indiferente, e como tal, segundo algumas entrevistas dadas, tudo fez para chocar as audiências. Um desses choques voluntários encontra-se na diferença de idades do casal, Jennifer Lawrence com 27 anos e Javier Bardem com 48. À Digital Spy, Aronofsky referiu:

 

"Após escolher a Jennifer, comecei a pensar quem iria contracenar com ela, e que de forma poderia sobressair, quem seria este homem mais velho. Tenho conhecimento que existe uma forte crítica em relação a Hollywood juntar velhas estrelas com jovens ingénuas, mas este filme é sobre isso, portanto encaramos de ‘caras’, não é propriamente aproveitarmos disso. Originalmente, a personagem do Javier iria ser chamada de 'o seu velho' ['Her old man'] – e seria um homem numa cadeira de rodas. Mas isso não era muito sexy, portanto tivemos que arranjar outra coisa. E depois a possibilidade do Javier interpretar esta figura paternal mais velha era verdadeiramente emocionante. A escolha começou com a Jennifer, mas depois do argumento estar concluído".

 

O realizador revelou ainda que não escreveu o argumento a pensar em Lawrence, apesar do papel ser à sua medida e de ser a sua actual namorada.

 

Mother! (Mãe!) tem estreia prevista para dia 21 de Setembro nos cinemas portugueses.

 


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7.9.17

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A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou que a cineasta belga Agnès Varda, o realizador Charles Burnett, o diretor de fotografia Owen Roizman e o ator Donald Sutherland, irão receber o Óscar honorário deste ano. Curiosamente, dos três indicados, só um havia recebido uma nomeação para os Prémios da Academia, que fora o Roizman, que integrou os nomeados por mais de 5 vezes incluindo filmes como Network e O Exorcista.

 

John Bailey, recentemente eleito como presidente da Academa, declarou em comunicado: "O Governors Awards deste ano reflete a amplitude do internacional, independente e mainstream do seio cinematográfico, são homenagens a quatro grandes artistas cujos trabalhos são uma mostra da diversidade de nossa partilhada humanidade".

 

A cerimónia de entrega do Óscar honorário será dia 11 de Novembro, em Los Angeles.

 

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publicado por Hugo Gomes às 11:39
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Gavin O'Connor (The AccountantWarrior) foi o escolhido para realizar e escrever o segundo filme da saga Esquadrão Suicida (Suicide Squad), substituindo assim David Ayer. Recordamos que na lista de candidatos encontravam-se nomes como Mel Gibson e Jaume Collet-Serra. Quanto ao elenco, o regresso de Margot Robbie, Jared Leto e Will Smith estão confirmados. 

 

Baseado numa banda-desenhada que originalmente surgiu em The Brave and the Bold, Esquadrão Suicida foca-se inicialmente na história de um grupo de vilões recrutados para combater uma terrível ameaça. O primeiro filme estreou ano passado e apesar das péssimas críticas, conseguiu arrecadar mais de 745 milhões de dólares em todo o Mundo.

 

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publicado por Hugo Gomes às 01:47
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6.9.17

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O The Hollywood Reporter avançou que Colin Trevorrow encontra-se fora da realização de Star Wars: Episódio IX. O comunicado oficial da Lucasfilm apontou divergências criativas entre o estúdio e o realizador:

 

A Lucasfilm e Colin Trevorrow decidiram mutuamente encerrar a parceria em Star Wars: Episódio IX. Colin foi um excelente colaborador no processo de desenvolvimento, mas foi concluído que as nossas visões para o projecto são dispares. Desejamos o melhor para Colin e anunciaremos em breve mais informações sobre o filme.

 

Segundo a fonte, o principal motivo do conflito encontrou-se no argumento concebido pelo próprio Trevorrow. Porém, rumores apontam que a má recepção do seu filme, The Book of Henry, com Naomi Watts e Jacob Tremblay, poderá ter sido um dos motivos do afastamento.

 

A Lucasfilm prometeu revelar um novo realizador em breve, existe especulações que Rian Johnson poderá repetir a façanha, visto estar por detrás do episódio anterior. Star Wars: Episode IX tem estreia prevista para Maio de 2019.

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:04
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4.9.17

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A Sony poderá preparar um filme baseado na personagem Nightwatch, apelidado pelos fãs dos comics como o Spawn da Marvel.

 

Este projecto irá integrar uma série de spin-offs envolventes do Universo de Spider-Man (Homem-Aranha). Universo, esse, despertado pelo sucesso da colaboração Sony com a Marvel Studios, Spider-Man: Homecoming [ler crítica]. Segundo algumas fontes, o próprio Spike Lee poderá escrever e dirigir esta incursão cinematográfica, o estúdio não desmente os rumores.

