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Título
Take
27.4.17

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Roman Polanski é a mais recente adição da programação do próximo Festival de Cannes. O seu novo filme, Based on a True Story (D’après une histoire vraie), estará presente na 70ª edição do festival numa sessão Fora de Competição.

 

Tratando-se da adaptação do livro de Delphine de Vigan, o filme centra a sua história numa autora (Emmanuelle Seigner) com um bloqueio criativo, cujo seu mundo é abalado quando se depara com uma misteriosa mulher (Eva Green). O argumento foi concebido pelo próprio Polanski em colaboração com Olivier Assayas (Personal Shopper).

 

Para além do trabalho de Polanski, foi ainda anunciado outras obras que figurarão a montra cinematográfica mais cobiçada do ano, entre eles, o mais recente filme de Ruben Ostlund (Force Majeure) – The Square – em Competição.

 

Destaca-se ainda a homenagem ao cineasta André Techiné, através da projecção do seu novo filme, intitulado de Nos Années Folles, e do filme-concerto Djam, de Tony Gatlif, a ter lugar no Cinéma de la Plage (Cinema na Praia).

 

 

OUTRAS ADIÇÕES

Un Certain Regard

La Cordillera, de Santiago Mitre

Walking past the Future, de Li Ruijun

 

Sessões Especiais

Le Vénérable W., de Barbet Schroeder

Carré 35, de Eric Caravaca

 

Sessão Infantil

Zombillénium, de Arthur de Pins e Alexis Ducord

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 22:55
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Depois de seguir na jornada pela Amazónia em The Lost City of Z (a estrear em Portugal no dia 4 de Maio), James Gray irá aventurar-se espaço com a ficção cientifica Ad Astra, tendo Brad Pitt como protagonista.

 

O projecto foi anunciado pelo próprio realizador durante a entrevista concebida à Collider, afirmando que começará a ser rodado já neste Verão (a partir de 17 de Julho para ser mais exacto). A intriga acompanhará a viagem espacial de um engenheiro autista, no âmbito de reencontrar o seu pai, desaparecido há anos após partir numa expedição para Neptuno em busca de vida extraterrestre.

 

Em declaração, Gray salientou que no seu novo filme iria criar um ficção cientifica realista de forma a dar a ideia do Espaço como o ambiente mais hostil para o ser humano. O realizador é autor do argumento, ao lado de Ethan Ross.

 

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publicado por Hugo Gomes às 16:34
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26.4.17

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Já se encontra planeada a sequela de Fragmentado (Split) [ler crítica]. M. Night Shyamalan revelou que a continuação de um dos filmes-sensação de 2017 chegará entre nós no mês de Janeiro de 2019. Mas não é tudo, o realizador anunciou, via Twitter, o título do seu novo projecto.

 

A obra terá como título Glass, clara alusão à personagem interpretada por Samuel L. Jackson num dos anteriores sucessos de Shyamalan, Unbreakable (O Protegido), que tem ligações com Split.  

 

Como é evidente, Samuel L. Jackson regressará às ordens de Shyamalan, assim como Bruce Willis, James McAvoy e Anya Taylor-Joy.

 

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publicado por Hugo Gomes às 19:25
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Morreu o realizador Jonathan Demme, vencedor de um Óscar pelo seu trabalho em O Silêncio dos Inocentes, e conhecido por um leque variado de trabalhos que vão desde os aclamados Filadélfia até O Casamento de Rachel. Segundo uma fonte próxima, Demme não resistiu a complicações cardíacas associadas a um cancro no esófago que combatia há anos. Tinha 73 anos.

 

Nascido a 22 de Fevereiro de 1944, foi com um filme exploitation que Demme entrou no circulo de realizadores/argumentistas. Tratava-se de A Gaiola das Tormentas (Cage Heat, 1974), uma típica variação de prisões femininas que se encontrava na moda nessa mesma década. Era a perpetuação do seu trabalho na série B, e foi com as produções de Roger Corman que Demme deu os primeiros passos no mundo do Cinema. Na década de 80, o realizador consegue, por fim, dar nas vistas com outro tipo de material, incluindo a comédia dramática Melvin e Howard (1980), Selvagem e Perigosa (Something Wild, 1986), Swimming to Cambodja (1987), Viuva … Mas Não Muito (Married to the Mob, 1988). Nessa mesma altura, trabalhou na concretização de vídeos para bandas como UB40, Talking Heads e New Order.

 

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Porém, foi na década seguinte que a carreira de Jonathan Demme conhece a ribalta do sucesso, principalmente com O Silêncio dos Inocentes (Silence of the Lambs, 1991), o thriller policial de serial killers que nos reafirmou o rei de todos eles, Hannibal Lecter (desempenhado por Anthony Hopkins). O filme foi um sucesso de crítica e bilheteira, tendo conquistado cinco Óscares, incluindo o de Melhor Filme e de Melhor Realizador.

