Data
Título
Take
25.7.17

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Foi revelado o primeiro trailer de Iceman, um thriller do alemão Felix Randau (Nothern Star) que nos leva para os tempos do homem neolítico num dos primeiros crimes da Humanidade (Ötzi).

 

Com estreia mundial no próximo Festival de Locarno, Iceman explora a vingança de Kelab, que viria a tornar-se 5.300 anos depois na primeira múmia, preservado em gelo nos Alpes Orientais (no monte Similaun, na fronteira da Áustria com a Itália). O homem foi vitima de um horrendo crime, ainda hoje descrito como um dos primeiros mistérios da era Holocénica.

 

Iceman conta com os desempenhos de Jürgen Vogel (Die Welle), Franco Nero (Django) e André Hennicke (Victoria).

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:48
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13.7.17

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9 Doigts, F.J. Ossang

Good Manners, Juliana Rojas and Marco Dutra

Charleston, Andrei Cretulescu

Did You Wonder Who Fired the Gun?, Travis Wilkerson

En el Septimo Dia, Jim McKay

Freedom, Jan Speckenbach

Gemini, Aaron Katz

The Asteroids, Germano Maccioni

Goliath, Dominik Locher

Good Luck, Ben Russell

La Telenovela Errante, Raul Ruiz

Lucky, John Carroll Lynch

Madame Hyde, Serge Bozon

Mrs. Fang, Wang Bing

Dragonfly Eyes, Xu Bing

A Skin So Soft, Denis Cote

Winter Brothers, Hlynur Palmason

Wajib, Annemarie Jacir

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:23
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4.7.17

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O actor oscarizado Adrien Brody estará presente no próximo Festival de Locarno para ser laureado com o Prémio Especial de Carreira do evento. O actor será homenageado com uma projecção especial de O Pianista, o filme de Roman Polanski pelo qual recebeu o Óscar de Melhor Actor, a ter lugar no dia 4 de Agosto.

 

"Com uma carreira ricamente diversificada e ainda florescente, Adrien Brody trabalhou com alguns dos grandes realizadores americanos, desde Coppola a Wes Anderson, de Malick a Soderbergh, exibindo sempre a versatilidade e as habilidades técnicas que o tornam num notável espectro de interpretações", declara o director artístico de Locarno, Carlo Chatrian, em comunicado.

 

Adrien Brody sucederá assim a Faye Dunaway (2013), Mia Farrow (2014), Andy Garcia (2015), e Stefania Sandrelli (2016), como recentes premiados com tal especial distinção.

 

O 70º Festival de Locarno arrancará de 2 a 12 de Agosto.

 

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publicado por Hugo Gomes às 12:19
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6.11.16

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Perfeito, perfeito … era inovação!

 

Vamos por partes, a esta altura do campeonato, cruzar ficção com documentário, o docudrama que os portugueses tão bem sabem fazer, já não possui ciência nenhuma, muito menos quando os objectivos de um filme como este El Futuro Perfecto não sejam sobretudo claros.

 

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Dirigido por Nele Wohlatz, alemã radicada na Argentina, este é um filme onde a evidente intenção é apresentar a condição do imigrante e demonstrar que mesmo em perseguição de um “better place”, sonham e aspiram por um "futuro perfeito". A língua é também um importante vinculo identitário e até certa altura El Futuro Perfecto aposta nas palavras soltas, ensinadas sob a intenção de sobrevivência e sem um mínimo despejo emocional. Mas também é sob esse tratamento frio e encoberto que nos descortina uma mensagem perigosa e por vezes nacionalista, será que este grupo de personagens que cede à cultura de fora é característica de tamanha inexpressividade, será que uma língua oposta aquela que nós dialogamos as tornam em relativos "humanóides robóticos".

 

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Emoção, é decerto, aquilo que a obra de Wohlatz não ostenta, e como prova dessa falta de interacção humana, empatia é algo que nos falha enquanto espectador. Mas enfim, o que dizer do resto deste exercício de hibridez documental? El Futuro Perfecto esgota a sua virtude experimental em minutos, depois do "I get it", tudo é recorrido para crise identitária por parte da personagem principal, a jovem chinesa Xiaobin, que auto-intitula-se de Beatriz e até certa altura de Sabrina. A rapariga, que entra em restaurantes para poder ler o respectivo menu, em busca de uma ligação carnal com as palavras em dialecto latino, vive um romance imaginário que a coloca no trilho da sua escapatória emocional.

 

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Essa dita relação é vazia e penosa de assistir, a culpa é diversa, ou os actores (não-actores) não possuem a aptidão de ultrapassar as palavras, ou a realizadora não procurava qualquer foro emocional para não cair no erro de ceder ao telenovelesco. Conforme tenha sido a decisão, este é o romance (se poderemos chamar assim), mais "gelado" dos últimos anos. El Futuro Perfecto fica-se pelo exercício, mas uma experiência vista e revista vezes sem conta. Esperemos que o futuro de Nele Wohlatz soe melhor que isto.

