Data
Título
Take
4.11.17

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Os vencedores dos últimos Festivais de Berlim e Cannes se irão defrontar nos European Film Awards, cuja as nomeações acabam de ser reveladas no Festival de Cinema Europeu de Sevilha. Os galardoados On Body and Soul, o ultimo de Aki Kaurismäki (The Other Side of Hope), 120 Battements par Minute, Loveless e The Square compete a estatueta principal, e no caso do mais recente filme de Ruben Östlund, o mais nomeado aos prémios, contando com 5 indicações.

 

 

Outros destacados são Lady Macbeth, de William Oldroyd, uma primeira longa-metragem que conquista duas nomeações, a de melhor atriz (Florence Pugh) e do prémio Descoberta, e a animação artística Loving Vicente como forte concorrente na distinção de Longa-Metragem de animação. O português Gabriel Abrantes encontra-se entre os nomeados na categoria de Curta-Metragem com o seu Os Humores Artificiais.

 

Filme Europeu

On Body and Soul

The Other Side of Hope

The Square

Loveless

120 Battements Par Minute

 

Documentário

Austerlitz

Communion

Stranger in Paradise

La Chana

The Good Postman

 

Realizador

Ildikó Enyedi (On Body And Soul)

Aki Kaurismäki (The Other Side Of Hope)

Yorgos Lanthimos (The Killing Of A Sacred Deer)

Ruben Östlund (The Square)

Andrey Zvyagintsev (Loveless)

 

Atriz

Paula Beer (Frantz)

Juliette Binoche (Bright Sunshine In)

Alexandra Borbély (On Body And Soul

Isabelle Huppert (Happy End)

Florence Pugh (Lady Macbeth)

 

Ator

Claes Bang (The Square)

Colin Farrell (The Killing Of A Sacred Deer)

Josef Hader (Stefan Zweig - Farewell To Europe

Nahuel Pérez Biscayart (120 Battements Par Minute

Jean-Louis Trintignant (Happy End

 

Argumentista

Ildikó Enyedi (On Body And Soul)

Yorgos Lanthimos & Efthimis Filippou (The Killing Of A Sacred Deer)

Oleg Negin & Andrey Zvyagintsev (Loveless)

Ruben Östlund (The Square)

François Ozon (Frantz)

 

Comédia Europeia

King of the Belgians

The Square

Vincent and the End of the World

Welcome to Germany

 

Prémio Descoberta

Godless

Bloody Milk

Summer 1993

The Eremites

Lady Macbeth

 

Animação

Loving Vincent

Zombillénium

Ethel & Ernest

Louise en Hiver

 

Curta Metragem

Information Skies

Copa-Loca

Love

En La Boca

Fight on a Swedish Beach!

Os Humores Artificiais

Timecode

The Party

Ugly

The Circle

The Disinherited

Written / Unwritten

Wannabe

You Will Be Fine

Young Men and their Window

 


publicado por Hugo Gomes às 14:57
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14.10.17

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Arranca hoje (14/10) o Cine’Eco – Festival Internacional de Cinema Ambiental, o único festival de cinema com temática ambiental em Portugal e um dos poucos eventos desta magnitude cinematográfica fora das grandes metrópoles dos país. A decorrer, de forma ininterrupta, desde 1995, a localidade de Seia, na Serra Estrela, acolhe mais um espectáculo cinematográfico com elevada preocupação ecológica, procurando-se entre debates e reflexões sobre a actualidade do nosso Mundo ver a maneira como poderemos solucionar alguns destes estados.

 

A abertura será tremendamente especial para a localidade, com a exibição de um dos grandes clássicos do cinema português, Os Lobos, recentemente editado e restaurado em DVD pela Cinemateca Portuguesa. Registo da passagem do italiano Rino Lupo em Portugal, Os Lobos fora rodado em diferentes localidades da cidade beirã e é hoje tido como uma das "jóia da cinematografia portuguesa", citando Félix Ribeiro na altura da sua estreia em 1923.

 

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A sessão será apresentada por Tiago Baptista, director do Arquivo Nacional das Imagens em Movimento (ANIM), e acompanhada pelo pianista britânico radicado em Portugal Nicholas McNair. Lobos é uma das propostas que José Vieira Mendes, crítico e programador do Cine'Eco, mais destaca nesta nova edição do simpaticamente apelidado de "festival ecológico". Em conversa ao Cinematograficamente Falando …, e em resposta quanto ao que destacaria da programação deste ano, Mendes diz: "Já fiz as minhas escolhas ao fazer a selecção e programação dos filmes. Portanto destacaria todos os filmes, porque todos merecem destaque inclusive uma forte selecção de curtas-metragens sobre a Água, como recurso escasso que compõe quase uma secção e que este ano vai ter um Prémio Especial para este tema.