 

Mas a aclamação não parou aqui, dois anos depois seguiu Filadélfia, a luta jurídica pela dignidade dos seropositivos e dos homossexuais que valeu o primeiro Óscar a Tom Hanks. Demme regressaria às longas-metragens nessa década com Beloved, interpretado por Oprah Winfrey, que não deteve a atenção dos anteriores. O inicio do novo século ficou marcado pelo retorno ao mundo da música, com videos para Bruce Springsteen e The Pretenders.

 

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O realizador voltaria à ficção em 2002 com o thriller A Verdade Sobre Charlie (A Truth about Charlie), que não foi bem aceite pelas audiências, assim como a crítica que o apelidou do "pior filme da sua carreira".  Mas Demme não voltou costas ao género e regressou, de forma mais triunfante, com o remake de The Manchurian Candidate, em 2004. Este O Candidato da Verdade, uma trama de alto teor politico que contextualizava a contemporaneidade para orquestrar um ambiente de conspiração de duplo significado. Protagonizado por Denzel Washington e Meryl Streep, o filme correu bem nas bilheteiras e foi bravamente aplaudido pela crítica.

 

Depois de uma passagens no sector do documentário (Neil Young: Heart of Gold e Jimmy Carter Man from Plains), o realizador depara-se novamente a favor da crítica com O Casamento de Rachel (Rachel Getting Married), um drama independente com Anne Hathaway (nomeada ao Óscar) sobre um convidado incómodo num casamento. Depois de algumas aventuras na televisão, Jonathan Demme concretiza a sua ultima longa-metragem, Ricky e os Flash (2015), com Meryl Streep, um filme que uniria os seus mundos de conforto: a música e a comédia.

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Jonathan Demme (1944 - 2017)

 


publicado por Hugo Gomes às 16:37
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Paul Verhoeven tem novo projecto, Saint Vierge, uma trama que envolve freiras, visões e romances lésbicos. O realizador holandês por detrás de obras como Robocop, Showgirls e Starship Troopers vai voltar a trabalhar com o produtor Saïd Ben Saïd, a actriz Virginie Efira (que obteve um papel secundário no seu último filme, Elle, ao lado de Isabelle Huppert) e com o argumentista Gerard Soeteman (colaboração que suscitou Black Book).

 

Saint Vierge estará no Marché du Film (Mercado do Filme), no próximo Festival de Cannes, em busca de financiamento e distribuição. Trata-se da adaptação do livro Immodest Acts, de Judith Brown, a história da irmã Benedetta Carlini, abadessa do convento Madre de Dios, em Pescia, durante a época renascentista. Carlini começou a experienciar inúmeras visões inexplicáveis aos 23 anos, o que motivou uma intensiva investigação. O resultado desta deu origem à primeira documentação de um romance lésbico da história moderna.

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:23
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25.4.17

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Foi anunciado as restantes personalidades que irão compor o júri da Selecção Oficial do próximo Festival de Cannes.

 

No júri, que será presidido pelo cineasta espanhol Pedro Almodóvar (Julieta), estarão integrados os realizadores Chan-Wook Park (The Handmaiden) e Paolo Sorrentino (La Grande Bellezza, Youth), o actor Will Smith (Suicide Squad), a realizadora e argumentista Maren Ade (Toni Erdmann), a actriz norte-americana Jessica Chastain (Interstellar, The Tree of Life), a realizadora e actriz Agnès Jaoui (Le Goût des Autres), a actriz e produtora chinesa Fan Bingbing (X-Men: Days of a Future Past), e o compositor francês Gabriel Yared.

 

A 70ª edição do Festival de Cannes decorrerá entre 17 a 28 de Maio.

 


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publicado por Hugo Gomes às 22:54
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20.4.17

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Clint Eastwood já tem novo projecto. O veterano cineasta de Mystic River e Gran Torino vai apostar na adaptação de The 15:17 to Paris: The True Story of a Terrorist, a Train, and Three American Heroes, de Anthony Sadler, Alek Skarlatos, Spencer Stone e Jeffrey E. Stern.

 

Baseado nos acontecimentos reais no dia 21 de Agosto de 2015,  onde três amigos americanos  (Sadler, Skarlatos e Stone) conseguiam impedir um iminente ataque terrorista num comboio que seguia de Bruxelas a Paris. Tudo porque o trio notou movimentações estranhas por parte de um dos passageiros do comboio, Ayoub El-Khazzani, que revelaria ser um membro da ISIS. Os americanos interceptaram o homem no banheiro impedindo o eventual massacre.

