Data
Título
Take
25.3.17

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A animação sueca Ma Vie de Courgette, de Claude Barras, foi premiado na 16ª edição da MONSTRA. O júri laureou o filme com o cobiçado Grande Prémio, distinguindo-o "pela sua sensibilidade e sua capacidade de expressar o espírito das crianças, através de um trabalho de uma animação subtil, encontramos um filme bonito e poético." Com estreia prevista para Maio deste nas salas portuguesas, o filme contou também com o Prémio do Público na mesma categoria.

 

O videoclip do músico Samnuel Úria, realizado por Pedro Serrazina, É Preciso que Eu Diminua, venceu o Prémio de Melhor Filme Português - Prémio SPA | Vasco Granja. Já o filme francês Periferia, de David Coquart-Dassault, saiu-se como o triunfante da categoria de curta-metragem.

 

Destaca-se ainda o norueguês Ludovigo e Luca – A Grande Corrida do Queijo na distinção de Melhor Filme para a Infância e Juventude, o filme Window Horses – A Epifania Poética Persa de Rosie Ming de Ann Marie Fleming pela Menção Honrosa e ainda Louise à Beira-Mar, de Jean-François Laguionie, pelo Prémio Especial do Júri.

 

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PALMARÉS MONSTRA 2017
 
COMPETIÇÃO MONSTRINHA – CURTAS PARA INFÂNCIA E JUVENTUDE 
Júri: João Jaime, Luísa Violo, Michel Simeão
 
Menções Honrosas
CATEGORIA PAIS E FILHOS
Caminho dos Gigantes / Way of Giants – Alois Di Leo | Brasil | 2016 | 12’
CATEGORIA 3 AOS 6
Teia de Aranha / The Gossamer – Natalia Chernysheva | Rússia | 2016 | 4´
CATEGORIA 7 AOS 12
O Senhor Pau / Stick Man –  Jeroen Jaspaert, Daniel Snaddon | Reino Unido | 2015 | 27´
CATEGORIA MAIS DE 13
O Tribunal / The Courthouse – Estelle Costedoat, Antoine Engels, Julien Fradin, Florian Gourdin, Pierre-Edouard Mérien, Olivier Royer | França | 2016 | 7´
 
Prémios do Público
CATEGORIA PAIS E FILHOS
Pat e Mat – Sumo de Laranja / Pat and Mat – Orange Juice – Marek Beneš | República Checa | 2016 | 8´
CATEGORIA 3 AOS 6
Na Jaula / In a Cage -  Loic Bruyere | França | 2016 | 6´
CATEGORIA 7 AOS 12
O Senhor Pau / Stick Man –  Jeroen Jaspaert, Daniel Snaddon | Reino Unido | 2015 | 27´
CATEGORIA MAIS DE 13
O Tribunal / The Courthouse – Estelle Costedoat, Antoine Engels, Julien Fradin, Florian Gourdin, Pierre-Edouard Mérien, Olivier Royer | França | 2016 | 7´
 
Grande Prémio Monstrinha
Amoras / Cloudberry –  Polina Minchenok | Rússia | 2015 | 8’
 
 
COMPETIÇÃO AMENDOIM DE OURO
 
Amendoim de Bronze
69SEC –  Laura Nicolas | Bélgica | 2016 | 1’42
Amendoim de Prata
O D de David / The D in David –  Michelle Yi, Yaron Farkash | EUA | 2016 | 2’06
Amendoim Ouro
Sr. Patola de Pés Azuis / Mr. Blue Footed Booby –  Gino Imagino | Equador | 2015 | 2’19
 
 
 
COMPETIÇÃO ESTUDANTES
Júri: Joana Nogueira, Jonathan Hodgson, Juan Pablo Zaramella
Júri júnior: Ana Rita Margaço, João Vermelho, Adriana Abreu, Raghuraj Rai
 
Menções Honrosas
Corpo Estranho / Foreign Body – Marta Magnuska | Polónia | 2016 | 7′
Onde as nossas memórias estão / Where our memories are –  Yuriko Ogawa | Reino Unido | 2016 | 4′
 
Melhor Curta de Estudantes Portuguesa
Lugar em Parte Nenhuma / A Place in Nowhere –  Bárbara de Oliveira, João Rodrigues | Portugal | 2016 | 6′
 
Melhor Curta de Estudantes
Olha Apenas para Mim / Look at Me Only –  Tomoki Misato | Japão | 2016 | 8′
 
Menções Honrosas
Eidos – Elena Ortolan | Itália | 2016 | 5′
 
A Mesa / The Table –  Eugène Boitsov | França | 2016 | 4′
 
Uma História de Amor / A Love Story –  Anushka Kishani Naanayakkara | Reino Unido | 2016 | 7′
 
Melhor Curta de Estudantes Portuguesa
Lugar em Parte Nenhuma / A Place in Nowhere –  Bárbara de Oliveira, João Rodrigues | Portugal | 2016 | 6′
 
Melhor Curta de Estudantes
Steven Vai ao Parque / Steven Goes to the Park – Claudia Cortés Espejo | Bélgica | 2016 | 6′
  
 
 
COMPETIÇÃO CURTÍSSIMAS
Júri: Pedro Letria, Vera Neubauer, Meenakshi e Vinay Rai
 
Menções Honrosas
A verdade mais sombria sobre o amor/ The Darkest Truth About Love – Lara Lee, Hannah Jacobs | Reino Unido | 2015 | 1’49
 
Aftermath – Layla Atkinson | Reino Unido | 2015 | 3′
 
Tekkol –  Jorn Leeuwerink | Países Baixos | 2015 | 2′
 
Melhor Curtíssima Portuguesa
A lenda de Stingy Jack / Stingy Jack´s Tale - Andreia Reisinho Costa | Portugal | 2016 | 2’52
 
Melhor Curtíssima
Circuito de Bicicleta / Tour – Jasmijn Cedee | Bélgica | 2016 | 2’21
 

COMPETIÇÃO LONGAS
Júri: Andrea Basilio, Claudia Bolshaw, Olivier Cotte, Pedro Brito, Zsuzsanna Kreif
 
Melhor Filme Infância e Juventude
Ludovigo e Luca – A Grande Corrida do Queijo / Louis & Luca – The Big Cheese Race, Rasmus A. Sivertsen | Noruega | 2015 | 78′
 
Menção Honrosa
Window Horses – A Epifania Poética Persa de Rosie Ming / Window Horses – The Poetic Persian Epiphany of Rosie Ming – Ann Marie Fleming | Canadá | 2016 | 89’
 
Prémio Especial do Júri
Louise à Beira-Mar / Louise by the Shore – Jean-François Laguionie | França, Canadá | 2016 | 75’
 
Grande Prémio MONSTRA
A minha vida de Courgette / My Life as a Zucchini – Claude Barras | França, Suíça | 2016 | 70’
 
Prémio do Público
A minha vida de Courgette / My Life as a Zucchini – Claude Barras | França, Suíça | 2016 | 70’
 
 
 
COMPETIÇÃO CURTAS
Júri: Andrea Basílio, Andrea Martignoni, Géza M. Tóth, Irena Jukic Pranjic, Tiago Neves de Albuquerque
 
Menções Honrosas
O Vómito de Verão é a Delícia do Inverno / Summer’s Puke is Winter’s Delight – Sawako Kabuki | Japão | 2016 | 3′
 
Acidentes, Erros e Calamidades / Accidents, Blunders and Calamities – James Cunningham | Nova Zelândia | 2015 | 5′
 
Melhor Filme Experimental
Squame – Nicolas Brault | Canadá | 2015 | 4´
 
Melhor Curta Portuguesa
Chatear-me-ia Morrer Tão Joveeeeem… / It Would Piss Me Off To Die So Yoooooung… – Filipe Abranches | Portugal | 2016 | 16′

Prémio Especial do Júri
Entre as Ondas Negras / Among the Black Waves – Anna Budanova | Rússia | 2016 | 11′
 
Grande Prémio MONSTRA - CURTA
Periferia / Peripheria – David Coquard-Dassault | França | 2015 | 12′
 
Prémio do Público
Blind Vaysha - Theodore Ushev | Canadá | 2016 | 8´
 

COMPETIÇÃO PORTUGUESA – SPAUTORES/VASCO GRANJA
Júri: Falk Schuster, Giannalberto Bendazzi, Paula Tavares
 
Menções Honrosas
Chatear-me-ia Morrer Tão Joveeeeem… / It Would Piss Me Off To Die So Yoooooung… – Filipe Abranches | Portugal | 2016 | 16′
Última Chamada / Final Call – Sara Barbas | Portugal | 2016 | 12′
 
Melhor Filme Português – Prémio SPautores / Vasco Granja
É preciso que eu diminua / It is necessary that I diminish – Pedro Serrazina | Portugal | 2016 | 4′

Prémio do Público
Última Chamada / Final Call - Sara Barbas | Portugal | 2016 | 12´

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:04
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24.3.17

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Ma Vie de Courgette separa-se do destino do próprio e homónimo protagonista, Courgette, a sorte bateu à porta desta longa-metragem de animação stop-motion assinado pelo suíço Claude Barras. Uma passagem feliz no Festival de Cannes, uma nomeação ao Óscar, para além de ter sido o candidato suíço à categoria de Melhor Filme de Língua Estrangeira, e agora, a alta distinção na 16ª edição da MONSTRA. Ma Vie de Courgette enche-se de orgulho, mas talvez nem tudo foi uma questão de sorte e o filme fala por si. O Cinematograficamente Falando … teve a honra de conversar com o realizador sobre esta sua preciosa criação, um conto infantil agridoce com todos os requisitos do cinema social europeu, e claro, uma alternativa ao mercado imperativo da Disney. As crianças requerem diversidade, assim como nós. 