 

Mas lá vai, para quem não possa estar em todos: Para além da antestreia nacional do filme do Al Gore [An Inconvenient Sequel: Truth to Power], temos Os Burros Mortos Não Temem Hienas, de Joakim Demmer, que olha para a especulação aos terrenos para exploração agrícola na Etiópia; Nahui Ollin ­Sol em Movimento junta oito realizadores a darem a sua visão sobre a biodiversidade do México e a forma como está a ser alterada; A Idade das Consequências, realizado por Jared P. Scott, um filme muito abrangente e polémico que olha para a intersecção entre fenómenos como a Primavera Árabe, o chamado Estado Islâmico e a radicalização de pessoas, bem como a crise dos refugiados, e as mudanças do clima; Perseguido Corais, de Jeff Orlowski, mostra o fundo dos oceanos e como os corais estão a desaparecer; Ondas Brancas, com realização de Inka Reichert, envolve os esforços de surfistas que lutam contra a contaminação do mar, quer pelo lixo quer pelos micro-plásticos; Rio Azul: Pode a Moda Salvar o Planeta?, da dupla David McIlvride e Roger Williams, atira-se à indústria da moda e ao impacto considerável que esta tem sobre o ambiente e a poluição das águas e rios. 

 

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Também serão mostrados, na competição de filmes em língua portuguesa, por exemplo, Moon Europa, de Nuno Escudeiro — que estreou no IndieLisboa 2017 —, filma o Árctico a e as poucas pessoas que lá vivem em invernos inóspitos; Belo Monte: Um Mundo Onde Tudo é Possível, de Alexandre Bouchet, que examina a construção e exploração da controversa barragem brasileira com o mesmo nome; Deriva Litoral, de Sofia Barata, que olha para os temporais do inverno de 2013 e 2014 e o seu impacto ao longo da costa portuguesa; ou Terra e Luz, um filme de ficção pós- apocalíptica do brasileiro Renné França, que é um filme ambiental e que passou no Fantasporto 2017. Entretanto, hoje já houve actividades para crianças com a belíssima longa de animação Song of the Sea, que esteve nos Óscares há dois anos e passou relativamente despercebido nas sessões comerciais. A abertura começa logo ao final da tarde, com a A Odisseia, de Jérôme Salle, o biopic que também esteve pouco tempo em cartaz, sobre o lendário explorador dos mares Jacques Cousteau."

 

Como programador, José Vieira Mendes teme efectuado um trabalho árduo em conseguir seleccionar e compor um programa de filmes e propostos para todos os públicos, porém condicionadas a uma só temática. "Os requisitos obviamente que tenham implícita uma mensagem, de preferência positiva com melhorar os nosso comportamento em relação ao ambiente, por outro lado também que coloquem questionamento e provoquem discussão sobre os grandes problemas ambientais". Obviamente nem tudo com motivações ecológicas possui a qualidade de integrar o Cine'Eco, nesse caso, segundo o programador, o que se procura é tudo aquilo que todos os festivais de cinema procuram "bons filmes, de preferência inéditos ou que não tenham tido a visibilidade que merecem tanto nos outros festivais como nas salas de cinema comerciais." 

 

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Desde 1995, que o festival existe e cresce sem interrupções, toda esta motivação vivente deriva sobretudo do "do empenho do Município de Seia, que suporta o festival quase na íntegra e faz dele um dos eventos âncoras do concelho. E por outro uma pequena equipa que vive literalmente o Cine’Eco Todo o Ano entre Seia e Lisboa — como é o caso do meu colega Mário Branquinho, Director do Cine’Eco e da Casa Municipal da Cultura de Seia, e meu caso como programador, que sou um senense adoptado, e vivo em Lisboa e outras pessoas da autarquia e colaboradores voluntários —  que procura estar atento (ou mesmo participar) ao mundo dos festivais de cinema de ambiente da GFN (e não só) procurando trazer os melhores filmes de ambiente, para apresentar no Cine’Eco".

 

Quanto ao crescimento, o Cine'Eco tem vindo "crescer um pouco à proporção das preocupações das pessoas em relação às questões ambientais, a sua mediatização e essa tal agenda político-ambiental. Assim para além das sessões competitivas e sessões especiais, o festival realiza várias actividades paralelas, onde as questões ambientais estão sempre presentes. A realização de uma grande conferência sobre questões ligadas ao ambiente e ao desenvolvimento, consta sempre da programação do festival, para a qual são convidadas figuras de referência e que envolve o público da região. O programa conta igualmente com exposições, workshop’s, concertos e outras iniciativas de e para a comunidade. As escolas são mobilizadas para as sessões do festival, mas o festival também vai aos estabelecimentos de ensino do concelho e da região."

