Data
Título
Take
8.8.17

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Foi apresentado o primeiro trailer de mother!, o próximo e promissor filme de Darren Aronofsky (The Wrestler, Requiem for a Dream, Black Swan) que estará em competição no Festival de Veneza.

 

 

Seguindo a linha do terror psicológico de Black Swan (Cisne Negro), a premissa envolve um casal que é confrontado com a chegada de estranhos. Jennifer Lawrence, Javier Bardem, Ed Harris, Michelle Pfeiffer e Domhnall Gleeson completam o elenco.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 14:24
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1.8.17

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Wim Wenders vai abrir a 65ª edição do Festival Internacional de Cinema de San Sebastian com a sua mais recente obra, Submergence. Para além da abertura, o filme também estará a concurso no respectivo festival que terá lugar no 22 a 30 de Setembro.

 

Com produção de Paulo Branco, a obra, que tem como base um homónimo livro da autoria de J.M. Ledgard, seguirá um casal que experiencia, separadamente, situações limite e que só as memórias do romance vivido numa praia francesa servirão de conforto. Alicia Vikander (Ex Machina [ler crítica]) e James McAvoy são os protagonistas.

 

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publicado por Hugo Gomes às 13:46
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27.7.17

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VENICE FILM FESTIVAL — IN COMPETITION

“Human Flow,” Ai Weiwei (Germany, U.S.)

“mother!”, Darren Aronofsky (U.S.)

“Suburbicon,” George Clooney (U.S.)

“The Shape Of Water,” Guillermo Del Toro (U.S.)

“L’Insulte,” Ziad Doueiri (France, Lebanon)

“La Villa,” Robert Guediguian (France)

“Lean on Pete,” Andrew Haigh (U.K.)

“Mektoub, My Love: Canto Uno,” Abdellatif Kechiche (France)

“The Third Murder,” Koreada Hirkazu (Japan)

“Jusqu’a La Garde,” Xavier Legrand (France)

“Amore e Malavita,” Manetto Bros. (Italy)

“Three Billboards Outside Ebbing, Missouri” (U.K.)

“Hannah,” Andrea Pallaoro (Italy, Belgium, France)

“Downsizing,” Alexander Payne (U.S.)

“Angels Wear White,” Vivian Qu (China, France)

“Una Famiglia,” Sebastiano Risio (Italy)

“First Reformed,” Paul Schrader (U.S.)

“Sweet Country,” Warwick Thornton (Australia)

“The Leisure Seeker,” Paolo Virzì (Italy)

“Ex Libris – The New York Public Library, Frederick Wiseman (U.S.)



OUT OF COMPETITION

Special Events

“Casa D’Altri,” Gianni Amelio (Italy)

“Michael Jackson’s ‘Thriller’ 3D,” John Landis (U.S)

“Making of Michael Jackson’s ‘Thriller,'” Jerry Kramer (U.S.)



FICTION

“Our Souls at Night,” Ritesh Batra (U.S.)

“Il Signor Rotopeter,” Antonietta De Lillo (Italy)

“Victoria and Abdul,” Stephen Frears (U.K.)

“La Melodie,” Rachid Hami (France)

“Outrage Coda,” Takeshi Kitano (Japan)

“Loving Pablo,” Fernando Leon De Aranoa (Spain)

“Zama,” Lucrecia Martel (Argentina, Brazil)

“Wormwood,” Errol Morris (U.S.)

“Diva!”, Francesco Patierno (Italy)

“La Fidele,” Michael R. Roskam (Belgium, France, Netherlands)

“The Private Life of a Modern Woman,” James Toback (U.S.)

“Brawl in Cell Block 99,” S. Craig Zahler (U.S.)



NON-FICTION

“Cuba and the Cameraman,” Jon Albert (U.S.)

“My Generation,” David Batty (U.K)

“The Devil and Father Amorth,” William Friedkin (U.S.)

“This Is Congo,” Daniel McCabe (Congo)

“Ryuichi Sakamoto: Coda,” Stephen Nomura Schible (U.S., Japan)

“Jim & Andy: The Great Beyond. The Story of Jim Carrey, Andy Kaufman, and Tony Clifton,” Chris Smith (U.S.)

“Happy Winter,” Giovanni Totaro (Italy)



HORIZONS

“Disappearance,” Ali Asgari (Iran, Qatar)

“Especes Menaces,” Gilles Bourdos (France, Belgium)

“The Rape of Recy Taylor,” Nancy Buirski (U.S.)

“Caniba,” Lucian Castaing-Taylor, Verena Paravel (France)

“Les Bienheureux,” Sofia Djama (France, Belgium)

“Marvin,” Anne Fontaine (France)

“Invisibile,” Pablo Giorgelli (Argentina, Brazil, Uruguay, Germany)

“Brutti e Cattivi,” Cosimo Gomez (Italy, France)

“The Cousin,” Tzahi Grad (Israel)

“Reparer les vivants,” Katell Quillevere (France, Belgium)

“The Testament,” Amichai Greenberg (Israel, Austria)

“No Date, No Signature,” Vahid Jalilvand (Iran)

“Los Versos Del Olvido,” Alireza Khatami (France, Germany, Netherlands, Chile)

“Nico, 1988,” Susanna Nicchiarelli (Italy)

“Krieg,” Rick Ostermann, Barbara Auer (Germany)

“West of Sunshine,” Jason Raftopoulos (Australia)

“Gotta Cenerentola,” Alessandro Rak, Ivan Cappiello, Marino Guarnieri, Dario Sansone (Italy)

“Under The Tree,” Hafsteinn Gunnar Sigurdsson (Iceland, Denmark, Poland, Germany)

“La Vita in Comune,” Edoardo Winspeare (Italy)



CINEMA IN THE GARDEN

“Manuel,” Dario Albertini (Italy)

“Controfigura,” Ra Di Martino (Italy, France, Morocco, Switzerland)

“Woodstock,” Kate Mulleavy, Laura Mulleavy (U.S.)