 

Filme visualizado no 10ª Lisbon & Estoril Film Festival

 

Real.: Nele Wohlatz / Int.: Xiaobin Zhang, Saroj Kumar Malik, Mian Jiang

 

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4/10

publicado por Hugo Gomes às 19:08
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13.8.16

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O Leopardo de Ouro pode ter seguido para uma co-produção búlgara, francesa e dinamarquesa, Godless, mas o grande destaque desta 69ª edição do Festival de Locarno é a atribuição do Leopardo de Prata (Melhor Realizador) a João Pedro Rodrigues, pela sua obra O Ornitólogo.  

 

A nova obra do realizador de Odete e A Última Vez que Vi Macau, tem como base o mito do Santo António, onde seguimos Fernando, um homem fascinado por aves, que certo dia decide descer o rio com o seu caiaque na esperança de avistar raras cegonhas negras. Mas durante este percurso, é derrubado pelas correntes e desviado do seu próprio destino. Paul Hamy protagoniza a história que impressionou a imprensa internacional, segundo as palavras do site norte-americano Indiewire: "will blow your mind!"

 

Porém, este não foi o único prémio atribuído a Portugal. O argentino-brasileiro O Auge do Humano, de Eduardo Williams, vencedor da categoria de Cineasta do Presente, contém produção portuguesa.

 

A Palma de Ouro de Cannes, I, Daniel Blake, de Ken Loach, foi o elegido pelo público.

 

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COMPETIÇÃO INTERNACIONAL


Leopardo de Ouro 

Godless (Ralitza Petrova)


Prémio Especial do Júri

Inimi Cicatrizate (Radu Jude)


Melhor Realização

João Pedro Rodrigues (O Ornitólogo)


Melhor Atriz

Irena Ivanova (Godless)


Melhor Actor

Andrzej Seweryn (Ostatnia Rodnizina)


Menção Especial 

Mister Unvierso (Tizza Covi, Rainer Frimmel)

 


CINEASTI DEL PRESENTE


Leopardo de Ouro 

O Auge do Humano (Eduardo Williams)


Prémio Especial do Júri

The Challenge (Yuri Ancarani)


Melhor Realizador Emergente

Mariko Tetsuya (Destruction Babies)


Menção Especial

Viejo Calavera (Kiro Russo)


Melhor Primeiro Filme 

El Futuro Perfecto (Nele Wohlatz)

 

 

PARDI DI DOMANI (CURTAS-METRAGENS)


Pardino d'Oro internacional

L"Immense Retour (Manon Coubia)


Pardino d'Oro nacional

Die Brücke Über Den Fluss (Jadwiga Kowalska)


Pardino d'Argento internacional

Cilaos (Camilo Restrepo)

 


Prémio do Público

I, Daniel Blake (Ken Loach)

 

 

Ver também

Portugueses "ao rubro" no 69º Festival de Locarno!

Primeiro vislumbre do novo filme de João Pedro Rodrigues!

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 14:31
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13.7.16

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Foi divulgado a 69ª programação do mais famoso dos festivais de cinema suíço, Locarno, que arrancará a 3 de Agosto com The Girl With All The Gifts, a ficção cientifica de Colm McCarthy protagonizada por Gemma Arterton, e encerrará no dia 13 com a produção indiana, Mohenjo Daro, de Ashutosh Gowariker. Entre os destaques temos as sessões especiais que exibirão o último filme de Alejandro Jodorowsky, Poesía sin Fin, que esteve presente na Quinzena de Realizadores de Cannes, o novo capítulo de Jason Bourne e a Palma de Ouro de Ken Loach, I, Daniel Blake [ler crítica]. Contudo, o festival continuará a exibir a sua já habitual selecção de cinema experimental e alternativo.

 

A edição deste ano demonstra ainda uma forte componente portuguesa, contando com a presença de 13 produções nacionais. O Ornitólogo, de João Pedro Rodrigues é um dos mais antecipados da selecção. A nova obra do realizador de Odete e A Última Vez que Vi Macau, tem como base o mito do Santo António, onde seguimos Fernando, um homem fascinado por aves, que certo dia decide descer o rio com o seu caiaque na esperança de avistar raras cegonhas negras. Mas durante este percurso, é derrubado pelas correntes e desviado do seu próprio destino. Paul Hamy protagoniza a história.

 

Rita Azevedo Gomes regressa às longas-metragens com Correspondência, inspirado pelas cartas trocadas entre Jorge de Sena e a poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen. Estilhaços, de José Miguel Ribeiro, é outra esperada estreia no festival. Competindo entre as curtas, esta animação remete-nos aos fantasmas invocados da Guerra Colonial. A par do filme de Miguel Ribeiro; Setembro, de Leonor Noivo, À Noite Fazem-se Amigos, de Rita Barbosa, e Um Campo de Aviação, de Joana Pimenta, são outros candidatos à prémio máxima do certame de curtas-metragens.