 

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Mas existe um enorme perigo cultural e em Portugal o "afunilamento" de propostas deste género restringidas às grandes cidades como Lisboa e Porto, sobretudo exclusivamente transladadas para a capital. Em resposta a isso, o Cine'Eco possui "uma vasta rede de extensões por todo o país, como a que decorre ao longo do ano — Cine'Eco Todo o Ano! —, o que ajuda a ir ao encontro de um público mais vasto, possibilitando que os filmes e as suas mensagens circulem e cheguem a um número mais alargado de espectadores. Este ano, conseguimos uma nova parceria. O Cin'Eco será alargado aos 15 concelhos da Comunidade Intermunicipal das Beiras e da Serra da Estrela, composta por 250 mil habitantes, que constitui um novo contributo de aproximação à região." Das extensões, é ainda destacado "os Açores, outra região com um forte apelo à natureza e onde também é muito acarinhado pelo público."

 

Contudo, ao dito "afunilamento cultural" que atinge o país, José Vieira Mendes comenta: "Isso é normal que os festivais se centrem nas grandes capitais, pois é onde alcançam mais público, mais orçamento, mais mediatização e até mais patrocinadores e parceiros.  Fugimos à regra e conseguimos no Cine'Eco e em pleno interior do País, por exemplo um forte mobilização dos alunos do concelho e da região, numa perspectiva de sensibilização para as questões ambientais e na procura de criação de público para o cinema. Por outro, envolvemos várias personalidades do concelho na dinâmica do festival. Seja como elementos do júri, seja na mobilização e acompanhamento de grupos para as sessões de cinema. Este ano, foram designadas 27 pessoas da comunidade para apadrinharem as 9 longas-metragens internacionais, contribuindo para essa aproximação e um maior envolvimento da população de Seia e da região. 

 

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"O cinema de ambiente não é propriamente uma área para as grandes massas de público, mesmo que seja especializado. Por isso, o Cine'Eco tem feito o seu caminho, conquistado públicos e despertando consciências para as questões ambientais, embora se reconheça que o público seja ainda uma fragilidade do festival e onde ainda há muito trabalho a fazer mesmo a nível da componente de turístico ambiental, nacional e internacional, apesar de estar-mos integrados e ser-mos membros fundadores da Green Film Network, a rede de festivais de cinema de ambiente."

 

Provavelmente, 2017 tem sido o ano onde o aquecimento global apresentou-se mais como uma agenda politica, é nos recordado o caso de Donald Trump e a saída dos EUA do Tratado de Paris, e a sequela Uma Verdade Inconveniente [An Inconvenient Sequel: Truth to Power], que integra a programação do Cine'Eco. José Vieira Mendes esclarece até que ponto a ecologia é uma perspectiva politica e como o festival contorna / ou abraça essa mesma vertente: ao longo do seu percurso de mais de duas décadas, o Cine'Eco tem mesmo abraçado essa causa procurado ir de encontro ou acompanhar às grandes questões ambientais da actualidade ou da agenda político-ambiental mundial, dai este ano termos escolhido como inspiração o bestseller, Tudo Pode Mudar: Capitalismo vs. Clima, da Naomi Klein, bem como o documentário Uma Verdade (Mais) Inconveniente, do Al Gore, — que vai ter estreia nacional na quarta, dia 18 no Cine'Eco, em sessão especial — que chega na hora certa depois de facto o Presidente Donald Trump ter anunciado que ia se distanciar do Acordo de Paris do ano passado sobre o limite das emissões de carbono causadoras das mudanças climáticas.  Por outro lado, o CineEco vai de encontro às necessidades da comunidade local, através de vários mecanismos desencadeados, no quadro da dinâmica cultural e ambiental do município de Seia."

 

A 22ª edição do Cine'Eco vai decorrer até dia 21 de Outubro, na Casa Municipal da Cultura de Seia e no CISE – Centro de Interpretação da Serra da Estrela.

 

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publicado por Hugo Gomes às 11:41
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11.9.17

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O thriller Cold Hell é o vencedor da 2ª Competição Europeia de Longas-Metragens do MOTELx. Com a conquista do Prémio Melhor Longa Europeia/Méliès d’Argent, o filme de Stefan Ruzowitzky (conhecido por obras como Anatomy e o vencedor ao Óscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira, The Counterfeiters), fica, desde já, nomeado para o Prémio Méliès d’Or.

