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26.9.17

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Leonardo DiCaprio e Martin Scorsese têm outro projecto em mãos. Segundo a Deadline, o actor irá interpretar o 26º Presidente dos EUA, Theodore Roosevelt, numa cinebiografia dirigida pelo próprio Scorsese para a Paramount Pictures. A mesma fonte adianta que o filme irá explorar os anos anteriores à sua presidência, focando sobretudo na sua ascensão politica e o seu papel na Guerra Hispano-Americana (1898).  

 

É de recordar que a dupla prepara ainda a adaptação do livro "Killers of the Flower Moon: The Osage Murders and the Birth of FBI", escrito pelo jornalista David Grann. Um projecto arrastado há anos que remonta a década de 1920, onde a tribo indígena Osage tenta resistir ao Governo e à apropriação das suas terras para fins de exploração mineira. A produção tem estreia agendada para 2019.

 

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O realizador encontra-se ainda nas rodagens de The Irishman, que marca o regresso do trio de sucesso: Martin Scorsese, Joe Pesci e Robert De Niro, os quais trabalharam juntos em filmes como Goodfellas (1990) e Casino (1995).

 

Baseado em factos reais, o filme é a adaptação do livro I Heard You Paint Houses, da autoria de Charles Brandt, e segue o percurso de Frank «The Irishman» Sheeran, ex-líder sindical acusado de envolvimento no crime organizado, e em diversos assassinatos. Entre as suas vítimas estaria Jimmy Hoffa.

 

Ainda no elenco com Al Pacino e Harvey Keitel, The Irishman é uma produção Netflix que terá a sua estreia no final de 2018.

 

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publicado por Hugo Gomes às 22:58
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19.5.17
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Um porquinho chamado … Netflix!

 

Balde de água fria! Okja não é mais que um produto que se joga sobre competências industriais para captar um cinema apto para todos, e não o oposto (nada contra o acessível, mas filmes que forçam para isso é outra história). É o modelo de filme familiar acasalado com um negro panfleto da PETA, a alternativa dispendiosa de uns "cowspiracy". Contra o consumo excessivo de carne, subsequente os questionáveis processos de criação em massa, uma campanha green servida de propósito para a Netflix.

 

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A plataforma, agora virada em produtora, ambiciona um tom de cinismo a toda esta obra de gado mutante e de civilização “selvagem”, e para isso contratam Bong Joon Ho, que à imagem do seu anterior Snowpiercer consegue invocar tamanha sensação de “máscara” logo nos créditos iniciais. Mas visto que falamos de um realizador habituado a criaturas digitais (basta relembrar a sua variação kaiju em The Host), Okja aposta forte e feio no seu animal computorizado, cuja intenção não é mais que construir um vínculo emocional entre este suíno-hipopótamo com a jovem Seo-Hyun Ahn, e assim, sucessivamente com o espectador (numa grotesca réplica da matriz Disney). Ligação essa que se remeterá como o objectivo priorizado de uma aventura em modo veloz e furioso.

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Uma produção a cumprir agenda, com toques de clara minimização de um ambiente pesado que, porventura, irá surgir num terceiro ato, aqui o fantástico culminado pelos avanços tecnológicos a servir de protótipos do nosso quotidiano e parabolizá-lo em contornos apocalípticos. Contudo, Okja é um filme maniqueísta, aborda questões, mas não possui a tamanha coragem para contrair uma ambiguidade, o resultado é iminente, mesmo com uma simulação de PETA em jeito caricatural, é a sua miopia que nos leva a lugares sem saída possível.

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Diríamos antes, que Okja é a Maria Antonieta dos filmes, confrontada com a fome mundial e a sobrepopulação (uma situação que parece ninguém querer arranjar uma solução), manda-nos literalmente comer “ervinhas”. Falta o outro lado, e para este filme de Boong Joon Ho falta a convicção da sua palavra! Sobra com isso Tilda Swinton, a nossa pitoresca sem medo de se humilhar.

 

Filme visualizado no 70º Festival de Cannes

 

Real.: Bong Joon Ho / Int.: Tilda Swinton, Paul Dano, Seo-Hyun Ahn, Jake Gylenhaal, Lily Collins

 

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4/10

publicado por Hugo Gomes às 19:26
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