 

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Um ano depois de Cosmos, o derradeiro filme de Andrzej Zulawsky, Paulo Branco apresenta em terras suíças uma nova produção. Trata-se de Jeunesse, a primeira ficção do documentarista francês Julien Samani, uma adaptação de um romance de Joseph Conrad sobre um rapaz que cobiça uma carreira como marinheiro, mas que a sua primeira viagem no mar, a partir do porto de Le Havre, converte-se num verdadeiro pesadelo.

 

João Botelho também estará presente no festival com a sua sincera homenagem a um dos grandes mestres do cinema português - O Cinema de Manoel de Oliveira e Eu - que em Portugal foi apresentada na passada edição do Indielisboa. Falando no festival lisboeta, vale a pena referir O Corcunda, de Gabriel Abrantes em parceria com Ben Rivers, que fora premiado no referido, e também ele presente em Locarno juntamente com outra obra sua, A Brief History of Princess X. Longe, de José Oliveira, é outra curta-metragem seleccionada para Fora de Competição. A co-produção moçambicana, Comboio de Sal e Açúcar, de Licínio de Azevedo, também está ele integrado no festival. E ainda na secção dedicada ao cinema suíço está Rio Corgo, uma premiada produção luso-suíça de Maya Kosa e Sérgio da Costa.

 

O director do festival, Carlo Chatrian, revelou que esta 69ª edição é dedicada aos cineastas Abbas Kiarostami e Michael Cimino, falecidos recentemente. O produtor e realizador norte-americano Roger Corman estará presente como convidado de honra e o actor Bill Pullman será condecorado com um prémio de carreira. O realizador mexicano, Arturo Ripstein, será presidente do júri da Competição Internacional, o conceituado documentarista chinês Wang Bing é um dos membros. O "mestre do terror" italiano, Dário Argento, irá presidir o júri da selecção do Cineasta do Presente, a actriz grega Angeliki Papoulia e o realizador francês Antonin Peretjatko serão uns dos jurados.

 

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Ver também

Primeiro vislumbre do novo filme de João Pedro Rodrigues!

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:38
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13.5.16

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Todo o proletário tem um nome!

 

Ken Loach continua a sua luta pelos direitos da classe operária, tentando denunciar um sistema falível de Segurança Social e o peão dessa sua experiência propagandista é Daniel Blake (Dave Johns, um sério candidato ao prémio de Melhor Actor em Cannes), um carpinteiro de meia-idade sob graves problemas cardíacos que luta contra a burocracia em prol dos seus direitos enquanto cidadão. Neste caso uns "trocos" para a renda semanal era mais que bem-vindo, mas uma realidade cada vez mais difícil perante uma sociedade que não integra nem deixa integrar. Não é mais uma citação de "este país não é para velhos", trata-se sim da busca pelo orgulho do proletário, e toda a propaganda que é assim afinada, não validando, portanto, a emoção dita cinematográfica, quase emprestado aos grandes crowd pleasures de Hollywood.

 

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No ano passado, assistíamos igualmente na competição de Cannes, La Loi du Marché, de Stephane Brizé, um filme muito apegado ao realismo que reduzia o actor Vincent Lindon ao desespero enquanto desempregado. Ao contrário dessa obra, Ken Loach apela à emoção como veiculo de luta e o seu apoio neste teor contrai maravilhas para o espectador. Em simultaneamente com os vínculos de realidade formal que esboça nesta desesperante jornada de um homem que acima de tudo deseja ser tratado como tal e não, como é referido a certa altura, num cão.

 

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Mais do que um ensaio precário à lá Laurent Cantent, I, Daniel Blake apresenta-nos outras importantes questão na nossa sociedade, entre os quais a apresentação da tecnologia não como um facilitismo, mas como um obstáculo para a população mais envelhecida, e o facto desses sistemas de Segurança Social apoiarem quase exclusivamente no informático. Existe particularmente uma sequência onde Daniel Blake revela uma cassete de música a uma criança, sendo que esta desconhece por completo tal formato físico. Isto tudo para dizer que os tempos constantemente mudam e não tréguas a quem continua presente no "século passado". Emotivo e igualmente furioso.

 

Filme visualizado no 69º Festival de Cannes

 

Real.: Ken Loach / Int.: Dave Johns, Natalie Ann Jamieson, Colin Coombs

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7/10

publicado por Hugo Gomes às 08:49
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12.11.15

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A geração anárquica!

 

"Nós somos a geração, nós somos os monstros" proclama um dos jovens de Te Prometo Anarquía, sob uma posição de profundo pesar e simultaneamente exibicionista perante os seus respectivos amigos, estes prontos para serem levados numa "trip" ao sabor das drogas que, entretanto, funcionam como o seu "porto de abrigo". Durante esta sequência, é possível vislumbrar uma discreta imagem de Trainspotting, o badalado filme de Danny Boyle que parece servir como uma influência injectada e, tal como as perspicazes frases que são declaradas aleatoriamente, uma desculpa "esfarrapada" para tudo aquilo que vem a seguir.