 

Ainda sem elenco definido, The 15:17 to Paris começará a ser rodado já no segundo semestre de 2017.

 

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publicado por Hugo Gomes às 21:37
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19.4.17

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Captain Marvel, que será protagonizado pela galardoada actriz Brie Larson (Room, Kong: Skull Island), encontrou os seus realizadores. A tarefa de trazer à luz uma das grandes heroínas da editora será encarregue pela dupla Anna Boden e Ryan Fleck, que estiveram por detrás de obras como Half Nelson e Mississipi Grind (A Febre do Mississípi).

 

Com um argumento da autoria de Meg LeFauve (Inside Out) e Nicole Perlman (Guardians of the Galaxy), o filme seguirá uma piloto da Força Aérea, Carol Danvers, que adquire dotes sobre-humanos após o contacto com tecnologia alienígena. Decidida a combater o crime e defender o seu planeta, ela torna-se a Captain Marvel.

 

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Vale a pena salientar que Captain Marvel, criado em 1967, era inicialmente um personagem masculino, uma resposta da editora ao rival Super-Homem da DC Comics, visto que ambos eram alienígena a tentarem adaptar ao planeta Terra. Carol Danvers, que fez a sua estreia em 1968, era descrita como o interesse amoroso do herói, mas as ideia do criador era de a converter numa super-heroína, visto que existia uma escassez nessa temática. 

 

No inicio dos anos 70, estava agendado a primeira aventura a solo da personagem, o que não aconteceu em consequência dos executivos que acreditavam que a fabricação de super-heroínas era dispendioso e pouco rentável. Mas no final da década, Carol Danvers conseguiu a sua pessoal jornada heróica sob o título de Ms. Marvel, integrou também as equipas sobre-humanas, The Avengers: Os Vingadores e X:Men. Em 1982, o original Captain Marvel morre e Mrs. Marvel assume o seu legado.

 

O filme está agendado chegar aos cinemas a março de 2019.

 

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publicado por Hugo Gomes às 19:15
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14.4.17

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Fiore é o grande vencedor da 10ª Festa do Cinema Italiano. O filme de Claudio Giovannesi que aborda uma prisão juvenil arrecadou o cobiçado Prémio do Júri. La Ragazza del Mondo, de Marco Daniele, obteve uma menção honrosa e Un Bacio, de Ivan Cotroneo foi o elegido pelo público na sua respectiva categoria.

 

O júri desta edição foi integrado pela realizadora de Ama-san, Cláudia Varejão, o montador João Braz e ainda a actriz Rita Blanco.

 

A cerimónia de revelação e entrega dos prémios foi sucedida pela projecção de In Guerra Per Amore, uma comédia ambientada na Segunda Guerra Mundial, que contou com a presença do realizador Pierfrancesco Diliberto (Pif). O filme terá estreia nacional.

 

Depois de quatro cidades em simultâneo, a 8 1/2 Festa do Cinema Italiano ruma para a cidade de Aveiro (19 a 21 de Abril).

 

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publicado por Hugo Gomes às 17:55
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12.4.17

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Segundo o The Hollywood Reporter, Josh Brolin integrará o elenco de Deadpool 2, mais concretamente no papel de Cable, um mutante dotado de poderes psíquicos, filho de Cyclop (Scott Summers) e Jean Grey na BD.


Este será o segundo papel do ator no Universo Marvel, sendo que na MCU dos estúdios Disney, desempenha Thanos, o poderoso super-vilão que terá grande destaque no próximo filme de The Avengers.


Como tal o actor reunirá com Ryan Reynolds (Deadpool) e Zazie Beetz (da série Atlanta) como Neena Thurman (aka Domino).


Deadpool 2 chega aos cinemas em 2018 e conta com a realização de David Leitch (John Wick; Atomic Blonde).

 

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publicado por Hugo Gomes às 19:33
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10.4.17

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Depois de ter sido Giulio Andreotti em Il Divo, Toni Servillo estará de volta à politica italiana no cinema, agora como Silvio Berlusconi, o controverso ex-primeiro ministro. A produção será marcada pelo retorno do actor italiano às ordens de Paolo Sorrentino, o realizador de Il Divo, Le Conseguenze dell'Amore e do oscarizado La Grande Bellezza (todos eles protagonizados por Servillo).

 

As rodagens iniciarão neste Verão, e a produção tem como título provisório de Loro.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 17:40
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4.4.17

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O Indielisboa'17 vai apresentar uma das maiores competições de produções portuguesas no seu historial enquanto festival. Serão no total mais de 6 longas-metragens (5 delas em estreia mundial) e 18 curtas-metragens, com especial atenção à remessa lusitana de Berlim incluindo o galardoado Cidade Pequena, de Diogo Costa Amarante. A contrário de muitas edições anteriores, esta mostra de cinema falado na Língua de Camões será maioritariamente obras de ficção.