“Nato A Casal Di Principe,” Bruno Oliviero (Italy, Spain)

“Suburra — The Series,” Michele Placido, Andrea Molaioli, Giuseppe Capotondi (Italy)

“Tuers,” Francois Truokens, Jean-Francois Hensgens (Belgium, France)



VENICE VIRTUAL REALITY

“Melita,” Nicolas Alcala (U.S.)

“La Camera Insabbiata,” Laurie Anderson, Huang Sin-Chien (U.S.)

“The Last Goodbye,” Gabo Arora (U.S.)

“My Name Is Peter Stillman,” Lysander Ashton, Leo Warner (U.K.)

“Alice, The Virtual Reality Play,” Mathias Chelebourg (France)

“Arden’s Wake Expanded,” Eugene YK Chung (U.S.)

“Greenland Melting,” Nonny De La Pena (U.S.)

“Bloodless,” Gina Kim (U.S.)

“Nothing Happens,” Uri Kranot, Michelle Kranot (Denmark, France)

“The Dream Collector,” Mi Li (China)

“Snatch VR Heist Experience,” Rafael Pavon, Nicolas Alcala (U.S.)

“Nefertiti,” Richard Mills, Kim-Leigh Pontin (U.K.)

“Proxima,” Mathieu Pradat (France)

“In The Pictures,” Qing Shao (China)

“Dispatch,” Edward Robles (U.S., U.K.)

“The Argos File,” Josema Roig (U.S.)

“Gomorra VR – We Own The Streets,” Enrico Roast (Italy)

“Draw Me Close, Chapters 1-2,” Jordan Tannahill (Canada, U.K.)

“The Deserted,” Tsai Ming-Liang (Taiwan)

“I Saw The Future,” Francois Vautier (France)

“Separate Silences,” David Wedel (Denmark)

“Free Whale,” Zhang Peibin (China)

 

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 21:45
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19.7.17

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O chileno “psico-mago” Alejandro Jodorowsky e o veterano produtor e realizador Roger Corman serão os homenageados da 11ª edição do MOTELx: Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa, a decorrer entre 5 a 10 Setembro.

 

Espera-se a presenças de ambos no decorrer do Festival, porém, recordamos que Corman havia sido anunciado como “homenageado do MOTELx” na edição passada, cuja vinda foi cancelada devido a problemas de saúde.  O mesmo se pode dizer sobre o chileno surrealista, cuja visita a Lisboa (no âmbito da anterior Mostra da América Latina) também fora cancelada por iguais motivos.

 

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Porém, falando em homenageados, a organização anunciou que irá preparar um tributo a George A. Romero, falecido recentemente, na programação deste ano. Nota-se que o “mestre dos mortos-vivos” esteve presente no MOTELx em 2010, e segundo a equipa do festival “foi a sessão de autógrafos mais longa em 11 anos de evento”.

 

O regresso do MOTELx irá assumir-se como o mais ambicioso até à data, cerca de 14 sessões diárias e mais de 100 filmes inserido numa programação sem precedentes, tendo em conta as palavras dos organizadores durante a conferência de imprensa.

 

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Para além dos habituais Warm-ups (sessões pré-festival), o infanto-juvenil Lobo Mau, os Prémios MOTELx (Melhor Curta de Terror Portuguesa, Yorn Microcurtas), o 11º MOTELx tem como principal novidade a associação com o Passado e Presente - Lisboa, Capital Ibero-americana de Cultura 2017. No âmbito desta colaboração cultural, seremos presenteados com sessões especiais dedicadas a Jean Garrett, um dos nomes incontornáveis do cinema exploitation brasileiro dos anos 70, e ainda, o “desenterrar” de duas produções ibéricas, raras, que de certa forma tentaram preencher o vazio do fantástico no cinema português nos anos 70.

 

A mostra lisboeta de cinema de terror terá lugar no Cinema São Jorge, Teatro Tivoli BBVA, Cinemateca Portuguesa e Júnior, Rua da Moeda, Museu do Berardo, Lounge e Largo de São Carlos (sessões Warm-ups).

 

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publicado por Hugo Gomes às 01:08
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13.7.17

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9 Doigts, F.J. Ossang

Good Manners, Juliana Rojas and Marco Dutra

Charleston, Andrei Cretulescu

Did You Wonder Who Fired the Gun?, Travis Wilkerson

En el Septimo Dia, Jim McKay

Freedom, Jan Speckenbach

Gemini, Aaron Katz

The Asteroids, Germano Maccioni

Goliath, Dominik Locher

Good Luck, Ben Russell

La Telenovela Errante, Raul Ruiz

Lucky, John Carroll Lynch

Madame Hyde, Serge Bozon

Mrs. Fang, Wang Bing

Dragonfly Eyes, Xu Bing

A Skin So Soft, Denis Cote

Winter Brothers, Hlynur Palmason

Wajib, Annemarie Jacir

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:23
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8.7.17

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Curtas Vila do Conde comemora as suas bodas de prata. Não é todo os dias que um festival português atinja a 25ª edição e é com tal longevidade a servir de signo que o Curtas tem o privilégio de arrancar, hoje (8 de Julho, prolongando-se até dia 16), com a antestreia nacional de The Other Side of Hope (O Outro Lado da Esperança), do tão celebrizado cineasta finlandês Aki Kaurismäki. Apresentado e premiado (Melhor Realização) no último Festival de Berlim, a obra aborda a integração dos refugiados sírios nesta Europa ainda atormentada pelo racismo, e é possível que seja um dos filmes do ano.

 

No mesmo dia, o mais recente trabalho de Kelly Reichardt, Certain Women, será também exibido. Trata-se da história de três mulheres completamente distintas e sem conexão que irão mapear uma obra de sensibilidade no feminina. O filme tem sido prezado pela crítica internacional e até premiado em diversos festivais, como o prémio máximo da competição do Festival de Londres, e em diversos círculos de crítica norte-americana.