 

A representar também o MOTELx estará Thursday Night, a curta-metragem de Gonçalo Almeida, consagrado na sua categoria, arrecadando assim os cinco mil euros de prémio. O júri composto pela atriz Maria João Bastos, o músico Carlão e o realizador Can Evrenol decidiu atribuir o prémio, descrevendo-o como “um filme que nos marcou muito, que consideramos único e que certamente ficará na nossa memória”. A curta Depois do Silêncio, de Guilherme Daniel, recebe uma menção especial.

 

O 11º MOTELx decorreu em Lisboa do dia 5 a 10 de Setembro, apresentando como principal destaque o cinema de terror latino e as visitas de Roger Corman e Alejandro Jodorowsky. O muito esperado IT, de Andy Muschietti, teve as honras de encerrar o festival.

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:39
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1.9.17

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Arranca hoje o 4º Ciclo Topografias Imaginárias, um programa de cinema ao ar livre e visionamentos comentados sob o tema "Lisboa, cidade do Sul".

 

Organizado pelo Arquivo Municipal de Lisboa - Videoteca e, sendo este ano, integrado no Passado e Presente - Lisboa, Capital Ibero-Americana de Cultura 2017, Topografias Imaginárias irá se realizar nos primeiros dois fins-de-semana de Setembro (dias 1, 2, 3, 8, 9 e 10), num percurso de seis paragens em locais menos óbvios da capital (Ponte Vasco da Gama, o Museu da Carris, a Quinta do Alto, em Alvalade, o Vale Fundão, em Marvila, o Miradouro de Santo Amaro e o Teatro de Carnide).

 

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Aí, serão exibidos mais de onze filmes, interligados por uma experiência sensorial por uma outra Lisboa, aquela cidade longe dos olhos dos turistas e dos postais de visita, e unificado pelo Cinema. O público será guiado por alguns dos próprios realizadores dos filmes inseridos,  de José Filipe Costa, Salomé Lamas e Dominga Sottomayor, passado também por investigadores, críticos e historiadores (como Eduardo Victorio Morettin, João Mário Grilo, Tiago Baptista, Olivier Hadouchi, Maria do Carmo Piçarra, entre outros). No programa serão vistos e revistos excertos dos filmes, que em conformidade com os comentários exercidos prepararão o público para uma viagem onde é possível imaginar e topografar o Sul, sendo mais tarde devidamente explorado nas sessões de cinema ao ar livre. A entrada é livre e o transporte gratuito.

 

Entre os filmes podemos contar com El Dorado XXI de Salomé Lamas, O Caso J. de José Filipe Costa, O Outro País de Sérgio Tréfaut, Zéfiro de José Álvaro de Morais, e ainda os clássicos La illusión viaja en tranvia de Luís Buñuel e O Descobrimento do Brasil de Humberto Mauro.

 

A programação completa e mais informações podem ser consultadas aqui e aqui.

 

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publicado por Hugo Gomes às 12:15
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8.7.17

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Curtas Vila do Conde comemora as suas bodas de prata. Não é todo os dias que um festival português atinja a 25ª edição e é com tal longevidade a servir de signo que o Curtas tem o privilégio de arrancar, hoje (8 de Julho, prolongando-se até dia 16), com a antestreia nacional de The Other Side of Hope (O Outro Lado da Esperança), do tão celebrizado cineasta finlandês Aki Kaurismäki. Apresentado e premiado (Melhor Realização) no último Festival de Berlim, a obra aborda a integração dos refugiados sírios nesta Europa ainda atormentada pelo racismo, e é possível que seja um dos filmes do ano.

 

No mesmo dia, o mais recente trabalho de Kelly Reichardt, Certain Women, será também exibido. Trata-se da história de três mulheres completamente distintas e sem conexão que irão mapear uma obra de sensibilidade no feminina. O filme tem sido prezado pela crítica internacional e até premiado em diversos festivais, como o prémio máximo da competição do Festival de Londres, e em diversos círculos de crítica norte-americana.

 

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Serão oito dias repleto de cinema para descobrir e para redescobrir, e como tem sido tradição nos últimos tempos, o festival tem-se cada vez mais assumindo como um estandarte da cinematografia portuguesa assim como da experimentalidade, pelo qual, poderemos ainda polvilhar os projectos da "nossa terra". Aliás, não é por coincidência, que Terra, é o nome da exposição colectiva da nova geração de autores portugueses que vai desde Gabriel Abrantes (em colaboração com Ben Rivers), passando por Priscila Fernandes, Pedro Neves Marques, Joana Pimenta, Lúcia Prancha, Francisco Queimadela e Mariana Caló. A exposição, que ficará patente até 17 de Setembro, estará exposta no Solar – Galeria de Arte Cinemática.

