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Título
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12.10.17

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José Pedro Lopes não concretizou nenhum feito, até porque o terror sempre fora um género ao alcance do cinema português. O que realmente consegue com A Floresta das Almas Perdidas é quebrar essa barreira que se tem a vindo a converter-se num tremendo tabu. Esta fobia pelo cinema de género no panorama nacional, as hostilidades que fazem a sua longa-metragem num marco raro, colhido com elogios em inúmeros festivais de cinema e publicações estrangeiras. O suicídio e o crime de mãos dadas com a criação de um psicopata que rivaliza com Diogo Alves nas questões das auras cinematográficas em Portugal. O Cinematograficamente Falando … falou com o realizador que nos convidou a penetrar nesta floresta dos suicídios.  

 

Vamos começar com a pergunta mais básica em relação ao Floresta das Almas Perdidas. Como surgiu a ideia para deste projeto? E o porquê da “apropriação cultural” da Floresta dos Suicídios?

 

Queria explorar como o mal surge em todo o lado, de forma oportunista. Sempre que há uma calamidade, existe que tira vantagem disso. Ou numa grande perda. Aqui a minha ideia era ter alguém que se alimentava dos sentimentos de um suicida e da sua família de luto. Inspirei-me em filmes como o Whristcutters (do Goran Dukić) e o Audition (do Takashi Miike).

 

No que toca a lugares conhecidos pela prática do suicídio existem por todo o mundo, mesmo aqui em Portugal. Claro que a floresta de Aokigahara é uma referência no contexto que criamos – mas estas personagens estão e lidam claramente com problemas portugueses.

 

O cinema de género é uma raridade em Portugal. Como foi, ou pensa, contornar um desafio tão grande na nossa cinematografia?

 

Em termos de contexto, ‘A Floresta’ não foi feita para provar nada cá dentro, nem para contrariar ninguém. Quanto muito, como fã do género fantástico, queria contribuir nesse género global. Queria ver histórias portugueses no meio desse grande género que descobre filmes nos quatro cantos do mundo.

 

No nosso país há uma dificuldade grande em financiar filmes de género, e talvez ainda maior em coloca-lo e distribuí-lo. Mas é um pouco inerente ao género em sim: o terror sempre foi peregrino e sempre assustou. É o tipo de filmes que vemos em adolescente para chatear os pais, e que continuamos a ver em adultos para baralhar os amigos.

 

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Acho que quem faz terror cá ou lá fora não pode muito pensar no mercado local, mas sim no internacional. Todos os anos tens filmes de terror que viajam o mundo com abordagens muito culturais. Esperar conceber um filme para ser um sucesso no mercado nacional é esperar bater o cinema de Hollywood em algo que eles tem toda a vantagem.

 

Em A Floresta das Almas Perdidas nota-se uma gradual artificialidade, principalmente no genérico estilizado. Será que aqui influências do cinema de Argento? Esse neo-expressionismo do género?

 

Apesar de ‘A Floresta’ ser um filme muito estilizado e visual, diria que é mais sobre contenção e sobre implosão. O Dario Argento vejo-o como mais explosivo. As minhas influências foram mais o cinema de realizadores como o Takashi Miike e o Kim Ki-Duk, situado entre o horror e o drama, sem grandes linearidades.

 

‘A Floresta’ é sobre a chegada à idade adulta de um assassino, sobre a maturação do mal. Por outro lado, é sobre a tristeza e a fatalidade das vítimas. O terror está mais no coração das personagens do que naquilo que vemos.

 

Ao contrário de muitas obras do género, principalmente vindo dos EUA, o antagonista não possui um devido motivo para a sua violência. Será que aqui se concentra uma reflexão do fascínio pelo mórbido e violência, normalmente anexada, à juventude de hoje?

 

Creio que em certa forma a ausência de motivo é o motivo mais comum para quem faz mal aos outros no mundo real. O cinema procura razões e desculpas para o mal para não nos assustar demasiado. Mas a verdade é outra – quem faz mal aos outros faz-lo por uma opção de vida. Tens pessoas que passam por vinte vezes pior e que mesmo assim não faria mal a ninguém.

 

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O lado da juventude é truculento. O filme faz muitos referências às idiossincrasias da juventude atual, das redes sociais e da abordagem superficial das coisas. No entanto, acho que o lado mórbido é desprovido de época. Este tipo de maldade já está connosco à décadas. Acho que também a insensibilidade provocada pelas nossas tecnologias não está só na juventude – existe um hábito de acusar os jovens de viverem muito online e se relacionarem com os seus telemóveis, mas isso é um problema que atinge todas as idades.

