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14.10.17

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Arranca hoje (14/10) o Cine’Eco – Festival Internacional de Cinema Ambiental, o único festival de cinema com temática ambiental em Portugal e um dos poucos eventos desta magnitude cinematográfica fora das grandes metrópoles dos país. A decorrer, de forma ininterrupta, desde 1995, a localidade de Seia, na Serra Estrela, acolhe mais um espectáculo cinematográfico com elevada preocupação ecológica, procurando-se entre debates e reflexões sobre a actualidade do nosso Mundo ver a maneira como poderemos solucionar alguns destes estados.

 

A abertura será tremendamente especial para a localidade, com a exibição de um dos grandes clássicos do cinema português, Os Lobos, recentemente editado e restaurado em DVD pela Cinemateca Portuguesa. Registo da passagem do italiano Rino Lupo em Portugal, Os Lobos fora rodado em diferentes localidades da cidade beirã e é hoje tido como uma das "jóia da cinematografia portuguesa", citando Félix Ribeiro na altura da sua estreia em 1923.

 

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A sessão será apresentada por Tiago Baptista, director do Arquivo Nacional das Imagens em Movimento (ANIM), e acompanhada pelo pianista britânico radicado em Portugal Nicholas McNair. Lobos é uma das propostas que José Vieira Mendes, crítico e programador do Cine'Eco, mais destaca nesta nova edição do simpaticamente apelidado de "festival ecológico". Em conversa ao Cinematograficamente Falando …, e em resposta quanto ao que destacaria da programação deste ano, Mendes diz: "Já fiz as minhas escolhas ao fazer a selecção e programação dos filmes. Portanto destacaria todos os filmes, porque todos merecem destaque inclusive uma forte selecção de curtas-metragens sobre a Água, como recurso escasso que compõe quase uma secção e que este ano vai ter um Prémio Especial para este tema.

 

Mas lá vai, para quem não possa estar em todos: Para além da antestreia nacional do filme do Al Gore [An Inconvenient Sequel: Truth to Power], temos Os Burros Mortos Não Temem Hienas, de Joakim Demmer, que olha para a especulação aos terrenos para exploração agrícola na Etiópia; Nahui Ollin ­Sol em Movimento junta oito realizadores a darem a sua visão sobre a biodiversidade do México e a forma como está a ser alterada; A Idade das Consequências, realizado por Jared P. Scott, um filme muito abrangente e polémico que olha para a intersecção entre fenómenos como a Primavera Árabe, o chamado Estado Islâmico e a radicalização de pessoas, bem como a crise dos refugiados, e as mudanças do clima; Perseguido Corais, de Jeff Orlowski, mostra o fundo dos oceanos e como os corais estão a desaparecer; Ondas Brancas, com realização de Inka Reichert, envolve os esforços de surfistas que lutam contra a contaminação do mar, quer pelo lixo quer pelos micro-plásticos; Rio Azul: Pode a Moda Salvar o Planeta?, da dupla David McIlvride e Roger Williams, atira-se à indústria da moda e ao impacto considerável que esta tem sobre o ambiente e a poluição das águas e rios. 

 

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Também serão mostrados, na competição de filmes em língua portuguesa, por exemplo, Moon Europa, de Nuno Escudeiro — que estreou no IndieLisboa 2017 —, filma o Árctico a e as poucas pessoas que lá vivem em invernos inóspitos; Belo Monte: Um Mundo Onde Tudo é Possível, de Alexandre Bouchet, que examina a construção e exploração da controversa barragem brasileira com o mesmo nome; Deriva Litoral, de Sofia Barata, que olha para os temporais do inverno de 2013 e 2014 e o seu impacto ao longo da costa portuguesa; ou Terra e Luz, um filme de ficção pós- apocalíptica do brasileiro Renné França, que é um filme ambiental e que passou no Fantasporto 2017. Entretanto, hoje já houve actividades para crianças com a belíssima longa de animação Song of the Sea, que esteve nos Óscares há dois anos e passou relativamente despercebido nas sessões comerciais. A abertura começa logo ao final da tarde, com a A Odisseia, de Jérôme Salle, o biopic que também esteve pouco tempo em cartaz, sobre o lendário explorador dos mares Jacques Cousteau."

 

Como programador, José Vieira Mendes teme efectuado um trabalho árduo em conseguir seleccionar e compor um programa de filmes e propostos para todos os públicos, porém condicionadas a uma só temática. "Os requisitos obviamente que tenham implícita uma mensagem, de preferência positiva com melhorar os nosso comportamento em relação ao ambiente, por outro lado também que coloquem questionamento e provoquem discussão sobre os grandes problemas ambientais". Obviamente nem tudo com motivações ecológicas possui a qualidade de integrar o Cine'Eco, nesse caso, segundo o programador, o que se procura é tudo aquilo que todos os festivais de cinema procuram "bons filmes, de preferência inéditos ou que não tenham tido a visibilidade que merecem tanto nos outros festivais como nas salas de cinema comerciais." 

 

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Desde 1995, que o festival existe e cresce sem interrupções, toda esta motivação vivente deriva sobretudo do "do empenho do Município de Seia, que suporta o festival quase na íntegra e faz dele um dos eventos âncoras do concelho. E por outro uma pequena equipa que vive literalmente o Cine’Eco Todo o Ano entre Seia e Lisboa — como é o caso do meu colega Mário Branquinho, Director do Cine’Eco e da Casa Municipal da Cultura de Seia, e meu caso como programador, que sou um senense adoptado, e vivo em Lisboa e outras pessoas da autarquia e colaboradores voluntários —  que procura estar atento (ou mesmo participar) ao mundo dos festivais de cinema de ambiente da GFN (e não só) procurando trazer os melhores filmes de ambiente, para apresentar no Cine’Eco".

 

Quanto ao crescimento, o Cine'Eco tem vindo "crescer um pouco à proporção das preocupações das pessoas em relação às questões ambientais, a sua mediatização e essa tal agenda político-ambiental. Assim para além das sessões competitivas e sessões especiais, o festival realiza várias actividades paralelas, onde as questões ambientais estão sempre presentes. A realização de uma grande conferência sobre questões ligadas ao ambiente e ao desenvolvimento, consta sempre da programação do festival, para a qual são convidadas figuras de referência e que envolve o público da região. O programa conta igualmente com exposições, workshop’s, concertos e outras iniciativas de e para a comunidade. As escolas são mobilizadas para as sessões do festival, mas o festival também vai aos estabelecimentos de ensino do concelho e da região."

 

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Mas existe um enorme perigo cultural e em Portugal o "afunilamento" de propostas deste género restringidas às grandes cidades como Lisboa e Porto, sobretudo exclusivamente transladadas para a capital. Em resposta a isso, o Cine'Eco possui "uma vasta rede de extensões por todo o país, como a que decorre ao longo do ano — Cine'Eco Todo o Ano! —, o que ajuda a ir ao encontro de um público mais vasto, possibilitando que os filmes e as suas mensagens circulem e cheguem a um número mais alargado de espectadores. Este ano, conseguimos uma nova parceria. O Cin'Eco será alargado aos 15 concelhos da Comunidade Intermunicipal das Beiras e da Serra da Estrela, composta por 250 mil habitantes, que constitui um novo contributo de aproximação à região." Das extensões, é ainda destacado "os Açores, outra região com um forte apelo à natureza e onde também é muito acarinhado pelo público."