 

Na Competição Internacional encontraremos nomes fortes, veteranos, revelações e possíveis surpresas, tudo para um só propósito,  alcançar o prémio máximo do certame. A selecção é impressionante; Gabriel Abrantes, Latif Saïd, David O'Reilly, Hu Wei, Laura Poitras, Nele Wohlatz, Ben Rivers e Jia Zhang-ke. O mesmo se poderá aplicar à Competição Nacional, que vai desde Salomé Lamas a João Salaviza, Gabriel Abrantes a João Pedro Rodrigues.

 

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O Curtas apresentará ainda o ciclo F.J. Ossange, integrado na secção In Focus, onde será projectado a obra do cineasta, poeta, escritor e músico, conhecido pela sua marginalidade como sinal de prolificidade, uma figura eclética no panorama cultural francês. Na secção Stereo teremos o filme-concerto, The General (Pamplinas Maquinistas), o grande clássico de Buster Keaton, musicado pelo Atlantic Coast Orchestra, e ainda concertos de Evols, Mão Morta, Capitão Fausto, Chassol e Pega Monstro.

 

Por fim, dois "clássicos" da programação do Curtas, o Take One, uma plataforma que explora as novas linguagem do cinema em obras que desafiam as já estabelecidas convenções, nesta secção estará inserida um Workshop de Crítica de Cinema, contando com diversos e distintos oradores que vão desde o crítico norte-americano Dennis Lim, aos portugueses João Lopes, Jorge Mourinha, Sabrina D. Marques, os artistas visuais (Filipa César e João Tabarra) e o ex-crítico e agora cineasta Miguel Gomes. Quanto ao Curtinhas, dedicados aos mais novos que terá este ano a projecção de Gru, O Maldisposto 3.

 

Para mais informação sobre a programação, ver aqui

 

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publicado por Hugo Gomes às 13:24
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25.6.17

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O checo Filthy, de Tereza Nvotová, foi distinguido com o Lince de Ouro da 13ª edição do FEST Festival Novos Realizadores | Novo Cinema, que decorreu em Espinho. O filme que aborda as tramas de uma adolescente cuja vida alterou radicalmente após um inesperado evento, conquistou o júri oficial, composto pela realizadora e actriz Nicole Quinn, o designer de títulos Richard Morrison e o gestor cultural Xavier Garcia Puerto. Destaque para a menção honrosa, partilhada por Old Stone, de Johnny Ma, e La Mano Invisible, de David Mácian.

 

A salientar o Grande Prémio Nacional entregue a Maria Sem Medo, de Mário Macedo, e o Prémio de Público à longa-metragem Sacred Water, de Olivier Jourdain, e à curta-metragem Instalação do Medo, de Ricardo Leite.

 

 

LINCE DE OURO

Melhor Longa-metragem de Ficção

Filthy, de Tereza Nvotová (República Checa)

 

Menções Honrosas

Old Stone, de Johnny Ma

The Invisible Hand, de David Mácian

 

Melhor Longa-metragem de Documentário

The Road Movie, de Dmitrii Kalashnikov (Bielorrússia)

 

PRÉMIO DO PÚBLICO

Melhor Longa-Metragem

Sacred Water, de Olivier Jourdain (Bélgica)

 

Melhor Curta-Metragem

A Instalação do Medo, de Ricardo Leite (Portugal)

 

LINCE DE PRATA

Melhor Curta-Metragem de Ficção

Downside Up, de Peter Ghesquiere (Bélgica)

 

Menção Honrosa

A New Home, de Žiga Virc (Eslovénia)

 

Melhor Curta-metragem de Documentário

Homeland, de Sam Peeters (Belgica)

 

Menção Honrosa

Without Sun, de Paul de Ruijter (Holanda)

 

Melhor Curta-metragem Experimental

Apocalypse, de Justyna Mytnik (Polónia)

 

Menções Honrosas

As The Jet Engine Recalls, de Juan Palacios (Espanha)

Simba in New York, de Tobias Sauer (Alemanha)

 

Melhor Curta-metragem de Animação

Antarctica, de Jeroen Ceulebrouck (Bélgica)

 

Menções Honrosas

Locus, de Anita Kwiatkowska-Naqvi (Polónia)

Pussy, de Renata Gasiorowska (Polónia)

 

GRANDE PRÉMIO NACIONAL

Melhor Curta-metragem Portuguesa

Maria Sem Pecado, de Mário Macedo (Portugal)

 

Menções Honrosas

Um Refúgio Azul, de João Lourenço (Portugal)

78.4 Rádio Plutão, de Tiago Amorim (Portugal)

 

NEXXT

 

Bond, de Judit Wunder (Hungria)

 

FESTINHA

Prémio Sessão 1 - 3 aos 6 anos

Lilou, de Rawan Rahim (Líbano)

 