 

Floresta das Almas Perdidas é também um desafio para a pequena produtora Anexo 82. Fale-nos das dificuldades de financiamento e até mesmo de produção.

 

‘A Floresta’ foi maioritariamente financiado pela produtora Anexo 82, sendo que contou com um apoio da Fundação GDA e alguns patrocínios privados e apoios. O segredo para fazer o filme com pouco foi pensá-lo de forma a ir de encontro ao que conseguíamos fazer. Foi um sacrifício grande mesmo assim – um que eu não sei se voltaria a fazer.

 

Sobre o casting? Como sucedeu a escolha de Daniela Love para o papel de psicopata?

 

A Daniela já tinha participado numa curta-metragem nossa chamada Videoclube. Nela ela era também cheia de referências e irreverência. A Carolina de ‘A Floresta’ é o lado obscuro dessa personagem, e desde muito cedo que a Daniela foi a escolha para o papel.

 

Como vê o cinema português de hoje, desde os apoios até à variedade estilística?

 

Creio que não é o meu lugar fazer essa apreciação, nem sou a pessoal ideal para o fazer.

 

Quanto a novos projectos?

 

Estamos de momento a terminar uma curta-metragem do Coletivo Creatura, um filme de animação chamado “A Era das Ovelhas”. A seguir a isso vemos analisar o resultado de ‘A Floresta das Almas Perdidas’ e concluir o que fazer a seguir. Temos vários projectos – uns a procura de desenvolvimento ou outros de financiamento – mas só depois de ver o impacto deste é que saberemos o melhor a seguir.

 

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publicado por Hugo Gomes às 22:11
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25.2.17

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Ofuscado pelas sombras das produções maiores!

 

Desde o primeiro momento de The Age of Shadows (A Idade das Sombras), sentimos a grandiloquência da produção, da câmara que anseia libertar-se e "mapear" todo o cenário até ao último canto e recanto, a atmosfera que se adensa e deixa-nos encurralados, até ao tom de conflito que parece evidentemente "explodir". Tudo isto, é evidente só nos primeiros dez minutos, antes da entrada do título que funciona como um pontapé de saída para este thriller de espionagem pretensioso e dotado de rigor histórico.

 

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O que está em causa é mesmo isso, o rigor que não deixa o filme respirar com a sua requerida e devida liberdade. É imperativamente controlado como qualquer criação de laboratório, cronometrado e registado desde o primeiro até ao último momento. A Idade das Sombras fica mais fraco com isso, com um storytelling de estufa e personagens que correm sem o mínimo pingo de motivação. Mas a grande desilusão encontra-se nos créditos. Kim Jee-won assina a obra, um dos nomes mais importantes do cinema sul-coreano actual (responsável por obras impares como The Tale of Two Sisters e do ambíguo moralmente I Saw the Devil), mais aqui encontramos o seu cinema profundamente irreconhecível. O autor saiu-se vencido perante uma produção maior que ele próprio, e uma pretensão de exercer o mais ocidental dos seus filmes, quer em termos narrativos quer até mesmo estilísticos. O episódio cede assim a esta "mornice" autoral, demasiado esquemático, atrapalhado, vazio, embora igualmente belo e profissional.

 

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Pontos altos? O actor Kang-ho Song a converter-se na força motora emocional da intriga e a ambiguidade política que nunca encontra conforto na dita propaganda ideológica. A história de resistência ao Império do Sol Nascente, e a imensas bifurcações de traição e infiltração, convocou A Idade das Sombras para o lugar de candidato sul-coreano aos Óscares de 2016, e, nota-se, diga-se de passagem, o esforço em agradar às audiências "gringas".

 

Filme visualizado no âmbito da 37ª edição do Fantasporto: Festival Internacional de Cinema do Porto

 

Real.: Kim Jee-won / Int.: Byung-hun Lee, Yoo Gong, Kang-ho Song

 

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5/10

publicado por Hugo Gomes às 17:30
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24.2.17

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O thriller sul-coreano The Age of Shadows (A Idade das Sombras) abre a selecção oficial do 37º Fantasporto: Festival Internacional de Cinema do Porto, uma edição que visa em apostar fortemente no cinema asiático e argentino.

 

O filme de abertura é exemplo dessa mesma aposta cultural, uma obra de espionagem que transporta o espectador para os anos de 1920, numa Coreia sobre o domínio japonês, e uma resistência que surge nas sombras com o intuito de proclamar a sua liberdade. Dirigido por Kim Jee-Woon, um nome não desconhecido para qualquer cinéfilo atento à produção oriental (o responsável pelo culto de I Saw the Devil, A Tale of Two Sisters e The Good, the Bad, the Weird), concede um filme de grandiloquência técnica e rigor na reconstituição histórica. Foi o candidato sul-coreano aos Óscares.

