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Título
Take
3.2.18

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The Widowed Witch conquista assim o galardão Hivos Tiger, o certame principal do Festival de Roterdão, juntamente com um prémio monetário de 40.000 dólares. Segundo o júri, o realizador chinês Cai Chengjie apresenta como primeira longa-metragem “um filme de dimensões épicas e com uma narrativa acima de uma pessoa ou momento. Valida um ponto de vista feminista através da forte personagem central, que se recusa a ser uma vítima ".

 

The Reports On Sarah And Saleem, de Muayad Alayan, sai do festival com dois prémios atribuídos, por Argumento (da autoria do realizador), e o Prémio de Público Fundo Hubert Bals, acrescentando ainda os valores monetários de 20.000 dólares. Já na secção Bright Future, o brasileiro Tiago Melo vence com o seu Azougue Nazaré.

 

Nina, de Olga Chajdas, conquista o Prémio VPRO Big Screen, que lhe dará automaticamente direito transmissão na televisão holandesa, assim como passagem nos cinemas comerciais da Holanda. The Guilty, de Gustav Möller, é premiado com um também Premio de Público (que lhe garante o valor de 10.000 dólares) e ainda o Prémio Juventude.

 

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O galardão para Melhor Curta-metragem foi para Joy in People, de Oscar Hudson, e à longa-metragem indiana Balekempa, de Ere Gowda, é lhe atribuído o Prémio FIPRESCI.

 

O Prémio KNF Award, atribuído pelo Circulo de Jornalistas Holandeses, segue para Zama, a mais recente longa de Lucrecia Martel. Nervous Translation, de Shireen Seno é considerado o Melhor Filme Asiático desta edição e finalmente, Newsreel 63 - The Train Of Shadows, de Nika Autor, com o Prémio Novo Found Footage, oriundo do Instituto Som e Imagem da Holanda.

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:40
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30.1.18

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FESTin regressa a Lisboa com a promessa de mais e melhor cinema lusófono. O 9º Festival Itinerante da Língua Portuguesa decorrerá entre 27 de Fevereiro e 6 de Março, tendo como espaço, como já é habitual, o cinema São Jorge, em Lisboa.

 

Vazante, uma das obras brasileiras mais badaladas de 2017, será um dos destaques da Seleção Oficial. Esta coprodução da Ukbar apresentada no Festival de Berlim nos transportará ao Brasil do século XIX, nos meandros da escravatura e com reflexo profundo na consciência colonialista. Com direção de Daniela Thomas, habitual colaboradora de Walter Salles (Terra Estrangeira, A Linha de Passe), Vazante contará com Adriano Carvalho e Sandra Corveloni nos papeis principais.

 

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Continuando nas produções lusitanas, o FESTin apresentará ainda a nova longa-metragem do produtor/realizador Fernando Vendrell, Aparição, onde os actores Jaime Freitas e Victoria Guerra viverão um apelidado “romance dentro de um romance” numa Evola da década de 50. Psicologia e catarses nas favelas do Rio de Janeiro com Praças Paris, um filme de Lucia Murat com a participação de Joana de Verona e por fim, o independente Uma Vida Sublime, completam o quarteto nacional nesta competição.

 

Quanto ao cinema brasileira, que tem sido uma das grandes forças deste festival, pretende continuar a revelar a sua diversidade produtiva e sobretudo engenho narrativo. A realizadora de O Bicho de Sete Cabeças e Chega de Saudade, Laís Bodansky regressa ao cinema com Como Nossos Pais, um drama intimista que teve estreia na secção Panorama da Berlinale, e que será a abertura deste nono ano de FESTin. A amizade secreta de As Duas Irenes, de Fábio Meira, promete “arrasar-corações” e Açúcar, de Sérgio Oliveira, atualmente em estreia no Festival de Roterdão, são alguns dos destaques da programação.

 

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O português poderá ser a língua oficial do FESTin, mas não é a exclusiva. O latim, esse idioma ancestral do português, será ponto de partida para esta nova secção paralela “Mostra Latim - A Língua em Movimento”, onde serão exibidos  uma série de obras vindas de países com língua neolatina, tais como Espanha, Cuba, França, Itália e Roménia. Como grande atração, pela primeira vez em Portugal, Vaticano será representado em filme com O Menor Exército do Mundo, um premiado documentário estreado no Festival de Veneza.

 

Este ano, o FESTin contará com duas importantes parcerias, a 4ª edição do Guiões – Festival de Roteiros de Língua Portuguesa, que irá decorrer no âmbito do festival entre os dias 2, 3 e 4 de março, e o Lusophone Film Fest, evento que levará produções em língua portuguesa a vários lugares do mundo – incluindo sessões em Nairóbi (Quénia), Zanzibar (Tanzânia), Bangkok (Tailândia), Sydney (Austrália), Phnom Penh (Camboja) e Macau (China).

 

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28.1.18

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As jovens atrizes Chloë Grace Moretz e Sasha Lane (a estrela de American Honey, de Andrea Arnold), foram as protagonista desta edição deste ano no Festival de Sundance. O filme em que protagonizam, The Miseducation of Cameron Post, sob a direção de Desiree Akhavan, vence o principal prémio. À imagem do ano passado, o Júri e Público não estiveram de acordo, sendo que as audiências elegeram Search, de Aneesh Chaganty, um thriller cujo o desktop de um computador serve como dispositivo narrativo. John Cho e Debra Messing protagonizam a obra.

 

Grande Prémio do Júri (Ficção / Drama)

The Miseducation of Cameron Post

 

Grande Prémio do Júri (Documentário)

Kailash

 

Melhor Realizador (Documentário)

Alexandria Bombach, por On Her Shoulder

 

Melhor Realizador (Ficção / Drama)

Sara Colangelo, por The Kindergarten Teacher

 

Prémio Especial de Júri por Melhor Interpretação (Ficção / Drama)

Benjamin Dickey, em Blaze

 

Prémio Especial de Júri por Excelência na Realização (Ficção / Drama)

Reed Morano, por I Think We’re Alone now

 

Prémio Especial de Júri por Realização (Documentário)

Bing Liu, por Minding the Gap

 

Prémio Especial de Júri por Primeira Obra (Ficção / Drama)

Monsters and Men

 

Prémio de Argumento Waldo Salt

Nancy, dirigido e escrito por Christina Cole

 

Prémio Especial de Argumento (Documentário)

Three Identical Strangers

 

Prémio Especial de Júri por Visão Criativa

Hale County This Morning, This Evening

 

Prémio Especial de Júri por Impacto Social (Documentário)

Crime + Punishment

 

Prémio Público (World Cinema documentário)

This is Home

 

Prémio Público (World Cinema Ficção)

The Guilty

 

Prémio Público (Ficção / Dramático)

Burden

 

Prémio Público (Documentário)

The Sentence

 

Prémio Especial de Júri para Melhor Elenco (World Cinema)

Dead Pigs

 