 

Recordamos que neste "Universo" já se encontra agendado um filme sobre Venom, o grande vilão de Homem-Aranha, que será encarnado por Tom Hardy, e ainda Silver & Black, sobre as anti-heroínas Silver Sable e Black Cat, com direcção de Gina Prince-Bythewood (Love & Basketball).

 

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publicado por Hugo Gomes às 14:41
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Os segredos que a Cal esconde, Luciana Cabral e Lu

Arranca hoje o 20º Festival Brasileiro de Cinema Universitário (FBCU). A cidade de Rio de Janeiro e Niterói recebe até dia 10 de Setembro, uma mostra de curtas-metragens de estudantes de universidades e de escolas de Cinema de todo o Brasil.

 

É um importante evento que para além de realçar e revelar as futuras novas gerações de cineastas do país, tende também em incentivar a produção cinematográfica no Brasil, em confronto com a actualidade cultural que se vive (recordamos que em 2016 a edição foi interrompida face a tais conturbações). “Actualmente no Brasil, um festival de cinema chegar à vigésima edição é motivo de comemoração. E é bom lembrar que este ano tudo está sendo realizado como um verdadeiro ato de resistência”, afirma Aleques Eiterer, um dos coordenadores da FBCU.

 

O público poderá nesta 20ª mostra mais de 81 filmes, concorrendo para várias secções competitivas. Este ano, o festival terá a Sessão Acessível e a Mostra Cineclube nas Escolas, com produções de alunos da rede municipal do Rio.

 

Para mais informação, ver aqui

 

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publicado por Hugo Gomes às 13:42
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Fica o desafio, será que existe actor tão familiar no Cinema Português que Luís Miguel Cintra? É com base nessa “familiaridade”, que a Cinemateca Portuguesa dedica um ciclo em homenagem a uma das caras, corpo e voz, mais presentes da nossa cinematografia, o predileto de muitos cineastas como Manoel de Oliveira ou Paulo Rocha, assim como do teatro, tão vincando na fundação da Cornucópia. Ciclo, esse, que arrancará já nesta segunda-feira (04/09) com as suas colaborações com João César Monteiro (Quem Espera por Sapatos de Defunto Morre Descalço) e com Solveig Nordlund (Nem Pássaro Nem Peixe), que serão projetados numa única sessão, a ter inicio às 21h30 na Sala M. Félix Ribeiro.

 

Um “aperitivo” para um tributo que se prolongará neste mês de Setembro, com sessões dedicadas à sua filmografia, passando pelo seu trabalho no cinema nacional, assim como internacional (The Dancer Upstairs de John Malkovich). Para além destes, a Cinemateca dará Carta Branca ao actor para escolher alguns dos filmes que mais influenciaram o seu percurso como artista, entre os quais destaca-se The Birds de Alfred Hitchcock, o Acto da Primavera de Manoel de Oliveira, e The Immortal Story de Orson Welles.

 

Mais informações, ver aqui.

 

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publicado por Hugo Gomes às 01:51
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1.9.17

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Um dos mais prestigiados cineastas húngaros, Károly Makk, morreu no passado dia 30 de Agosto (esta quarta-feira). Tinha 91 anos, deixando para trás uma carreira plena, mas não devidamente laureada.

 

Nascido a 22 de Dezembro, de 1925, Makk perseguiu o sonho de uma carreira no Cinema desde cedo. Estudou História de Arte na Universidade de Pázmány Péter, mas trocou esse percurso para realizador, licenciando-se na Academia de Artes Dramáticas e Cinematográficas em Budapeste. O seu primeiro filme foi Gyarmat a föld alatt (1951), porém, só iria receber reconhecimento três anos depois com a comédia Liliomfi (1954) e quase duas décadas depois com Love (Amor, 1971), um filme que marcou em cheio uma Hungria comunista e que conquistou o Prémio de Júri do Festival de Cannes. Festival, esse, que Károly Makk concorreria diversas vezes à Palma de Ouro, apenas conseguindo, para além do referido prémio anterior, o de Melhor Atriz em 1984 para Jadwiga Jankowska-Cieślak no filme Another Way (Outra Forma de Amar). O seu Cats' Play (Macskajáték, 1972) obteve uma nomeação ao Óscar de Filme de Língua Estrangeira em 1974.

 

Na sua carreira destaca-se ainda a sua adaptação do Jogador de Fyodor Dostoevsky (1997), uma produção falada inglês com Michael Gambon, A Long Weekend in Pest and Buda (Egy hét Pesten és Budán, 2003), que teve as honras de abrir o Festival de Moscovo, e o seu último filme, o pouco conhecido The Way You Are (Így, ahogy vagytok, 2010). Até à altura da sua morte, exercia o cargo de presidente da Academy de Literatura e de Artes de Széchenyi.