 

A decorrer até dia 4 de Março no Teatro Rivoli, o Fantasporto orgulha-se de presentear o público com as mais recentes novidades do cinema fantástico, assim como cinema português. No leque nacional, contaremos com as antestreias de A Ilha dos Cães, de Jorge António, o último trabalho do actor Nicolau Breyner no grande ecrã; Comboio de Sal e Açúcar, de Licinio Azevedo; e A Floresta das Almas Perdidas, de José Pedro Lopes, um raro exercício de terror no nosso panorama cinematográfico. O filme, livremente baseado numa floresta japonesa com alto índice de suicídios, transcreve a melancolia e o infortúnio como patologias psicóticas.  

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:53
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11.1.17

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Mesmo sob algumas perturbações financeiras, sugeriu Mário Dorminsky, director do festival, o Fantasporto irá arrancar com uma programação moderna e diversificada, tendo como principal foco o "cinema dos nossos tempos".

 

A 37ª edição do festival internacional de cinema do Porto apostará numa selecção vasta de cinema oriental e argentino, para além das habituais projecções de cinema fantástico e de português. A mostra mais esperada da cidade iniciará com a exibição de The Age of Shadow, o thriller de acção de Jee-woon Kim (I Saw the Devil) ambientado numa Coreia dos anos 20. Foi o filme seleccionado pela Coreia do Sul para o representar no Óscar de Melhor Filme Estrangeiro.

 

A Floresta das Almas Perdidas - O destino de Carol

 

Na secção de competição contaremos com a presença de três filmes portugueses: A Floresta das Almas Perdidas, de José Pedro Lopes, Comboio de Sal e Açúcar, de Licinio Azevedo, e A Ilha dos Cães, de Jorge António, o último trabalho do actor Nicolau Breyner no grande ecrã.

 

Ainda na programação, a retrospectiva o cinema de artes marciais de Taiwan e a homenagem ao realizador holandês Ate de Jong (Drop Dread Fred), que estará em Portugal para receber o Prémio de Carreira. Serão ao todo 132 filmes vindo de 35 países diferentes.

 

O 37º Fantasporto decorrerá entre 24 de Fevereiro até 4 de Março no Rivoli: Teatro Municipal do Porto. A programação completa poderá ser vista aqui.

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:20
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30.11.16

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O Fantasporto - Festival Internacional de Cinema do Porto vai regressar ao Rivoli em 2017, mais precisamente entre 20 de Fevereiro a 5 de Março.

 

Em comunicado, a organização anunciou que para além de manter a habitual Competição, a 37ª programação focará no Cinema de Acção de Taiwan (Taiwan Classics), passando pelo pouco conhecido Cinema Fantástico e de Terror da Argentina. O ano 2017 contará ainda com uma parceria com a TV Globo, o qual serão exibidos episódios inéditos de três séries e novelas criadas no âmbito do género Fantástico. Para além disso, como promete a organização, o festival trará à cidade do Porto inúmeras "caras conhecidas" pelo grande público.

 

Enquanto isso, a Competição de Cinema Fantástico, a Semana dos Realizadores Manoel de Oliveira, o tradicional Oriente Express e o Prémio de Cinema Português, sem contar com as Homenagens e Retrospectivas, manterão.

 

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publicado por Hugo Gomes às 22:29
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5.3.16

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Descrito como um "conto de fadas adulto", The Lure, da polaca Agnieszka Smoczynska, vence três prémios desta 36ª edição do Fantasporto: Festival de Cinema do Porto, incluindo o Melhor Filme do certame e de Melhor Realizador. Este híbrido de musical, fantasia e horror sobre duas sereias apaixonadas pelo mesmo homem já havia sido apresentado no último Festival de Sundance, nos EUA, onde arrecadou o Prémio Especial de Júri por Visão Única e Design na secção World Cinema.

 

Já na Semana de Realizadores, The Open foi o triunfante da secção, tendo também ele conquistado três prémios, correspondentes a Filme, Realizador e Argumento. Enquanto Quarto em Lisboa, de  Francisco Carvalho, foi considerado o melhor filme português em competição.