 

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Serão oito dias repleto de cinema para descobrir e para redescobrir, e como tem sido tradição nos últimos tempos, o festival tem-se cada vez mais assumindo como um estandarte da cinematografia portuguesa assim como da experimentalidade, pelo qual, poderemos ainda polvilhar os projectos da "nossa terra". Aliás, não é por coincidência, que Terra, é o nome da exposição colectiva da nova geração de autores portugueses que vai desde Gabriel Abrantes (em colaboração com Ben Rivers), passando por Priscila Fernandes, Pedro Neves Marques, Joana Pimenta, Lúcia Prancha, Francisco Queimadela e Mariana Caló. A exposição, que ficará patente até 17 de Setembro, estará exposta no Solar – Galeria de Arte Cinemática.

 

Na Competição Internacional encontraremos nomes fortes, veteranos, revelações e possíveis surpresas, tudo para um só propósito,  alcançar o prémio máximo do certame. A selecção é impressionante; Gabriel Abrantes, Latif Saïd, David O'Reilly, Hu Wei, Laura Poitras, Nele Wohlatz, Ben Rivers e Jia Zhang-ke. O mesmo se poderá aplicar à Competição Nacional, que vai desde Salomé Lamas a João Salaviza, Gabriel Abrantes a João Pedro Rodrigues.

 

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O Curtas apresentará ainda o ciclo F.J. Ossange, integrado na secção In Focus, onde será projectado a obra do cineasta, poeta, escritor e músico, conhecido pela sua marginalidade como sinal de prolificidade, uma figura eclética no panorama cultural francês. Na secção Stereo teremos o filme-concerto, The General (Pamplinas Maquinistas), o grande clássico de Buster Keaton, musicado pelo Atlantic Coast Orchestra, e ainda concertos de Evols, Mão Morta, Capitão Fausto, Chassol e Pega Monstro.

 

Por fim, dois "clássicos" da programação do Curtas, o Take One, uma plataforma que explora as novas linguagem do cinema em obras que desafiam as já estabelecidas convenções, nesta secção estará inserida um Workshop de Crítica de Cinema, contando com diversos e distintos oradores que vão desde o crítico norte-americano Dennis Lim, aos portugueses João Lopes, Jorge Mourinha, Sabrina D. Marques, os artistas visuais (Filipa César e João Tabarra) e o ex-crítico e agora cineasta Miguel Gomes. Quanto ao Curtinhas, dedicados aos mais novos que terá este ano a projecção de Gru, O Maldisposto 3.

 

Para mais informação sobre a programação, ver aqui

 

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5.7.17

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A actriz Annette Bening (American Beauty) vai presidir o júri da Selecção Oficial da próxima edição do Festival de Veneza, que decorrerá entre 30 de Agosto até 9 de Setembro na dita cidade italiana.

 

O director do festival, Alberto Barbera, demonstrou agrado pela actriz nomeada a quatro Óscares da Academia ter aceito o convite: "É o momento de quebrar a longa lista de presidentes masculinos e convidar talentos brilhantes e ao mesmo tempo mulheres inspiradoras para liderarem o júri da Competição Internacional (…) A sua carreira foi marcada, sempre, por decisões de risco. Annette Bening atribui aos seus papeis uma compreensão, uma compaixão e uma elegância natural que nos faz ver os seus filmes como uma maravilhosa e enriquecedora experiência. Dou-lhe as boas-vindas a Veneza.”Recordamos que a última mulher a presidir o júri foi Catherine Deneuve em 2006.

 

Annete Bening sucede assim a Bernardo Bertolucci (2013), o compositor Alexandre Desplat 2014), Alfonso Cuarón (2015) e a Sam Mendes (2016).

 

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4.7.17

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O actor oscarizado Adrien Brody estará presente no próximo Festival de Locarno para ser laureado com o Prémio Especial de Carreira do evento. O actor será homenageado com uma projecção especial de O Pianista, o filme de Roman Polanski pelo qual recebeu o Óscar de Melhor Actor, a ter lugar no dia 4 de Agosto.

 

"Com uma carreira ricamente diversificada e ainda florescente, Adrien Brody trabalhou com alguns dos grandes realizadores americanos, desde Coppola a Wes Anderson, de Malick a Soderbergh, exibindo sempre a versatilidade e as habilidades técnicas que o tornam num notável espectro de interpretações", declara o director artístico de Locarno, Carlo Chatrian, em comunicado.

 

Adrien Brody sucederá assim a Faye Dunaway (2013), Mia Farrow (2014), Andy Garcia (2015), e Stefania Sandrelli (2016), como recentes premiados com tal especial distinção.

 

O 70º Festival de Locarno arrancará de 2 a 12 de Agosto.

 

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1.7.17

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A Fábrica de Nada [ler crítica], o mais recente trabalho de Pedro Pinho, foi premiado na Alemanha no Festival de Cinema de Munique, que arrancou no passado dia 22 de Junho e com encerramento no dia 1 de Julho. A luta pela dignidade e sustentabilidade de um grupo de operários de uma fábrica de elevadores conquistou o prémio principal da secção CineVision, dedicado a primeiras e segundas obras.

 

É de recordar que A Fabrica do Nada, com produção da Terratreme, já havia sido laureado na 49ª Quinzena de Realizadores, em Cannes, com um prémio da Crítica FIPRESCI.  

 

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A 15º edição do Doclisboa - Festival Internacional de Cinema decorrerá de 19 a 29 de Outubro, mas já foi revelado algumas novidades de mais uma mostra de cinema documental e experimental. O aquecimento se dará no próximo dia 7 de Julho, com a exibição de Strop, ao ar livre no terraço da Cinemateca Portuguesa. O filme em questão abrirá a retrospectiva de Věra Chytilová, a chamada "Primeira-Dama" do cinema checo, uma das responsáveis pela nova vaga e do reconhecimento do cinema nacional no resto do Mundo, que será projectada na sua integralidade no decorrer do Doclisboa.