 

Károly Makk (1925 - 2017)

 


publicado por Hugo Gomes às 17:53
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Arranca hoje o 4º Ciclo Topografias Imaginárias, um programa de cinema ao ar livre e visionamentos comentados sob o tema "Lisboa, cidade do Sul".

 

Organizado pelo Arquivo Municipal de Lisboa - Videoteca e, sendo este ano, integrado no Passado e Presente - Lisboa, Capital Ibero-Americana de Cultura 2017, Topografias Imaginárias irá se realizar nos primeiros dois fins-de-semana de Setembro (dias 1, 2, 3, 8, 9 e 10), num percurso de seis paragens em locais menos óbvios da capital (Ponte Vasco da Gama, o Museu da Carris, a Quinta do Alto, em Alvalade, o Vale Fundão, em Marvila, o Miradouro de Santo Amaro e o Teatro de Carnide).

 

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Aí, serão exibidos mais de onze filmes, interligados por uma experiência sensorial por uma outra Lisboa, aquela cidade longe dos olhos dos turistas e dos postais de visita, e unificado pelo Cinema. O público será guiado por alguns dos próprios realizadores dos filmes inseridos,  de José Filipe Costa, Salomé Lamas e Dominga Sottomayor, passado também por investigadores, críticos e historiadores (como Eduardo Victorio Morettin, João Mário Grilo, Tiago Baptista, Olivier Hadouchi, Maria do Carmo Piçarra, entre outros). No programa serão vistos e revistos excertos dos filmes, que em conformidade com os comentários exercidos prepararão o público para uma viagem onde é possível imaginar e topografar o Sul, sendo mais tarde devidamente explorado nas sessões de cinema ao ar livre. A entrada é livre e o transporte gratuito.

 

Entre os filmes podemos contar com El Dorado XXI de Salomé Lamas, O Caso J. de José Filipe Costa, O Outro País de Sérgio Tréfaut, Zéfiro de José Álvaro de Morais, e ainda os clássicos La illusión viaja en tranvia de Luís Buñuel e O Descobrimento do Brasil de Humberto Mauro.

 

A programação completa e mais informações podem ser consultadas aqui e aqui.

 

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publicado por Hugo Gomes às 12:15
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30.8.17

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Está tudo de olhos postos em Veneza. O festival de cinema mais antigo do Mundo comemora a sua 74ª edição com uma programação mediática e, como já parece ser tradição, com “palpites” para alguns dos candidatos aos Óscares de 2018. Depois de Cannes ter falhado na sua seleção norte-americana que segundo as más línguas se deveu ao facto de Thierry Frémaux, o delegado-geral, ter estado demasiado envolvido na promoção do seu livro do que supostamente na procura destes filmes, cujo os olheiros de Veneza não deixaram que se tivessem perdido. Resultado, Alexander Payne, George Clooney, Darren Aronofsky, Paul Schrader e Guillermo Del Toro, serão os braços fortes de Hollywood a competir pelo cobiçado Leão de Ouro.

 

Mas a tarefa não será fácil para os americanos, muito se espera das novas produções de Abdellatif Kechiche, que após ter falhado Cannes promete ser um “osso duro de roer” no certame veneziano, o nipónico do momento Koreada Hirakazu, e os conterrâneos Paolo Virzi, Sebastiano Risio e os irmãos Manetto. Salienta-se também a curiosidade em torno do documentário do artista plástico e ativista Ai Weiwei, Human Flow, sobre a crise dos refugiados, tema que costuma vingar neste tipo de Festivais.

 

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Apesar de não existir nenhuma produção portuguesa nas principais secções, teremos uma promissora presença, a do o director de fotografia Rui Poças que se encontra envolvido na cinematografia de Zama, a mais recente longa-metragem de Lucrecia Martel, uma adaptação da novela histórica de Antonio Di Benedetto em Fora de Competição.

 

Um dos destaques desta 74ª programação é a entrega do Leão de Carreira para os actores Robert Redford e Jane Fonda, algumas das mais icónicas faces da Nova Hollywood. A entrega decorrerá no dia 1 de Setembro, depois da exibição de Our Souls at Night, do realizador indiano Ritesh Batra (A Lancheira), um filme original da Netflix que se encontra presente Fora de Competição. Protagonizado pela dupla em questão, a obra remete-nos a dois viúvos que conviveram como vizinhos durante anos, assombrados pelas suas escolhas do passado e unidos pela compaixão mutua.