 

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O título condiz com a própria condição do filme. O mexicano Julio Hernández Cordón (Gasolina) constrói um conto urbano de dois amantes adolescentes num mundo dependente da violência, da droga e do dinheiro fácil, seres incapazes de instruir raízes, quer afectuosas ou profissionais, e dotados de uma inabilidade de integração social. Eles são intrinsecamente anárquicos, confusos até à "quinta casa". O mesmo se reflecte no filme, desorientado e mesmo envergado por toques de magia ou trunfos escondidos nas suas referidas mangas.

 

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A começar por esses ditos "jogos de cintura" pelo qual a obra é bem-sucedida, como por exemplo - o trabalho de criação das duas personagens principais (interpretados por Diego Calva Hernández e Eduardo Eliseo Martinez), porém, dilacerado num ambiente de realismo formalizado e ocasionalmente pastiche. A sensibilidade fotográfica que invoca o erotismo em algumas sequências poderia assumir-se como um dos factores simbióticos para a narrativa, mas esta é irresponsavelmente contrastada com uma câmara infértil que tenta culminar o realismo das acções. Ou seja, tudo são frutos caídos perante um composição desorganizada de estilos por parte de Cordón e a sua dificuldade em encontrar a melhor maneira de encerrar a sua obra, que não parece "embicar" para lado algum.

 

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Te Prometo Anarquía é um filme paralelo com Paranoid Park, de Gus Van Sant, o qual combina juventude, skates, crime e culpa. Todavia, a sensibilidade requerida apenas encontra-se na flor da pele, até porque, e voltando a citar os longos poemas da personagem aspirante a poeta ambulante, os versos são aclamados aleatoriamente.

 

Filme visualizado no Lisbon & Estoril Film Festival 2015

 

Real.: Julio Hernández Cordón/ Int.: Diego Calva Hernández, Eduardo Eliseo Martinez, Shvasti Calderón

 

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5/10

publicado por Hugo Gomes às 08:14
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23.10.15

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Num mundo de loucos e imortais!

 

Para cumprir a última vontade de Tomaso, o apelidado anjo do Palácio de Carditello (o qual contribuiu para a restauração e preservação do respectivo monumento), os "imortais" enviam a sua mais indecisa "marioneta", Pulcinella (Polichinelo), para encaminhar uma cria de búfalo, criada por este, ao seu novo lar. Nesta jornada por uma Itália desfragmentada pelo enraizamento do neo-realismo e da fantasia gótica, o cineasta Pietro Marcello ecoa uma prolongada alusão político-social de um país à beira do colapso identitário, que tal como a sua personagem corcunda, encontra-se à mercê dos propósitos impostos pelos seus amos. É um surrealismo que aspira ao misticismo, e uma veia documental contagiada com os toques fabulistas e de teor poético, que funciona numa fantasia cruzada e trabalhada sob uma maqueta de experimentalidade. Porém, nada de realmente bizarro é concentrado nesta pintura a óleo vivo, mas sim a de um claro paradoxismo com o real representativo. Uma crítica subliminar que desenvolve consoante o seu espectador e que se manifesta em conformidade com os seus ideais.

 

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Se bem que a politica é o evidente combustível desta demanda pela forma que diversas vezes prevalece sob o conteúdo, eis um regressar à figuração imposta pelo poeta Luís de Camões e os seu mais pujante trabalho - Os Lusíadas - onde a personificação de figuras pagãs servem como propósito a uma crítica estabelecida. Nesse sentido, é fácil identificar o búfalo e a sua infortunada sorte numa questão de "classes", neste caso, a mais baixa, o individuo comunitário que preza o seu destino nas mãos dos seus dirigentes políticos (os "imortais") como se fossem directamente extraídos das distopias de Orwell. Sarchiapone, o nome pelo qual é baptizado o nosso bovino, mesmo que nome é coisa que não lhe é designado, exclama que neste mundo "ser búfalo é uma arte", um artificio subestimado que poucos querem deter nem sequer sentir fascinados. Mas a crença em viver na dependência das massas e da força que estas podem adquirir é de uma coragem incontestável.

 

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Bella e Perduta (Bela e Perdida), um título que tenta aludir ao monumento deixado pelo seu "anjo da guarda", também identifica-se com os sonhos vencidos pelas massas que ainda dignam em lutar pelos seus ideais, mortais frente a imortais omnipresentes, pelo meio marionetas a interpretar pontes de contacto entre os diferentes patamares. Politico e fantasioso, não é todos os dias que nos oferecem estes dois ingredientes numa "cajadada só". Um filme a ver por dois motivos, conteúdo e forma.