Prémio Sessão 2 - 3 aos 6 anos

Pas a Pas, de Charline Arnoux, Mylène Gapp, Florian Heilig, Mélissa Roux, Léa Rubinstayn (França)

 

Prémio Sessão 3  - 7 aos 12 anos

Way of Giants, de Alois di Leo (Brasil)

 

Prémio Sessão 4 - 12 aos 17 anos

Schlboski, de Tomás Andrade e Sousa (Portugal)

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:45
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2.5.17

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Mais um ano, mais uma edição do Indielisboa. Para sermos mais exactos, o festival lisboeta com especial dedicação ao cinema alternativo e independente vai para o 14º ano de existência. A melhor forma de celebrá-lo é apresentar-nos outra rica selecção, desde as habituais retrospectivas, novidades, experiências e uma das maiores competições de filmes nacionais da História do evento. São seis longas-metragens, desde nomes prontos para saírem do anonimato até o regresso de veteranos, tais como Jorge Cramez, que segundo Mafalda Melo, uma das programadoras do festival, “é uma infelicidade não filmar mais”.

 

Quem disse que não havia Cinema Português?

 

Foi sobre esse signo lusitano que arrancou a nossa conversa com a programadora, que afirma devidamente que é sob a língua portuguesa que a 14ª edição terá o seu pontapé de saída. Sim, Colo, o novo filme de Teresa Villaverde, presente na competição do passado Festival de Berlim, terá a honra de abrir mais um certame, criando um paralelismo com a tão rica Competição Nacional: “É um ano feliz, aquele que sempre poderemos abrir com um filme português

 

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Mas voltando ao ponto de Cramez (Amor, Amor), o retorno do realizador ao formato da longa após dez anos de Capacete Dourado,  é “uma confirmação do seu talento”, que se assume como forte candidato da Competição Nacional e Internacional, no qual também figura. E isto sem  desprezar o potencial dos outros cinco candidatos ao Prémio de Melhor Filme PortuguêsCoração Negro, de Rosa Coutinho Cabral, “uma ficção dura, de certa forma ingénua e verdadeira”, o regresso de André Valentim Almeida ao trabalho “sob a forma de filme ensaio” em Dia 32, a aventura de Miguel Clara Vasconcelos na ficção em Encontro Silencioso, que remete-nos ao delicado tema das praxes universitárias, Fade into Nothing de Pedro Maia, “um excelente road movie” protagonizado por The Legendary Tiger Man, e, por fim, Luz Obscura, onde Susana de Sousa Dias persiste no “registo documental em tempos da PIDE”.

 

Em relação à competição de curtas-metragens, Mafalda Melo destaca algumas experiências neste formato, entre as quais o nosso “Urso de Ouro”, Cidade Pequena, de Diogo Costa Amarante, assim como Salomé Lamas (Ubi Sunt), José Filipe Costa (O Caso J), Leonor Noivo (Tudo O que Imagino) e André Gil Mata (Num Globo de Neve). Ou seja, apesar de serem filmes de “minutos”, nada os impede que sejam “impróprios” para grandes nomes da nossa cinematografia e “uma seleção bastante consistente”.

 

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A Emancipação dos Heróis

 

Para Mafalda Melo, o que une os dois Heróis Independentes deste ano é o seu espírito marginal: “Quando falamos de Cineastas Independentes, quer do Paul Vechiali como do Jem Cohen, não pelas mesmas razões, nem pelas opostas, são dois cineastas verdadeiramente independentes.

 

Jem Cohen é provavelmente o mais fundamentalista a receber este titulo de “Herói”. O nova-iorquino “quando começou a filmar, há cerca de 30 anos, precisou só da sua câmara e ter ideias para fazer filmes. Foi assim que ele trabalhou e continua a trabalhar.” Uma carreira diversificada, que vai desde o documental à música, ao ensaio até à pura experiência que não limita a sua cinematografia, com orçamentos “baixíssimos” até a micro-equipas, um verdadeiro “sentido de independência”. O Indielisboa irá dedicar-lhe um extenso ciclo, incluindo o seu mais recente filme, Birth of a Nation, uma visita a Washington no dia da tomada de posse de Donald Trump: “um filme onde encontramos aquilo que sempre encontrámos na sua filmografia, uma ligação emocional às coisas, aos espaços e aos sítios. Um gesto politico, silencioso, mas igualmente agressivo”.

 

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No caso de Vecchiali, “a sua independência garantiu-lhe um lugar à margem das manifestações artísticas da sua época.”. Longe da nouvelle vague, por exemplo, o outro Herói foi actor, realizador, produtor, um homem voluntariamente marginalizado dos eventuais contextos cinematográficos que foram, no entanto, surgindo. Como produtor, Vecchiali mantinha-se fiel ao “espírito do realizador e da obra”. Tal fidelidade resultou na sua produtora, a Diagonale, onde os realizadores usufruíram da mais intensa liberdade criativa, tendo apenas como condição respeitar o “orçamento imposto”.