                                                                  

                                          

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Grande Prémio Melhor Filme - Fantasporto 2016

The Lure

 

Prémio Especial do Juri 

Queen Of Spades: The Dark Rite

 

Melhor Realização 

Agnieszka Smoczynska (The Lure)

 

Melhor Actor

Ken’ Ichi Matsuyama (Chasuke’s Journey)

 

Melhor Actriz

Laura De Bóer (Cord)

 

Melhor Argumento

Chasuke’s Journey

 

Melhores Efeitos Especiais 

The Lure

 

Menção Especial do Júri

Cord 

 

Melhor Curta-Metragem Fantasporto 2016

Blight

 

 

26ª SEMANA DOS REALIZADORES

Prémio Melhor Filme

The Open

 

Prémio Especial do Júri

Just Jim

 

Melhor Realizador

Marc Lahore (The Open)

 

Melhor Argumento

The Open

 

Melhor Actor 

Ziyad Bakri (Blind Sun)

 

Melhor Actriz

Barbie Forteza (Laut) 

 

 

SECÇÃO ORIENT EXPRESS

Melhor Filme  

Deep Trap

 

Prémio Especial

I Am A Hero

 

 

PRÉMIO CINEMA PORTUGUÊS

Melhor Filme  Português 2016 

Quarto Em Lisboa 

 

Melhor Escola de Cinema Portuguesa 2016 

ESMAE- Escola Superior De Música , Artes E Espectáculo

 

Menção Especial do Juri para Filme de Escola (Criatividade)

Cinema Dom Dinis

 

 

Prémio Especial do Fantasporto

Augusto Canedo - Pintor – Pela sua contribuição para o Festival

 

 

PRÉMIOS DE CARREIRA 2016:

Nicolau Breyner

Milcho Manchevski

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 22:58
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26.2.16
26.2.16

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Mais sobre o festival aqui

 

 

Ver Também

Fantasporto "aquece" os motores com retrospectiva de Milcho Manchevski e outras surpresas!

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 11:39
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22.2.16

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Enquanto esperamos pela secção competitiva, que apenas inicia no próximo dia 26 de Fevereiro, a 36ª edição do Fantasporto antecipa a sua presença na cidade do Porto com uma pré-fase. O Festival de Cinema Fantástico levará o Teatro Rivoli festejar a Sétima Arte com uma retrospectiva dedicada ao realizador Milcho Manchevski e ainda um ciclo de produções fantástico latino-americanas.

 

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Nascido na Macedónia e vivente de Nova Iorque, Milcho Manchevski é descrito como um realizador de mil ofícios; sendo também um escritor, artista e um fotógrafo. Depois de uma experiência na actuação em 1980 com Vreme, Vodi, Manchevski atirou-se de cabeça à realização cinco anos depois, concluindo assim a sua primeira curta, Opasna Baba. Demorou precisamente nove anos para chegar à sua primeira longa-metragem, com Before it Rain (que fechará a retrospectiva), que lhe atribuiu a notoriedade que é hoje tido. Este emocionante relato da guerra bósnia foi um dos nomeados ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1995, mas antes tal filme havia partilhado o tão cobiçado Leão de Ouro do Festival de Veneza com Ai Qing Wan Sui, de Tsai Ming-liang.

 

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Infelizmente, os restantes filmes da sua carreira não obtiveram o mesmo destaque e consenso. Em 2001 chega Dust, um pseudo-western de duas narrativas paralelas que partilha a temática redentora, Joseph Fiennes é o protagonista ao lado de David Wenham. Depois sucedem Shadow (2007) e Mothers (2010), e ainda o primeiro episódio da série da HBO, The Wire. Até à data os seus últimos trabalhos tem sido a curta Thursday que serviu de segmento para antologia Venice 70: Future Reloaded, que reuniu diversos cineastas como Sion Sono, Abbas Kiarostami, Jia Zhangke, James Franco, Yorgos Lanthimos e João Pedro Rodrigues. Dust será o primeiro filme apresentado do ciclo, a sua exibição terá lugar hoje, dia 22 de Fevereiro, no Grande Auditório do Teatro Rivoli.

 

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Enquanto isso, no Pequeno Auditório será projectado Children of the Night, do argentino Iván Noel, correspondente à dita frente latino-americano seleccionada pelo Festival. Neste mesmo ciclo será ainda apresentados o brasileiro Vampiro 40 Graus, de Marcelo Santiago, uma louca noite no Rio de Janeiro com "zombies à mistura",o venezuelano El Infierno de Gaspar Mendoza, de Julián Balam, uma nada convencional história de assombrações e La Entidad, de Eduardo Schuldt, o primeiro filme de terror peruano em 3D, cuja intriga segue um grupo de jovens atormentados pelo poder maléfico da Dark Web.