Prémio Especial de Júri para Melhor Argumento (World Cinema)

Time Share (Tiempo Compartido)

 

Prémio Especial de Júri para Melhor Interpretação (World Cinema)

Valeria Bertuccelli, em The Queen of Fear

 

Melhor Realizador (World Cinema)

Ísold Uggadóttir, por And Breathe Normally

 

Grande Prémio de Júri (World Cinema)

Butterflies

 

Prémio Especial de Júri por Melhor Edição (World Cinema)

Our New President, editado por Maxim Pozdorovkin e Matvey Kulakov

 

Prémio Especial de Júri por Melhor Fotografia (World Cinema)

Genesis 2.0, por Maxim Arbugaev e Peter Indergand

 

Prémio Especial de Júri para Documentário (World Cinema)

MATANGI / MAYA / M.I.A

 

Melhor Realização (World Cinema – Documentário)

Sandi Tan, por Shirkers

 

Grande Prémio de Júri (World Cinema – Realização)

Of Fathers and Sons

 

Prémio Inovação NEXT

Nights Come on (ex-aqueous) We the Animals

 

Prémio Público NEXT

Search

 

Prémio Sundance Institute Global Filmmaking

Dark Money

Search

Of Fathers and Sons

Night on Fire

Court

His House

 

Prémio de Longa-Metragem Sloan 2018

Search

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 13:25
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24.1.18

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A cidade holandesa acolhe, como poderia esperar, a 47ª edição do Festival Internacional de Cinema de Roterdão. De 24 de Janeiro a 4 de Fevereiro, o primeiro grande festival do Velho Mundo demonstrará uma seleção refinada de novos olhares, novos autores e sobretudo, novas experimentações. É por essas e por outras que o evento é reconhecido como um dos mais experimentais do ramo cinematográfico e este ano parece não fugir à regra. Contudo, a edição de 2018 será marcada por uma forte presença portuguesa, distribuída pelas diferentes secções e espaços do festival.

 

Filipa Reis e João Miller Guerra apresentam a sua primeira longa-metragem ficcional, Djon Africa. Integrado na competição principal do certame, Hivos Tiger Competition, a produção  segue Miguel, um jovem de ascendência cabo-verdiana que procura as suas raízes na terra onde nunca pisara, uma viagem que o transformará em algo mais do que a própria memória, ao encontro de um ser que ele próprio desconhece. Quanto ao termo ficcional, os realizadores de premiadas curtas e médias metragens como Fora de Vida (2015), Nada Fazi (2011) e Cama de Gato (2012) afirmaram ao site C7nema que apesar de ser um passo novo, a ficção era uma elemento bem percetível no seu Cinema. O filme conta com argumento de Pedro Pinho, realizador de um dos filmes mais premiados da nossa filmografia, A Fábrica do Nada que é uma das muitas presenças portuguesas da secção Bright Future.

 

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Quanto ao espaço especializado em dar “tempo de antena” a novas vozes, Susana Nobre é outro nome do documentário português a avançar na ficção, sem com isso emancipar-se por completo do seu Cinema. Tempo Comum fala-nos sobre a maternidade e como ela se conjuga com “lufa-lufa” diário, com as carreiras pausadas e como esta realidade torna-se numa experiência a merecer de ser contada. Para Nobre, é um projeto minimal tendo como referência, para além da experiência enquanto mãe, o dispositivo utilizado em Ten, do iraniano Abbas Kiarostami.

 

Em companhia, estão presentes o russo Tesnota, de Kantemir Balagov, vencedor do último Lisbon & Sintra Film Festival, Meteros, de Gürcan Keltek, galardoado no Porto / Post / Doc e a segunda longa-metragem de Valérie Massadian, Milla, também premiada em Portugal (Doclisboa). Esta última, uma coprodução portuguesa, segue as mesmas pegadas do anterior Nana, onde as personagens encaram o ambiente como um refugio. Se na primeira obra, seguimos uma menina de 4 anos que se vê sozinha após uma tragédia familiar, neste deparamos com dois adolescentes inadaptados que encontram consolo em casa abandonadas.

 

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A curta-metragem Miragem Meus Putos, de Diogo Baldaia, estará em competição na subsecção Ammodo Tiger. Visto na última seleção do Indielisboa, eis um retrato de uma geração através de três narrativas distintas. No Bright Future Short, poderá ainda ser visto o novo trabalho de Filipa César (Spell Reel), que em colaboração com o artista Louis Henderson, concebem Sunstone, um ensaio sobre a relação entre a imagem e o colonialismo.

 

João Canijo e o seu Fátima tomam de assalto a secção Voices, outro importante filme nesse espaço é Western, de Valeska Grisebach. Leonor Noivo regressa com a curta Tudo o que Imagino, uma docuficção presente na categoria Long Distance dos Voices Shorts. Já Teresa Villaverde e a sua nova longa-metragem, O Termómetro de Galileu, encontra refúgio na rúbrica Visions, tendo como “colegas” o mais recente de Philippe Garrel (L’Amant D’un Jour), Wang Bing (Mrs. Fang), Bruno Dumont (Jeannette) e F.J. Ossange (em coprodução franco-portuguesa - 9 Dedos com Damien Bonnard e Diogo Dória como protagonistas. A realizadora de Colo, apresenta-nos, segundo ela, “uma homenagem à arte de viver e à vida dedicada a arte", inspirado no trabalho do realizador italiano, Tonino de Bernadi.

 

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A destacar ainda a produção de Paulo Branco, The Captain, de Robert Schwentke, registado na secção A History of Shadows. O filme que em Portugal esteve estreia no Lisbon & Sintra Film Festival leva-nos aos últimos dias da Segunda Guerra Mundial, onde um jovem soldado alemão disfarça de oficial da SS, de modo a sobreviver, sem conhecer as consequências de tal ato, principalmente na questão identitária. Também de produção portuguesa, Zama, o mais recente filme de Lucrecia Martel, encontra-se igualmente inserido na secção.

 

De forma a evitar o seu esquecimento, Luísa Sequeira prepara para mostrar às audiências internacionais o seu filme-investigação Quem é Barbara Virgínia?, sobre a realizadora Barbara Virgínia, a primeira a nível nacional e a primeira participação portuguesa no Festival de Cannes. A mulher que tinha tudo para dar ao cinema tornou-se um espectro e os seus filmes, ora desprezados, ora perdidos (como é o caso de Três Dias sem Deus, onde resta apenas 8 minutos sem som). A sessão será antecedida por Aldeia Dos Rapazes – Orfanato Sta. Isabel De Albarraque, curta de Virgínia que serviu de estudo para a sua estreia e derradeira longa.

 

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publicado por Hugo Gomes às 13:39
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19.1.18

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O cinema francês estará na ribalta! Filmin.pt dá por iniciado o My French Film Festival, um dos mais prestigiados festivais online que garante aos seus subscritores uma coleção de 25 filmes inéditos. Um leque de longas a curtas-metragens, comédias a dramas de prestigio, premiados e êxitos de bilheteira, desculpas e mais que umas para descobrir ou redescobrir novos talentos da cinematografia francesa.