 

Contudo, ao dito "afunilamento cultural" que atinge o país, José Vieira Mendes comenta: "Isso é normal que os festivais se centrem nas grandes capitais, pois é onde alcançam mais público, mais orçamento, mais mediatização e até mais patrocinadores e parceiros.  Fugimos à regra e conseguimos no Cine'Eco e em pleno interior do País, por exemplo um forte mobilização dos alunos do concelho e da região, numa perspectiva de sensibilização para as questões ambientais e na procura de criação de público para o cinema. Por outro, envolvemos várias personalidades do concelho na dinâmica do festival. Seja como elementos do júri, seja na mobilização e acompanhamento de grupos para as sessões de cinema. Este ano, foram designadas 27 pessoas da comunidade para apadrinharem as 9 longas-metragens internacionais, contribuindo para essa aproximação e um maior envolvimento da população de Seia e da região. 

 

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"O cinema de ambiente não é propriamente uma área para as grandes massas de público, mesmo que seja especializado. Por isso, o Cine'Eco tem feito o seu caminho, conquistado públicos e despertando consciências para as questões ambientais, embora se reconheça que o público seja ainda uma fragilidade do festival e onde ainda há muito trabalho a fazer mesmo a nível da componente de turístico ambiental, nacional e internacional, apesar de estar-mos integrados e ser-mos membros fundadores da Green Film Network, a rede de festivais de cinema de ambiente."

 

Provavelmente, 2017 tem sido o ano onde o aquecimento global apresentou-se mais como uma agenda politica, é nos recordado o caso de Donald Trump e a saída dos EUA do Tratado de Paris, e a sequela Uma Verdade Inconveniente [An Inconvenient Sequel: Truth to Power], que integra a programação do Cine'Eco. José Vieira Mendes esclarece até que ponto a ecologia é uma perspectiva politica e como o festival contorna / ou abraça essa mesma vertente: ao longo do seu percurso de mais de duas décadas, o Cine'Eco tem mesmo abraçado essa causa procurado ir de encontro ou acompanhar às grandes questões ambientais da actualidade ou da agenda político-ambiental mundial, dai este ano termos escolhido como inspiração o bestseller, Tudo Pode Mudar: Capitalismo vs. Clima, da Naomi Klein, bem como o documentário Uma Verdade (Mais) Inconveniente, do Al Gore, — que vai ter estreia nacional na quarta, dia 18 no Cine'Eco, em sessão especial — que chega na hora certa depois de facto o Presidente Donald Trump ter anunciado que ia se distanciar do Acordo de Paris do ano passado sobre o limite das emissões de carbono causadoras das mudanças climáticas.  Por outro lado, o CineEco vai de encontro às necessidades da comunidade local, através de vários mecanismos desencadeados, no quadro da dinâmica cultural e ambiental do município de Seia."

 

A 22ª edição do Cine'Eco vai decorrer até dia 21 de Outubro, na Casa Municipal da Cultura de Seia e no CISE – Centro de Interpretação da Serra da Estrela.

 

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publicado por Hugo Gomes às 11:41
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13.10.17

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Numa viagem, no seu sentido mais poético e elusivo, o que menos importa é o destino. São os trilhos, essas veias sanguinárias que nos transportam para uma experiência a mercê da vivência. E são as experiências que vão este segundo episódio do CLOSE-UP – Observatório de Cinema de Vila Nova de Famalicão.

 

De 14 a 21 de Outubro, a ocupar os mais diferentes espaços da Casa das Artes, e tendo como mira o sucesso da edição anterior, o CLOSE-UP apresentará mais de 40 sessões de cinema, workshops direccionados a escolas e famílias, uma produção própria (de Tânia Dinís) incluída no panorama no feminino de produção portuguesa, e a exposição fotográfica de André Príncipe (realizador de Campo de Flamingos, Sem Flamingos), intitulada de O Perfume de Boi, a ter lugar no foyer.

 

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O primeiro dia será marcado pelo filme-concerto de Man with a Movie Camera, de Dziga Vertov, devidamente sonorizado pelos Sensible Soccers (encomenda do CLOSE-UP). O gosto da melodia pop do grupo a tentar provar cadência para com uma das obras mais influenciáveis da História do Cinema.

 

Como qualquer viagem, digna do seu nome, o CLOSE-UP será dividido por diferentes etapas (secções) que nos acompanharão ao longo destes sete dias de pura reflexão cinematográfica. O Tempo de Viagem revela-nos uma metáfora sobre a maturação, o crescimento induzido por esses caminhos dados a lugares incertos. Andrei Tarkovsky é a "rock star" desta secção com Nostalghia [ler critica], a sua "aventura" em Itália. O existencialismo procurado por um poeta russo em terras toscanas e romanas funciona como um sacrifício que nos guia quase em modo retrospectivo e introspectivo ao cinema do seu cineasta. Wim Wenders é outro importante signo deste mesmo espaço, não fosse ele um dos grandes "caminhantes" do road movie.

 

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Em "Fantasia Lusitana" esperam-nos quatro longas-metragens portuguesas em oposição a um programa de nove curtas, incluindo uma sessão dedicada a Tânia Ribeiro com a estreia de Armindo e a Câmara Escura. No lote nacional, destacamos principalmente as exibições da mais recente longa de Salomé LamasEl Dorado XXI, e de Luciana FinaO Terceiro Andar

 

Vinda da nova vanguarda soviética, a cicerone Larissa Shepitko e Eleem Klimov serão figuras relembradas nesta edição de Histórias de Cinema. Mas não serão as únicas. A partilhar o espaço está a dupla Peter Handke e Wim Wenders com Die linkshändige Frau e o sempre poético Wings of Desire, bem como David Lynch, indiscutivelmente o realizador do ano, nem que seja pelo reavivar da série Twin Peaks que tanto deu que falar, no Observatório, representado pelo spin-off cinematográfico, Fire Walk with Me.

 

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O resto da programação será constituído por sessões direccionadas para escolas e família, e ainda Infância & Juventude, que como o nome indica será um olhar comig-to-age; desse crescimento que por si deverá ser visto como uma viagem. E que melhor filme para transpor essas duas jornadas alusivamente interligadas que American Honey de Andrea Arnold [ler critica]? Claro que nem todas viagens são felizes e a juventude pode ser inconstante, inconsequente e até inconcebível, como o caso de The Tribe, de Myroslav Slaboshpytskyi, filme que, infelizmente, chegara demasiado tarde ao circuito comercial português, tendo em conta o seu historial de controversas passagens em festivais por esse Mundo fora. Nesta secção destacamos ainda o clássico de Victor Erice, El Espíritu de la Colmena.

 

A música e o cinema vão se fundir para criar um encerramento memorável, assim promete esta 2ª edição do CLOSE-UP, com três curtas de Reinaldo Ferreira, ou Reporter X + Dead Combo. A proposta parece indigesta, incompatível e sobretudo experimental, mas o cinema é um experimento que transformou-se, como se pode verificar, na mais complexa das experiências. A viagem está marcada. 

 

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publicado por Hugo Gomes às 20:36
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12.10.17

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Arranca já amanhã, a segunda edição do TRAÇA - Mostra de Filmes de Arquivos Familiares, organizado pelo Arquivo Municipal de Lisboa, Videoteca e, este ano, em colaboração com o Alkantara. A mostra que inaugurou-se em 2015, sofreu com uma interrupção, essa, que lhe garantirá mais força nesta “revanche” marcada de 13 a 15 de outubro, no Bairro da Madragoa. A entrada é livre, tendo em conta os lugares disponíveis.

 

Serão três dias recheados de conversas, performances, encontros e percursos com moradores e projeções de filmes amadores do resistentes de Madragoa, assim como da restante cidade. As sessões de cinema serão comentadas pelos seus autores e outros convidados.