 

Amor, Amor de Jorge Cramez será um dos destacados na selecção portuguesa, não só pela sua presença na competição nacional mas também pela sua hipótese na grande competição internacional. "Desde 2013 que não tínhamos um filme português em competição", revelou Mafalda Melo, uma das programadoras do festival, que ainda confessa ter visto mais de "2.000 filmes desde o fecho da última edição", com o propósito de apresentar durante 3 a 14 de Maio, uma programação onde os filmes funcionam de forma conjunta. O tema encontrado nesta mostra, segundo Melo, foi a raridade. "Estes filmes são raros, e raros encontrá-los".

 

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Enquanto que a Competição Internacional é feita por inúmeras primeiras longas-metragens e nomes em ascensão, é na secção Silvestre que encontraremos alguns veteranos e confirmações. Nas propostas é evidente o regresso de Jean-Gabriel Périot [ler entrevista], que após o ciclo dedicado na edição passada, possui um novo filme (Lumières d'été). Alex Ross Perry, célebre pelo aclamado Queen of Earth, marca presença com Golden Exits, protagonizado por Emily Browning, o romeno Radu Jude com Inimi Cicatrizes, Lea Glob afasta-se de Petra Costa [ler entrevista] e reúne com Mette Carla Albrechtsen para nos entregar Venus, e ainda, a obra póstuma de Michael Glawogger (falecido em 2014), o documentário Untitled, com o apoio de Monika Willi.

 

Na secção Silvestre, em foco está a dupla Gusztáv Hámos e Katja Pratschke, ele húngaro, ela alemã, que apostaram em inúmeros ensaios com base no vídeo e nos filmes-espelhos (num formato de instalação dentro de um filme. Quantos aos Heróis Independentes (como já havíamos noticiado aqui), Jem Cohen e Paul Vecchiali marcarão posição. A presença de ambos está acima de tudo confirmadíssima.

 

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A IndieMusic não poderia faltar, com documentários sobre a banda Oasis (Oasis: Supersonic, Mat Whitecross) e o Frank Zappa (Eat that Question - Frank Zappa in His Own Words, de Thorsten Schütte), e ainda, com especial atenção, Tokyo Idols, de Kyoke Miyaki, um mergulho pelo mundo das girls band e cantoras pops japonesas, jovens que despoletam fenómenos de popularidade que levam a consequências obsessivas.

 

O Indiejunior mantêm-se e como Mafalda Melo salientou a importância deste espaço, o de revelar filmes alternativos aos meus pequenos, uma variação do seu gosto cinematográfico. "Estamos a formar novos públicos, novos cinéfilos e novos adultos". No Director's Cut existe um especial destaque à memória de Andrzej Zulawski, motivado pela reposição da sua obra de 1988, On the Silver Globe.

 

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Miguel Valverde, também programador e director do festival, recomendou a obra de Luís Filipe Rocha, Rosas de Ermera, uma viagem pelas memórias do músico e activista Zeca Afonso. O filme será exibido em sessão especial. Por fim, A Boca do Inferno, a ainda "verde" secção", uma apresentação de obras de género e de carácter ainda mais alternativo e ousado, onde se destaca este ano a entrada do novo trabalho de Ben Wheatley (Free Fire) e o mediático Raw (Grave), o filme de canibalismo de Julia Ducournau, que tem feito manchetes por onde fora exibido, desde as desmaios a saídas repentinas dos espectadores na sala.

 

A 14ª edição do Indielisboa arrancará com o filme de Teresa Villaverde, Colo, que esteve em competição no Berlinale deste ano. O festival dará o seu pontapé de saída com o documentário de Raoul Peck, I Am Not Your Negro. O carinhosamente apelidado Indie acontecerá no Cinema São Jorge, Cinema Ideal, Cinemateca Portuguesa Museu do Cinema, Cineteatro Capitólio e a Culturgest. Esta última tem sido parceira do festival desde 2008, porém, Miguel Lobo Antunes, administrador do centro cultural irá reforma-se, saído do seu cargo e deixando esta cumplicidade me aberto em futuras edições.

 

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A programação completa poderá ser vista aqui

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:04
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30.3.17

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Colo, o novo filme de Teresa Villaverde que se encontrou presente na Competição do último Festival de Berlim, terá as honras de abrir o 14º Indielisboa. Recordamos que a obra é descrita como um retrato realista de uma família no limiar da pobreza.

 

O festival de cinema independente de Lisboa decorrerá entre 3 a 14 de Maio,  tendo ainda revelado o seu filme de encerramento, I Am Not Your Negro, um documentário de Raoul Peck sobre a luta pelos direitos civis nos EUA. O filme contou com uma nomeação ao Óscar de Melhor Documentário.