 

Filme de abertura do 13º Festival Internacional do Doclisboa

 

Real.: Pietro Marcello / Int.: Tommaso Cestrone, Sergio Vitolo, Gesuino Pittalis

 

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7/10

publicado por Hugo Gomes às 08:28
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16.10.15

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A distância no Cinema, a medida autoral e a dominância emotiva!

 

"Porquê que me estás a filmar"? "Porque quero mostrar que não existe distância no mundo". O diálogo é entre Chantal Akerman, na altura vivendo em Oklahoma (EUA), e a sua mãe, residente na Bélgica – e dá-se enquanto ela filma uma videochamada entre ambas. Trata-se de uma distância física dissipada na sua transposição para a dimensão cinematográfica, onde tudo é possível.

 

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No Home Movie é, como o título indica, um filme sem lar, longe deste, mas erguido sob a saudade do mesmo. Akerman decide por via dessa poética linguagem que o cinema atribui aos sentimentos e à corporalidade, "fabricar" uma declaração de afecto pela sua progenitora, salientando a sua história de vida, a sua personalidade e adaptando o seu grande amor afectivo que, mesmo nos limites da sua própria vida, encontra-se disposta a retribuir. A cineasta volta a tecer uma obra "pendurada" através do seu rico olhar para com a rotina, a solidão e a melancolia, que atinge e nunca deixa de persistir.

 

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É o seu retorno mais pessoal e novamente descrito sob uma ligeira frescura jovial, bastando relembrar os seus tempos áureos em que citava e redefinia o conceito "godardiano" de cinema. Porém, enquanto Godard, o seu assumido "ídolo" cinematográfico, expôs uma faceta mais liberal e simultaneamente desleixada à linguagem cinemática, Akerman reproduz esse mesmo "adeus linguístico" e, sob o seu signo, o enverga nesta sua "carta de amor" bem personalizada.

 

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Um exercício documental em que a cineasta, uma das mais importantes da sua geração e da conduta do cinema modernista dos anos 70, convida o espectador mais vivido a regressar à sua cinematografia. Porém, tal como aconteceu com Godard nos dias de hoje, esse cinema encontra-se mais que "dedilhado", sendo possível constatar a conversão dos anteriores vanguardistas em isolados conformistas, intactos como corais perante a maré. No Home Movie é isso, uma homenagem sentida à figura matriarcal, requisitada pelos previsíveis desvaires autorais. Possivelmente mais relevante para a própria cineasta (recentemente falecida) do que para História e experimentalidade do Cinema.

 

Filme visualizado no âmbito da 68ª edição do Festival de Cinema de Locarno

 

Real.: Chantal Akerman / Int.: Chantal Akerman, Natalia Akerman

 

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6/10

publicado por Hugo Gomes às 20:44
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4.9.15

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Os dilemas impostos pelas decisões!

 

Em Right Now, Wrong Then existe uma sequência em que o protagonista, Ham Chun-su (Jae-Young Jung) refere as chamadas quebras de rotina como uma viável essência para o percurso do artista. Mais tarde, revela que a ousadia é também um aditivo para esse mesmo estatuto, um estatuto que o cineasta coreano Hong Sang Soo deseja redefinir, mas que se perde no seu desde então criado conformismo. Curiosamente estes diálogos impostos pela sua personagem alusiva (visto o protagonista ser também um realizador de cinema a relembrar as suas fragilidades emocionais e matrimoniais) poderiam tão bem soar como auto-conselhos para a sua celebrada carreira, cada vez mais ascendente. Prova disso é o Leopardo de Ouro recebido na última edição do Festival de Locarno.

 

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O filme, artisticamente falando, é tudo aquilo que esperávamos de Sang Soo, ou seja, mais do mesmo, sendo que neste caso a "pintura" denuncie uma certa renúncia dos seus tiques autorais. Provavelmente esta sua posição poderá ser encarada como um cansaço estilístico ou uma vontade de debater os trilhos percorridos até à sua consagração como cineasta. A "maldita" câmara sem objectividade, arquitectada por close-ups desleixados e de variados planos desenquadrados, é em múltiplas vezes deixada para segundo plano, revelando um interesse particular na própria história de Right Now, Wrong Then, que se assume de certa forma numa invocação de memórias intimistas e de desabafos emocionais. Hong Sang Soo instala-se em mais uma enésima revisão das gestações de relações afectivas, proclamando-as num mundo onírico de possibilidades, onde os gestos chegam a adquirir uma relevância descartável perante um destino escrito em tinta permanente.

 

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Como cúmplice nesta demanda ao arrependimento e às essências gastas mas recordadas do autor, temos o actor Jae-Young Jung a compor uma das personagens mais interessantes (se não a mais) deste seu universo, que chega a preencher a intriga com uma humanidade longe da habitual caricatura anexada de Hong Sang Soo. Um factor benéfico para aquela que é uma das melhores obras do realizador, e conta-se pelos dedos, dos últimos quatro anos. Nota-se sobretudo uma evolução em aproximar a obra do espectador, não com isto indicar a cedência ao mainstream, mas sim em expor-se intimamente com este.