 

Como surgiu a ideia para este filme?

 

Quando tinha 10 anos li um livro que achei muito bom (Autobiographie d'une courgette), e me lembrava as séries de órfãos como Nobody's Boy: Remi ou a Heidi. Hoje em dia há menos diversidade de filmes para crianças, não há muitos filmes realistas ou que simplesmente falam da realidade para os mais novos. Foi por isso que decidi adaptar o livro.

 

Courgette é um pouco diferente dos outros filmes. Em vez de ser um filme para crianças, é um filme sobre crianças.

 

É uma abordagem realista sobre a infância na animação, a dirigir-se também às crianças e com a estrutura de um conto. 

 

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Como funcionou o processo de stop-motion?

 

Influenciou o lado realista no uso da luz e da mise-en-scène, a partir de marionetas muito simples para a animação. Foram 12 fotos por segundo com a pessoa que manipula a marioneta altera os braços, as pernas, a boca, faz pestanejar, imagem por imagem.

 

Em relação ao design, houve quem apontasse como uma influência ao universo de Tim Burton?

 

Sim, adoro os filmes dele, sobretudo pelo aspecto gráfico. Mas também sei que ele foi influenciado pela Rankin / Bass, uma dupla de cineastas da década de 60 que também recorriam ao uso de marionetas, portanto, também me baseie no trabalho deles.

 

Acha que o Tim Burton vai gostar de ver o seu trabalho?

 

Não sei, espero que sim. (Risos)

 

O The Guardian aclamou que o seu filme era um "Ken Loach para as crianças".

 

Gosto muito dos Ken Loach, dos Dardenne, aquele cinema social europeu. Sim. Penso que sim, que possa ser visto dessa maneira, cinema social de animação.

 

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É um statement político aquele que faz no filme, contra o mercado da Disney na animação?

 

Penso que as crianças têm necessidade de diversidade e que este é um pouco diferente dos outros. Penso que fiz bem em comparar a animação à realidade, à sociedade, à violência, à sexualidade, mas através de um muro, que é o da esperança. Os filmes da Disney são muito caros e têm menos liberdade no sujeito que abordam. Ao fazer um filme com um orçamento menor, consigo ter a liberdade que quero.

 

Como se sentiu por Courgette ser a sua primeira longa-metragem?

 

Estou muito contente com o resultado, foi muito duro. Mas é um filme colectivo, com uma grande colaboração técnica. Também estou feliz porque acho que vou continuar a dirigir-me às crianças com um lado ecológico, com estes temas importantes e que nos fazem reflectir.

 

Como foi colaborar com a argumentista Céline Sciamma?

 

Gostei muito, admiro imenso o trabalho dela e foi o meu produtor que me propôs trabalhar com ela. Já tinha as personagens e uma primeira versão do argumento e, portanto, trabalhámos ao longo de um mês. Pelo meio tivemos uma pequena discussão, mas tive a impressão de que ela estava a escrever para mim. Ficámos a conhecer-nos bem pessoalmente e com a promoção do filme ficámos muito amigos.

 

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Alguns pensamentos sobre a nomeação aos Óscares e a passagem pelo Festival de Cannes?

 

Durante a rodagem, sabia que o filme agradaria às crianças, mas não tinha tanta certeza o quanto iria agradar uma audiência adulta. A passagem por Cannes foi muito forte, intensa, violenta porque creio que dei mais de 100 entrevistas em apenas três dias [risos]. Mas foi uma chance enorme passar por um festival que deu uma projecção tremenda ao filme. A quantidade de jornalistas que falaram do filme atraiu um grande número de pessoas para vê-lo. Porque, infelizmente, é difícil filmes assim encontrarem um público.

 

Depois de Cannes passei 2 meses a fazer 30 projecções nos EUA. O produtor do filme tinha dinheiro para permitir a cobertura por revistas e pôs em movimento uma máquina de guerra. Para a selecção, são 200 pessoas que votam e foi bom ter a energia e dinheiro para fazer o filme chegar até elas. É uma competição difícil, é necessária muita publicidade. Mas gostei de ganhar e de ir à cerimónia, mesmo não tendo ganho, mas o único filme de animação não-americano a ser premiado com o Óscar até à data foi Spirited Away, por isso nada a fazer.

 

E quanto a novos projectos? Vai ficar-se pela stop-motion?

 

Sim, gosto muito da técnica que ora está perto da animação, ora se aproxima do cinema "live action", graças ao uso da luz e do mise-en-scène. Tem uma certa veia directa como o teatro e com a perfomance, daí poder surgir algo espontâneo o e que é muito bonito.

 

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publicado por Hugo Gomes às 14:28
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23.3.17

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O meu nome não é Ninguém … é Courgette!

 

Icare, mais conhecido como Courgette, é um rapaz de nove anos cujo infortúnio bateu-lhe à porta, a sua mãe morre. A criança é assim transportada para um orfanato onde tentará conviver com outros na mesma situação, ou não, que ele. Sob o olhar atencioso de Raymond, um policial que encarregou-se do seu caso, Courgette tentará aprender por entre a sua vida caótica encontrar a felicidade nas pequenas coisas.

 

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A primeira longa-metragem do suíço Claude Barras é uma aventura espirituosa que se assume como uma afronta ao legado mercantil da Disney, através de uma duração com mais de uma hora (não mais que isso), consegue construir uma trama igualmente emocional sem o utensílio de conflitos demarcados nem da requisição de moralidades maniqueístas. Trata-se de um filme sobre crianças, ao contrário da tendência de filmes para criança, uma obra honesta nas ambições dos seus "heróis" e verdadeiramente presente nestas.

 

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Courgette, a figura, capta a nossa atenção pelo seu jeito doce, inocente e Claude Barras, sob a colaboração de Céline Sciamma (autora do argumento adaptado de uma obra de Gille Paris), invocam devidamente essa ingenuidade digna de enfant. No meio desse olhar deliciado e subjugado aos efeitos de um tom intrinsecamente agridoce, Ma Vie de Courgette é aquilo que poderemos identificar como dois em um. Uma animação stop-motion que encara o infortúnio como um ciclo vivente e despejado (sem vozes panfletárias) na superação, e ao mesmo tempo, uma subversiva visão para com o sistema de tutor educacional e de adopção.

 

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Em tempos de Bambi, onde a morte é vista como um trauma incontornável mas parte integra da vida (tal como ela é sem floreados) Ma Vie de Courgette poderia ter-se triunfado por entre a audiência mais jovem, mesmo com as claras sugestões que encontramos em determinadas personagens, mas numa época como aquela que se vive hoje, onde os nossos filhos estão sob uma constante, e por vezes alarmante, vigilância e protecção (e nisso reflecte a qualidade dos desenhos animados que assistem), o filme de Claude Barras apenas será restringido a um público adulto.

 

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Porém, espera-se que haja um passa-a-palavra, Ma Vie de Courgette, que teve a ventura de estrear em Cannes com algum entusiasmo e a nomeação ao Óscar ao lado de outros concorrentes de peso como Kubo and the Two Strings e Le Tortue Rouge (o prémio, que infelizmente, caiu nas mãos do mais previsível e formatado candidato), é um mimo para a nossa sensibilidade. Um mimo acima do que aquilo que realmente merecemos!

 

Filme visualizado na 16ª Monstra: Festival Internacional de Animação de Lisboa

 

Real.: Claude Barras / Int.: Gaspard Schlatter, Sixtine Murat, Paulin Jaccoud

 

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8/10

publicado por Hugo Gomes às 21:42
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16.3.17
16.3.17

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publicado por Hugo Gomes às 15:38
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7.1.17

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O filme suíço Ma Vie de Courgette (My Life as a Zucchini), de Claude Barras, apontado como um eventual candidato aos Óscares da Animação deste ano, contará com antestreia portuguesa na próxima edição da Monstra | Festival de Animação de Lisboa.