 

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publicado por Hugo Gomes às 16:15
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Arranca a partir de hoje a iniciativa 4.Doc, um conjunto de quatro obras aclamadas e premiados no festival Doclisboa que será exibidos no Cinema Ideal. O primeiro filme é Calabria [ler crítica], de Pierre-François Sauter, o vencedor do Grande Prémio na última edição do certame. Um documentário que visa reflectir a condição do imigrante através de uma viagem entre dois homens de origens distintas que prestam o serviço de uma funerária.

 

Os realizador e os protagonistas (José ​Russo Baião ​e Jovan​ Nikolic) estarão presentes nas duas das sete sessões programadas (dia 30 de Março e 1 de Abril). Calabria será exibido entre 30 de Março a 5 de Abril, sempre no horário das 19h. Na sexta feira, dia 31, após a sessão haverá um concerto de Jovan Nikolic no Salão Ideal.

 

Os outros filmes inseridos na programação são O Terceiro Andar, de Luciana Fina (a ser exibida a partir de 8 de Junho), Oleg Y Las Raras Artes, de Andrés Duque (6 de Julho) e o quarto e último filme, a ser projectado a partir de 14 de Setembro, ainda está por anunciar. Todas as sessões serão acompanhadas por debates e outras actividades.

 

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publicado por Hugo Gomes às 16:03
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25.3.17

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A animação sueca Ma Vie de Courgette, de Claude Barras, foi premiado na 16ª edição da MONSTRA. O júri laureou o filme com o cobiçado Grande Prémio, distinguindo-o "pela sua sensibilidade e sua capacidade de expressar o espírito das crianças, através de um trabalho de uma animação subtil, encontramos um filme bonito e poético." Com estreia prevista para Maio deste nas salas portuguesas, o filme contou também com o Prémio do Público na mesma categoria.

 

O videoclip do músico Samnuel Úria, realizado por Pedro Serrazina, É Preciso que Eu Diminua, venceu o Prémio de Melhor Filme Português - Prémio SPA | Vasco Granja. Já o filme francês Periferia, de David Coquart-Dassault, saiu-se como o triunfante da categoria de curta-metragem.

 

Destaca-se ainda o norueguês Ludovigo e Luca – A Grande Corrida do Queijo na distinção de Melhor Filme para a Infância e Juventude, o filme Window Horses – A Epifania Poética Persa de Rosie Ming de Ann Marie Fleming pela Menção Honrosa e ainda Louise à Beira-Mar, de Jean-François Laguionie, pelo Prémio Especial do Júri.

 

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PALMARÉS MONSTRA 2017
 
COMPETIÇÃO MONSTRINHA – CURTAS PARA INFÂNCIA E JUVENTUDE 
Júri: João Jaime, Luísa Violo, Michel Simeão
 
Menções Honrosas
CATEGORIA PAIS E FILHOS
Caminho dos Gigantes / Way of Giants – Alois Di Leo | Brasil | 2016 | 12’
CATEGORIA 3 AOS 6
Teia de Aranha / The Gossamer – Natalia Chernysheva | Rússia | 2016 | 4´
CATEGORIA 7 AOS 12
O Senhor Pau / Stick Man –  Jeroen Jaspaert, Daniel Snaddon | Reino Unido | 2015 | 27´
CATEGORIA MAIS DE 13
O Tribunal / The Courthouse – Estelle Costedoat, Antoine Engels, Julien Fradin, Florian Gourdin, Pierre-Edouard Mérien, Olivier Royer | França | 2016 | 7´
 
Prémios do Público
CATEGORIA PAIS E FILHOS
Pat e Mat – Sumo de Laranja / Pat and Mat – Orange Juice – Marek Beneš | República Checa | 2016 | 8´
CATEGORIA 3 AOS 6
Na Jaula / In a Cage -  Loic Bruyere | França | 2016 | 6´
CATEGORIA 7 AOS 12
O Senhor Pau / Stick Man –  Jeroen Jaspaert, Daniel Snaddon | Reino Unido | 2015 | 27´
CATEGORIA MAIS DE 13
O Tribunal / The Courthouse – Estelle Costedoat, Antoine Engels, Julien Fradin, Florian Gourdin, Pierre-Edouard Mérien, Olivier Royer | França | 2016 | 7´
 
Grande Prémio Monstrinha
Amoras / Cloudberry –  Polina Minchenok | Rússia | 2015 | 8’
 