 

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Esta festiva pré-fase prolongará até dia 26, nesta mesma data arrancará a 36ª competição do Fantasporto, repleto de novos sustos, novos olhares e dimensões, assim como novidades no cinema português. Luís e Gonçalo Galvão Teles terão o privilégio de inaugurar este certame com a antestreia mundial de Gelo. A obra remete-nos a Catarina (interpretada por Ivana Baquero de "O Labirinto do Fauno"), uma jovem nascida do ADN retirado da idade do gelo, que cresce num palácio isolado e é submetida a inúmeros testes, até esta reencontrar o passado. Afonso Pimentel, Albano Jerónimo, Ivo Canelas e Ruth Gabriel, completam o elenco.

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:25
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24.2.15

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Arranca hoje, 24 de Fevereiro, no Teatro Municipal Rivoli, no Porto, a 35ª edição do Fantasporto: Festival Internacional de Cinema do Porto. O festival arrancará com uma invulgar obra de terror italiano, Beautiful People, de Brini Amerigo, que se encontra inserido na secção Extreme Horror. O filme que centra numa “home invasion” que acaba mal poderá ser visualizado pelas 23:00 no Grande Auditório do Rivoli.

 

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O 35º Fantasporto decorrerá até dia 7 de Março, será uma extensa mostra cujo teor fantástico e terror reinará a grande cidade portuguesa. Um dos principais destaques da edição de 2015 tem como nacionalidade sul-coreana, One on One, de Kim Ki-Duk (Spring, Summer, Autumn, Winter... and Spring), uma das habituais presenças na história do festival, será exibido no dia 1 de Março, encontra-se inserido na secção Orient Express.

 

O Cinematograficamente Falando … acompanhará de perto o Festival!

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:42
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9.3.14

Assassinas Natas!

 

O primeiro trabalho de direcção de Geoffrey Fletcher (argumentista de Precious de Lee Daniels) é uma "salganhada" do cinema de crime, passando por toques de Oliver Stone (nomeadamente Natural Born Killers, devido a sua despreocupada e experimentalista perspectiva quanto à violência) até chegar a território ameno de Rodriguez ou Tarantino. Porém, Fletcher evidencia admiração a estas referências mas nunca entusiasmo ao proferi-las. Violet & Daisy segue a jornada de duas jovens assassinas (Saorise Ronan e Alexis Bledel) que mesmo estando integrados num mundo predominado pela morte, a encaram com a maior das ingenuidades. O aparecimento de um novo serviço irá levá-las a questionar sobre as suas convenções e cumplicidades.

 

 

Tentando incutir uma capa de filosofia barata sem qualquer intensidade dramática nem emocional, Violet & Daisy soa como uma brincadeira de atores, sem qualquer objectividade em todo aquela violência gratuita (amadora e nada surpreendente) e o fracassado invocar do humor negro. Involuntariamente ridículo e trapalhão na sua narrativa, Fletcher consegue um filme eficaz no seu elenco, com Saoirse Ronan a concentrar-se numa personagem que equilibra a imaturidade e a negra inocência, dá um a zero a uma insonsa Alexis Bledel, e por fim um James Gandolfini a controlar a situação.  

 

 

Mas de resto é puro aborrecimento neste barata cópia dos profissionais do ramo. Sem misticismo nem identidade, Violet & Rose é uma perda de tempo dividido em nove pontos narrativos que auto-disfarçam com um pretensiosismo ejacular.

 

Filme visualizado no Fantasporto 2014: Festival de Cinema Internacional do Porto

 

"Don't worry about the dead man in the bath tub, it's not what it looks like."

 

Real.: Geoffrey Fletcher / Int.: Saoirse Ronan, Alexis Bledel, James Gandolfini, Marianne Jean-Baptiste, Danny Trejo

 

 

3/10

publicado por Hugo Gomes às 17:09
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5.3.14

 

 

Esta Quinta-feira, dia 6 de Março, terá lugar o 1º Encontro Nacional de Escolas de Cinema no Porto. Uma proposta paralela do Fantasporto que tem como objectivo visar e incentivar o debate para os diferentes problemas que as escolas de cinema a foro nacional enfrentam nos dias de hoje. Este encontro será moderado por Martin Dale, professor da Universidade do Minho e correspondente em Portugal da revista “Variety”,  e tem como participante as seguintes escolas:

 

Universidade do Minho

Universidade Católica do Porto (Escola das Artes)

Escola Artística de Soares dos Reis (Porto)

RESTART- Instituto de Criatividade, Artes e Novas Tecnologias (Lisboa)

Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha - Instituto Politécnico de Leiria

EPI/ETIC (Lisboa)

Escola Superior de Teatro e Cinema (Amadora)

ESAP- Escola Superior Artística do Porto

 

O 1º Encontro Nacional de Escolas de Cinema ocorrerá no piso 3 do Rivoli Teatro Municipal, pelas 11:00. A entrada é livre. 