 

Apresentado pela primeira vez na Quinzena de Realizadores de Cannes, Ma Vie de Courgette, sobre a história de um rapaz que após o desaparecimento da sua mãe é forçado a viver num orfanato, conquistou no Festival de Annecy o Prémio do Público e o Cristal para Longa-Metragem (o mais importante galardão desse certame). De momento, conta com uma nomeação aos Globos de Ouro.

 

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Ma Vie de Courgette irá integrar a Competição de Longas-Metragens do festival lisboeta ao lado de Molly Monster, de Ted Sieger, que teve estreia na passada edição do Berlinale e que conta com uma premiação no Shangai Film Festival. O enredo de Molly Monster centrará nas aventuras de um amoroso monstro.

 

Monstra | Festival de Animação de Lisboa, terá lugar nos dias 16 e 26 de Março de 2017.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 12:11
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12.3.16

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Os estúdios Ghibli voltam a ser premiados na MONSTRA I Festival de Animação de Lisboa. Depois de Tale of Princess Kaguya ter vencido a edição anterior, When Marnie was There, conquista o Grande Prémio da Competição de Longas-Metragens. Considerado o discípulo do lendário Hayao Miyazaki, Hiromasa Yonebayashi adapta o  romance de Joan G. Robinson, cuja história centra numa jovem rapariga, Ana, que por razões de saúde vai passar o Verão numa cidade à beira-mar. Sem amigos e bastante solitária, Ana conhece a misteriosa Marnie, residente de uma isolada mansão no pântano. When Marnie Was There foi uma das animações nomeadas ao Óscar desta última cerimónia.

 

Destaque ainda para o vencedor da Competição Nacional, Amélia & Duarte, de Alice Guimarães e Mónica Santos, e de April and the Extraordinary World, de Christian Demares, que foi laureado com o Prémio de Público.

 

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COMPETIÇÃO MONSTRINHA

 

Pais E Filhos
Between Times


Menções Honrosas
3 Aos 6 - Morphium
7 Aos 12 - One, Two, Tree
+ De 13 - Guida


Prémio do Público Monstrinha
3 Aos 6 - Counting Sheep
7 Aos 12 - Hola Llamigo

+ De 13 - Rapsodie En Rose


Grande Prémio Monstrinha
The Story Of Percival Pilts

 

 

PRÉMIO DO PÚBLICO
Categoria Pais E Filhos

Dji. Death Sails


Categoria 3 Aos 6
Counting Sheep


Categoria 7 Aos 12
Hola Llamigo


Categoria Mais de 13
Rapsodie En Rose

 

 

COMPETIÇÃO AMENDOIM DE OURO

 

Amendoim De Bronze
My Dear Gnome


Amendoim De Prata
By The Name Of Boston


Amendoim De Ouro
Otto

 

 

COMPETIÇÃO DE ESTUDANTES

 

Menções Honrosas
Whitin
Afternoon Class
Life Smartphone
Fox Fears


Prémio Do Público
Afternoon Class


Melhor Curta De Estudantes Portuguesa
Meada


Melhor Curta De Estudantes
Edmond

 

 

COMPETIÇÃO DE CURTÍSSIMAS

Menções Honrosas
Otto
At First Sight


Melhor Curtíssima Portuguesa
FRRT FRTT FRT FRRTT


Melhor Curtíssima Internacional
By The Name Of Boston

 

 

COMPETIÇÃO DE LONGAS-METRAGENS

Prémio Do Público
April And The Extraordinary World


Melhor Filme Para a Infância e Juventude
Phantom Boy


Melhor Banda Sonora
April And The Extraordinary World


Prémio Especial do Júri
Little From The Fish Shop

 

Grande Prémio MONSTRA
When Marnie Was There

COMPETIÇÃO DE CURTAS-METRAGENS

Menções Honrosas
Splintertime
In The Distance
The Master


Prémio do Público
One, Two, Tree


Melhor Filme Experimental
Veil


Prémio Especial do Júri
Under Your Fingers

 
Melhor Curta-Metragem Portuguesa
Estilhaços

 


GRANDE PRÉMIO MONSTRA CURTA
Sunday Lunch

 

 

COMPETIÇÃO PORTUGUESA

Menções Honrosas
Estilhaços
Pronto, Era Assim
Nossa Senhora Da Apresentação

 
Prémio do Público
Estilhaços


Melhor Filme Português - Prémio SPA | Vasco Granja
Amélia & Duarte

 

 

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Ver Também

MONSTRA promete muita animação para Lisboa nos próximos dez dias!

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 22:20
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10.3.16

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Bill Plympton chega a Portugal, em alturas da MONSTRA, para apresentar o seu último trabalho, Revengeance, para além de dirigir uma masterclass direccionada a todos aqueles cuja animação é uma arte a ser seguida. Um dos animadores independentes de maior renome dos EUA dialogou com o Cinematograficamente Falando …, numa conversa que visa o futuro da animação, as diferentes perspectivas e as dificuldades de vingar neste meio fora dos grandes estúdios do género e o seu envolvimento no The Prophet. Contudo, ainda teve tempo para falar-nos sobre Kanye West!

 

 

Já esteve presente na edição de 2010 da Monstra. Este é o segundo ano que vem a Lisboa em alturas do Festival, certo? Como é regressar à capital portuguesa?

 

Para ser honesto, Lisboa é uma das minhas cidades preferidas. No dia de folga, fui para a praia, comi peixe num restaurante mesmo encostado ao mar. Excelente vinho, um óptimo sol, boa arquitectura, pessoas simpáticas, isto é um paraíso. Por isso desejei voltar.

 

 

Sendo independente, como consegue financiamento e produzir os seus filmes? Sabemos também que recorre várias vezes ao Kickstarter.

 

Já tinha usado o Kickstarter antes, na restauração do clássico The Flying House, a curta-metragem de Windsor McCay. Pedíamos 10 mil dólares e conseguimos 19 por ele. Sim, fiquei feliz. No caso de Cheatin, comecei por pedir 75 mil dólares e alcancei os 100 mil, foi de loucos, o que é bom. Por isso, devo dizer que amo o Kickstarter.

 

Enquanto para Revengeance, o meu novo filme, o qual vou mostrar alguns clipes no festival, começámos com os 80 mil, e chegamos aos 90. Sendo uma excelente maneira de evitar uma ida a Los Angeles para fazer Pitching Sessions com executivos de Hollywood.

 

Primeiro, porque não sou um grande nome. Ninguém sabe quem eu sou. Segundo, eu não tenho um grande estúdio. Terceiro, os meus filmes não são animados por computador como os que são direccionados a crianças. Eles são bastante adultos, independentes e penso que eles não vão "dar-me" dinheiro Por isso é bem melhor eu dirigir-me aos meus fãs, pessoas que realmente gostam do meu trabalho. Como tal, o Kickstarter é importante no desenvolvimento dos meus projectos.

 

Não sei se sabem muito sobre Kickstarter, mas esta plataforma não se resume a somente filmes ou animações, serve também para jogos, restaurantes, músicos, teatros, dança, bem como todas as artes. É por acaso um óptimo recurso para diferentes artistas criarem algo único.

 

 

E como consegue distribuí-los?

 

Esse é o problema. Nos EUA é muito difícil, simplesmente porque os americanos com tanta Disney e Pixar julgam que a animação é apenas restringida a crianças. Isso incomoda-me visto que na Europa tal não é um problema. Eles aceitam animações para graúdos. No Japão a mesma situação, aliás, eles possuem uma mente aberta em relação ao que a animação poderá ser.

 

Mas por exemplo, quando terminei Cheatin mostrei a um dos meus amigos, que é distribuidor, a julgar que eventualmente poderia gostar de distribui-lo. Ele olhou para mim e disse: "Sabes Bill, existe nudez no teu filme", assustador (ironia), o que é de doidos até porque existe bastante nudez em quase metade dos filmes de Hollywood.

 

Não entendo o porquê de não existir nudez na animação. Porque esta tem que ser uma "arte para crianças"? É um problema que eu tenho com os EUA, tornando-se prejudicial para a distribuição dos meus filmes.

 

No entretanto, distribuo-os através dos meus próprios meios: pela internet, DVDs. Acabo por fazer algum dinheiro, mas nada que me torne rico como os distribuidores de outros tipos de filmes. Isso acaba por ser um problema!

 

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Então para si, a animação é mais que um divertimento para crianças. É isso?

 

Absolutamente. Sabes, quando era criança adorava animações, desde Bugs Bunny até ao Daffy Duck, passando pelo Roadrunner, mas quando cheguei à fase adulta desejava ver ideias maduras, ideias que reflectissem aquilo que eu pensava, a minha imaginação, e ninguém o fazia. E pelos vistos era impossível alguém o fazer.

 

Penso que os EUA estão 50 anos atrás da Europa em termos de aceitar ideias diferentes no sector da animação. Eu espero que mude e que possa contribuir para essa mudança. Espero que chegue o dia em que os EUA aceite por fim essas novas visões na animação.

 

 

Você começou a sua carreira como cartoonista?

 

Sim, ilustrador.