 

De 19 de Janeiro a 19 de Fevereiro, deparamos neste festival à distancia de um clique, seis secções temáticas, ao encontro do paladar dos seu subscritor. São histórias mirabolantes em What The F...rench!?, com destaque para expedição selvagem de A Lei da Selva (La Loi de la Jungle, 2016) de Antonin Peretjatko, um filme louco que invoca o tão amado Pierrot Le Fou de Godard. Em Hit the Rrroad!, as viagens de iniciação tem como estandarte Ava (2017), de Léa Mysius, que fora premiado na Semana da Crítica, e ainda a comédia Aglaé, À Prova de Choque (Crash Test Aglaé, 2017), de Eric Glavel, que reúne as atrizes Yolande Moreau, Julie Depardieu e India Hair numa “viagem dos diabos.  

 

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A adolescência é o “prato principal” em Teen Stories, o documentário Swagger (2016), de Olivier Babinet, promete fazer as delicias da temática. French and Furious prova ser a secção mais obscura, aí encontraremos obras intrigantes como Pela Floresta Dentro (Dans la forêt, 2016), de Gilles Marchand, sobre progenitores obsessivos e ainda Aconteceu Perto da Sua Casa (C'est arrivé près de chez vous, 1992), de Benoît Poelvoorde, Rémy Belvaux e André Bonzel, um mockumentário (falso-documentário) de culto que arrecadou o Prémio de Júri do Festival de Cannes.

 

Por fim, muito amour com Love à la françcaise, que tal como o título indica, o romance estará no ar nesta seleção, curiosamente também será uma oportunidade de ver uma das primeiras curtas de François Ozon, Um Vestido de Verão (Une robe d'été, 1996).

 

Para aceder ao festival, clique aqui.

 

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publicado por Hugo Gomes às 10:19
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18.1.18

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Arranca hoje a 15ª edição de KINO: Mostra de Cinema de Expressão Alemã, que se prolonga até dia 24 de janeiro nos Cinemas São Jorge e na Goethe Institut. Tendo extensão no Porto para os dias 25 a 28 (Teatro Rivoli e Cinema Passos Manuel), seguidamente para Coimbra de 14 a 16 de fevereiro (Teatro Gil Vicente).

 

Esta mostra de cinema oriundo  da Alemanha, Áustria, Suíça e Luxemburgo, dará o “pontapé de saída” com a comédia negra Wild Mouse, de Josef Hader, que foi apresentado no último Festival de Berlim, a história de um crítico de músico despedido e determinado em reaver a sua dignidade. Entre outros destaques os documentários My Wonderful West Berlin, de Jochen Hick, sobre as subculturas na Alemanha Ocidental, e B-Movie: Lust and Sound in West-Berlin, do trio Jörg Hoppe, Klaus Maeck e Heiko Lange, que espreita a exploração do músico inglês Mark Reeder do lado ocidental da capital nos anos 80; o drama lésbico Siebzehn (Dezassete), de Monja Art e Herbert, de Thomas Stuber, um filme existencialista sobre um aposentado pugilista.

 

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Outro muito antecipado filme do evento é Beuys, de Andres Veiel, sobre o badalado artista performativo Joseph Beuys, que entre os seus “escandalosos” ensaios conta-se a barricada numa Galeria de Arte em 1965, de forma a ensinar arte a uma lebre morta. O filme de encerramento é Die göttliche Ordnung (A Ordem Divina), que já conta com distribuição em Portugal.

 

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publicado por Hugo Gomes às 16:17
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4.1.18

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Cate Blanchett irá presidir o júri da próxima edição do Festival de Cannes. A atriz australiana vencedora de dois Óscares da Academia, torna-se assim a 12ª mulher a liderar o tão cobiçado júri.

 

Em declaração, Blanchett expressou o seu agrado com o convite: "Estive em Cannes de muitas formas ao longo dos anos; como atriz, produtora, no mercado, na esfera da Gala e na competição (…) exclusivamente pelo puro prazer de assistir à cornucópia de filmes que o festival abriga. Sinto-me honrada com o privilégio e a responsabilidade de presidir o júri deste ano".

 

Pierre Lescure, director do festival e o seu delegado-geral, Thierry Frémaux, afirmaram estar “muito satisfeitos em receber uma artista tão rara e única, cujo talento e convicções enriquecem as telas e o palco." 

 

A 71ª edição do Festival de Cinema de Cannes irá decorrer de 08 a 19 de Maio.

 

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publicado por Hugo Gomes às 16:54
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4.12.17

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De 4 a 16 de Dezembro, Lisboa celebrará o que de melhor se produziu no Cinema na América Latina e Península Ibérica com o evento Mostra de Cinemas Ibero-americanos - No escurinho do cinema, uma iniciativa da Casa da América latina em comemorações de Passado e Presente - Lisboa, Capital Ibero-americana de Cultura 2017.

 

Serão exibidos num total de 36 obras divididas em recentes e premiadas longa-metragens ficcionais e documentais, assim como curtas, correspondentes a um número extenso de países itinerantes de língua portuguesa e espanhola. A abertura será feita com a projeção de Aquí No Passado Nada, de Alejandro Fernández Almendras, um coprodução chilena, francesa e norte-americana que nos leva a um jovem acusado de atropelamento mortal que tudo fará para provar a sua inocência. Uma obra experiente no circuito dos festivais, tendo sido selecionado no Panorama de Berlim, Sundance, San Sebastián e Miami.

 

Uma nota para participação lusa com Verão Saturno de Mónica Lima, uma curta existencialista de quem confronta a chamada “casa da meia-idade”, e a coprodução luso-brasileira, Joaquim, de Marcelo Gomes, que se encontrou presente no último Festival de Berlim.

 

Para mais informações sobre a mostra, ver aqui

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:13
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Meteors, o documentário de Gürcan Keltek que nos apresenta uma visão poética sobre o conflito curdo-turco, conquista o grande prémio do quarto Porto/Post/Doc. O júri constituído pelo realizador grego Lois Patiño, Nuria Cubas, o fundador do FILMADRID, Festival Internacional de Cine de Madrid, a socióloga Hilke Doering, o crítico Mário Moura, o realizador Ivo M. Ferreira e a diretora artística Raquel Castro, elegeram ainda Dragonfly Eyes, uma partitura visual e narrativa de Xu Bing através de vídeos de câmara vigilância, para menção honrosa.