 

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Tendo falecido em 2014, aos 85 anos, as suas obras são distinguidas pela sua forte critica à sociedade e às relações humanas. A sua primeira experiência no cinema foi como "rapariga da claquete" no Estúdio Cinematográfico de Brrandov, mas a partir dai ascendeu-se como actriz, argumentista e assistente de realização. Recusou uma bolsa e até uma recomendação do estúdio, ingressou na FAMU (Academia Superior Cinema de Praga) onde teve como mentor o cineasta Otakar Vávra. Graduou-se em 1962 como realizadora, e o seu filme de graduação foi Strop. Definiu uma carreira experimental e irreverente, tendo sido muitas vezes caracterizada como umas das lideres da Nouvelle Vague checa. Entre os seus trabalhos mais notórios encontram-se Daisies (1966), Fruit of Paradise (1970) e Kalamita (1982). Foi impedida de trabalhar no seu ramo pelo regime soviético e os seus filmes banidos até 1975, a realizadora nunca deixou o seu país e mesmo com propostas de trabalha no Ocidente. O seu último filme foi Pleasent Moments (2006). 

 

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Outra novidade a ser apresentada como "aperitivo" do Doclisboa é a exibição de Un Jeu Si Simple, de Gilles Groulx (1964), um documentário que explora o universo do hockey no gelo. Servirá como arranque do ciclo "Uma outra América - o singular cinema do Quebec", a ser desenvolvido com colaboração com a Cinemateca Portuguesa e a Sodec, reunindo uma mostra de nomes que vai desde Pierre Perrault, Gilles Groulx, Claude Jutra, Michel Brault, Anne Claire Poirier, Marcel Carrière e Denis Côté.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 11:42
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28.6.17

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A dois meses de arrancar a sua 11ª edição, o MOTELx - Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa divulgou a associação com o Passado e Presente - Lisboa, Capital Ibero-americana de Cultura 2017 de forma a conduzir o público a explorar "a diversidade do cinema de género produzido na América do Sul e na Península Ibérica."

 

Para além da mostra que incluirá "títulos clássicos, filmes menos conhecidos do grande público e produções recentes", o MOTELx apresentará debates, masterclasses e outras actividades paralelas no âmbito da proposta intitulada de “O Estranho Mundo do Terror Latino”.

 

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Como grande novidade, o Festival exibirá The Bar, o mais recente filme de Alex de la Iglesia, um dos mais prolíferos e bem-sucedidos autores do fantástico a operar em Espanha. Apresentado no último Festival de Berlim, eis um arquétipo de "filme de cerco" onde um grupo de estranhos ficam presos dentro de um bar.

 

Do outro lado do Oceano, chega-nos The Untamed (La Región Salvaje), de Amat Escalante, visto como um dos nomes mais promissores do cinema mexicano. Trata-se de uma obra invulgar que mistura o tormento e prazer de um casal após o encontro com uma misteriosa criatura vinda do espaço.

 

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A mostra ainda nos traz algumas raridades, tais como o Excitação, do luso-brasileiro Jean Garrett (do sucesso de A Ilha do Desejo), uma das referência do cinema exploitation paulista dos anos 70 e Crime de Amor, de Rafael Moreno Alba, uma esquecida co-produção de Portugal/México/Espanha. Destaque ainda para a sessão infanto-juvenil O Livro da Vida, uma animação com produção de Guillermo Del Toro, e o ciclo de clássicos do terror latino a ter lugar na Cinemateca Portuguesa, que se alia ao MOTELx durante a proposta Warm-Up que precede o evento.

 

No dia 18 de Julho serão revelados mais detalhes sobre a programação desta 11.ª edição a decorrer entre 5 e 10 de Setembro, no Cinema São Jorge e Teatro Tivoli BBA.

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:13
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26.6.17

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Colo, a mais recente longa-metragem da cineasta Teresa Villaverde, recebe o prémio Bildrausch Ring of Film Art do Bildrausch Filmfest Basel, na Suíça, um festival dedicado ao conhecimento de novos autores da Sétima Arte. O retrato emocional de uma família num Portugal em fase de austeridade conquistou o júri, formado pelo realizador filipino Lav Diaz, produtora holandesa Ilse Hughan e a montadora Monika Willi (que estreou recentemente na realização com Untitled, o projecto póstumo do documentarista Michael Glawogger.

 

Para além da sua presença e a do seu mais recente filme na selecção, Villaverde foi ainda homenageada no festival com uma secção intitulada de Teresa Villaverde: Fragile Punk, que reunia outras obras da realizadora. Nesse ciclo foram exibidos: A Idade Maior (1991), Três Irmãos (1994), Os Mutantes (1998) e Transe (2004).

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:38
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25.6.17

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O checo Filthy, de Tereza Nvotová, foi distinguido com o Lince de Ouro da 13ª edição do FEST Festival Novos Realizadores | Novo Cinema, que decorreu em Espinho. O filme que aborda as tramas de uma adolescente cuja vida alterou radicalmente após um inesperado evento, conquistou o júri oficial, composto pela realizadora e actriz Nicole Quinn, o designer de títulos Richard Morrison e o gestor cultural Xavier Garcia Puerto. Destaque para a menção honrosa, partilhada por Old Stone, de Johnny Ma, e La Mano Invisible, de David Mácian.

 

A salientar o Grande Prémio Nacional entregue a Maria Sem Medo, de Mário Macedo, e o Prémio de Público à longa-metragem Sacred Water, de Olivier Jourdain, e à curta-metragem Instalação do Medo, de Ricardo Leite.