 

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Nesta segunda edição, e sob o contexto da recente colaboração com a Alkantara, TRAÇA serão principalmente estruturado através da relação entre performance e o cinema, tendo como foco o cinema amador e familiar. O programa contará com performances originais que Alex Cassal, Isabel Abreu, Jorge Silva Melo & Miguel Aguiar, Raquel André, Sofia Dias & Vítor Roriz, Sofia Dinger conceberam a partir de um extenso património de filmes de família. Através disto, será discutido a importância da memória como catarse da criação deste cinema profundamente afetivo, inexperiente, mas sobretudo instintivo. Tudo isto em conformidade com os objetivos da TRAÇA, a construção de uma história profunda da cidade sob os alicerces das imagens e memórias privadas dos seus habitantes.

 

Distribuído por diversos espaços da Madragoa, o programa realiza-se nos seguintes locais: Regimento de Sapadores de Bombeiros, Cossoul, Centro Comunitário da Madragoa, Esperança Atlético Clube, Museu da Marioneta, Instituto Hidrográfico, Vendedores de Jornais Futebol Clube, Espaço Alkantara, Torrefação Flor da Selva, Palácio do Machadinho e Lavadouro das Francesinhas.

 

Para mais informações, ver aqui

 

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publicado por Hugo Gomes às 10:49
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20.9.17

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"Cinema inteligente não despreza o público, pelo contrário, o cinema inteligente não padroniza o público", responde Cíntia Gil às "acusações" de pedantismo do Doclisboa, festival que comemora a sua 15ª edição, apresentando mais de 231 filmes em 217 sessões. Segundo a directora, o festival tem cada vez mais apostado em "inspirações" para o público, filmes que dialogam com este e que o leva a reflectir sobre o Mundo que o rodeia.

 

Quanto às novidades do Doclisboa'17, a mostra de documentários da capital irá apresentar uma das maiores competições nacionais da sua História, isto para além da selecção portuguesa, correspondendo a mais 44 filmes, dispersos em diferentes secções. Entre eles, a destacar o Diário das Beiras, de João Canijo e Anabela Moreira, "uma espécie de segunda parte" de Portugal - Um Dia de Cada vez, que estreou na edição de 2015; a curta António e Catarina, de Cristina Hanes, vencedora de um prémio em Locarno; e o novo filme de Inês Oliveira, Vira Chudnenko.

 

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A secção Riscos terá um “programa especial muito ligado a Sharon Lockhart”, a artista norte-americana que estará presente em Lisboa para apresentar o seu filme, Rudzienko, e uma exposição no Museu Berardo, a decorrer entre o dia 10 de Outubro e 14 de Janeiro. Um projecto inspirado na vida e obra do pediatra polaco Janusz Korczak, tendo como temática os direitos das crianças. Dentro do espaço Riscos ainda teremos um olhar sobre Barbara Virgínia, a enigmática realizadora portuguesa que ficou eternizada por ter sido a primeira mulher a dirigir uma longa-metragem sonora nacional (Três Dias Sem Deus, 1945). O Doclisboa irá exibir as "imagens sobreviventes" desse filme perdido, a sua curta Aldeia dos Rapazes (1946) e o documentário de Luísa Sequeira em sua homenagem. Destaque ainda para a cópia restaurada de Grandeur et décadence d'un petit commerce de cinéma, de Jean-Luc Godard (1986), e a comemoração dos 20 anos de Gummo, de Harmony Korine.

 

Enquanto isso, a HeartBeat continua como uma referência no Festival, consolidando o documentário com música e outras artes. Este ano, promove-se um dissecar à eterna figura de Cary Grant em Becoming Cary Grant, de Mark Kidel, a viagem do grupo musical de Abel Ferrara em Alive in France, a coroação a Marianne Faithfull (Faithfull, Sandrine Bonnaire) e Whitney Houston (Whitney: 'Can I be Me'), e o português Os Cantadores de Paris, de Tiago Pereira.

 

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Recordamos que o 15º Doclisboa - Festival Internacional de Cinema decorrerá de 19 a 29 de Outubro. A juntar ainda temos a retrospectiva de Věra Chytilová, a "primeira-dama" do cinema checo, e do ciclo Uma outra América - o singular cinema do Quebec. Wang Bing contará com dupla presença na secção Da Terra à Lua, ao lado dos novos de Wiseman, Poitras e Lanzmann. O filme Ramiro, de Manuel Mozos, terá as honras de abrir a mostra, enquanto que Era uma vez Brasília, de Adirley Queirós, será o filme de encerramento do festival.

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:54
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11.9.17

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O thriller Cold Hell é o vencedor da 2ª Competição Europeia de Longas-Metragens do MOTELx. Com a conquista do Prémio Melhor Longa Europeia/Méliès d’Argent, o filme de Stefan Ruzowitzky (conhecido por obras como Anatomy e o vencedor ao Óscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira, The Counterfeiters), fica, desde já, nomeado para o Prémio Méliès d’Or.

 

A representar também o MOTELx estará Thursday Night, a curta-metragem de Gonçalo Almeida, consagrado na sua categoria, arrecadando assim os cinco mil euros de prémio. O júri composto pela atriz Maria João Bastos, o músico Carlão e o realizador Can Evrenol decidiu atribuir o prémio, descrevendo-o como “um filme que nos marcou muito, que consideramos único e que certamente ficará na nossa memória”. A curta Depois do Silêncio, de Guilherme Daniel, recebe uma menção especial.

 

O 11º MOTELx decorreu em Lisboa do dia 5 a 10 de Setembro, apresentando como principal destaque o cinema de terror latino e as visitas de Roger Corman e Alejandro Jodorowsky. O muito esperado IT, de Andy Muschietti, teve as honras de encerrar o festival.

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:39
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10.9.17

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Guillermo Del Toro triunfa em Veneza. O seu The Shape of Water, uma fábula fantástica sobre uma empregada de limpezas que depara-se com uma criatura nunca vista, é consagrado com o Prémio Máximo do Certame, o Leão de Ouro. Destaques para Foxtrot, de Samuel Maoz, o realizador do anterior Líbano, vence o Grande Prémio de Júri, e Charlotte Rampling é laureada com o prémio de interpretação feminina por Hannah, do italiano Andrea Pallaoro.

 

COMPETIÇÃO OFICIAL

Leão de Ouro: The Shape of Water, de Guillermo del Toro

Grande Prémio do Júri: Foxtrot, de Samuel Maoz

Prémio Especial do Júri: Sweet Country, de Warwick Thornton

Leão de Prata (Realizador): Xavier Legrand, Jusqu'à La Garde

Coppa Volpi (Actor): Kamel El Basha, The Insult

Coppa Volpi (Actriz): Charlotte Rampling, Hannah

Argumento: Martin McDonagh, Three Billboards Outside Ebbing, Missouri

Prémio Marcello Mastroianni - Jovem Intérprete: Charlie Plummer, Lean On Pete

 

SECÇÃO ORIZZONTI

Filme: Nico, 1988, de Susanna Nicchiarelli

Realizador: Vahid Jalilvand, No Date, No Signature

Prémio Especial do Júri: Caniba, de Lucien Castaing-Taylor e Verena Paravel

Actor: Navid Mohammadzadeh, No Date, No Signature

Actriz: Lyna Khoudri, Les Bienheureux

Argumento: Los Versos Del Olvido, de Alireza Khatami

Curta-Metragem: Gros Chagrin, de Céline Devaux

Leão do Futuro: Jusqu’à La Garde, de Xavier Legrand

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:20
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7.9.17

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Com mais de 400 filmes produzidos, Roger Corman é um mito na indústria cinematográfica, um mito vivo que muito tem para ensinar sobre a arte da produção, e sobre o registo da série B o qual ama verdadeiramente. Para Corman, o Cinema não é só box-office, há que persistir num equilíbrio, um veio artístico, uma alma.