 


publicado por Hugo Gomes às 15:44
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4.3.14

Heróis do gore? A imagem ambígua do protagonista!

 

Tortura e sadismo são duas características que facilmente associamos aos antagonistas do cinema, mas nunca aos seus heróis, nem sequer às personagens que eventualmente torcemos para que saiam triunfantes do enredo. Mas em 1972 surgiu um filme de baixo-orçamento que colocou o espectador numa situação inversa. Trata-se de The Last House on the Left, de Wes Craven, a sarcástica história de um grupo de psicopatas que torturam duas adolescentes, sendo que mais tarde pedem abrigo aos pais de uma delas. Este coincidência terrível gera variados e sobretudos sádicos planos de vingança, remetendo o espectador mais conservador num dilema pertinente: será possível apelar à violência em casos de suposta imposição de justiça? Um exercício narrativo que para além de ter lançado a carreira de um dos mais influentes realizadores do género nos anos 80 e 90, originou novas disposições de violência como também a transfiguração da própria imagem do herói, cada vez mais ambígua e negra de forma transgressora.

 

 

Nos dias de hoje essa dita manipulação não possui o mesmo impacto de outrora, tornando-se algo apelativamente comum na criação de novas personagens. Assim sendo, assistimos a uma crescente onda de protagonistas a usufruírem de tal faceta, como por exemplo um Liam Neeson a flagelar bandidos para poder extorquir informação quanto ao paradeiro da sua desaparecida filha em Taken de Pierrel Morel ou até mesmo um Hugh Jackman a comportar-se como o pior dos psicopatas em Prisoners de Denis Villeneuve. Sem falar que no meio disto tudo existe uma popular série de televisão em que o suposto herói é um procurado serial-killer (Dexter). Sim, o cinema actual evoluiu, adaptando-se a uma sociedade cada vez mais tolerante em relação a fragilidades. Com isto, é quase uma obrigação abordar os heróis como meros seres humanos, onde as suas facetas imaculadas e negras estão lado-a-lado, apenas separadas por um linha ténue, o que dá uma maior ambiguidade de carácter.

 

 

A ambiguidade é coisa que não falta a este Big Bad Wolves, dos israelitas Aharon Keshales e Navot Papushado, considerado pelo cineasta Quentin Tarantino como a melhor obra de 2013. Este é um filme que bebe da mesma água que o referido The Last House on the Left, uma distorcida "troca de papéis" que coloca o espectador num cenário desconfortável, desafiando-o a glorificar os actos de sadismo propostos. É um dilema moral que temos de acarretar. Porém, o filme consegue fazê-lo sem o maior dos esforços, em consequência de um humor ligeiro que se encontra presente até mesmo nos momentos que aplicavam um intenso impacto emocional. Ou seja, face a uma temática engenhosa e pertinente, Big Bad Wolves mostra-se algo despreocupado, não interessando à obra "chocar" o espectador mas sim reflectir através de uma metáfora ao conflito duradouro entre israelitas e palestinos, mais do que propriamente em pedófilos e progenitores justiceiros. É que dentro desse assunto encaramos belas sequências como também diálogos deliciosos que propõem um choque cultural estabelecendo as suas diferenças mas acima as afinidades. Tudo à base de um sarcasmo afiado e por vezes mais violento que as próprias torturas descritas.

 

 

Aharon Keshales e Navot Papushado construíram assim um filme corajoso, esteticamente sedutor e acima de tudo divertido o quanto baste. Reconhece-se com clareza as razões que convenceram Tarantino, esta é uma produção que fala a sua língua.

 

Filme visualizado no Fantasporto: Festival de Cinema Internacional do Porto 2014.

 

Real.: Aharon Keshales, Navot Papushado / Int.: Lior Ashkenazi, Rotem Keinan, Tzahi Grad

 

 

Ver Também

Prisoners (2013)

 

8/10

publicado por Hugo Gomes às 21:29
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Hoje pelas 23H30 no Grande Auditório do Rivoli Teatro Municipal, vai ser exibido Las Brujas de Zugarramurdi numa sessão que contará com a comparência do seu realizador, Álex de la Iglesia. Que por si já é presença habitual no Fantasporto.

 

 

O Cinematograficamente Falando … já o viu! A crítica encontra-se disponível aqui.

 

 


publicado por Hugo Gomes às 20:47
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A noite chega fria!