 

 

LINCE DE OURO

Melhor Longa-metragem de Ficção

Filthy, de Tereza Nvotová (República Checa)

 

Menções Honrosas

Old Stone, de Johnny Ma

The Invisible Hand, de David Mácian

 

Melhor Longa-metragem de Documentário

The Road Movie, de Dmitrii Kalashnikov (Bielorrússia)

 

PRÉMIO DO PÚBLICO

Melhor Longa-Metragem

Sacred Water, de Olivier Jourdain (Bélgica)

 

Melhor Curta-Metragem

A Instalação do Medo, de Ricardo Leite (Portugal)

 

LINCE DE PRATA

Melhor Curta-Metragem de Ficção

Downside Up, de Peter Ghesquiere (Bélgica)

 

Menção Honrosa

A New Home, de Žiga Virc (Eslovénia)

 

Melhor Curta-metragem de Documentário

Homeland, de Sam Peeters (Belgica)

 

Menção Honrosa

Without Sun, de Paul de Ruijter (Holanda)

 

Melhor Curta-metragem Experimental

Apocalypse, de Justyna Mytnik (Polónia)

 

Menções Honrosas

As The Jet Engine Recalls, de Juan Palacios (Espanha)

Simba in New York, de Tobias Sauer (Alemanha)

 

Melhor Curta-metragem de Animação

Antarctica, de Jeroen Ceulebrouck (Bélgica)

 

Menções Honrosas

Locus, de Anita Kwiatkowska-Naqvi (Polónia)

Pussy, de Renata Gasiorowska (Polónia)

 

GRANDE PRÉMIO NACIONAL

Melhor Curta-metragem Portuguesa

Maria Sem Pecado, de Mário Macedo (Portugal)

 

Menções Honrosas

Um Refúgio Azul, de João Lourenço (Portugal)

78.4 Rádio Plutão, de Tiago Amorim (Portugal)

 

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Bond, de Judit Wunder (Hungria)

 

FESTINHA

Prémio Sessão 1 - 3 aos 6 anos

Lilou, de Rawan Rahim (Líbano)

 

Prémio Sessão 2 - 3 aos 6 anos

Pas a Pas, de Charline Arnoux, Mylène Gapp, Florian Heilig, Mélissa Roux, Léa Rubinstayn (França)

 

Prémio Sessão 3  - 7 aos 12 anos

Way of Giants, de Alois di Leo (Brasil)

 

Prémio Sessão 4 - 12 aos 17 anos

Schlboski, de Tomás Andrade e Sousa (Portugal)

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:45
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16.6.17

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FEST - Festival Novos Realizadores e Novo Cinema é um festival de descoberta, composto por um cinema a merecer a sua aventura com “estranhos” a "lutar" pelo seu lugar na Sétima Arte. Veremos se daqui sairá um novo cineasta, aquele nome a ser recordado nos próximos tempos, a ser distinguido pela sua visão e a servir de estudo para a posterioridade. Enquanto, isso, com pressupostos e premonições, a mostra de cinema de Espinho trairá consigo novidades que vão "aquecer" os sete dias completamente dedicados à arte de fazer cinema. No programa estará desde masterclasses (Training Ground), pitching foruns e como é óbvio, uma competição de longas assim como de curtas-metragens.

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Na competição principal, serão onze longas-metragens, ficcionais e documentais, repartidas em 11 nações, com objectivo no Lince de Ouro, o prémio máximo do certame. Apesar de serem primeiras e segundas obras, estas encontram-se longe do amadorismo, promete e garante a organização que promove estas “pérolas” de primeira, algumas delas já premiadas em anteriores festivais (como é o caso de As You Are, do jovem norte-americano Miles Joris Peyrafitte, com o Prémio do Júri em Sundance no currículo) e outros marcados pela euforia da crítica.

 

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A mostra abrirá com Tom of Finland, de Dome Karukoski (o realizador estará presente), baseado na história de Touko Laaksonen, um ex-militar que se tornou num símbolo da revolução gay na Finlândia. O filme seguirá esse ativismo de perto, assim como a explosão artística induzida por Laaksonen. Como encerramento, o FEST nos levará ao ambiente sufocante da austeridade com a produção espanhola The One Eyed King, de Marc Crehuet (também presente), uma comédia negra de atual contexto social. Nas curtas, para além da competição do Lince de Prata, destaca-se a composição de trabalhos iranianos e gregos na formação da secção Flavours of the World e ainda um olhar pleno pelo futuro da Europa na secção Be Kind Rewind.

 

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Não desprezando a selecção e os seus filmes, a “joia da coroa” do FEST é certamente o Training Ground, que este ano prevê mais de 25 formações correspondentes a diferentes áreas da produção cinematográfica. Serão num total mais de 30 oradores convidados, entre eles nomes de luxo como Melissa Leo, a actriz vencedora de um Óscar em The Fighter, de David O’Russell, Nuno Lopes, o português consagrado com um prémio de interpretação no último Festival de Veneza com São Jorge, de Marco Martins, e ainda o diretor de fotografia Ed Lachman (Carol, The Virgin Suicides), o designer de produção Allan Starski (The Pianist, The Schindler’s List) e o escultor Brian Muir, que fora o responsável pela conceção da máscara de Darth Vader em Star Wars.

 

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Em paralelo, existe também o habitual Pitching Forum, um programa de pitch de documentários, séries, curtas e longas-metragens, onde os participantes serão ouvidos por um painel de experts, com o objetivo de produzirem e financiarem os sugeridos projetos. O FEST Surf, que transformará a praia de Espinho numa sala de cinema ao ar livre, e ainda o FESTinha, direcionado ao público mais jovens – desde os 3 aos 16 anos –, conversas cinematográficas, o FESTival Village, masterclasses e como não poderia deixar de ser, festas temáticas.

 

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A 13ª edição do FEST prolongará até dia 26 de junho no Centro Multimeios de Espinho. Para mais informação sobre a programação, ver aqui.

 

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publicado por Hugo Gomes às 22:38
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28.5.17

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Em 2015, o vídeo da "birra" de Ruben Östlund tornou-se viral. O desapontamento pela ausência do seu Força Maior entre os nomeados ao Óscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira foi alvo de chacota, mas o realizador já pode olhar para atrás e rir da situação, a Palma de Ouro "caiu" nas suas mãos. E agora?