 

O Cinematograficamente Falando … teve o privilégio de falar com o “Rei da Série B”, o pai de muitos dos cineastas que formaram a Nova Hollywood, o homem que transformou o imaginário de Edgar Allan Poe num autêntico universo cinematográfico, durante a sua passagem pela 11ª edição do MOTELx. Uma conversa agradável e descontraída que atravessou alguns dos ponto fulcrais da sua vida e carreira, passando por Vincent Price, a reforma e o Cinema jovial que tanto apostou … e que não se arrepende!

 

É a sua primeira vez em Lisboa?

 

Não, eu e a minha mulher já estivemos aqui, mais precisamente numa das primeiras edições do MOTELx. Eu gosto desta cidade, existe um certo ar de romantização nela, aqueles edifícios antigos que preenchem uma paisagem em reconstrução.

 

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Na sua autobiografia, encontra-se explicito que The Masque of the Red Death, de toda as suas obras, é o seu filme de eleição.

 

Sempre tive carinho por esse filme. A primeira obra baseada em Allan Poe que fiz, House of Usher, era um filme mais contido, e nesse aspeto senti que, de alguma forma, iria confrontar-me com essa mesma contenção. Enquanto os filme de Poe continuavam e eram bem sucedidos, senti-me na obrigação de adaptar o The Masque of the Red Death. Os filmes foram um sucesso em Inglaterra, mesmo tendo sido rodados nos EUA, então um distribuidor inglês propôs-me um orçamento maior para uma produção seguinte, e foi então que com aquelas possibilidades, escolhi The Masque of the Red Death como merecedor desse mesmo “budget”. Julgo, que foi graças a essa “liberdade” que consegui expressar-me de forma mais livre nesse filme.

 

Voltando à sua autobiografia e a The Masque of the Red Death, também referiu que do ciclo Allan Poe foi o que rendeu menos dinheiro, algo que não lhe afligiu porque pretendia que o filme fosse arte. Algo artístico.

 

Sim, mesmo The Masque of the Red Death ser um dos meus favoritos, ele foi de facto dos que rendeu menos dinheiro, comparando com as obras anteriores. Considero um ensaio artístico, não possui muita das características comerciais porque não aposta de todo no terror físico, quer dizer, continha os seus momentos de horror, é verdade, mas no fundo era uma obra de cariz mais filosófica.

 

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Quando encontrava-se na AIP (American International Pictures), na década de 50, deparou-se com o facto do cinema não estar a corresponder com o seu público – os jovens. O Roger foi um dos cruciais realizadores a "ensinar" os filmes a falar essa linguagem jovial.

 

O cinema sempre fascinou o público mais jovem, e aí residia o problema. Quando comecei a minha carreira, os estúdios estavam interessados em produzir filmes com as suas grandes estrelas. Sabendo que uma estrela demora anos a ser “fabricada”, estas eram velhas, então, basicamente tínhamos enredos em que o ator cinquentão ficava com a rapariga, na casa dos 20 anos, e o público-alvo dessas mesmas fitas eram os jovens. Algo estava mal, pensei eu. Foi então que apostei em histórias protagonizadas por jovens, de forma a empatizar com os que assistiam. Felizmente os grande estúdios perceberam da oportunidade no qual estavam a perder, e começaram a olhar atentamente para as camadas mais novas.

 

Hoje, temos milésimas produções dirigidas para essa “fatia”, desde os Marvelscomics e outros. O que significa, e eu tenho pensado bastante nisto, seria uma ótima oportunidade virarmos o jogo. Começar a apostar em cinema dirigido para os mais velhos.

 

De certa maneira, sente-se culpado por estes filmes da Marvel?

 

Culpado não seria bem a melhor palavra [risos], até porque alguns filmes da Marvel são bons, tenho o conhecimento de dois que são realmente de qualidade. Mas digo isto, tecnicamente são do melhor que já vi, estes representam alguns dos efeitos computorizados mais inacreditáveis que alguma vez vi.

 

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Deixou a realização nos anos 70, época em que os blockbusters expandiam na indústria. Foi essa a causa do seu afastamento?

 

O que aconteceu foi o seguinte, estava na Irlanda a filmar The Red Baron, sobre o famoso piloto alemão da Primeira Guerra Mundial, e simplesmente fiquei … cansado. Todos os dias era um sacrifício ir para o aeroporto filmar, e ainda por cima, lembro-me de anteriormente encarar com algum entusiasmo esse ato. Julgo ter realizado cerca de 59 filmes em 50 anos de carreira, ora bem, eu estava exausto e então decidi que pelo menos tiraria um ano de repouso, que na América chama-se celibato [risos], e depois desse período regressaria novamente à realização. Mas fiquei aborrecido ao longo desse ano, e então fundei esta pequena companhia de produção e distribuição [New World Pictures]. Curiosamente nunca estive envolvido em distribuição antes, e a companhia foi um verdadeiro sucesso, tão bem sucedida que começou a ocupar todo o meu tempo. Então dediquei-me totalmente a essa mesma companhia, e não obtive disponibilidade nem motivação para regressar à realização.

 

E através disso encontrou outra “mina de ouro” que fora o mercado do VHS …

Sim, exatamente.

 

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Curioso, mesmo com o passar dos anos, as suas produções continuam a ser motivos de celebração. Relembro o frenesim que houve quando produziu a sequela de Death Race.

 

Produzi Death Race 2000 em 1975, foi uma ficção cientifica generosa com toques de distopia e de comentário social como pano de fundo, para além do humor, ingredientes, que juntos culminaram um sucesso. A Universal comprou os direitos para um eventual remake, e desse material fizeram várias versões, mas eles nunca inseriram alguns dos elementos cruciais que levou a minha versão ao sucesso. Certo dia fui falar com eles, e responderam-me o seguinte “então, porque não fazes tu próprio e colocas nele aquilo que achas importante”. Como resposta ao desafio fiz o Death Race 2050, no qual reciclei muito da temática do ‘2000 e atualizei, de forma a estar mais coerente para os dias de hoje.

 

É por estas e por outras que o Roger é chamado de “O Rei da Série B”, já agora o que é que pensa do termo Série B?

 

Gosto desse termo, o da Série B, por várias razões. Uma delas, é o facto de possuíres mais oportunidades de desafio, reinvenção ou criatividade num filme B do que um filme A. Na teoria, posso afirmar que os ‘As são melhores, acima da qualidade dos ‘B, mas se quisermos apostar em algo diferente sem com aquela extrema intromissão do estúdio, então a segunda opção é a melhor das escolhas. Um estúdio não dá liberdades criativas a uma produção com 100 milhões de dólares de orçamento. Contudo, com uma produção de poucos milhões de dólares já são capazes de ceder. É por isso que, de certa maneira, gosto do termo Série B, o de ter aquela sensação e poder de aposta.

 

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Mas ambos os termos tem um propósito quase hierarquizado, como se o cinema fosse reduzido a castas. Acredita mesmo, excluindo as possibilidades de criatividade de que falou, que a série A é sinónimo garantido de qualidade?

 

Série A pode muito ser melhor filme? Pode ser verdade, ora vejamos, um A é uma produção que terá, especificamente, um melhor cameraman, melhores técnicos, e mais tempo para conceber os cenários, maiores e mais complexos que na Série B. Esse dinheiro adicional que separa as duas séries proporcionará ao A, uma estética mais elaborada, rigorosa e profissional. Mas isso tudo não significa que a ideia seja melhor. Muitas vezes, a ideia, aquilo que priorizo nos meus filmes, é melhor na categoria B.