 

 

De que maneira é que isso influenciou o seu trabalho?

 

Muito. Em primeiro lugar no humor. Eu fiz demasiados "cartoons" para revistas adultas; Hustle por exemplo, quase todos com conteúdo sexual, até porque é isso que motiva dinheiro. Como também fui ilustrador para artigos de revistas, e como tal eu adoro a técnica, a anatomia, adoro criar formas, uma "coisa" rara no cinema de animação independente, visto que existem muitas pessoas com excelentes ideias mas sem talento para o desenho. Como podem ver, eu adoro desenhar, adoro fazer mãos, faces, distorções, penso que isso é o ki do meu sucesso.

 

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O que pode dizer sobre Revengeance, o seu novo filme.

 

Eu não escrevi a história. Foi escrita por um sujeito chamado de Jim Lujan. Ele chegou a mim através de uma conferência que eu dei na Comic-Con e tornámo-nos grandes amigos. Divertimo-nos imenso e coisas do género. Ele deu-me uns DVDs para que eu pudesse ver o seu trabalho, aliás, eu recebo imensos quando vou à Comic-Con.

 

Três anos depois, num dia chuvoso em Nova Iorque, estava aborrecido e peguei num dos seus DVDs e vi. Foi fantástica a maneira como as suas personagens tinham uma noção de humor bastante idêntica à minha, assim como as minhas narrativas. Ele fez as vozes, o que é óptimo, visto que sabe fazer boas vozes, música, escrever as suas próprias histórias, mas mesmo assim pensei que ele precisava de ajuda. Porque os desenhos que ele fez eram péssimos. Bastante crus, aliás. Como tinha tempo e talento para fazer a animação, virei-me para ele e disse: "tu escreves a história e se eu gostar, animo-a".

 

Três meses depois, ele entrega-me o argumento e foi realmente algo divertido, muito bom, com diálogos sólidos, personagens com uma psicologia bem definida, ao jeito do film noir com toques de Tarantino western. Quase como um pulp fiction.

 

Há dois anos para cá, comecei a desenhar, mas tive que interromper, julgo que comecei a trabalho no The Prophet, em alguns anúncios, e mais alguns projectos para que pudesse fazer dinheiro. A boa notícia é que terminei ontem, fiz o último desenho de Revengeance.

 

 

E quantos desenhos tem o filme?

 

Cerca de 20 a 30 mil. Algo parecido. Mas foi feito de uma maneira bastante peculiar, foi desenhado com "sharpie pen", que é diferente do lápis, o qual se podia apagar. Dá um look diferente, e até bastante rápido com isto. As personagens tornam-se bastante simples, quase primitivas, quase como "child-like", muito ingénuas. É um estilo diferente e único. Mas penso que as pessoas vão gostar, é bastante diferente do meu estilo.

 

 

Nos anos 60, você enviou desenhos para a Disney mas acabou por ser recusado. Se actualmente o convidassem para integrar a equipa, aceitaria?

 

Dependia do negócio. Eu sinto inveja com o tipo de distribuição que eles têm, o tipo de marketing, a promoção, e a reunião de grandes talentos a cooperar para fazer um grande projecto.

 

 

Mas já chegou a ser convidado pela Disney, certo?

 

Sim, já o fizeram, mas apenas como animador. De momento gostaria de trabalhar como argumentista, realizador ou até mesmo ter envolvimento com a produção e história do filme.

 


Mas julgo que eles têm medo de mim, sentem-se repugnados pela quantidade de sexo e violência, pelo surrealismo. É tipo:"ele é um psicopata". Mas na realidade sou muito normal, muito do tipo pacífico. Eu somente deposito toda a minha loucura nos meus filmes.



Frisando. Sim, gostava que um dia a Disney, ou até a Pixar, trabalhassem num filme meu. Talvez no futuro, quem sabe.

 

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No seu top 10 da Criterion, você menciona o filme Brazil, de Terry Gilliam. Por norma, os críticos encontram influências desse cinema no teu trabalho. Concorda que existe realmente influência de Gilliam em si?

 

Bem, acho que todos os Monty Pythons tiveram influência no meu trabalho. Aquele humor surrealista, "deadpan" (performances de expressões vagas). Eu adoro esse tipo de humor. Aliás, tenho um filme, Push Comes to Shove, que é bastante "deadpan", com personagens a fazer coisas estranhas com as suas cabeças, mas mesmo assim indiferentes a esse absurdismo. É por isso que os Monty Python são uma grande influência para mim, não somente Terry Gilliam.

 

 

Mas já conheceu Terry Gilliam?

 

Terry sempre foi um bom amigo. Conheci-o ... julgo eu ... na estreia de um dos seus filmes em Nova Iorque e convidaram-me à sessão e à festa, apresentei-me e tornámo-nos amigos desde então.

 

Nós tínhamos muitos amigos em comum, por isso telefonei-lhe e perguntei-lhe se queria produzir o filme Idiots and Angels. Ele disse que sim, que adorava, não perguntou por nenhum dinheiro, simplesmente "usa o meu nome da maneira que quiseres". Sim, ele foi muito prestável. Aliás, ele adora apoiar outros artistas.

 

 

Mas essa perspectiva de animação adulta está aos poucos a mudar nos EUA. Basta ver a nomeação de Anomalisa aos Óscares.

 

Eu vi Anomalisa. Pena que não gostei assim tanto. Achei um filme único, bem especial até, mas para mim o problema foi ser demasiado lento. Eu, por outro lado, gosto de filmes mais visuais e entusiasmantes nesse sentido, mais surrealistas, coisas desse género. Mas fiquei bastante agradado pela sua nomeação ao Óscar, e por toda aquela publicidade que me fez inveja.

 

Julgo que os meus filmes são tão divertidos como o dele, mas ... hey... é Charlie Kaufman, por isso "devemos" dar-lhe imensa publicidade.

 

 

Mas é da opinião que os tempos estão a mudar para o sector da animação, incluindo mais diversidade?



Penso que vivemos tempos fantásticos no sector animado. Aliás, eu tenho vários estudantes nas minhas masterclasses.

 

O futuro é brilhante para todos que gostam de animação e que tenham talento. Existem actualmente muitos estúdios a produzirem filmes e não só nos EUA, China, Japão, França, Espanha e Portugal. É uma excelente oportunidade para procurar trabalho, procurar sucesso.



Mas agora, eles trabalham para estúdios, como também são independentes, e isso é o que eu faço. Eles podem estar em casa com o seu iMac a fazerem grandes filmes, a partir somente da sua imaginação e isso é uma excelente oportunidade. Uma oportunidade que eu não tinha quando era jovem.

 

Sempre julguei que era preciso ter "montes" de dinheiro, uma grande câmara, filmes da Kodak, grandes processos de filmagem, algo bastante difícil. Por isso, sim, são óptimos os tempos que se vivem actualmente.

 

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O que é costume os estudantes perguntarem nessas masterclasses?

 

Perguntam-me por trabalho (risos), pedem para mostrar os seus filmes, que os avalie, mas sinceramente não gosto de fazer isso, porque tenho medo de dizer "coisas" negativas.



Por vezes vejo algo brilhante como Jim Lujan, mas na maior parte das vezes, eles precisam de desenhar melhor, tornarem-se melhores artistas. Por vezes o storytelling não é bom. São jovens, é natural, como tal tenho medo de criticar demasiado o seu trabalho.



Eles também perguntam questões como aquelas que vocês [jornalistas] costumam perguntar-me: "se tivesse uma oportunidade de trabalhar com a Disney, Pixar, ou qualquer outro".

 

 

Como foi trabalhar no filme The Prophet?

 

Há cinco anos atrás, vieram-me perguntar se não queria "ilustrar" um dos segmentos animados do filme. Aliás, fui um dos primeiros a quem propuseram tal proposta.



Um dos produtores dirigiu-se a mim e disse algo que nunca mais voltaria a ouvir: "nós temos muito dinheiro, tanto dinheiro que não sabemos o que fazer com ele" (risos). Porque havia muita gente do Médio Oriente que se encontrava interessado no projecto, e isto foi antes de Salma Hayek estar envolvida. Eles andavam atrás de animadores, tentaram arranjar um realizador e foi então que surgiu Salma Hayek.

 

Depois seguiram-se três anos, nos quais não ouvi mais nada sobre o filme. Nesse período não me contactaram, mas depois deram-me a notícia: "bem, temos tudo preparado, Roger Allen está na direcção e a Hayek está na produção". E eu proclamei que queria fazer o segmento do "Prazer", e automaticamente responderam: "não, tu vais não fazer o Prazer, coisa nenhuma". O que foi mau, porque eu sou fã do prazer.

 

Eles queriam que eu fizesse o capítulo "Comida e Bebida", e sim, aceitei. Então fiz um storyboard, algo que eu julgava ser divertido, tendo como referência o livro e a personagem de Mustafá. Eles não gostaram, argumentaram que era demasiado divertido e estranho, então pediram para basear-me palavra a palavra do livro.