 
COMPETIÇÃO AMENDOIM DE OURO
 
Amendoim de Bronze
69SEC –  Laura Nicolas | Bélgica | 2016 | 1’42
Amendoim de Prata
O D de David / The D in David –  Michelle Yi, Yaron Farkash | EUA | 2016 | 2’06
Amendoim Ouro
Sr. Patola de Pés Azuis / Mr. Blue Footed Booby –  Gino Imagino | Equador | 2015 | 2’19
 
 
 
COMPETIÇÃO ESTUDANTES
Júri: Joana Nogueira, Jonathan Hodgson, Juan Pablo Zaramella
Júri júnior: Ana Rita Margaço, João Vermelho, Adriana Abreu, Raghuraj Rai
 
Menções Honrosas
Corpo Estranho / Foreign Body – Marta Magnuska | Polónia | 2016 | 7′
Onde as nossas memórias estão / Where our memories are –  Yuriko Ogawa | Reino Unido | 2016 | 4′
 
Melhor Curta de Estudantes Portuguesa
Lugar em Parte Nenhuma / A Place in Nowhere –  Bárbara de Oliveira, João Rodrigues | Portugal | 2016 | 6′
 
Melhor Curta de Estudantes
Olha Apenas para Mim / Look at Me Only –  Tomoki Misato | Japão | 2016 | 8′
 
Menções Honrosas
Eidos – Elena Ortolan | Itália | 2016 | 5′
 
A Mesa / The Table –  Eugène Boitsov | França | 2016 | 4′
 
Uma História de Amor / A Love Story –  Anushka Kishani Naanayakkara | Reino Unido | 2016 | 7′
 
Melhor Curta de Estudantes Portuguesa
Lugar em Parte Nenhuma / A Place in Nowhere –  Bárbara de Oliveira, João Rodrigues | Portugal | 2016 | 6′
 
Melhor Curta de Estudantes
Steven Vai ao Parque / Steven Goes to the Park – Claudia Cortés Espejo | Bélgica | 2016 | 6′
  
 
 
COMPETIÇÃO CURTÍSSIMAS
Júri: Pedro Letria, Vera Neubauer, Meenakshi e Vinay Rai
 
Menções Honrosas
A verdade mais sombria sobre o amor/ The Darkest Truth About Love – Lara Lee, Hannah Jacobs | Reino Unido | 2015 | 1’49
 
Aftermath – Layla Atkinson | Reino Unido | 2015 | 3′
 
Tekkol –  Jorn Leeuwerink | Países Baixos | 2015 | 2′
 
Melhor Curtíssima Portuguesa
A lenda de Stingy Jack / Stingy Jack´s Tale - Andreia Reisinho Costa | Portugal | 2016 | 2’52
 
Melhor Curtíssima
Circuito de Bicicleta / Tour – Jasmijn Cedee | Bélgica | 2016 | 2’21
 

COMPETIÇÃO LONGAS
Júri: Andrea Basilio, Claudia Bolshaw, Olivier Cotte, Pedro Brito, Zsuzsanna Kreif
 
Melhor Filme Infância e Juventude
Ludovigo e Luca – A Grande Corrida do Queijo / Louis & Luca – The Big Cheese Race, Rasmus A. Sivertsen | Noruega | 2015 | 78′
 
Menção Honrosa
Window Horses – A Epifania Poética Persa de Rosie Ming / Window Horses – The Poetic Persian Epiphany of Rosie Ming – Ann Marie Fleming | Canadá | 2016 | 89’
 
Prémio Especial do Júri
Louise à Beira-Mar / Louise by the Shore – Jean-François Laguionie | França, Canadá | 2016 | 75’
 
Grande Prémio MONSTRA
A minha vida de Courgette / My Life as a Zucchini – Claude Barras | França, Suíça | 2016 | 70’
 
Prémio do Público
A minha vida de Courgette / My Life as a Zucchini – Claude Barras | França, Suíça | 2016 | 70’
 
 
 
COMPETIÇÃO CURTAS
Júri: Andrea Basílio, Andrea Martignoni, Géza M. Tóth, Irena Jukic Pranjic, Tiago Neves de Albuquerque
 
Menções Honrosas
O Vómito de Verão é a Delícia do Inverno / Summer’s Puke is Winter’s Delight – Sawako Kabuki | Japão | 2016 | 3′
 
Acidentes, Erros e Calamidades / Accidents, Blunders and Calamities – James Cunningham | Nova Zelândia | 2015 | 5′
 
Melhor Filme Experimental
Squame – Nicolas Brault | Canadá | 2015 | 4´
 
Melhor Curta Portuguesa
Chatear-me-ia Morrer Tão Joveeeeem… / It Would Piss Me Off To Die So Yoooooung… – Filipe Abranches | Portugal | 2016 | 16′

Prémio Especial do Júri
Entre as Ondas Negras / Among the Black Waves – Anna Budanova | Rússia | 2016 | 11′
 