 

Voltando ao início da conversa, nos dias de hoje é difícil separar os escritos de Allan Poe com as suas adaptações. Porquê esse fascino por Poe e o porquê de ser ele um dos principais signos da sua carreira?

 

Bem, as histórias de Edgar Allan Poe remexem na mente inconsciente, aquilo que Freud explorou alguns anos mais tarde para fins médicos ou científicos. Era um diferente tipo de horror. Diferente daquilo que hoje existe em abundância, que são produções mais gráficas e mais sangrentas.

 

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O inconsciente … O Roger fez-me subitamente recordar a sequência do sonho do seu House of Usher, que também é uma adaptação de Poe. Já agora, a título pessoal, como conseguiu conceber aquele sonho, diria antes, pesadelo?

 

O que fiz com ‘Usher, assim como outros filmes, foi a utilização de diferentes tipos de lentes que distorciam a imagem. Através de “impressões óticas” [optical print] revesti a câmara com diversas cores, dando um efeito rodopiante. Claro que faríamos obviamente melhor nos dias de hoje com a computorização, mas foi o que conseguimos na altura, e julgo, pessoalmente, que aguenta-se bem nestes dias.

 

Quando falamos de Roger Corman, não falamos apenas de si. Falamos também de toda uma geração de realizadores que passaram pelas suas produções e que se assumiram posteriormente como cineastas que tão bem conhecemos: Francis Ford Coppola, Nicolas Roeg, Jonathan Demme, Ron Howard, entre outros.

 

Sim e orgulhoso estou por vê-los crescer. Encaro como um tipo de teste testemunhar as suas respetivas emancipações. Isto tudo faz pensar em nós como uma espécie de escola, depois dela a graduação.

 

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Mas não é só de cineastas que o seu Universo é feito, Vincent Price encontrou alguns dos seus papeis mais memoráveis no seu cinema.

 

Vincent era um verdadeiro cavalheiro, e foi um prazer ter trabalho com ele em tantos projectos. Era um homem bastante inteligente, educado, que compreendia as personagens e que as interpretava de maneira distintiva. Se bem que no género de horror ele ostentava um certo humor ligeiro, algo que desenvolvemos juntos em filmes posteriores. Como equipa tentamos numa vertente cómica que separava dos nossos anteriores projectos.

 

Fala-se que Price abandonou gradualmente essa rígida faceta do terror porque encontrava-se constantemente cansado do género. De ser resumido a um arquétipo.

 

Sentimos que estávamos a repetir, sim, da mesma maneira que a comédia acabou por ser uma manobra de diferenciarmos das nossas colaborações anteriores, uma introdução de novos elementos e o público anseia sempre por ver algo novo, e claro, Price teria assim um novo motivo de trabalho.

 

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É costume perguntar neste tipo de entrevista quanto a ‘novos projetos’, mas no seu caso é mais adequado o ‘pensa em reformar-se?’.

 

Não, nunca irei reformar-me. Continuarei a trabalhar até morrer. Recordo que há uns meses atrás, almoçava com Jon Davidson, que foi um dos meus “graduados”, que mais tarde tornou-se produtor de Airplane!, Robocop, entre outros. Durante o almoço, ele afirmou que ponderava reformar-se e eu rapidamente lhe disse: “Jon, eu vejo-te, como te via há uns anos, uma ‘criança’ no escritório, e agora pensas em reformar” [risos]. Se calhar sou eu que deva reformar?” Ele respondeu: “Não, tu és demasiado velho para reformar”[risos].

 

Para terminar, como encara a indústria de hoje?

 

Hoje, a industria converteu-se integralmente num puro negócio. No cinema, devemos sempre criar um equilíbrio entre o artístico e o comerciável. Revejo nisso no meu Pit and the Pendulum, um filme comercial mas com uma forte componente artística, e o problema é que hoje tornamos a indústria altamente industrial, sem qualquer amor à arte. É preciso apostar em novos conteúdos e ter gosto pelo Cinema, ou se não, é o que vemos, aquilo que está convertido actualmente.

 

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publicado por Hugo Gomes às 12:54
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A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou que a cineasta belga Agnès Varda, o realizador Charles Burnett, o diretor de fotografia Owen Roizman e o ator Donald Sutherland, irão receber o Óscar honorário deste ano. Curiosamente, dos três indicados, só um havia recebido uma nomeação para os Prémios da Academia, que fora o Roizman, que integrou os nomeados por mais de 5 vezes incluindo filmes como Network e O Exorcista.

 

John Bailey, recentemente eleito como presidente da Academa, declarou em comunicado: "O Governors Awards deste ano reflete a amplitude do internacional, independente e mainstream do seio cinematográfico, são homenagens a quatro grandes artistas cujos trabalhos são uma mostra da diversidade de nossa partilhada humanidade".

 

A cerimónia de entrega do Óscar honorário será dia 11 de Novembro, em Los Angeles.

 

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publicado por Hugo Gomes às 11:39
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4.9.17

Os segredos que a Cal esconde, Luciana Cabral e Lu

Arranca hoje o 20º Festival Brasileiro de Cinema Universitário (FBCU). A cidade de Rio de Janeiro e Niterói recebe até dia 10 de Setembro, uma mostra de curtas-metragens de estudantes de universidades e de escolas de Cinema de todo o Brasil.

 

É um importante evento que para além de realçar e revelar as futuras novas gerações de cineastas do país, tende também em incentivar a produção cinematográfica no Brasil, em confronto com a actualidade cultural que se vive (recordamos que em 2016 a edição foi interrompida face a tais conturbações). “Actualmente no Brasil, um festival de cinema chegar à vigésima edição é motivo de comemoração. E é bom lembrar que este ano tudo está sendo realizado como um verdadeiro ato de resistência”, afirma Aleques Eiterer, um dos coordenadores da FBCU.

 

O público poderá nesta 20ª mostra mais de 81 filmes, concorrendo para várias secções competitivas. Este ano, o festival terá a Sessão Acessível e a Mostra Cineclube nas Escolas, com produções de alunos da rede municipal do Rio.

 

Para mais informação, ver aqui

 

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publicado por Hugo Gomes às 13:42
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Fica o desafio, será que existe actor tão familiar no Cinema Português que Luís Miguel Cintra? É com base nessa “familiaridade”, que a Cinemateca Portuguesa dedica um ciclo em homenagem a uma das caras, corpo e voz, mais presentes da nossa cinematografia, o predileto de muitos cineastas como Manoel de Oliveira ou Paulo Rocha, assim como do teatro, tão vincando na fundação da Cornucópia. Ciclo, esse, que arrancará já nesta segunda-feira (04/09) com as suas colaborações com João César Monteiro (Quem Espera por Sapatos de Defunto Morre Descalço) e com Solveig Nordlund (Nem Pássaro Nem Peixe), que serão projetados numa única sessão, a ter inicio às 21h30 na Sala M. Félix Ribeiro.

 

Um “aperitivo” para um tributo que se prolongará neste mês de Setembro, com sessões dedicadas à sua filmografia, passando pelo seu trabalho no cinema nacional, assim como internacional (The Dancer Upstairs de John Malkovich). Para além destes, a Cinemateca dará Carta Branca ao actor para escolher alguns dos filmes que mais influenciaram o seu percurso como artista, entre os quais destaca-se The Birds de Alfred Hitchcock, o Acto da Primavera de Manoel de Oliveira, e The Immortal Story de Orson Welles.

 

Mais informações, ver aqui.

 

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publicado por Hugo Gomes às 01:51
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1.9.17

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Arranca hoje o 4º Ciclo Topografias Imaginárias, um programa de cinema ao ar livre e visionamentos comentados sob o tema "Lisboa, cidade do Sul".