 

 

Grande Prémio Porto/Post/Doc

Meteors

 

Menção Honrosa

Dragonfly Eyes

 

Prémio Biberstein Gusmão (para autores emergentes)

Ziad Kalthoum (Taste Of Cement)

 

Prémio Cinema Novo

Proxima

 

Menção Honrosa

De Madrugada

 

Prémio Teenage

Makala

 

Menção Honrosa

Drib

 

Prémio Arché

A Olhar Para Ontem

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 14:40
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O próximo filme de Wes Anderson, Isle of Dogs (A Ilha dos Cães), foi o escolhido para abrir a 68ª edição do Festival de Berlim. O realizador norte-americano não é nenhum novato nestas andanças, visto que em 2014, o seu The Grand Budapest Hotel serviu de arranque ao certame da mostra de cinema internacional em Berlim. Para além disso, recordamos que os filmes The Royal Tenenbaums e The Life Aquatic with Steve Zissou, integraram a competição de edições passadas.

 

Quanto ao filme, concebido através do processo de animação stop-motion (Wes Anderson já havia trabalhado com tal em Fantastic Mr. Fox), focará num futuro alternativo onde os cães são considerados pragas no Japão e um rapaz de 12 anos que tudo fará para reaver o seu "amigo de quatro patas". O enredo é inspirado num conto japonês, nos trabalhos de Akira Kurosowa e nos especiais de natal da Rankin/Bass, a empresa australiana de produção em stop-motion que o levou a se aventurar no campo da animação.

 

Ao lado de Anderson em Isle of Dogs vamos encontrar muitos dos actores que têm colaborado com ele ao longo da sua carreira, como Jeff Goldblum, Bob Balaban, F. Murray Abraham, Tilda Swinton, Bill Murray e Frances McDormand. Scarlett Johansson, Bryan Cranston, Greta Gerwig, Liev Schreiber, Kunichi Nomura, Akira Ito, Akira Takayama, Koyu Rankin, Yoko Ono e Courtney B. Vance também vão contribuir com as suas vozes para o filme.

 

Isle of Dogs chegará aos cinemas em março do próximo ano.

 

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publicado por Hugo Gomes às 14:35
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26.11.17

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Coimbra será novamente a capital do Cinema Português com o arranque da 23ª edição do festival Caminhos do Cinema Português, que nos apresentará mais uma mostra do melhor que se produziu este ano no nosso país.

 

Serão mais de 50 filmes selecionados, entre animações, curtas ficcionais e documentais e longas de toda a espécie que poderão ser visualizados em grande ecrã entre 27 de novembro até 3 de dezembro. Este leque variadíssimo vem demonstrar a cada vez mais diversificação do panorama cinematográfico nacional, um Cinema que adquire a capacidade de abranger diferentes perspetivas e fenomenologias.

 

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Basta olhar para a programação e perceber essa ramificação de géneros, desde a cinebiografia do poeta Al Berto, por Vicente Alves de Ó, até à série B A Ilha dos Cães, de Jorge António, passando pelo nosso candidato ao Óscar, São Jorge, de Marcos Martins, a curiosa comédia de ficção cientifica A Mãe é que Sabe, de Nuno Rocha, e o humor carnavalesco de Edgar Pêra em Delírio em Las Vedras. O documentário ganha também força com as projeções de A Rosa de Ermera, de Luís Filipe Rocha, o regressar de Susana Sousa Dias aos arquivos da PIDE, A Luz Obscura, a viagem pelo Tarrafal no homónimo trabalho de João Paradela e o hibrido de forte teor politico num dos mais premiados filmes do ano, A Fábrica do Nada, de Pedro Pinho.

 

A longa-metragem encontra-se de boa saúde, porém, é a curta-metragem que continua o veiculo mais capaz de condensar histórias e olhares em Portugal. A seleção é grande, e apesar da duração menor, desprezar este formato é desprezar o Cinema mais experimental, ousado e audacioso. Salomé Lamas, João Salaviza, André Marques, Gabriel Abrantes, Ico Costa e Jorge Jácome são nomes reconhecidos deste universo novamente reunidos para demonstrar a vitalidade da curta-metragem enquanto expressão. Destaque também para Terreno Baldio, por Latifa Said.

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Com a Seleção Ensaios, a mostra estende-se para outras nacionalidades, conjugado uma utopia fílmica composta por diversos trabalhos académicos e escolares, representado por diversas escolas nacionais e internacionais, tendo como objetivo dar a conhecer “sangue novo” por estas “vizinhanças” cinematográficas.

 

XXIII Caminhos Film Festival ocorrerá no Teatro Académico Gil Vicente e no Mini-Auditório Salgado Zenha do Centro de Estudos Cinematográficos assim como reposições no NOS do Alma Shopping. Ver programação completa aqui.

 

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publicado por Hugo Gomes às 11:36
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Tesnota, do jovem realizador russo Kantemir Balagov, torna-se no grande vencedor da 11ª edição do Lisbon & Sintra Filme Festival.

 

Balagov é considerado um dos autores mais promissores de 2017, o seu Tesnota foi apresentado pela primeira vez na secção Un Certain Regard do último Festival de Cannes tendo sido laureado com o Prémio FIPRESCI. Tendo como enredo um rapto numa comunidade judaica na Rússia, a longa-metragem conquista o Prémio Melhor Filme Jaeger-LeCoultre, e ainda o Prémio Revelação TAP atribuído à actriz Olga Dragunova. Cocote, de Nelson Carlo de Los Santos Arias, recebe Prémio Especial do Júri João Bénard da Costa. O júri da Competição Oficial foi composto pelos cineastas David Cronenberg, Ildikó Enyedi, a pianista Momo Kodama e as escritoras Hanan Al-Shaykh e Ersi Sotiropoulos.

 

Visto como uma das grandes apostas para os Óscares, Call Me By Your Name (Chama-me Pelo Teu Nome), de Luca Guadagnino, foi o escolhido pelo público para o respetivo Prémio. Em relação às curta-metragens, A Man, My Son, de Florent Gouëlou (La Femis - Paris), triunfa o Prémio, enquanto  que Les Yeux Fermés, de Léopold Legrand (Institut National Supérieur Des Arts Du Spectacule - Bruxelas), e Heimat, de Emi Buchwald (The Polish National Film Television And Theater) recebem uma menção honrosa. O júri era composto pelas realizadoras Bette Gordon, Stéphanie Argerich e Olga Roriz.

 

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publicado por Hugo Gomes às 10:30
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24.11.17

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Robert Pattinson estará presente na 11ª edição do Lisbon & Sintra Film Festival. O actor que se tornou mundialmente famoso com o fenómeno Twilight irá apresentar duas sessões do festival. Hoje, pelas 21h00, estará presente no Centro Cultural Olga Cadaval, ao lado do escritor Don Delillo, para apresentar Cosmopolis, a sua colaboração com David Cronenberg que resultou numa atípica versão de um mundo à beira de uma apocalipse económico.

 

No dia 25, Pattinson estará no Cinema Medeia Monumental para a projeção de Good Time, dos irmãos Safdie, obra que concorreu à Palma de Ouro do último Festival de Cannes e cujo seu desempenho foi, acima de tudo, elogiado. A sessão será seguida por um Q&A com o actor.