 

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Apesar do clima festivo, a celebração do cinema, quer das mais recentes apostas contemporâneas, quer das ligações com o passado (a projecção de cópias restauradas de filmes de Godard, Mizoguchi, Antonioni, Whale, Klimov, Landis, entre outros), o Festival de Veneza encontra-se assombrado pelo fantasma do terrorismo. De forma a prevenir qualquer desses cenários, o festival deste anos reforçou a sua segurança, com uma aumento significativo de 30% de agentes da autoridade, vários deles à paisana, câmaras, assim como novas medidas de segurança e de prevenção.

 

O 74º Festival de Veneza arranca hoje prolongando até 9 de Setembro.

 

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publicado por Hugo Gomes às 11:49
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28.8.17

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Morreu nesta segunda-feira (28 /08), a actriz Mireille Darc, um dos ícones dos cinema francês dos anos 60, com carreira plena na década de 70. Tinha 79 anos.

 

Mireille Aigroz (nome de baptismo) iniciou a sua carreira em 1960, ano que é lançado um telefilme (Du côté de l'enfer), uma curta-metragem (La Revenante) e o seu grande passo, Les Distractions, de Jacques Dupont, um filme protagonizado pelo na altura ascendente Jean-Paul Belmondo. Depressa, Mireille Darc (adoptou esse nome artístico em homenagem à sua heroína Joana D'Arc) tornou-se hiperactiva, tendo vingando sobretudo no género da comédia francesa, destacando a sua colaboração com o realizador Roger Vadim (La Bride sur le Cou / Uma Mulher sem Freio, ao lado da mega-estrela Brigitte Bardot) e nos enésimos trabalhos ao lado do cómico Louis de Funès (Le diable et les 10 commandements, Pouic-Pouic).

 

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Contudo, tornou-se numa presença habitual na filmografia de Georges Lautner, tendo trabalhando com o realizador mais de 13 vezes, e ainda foi a protagonista de Week End, do proeminente Jean-Luc Godard. Foi companheira por mais de 15 anos com Alain Delon, a sua carreira sofreu uma interrupção nos anos 80 (em 1989 dirigiu uma longa-metragem, Le Barbare, sem êxito), tendo regressando com diversos papeis televisivos na década seguinte até ao fim dos seus dias.

 

Foi distinguida em 2006 com a Legião de Honra, a actriz  tornou-se a 'madrinha' da associação La Chaîne de l'Espoir, tendo dedicado nos seus últimos anos a acções de caridade.

 

Mireille Darc (1938 - 2017)

 


publicado por Hugo Gomes às 13:57
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27.8.17

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Tobe Hooper, o lendário realizador de O Massacre do Texas, morreu. Tinha 74 anos e a causa da morte ainda não foi confirmada.

 

Nascido em Austin, Texas, em 1943, no dia 25 de Janeiro, Hooper começou a sua carreira no Cinema como documentarista, sendo Eggshell (1963), uma viagem psicadélica e hippie na sua primeira longa-metragem. Contudo, o realizador iria entrar na História do Cinema com Texas Chainsaw Massacre (O Massacre no Texas, 1974), um conto gore inspirado no serial killer Ed Gein que chocou tudo e todos, mas mesmo assim teve uma brilhante apresentação no Festival de Cannes. De baixo orçamento, efeitos quase caseiros e um equipa muito reduzida trabalhando em condições adversas, o filme o levou ao estatuto de promessa, não apenas do género, mas do cinema cada vez mais libertino que despertava na década de 70.

 

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Tobe Hooper iria mais tarde regressar ao tema com Eaten Alive (1976), obra em plena fase de revisionismo, e a sequela de Texas Chainsaw Massacre em 1986, hoje tido como um dos apogeus do comedy horror dos anos 80. Mas antes de regressar ao Texas sangrento depois de outras variações com algum sucesso (a versão televisiva de Salem's Lot em 1979, e Fun House em 1981), havia trabalhado com Steven Spielberg no muito atribulado Poltergeist (1982), que apesar de tudo consistiu num grande êxito de bilheteira.

 

O realizador passou por uma "fase de outro mundo", mais precisamente em 1985 e 1986, com Lifeforce e Invaders from Mars respectivamente, duas peculiares versões de invasões alienígenas, e após apostar na televisão no final da década de 80, tenta regressar ao território do terror com o Spontaneous Combustion (1990), Night Terrors (1993) e The Mangler (1995), e mais tarde, Toolbox Murders (2004), Mortuary (2005) e Djinn (2013), mas sem sucesso. O terror havia transformado e Tobe Hooper não tinha lugar no antigo "lar", que apesar dos seus esforços em reafirmar-se no género, seria para sempre recordado de forma saudosista como o "criador de Massacre no Texas", reputação que o perseguiria até ao fim dos seus dias.  

 

Tobe Hooper (1943 - 2017)

 


publicado por Hugo Gomes às 12:31
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