 

Organizado pelo Arquivo Municipal de Lisboa - Videoteca e, sendo este ano, integrado no Passado e Presente - Lisboa, Capital Ibero-Americana de Cultura 2017, Topografias Imaginárias irá se realizar nos primeiros dois fins-de-semana de Setembro (dias 1, 2, 3, 8, 9 e 10), num percurso de seis paragens em locais menos óbvios da capital (Ponte Vasco da Gama, o Museu da Carris, a Quinta do Alto, em Alvalade, o Vale Fundão, em Marvila, o Miradouro de Santo Amaro e o Teatro de Carnide).

 

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Aí, serão exibidos mais de onze filmes, interligados por uma experiência sensorial por uma outra Lisboa, aquela cidade longe dos olhos dos turistas e dos postais de visita, e unificado pelo Cinema. O público será guiado por alguns dos próprios realizadores dos filmes inseridos,  de José Filipe Costa, Salomé Lamas e Dominga Sottomayor, passado também por investigadores, críticos e historiadores (como Eduardo Victorio Morettin, João Mário Grilo, Tiago Baptista, Olivier Hadouchi, Maria do Carmo Piçarra, entre outros). No programa serão vistos e revistos excertos dos filmes, que em conformidade com os comentários exercidos prepararão o público para uma viagem onde é possível imaginar e topografar o Sul, sendo mais tarde devidamente explorado nas sessões de cinema ao ar livre. A entrada é livre e o transporte gratuito.

 

Entre os filmes podemos contar com El Dorado XXI de Salomé Lamas, O Caso J. de José Filipe Costa, O Outro País de Sérgio Tréfaut, Zéfiro de José Álvaro de Morais, e ainda os clássicos La illusión viaja en tranvia de Luís Buñuel e O Descobrimento do Brasil de Humberto Mauro.

 

A programação completa e mais informações podem ser consultadas aqui e aqui.

 

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publicado por Hugo Gomes às 12:15
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30.8.17

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Está tudo de olhos postos em Veneza. O festival de cinema mais antigo do Mundo comemora a sua 74ª edição com uma programação mediática e, como já parece ser tradição, com “palpites” para alguns dos candidatos aos Óscares de 2018. Depois de Cannes ter falhado na sua seleção norte-americana que segundo as más línguas se deveu ao facto de Thierry Frémaux, o delegado-geral, ter estado demasiado envolvido na promoção do seu livro do que supostamente na procura destes filmes, cujo os olheiros de Veneza não deixaram que se tivessem perdido. Resultado, Alexander Payne, George Clooney, Darren Aronofsky, Paul Schrader e Guillermo Del Toro, serão os braços fortes de Hollywood a competir pelo cobiçado Leão de Ouro.

 

Mas a tarefa não será fácil para os americanos, muito se espera das novas produções de Abdellatif Kechiche, que após ter falhado Cannes promete ser um “osso duro de roer” no certame veneziano, o nipónico do momento Koreada Hirakazu, e os conterrâneos Paolo Virzi, Sebastiano Risio e os irmãos Manetto. Salienta-se também a curiosidade em torno do documentário do artista plástico e ativista Ai Weiwei, Human Flow, sobre a crise dos refugiados, tema que costuma vingar neste tipo de Festivais.

 

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Apesar de não existir nenhuma produção portuguesa nas principais secções, teremos uma promissora presença, a do o director de fotografia Rui Poças que se encontra envolvido na cinematografia de Zama, a mais recente longa-metragem de Lucrecia Martel, uma adaptação da novela histórica de Antonio Di Benedetto em Fora de Competição.

 

Um dos destaques desta 74ª programação é a entrega do Leão de Carreira para os actores Robert Redford e Jane Fonda, algumas das mais icónicas faces da Nova Hollywood. A entrega decorrerá no dia 1 de Setembro, depois da exibição de Our Souls at Night, do realizador indiano Ritesh Batra (A Lancheira), um filme original da Netflix que se encontra presente Fora de Competição. Protagonizado pela dupla em questão, a obra remete-nos a dois viúvos que conviveram como vizinhos durante anos, assombrados pelas suas escolhas do passado e unidos pela compaixão mutua.

 

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Apesar do clima festivo, a celebração do cinema, quer das mais recentes apostas contemporâneas, quer das ligações com o passado (a projecção de cópias restauradas de filmes de Godard, Mizoguchi, Antonioni, Whale, Klimov, Landis, entre outros), o Festival de Veneza encontra-se assombrado pelo fantasma do terrorismo. De forma a prevenir qualquer desses cenários, o festival deste anos reforçou a sua segurança, com uma aumento significativo de 30% de agentes da autoridade, vários deles à paisana, câmaras, assim como novas medidas de segurança e de prevenção.

 

O 74º Festival de Veneza arranca hoje prolongando até 9 de Setembro.

 

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publicado por Hugo Gomes às 11:49
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26.8.17

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A actriz, e agora realizadora Vanessa Redgrave, vai estar presente em Lisboa durante a Festival Internacional de Cultura de Cascais, assim como para a apresentação do seu documentário, Sea Sorrow.

 

Tendo estreia especial no último Festival de Cannes, o filme assumiu-se como uma meditação pessoal da actriz para a com a crise dos refugiados, uma espécie de testemunho do seu trabalho solidário e activista. A sessão, terá lugar no cinema Medeia Monumental no dia 19 de Setembro, contará também com a presença do produtor Carlo Nero e ainda de Lord Alfred Dubs, membro e antigo deputado do Partido Trabalhista, como também activista dos direitos dos refugiados e ex-presidente do Conselho para os Refugiados.

 

Sea Sorrow estreará nos cinemas nacionais a 28 de Setembro.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 14:32
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A colectânea de gritos para se fazer ouvir na capital já no próximo mês de Setembro, com a 11º edição do MOTELx: Festival Internacional de Cinema de Terror em Lisboa. Estão agendadas mais de 70 sessões incluindo filmes, workshops, masterclasses e actividades paralelas a ter lugar no Cinema São Jorge, Teatro Tivoli BBVA, Cinemateca Portuguesa e Júnior, Rua da Moeda, Museu do Berardo, Lounge e Largo de São Carlos (sessões Warm-ups).

 

Como já fora revelado em Julho, o 11º MOTELx terá como temática “O Estranho Mundo do Terror Latino”, com a colaboração do Passado e Presente - Lisboa, Capital Ibero-americana de Cultura 2017 de forma a conduzir o público a explorar "a diversidade do cinema de género produzido na América do Sul e na Península Ibérica." Para além disso, o chileno Alejandro Jodorowsky e o produtor Roger Corman são esperados nesta terrifica mostra de cinema fantástico, inseridos na já "clássica" rubrica Culto aos Mestres Vivos.

 

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O MOTELx deste ano abrirá com a obra Super Dark Times, a primeira longa-metragem de Kevin Phillips. Apresentado na última edição de Roterdão e Tribeca, o filme exibe-nos uma forte amizade abalada pela tragédia. A crítica internacional tem o considerado uma espécie de comig-to-age gore. Como encerramento, comprovaremos o hype por detrás da nova versão de IT, de Andy Muschietti, inspirado num livro de Stephen King sobre um grupo de jovens assombrados por uma estranha criatura que assume a forma de palhaço. Espera-se sustos e calafrios num dos mais esperados filmes do ano.