 

Um gerente de um motel barato e a sua filha foram feitas reféns de um semi-cego criminoso, para que estes actuem como os seus olhos numa missão de resgate a um "pacote" sob a posse de um policia corrupto. Do mesmo realizador de Children of Invention, uma das revelações do Festival de Cinema de Sundance em 2009, Tzen Chun, Cold Comes the Night é resumidamente mais um daqueles lançamentos directos para VOD.

 

 

Em causa está um ensaio dos valores de Hitchcock ausente de intensidade e fracassado no suspense. Depois disto temos uma salganhada de lugares-comuns e todo um registo gasto do mainstream modelar. Contudo, mesmo dentro desse campo fútil, Cold Comes the Night evidencia alguma solidez e garra por parte da realização de Tzen Chun, apenas enfraquecida perante um produção pouco ambiciosa e sem um pingo de ousadia.

 

 

Depois temos os desempenhos; Bryan Cranston (um dos nomes mais badalados actualmente da industria de entretenimento graças ao sucesso da série Breaking Bad) é o protagonista, um falso anti-herói artificial que conta com um sotaque russo involuntariamente hilariante. O actor possui carisma para dar e vender e tal factor é evidenciado aqui, mas falta-lhe sobretudo nesta sua composição um maior esforço e menos automatização ao serviço do "cheque".

 

 

Alice Eve (Star Trek: Além da Escuridão) tenta mas não convence e Logan Marshall-Green consegue ser o melhor da fita, mesmo que a sua personagem seja desprezada pelos argumentistas e recheada de incoerências psicológicas. Por outras palavras, Cold Comes the Night não possui muito mais para salientar, é um produto passageiro mais a dever à televisão do que o cinema propriamente dito. Para ver e esquecer instantaneamente.

 

Filme visualizado no Fantasporto: Festival de Cinema Internacional do Porto 2014.

 

Real.: Tzen Chun / Int.: Alice Eve, Bryan Cranston, Logan Marshall-Green

 

 

4/10

publicado por Hugo Gomes às 02:21
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2.3.14

Sobreviver à Assombração!

 

Como muitos dos filmes de Vincenzo Natali, o espectador cai de "pára-quedas" numa distopia que o encorajará a procurar pistas para interpretar o enredo, isso ou cair no puro desconhecido. Como sucedera a Cube ou Nothing, o cinema de Natali é marcado pelo seus exercícios de estilos e pelos puzzles narrativos que incute durante a demonstração do fascínio pela fantasia, quer ela cientifica ou como no caso de Haunter, sobrenatural.

 

 

Protagonizado por Abigail Breslin, que para quem não se recorda foi a revelação infantil de 2006 que contou com a nomeação ao Óscar de Melhor Actriz Secundária pelo seu desempenho em Little Miss Sunshine de Jonathan Dayton e Valerie Faris, Haunter é um thriller o qual o espectador nota uma dificuldade inicial em interagir com a intriga, composta por um interminável loop onde informações e explicações são descartadas na sua pseudo-introdução. Por outras palavras, as audiências são obrigadas a esforçar em acompanhar o filme nos primeiros minutos de duração, isso ou "manda-lo para as urtigas". Sendo que a última opção até poderia ser a mais correcta, visto que Haunter tenta durante o seu percurso (tendo como "brinde" um susto ali e acolá) desvendar o enredo por vias de uma sucessão diversificada de twists enfadonhos e incomodativos para com o próprio raciocínio do espetador.

 

 

Com esta história de limbos, assombrações, possessões e telepatia espiritual, Vincenzo Natali evidencia sobretudo uma incapacidade de trabalhar com tal "salada russa", a pretensão da astúcia converte Haunter num filme desonesto e o pior de tudo é que tende em cair no ridículo gradualmente, principalmente para aqueles que se esforçaram em juntar as peças pelo caminho. Felizmente os atores não defraudam, aguentando a "borrada" e a paciência do espectador que é posta à prova aqui (se aguenta ou não, esse é o teste).

 

Filme visualizado no Fantasporto: Festival de Cinema Internacional do Porto 2014.

 

Real.: Vincenzo Natali / Int.: Abigail Breslin, Stephen McHattie, Peter Outerbridge

 

 

4/10

publicado por Hugo Gomes às 22:43
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28.2.14

 

Daqui a uns minutos no Fantasporto, será exibido a versão restaurada do clássico The Wizard of Oz. A crítica já se encontra disponível no Cinematograficamente Falando ...