 

Uma Família Cinematográfica

 

Os métodos de liberdade concebidos por Paul Vecchiali fortaleceram a ideia de “família cinematográfica”, um circulo partilhado pelo Indielisboa que aposta sobretudo na crescente carreira de muitos dos seus cineastas. Melo sublinhou com curiosidade, o regresso constante de muitos autores premiados, como por exemplo das secções de curtas, ao festival com novos projectos entre mãos. É a família, esse revisitar, que alimenta a ideia de que um festival  que é sobretudo mais que uma mera mostra de filmes, um circuito de criadores e suas criações.

 

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Nesse sentido, o 14º Indielisboa conta com três realizadores anteriormente premiados nas secções de curtas, “com filmes seguríssimos que só apenas confirmam os seus já evidenciados talentos”. Quanto a outros convidados, Mafalda Melo destaca a presença dos dois Heróis Independentes, dos realizadores das duas grandes Competições (Nacional e Internacional) que terão todo o grado de apresentar as suas respectivas obras e ainda Vitaly Mansky, um dos documentaristas russos mais aclamados.

 

Mantendo-se Internacionalmente Competitivos

 

São 12 primeiras, segundas e terceiras obras que concorrerão pelo cobiçado prémio. Uma selecção rica, quer em temas, nacionalidades e estilos. A programadora refere novamente Cramez, um português a merecer destaque numa Competição que esteve várias edições fora do alcance do nosso cinema, e ainda as provas de Kiro Russo (Viejo Calavera), Song Chuan (Ciao Ciao), Eduardo Williams (El Auge Del Humano) e a produção brasileira Arábia, de Affonso Uchoa e João Dumans. “Todos estes filmes são descobertas e terem em conta”, acrescentou.

 

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A destacar ainda a união de Lucien Castaing-Taylor e Veréna Paravel, dois investigadores da Sensory Ethnography Lab, de Harvard, que conduziram em 2013 o grande vencedor do Indielisboa, Leviathan, agora remexendo no onírico do letrista nova-iorquino Dion McGregor.

 

O Inferno continua no Indie

 

Mafalda Melo foi desafiada a falar da crescente secção Boca do Inferno, dedicado ao cinema de género e de temáticas ainda mais alternativas, sem mencionar a sensação de Grave (Raw), o filme de canibalismo de Julia Ducournau, que vai mantendo um registo de desmaios, vómitos e saídas repentinas por parte dos espectadores, por onde passou.

 

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Respondendo ao desafio, a programadora falou, incontornavelmente, de Free Fire, o mais recente trabalho de Ben Wheatley (Kill List, Sighseers),uma espécie de Reservoir Dogs da nova geração”. Brie Larson, Cillian Murphy e Armie Hammer são os protagonistas. Mas foi em I Am Not a Serial Killer que se sentiu um maior fascínio: “Um pequeno grande filme sobre um jovem de tendências homicidas que descobre que Christopher Lloyd, o Doc do Back to the Future, é um verdadeiro monstro. Uma obra geek, mas de um humor negro inacreditável.

 

O russo Zoology, “outro pequeno grande filme, sobre uma mulher que descobre que lhe está a crescer uma cauda, não colocará ninguém desapontado”. Estas entre outras “experiências bastante distintas” que alimentaram esta cada vez mais procurada secção.

 

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Director’s Cut: entre Zulawski e Herzog

 

Dois eventos esperados para cinéfilos são a exibição do filme “maldito” de Andrzej Zulawski, On The Silver Globe, e Fitzcarraldo, de Werner Herzog. Em relação a Zulawski,estamos muito satisfeitos por fazer parceria com a White Noise, como resultado iremos exibir uma recente cópia restaurada” de um filme incompleto devido à decisão da época do Ministério da Cultura polaco de vir a comprometer questões politicas e morais.

 

Quanto a Fitzcarraldo, a sua projecção foi motivada por outra projecção, a da curta de Spiros Stathoupoulos, Killing Klaus Kinski, que durante a rodagem do tão megalómano filme, o chefe de uma tribo amazónica que propôs a Herzog o assassinato do actor Kinski de forma a restabelecer a paz.    

 

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Redescobrir o Português subestimado

 

Ainda no Director’s Cut, está agendado um encontro com Manuel Guimarães, o cineasta que tentou incutir o neo-realismo no cardápio cinematográfico português, mas que hoje tornou-se numa figura esquecida e constantemente subestimada. O Indielisboa passará O Crime de Aldeia Velha, uma história sobre inquisições e superstições, que dialogará com o filme de Leonor Areal, Nasci com a Trovada, um olhar atento à figura e os motivos que o levarão a tão triste destino – a falta de reconhecimento.