 

Mas tal como é comum afirmar-se, é no "meio que reside a virtude", e Setembro será presenteado com algumas das grandes novidades do género, entre os quais o mais recente capitulo da saga Child's Play (Chucky, O Boneco Diabólico), Cult of Chucky. Ainda o novo filme de Cate Shortland (Lore), Berlin Syndrome, a história de uma jovem que se apaixona na capital alemã e que se torna prisioneira/cativa do seu "apaixonado", um prometedor retrato das complexidades do chamado "síndrome de Estocolmo". O regresso ao rubro da frenética acção indonésia com Headshot, de Kimo Stamboel e Timo Tjahjanto, protagonizado por Iko Uwais (Raid: Redemption). Amor entre canibais com The Bad Batch, de Ana Lily Amirpour (A Girl Walks Home Alone at Night), que conta com as presenças de Keanu Reeves, Jim Carrey, Jason Momoa e Diego Luna, e zombies coreanos no "demorado" Train to Busain, de Yeon Sang-ho. São estas e muitas outras propostas que preenchem o Serviço de Quartos do festival.

 

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A Competição de Longas-Metragens continua, desta vez com 8 filmes a concurso para o Prémio MOTELX – Melhor Longa de Terror Europeia/Méliès d’Argent, incluindo o inglês The Limehouse Golem, de Juan Carlos Medina, o espanhol The Night of the Virgin, de Roberto San Sebastián, e o holandês Prey, de Dick Maas. Na secção Doc Terror é apresentado o 78/52,  desconstrói as 78 posições de câmara e 52 planos da mítica cena do chuveiro de Psycho, e King Cohen, sobre o argumentista, produtor, realizador e rebelde Larry Cohen.

 

Mas antes do festival, temos obviamente o Warm-Up que arranca a 31 de Agosto no Beco da Rua da Moeda (Cais do Sodré) com uma sessão ao ar livre de Jodorowsky’s Dune, o célebre documentário sobre a adaptação de Dune por Alejandro Jodorowsky, que como sabem, nunca chegou a ser feito. A sessão é precedida por um concerto dos Acid Acid inspirado no universo conceptual do realizador.

 

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Enquanto que nos dias 1 e 4 de Setembro, a Cinemateca Portuguesa acolherá o "aquecimento" do ciclo Estranho Mundo do Terror Latino, onde serão exibidos, pela primeira vez naquele espaço, El Vampiro, de Fernando Méndez, e ¿Quién puede matar a un niño?, de Narciso Ibáñez Serrador. Conta-se ainda com a projecção, no dia 1, de um grande clássico de terror brasileiro, À Meia-Noite Levarei Sua Alma, o filme de José Mojica Martins no qual gerou a icónica figuro do Zé do Caixão.

 

Já no Largo de São Carlos, no dia 2, George A. Romero será homenageado, com a exibição de “Dawn of the Dead”. A noite termina no Sabotage com um concerto dos Glockenwise.

 

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publicado por Hugo Gomes às 10:20
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8.8.17

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Foi apresentado o primeiro trailer de mother!, o próximo e promissor filme de Darren Aronofsky (The Wrestler, Requiem for a Dream, Black Swan) que estará em competição no Festival de Veneza.

 

 

Seguindo a linha do terror psicológico de Black Swan (Cisne Negro), a premissa envolve um casal que é confrontado com a chegada de estranhos. Jennifer Lawrence, Javier Bardem, Ed Harris, Michelle Pfeiffer e Domhnall Gleeson completam o elenco.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 14:24
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1.8.17

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Wim Wenders vai abrir a 65ª edição do Festival Internacional de Cinema de San Sebastian com a sua mais recente obra, Submergence. Para além da abertura, o filme também estará a concurso no respectivo festival que terá lugar no 22 a 30 de Setembro.

 

Com produção de Paulo Branco, a obra, que tem como base um homónimo livro da autoria de J.M. Ledgard, seguirá um casal que experiencia, separadamente, situações limite e que só as memórias do romance vivido numa praia francesa servirão de conforto. Alicia Vikander (Ex Machina [ler crítica]) e James McAvoy são os protagonistas.

 

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publicado por Hugo Gomes às 13:46
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27.7.17

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VENICE FILM FESTIVAL — IN COMPETITION

“Human Flow,” Ai Weiwei (Germany, U.S.)

“mother!”, Darren Aronofsky (U.S.)

“Suburbicon,” George Clooney (U.S.)

“The Shape Of Water,” Guillermo Del Toro (U.S.)

“L’Insulte,” Ziad Doueiri (France, Lebanon)

“La Villa,” Robert Guediguian (France)

“Lean on Pete,” Andrew Haigh (U.K.)

“Mektoub, My Love: Canto Uno,” Abdellatif Kechiche (France)

“The Third Murder,” Koreada Hirkazu (Japan)

“Jusqu’a La Garde,” Xavier Legrand (France)

“Amore e Malavita,” Manetto Bros. (Italy)

“Three Billboards Outside Ebbing, Missouri” (U.K.)

“Hannah,” Andrea Pallaoro (Italy, Belgium, France)

“Downsizing,” Alexander Payne (U.S.)

“Angels Wear White,” Vivian Qu (China, France)

“Una Famiglia,” Sebastiano Risio (Italy)

“First Reformed,” Paul Schrader (U.S.)

“Sweet Country,” Warwick Thornton (Australia)

“The Leisure Seeker,” Paolo Virzì (Italy)

“Ex Libris – The New York Public Library, Frederick Wiseman (U.S.)



OUT OF COMPETITION

Special Events

“Casa D’Altri,” Gianni Amelio (Italy)

“Michael Jackson’s ‘Thriller’ 3D,” John Landis (U.S)

“Making of Michael Jackson’s ‘Thriller,'” Jerry Kramer (U.S.)



FICTION

“Our Souls at Night,” Ritesh Batra (U.S.)

“Il Signor Rotopeter,” Antonietta De Lillo (Italy)

“Victoria and Abdul,” Stephen Frears (U.K.)

“La Melodie,” Rachid Hami (France)

“Outrage Coda,” Takeshi Kitano (Japan)

“Loving Pablo,” Fernando Leon De Aranoa (Spain)

“Zama,” Lucrecia Martel (Argentina, Brazil)

“Wormwood,” Errol Morris (U.S.)

“Diva!”, Francesco Patierno (Italy)

“La Fidele,” Michael R. Roskam (Belgium, France, Netherlands)

“The Private Life of a Modern Woman,” James Toback (U.S.)

“Brawl in Cell Block 99,” S. Craig Zahler (U.S.)



NON-FICTION

“Cuba and the Cameraman,” Jon Albert (U.S.)

“My Generation,” David Batty (U.K)

“The Devil and Father Amorth,” William Friedkin (U.S.)

“This Is Congo,” Daniel McCabe (Congo)

“Ryuichi Sakamoto: Coda,” Stephen Nomura Schible (U.S., Japan)

“Jim & Andy: The Great Beyond. The Story of Jim Carrey, Andy Kaufman, and Tony Clifton,” Chris Smith (U.S.)

“Happy Winter,” Giovanni Totaro (Italy)



HORIZONS

“Disappearance,” Ali Asgari (Iran, Qatar)

“Especes Menaces,” Gilles Bourdos (France, Belgium)

“The Rape of Recy Taylor,” Nancy Buirski (U.S.)