 

Filme visualizado no âmbito da 68ª edição do Festival de Cinema de Locarno

 

Real.: Hong Sang Soo / Int.: Jae-young Jung, Min-hee Kim, Yeo-jeong Yoon

 

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Ler críticas relacionadas

In Another Country (2012)

Hill for Freedom (2014)

6/10

publicado por Hugo Gomes às 13:17
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19.8.15

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No seio da "tempestade"!

 

Depois de ter partilhado a sua dor através de um tributo intimo à sua falecida irmã, Petra Costa decide explorar as crises existenciais de uma actriz promissora, Olivia, cuja vida se altera drasticamente após a descoberta da sua gravidez. Tal como a sua primeira longa-metragem , Elena [ler crítica], Costa regressa ao estilo inconformado do documentário, numa reinvenção com pé assente na ficção e outro no limiar da realidade e da manipulação cinematográfica. Poderíamos salientar que em Olmo e a Gaivota somos remetidos à estranheza, a bizarria da forma narrativa e através disso a uma viagem directa para  sentido vital da sua protagonista / vitima. Enquanto que em Elena o espectador sentia incomodo por penetrar em territórios tão pessoais da autora, nesta nova longa-metragem (em colaboração com Lea Glob) temos a tendência de julgá-la pela persistência de entranhar na vida, ainda a ser "escrita", da sua actriz, mesmo que esta demonstre por várias ocasiões as fronteiras impenetráveis e proibidas do seu ser.

 

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Um exercício narrativo que tem sido várias vezes comparado com os triunfos literários atingidos por Virginia Woolf (Mrs. Dalloway). A obra assenta num diversificado registo tão distinto da autora, que se comporta como uma entidade divina no preciso momento em que chega a transformar a sua própria realidade, como se esta fosse barro maleável pronto para uma exibição. É uma peça de arte, se assim acreditarmos, que reúne a perfomance artística em conjugação com uma veia teatral forte (a protagonista é uma actriz de teatro em plena encenação de A Gaivota, de Anton Tcheknov, logo é evidente essa matriz) com a complexidade literária; a experimentação dos pensamentos da sua "heroína" como conduta narrativa a reter. Aliás, ela é o leme, enquanto as realizadoras adquirem um papel de almirantes em alto-mar.

 

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Os medos da maternidade, a cedência às trivialidades do quotidiano e os sonhos desfeitos em prol do ciclo que a vida suscita, são pontos de reflexão que Olivia contrai , sujeita às intervenções das suas respectivas "patroas", agora ditadoras do seu dia-a-dia. Uma luta assinalada como se uma gaivota resistisse à tempestade. Olivia é essa gaivota (alusão ao filme), contando com Serge, o seu "olmo", a árvore medicinal que contrabalança a sua alma enclausurada. Uma história de amor atormentada, mas rica em momentos românticos que salientam o seu "quê" de realidade, e tal é testemunhado logo nos primeiros minutos, onde Serge recita com tanta afeição Mi Sono Innamirato di Te (Luigi Tenco).

 

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Ocasionalmente belo e narrativamente utópico, Olmo e a Gaivota é uma peça-mestre na maleabilidade narrativa, e mostra como Petra Costa poderá tornar-se mais que somente uma promessa: uma poeta visual. Apesar de tudo, e infelizmente, não é o turbilhão de emoções que Elena fora, essa ainda (um pouco) desconhecida pérola do género documental.

 

Filme visualizado no âmbito da 68ª edição do Festival de Locarno

 

Real.: Petra Costa, Lea Globb / Int.: Olivia Corsini, Serge Nicolai, Pancho Garcia Aguirre

 

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8/10

publicado por Hugo Gomes às 16:33
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15.8.15

Hong Sang-soo

O novo filme do sul-coreano Hong Sang-soo, Right Now, Wrong Then, foi anunciado como o grande vencedor da edição de 2015 do Festival de Locarno, que decorria na homónima cidade suíça desde o dia 5 de Agosto. Porém, não só recebeu o Leopardo de Ouro assim como o seu protagonista, Jung Jae-Young, foi consagrado com o Prémio de Melhor Actor.

 

Right Now, Wrong Then

 

Enquanto isso, o cineasta polaco, Andrzej Zulawski, foi galardoado como Melhor Realizador pelo seu trabalho em Cosmos, uma produção de Paulo Branco. O Prémio Especial de Júri foi atribuído a Tikkun, do israelita Avishai Sivan, assim como uma menção especial ao director de fotografia, Shai Goldman, ao lado do argumentista Hamaguchi Ryusuke, cujo seu trabalho Happy Hour, foi ainda premiado com o Prémio de Melhor Actriz (Tanaka Sachie, Kikuchi Hazuki, Mihara Maiko e Kawamura Rira).