 

Não me importei e fiz a vontade. O resultado ficou bom. Muito expressionista, aliás. No ano passado, a Salma Hayek convidou-me para ir a Cannes para a antestreia do filme. Foi uma óptima experiência, numa festa bastante hollywoodesca que se seguiu do visionamento.

 

 

Já conta com duas nomeações para os Óscares, de que forma isso mudou a sua carreira?



Sim, sim, fui nomeado outra vez, o que foi bastante divertido. Aliás, com uma nomeação pode-se fazer qualquer coisa. Todos querem-te conhecer, dialogar contigo, trabalhar contigo.

 


E eles tem uma coisa chamada "Gifting Suite", conhecem?

 

 

Sim.



É de loucos! Foi no Beverly-Hilton Hotel, situando-se nos três últimos andares do hotel, com muitas salas. Aí, tu chegas lá e dizes que estás nomeado ao Óscar. Obviamente mostras o cartão como comprovativo, entras nessas salas e levas tudo o que quiseres; roupas, casacos, sapatos, óculos, ipads, ipods, tudo o que quiseres. Basta apenas tirar. Porque o que eles querem é que tu uses isso na cerimónia. Tudo porque somente estás nomeado para o Óscar, é de loucos.  A minha companheira, que era a minha produtora, obteve um colar de diamantes só para usar. São tempos loucos, que gostaria de reviver.

 

 

Fez um vídeo musical para Kanye West, pode-nos contar como foi essa experiência?



Ele cresceu em Chicago, e a mãe levava-lhe a essas compilações de curtas animadas. Curiosamente, ele lembrava-se dos meus filmes. Kanye gostava do meu trabalho. O que aconteceu é que o realizador francês Michel Gondry fez-lhe um vídeo, mas ele detestou, achou aquilo terrível. Por isso telefonou-me a meio da noite: "É Bill Plympton." "Sim" "Daqui é Kanye West, e preciso de um vídeo musical".

 

Só tinha uma semana para o fazer, por isso tinha que ser rápido, mas precisava de dinheiro e sabia quem era o Kanye West. Por isso aceitei. Tive que trabalhar bastante e até tarde, mas no final foi um sucesso. Teve première num grande programa da MTV. Mas o engraçado é que ele pagou-me com dinheiro do seu bolso, o que foi bom.

 

Eu gosto do Kanye, ele veio para o meu estúdio, eu desenhava e ele olhava através do meu ombro e dizia coisas como: "eu sou mais bonito que isso, faz-me melhor". Esse é Kanye West, é um génio, conhece música, a arte e é bastante visual.

 

Eu conheço pessoas que têm problemas com ele, mas ele foi simpático comigo, por isso ...

 

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publicado por Hugo Gomes às 17:02
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3.3.16

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A 15ª edição da MONSTRA | Festival de Animação de Lisboa, arranca hoje, dia 3 de Março e prolonga-se até dia 13, sob as comemorações dos 25 anos das produtoras Animanostra e Animais, e como tal dedica-as com sessões especiais. A mostra deste ano contará com mais 500 filmes, incluindo as produções da extinta Jugoslávia, assim como trabalhos provenientes dos “descendentes” do fragmento dessa nação: Croácia, Bósnia-Herzegovina, Sérvia e Eslovénia

 

Ainda serão apresentados as retrospectivas dos realizadores Bill Plympton e Jan Balej, o primeiro estará presente em Lisboa para apresentar o making of do seu próximo filme, Reveangence, que tem estreia prevista para o próximo ano, seguindo de uma pequena conversa com o público. Será também projectado o seu filme Cheatin, de 2013, e dirigirá ainda uma masterclass, onde irá desenhar, mostrar algumas curtas-metragens e falar da sua carreira enquanto animador independente.

 

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O checoslovaco Jan Balej, terá um dos seus filmes, A Pequena da Peixaria (Little From the Fish Shop), integrados na Competição de Longas-Metragens do Festival. Na retrospetiva ainda fazem ainda parte os filmes One Night in One City e Fimfárun 2, o vencedor do Prémio Melhor Longa-Metragem da MONSTRA em 2007. Juntamente com o britânico Michael Carrington, o realizador conduzirá ainda um workshop onde os participantes poderão acompanhar o processo criativo de um filme, desde a história à animação de duas marionetas em stop-motion e ainda terão a oportunidade de interagir com as próprias marionetas.

 

Entre os filmes presentes na Competição de Longas-Metragens deste ano, destaca-se O Profeta (The Prophet), um trabalho de Roger Allens (The Lion King) que conta com a colaboração de outros animados nos diferentes capítulos animados como Tomm Moore (On Love), Joan Gratz (On Work), Nina Paley (On Children) e o presente Bill Plympton (On Eating and Drinking). O filme tem como base a obra do escritor libanês, Kahlil Gibran, um dos poetas que mais vendidos em todo o mundo, considerado um herói literário. 

 

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A MONSTRA ainda presenteia-nos com a última produção dos estúdios Ghibli, When Marnie Was There (Memórias de Marnie), a segunda longa-metragem do discípulo de Hayao Miyazaki, Hiromasa Yonebayashi. Adaptado de um romance de Joan G. Robinson, a história centra numa jovem rapariga, Ana, que por razões de saúde vai passar o Verão numa cidade à beira-mar. Sem amigos e bastante solitária, Ana conhece a misteriosa Marnie, residente de uma isolada mansão no pântano. When Marnie Was There foi uma das animações nomeadas ao Óscar desta última cerimónia.

 

Com uma programação espalhada por toda a capital, a MONSTRA terá como principal foco, como já é hábito, no Cinema São Jorge. O Cinema Ideal e o Cinema City Classic de Alvalade também albergarão a dita selecção.

 

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publicado por Hugo Gomes às 13:23
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21.3.15

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A sua primeira aparição foi em 1995 numa das curtas-metragens das icónicas personagens da Aardman, Wallace & Gromit. Porém, nessa altura estávamos longe de adivinhar o percurso de êxito desta carismática personagem, Shaun the Sheep, por cá  A Ovelha Choné. Depois de uma série de mais de 130 episódios, spin-offs e curtas, a nossa ovelha é a protagonista da nova aposta nas longas-metragens animadas do estúdio. Por enquanto, foi um dos filmes em destaque da 15ª edição da MONSTRA: Festival de Animação de Lisboa. O Cinematograficamente Falando … teve o prazer de falar com os dois realizadores do filme, Mark Button e Richard Starzak. A estreia comercial do filme em Portugal está programada para Setembro de 2015.

 

 

 

Shaun the Sheep iniciou como um secundário de uma curta para mais tarde protagonizar uma série própria. Agora é estreia do seu primeiro filme. Como explicam o sucesso desta personagem?



Richard Starzak: Existem várias razões. Uma delas, eu penso que o universo da comédia slapstick é universal, quer na Europa, América, Japão ou Austrália. É uma linguagem universal, onde são poucos que têm uma perspectiva diferente, visto que não tem diálogos e é simples para a percepção em qualquer país.

 

Mark Button: Como personagem, nós sabemos que é bastante astuto e que tem um coração de ouro. E as crianças adoram a sua essência, o de fazer parte de um mundo secreto. Um mundo secreto das ovelhas. Penso que é isso que as crianças adoram. Mas tenho que dar crédito aos seus criadores, ao design da personagem, porque segundo dizem uma boa personagem animada consegue ser identificada somente pela sua silhueta. Basta apenas as sombras, não é preciso ver a personagem por inteiro, ou até o corte de cabelo para perceber que é Shaun the Sheep. E é isso que a torna acessível, ou seja, icónica.

 

 

 

Sendo Shaun the Sheep o vosso primeiro trabalho de direcção, como descrevem essa experiência?



M: Foi boa, bastante desafiante. Mas temos que entender não basta ter uma tarefa de realizador a 100%, mas sim de nos envolvermos em outras tarefas, todas elas de diferentes níveis. Adquiri imensa experiência em guionismo, ou seja, no lado do enredo, mas por outro lado não possuía experiência na vertente da animação, no design ou no desenho. Mas tínhamos uma boa equipa na Aardman, quer dizer, uma boa equipa que nos ajudou e nos fez entender toda essa parte da animação. Também tivemos uma boa equipa de produção, uma equipa com imenso talento, habilidade e experiência. Por isso podemos dizer que tivemos a melhor equipa que se poderia pedir. Eles ajudaram-nos imenso.

 

 

R: Sim, este foi o meu primeiro filme dirigido, apesar de ter realizado imensos episódios e ter escrito muitos também. Mas sim, foi uma experiência fantástica. Foi bastante estimulante. Por vezes assustador, porque é uma produção sem diálogos, mas acima de tudo foi fantástico, como também compensador, visto que é óptimo ver as audiências a rir nos momentos exactos, assim como chorar nos momentos certos.