“Caniba,” Lucian Castaing-Taylor, Verena Paravel (France)

“Les Bienheureux,” Sofia Djama (France, Belgium)

“Marvin,” Anne Fontaine (France)

“Invisibile,” Pablo Giorgelli (Argentina, Brazil, Uruguay, Germany)

“Brutti e Cattivi,” Cosimo Gomez (Italy, France)

“The Cousin,” Tzahi Grad (Israel)

“Reparer les vivants,” Katell Quillevere (France, Belgium)

“The Testament,” Amichai Greenberg (Israel, Austria)

“No Date, No Signature,” Vahid Jalilvand (Iran)

“Los Versos Del Olvido,” Alireza Khatami (France, Germany, Netherlands, Chile)

“Nico, 1988,” Susanna Nicchiarelli (Italy)

“Krieg,” Rick Ostermann, Barbara Auer (Germany)

“West of Sunshine,” Jason Raftopoulos (Australia)

“Gotta Cenerentola,” Alessandro Rak, Ivan Cappiello, Marino Guarnieri, Dario Sansone (Italy)

“Under The Tree,” Hafsteinn Gunnar Sigurdsson (Iceland, Denmark, Poland, Germany)

“La Vita in Comune,” Edoardo Winspeare (Italy)



CINEMA IN THE GARDEN

“Manuel,” Dario Albertini (Italy)

“Controfigura,” Ra Di Martino (Italy, France, Morocco, Switzerland)

“Woodstock,” Kate Mulleavy, Laura Mulleavy (U.S.)

“Nato A Casal Di Principe,” Bruno Oliviero (Italy, Spain)

“Suburra — The Series,” Michele Placido, Andrea Molaioli, Giuseppe Capotondi (Italy)

“Tuers,” Francois Truokens, Jean-Francois Hensgens (Belgium, France)



VENICE VIRTUAL REALITY

“Melita,” Nicolas Alcala (U.S.)

“La Camera Insabbiata,” Laurie Anderson, Huang Sin-Chien (U.S.)

“The Last Goodbye,” Gabo Arora (U.S.)

“My Name Is Peter Stillman,” Lysander Ashton, Leo Warner (U.K.)

“Alice, The Virtual Reality Play,” Mathias Chelebourg (France)

“Arden’s Wake Expanded,” Eugene YK Chung (U.S.)

“Greenland Melting,” Nonny De La Pena (U.S.)

“Bloodless,” Gina Kim (U.S.)

“Nothing Happens,” Uri Kranot, Michelle Kranot (Denmark, France)

“The Dream Collector,” Mi Li (China)

“Snatch VR Heist Experience,” Rafael Pavon, Nicolas Alcala (U.S.)

“Nefertiti,” Richard Mills, Kim-Leigh Pontin (U.K.)

“Proxima,” Mathieu Pradat (France)

“In The Pictures,” Qing Shao (China)

“Dispatch,” Edward Robles (U.S., U.K.)

“The Argos File,” Josema Roig (U.S.)

“Gomorra VR – We Own The Streets,” Enrico Roast (Italy)

“Draw Me Close, Chapters 1-2,” Jordan Tannahill (Canada, U.K.)

“The Deserted,” Tsai Ming-Liang (Taiwan)

“I Saw The Future,” Francois Vautier (France)

“Separate Silences,” David Wedel (Denmark)

“Free Whale,” Zhang Peibin (China)

 

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 21:45
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26.7.17

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O Porto Femme Sessions regressa hoje (26/07) ao espaço de intervenção cultural - Maus Hábitos - no Porto, para a sua segunda sessão de cinema no feminino. Esta iniciativa acontece a cada última quarta-feira do mês, tendo como objetivo apresentar ao público perspetivas pouco habituais na arte cinematográfica, visto por muitos como um ofício masculino, sendo que o Porto Femme Sessions pretende contrariar esse senso comum, expondo as suas produções e as dificuldades das mesmas.

 

Enquanto que a primeira sessão se dedicou ao cinema iraniano, a essa resistência não só perante à industria sexista e profundamente tradicional, mas como também à sociedade intolerável proeminente de desigualdades sociais e de género, este segundo tomo focará a animação portuguesa, um programa composto por 6 curtas-metragens de 7 realizadoras.  Serão apresentados os seguintes filmes: “A Gruta de Darwin” de Joana Toste, “Foi o fio” de Patrícia Figueiredo, “Prisioneiros” de Margarida Madeira, “Pronto, era assim” de Joana Nogueira e Patrícia Rodrigues, “Sendas” de Raquel Felgueiras e “Within” de Natália A. Andrade. O Porto Femme Sessions contará ainda com a presença de Margarida Madeira, Joana Nogueira e Patrícia Rodrigues para falarem sobre os seus respetivos filmes e ainda conduzirão um debate cuja temática centra na produção de cinema no feminino.

 

A iniciativa Porto Femme Sessions nasceu em 2016 através da organização da XX Element ProjectAssociação Cultural, sessões tem parceria com o Maus Hábitos e contam e apoio do IPDJ.

 

Para mais informação, ver aqui.

 

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publicado por Hugo Gomes às 12:53
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19.7.17

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O chileno “psico-mago” Alejandro Jodorowsky e o veterano produtor e realizador Roger Corman serão os homenageados da 11ª edição do MOTELx: Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa, a decorrer entre 5 a 10 Setembro.

 

Espera-se a presenças de ambos no decorrer do Festival, porém, recordamos que Corman havia sido anunciado como “homenageado do MOTELx” na edição passada, cuja vinda foi cancelada devido a problemas de saúde.  O mesmo se pode dizer sobre o chileno surrealista, cuja visita a Lisboa (no âmbito da anterior Mostra da América Latina) também fora cancelada por iguais motivos.

 

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Porém, falando em homenageados, a organização anunciou que irá preparar um tributo a George A. Romero, falecido recentemente, na programação deste ano. Nota-se que o “mestre dos mortos-vivos” esteve presente no MOTELx em 2010, e segundo a equipa do festival “foi a sessão de autógrafos mais longa em 11 anos de evento”.

 

O regresso do MOTELx irá assumir-se como o mais ambicioso até à data, cerca de 14 sessões diárias e mais de 100 filmes inserido numa programação sem precedentes, tendo em conta as palavras dos organizadores durante a conferência de imprensa.

 

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Para além dos habituais Warm-ups (sessões pré-festival), o infanto-juvenil Lobo Mau, os Prémios MOTELx (Melhor Curta de Terror Portuguesa, Yorn Microcurtas), o 11º MOTELx tem como principal novidade a associação com o Passado e Presente - Lisboa, Capital Ibero-americana de Cultura 2017. No âmbito desta colaboração cultural, seremos presenteados com sessões especiais dedicadas a Jean Garrett, um dos nomes incontornáveis do cinema exploitation brasileiro dos anos 70, e ainda, o “desenterrar” de duas produções ibéricas, raras, que de certa forma tentaram preencher o vazio do fantástico no cinema português nos anos 70.

 

A mostra lisboeta de cinema de terror terá lugar no Cinema São Jorge, Teatro Tivoli BBVA, Cinemateca Portuguesa e Júnior, Rua da Moeda, Museu do Berardo, Lounge e Largo de São Carlos (sessões Warm-ups).

 

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publicado por Hugo Gomes às 01:08
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13.7.17

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9 Doigts, F.J. Ossang

Good Manners, Juliana Rojas and Marco Dutra

Charleston, Andrei Cretulescu

Did You Wonder Who Fired the Gun?, Travis Wilkerson

En el Septimo Dia, Jim McKay

Freedom, Jan Speckenbach

Gemini, Aaron Katz

The Asteroids, Germano Maccioni

Goliath, Dominik Locher

Good Luck, Ben Russell

La Telenovela Errante, Raul Ruiz

Lucky, John Carroll Lynch

Madame Hyde, Serge Bozon

Mrs. Fang, Wang Bing

Dragonfly Eyes, Xu Bing

A Skin So Soft, Denis Cote

Winter Brothers, Hlynur Palmason

Wajib, Annemarie Jacir

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:23
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Takes
10/10 - Magnífico
9/10 - Imprescindível
8/10 - Bom
7/10 - Interessante
6/10 - Razoável
5/10 - Medíocre
4/10 - Muito Fraco
3/10 - Mau
2/10 - Péssimo
1/10 - De Fugir
0/10 - Nulidade
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