Grande Prémio MONSTRA - CURTA
Periferia / Peripheria – David Coquard-Dassault | França | 2015 | 12′
 
Prémio do Público
Blind Vaysha - Theodore Ushev | Canadá | 2016 | 8´
 

COMPETIÇÃO PORTUGUESA – SPAUTORES/VASCO GRANJA
Júri: Falk Schuster, Giannalberto Bendazzi, Paula Tavares
 
Menções Honrosas
Chatear-me-ia Morrer Tão Joveeeeem… / It Would Piss Me Off To Die So Yoooooung… – Filipe Abranches | Portugal | 2016 | 16′
Última Chamada / Final Call – Sara Barbas | Portugal | 2016 | 12′
 
Melhor Filme Português – Prémio SPautores / Vasco Granja
É preciso que eu diminua / It is necessary that I diminish – Pedro Serrazina | Portugal | 2016 | 4′

Prémio do Público
Última Chamada / Final Call - Sara Barbas | Portugal | 2016 | 12´

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:04
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24.3.17

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O realizador Brett Ratner, responsável pela trilogia Rush Hour e de X-Men: The Last Stand, declarou à Entertainment Weekly, durante a sua passagem no Sun Valley Film Festival, que a indústria cinematográfica encontra-se ameaçada pela Rotten Tomatoes, o famoso agregador de críticas: "A pior coisa que temos na cultura cinematográfica de hoje é o Rotten Tomatoes. Acho que é a destruição do nosso negócio". 

 

O realizador argumentou, revelando que possuía respeito e admiração pela crítica: "Tenho tanto respeito e admiração pela crítica cinematográfica. Quando eu estava a crescer, a crítica de cinema era uma arte real. Era uma tarefa munida por algum intelecto. E você lia as críticas da Pauline Kael, ou de outros, e isso não existe mais. Agora é sobre um número. Um número composto de positivas contra negativas. O que se pergunta actualmente é 'Qual a tua pontuação no Rotten Tomatoes?'."

 

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Ratner deu ainda o exemplo de Batman V Superman, o filme de Zack Snyder que a sua produtora, a RatPac, co-financiou e que foi prejudicado pela más críticas, e sobretudo pela baixa pontuação no referido site. “As pessoas não percebem o que acontece ao fazer um filme daqueles. É de loucos, danifica o negócio, leva as pessoas a não verem um filme. Há casos na América em que se diz 'Oh, tem uma pontuação baixa no Rotten Tomatoes, por isso não vou ver, não deve prestar'. O que não entendem é que esse numero é uma agregação e muitos não sabem o que isso significa, e nem sempre está correcta. Já vi grandes filmes com pontuações abismais no Rotten Tomatoes. O mais triste é que a crítica de cinema está a desaparecer. Isso sim, é triste

 

Recordamos ainda que Brett Ratner não é a única voz contra o sistema de agregação de crítica. Em entrevista ao Cinematograficamente Falando …, o crítico Jonathan Rosenbaum declarou que o Rotten Tomatoes, assim como as pontuações do IMDB estão a transformar "o cinema num desporto". A entrevista completa poderá ser lida aqui.

 

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publicado por Hugo Gomes às 17:56
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21.3.17

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Paul Vecchiali, realizador e produtor francês conhecido pela sua irreverência, e Jem Cohen, prolifero cineasta norte-americano, serão homenageados na próxima edição do IndieLisboa na categoria de Heróis Independentes.

O primeiro contará com uma longa retrospectiva a ser projetada na Cinemateca-Portuguesa Museu do Cinema. Tal será composta por algumas das suas mais importantes obras, incluindo o seu mais recente trabalho, Le Cancre, que fora exibido no Festival de Cannes em 2015, numa Sessão Especial. Conhecido pelo carácter provocador e a sua natureza polivalente, para além de realizador e produtor (destaca-se a sua colaboração com os primeiros anos de Jean Eustache), Vecchiali contribui com alguns, mas importantes artigos, para a Cahiers du Cinema.

Em relação a Jem Cohen, o Indielisboa sempre manteve uma relação intima e atenta para com a obra deste artista que conta com mais de 70 trabalhos, desde longas a curtas, instalações e fotografias, todos eles marcados por uma veia indie, que o festival tem vindo apoiar desde os primórdios da sua existência.

Indielisboa chegará a partir do dia 3 de Maio, prolongando-se até 14 do mesmo mês.
 
 
 

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publicado por Hugo Gomes às 16:32
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18.3.17

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Suspiria é hoje tido como uma das obras-primas do mestre do cinema de terror italiano Dario Argento, e uma das suas principais particularidades é a paleta de cores utilizada, auferindo ao filme um tom plástico e berrante. Contudo, a nova versão irá afastar-se desse mesmo tom visual, e quem o garante é o realizador, o também italiano Luca Guadagnino (I am Love).