 

O 11º LEFFEST – Lisbon & Sintra Film Festival, decorre em Lisboa (Cinemas Monumental, Nimas, Amoreiras; Teatro Nacional D.Maria II) e Sintra (Centro Cultural Olga Cadaval, Palácio de Queluz, MU.SA-Museu das Artes de Sintra), até dia 26 de Novembro.

 

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publicado por Hugo Gomes às 07:36
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17.11.17

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Arranca hoje o 11º LEFFEST – Lisbon & Sintra Film Festival, que decorrerá entre Lisboa (Cinemas Monumental, Nimas, Amoreiras; Teatro Nacional D.Maria II) e Sintra (Centro Cultural Olga Cadaval, Palácio de Queluz, MU.SA-Museu das Artes de Sintra), de 17 a 26 de Novembro. Nesta nova edição contaremos com grandes destaques a homenagem a Isabelle Huppert, uma das grandes donzelas do cinema francês, e retrospetivas dedicadas aos cineastas Abel Ferrara, Alain Tanner e o português João Mário Grilo.

 

O mais recente filme de Richard Linklater, Last Flag Flying, terá as honras de oficializar a abertura do festival no Monumental. A história de luto e reunião de velhos camaradas tem sido visto como um dos potenciais filmes para a temporada de prémios. Bryan Cranston, Laurence Fishburne e Steve Carrell compõem o elenco desta nova façanha do mesmo realizador de Boyhood e da amada trilogia Antes do Amanhecer. Em paralelo teremos as primeiras obras das ditas retrospetivas, desde a obsessão fetichista de Michael Haneke (A Pianista), inserido no ciclo Isabelle Huppert, ou a projeção das cópias restauradas de A Salamandra, de Alain Tanner, um cocktail de proletariado e fascinação criminal, e ainda a vingança que vira vigilância no feminino com MS. 45, de Ferrara.

 

A contar ainda nesta abertura, agora no Amoreiras que estreia este como espaço para o festival, o regresso da dupla de realizadores Olivier Nakache e Eric Toledano, do muito popularizado Amigos Improváveis, que nos trazem um casamento recheado de surpresas com O Espirito da Festa.

 

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publicado por Hugo Gomes às 11:56
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3.11.17

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O Porto/Post/Doc regressará já no final deste mês - entre 27 de Novembro a 3 de Dezembro - para uma quarta edição. O Festival portuense dedicado especialmente ao documentário tem crescido bastante em tão pouco tempo de vida, tornando-se nos dias de hoje uma dos mais relevantes mostras de Cinema do país.

 

Contudo, apesar do “especial foco” no género documental e todas vias que diluem com essas realidades, o Porto/Post/Doc abrirá com a antestreia da tão esperada obra de Sofia Coppola, The Beguiled. Uma diferente perspectiva do clássico de Don Siegel que reuniu os actores Clint Eastwood e Geraldine Page, onde um soldado da união encontra abrigo no seio de mulheres sulistas, garantiu o prémio de Realização à realizadora durante a sua apresentação em Cannes. Nicole Kidman, Kirsten Dunst e Colin Farrell compõem o elenco deste atmosférico thriller no feminino. Este pedaço de ficção abrirá portas para a secção Highlights, recheado de obras diversificadas dedicadas a um público mais alargado. A sequela de Uma Verdade Inconveniente, o muito audaz 120 Batimentos por Minuto, de Robin Campillo (vencedor do Prémio Especial de Júri do Festival de Cannes), e Lucky, o derradeiro desempenho de Harry Dean Stanton, prometem fazer a delícias dos espectadores cinéfilos.

 

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Em destaque estará o Foco Miroslav Janek, com a projecção de duas obras incontornáveis da carreira de Janek, um cineasta checo com principal aptidão para a sensibilidade, o escutar dos menos privilegiados, dando assim voz às suas causas e emoções. Teremos ainda o ciclo Peter Muller Expanded, centrado na obra do realizador suíço-canadiano. Com apoio da Swiss Films, serão exibidos quatro trabalhos de Muller, filmes com principal aptidão para questões existenciais dos tempos modernos, em contraste com a natureza tribal que nos tornam nós, humanos, em seres comunitários de devidas exigências.

 

André Santos e Marco Leão, possivelmente, serão uma das duplas mais promissoras e fascinantes do nosso cinema. Na secção Intimidades, o Porto/Post/Doc convida o espectador a conhecer o que os une, a película entrelaçada nas suas vivências que se configura em enredos cinematográficos com cariz experimental e intimista. Outro convite irrecusável é a retrospectiva dedicada ao cinema-verdade de Jean Rouch, com cópias restauradas de forma a comemorar, da melhor maneira, o centésimo aniversário do seu nascimento.

 

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A Competição Internacional trará 12 filmes de produção recente, contando com a presença do muito elogiado Dragonfly Eyes (Olhos de Libélula), de Xu Bing (vencedor do Prémio FIPRESCI no último Festival de Locarno) e Era Uma Vez Brasília, de Adirley Queirós (realizador de Branco Sai, Preto Fica), que fora o filme de encerramento do Doclisboa. Para terminar, a intitulada Competição Cinema Novo, composto por 9 de filmes de universidades e politécnicos portugueses, ou de estudantes portugueses a estudar no estrangeiro, e a menção do documentário sobre rap portuense Não Consegues Criar O Mundo Duas Vezes, de Catarina David e Francisco Noronha.

 

O 4º Porto/Post/Doc decorrerá no Teatro Municipal do Porto – Rivoli, Faculdade de Belas Artes U.Porto, Cinema Passos Manuel e Maus Hábitos. Toda a programação, poderá ser vista aqui.

 

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29.10.17

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O certame da 15ª edição do Doclisboa contou com uma presença maioritariamente feminina, as mulheres governaram a mais recente mostra do cinema documental de Lisboa. Seis anos depois da sua primeira longa-metragem, Nana, Valérie Massadian regressa ao formato com Milla (que já havia sido apresentado no último Festival de Locarno), consagrando-se como o grande vencedor da Competição Internacional. Enquanto isso, Vira Chudnenko, de Inês Oliveira, é laureada como o Melhor Documentário da mostra nacional. Destaque ainda para o prémio de público atribuído a Diálogos ou Como o Teatro e a Ópera se Encontram para Contar a Morte de 16 Carmelitas e Falar do Medo, de Catarina Neves.