 

The Square declarou-se como o grande triunfante da noite glamorosa do Croissette, o conquistador de uma Competição que, no geral, decepcionou tudo e todos. Segundo as más línguas, a qualidade desta Selecção derivou do interesse de Thierry Frémaux, delegado-geral do festival, em promover o seu diário "Sélection Oficielle" que fora lançado nas bancas francesas, deixando assim, pouca dedicação ao alinhamento da Competição Oficial. Nela notou-se uma aposta cada vez mais nos mesmos nomes do famoso "tapete vermelho", a fascinação pelo artista e não pela sua obra, e uma escassez significativa do cinema norte-americano, aquela que fora sempre vista como a grande conquista da dinastia Frémaux.

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Entretanto, um dos filmes maiores da montra, 120 Battemente par Minutte, de Robin Campillo, não saiu de "mãos vazias" deste certame. O Grande Prémio de Júri condiz tão bem, e segundo consta, Pedro Almodóvar emocionou-se como este activismo da comunidade LGBT e dos seropositivos pelos seus direitos de vida. Às vezes o cinema é isso … emoções, e acima de tudo, estes prémios demonstraram mais sentimento que, propriamente, imparcialidade. Notou-se assim, uma grande diferença entre os seleccionados e as escolhas dos jornalistas e críticos.

 

Mas este júri fez História no festival ao atribuir o prémio de realização a Sofia Coppola, a segunda mulher a vencer tal distinção, 56 anos depois de Yuliya Solntseva, com o filme Chronicle of Flaming Years. A filha do cineasta de The Godfather e Apocalypse Now, resultou no melhor que esta readaptação de The Beguiled tinha para oferecer, um filme vazio que cobardemente tenta fazer oposição feminina com a versão de '71. Nesta perspectiva, os valores técnicos sobrepõem-se ao anoréctico do enredo e da falta de ambição das personagens. Enquanto que no original era perceptível uma tensão entre as figuras de Clint Eastwood e Geraldine Page, no trabalho de Coppola as encarnações de Colin Farrel e Nicole Kidman a operarem como figuras inaptas de tragédia e de suas representações politicas.

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A vitória da realização remeteu-nos a outro "fantasma", a atribuição do prémio máximo do festival a uma mulher, cuja primeira e última vez aconteceu em 1993, com The Piano da australiana Jane Campion. Mesmo sob o desejo de Jessica Chastain, parte do júri, em ver mais mulheres em competir para a Palma, a verdade é que nem uma das candidatas apresentou-nos qualidades devidas para a distinção. Sofia Coppola poderá ter sido a melhor da "turma", visto que Noami Kawase, uma das "favoritas" do festival, embarcou com uma obra de ideias demasiado presas ao meloso e à falta de objectividade, para além Lynn Ramsay, que nos apresentou um ensaio vazio de violência e, sobretudo, um filme incompleto.

 

Falando nesta última, o pior de todo o Festival, e inacreditavelmente distinguida com dois prémios, o de argumento, o qual partilhou com The Killing of a Sacred Deer, do grego Yorgos Lanthimos, um exemplo mais consciente da sua violência visual e psicológica, e o de Melhor Actor, Joaquin Phoenix a roubar as hipóteses de triunfo a Robert Pattinson na obra dos irmãos Safdie, visto como o favorito à categoria.

 

Contudo, o trabalho do russo Andrey ZvyagintsevLoveless, exibido no primeiro dia do Festival, não foi esquecido pelo Júri [Prémio Especial de Júri]. O retrato de uma humanidade cada vez mais longe de afectos e a dominância da tecnologia no nosso quotidiano fundida com uma realização impar e milimetricamente pensada pelo realizador do anterior, o muito bem-sucedido Leviathan, faz "refém" o paladar da trupe liderada por Almodóvar. Mas aí, também a instalação de Ruben Östlund, não esquecer o seu grande feito. O homem que destroçou a "maldição" Haneke, que infelizmente, o seu "best-of" não contou com nenhuma premiação na mais invejável mostra cinematográfica do ano.

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:09
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Habemus Palma! Ruben Östlund pode ter falhado a nomeação aos Óscares de Melhor Filme Estrangeiro com Force Majure, em 2015; porém, chega-nos a compensação com a atribuição do prémio máximo do certame de Cannes, com The Square, entregue pelo presidente do júri oficial Pedro Almodóvar

 

Mas o grande vencedor da noite foi You Were Never Really Here, de Lynn Ramsay, que sai da Croisette com 2 prémios: o de Melhor Argumento (em ex-aequo com The Killing of a Sacred Deer) e o de Melhor Interpretação Masculina (Joaquin Phoenix). Diane Kruger, sem surpresas, vence a categoria feminina pela interpretação em In the Fade, e o muito elogiado 120 Battement par Minutte, de Robin Campillo, é laureado com o Grande Prémio de Júri.

 

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Sofia Coppola, entretanto, faz história no Festival: torna-se a segunda mulher a vencer o Prémio de Realização pela readaptação da obra The Beguiled, 56 anos depois de Yuliya Solntseva, com o filme Chronicle of Flaming Years.

 

Nicole Kidman, que contou com três filmes selecionados na programação deste ano (para além dos episódios de Top of the Lake, de Jane Campion), foi homenageada com o Prémio de 70º Aniversário.