 

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Como foi escrever o argumento de um filme de hora e meia, baseado numa série em que cada episódio não excedia os sete minutos de duração?

 

M: Acho, que primeiro de tudo, tivemos que ver a série tal como ela é, porque nós temos personagens muito fortes. Depois tentamos dar a essas personagens mais vida emocional, uma história sentimental. Como todos as boas animações, teríamos que ter uma história bastante emocional. Teríamos que diferenciar as personagens daquilo que inicialmente aparentam ser. O que nós definimos é que tínhamos que estabilizar a vida dentro da Quinta e fora da Quinta. Quer dizer, a oposição ao mundo rural à cidade. Achámos melhor colocá-los na Big City (Grande Cidade). Nós tínhamos uma história simples, mas com personagens fortes conseguimos criar um efeito de «extraterrestre», ou como se diz, um peixe fora de água, neste caso uma ovelha sem o seu rebanho. Por fim inserimos muitas piadas, comédia assim por dizer, mas claro, um lado mais emocional.

 

R: Em sete minutos não precisas uma ideia de uma piada para avançar profundamente, mas em alguns episódios já existia uma linguagem cinematográfica, o que nos sugeria que Shaun the Sheep poderia originar histórias mais longas. Sim, o desafio foi mesmo preencher esse tempo com a história de Shaun e o seu ponto de vista. Era exactamente isso que nós pretendíamos. Esse era o truque, o que acabou por ser compensador.

 

 

 

Como foi o processo de criação desta animação? Foi demoroso?

 

M: Sim, é bastante demoroso. Conseguíamos fazer dois segundos de animação por dia, isto num bom dia. Numa semana fazíamos dois minutos, isto numa boa semana. Mas Shaun the Sheep foi mais rápido que muito dos filmes de animação. Concretizamos a obra em 10 meses, o que foi bastante rápido para uma animação de stop-motion. É um processo em quase "slow-motion", mas bastante dinâmico. Nós tínhamos cenários reais, marionetas reais, propriedades reais, luzes, câmaras, todas as existências físicas. Os actores são os animadores e eles conseguem captar aquilo que pensamos através das personagem. Sim, eles são os grandes motivadores desta animação. São os nossos actores.

 

R: Bem, todos os filmes de animação são lentos [processo de criação]. Para fazer um com CGI é necessário a mesma disciplina. Precisas do mesmo esforço no design e na construção das personagens e cenários, a luz, a animação, são as mesmas coisas só que interpretadas num computador. Penso que fazer uma animação stop-motion é uma experiência satisfatória, fazer algo com presença física, e as crianças adoram "stop-frames" porque sabem que aquilo, de certa forma, existe. Todavia, há limitações. Por exemplo, no CGI não existe gravidade, elemento que existe no processo do "stop-frame". Então sentimos que temos que ir mais além daquilo que é minimamente requerido. Constantemente temos que pensar. Como vamos fazer isto? Como iremos meter esta personagem a voar? Coisas do género. É sempre desafiante, mas ao mesmo tempo divertido.

 

 

 

E quanto a novos projetos? O que vai ser do futuro de Shaun the Sheep?

 

R: Iremos fazer mais episódios, estamos a preparar um especial de Natal chamado Farmer's Lhamas. Esperemos que o estúdio também deseje fazer um novo filme de Shaun the Sheep, e algumas ideias que de momento não podemos adiantar.

 

M: Penso que o estúdio terá um futuro brilhante e que integrará parte do futuro da animação, pois eles estão a trabalhar para isso, assim como nós. Irá ser um percurso entusiasmante. Diversos filmes irão ser rodados e, ao contrário do que as pessoas dizem, que o stop-motion é uma moda velha e ultrapassada, pensamos que este tipo de animação terá um futuro brilhante.

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:50
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O último filme de Isao Takahata, The Tale of the Princess Kaguya (ler critica), foi o grande vencedor da 15ª edição da MONSTRA, tendo conquistado  o Grande Prémio RTP de Longas-Metragens, por outro Song of the Sea, de Tomm Moore, foi consagrado com o Prémio Especial de Júri, assim como de Melhor Banda Sonora. Quanto à secção de Curtas-Metragens, o francês Man on the Chair  foi o grande vencedor.

 

Destaque para a última produção da Aardman, Shaun the Sheep (ler crítica), com o Prémio do Público e de Melhor Filme para a Infância e Juventude, e o português Fuligem que conquistou o titulo de Melhor Curta-Metragem Portuguesa, Prémio Público e  Prémio Especial de Júri. Todo os premiados podem ser vistos abaixo:

 

 

COMPETIÇÃO DE LONGAS-METRAGENS

 

Melhor Longa-Metragem - Grande Prémio RTP

Tale of the Princess Kaguya, de Isao Takahata (Japão)

 

Prémio Especial do Júri

Song of the Sea, de Tomm Moore (Irlanda)

 

Menções Honrosas

Giovanni's Island, de Mizuho Nishikubo (Japão)

Lisa Limone e Maroc Orange, de Mait Laas (Estónia)

Jack and the Cuckoo Clock Heart, de Mathias Malzieu e Stephane Berlá (França)

 

Prémio do Público

Shaun the Sheep, de Mark Burton e Richard Starzak (Reino Unido)

 

Melhor Filme para a Infância e Juventude

Shaun the Sheep, de Mark Burton e Richard Starzak (Reino Unido)

 

Melhor Banda Sonora

Song of the Sea, de Tomm Moore (Irlanda)

 

 

 

COMPETIÇÃO DE CURTAS-METRAGENS

 

Melhor Curta-Metragem Internacional - Grande Prémio RTP

Man on the Chair, de Dahee Jeong (França)

 

Prémio Especial do Júri

Fuligem, de David Doutel e Vasco Sá (Portugal)

 

Menções Honrosas

Tick Tack, de Ülo Pikkov (Estónia)

Nuggets, de Andreas Hykade (Alemanha)

 

Prémio do Público - Prémio Nescafé Dolce Gusto

We Can't Live Without Cosmos, de Konstantin Bronzit (Rússia)

 

Melhor Filme Experimental

É In Motion No.2, de Sumito Sakakibara (Japão)

 

 

 

COMPETIÇÃO PORTUGUESA

 

Melhor Curta-Metragem Portuguesa - Prémio SPA | Vasco Granja

Fuligem de David Doutel e Vasco Sá

 

Menções Honrosas

Os Prisioneiros de Margarida Madeira

O Cantos dos 4 Caminhos de Nuno Amorim

 

Prémio do Público

Fuligem de David Doutel e Vasco Sá

 

 

 

COMPETIÇÃO DE CURTÍSSIMAS 

 

Melhor Curtíssima Internacional 

Cupidiculous, de Panop Koowat (EUA)

 

Melhor Curtíssima Portuguesa - Prémio FNAC

Home Dog, de Emanuel Barros

 

Menções Honrosas

Macondo, de Zilai Feng (EUA)

Deskloop, de Evelien Lohbeck (Holanda)

 

 

 

COMPETIÇÃO DE ESTUDANTES - Júri Júnior

 

Melhor Filme Português

Que Dia É Hoje de Colectivo Fotograma 24 e 24 Jovens de Montemor-o-Novo (Portugal)

 

Melhor Filme Internacional 

This Is How It Starts de Shahaf Ram (Israel)

 

Menções Honrosas

Mend and Make Do de Bexy Bush (Reino Unido)

There's a Man in the Woods de Jacob Streilein (EUA)

Tele-Sofia de Ana Fernandes, Manuel Sá e Nuno Mendanha

 

 

 

COMPETIÇÃO DE ESTUDANTES - Júri Sénior

 

Melhor Curta de Estudantes Portuguesa - Prémio Carl Zeiss Vision

Tele-Sofia de Ana Fernandes, Manuel Sá e Nuno Mendanha

 

Melhor Curta de Estudantes Internacional - Prémio Carl Zeiss Vision

Mend and Make Do - Bexy Bush Bush (Reino Unido)

 

Menções Honrosas

This Is How It Starts de Shahaf Ram (Israel)

Tale de Bertoli Attila (Hungria)

La Fenetre de Barrère, Blondeel, Corcho, Leroi, Proust, Riviére, Tapare (França)

 

Prémio do Publico - Prémio Bebidas de Cereais Nestlé

Tale de Bertoli Attila (Hungria)

 

 

 

COMPETIÇÃO CINEMA MAIS PEQUENO DO MUNDO

 

Amendoim de Bronze

The Evening Cigarette de Matthieu Van Eeckhout (França)

 

Amendoim de Prata

Bolas! ET's Outra Vez?! de Bruno Caetano (Portugal)

 

Amendoim de Ouro

Supervenus de Frederic Doazan (França)

 

 

 

COMPETIÇÃO MONSTRINHA

 

Melhor Filme Monstrinha

A Single Life, de Job, Joris e Marieke (Holanda)

 

Menções Honrosas

3 aos 6 - Historia de um Urso, de Gabriel Osorio Vargas (Chile)

7 aos 12 - O Elefante e a Bicicleta, de Olesya Shchukina (França)

+ de 13 - O Presente, de Jacob Frey (Alemanha)

Pais e Filhos - Lambs, de Gottfried Mentor (Alemanha)

 

Prémio do Público Monstrinha

3 aos 6 - Lune et le Loup, de Toma Leroux, Patrick Delage (França)

7 aos 12 - O Elefante e a Bicicleta, de Olesya Shchukina (França)

+ de 13 - O Presente, de Jacob Frey (Alemanha)

 

 

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20.3.15

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Quando uma "ovelhinha" decidiu ser emancipadora?