 

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL
Grande Prémio Cidade de Lisboa para Melhor Filme: Milla
, de Valérie Massadian
Prémio Sociedade Portuguesa de Autores: Why is Difficult to Make Films in Kurdistan
, de Ebrû Avci
Prémio Jornal Público / MUBI para Melhor Curta-Metragem: Saule Marceau
, de Juliette Achard
Menção Honrosa: Spell Reel
, de Filipa César


COMPETIÇÃO PORTUGUESA
Prémio Revelação / Prémio Canais TVCine para Melhor Primeira Obra: Those Shocking Days
, de Selma Doborac
Prémio NOVA FCSH/ Íngreme para Melhor Filme: Vira Chudnenko
, de Inês Oliveira
Prémio Kino Sound Studio: À Tarde
, de Pedro Florêncio


PRÉMIO DO PÚBLICO

Prémio RTP para Melhor Filme Português: Diálogos ou Como o Teatro e a Ópera se Encontram para Contar a Morte de 16 Carmelitas e Falar do Medo, de Catarina Neves
Prémio Escolas / Prémio ETIC para Melhor Filme: I Don't Belong Here
, de Paulo Abreu


COMPETIÇÃO TRANSVERSAL
Prémio Fundação INATEL para Melhor Filme de Temática Associada a Práticas e Tradições Culturais e ao Património Imaterial da Humanidade: Martírio
, de Vincent Carelli
Menção Honrosa: Medronho Todos os Dias
, de Sílvia Coelho e Paulo Raposo
Prémio José Saramago - Fundação José Saramago para Melhor Filme falado maioritariamente em português, galego ou crioulo de origem portuguesa: Spell Reel
, de Filipa César

 

VERDES ANOS
Prémio FAMU para Melhor Filme: Norley and Norlen
, de Flávio Ferreira
Prémio Especial Walla Collective: Pesar
, de Madalena Rebelo
Prémio Melhor Realizador: 
Ana Vijdea, John 746
Prémio Walla Collective para melhor Work in Progress - Arché: Sílvia
, de María Silvia Esteve
Prémio Arquipélago - Centro de Artes Contemporâneas para melhor Projecto em Desenvolvimento: Follha 84
, de Catarina Mourão

 

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26.10.17

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Há uma vertente que levemente tem surgido no panorama do documentário português, uma vertente de jornalística, não a de mera entrega de informação, mas de investigação. Essa no qual poderá denotar o pessoal (identitário) ou coletivo (demanda para a divulgação, preservação de memória). Este tipo de documentários, que se prolongam ou evitam o cinema como mera lente de documentação de imagens (que porventura poderá anexar-nos a memórias etnográficas e épicas), não são de todo bem vistas na comunidade-nicho da cinefilia. Há quem os acuse de aligeirar o poder e possibilidades (de momento infinitas) de Cinema, desde a sua narrativa até ao estilo intrínseco e extrínseco, porém, e tendo em conta a muita da seleção presente de um Doclisboa, poderemos considerar esta “básica” forma de fazer documentário num registo outsider e porque não, na maioria dos casos, mais experimentes e concisos na sua abordagem.

 

Como exemplo desse cinema-investigação, Catarina Mourão [ler entrevista] elevou-se numa busca ínfima de autodescoberta com A Toca do Lobo, onde seguiria o paradeiro do avô da realizadora, figura que não conhecera por completo mas que marcas deixou. A realizadora / documentarista apresenta-nos um objectivo claro na sua proposta (“descobrir quem é este homem”), convite claro que o espectador retém no seu arranque, a viagem, essa, vinculada num hibrido entre a investigação propriamente dita e a deambulação pelas memórias pessoais. Em todo o caso, porque não reconhecer A Toca do Lobo como um objeto no limiar do intimismo e da retribuição social.

 

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De estética pessoal, mas de caracter mais urgente, está Quem é Bárbara Virgínia?, de Luísa Sequeira, outra investigação (presente desta edição do Doclisboa) que regista um pedaço de História portuguesa, neste caso Bárbara Virgínia, a multifacetada artista que se tornou na primeira mulher realizadora nacional, atualmente “apagada”, é o corpus de estudo que despoleta uma tremenda jornada de conhecimento pessoal com vista maioritária para o público e memória futura na “salvação” deste personalidade. O objectivo neste caso encontra-se no título (Quem é Bárbara Virgínia?). O espectador tem com isto a certeza do que vai encontrar, a proposta é clara. Quanto à forma como a mensagem é emitida, essa, tem a sua razão de divergir dos moldes, digamos, televisivos. Luísa Sequeira consegue sobretudo uma investigação com uma apresentação intimista, até porque esta procura torna-se, para todos os efeitos, bastante pessoal (apercebemos o quanto a imagem de Bárbara Virgínia transgride da meta de estudo para a transferida pessoalidade numa determinada sequência, a anunciada morte de Virgínia e a reação da nossa documentarista perante tal).

 

Porém, talvez de caracter urgente acima da sua pessoalidade, temos Nos Interstícios da Realidade ou o Cinema de António de Macedo, de João Monteiro, uma contagem de linguagem televisiva que visa em projetar o legado de Macedo e apurar as causas do seu “desaparecimento”. Obviamente que este documentário completamente destilado por entre footages e talking heads possui um propósito de preocupação pública e patrimonial, mas se o considerarmos como um objeto cinematográfico de requinte, a sua pobreza não o exaltará como algo mais. Contudo, o objetivo de Monteiro é mais do que simplesmente integrar uma teoria estilística, social e cinematográfica, é como um apelo, um ato ativista, esse, que poderá originar consequências futuras, quem sabe, a revalidação absoluta de Macedo, não simplesmente como tentador do cinema de género em Portugal, mas como cineasta. Estes três exemplos recentes de documentário português, uma minoria perante a divulgação dos festivais, formam um cinema de causa-efeito, a investigação como uma narrativa que não deve ser sobretudo desprezada.

 

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O outro cinema, com excepção de alguns casos que conseguem através dos seus meios desbravar a sua linguagem, apresenta-se como máscara, escondendo a incapacidade e o amadorismo de muitos “documentaristas” pretensiosos, em busca do caminho fácil do estatuto autoral. Esse anti-cinema não deve ser sobretudo erguido como o Cinema, assim como o cinema na sua forma mais clássica, universalmente empática, não deve ser rebaixado a anti-cinema. 

 

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14.10.17

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Arranca hoje (14/10) o Cine’Eco – Festival Internacional de Cinema Ambiental, o único festival de cinema com temática ambiental em Portugal e um dos poucos eventos desta magnitude cinematográfica fora das grandes metrópoles dos país. A decorrer, de forma ininterrupta, desde 1995, a localidade de Seia, na Serra Estrela, acolhe mais um espectáculo cinematográfico com elevada preocupação ecológica, procurando-se entre debates e reflexões sobre a actualidade do nosso Mundo ver a maneira como poderemos solucionar alguns destes estados.

 

A abertura será tremendamente especial para a localidade, com a exibição de um dos grandes clássicos do cinema português, Os Lobos, recentemente editado e restaurado em DVD pela Cinemateca Portuguesa. Registo da passagem do italiano Rino Lupo em Portugal, Os Lobos fora rodado em diferentes localidades da cidade beirã e é hoje tido como uma das "jóia da cinematografia portuguesa", citando Félix Ribeiro na altura da sua estreia em 1923.