 

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Palma de Ouro – The Square, de Ruben Östlund

Grande Prémio de Júri – 120 Battement par Minutte, de Robin Campillo

Premio de Realização – Sofia Coppola por The Beguiled

Premio de Interpretação Masculino – Joaquin Phoenix em You Never Really Here, de Lynn Ramsay

Premio de Interpretação Feminina – Diane Krugger em In the Fade, de Fatih Akin

Prémio Especial de Júri – Loveless, de Andrey Zvyagintsev

Prémio de Argumento: The Killing of a Sacred Deer, de Yorgos Lanthimos (ex-aequo) You Were Never Really Here, de Lynn Ramsay

Curta-metragem: Une Nuit Douce, de Xiao Cheng Er Ye

Caméra d’Or: Jeune Femme, de Léonor Serraille

Prémio de 70º Aniversario – Nicole Kidman

 

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 20:46
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27.5.17

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A Fábrica do Nada, a terceira longa-metragem de Pedro Pinho, venceu o Prémio FIPRESCI (crítica internacional) das secções paralelas, o qual engloba a Quinzena de Realizadores e a Semana da Crítica. A tomada de posse dos trabalhadores de uma fábrica de produção de elevadores, tem sido altamente elogiado pela crítica internacional, o realizador Pedro Pinho esteve presente na cerimónia de entrega do galardão, juntamente com a sua equipa, tendo a oportunidade, após os agradecimentos, de manifestar revolta contra a Lei Seca e o panorama actual que o Cinema Português atravessa.

 

120 Battements Par Minute, de Robin Campillo, foi consagrado com o Prémio FIPRESCI da Competição Oficial, o activismo vivido pela comunidade LGBT e dos seropositivos que desejam acima de tudo viver, conquistou igualmente a crítica internacional, é visto como um dos grandes concorrentes a tão cobiçada Palma de Ouro. Tesnota, de Kantemir Balagov, vence a categoria Un Certain RegardEnquanto, Naomi Kawase e o seu Radiance, renderam o Prémio do Juri Ecumenico.

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publicado por Hugo Gomes às 16:45
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23.5.17

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Bomba?!! Ainda nem havíamos começado a ver Le Redoutable, o tão esperado biopic do sempre avant-garde Jean-Luc Godard, quando o Theatre DeBussy foi evacuado. A segurança, de forma a acalmar os ânimos e a atenuar o pânico que se poderia instalar, referiu que se tratava de um exercício, mas outras fontes sugeriam uma ameaça de bomba o que, tendo em conta que estamos viver num Festival com uma segurança mais apertada, acaba por se reflectir nos atrasos das projecções, nas demoras, nas filas intermináveis e nos processo de segurança que se alteram, dia após dia.

 

Mas tudo não passou disso mesmo, uma ameaça, e assim com algum receio seguimos para a apresentação de Le Redoutable, a visão de Michel Hazanavicius ao cineasta incontornável. Como é anunciado durante esta história, Godard praticamente inventou o cinema. Por palavras mais honestas, reinventou aquilo que víamos no cinema, experimentou o som, a imagem, as ideias, e por fim, emanou a política de forma a abraçar esta arte, tal como fizera, anos antes, Serguei Eisenstein. Le Redoutable remete-nos a uma fase crucial do realizador, o término das rodagens de La Chinoise, a sua relação perturbada com a actriz Anne Wiazemsky, e a sua inclinação para um activismo político que alterou para sempre a sua visão de fazer Cinema. Hazanavicius é um homem de máscaras e, tal como demonstrara com O Artista, um realizador ligado ao passado, convicto em mimetizá-lo. Em certa parte, Le Redoutable é um La La Land sobre a filmografia de Godard. É fácil gostar da obra, as referências, as piadas visuais, sonoras e os maneirismos dos actores facilitam essa nossa ida à memória cinéfila.

 

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Mas Le Redoutable é ainda um filme de uma falsa confiança, que por vezes dá um braço ao público de forma a auto-humilhar-se e cair no registo de sinceridade. Infelizmente, não existe tal feito, o Godard de Louis Garrel é um clown digno de slapstick, e o humor passa de godardiano até ao estilo inimitável dos Monty Python. Por um lado há que admitir, que mesmo não indo longe, Hazanavicius consegue um filme pelo qual pode despertar um interesse súbito em conhecer o homem que homenageia, fazendo melhor papel que O Artista.

 

Entretanto, já que falámos de memória cinéfila, porque não falar de Jeannette: L’Enfance de Jeanne D’Arc, um musical de Bruno Dumont, que é tudo menos um exemplar do género? O público foi saindo (e não foram poucos) quando se apercebeu da blasfémia da produção num musical deselegante, com uma melodia arrojada e atípica, assim como os não-actores que, de certa forma, tentam cantar ou dançar sem qualquer formalidade onírica. O musical recebeu o seu atentado terrorista, mas felizmente era o tipo de ataque que esperávamos, uma desconstrução do género, uma heresia religiosa e histórica de fazer corar os enganados. Reconheço que este poderá ser o melhor das obras de Dumont, um mais absurdista e igualmente arrojado. A sessão fez-se com imensas casualidades, foi aplaudida de tamanha euforia. As palmas eram, obviamente, direccionadas a Bruno Dumont que se encontrava na sala. Temos um Godard dos tempos antigos, um homem que conhece o cinema, mas que está pronto a desafiá-lo. Viva a delinquência cinematográfica!

 

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Recebido de forma diferente foi The Killing of a Sacred Deer, de Yorgos Lanthimos. Uma aspiração ao género de horror, onde o tom mecanizado e frio foi-se perdendo gradualmente na narrativa, para dar origem à mais dolorosa das decisões chaves. As vaias ouviram-se, provavelmente das aproximações desse género, visto que Cannes não suporta abordagens diferentes do chamado world cinema. Ou, por outro lado, o final pesaroso e indigesto tenha de certa forma abalado as morais e éticas da imprensa mais politicamente correcta. É a violência sem um ponto de partida, e a vingança sob uma perspectiva mirabolante, e o correctíssimo técnico a ser atacado por um espírito em plena convulsão. Com Colin Farrell e uma trágica Nicole Kidman (grande aposta aos prémios de interpretação feminina), The Killing of the Sacred Deer será um dos grandes filmes das próximas temporadas.

 

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publicado por Hugo Gomes às 21:35
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20.5.17

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Em 2017, a Quinzena é quem mais ordena. A mostra fundada por Phillipe Garrel e outros apresenta este ano um leque forte de nomes que de certo rivalizaram com a grande Competição no Palais. Dumont, o português Pinho, Ferrara e até o próprio Garrel fazem as delícias dos cinéfilos mais aventurosos e mais incentivados a nichos.