 

Segundo Guadagnino, o remake de Suspiria (cuja a rodagem encontra-se finalizada desde o ano passado) tentou afastar-se do célebre filme de Argento, constituindo-se como uma visão própria. O realizador adiantou que o seu filme terá como temáticas "a culpa e a maternidade. Não possuirá as cores primárias na sua paleta, tal como o original" e "será frio, maléfico e muito negro".

 

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Recordamos ainda que Chloe Moretz Grace será a protagonista, e Dakota Johnson, Mia Goth, Tilda Swinton e Jessica Harper (protagonista do original) completarão o elenco. Suspiria remete-nos a uma conceituada escola de dança que recebe uma jovem bailarina americana. Durante a sua estadia, fenómenos bizarros e assassinatos macabros ocorrem por dentro e por fora das paredes da Academia.

 

O original de 1977 foi o primeiro filme de uma trilogia que Dario Argento apelidou das "Três Mães", que fora posteriormente completado com Inferno (1980) e Mãe das Lágrimas: A Terceira Mãe (2007). A nova versão estreará ainda este ano. De momento não existe data de estreia.

 

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publicado por Hugo Gomes às 01:07
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16.3.17

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Com cinco cidades em simultâneo, a Festa do Cinema Italiano chegará com esta 10ª edição na sua mais pujante força. para além de Lisboa, junta-se as cidades de Almada, Coimbra, Porto e Setúbal na partilha desta programação, embrulhada em promessas de trazer o melhor do cinema italiano recente, assim como invocar às mais perpetuas memórias cinematográficas.

 

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O filme de Marco Bellocchio, Sweet Dreams, foi o escolhido para abrir esta festa nostra no dia 5 de Abril, uma mostra que se prolongará até dia 13, tendo como desfecho o In Guerra Per Amore, de Pierofrancesco Diliberto. Entre as grandes novidades da secção Panorama conta-se os dois novos trabalhos de Roberto Andó (Le Confessioni - Políticos Não se Confessam) e Paolo Genovese (Perfetti Sconosciuti - Amigos, Amigos, Telemóveis à Parte).

 

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Serão seis os filmes presentes na habitual secção Competitiva, uma mostra repleta de novos nomes do cinema italiano e alguns ascendentes neste ramo. Já na Altre Visioni, dedicado ao cinema mais experimental e desafiante, teremos à nossa mercê quatro longas-metragens que melhor definem a maleabilidade da linguagem cinematográfica. A juntar ao já acostumado esquema de programação, as secções Il Corto (curtas-metragens), Piccolini (cinema de animação, este ano com o apoio da Monstra), e como não poderia deixar de ser, Amarcord, dedicado aos grandes clássicos de Itália.

 

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Neste último espaço, as novidades são imensas. O ciclo Dino Risi, um dos génios da comédia, o qual será composto por 10 longas-metragens, incluindo o unanimemente aclamado e famoso Il Sorpasso - A Ultrapassagem. Ainda, a reposição numa cópia 4k da obra-prima de Dario Argento, Suspiria, que à imagem do 8 1/2 , de Fellini, do ano passado, encontrará lugar nas salas UCI Corte-Inglês durante todo o festival. Por fim, outro clássico popular do cinema italiano, Trinitá, o Cowboy Insolente, com a dupla Bud Spencer (falecido ano passado) e Terence Hill a protagonizar esta fusão entre western spaghetti e comédia slapstick.

 

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Mas a Festa do Cinema Italiano não é apenas uma mostra de filmes, o festival será palco de um encontro entre produtores portugueses e italianos  com vias de lançar novas parcerias entre os dois países. A iniciativa, organizada pela associação Il Sorpasso, tem a colaboração do ICA, o MiBACT - Direzione Generale Cinema e a ANICA.

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:22
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O realizador de Som ao Redor e Aquarius, Kleber Mendoça Filho, vai presidir o júri da próxima Semana da Crítica de Cannes. Contando agora com a sua 56ª edição, a Semana da Crítica contará ainda com a produtora e directora artística do Festival de Cartagena, Diana Bustamante Escobar, o chefe de reportagem do site Indiewire, Eric Kohn, directora do Cinema Metropolis, o primeiro cinema arthouse do Líbano, Hania Mroué e o actor Niels Schneider como jurados.

 

Recordamos que a Semana da Crítica, secção paralela do Festival de Cannes, é dedicado à promoção de novos talentos do cinema, exibido uma mostra composta por primeiras e segundas obras.

 

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publicado por Hugo Gomes às 16:36
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