 

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A sessão será apresentada por Tiago Baptista, director do Arquivo Nacional das Imagens em Movimento (ANIM), e acompanhada pelo pianista britânico radicado em Portugal Nicholas McNair. Lobos é uma das propostas que José Vieira Mendes, crítico e programador do Cine'Eco, mais destaca nesta nova edição do simpaticamente apelidado de "festival ecológico". Em conversa ao Cinematograficamente Falando …, e em resposta quanto ao que destacaria da programação deste ano, Mendes diz: "Já fiz as minhas escolhas ao fazer a selecção e programação dos filmes. Portanto destacaria todos os filmes, porque todos merecem destaque inclusive uma forte selecção de curtas-metragens sobre a Água, como recurso escasso que compõe quase uma secção e que este ano vai ter um Prémio Especial para este tema.

 

Mas lá vai, para quem não possa estar em todos: Para além da antestreia nacional do filme do Al Gore [An Inconvenient Sequel: Truth to Power], temos Os Burros Mortos Não Temem Hienas, de Joakim Demmer, que olha para a especulação aos terrenos para exploração agrícola na Etiópia; Nahui Ollin ­Sol em Movimento junta oito realizadores a darem a sua visão sobre a biodiversidade do México e a forma como está a ser alterada; A Idade das Consequências, realizado por Jared P. Scott, um filme muito abrangente e polémico que olha para a intersecção entre fenómenos como a Primavera Árabe, o chamado Estado Islâmico e a radicalização de pessoas, bem como a crise dos refugiados, e as mudanças do clima; Perseguido Corais, de Jeff Orlowski, mostra o fundo dos oceanos e como os corais estão a desaparecer; Ondas Brancas, com realização de Inka Reichert, envolve os esforços de surfistas que lutam contra a contaminação do mar, quer pelo lixo quer pelos micro-plásticos; Rio Azul: Pode a Moda Salvar o Planeta?, da dupla David McIlvride e Roger Williams, atira-se à indústria da moda e ao impacto considerável que esta tem sobre o ambiente e a poluição das águas e rios. 

 

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Também serão mostrados, na competição de filmes em língua portuguesa, por exemplo, Moon Europa, de Nuno Escudeiro — que estreou no IndieLisboa 2017 —, filma o Árctico a e as poucas pessoas que lá vivem em invernos inóspitos; Belo Monte: Um Mundo Onde Tudo é Possível, de Alexandre Bouchet, que examina a construção e exploração da controversa barragem brasileira com o mesmo nome; Deriva Litoral, de Sofia Barata, que olha para os temporais do inverno de 2013 e 2014 e o seu impacto ao longo da costa portuguesa; ou Terra e Luz, um filme de ficção pós- apocalíptica do brasileiro Renné França, que é um filme ambiental e que passou no Fantasporto 2017. Entretanto, hoje já houve actividades para crianças com a belíssima longa de animação Song of the Sea, que esteve nos Óscares há dois anos e passou relativamente despercebido nas sessões comerciais. A abertura começa logo ao final da tarde, com a A Odisseia, de Jérôme Salle, o biopic que também esteve pouco tempo em cartaz, sobre o lendário explorador dos mares Jacques Cousteau."

 

Como programador, José Vieira Mendes teme efectuado um trabalho árduo em conseguir seleccionar e compor um programa de filmes e propostos para todos os públicos, porém condicionadas a uma só temática. "Os requisitos obviamente que tenham implícita uma mensagem, de preferência positiva com melhorar os nosso comportamento em relação ao ambiente, por outro lado também que coloquem questionamento e provoquem discussão sobre os grandes problemas ambientais". Obviamente nem tudo com motivações ecológicas possui a qualidade de integrar o Cine'Eco, nesse caso, segundo o programador, o que se procura é tudo aquilo que todos os festivais de cinema procuram "bons filmes, de preferência inéditos ou que não tenham tido a visibilidade que merecem tanto nos outros festivais como nas salas de cinema comerciais." 

 

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Desde 1995, que o festival existe e cresce sem interrupções, toda esta motivação vivente deriva sobretudo do "do empenho do Município de Seia, que suporta o festival quase na íntegra e faz dele um dos eventos âncoras do concelho. E por outro uma pequena equipa que vive literalmente o Cine’Eco Todo o Ano entre Seia e Lisboa — como é o caso do meu colega Mário Branquinho, Director do Cine’Eco e da Casa Municipal da Cultura de Seia, e meu caso como programador, que sou um senense adoptado, e vivo em Lisboa e outras pessoas da autarquia e colaboradores voluntários —  que procura estar atento (ou mesmo participar) ao mundo dos festivais de cinema de ambiente da GFN (e não só) procurando trazer os melhores filmes de ambiente, para apresentar no Cine’Eco".

 

Quanto ao crescimento, o Cine'Eco tem vindo "crescer um pouco à proporção das preocupações das pessoas em relação às questões ambientais, a sua mediatização e essa tal agenda político-ambiental. Assim para além das sessões competitivas e sessões especiais, o festival realiza várias actividades paralelas, onde as questões ambientais estão sempre presentes. A realização de uma grande conferência sobre questões ligadas ao ambiente e ao desenvolvimento, consta sempre da programação do festival, para a qual são convidadas figuras de referência e que envolve o público da região. O programa conta igualmente com exposições, workshop’s, concertos e outras iniciativas de e para a comunidade. As escolas são mobilizadas para as sessões do festival, mas o festival também vai aos estabelecimentos de ensino do concelho e da região."

 

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Mas existe um enorme perigo cultural e em Portugal o "afunilamento" de propostas deste género restringidas às grandes cidades como Lisboa e Porto, sobretudo exclusivamente transladadas para a capital. Em resposta a isso, o Cine'Eco possui "uma vasta rede de extensões por todo o país, como a que decorre ao longo do ano — Cine'Eco Todo o Ano! —, o que ajuda a ir ao encontro de um público mais vasto, possibilitando que os filmes e as suas mensagens circulem e cheguem a um número mais alargado de espectadores. Este ano, conseguimos uma nova parceria. O Cin'Eco será alargado aos 15 concelhos da Comunidade Intermunicipal das Beiras e da Serra da Estrela, composta por 250 mil habitantes, que constitui um novo contributo de aproximação à região." Das extensões, é ainda destacado "os Açores, outra região com um forte apelo à natureza e onde também é muito acarinhado pelo público."

 

Contudo, ao dito "afunilamento cultural" que atinge o país, José Vieira Mendes comenta: "Isso é normal que os festivais se centrem nas grandes capitais, pois é onde alcançam mais público, mais orçamento, mais mediatização e até mais patrocinadores e parceiros.  Fugimos à regra e conseguimos no Cine'Eco e em pleno interior do País, por exemplo um forte mobilização dos alunos do concelho e da região, numa perspectiva de sensibilização para as questões ambientais e na procura de criação de público para o cinema. Por outro, envolvemos várias personalidades do concelho na dinâmica do festival. Seja como elementos do júri, seja na mobilização e acompanhamento de grupos para as sessões de cinema. Este ano, foram designadas 27 pessoas da comunidade para apadrinharem as 9 longas-metragens internacionais, contribuindo para essa aproximação e um maior envolvimento da população de Seia e da região. 