 

Garrel foi uma das grandes apostas para esta edição. Difícil não o ser, visto que o francófono mantém uma actividade plena e invejável com os seus 69 anos. Porém, falta-lhe revitalidade, o cineasta procura-o há anos, ou simplesmente, como transparece, nem sequer entusiasma em encontrar novas formas de instalar o seu cinema. Garrel continua ofuscado pelo seu cinema de outrora e pelos fantasmas que o perseguem e teima em não evadir. Em L'amante d'un Jour, eis mais um enredo de relações perturbadas pela sombra do adultério e filosofias conjugais que nos fazem questionar se o realizador ou não, vive num casulo este tempo todo.

 

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Aliás a sessão de apresentação do seu filme contou a sua presença, assim como a do elenco, mas Garrel preferiu isolar-se, seguindo para o fundo da plateia, mesmo encostado a porta de saída. Talvez seja apenas timidez ou receio dos aplausos cínicos que estas sessões de público parecem manifestar no final. Entre obrigados e elogios, a verdade é que foram muitos, durante o filme, que cediam à força da luz verde com palavras EXIT. Melhor recepção obteve Ôtez-moi d'un doute, de Carine Tardieu, a habitual comédia francesa de mal-entendidos sobre a paternidade que se fica pela competência esquecível. A plateia divertiu-se.

 

No Un Certain Regard chega-nos directamente da Tunísia a realizadora Kaouther Ben Hania e o seu Beauty and the Dogs, um conto contado em 9 partes, todas elas compostas por um único plano-sequência, que remete uma noite atribulada de uma jovem violada, que tenta, num sociedade dominante machista, lutar pelos seus direitos. Estranho que pareça, ela luta pelo seu direito de vítima. Apesar dos ocasionais momentos de discursos preguiçosos dignos de panfleto, Beauty and the Dogs é um alerta para um realidade que constantemente fechamos os olhos ou negamos a sua existência.

 

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Mas foi com outra luta que Cannes foi ao rubro, 120 Battement per Minut, de Robin Campillo (Eastern Boys), o activismo dos seropositivos e da comunidade LGBT pela integridade numa sociedade preconceituosa, discriminatória, e talvez pior que isso, negligente. Não é o mero filme de mensagens debitadas nem de propagandas oportunistas, a obra é um verdadeiro embate do slogan “eu quero viver”, o prolongamento da vida cuja morte parece um destino vizinho. Os 5 minutos de Paraíso com direito a orgias visuais, onde moléculas e humanos bailam aos som das vitórias e das derrotas das suas respectivas vidas. Sim, é um poema. Um poema cinematográfico. O Grand Theatre Lumiere soube no final receber, de forma merecidas, estes 120 batimentos por minuto. Será que temos Palma de Ouro?

 

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publicado por Hugo Gomes às 14:38
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19.5.17

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Uma gaffe, um momento insólito, o “horror” instalou-se na organização, Okja foi exibido em formato incorrecto para a grande tela durante a apresentação de imprensa. Não podia ter corrido pior a este filme já marcado pela polémica Netflix (aliás o logo foi automaticamente apupado pela plateia) para depois virar chacota nos seus primeiros 5 minutos. O rosto cortado de Tilda Swinton arrancou risos, aplausos, assobios, "boos", um caos aquilo que se assistiu no Grand Lumiêre Theatre. A sessão foi interrompida e após alguns minutos de espera, lá retomou sob o formato correcto. Piadas como “eles estavam a contar passar aquilo numa televisão” foi o que se ouviu no final do filme, esse respondido com alguns aplausos.

 

Quanto à obra de Boong Joon Ho, apesar de conseguir transmitir melhor mensagem que centenas de vídeos da PETA, Okja fracassa pela incompreensão de partes. Enquanto registamos um certo cinismo neste tratamento ao consumismo esfriado e os sistemas de criação em massa de animais para proveito humano (Joon Ho sempre foi um valete da ambiguidade), o filme tende em ceder no perfeito crowd pleaser, primeiro, sufocando-se como um enésimo filme de família disnesco, para depois constituir numa tardia crítica, para por fim dar-nos o final contra-corrente dos objectivos assim expostos. É o happy ending a disfarçar a negritude de todo o relato e a propaganda “green” a servir bandeja para maniqueísmos fáceis. Depois da luta entre classes em Snowpiercer, Boong Joon Ho desilude numa suposta plataforma de liberdade criativa. Não foi isso que vimos. Entretanto, podemos afirmar a quanto pitoresca (no bom sentido) Tilda Swinton fora e que continua a ser. Confirma-se.

 

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Depois do mediatismo da Competição, seguimos agora para o exterior desta com Agnès Varda, que une esforços com o artista fotográfico JR, em Visage, Vilages. Um episódio feliz de como a imagem é um infinito de possibilidades. A imaginação como Varda refere a certa altura, o “sangue” de toda esta jornada criativa que é a de “vestir” edifícios abandonados ou simplesmente no desuso estético. Visage, Vilages é emocionalmente honesto, apesar do toque experimental de Varda, nota-se uma perfeita veracidade nesses mesmo sentimentos e na nostalgia, com o qual tende em recordar os seus elos com Jean-Luc Godard.

 

Antes de continuar pelas mostras cinematográficas de Cannes, gostaria de relembrar que os pedestais mudaram. Orson Welles perdeu, a partir de hoje, o mais alto estatuto cinematográfico por parte do logo de Cannes, e no seu lugar chega-nos Federico Fellini. Há um certo contentamento na multidão ao presenciar o seu nome lá no alto, assim como o de assistir a anteriores lacunas, agora representadas nos degraus deste “wanna be” tapete vermelho, tais como Micheangelo Antonioni (em segunda posição), Robert Bresson, Jacques Tati e Chris Marker.

 

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publicado por Hugo Gomes às 16:27
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