 

Cosmos

 

Destaque para a vitória de Olmo e a Gaivota, a segunda longa-metragem da promissora Petra Costa (Elena [ler crítica]) em colaboração com Léa Glob, que venceu o Prémio The Cinema & Gioventú Jury (Cineastas do Presente). Esta co-produção portuguesa da O Som e a Fúria, centra nos conflitos de uma artista que descobre estar grávida, evento que alterará para sempre o seu anterior estilo de vida.

 

O Olmo e a Gaivota

 

 

Competição Internacional

 

Leopardo de Ouro

Right Now, Wrong Then, de Hong Sang-soo

 

Prémio Especial do Júri

Tikkun, de Avishai Sivan

 

Leopardo de Melhor Realizador

Andrzej Zulawski por Cosmos

 

Melhor Actriz

Tanaka Sachie, Kikuchi Hazuki, Mihara Maiko e Kawamura Rira por Happy Hour

 

Melhor Actor

Jung Jae-Young por Right Now, Wrong Then

 

Menção Especial

O argumentista Hamaguchi Ryusuke por Happy Hour

O director de fotografia Shai Goldman por Tikkun

 

 

Cineastas do Presente

 

Leopardo de Ouro

Thithi, de Raam Reddy

 

Prémio Especial do Júri

Dead Slow Ahead, de Mauro Herce

 

Melhor Realizador Emergente

Bi Gan por Kaili Blues

 

 

 

Primeiro Filme

 

Melhor Primeiro Filme

Thithi, de Raam Reddy

 

Prémio Swatch Art Peace Hotel

Sina Ataeian Dena por Paradise

 

Menções Especiais

Kaili Blues, de Bi Gan

Kiev/Moscow. Part 1, de Elena Khoreva

 

 

 

Pardi di Domani

 

Competição Internacional (Leopardo de Ouro para Melhor Curta)

Mama, de David Pirtskhalava

 

Leopardo de Prata para Competição Internacional

La Impresión de una Guerra, de Camilo Restrepo

 

Nomeação para os European Film Awards

Fils du loup, de Lola Quivoron

 

Prémio Film und Video Untertitelung

Mama, de David Pirtskhalava

 

Menção Especial

Nueva vida, de Kiro Russo

 

 

 

Competição Nacional

 

Melhor Curta

Le Barrage, de Samuel Grandchamp

 

Pardino d'Argento

D'ombres et d'ailes, de Eleonora Marinoni e Elice Meng

 

Prémio Revelação

Les monts s'embrasent, de Laura Morales

 

 

 

Outros

 

Prémio do Público

Der staat gegen Fritz Bauer, de Lars Kraume

 

Prémio Variety Piazza Grande

La belle saison, de Catherine Corsini

 

Prémio Ecuménico

Paradise, de Sina Ataeian Dena

 

Menção especial

Bella e perduta, de Pietro Marcello & Right Now, Wrong Then, de Hong Sang-soo

 

Prémio FIPRESCI

Suite armoricaine, de Pascale Breton

 

Prémio Europa Cinemas Label

Keeper, de Guillaume Senez

 

Prémio Júnior #1

Bella e perduta, de Pietro Marcello

 

Prémio Júnior #2

James White, de Josh Mond

 

Prémio Júnior #3

Heimatland, de Lisa Blatter, Gregor Frei, Jan Gassmann, Benny Jaberg, Carmen Jaquier, Michael Krummenacher, Jonas Meier, Tobias Nölle, Lionel Rupp, Mike Scheiwiller

 

Prémio "Ambiente é qualidade de vida"

Entertainment, de Rick Alverson (EUA)

 

Prémio The Cinema & Gioventú Jury (Cineastas do Presente)

Olmo & The Seagull, de Petra Costa e Léa Glob

 

Melhor Curta Internacional - The Cinema & Gioventú Jury (Pardi di domani)

Dear Director, de Marcus Lindeen

 

Melhor Curta Nacional - The Cinema & Gioventú Jury (Pardi di domani)

D'ombres et d'ailes, de Eleonora Marinoni e Elice Meng

 

Menção especial

Hausarrest, de Matthias Sahli

 

Prémio FICC/IFFS - Don Quijote

Tikkun, de Avishai Sivan

 

Menção Especial

James White, de Josh Mond

 

Semana da Crítica

Brothers, de Wojciech Staron

 

Prémio Zonta Club Locarno

Call Me Marianna, de Karolina Bielawska

 

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 20:11
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16.8.14

 

O Festival de Locarno revelou os premiados da sua 67ª edição, sendo que o português cineasta Pedro Costa foi elegido como Melhor Realizador do Festival. Este é o quatro ano consecutivo que o realizador do novo Cavalo do Dinheiro sai premiado do dito festival suíço, neste seu novo trabalho, Costa regressa ao seu "ambiente natural", o bairro das Fontainhas, já demonstrado na sua trilogia pessoal - "Cartas para Fontainhas" - que iniciou com Ossos (1997), passando por O Quarto da Vanda (2000) e por fim em Juventude em Marcha (2005). Contudo não foi este o único triunfo português na competição, a co-produção norte-americana, coreana e portuguesa, Songs from the North de Soon-mi Yoo foi consagrado com prémio de primeira melhor obra. Enquanto isso, o cobiçado Leopardo de Ouro "caiu" nas mãos do filipino Lav Diaz e o seu From What is Before e Listen Up Philip do norte-americano Alex Ross Perry com Prémio Especial de Júri.