 

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"O cinema de ambiente não é propriamente uma área para as grandes massas de público, mesmo que seja especializado. Por isso, o Cine'Eco tem feito o seu caminho, conquistado públicos e despertando consciências para as questões ambientais, embora se reconheça que o público seja ainda uma fragilidade do festival e onde ainda há muito trabalho a fazer mesmo a nível da componente de turístico ambiental, nacional e internacional, apesar de estar-mos integrados e ser-mos membros fundadores da Green Film Network, a rede de festivais de cinema de ambiente."

 

Provavelmente, 2017 tem sido o ano onde o aquecimento global apresentou-se mais como uma agenda politica, é nos recordado o caso de Donald Trump e a saída dos EUA do Tratado de Paris, e a sequela Uma Verdade Inconveniente [An Inconvenient Sequel: Truth to Power], que integra a programação do Cine'Eco. José Vieira Mendes esclarece até que ponto a ecologia é uma perspectiva politica e como o festival contorna / ou abraça essa mesma vertente: ao longo do seu percurso de mais de duas décadas, o Cine'Eco tem mesmo abraçado essa causa procurado ir de encontro ou acompanhar às grandes questões ambientais da actualidade ou da agenda político-ambiental mundial, dai este ano termos escolhido como inspiração o bestseller, Tudo Pode Mudar: Capitalismo vs. Clima, da Naomi Klein, bem como o documentário Uma Verdade (Mais) Inconveniente, do Al Gore, — que vai ter estreia nacional na quarta, dia 18 no Cine'Eco, em sessão especial — que chega na hora certa depois de facto o Presidente Donald Trump ter anunciado que ia se distanciar do Acordo de Paris do ano passado sobre o limite das emissões de carbono causadoras das mudanças climáticas.  Por outro lado, o CineEco vai de encontro às necessidades da comunidade local, através de vários mecanismos desencadeados, no quadro da dinâmica cultural e ambiental do município de Seia."

 

A 22ª edição do Cine'Eco vai decorrer até dia 21 de Outubro, na Casa Municipal da Cultura de Seia e no CISE – Centro de Interpretação da Serra da Estrela.

 

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20.9.17

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"Cinema inteligente não despreza o público, pelo contrário, o cinema inteligente não padroniza o público", responde Cíntia Gil às "acusações" de pedantismo do Doclisboa, festival que comemora a sua 15ª edição, apresentando mais de 231 filmes em 217 sessões. Segundo a directora, o festival tem cada vez mais apostado em "inspirações" para o público, filmes que dialogam com este e que o leva a reflectir sobre o Mundo que o rodeia.

 

Quanto às novidades do Doclisboa'17, a mostra de documentários da capital irá apresentar uma das maiores competições nacionais da sua História, isto para além da selecção portuguesa, correspondendo a mais 44 filmes, dispersos em diferentes secções. Entre eles, a destacar o Diário das Beiras, de João Canijo e Anabela Moreira, "uma espécie de segunda parte" de Portugal - Um Dia de Cada vez, que estreou na edição de 2015; a curta António e Catarina, de Cristina Hanes, vencedora de um prémio em Locarno; e o novo filme de Inês Oliveira, Vira Chudnenko.

 

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A secção Riscos terá um “programa especial muito ligado a Sharon Lockhart”, a artista norte-americana que estará presente em Lisboa para apresentar o seu filme, Rudzienko, e uma exposição no Museu Berardo, a decorrer entre o dia 10 de Outubro e 14 de Janeiro. Um projecto inspirado na vida e obra do pediatra polaco Janusz Korczak, tendo como temática os direitos das crianças. Dentro do espaço Riscos ainda teremos um olhar sobre Barbara Virgínia, a enigmática realizadora portuguesa que ficou eternizada por ter sido a primeira mulher a dirigir uma longa-metragem sonora nacional (Três Dias Sem Deus, 1945). O Doclisboa irá exibir as "imagens sobreviventes" desse filme perdido, a sua curta Aldeia dos Rapazes (1946) e o documentário de Luísa Sequeira em sua homenagem. Destaque ainda para a cópia restaurada de Grandeur et décadence d'un petit commerce de cinéma, de Jean-Luc Godard (1986), e a comemoração dos 20 anos de Gummo, de Harmony Korine.

 

Enquanto isso, a HeartBeat continua como uma referência no Festival, consolidando o documentário com música e outras artes. Este ano, promove-se um dissecar à eterna figura de Cary Grant em Becoming Cary Grant, de Mark Kidel, a viagem do grupo musical de Abel Ferrara em Alive in France, a coroação a Marianne Faithfull (Faithfull, Sandrine Bonnaire) e Whitney Houston (Whitney: 'Can I be Me'), e o português Os Cantadores de Paris, de Tiago Pereira.

 

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Recordamos que o 15º Doclisboa - Festival Internacional de Cinema decorrerá de 19 a 29 de Outubro. A juntar ainda temos a retrospectiva de Věra Chytilová, a "primeira-dama" do cinema checo, e do ciclo Uma outra América - o singular cinema do Quebec. Wang Bing contará com dupla presença na secção Da Terra à Lua, ao lado dos novos de Wiseman, Poitras e Lanzmann. O filme Ramiro, de Manuel Mozos, terá as honras de abrir a mostra, enquanto que Era uma vez Brasília, de Adirley Queirós, será o filme de encerramento do festival.

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:54
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13.9.17

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Como antecipação do 15ª edição do Doclisboa, a organização revelou parte da sua programação, principalmente a secção Da Terra à Lua, descrita pela directora do festival, Cintia Gil, como uma espécie de "cápsula do tempo".

 

Neste espaço estarão reunidos alguns dos documentaristas mais prestigiados da actualidade, que trazem novos filmes, novas apostas, novas abordagens ao mundo em que vivemos. Entre eles, Frederick Wiseman com Ex Libris - The New York Public Library; o lendário Claude Lanzmann com Napalm (apresentado no último Festival de Cannes); e o próspero Wang Bing com duas obras, Bitter Money (que se encontrou no Festival de Veneza de 2016) e Mrs. Fang (filme vencedor do Leopardo de Ouro do último Festival de Locarno), por fim, Laura Poitras, a vencedora do Óscar de Melhor Documentário por Citizenfour, regressa com Risk.

 

Recordamos que o 15º Doclisboa - Festival Internacional de Cinema decorrerá de 19 a 29 de outubro, tendo como principais destaques uma retrospectiva de Věra Chytilová, a "primeira-dama" do cinema checo, e do ciclo Uma outra América - o singular cinema do Quebec. O filme Ramiro, de Manuel Mozos, terá as honras de abrir a mostra, enquanto que Era uma vez Brasília, de Adirley Queirós, será o filme de encerramento do festival. A artista plástica norte-americana Sharon Lockhart estará presente para integrar a secção Passagens, a decorrer no Museu Colecção Berardo.

 

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