 

Ler crítica, aqui

 


publicado por Hugo Gomes às 22:42
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27.2.14

 

Irá realizar-se a partir do dia 28 de Fevereiro até 9 de Março, a 34ª edição do Fantasporto: Festival Internacional de Cinema do Porto, que decorrerá novamente no Rivoli Teatro Municipal, Porto. Neste ano para além da habitual programação, o Fantasporto contará com 53 filmes de produção nacional em antestreia mundial e pela primeira vez em 34 anos de Festival, tais produções tão nossas estão presentes em todas as frentes competitivas do evento (excepto a Orient Express, dedicado ao cinema do Extremo Oriente). Entre os quais destaca-se o thriller passional, Pecado Fatal do polivalente Luís Diogo (realizador / produtor / argumentista), que estará na competição "Semana dos Realizadores - Prémio Manoel de Oliveira", sendo o representante de Portugal, enquanto isso na Sessão Cinema Fantástico poderemos contar com a co-produção luso-guineses, O Espinho da Rosa de Filipe Henriques, a história de um bem-sucedido procurador do Ministério Público que se encontra ameaçado pela mulher que ama. Para além das competições envolvidas, ambas longas-metragens encontram-se como candidatas ao Prémio Cinema Português.  

 

 

Para além do cinema português, a 34ª edição do Fantasporto contará com cerca de 200 filmes, variadas estreias mundiais e nacionais, como é o caso do favorito do ano 2013 do cineasta Quentin Tarantino, Big Bad Wolves dos israelitas Aharon Keshales e Navot Papushado. E ainda a exibição de cópias restauradas dos dois intemporais clássicos de Victor Fleming, Gone With The Wind (E Tudo o Vento Levou) e The Wizard of Oz (O Feiticeiro de Oz), que marcarão o dia de abertura (Oz) e o oitavo dia do festival (Wind).

 

 

Para ver toda a programação e informação do festival, ver aqui

 


publicado por Hugo Gomes às 13:27
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16.4.13

 

Para além de The Wizard of Oz, o Fantasporto 2014 irá exibir outro clássico do cinema norte-americano em versão restaurada. Trata-se do colossal Gone with the Wind, curiosamente dirigido por Victor Fleming e datado de 1939 (dois pontos o qual partilha com o famoso musical de Oz). Um dos filmes mais vistos e conhecidos de sempre irá ser projectado no Grande Auditorio do Rivoli no dia 8 de Março de 2014, em comemoração ao seu 75º aniversário.

 


publicado por Hugo Gomes às 23:07
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14.4.13

 

O Fantasporto revelou que irá exibir na abertura nacional do seu 34ª edição, uma versão restaurada do clássico de Victor Fleming, The Wizard of Oz (O Feiticeiro de Oz), a fim de celebrar os 75 anos de estreia desse adorável musical. O Fantasporto – Festival de Cinema Fantástico do Porto tem data de início prevista para 28 de Fevereiro de 2014.

 


publicado por Hugo Gomes às 23:05
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9.3.13

 

Mama de Andrès Muschietti e com a assinatura de Guillermo Del Toro foi o grande vencedor do último Festival do Fantasporto. A fita de co-produção espanhola e canadiana venceu as categorias de Melhor Filme, Melhor Realização e Melhor Actriz (Jessica Chastain). Para além de Mama, outras obras espanholas destacaram entre os demais, a animação O Apóstolo de Fernando Cortizo arrecadou o prémio especial de Júri e Hotel de Jose Luis Aleman levou para casa o prémio de Melhor Curta.

 

Na categoria de Melhor Actor, Toby Jones vence na produção inglesa, Berberian Sound Studio, e Forgotten de Alex Schmidt e Iron Sky de Timo Vuorensola vencem o de Melhor Argumento e Melhor Efeitos Visuais respectivamente. Na 23ª semana de realizadores, The White Tiger do russo Karen Shaknazarov foi distinguido com o Prémio Especial de Júri, o de Melhor Realizador e de Melhor Actor (Aleksey Vertkov), o sul-coreano Pietá de Kim-Ki-Duk ficou com o de Melhor Filme e a sua protagonista, Lee-Jung Jin, como o de Melhor Actriz. Na secção Orient Express, The Grand Heist de Kim-Joo-Ho recebe o Prémio de Melhor Filme, The Seasoning House, um filme britânico sobre a Guerra da Bósnia, dirigido por Paul Hyett fica com o Prémio de Critica e Thale, do norueguês Aleksandre Nordaas, é o distinguido pelo Público.

 

 

E assim termina mais um Festival do Fantasporto, que já na sua 33º programação, tendo exibido mais de 300 filmes entre os quais as cópias remasterizadas dos clássicos The Red Shoes de Michael Powell e Emeric Pressburger e Aniki Bóbó de Manoel De Oliveira. Segundo a organização, mesmo sob um clima de crise, o Festival superou todas as expectativas.

 


publicado por Hugo Gomes às 02:05
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