 

 

Palmarés


Competição Internacional
Leopardo de Ouro - From What Is Before (Filipinas), de Lav Diaz

Prémio Especial do Júri - Listen Up Philip (EUA), de Alex Ross Perry

Melhor Realização - Pedro Costa, por Cavalo Dinheiro (Portugal)

Melhor Actriz - Ariane Labed, por Fidelio, L'Odyssée d'Alice (França)

Melhor Actor - Artem Bystrov, por The Fool (Rússia)

Menção especial - Ventos de Agosto, de Gabriel Mascaro (Brasil)

 

Cineasti del Presente

Leopardo de Ouro - Navajazo (México), de Ricardo Silva

Prémio Especial do Júri - Los Hongos (Colômbia/França/Argentina/Alemanha), de Oscar Ruiz Navia

Melhor Realizador Emergente - Simone Rapisarda Casanova, por La Creazione di Significato (Canadá/Itália)

Menção especial - Un Jeune Poète (França), de Damien Manivel

Opera Prima (melhor primeiro filme) - Songs from the North (EUA/Coreia do Sul/Portugal), de Soon-mi Yoo

 

Pardi di Domani (curtas-metragens)

Pardino d'Oro internacional - Abandoned Goods (Reino Unido), de Pia Borg e Edward Lawrenson

 

Ver Também

Novo filme de Pedro Costa compete no Festival de Locarno!

 

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publicado por Hugo Gomes às 14:19
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16.7.14

 

O cineasta português Pedro Costa (Juventude em Marcha, Centro Histórico) estará em competição no próximo Festival de Cinema de Locarno, que terá inicio já no dia 6 de Agosto e fechará portas no dia 16 do mesmo mês na Suíça. Costa irá apresentar o seu mais recente filme, Cavalo Dinheiro (Money Horse), que marca estreia no festival cinco anos depois do documentário da sua autoria - Ne Change Rien. Outro português a marcar presença em Locarno será Edgar Pêra e o seu Lisbon Revisited, uma produção de Um Bando à Parte e que conta com um elenco vocal constituído por Amarante Abramovici, Marina Albuquerque, Maya Booth, Miguel Borges e Nuno Melo. Esta 67ª edição terá como destaque uma homenagem ao espanhol Victor Enrice (Centro Histórico) e o novo de Luc Besson, Lucy com Scarlett Johansson, a abrir a mostra cinematográfica.

 

Para mais informações sobre o Festival e a sua programação, ver aqui

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:42
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19.8.13

 

 

Historia de la Meva Mort de Albert Serra pode ter vencido o Leopardo de Ouro e o cineasta Hong Sang-soo o prémio de Melhor Realizador no consagrado Festival de Locarno, Suíça, mas o grande destaque deste evento cinematográfico vai para o documentário português da autoria de Joaquim Pinto e Nuno Leonel, E agora? Lembra-me. Um retrato em primeira pessoa de um tratamento algo experimental da Hepatite C foi distinguido pelo Prémio Especial de Júri, o Prémio Fipresci e o Prémio do Júri Jovem. O documentário que terá primeiro vislumbre em Portugal, numa secção especial do Queers Lisboa (22 de Setembro) e na competição do Doclisboa em Outubro. O Festival de Locarno encerrou este sábado, contando com o falecido cineasta português Paulo Rocha como a figura homenageada e destacada com a estreia mundial do seu ultimo filme, Se Eu Fosse Ladrão … Roubava.

 


publicado por Hugo Gomes às 15:59
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7.8.13

 

Começa hoje a 66º edição do Festival de Cinema de Locarno, Suíça, onde até dia 17 de Agosto será possível visualizar mais 250 filmes, incluindo 2 Guns do islandês Baltasar Kormakur, com Denzel Washington e Mark Wahlberg nos principais papeis, o filme de abertura. Porém o grande destaque do festival é a retrospectiva da obra do falecido cineasta português Paulo Rocha, onde serão exibidos os seus trabalhos mais antigos e conceituados como o seu último filme, Se eu Fosse Ladrão… Roubava. Por fim a actriz Victoria Abril será homenageada no certame com um prémio de carreira.

 


publicado por Hugo Gomes às 14:56
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