 

Os holofotes estão apontados para esta personagem secundária (primeira aparição foi em 1995) que depressa se transformou na protagonista de uma série com mais de 130 episódios, fazendo agora a transição para uma longa-metragem que irá determinar de vez o seu sucesso. Shaun the Sheep,  por cá  Ovelha Choné, é uma das mais bem sucedidas criações dos estúdios da Aardman, especializado em animações stop-motion. Personagem essa que beneficia de uma das vertentes cómicas mais apreciadas e universalmente mimetizadas, o apelidado slapstick, o humor físico e desastroso, quase comparado com um Chaplin ou um Buster Keaton da animação. Talvez seja isso o que mais agrada nas aventuras deste irreverente ovino, capaz de desafiar uma já datada gímnica cinematográfica.

 

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Porém, o seu desafio não é o de desmistificar mitos, mas outro. Será que a personagem resiste a um formato de longa-metragem? A resposta encontra-se  num dos êxitos da Aardman, Wallace & Gromit. Os astros do referido estúdio deram o seu salto da curta para longa-metragem em 2005, sem que se evidenciasse tendências de prolongação episódica (a compensação veio depois com o Óscar de Melhor Filme de Animação). Obviamente, o argumento da Ovelha Choné é simples, mas Mark Button e Richard Starzak [realizadores] apostam fortemente numa ênfase mais emocional do seu leque de personagens, seguindo a narrativa  caminhos de forma a mostrar os seus trunfos, ou seja, o seu sentido de humor, especialmente transcendente para os adultos (estes divertirão-se mais que as próprias crianças, o público alvo).

 

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Já o stop-motion é apresentado sem qualquer falha técnica, de forma dinâmica e visualmente cativante para a narrativa, sem com isto perder a essência original. Claro, as personagens são divertidíssimas e as peripécias em que a Ovelha Choné se encontra constantemente envolvida são deliciosamente acompanhadas por um humor afinado e, de certa forma, imprevisível. Mais do que um mero produto da categoria de animação, A Ovelha Choné é uma comédia imparável, astuta e bem conseguida.

 

Filme visualizado na MONSTRA 2015 - Festival de Animação de Lisboa

 

Real.: Mark Button, Richard Starzak

 

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8/10

publicado por Hugo Gomes às 19:49
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12.3.15

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Arranca hoje, dia 12 de Março, mais uma edição da MONSTRA – Festival de Cinema de Animação de Lisboa, desta vez com um especial sabor de 15 anos de longevidade comemoradas. Como tal a programação desta nova edição será a mais ambiciosa até à data, conjugando todo um conjunto de animações divididos pelos quatros cantos do Mundo, com especial destaque à mostra de Cinematografias da América Latina, uma elaborada retrospectiva que acompanhará todo a programação do Festival.

 

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Outra cinematografia homenageada é a do Japão, num ciclo dedicado aos Estúdios Ghibli, com especial olhar ao cinema do realizador Isao Takahata, o qual a MONSTRA receberá a antestreia nacional da sua última obra, Tale of Princess Kaguya (Conto da Princesa Kaguya), que esteve entre os nomeados ao Óscar de Melhor Filme de Animação. Porém, é quase incontornável referir a Ghibli sem mencionar o mestre Hayao Miyazaki. O realizador e “cabecilha” do estúdio estará representado com a projecção de Wind Rises (Asas do Vento), outra antestreia, que já apresentado com êxito na passada edição da MONSTRA. Outro destaque deste ciclo é o documentário “Kingdon of Dream and Madness” (Reino de Sonho e Fantasia), que nos remete às carreiras e obras de ambos os mestres da Ghibli.

 

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Outro relevante estúdio de animação que também estará representado na programação deste MONSTRA, a Aardman, a “casa” dos êxitos de Wallace & Gromit e A Fuga das Galinhas, com a antestreia do esperado filme da Shaun the Sheep (Ovelha Choné). Os realizadores Mark Button e Richard Starzack estarão presentes no festival para realizar uma masterclass sobre o seu processo de criação.

 

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A competição de longas e curtas-metragens, a secção históricos (destaque a exibição do clássico de Paul Grimault, Le Roi et l’Oiseau - O Rei e o Pássaro), a MONSTRINHA, continuaram a preencher a programação do Festival, em conjunto com diversos workshops, masterclasses e até mesmo eventos musicais. Como prova dos 15 anos, será ainda lançado um DVD com 15 filmes dedicados aos mais novos. Enquanto na FNAC Chiado e na Fábrica Braço de Prata estarão expostos os 15 cartazes que marcaram a longevidade do MONSTRA.

 

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A MONSTRA – Festival de Cinema de Animação de Lisboa prolongará até dia 22 de Março no Cinema São Jorge, Cinema ideal e no Cinema City Alvalade. A programação completa poderá ver vista aqui.

 

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The Wind Rises (2013)

 

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26.2.15

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Faltam cerca de duas semanas para que a MONSTRA: Festival de Cinema de Animação de Lisboa arranque, mas a festa de antecipação decorrerá já neste fim-de-semana, sob um especial gosto de comemoração dos 15 anos de vida do Festival.

 

A partir de amanhã, dia 27 de Fevereiro, serão expostos na Fabrica do Braço de Prata, todos os cartazes que acompanharam a longevidade do evento. Às 22h30 desse mesmo dia, para além de uma programada retrospectiva, poderemos contar com as prestações dos músicos Júlio Resende, o acordeonista João Gentil, a Orquestra Libertina e ainda um Dj Set com Le Cirque du Freak. A exposição estará patente até ao final de Março.

 

No sábado, dia 28 de Fevereiro, pelas 19h30 no Jardim da Estrela, serão projectados alguns filmes da mostra Monstrinha, um conjunto de trabalhos direccionados para toda a família, com especial consideração para com os mais novos. Enquanto no Largo do Intendente, vão ser exibidas algumas curtas-metragens da competição.

 

MONSTRA: Festival de Cinema de Animação de Lisboa decorrerá entre os dias 12 a 22 de Março. Este ano o evento comemora década e meia de vida apresentando uma das programações mais ambiciosas da história do Festival, tendo como principais destaques uma mostra de animação japonesa e a presença de alguns dos mestres dos estúdios Aardman.

 

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Marionetas e Cinema no Museu da Marioneta!

 

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publicado por Hugo Gomes às 21:42
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18.2.15

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No âmbito da MONSTRA – Festival de Cinema de Animação de Lisboa, a decorrer nos dias 12 a 22 de Março, o Museu da Marioneta em Lisboa vai acolher a partir do dia 19 de Fevereiro, a exposição “Entre a Realidade e a Fantasia”.

 

Trata-se de uma mostra de filmes, adereços, fotografias e marionetas relacionados com algumas produções cinematográficas, nomeadamente pertencentes a da realizadora eslovena, Špela Čadež, vencedora do Grande Prémio Curta Metragem MONSTRA 2014 e segundo Fernando Galrito, director artístico do festival, “uma grande revelação do cinema esloveno e europeu, não só pela originalidade, mas também pelas temáticas que aborda nos seus filmes".

 

A exposição também revelará os segredos da última produção animada do português José Miguel Ribeiro, Papel de Natal (que esteve presente nos cinemas nacionais em Dezembro do ano passado), que remete a história de um rapaz de cartão chamado Dodu. A apresentação explorará toda a matriz do filme, desde o seu conceito até à sua construção.

 

Esta exposição está patente no Museu da Marioneta, em Lisboa, até ao dia 19 de Abril. José Miguel Ribeiro e Špela Čadež estarão presentes na inauguração. A entrada é livre.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 10:38
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5.12.14

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Animação: trespassado a fronteira da "bonecada"!

 

Eis a última obra de Isao Takahata, bem que o seu afastamento teve um timing quase certeiro com a "despedida" de outro "mestre da animação", Hayao Miyazaki, que após Wind Rises confirmou a sua "reforma" na produção de animações pela Ghibli Studios. Talvez seja esse anuncio que  faz The Tale of the Princess Kaguya detentor de uma fantasmagórica aura de melancolia, ao mesmo tempo uma doce despedida.

 

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Narrando a lenda de uma rapariga miniatura encontrada numa cana de bambu e que se converte numa princesa que cativa tudo e todos, esta animação proclama como uma arte pouco convencional ao panorama actual e verdade seja dita, é o seu grafismo, encantador e subtil como lápis de carvão que nos distancia do real e transporta-nos literalmente a um belo mundo de "faz-de-conta". Neste conto que se estende a um épico animado encontramos o rigor, o calculo das imagens, onde ínfimo pormenor não é deixado de lado, sobressaindo por uma vertente de fábula visual. Vale a pena não esquecer da emoção imposta nesta animação, que por sua vez é exposta ao espectador, são sentimentos que não nos envergonham, de uma linguagem universal e fora do preconceito de animação e da "lavagem" Disney de que o género foi alvo durante a sua criação. Takahata criou aqui uma obra-prima, o seu legado de um trabalho contributivo na animação, por vezes ofuscado com a aclamação geral do seu conterrâneo e colega Miyazaki, mas não nos enganemos, não o devemos encarar como um menor na sua arte.

 

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Aliás é arte aquilo que correctamente devemos apelidar este The Tale of the Princess Kaguya, um festim de "paladares" para o olhar que arremata a lenda e a emancipa, adquirindo forma e vida própria em tela. Tocante, viciante, a história interminável, a fantasia possível pela animação, que por sua vez possível pela visão deste mestre. Um adeus terno, Isao Takahata deixará imensas saudades, e se vai.     

 

Filme visualizado na 62ª edição do Festival de Cinema Internacional de San Sebastian

 

Real.: Isao Takahata / Int.: Aki Asakura, Takeo Chii, Kengo Kora

 

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The Wind Rises (2013)

10/10

publicado por Hugo Gomes às 18:26
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23.3.14

 

A produção brasileira de O Menino e o Mundo de Alê Abreu (ver trailer abaixo) conquistou o Grande Prémio de Longas-Metragens, quer de júri quer de público, da 13ª edição do Monstra: Festival de Animação em Lisboa que decorreu entre os dias 13 a 23 de Março no Cinema São Jorge. Por sua vez Boles de Spela Cadez (Eslovénia / Alemanha), venceu a competição de curtas-metragens. Todo os premiados podem ser vistos abaixo:

 

COMPETIÇÃO DE ESTUDANTES

 

MELHOR CURTA de ESTUDANTES PORTUGUESA | CARL ZEIS VISION A Ventoinha e o Candeeiro de Filipe Fonseca

MELHOR CURTA de ESTUDANTES INTERNACIONAL | CARL ZEIS VISION – Fishing Meteorites de Nina Christen e Evelyn Buri

PRÉMIO do PÚBLICO  The Kiosk de Anete Melece

JÚRI JUNIOR MELHOR CURTA de ESTUDANTES PORTUGUESA  Três Semanas em Dezembro de Laura Gonçalves

JÚRI JUNIOR MELHOR CURTA de ESTUDANTES INTERNACIONAL – Krake de Regina Walker

 

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL de LONGAS

 

PRÉMIO ESPERCIAL do JÚRI  Cheatin’ de Bill Plympton

MELHOR LONGA – GRANDE PRÉMIO MONSTRA 2014 | PRÉMIO RTP O Menino e o Mundo de Alê Abreu

MELHOR BANDA SONORA  O Menino e o Mundo de Alê Abreu

MELHOR FILME PARA INFÂNCIA E JUVENTUDE Aunt Hilda! de Jacques-Rémy Girerd e Benôit Chieux

PRÉMIO do PÚBLICO O Menino e o Mundo de Alê Abreu

 

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL de CURTAS

 

MELHOR FILME EXPERIMENTAL – Lay Bare de Paul Bush

PRÉMIO do PÚBLICO  Kiki of Montparnasse de Amélie Harrault

PRÉMIO ESPECIAL do JÚRI  Villa Antropoff de Kaspar Jancis e Vladimir Leschiov

GRANDE PRÉMIO MONSTRA 2014 | PRÉMIO RTP  Boles de Spela Cadez

PRÉMIO SPA | VASCO GRANJA  Carratrope de Paulo D’Alva

 

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL de CURTÍSSIMAS

 

MELHOR CURTÍSSIMA PORTUGUESA | PRÉMIO FNAC  World of Paper de João Lagido

MELHOR CURTÍSSIMA INTERNACIONAL  Robbery de Jan Saska

 


publicado por Hugo Gomes às 15:48
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17.3.14

O Aviador!

 

Hayao Miyazaki sempre havia revelado o seu fascínio pela aviação na sua vasta obra, nem que fosse pelo facto de um dos seus antepassados estar ligado à construção de peças de aeronaves durante a Segunda Grande Guerra. Porém, com The Wind Rises, aquele que o próprio afirma ser o seu derradeiro filme, serve como um tributo não só à figura homenageada mas como uma declaração de amor aos ventos da sua paixão.

 

 

O mesmo criador de intemporais animações como Spirited Away ou Mononoke Princess, estabelece um novo parâmetro de cinebiografia, inspirando-se livremente na vida de Jiro Horikoshi (1903-1982), um dos engenheiros chefes mais notórios nos tempos da Segunda Guerra Mundial e responsável pelo caça Zero, aeronave presente durante a expansão japonesa na China ou até o repentino ataque ao porto de Pearl Harbor. Pelo meio o cineasta ainda vai buscar inspiração a uma história trágica escrita por Tatsuo Hori, sobre uma jovem que contrai tuberculose e é enviada para um sanatório.

 

 

A animação, normalmente ligada ao entretenimento infantil, é aqui servida como veículo para a narrativa desta vida venerada por Miyazaki, um filme adulto não pelo seu conteúdo gráfico, mas pelo rigor com que foge da imaturidade e com que trata os temas e os actos dos seus personagens, com o acréscimo a uma fidelidade histórica e estilística para com a época. Contudo, tudo seguiria no ritmo da monotonia não fosse o facto de ser um projecto erguido pelo amor. A aviação é motivo de romantização por parte de Miyazaki e com isso a apresentação de momentos oníricos salientam a beleza dos planos e dos desenhos, tecnicamente perfeitos, fruto de uma evolução gradual na carreira do autor. The Wind Rises "reúne" dois mundos, animação e cinema de "carne-e-osso", dando origem a uma espécie de híbrido, onde vemos desenhos animados mas temos a sensação de vermos um filme em imagem real. Vale a pena salientar que esta é uma obra irrepreensível em termos técnicos, gráficos, narrativos e nada é capaz de convencer-nos do contrário, de que estamos mesmo perante na maior criação de Hayao Miyazaki.

 

 

Ainda assim, fica a sensação que algo ficou a meio. The Wind Rises prolonga-se por cerca de duas horas e a própria romantização da vida de Jiro, intercalada por breves momentos de reflexão quanto aos propósitos do conflito bélico e da dor de ver suas invenções a tornarem-se armas implacáveis, criam impasses que poderiam servir para dar alguma ênfase dramática e emocional ao seu protagonista. Nota-se um final de sonho, visualmente belo que só Hayao Miyazaki nos poderia oferecer, mas o espectador mais exigente sentirá a falta de um conflito inerente mais acentuado e uma maior tragédia na própria criação do personagem de Jiro. Relembro que o caça Zero foi uma mortal arma de Guerra, um dos símbolos de orgulho da militarização nipónica e como todas as armas bélicas, o sangue escorre em demasia para ser glorificado. Nesta falta de abordagem é que The Wind Rises tem dividido a crítica especializada, pois existe a sensação de uma espécie de branqueamento de tempos negros em prol do amor de um cineasta.

 

 

Contudo nada impede que tal como o seu autor, ame este filme, até porque estamos perante uma bela sintonia entre cinema e animação, onde de uma vez por todas se rompem as fronteiras. É que até mesmo os biopics merecem a sua diversificação cinematográfica. Agora é só aguardar atentamente e visualizar o futuro dos estúdios Ghibli com a partida do seu capataz, o único capaz de expandir os seus produtos para o resto do Mundo. Procura-se novos mestres da animação.

 

Filme visualizado na Monstra 2014: 13º Festival de Animação de Lisboa

 

Real.: Hayao Miyazaki / Int.: Hideaki Anno, Miori Takimoto, Hidetoshi Nishijima, Mansai Nomura, Mirai Shida, Masahiko Nishimura, Keiko Takeshita, Jun Kunimura, Shinobu Ōtake, Steve Alpert

 

 

8/10

publicado por Hugo Gomes às 17:37
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15.3.14

 

Daqui a momentos (16h30) no Cinema São Jorge (Lisboa), o novo e último filme de Hayao Miyazaki, Wind Rises - As Asas do Vento, será exibido por via da programação da Monstra 2014: 13º Festival de Animação em Lisboa. Uma antestreia nacional a não perder. 

 


publicado por Hugo Gomes às 14:30
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13.3.14

 

Para mais informação, ver aqui

 

 


publicado por Hugo Gomes às 00:02
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