 

Indiemusic ao Luar!

 

Uma das secções mais habituais do Indielisboa terá um novo fôlego. O Indiemusic abrirá em paralelo com a reabertura do Cineteatro Capitólio/Teatro Raul Solnado. Serão sessões ao ar livre com muito cinema e a música como cocktail. A mostra terá inicio no dia 5, com a projecção de Tony Conrad: Completely in the Present, o documentário que olha o legado incontornável do “padrinho” dos Velvet Underground.

 

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Um festival a crescer!

 

Ao longo de 14 anos, o Indielisboa tem se tornado um festival cada vez mais “acarinhado por parte do público”, o que corresponde a mais espectadores, mais secções. Mas para Mafalda Melo, o “Indie não se fechou, mas sim expandiu fronteiras ao mesmo tempo manteve-se fiel ao seu espírito independente. Conseguimos ao longo destes anos uma mostra esperada dentro deste circuito, uma plataforma para a descoberta. E é isso que temos mantido, esta evolução gradual ao longo dos anos, o dever de apresentar cineastas e filmes que as pessoas desconhecem.

 

O Indielisboa acontecerá no Cinema São Jorge, Cinema Ideal, Cinemateca Portuguesa Museu do Cinema, Cineteatro Capitólio e a Culturgest, prolongando-se até ao dia 14 de Maio.

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:04
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4.4.17

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O Indielisboa'17 vai apresentar uma das maiores competições de produções portuguesas no seu historial enquanto festival. Serão no total mais de 6 longas-metragens (5 delas em estreia mundial) e 18 curtas-metragens, com especial atenção à remessa lusitana de Berlim incluindo o galardoado Cidade Pequena, de Diogo Costa Amarante. A contrário de muitas edições anteriores, esta mostra de cinema falado na Língua de Camões será maioritariamente obras de ficção.

 

Amor, Amor de Jorge Cramez será um dos destacados na selecção portuguesa, não só pela sua presença na competição nacional mas também pela sua hipótese na grande competição internacional. "Desde 2013 que não tínhamos um filme português em competição", revelou Mafalda Melo, uma das programadoras do festival, que ainda confessa ter visto mais de "2.000 filmes desde o fecho da última edição", com o propósito de apresentar durante 3 a 14 de Maio, uma programação onde os filmes funcionam de forma conjunta. O tema encontrado nesta mostra, segundo Melo, foi a raridade. "Estes filmes são raros, e raros encontrá-los".

 

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Enquanto que a Competição Internacional é feita por inúmeras primeiras longas-metragens e nomes em ascensão, é na secção Silvestre que encontraremos alguns veteranos e confirmações. Nas propostas é evidente o regresso de Jean-Gabriel Périot [ler entrevista], que após o ciclo dedicado na edição passada, possui um novo filme (Lumières d'été). Alex Ross Perry, célebre pelo aclamado Queen of Earth, marca presença com Golden Exits, protagonizado por Emily Browning, o romeno Radu Jude com Inimi Cicatrizes, Lea Glob afasta-se de Petra Costa [ler entrevista] e reúne com Mette Carla Albrechtsen para nos entregar Venus, e ainda, a obra póstuma de Michael Glawogger (falecido em 2014), o documentário Untitled, com o apoio de Monika Willi.

 

Na secção Silvestre, em foco está a dupla Gusztáv Hámos e Katja Pratschke, ele húngaro, ela alemã, que apostaram em inúmeros ensaios com base no vídeo e nos filmes-espelhos (num formato de instalação dentro de um filme. Quantos aos Heróis Independentes (como já havíamos noticiado aqui), Jem Cohen e Paul Vecchiali marcarão posição. A presença de ambos está acima de tudo confirmadíssima.

 

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A IndieMusic não poderia faltar, com documentários sobre a banda Oasis (Oasis: Supersonic, Mat Whitecross) e o Frank Zappa (Eat that Question - Frank Zappa in His Own Words, de Thorsten Schütte), e ainda, com especial atenção, Tokyo Idols, de Kyoke Miyaki, um mergulho pelo mundo das girls band e cantoras pops japonesas, jovens que despoletam fenómenos de popularidade que levam a consequências obsessivas.

 

O Indiejunior mantêm-se e como Mafalda Melo salientou a importância deste espaço, o de revelar filmes alternativos aos meus pequenos, uma variação do seu gosto cinematográfico. "Estamos a formar novos públicos, novos cinéfilos e novos adultos". No Director's Cut existe um especial destaque à memória de Andrzej Zulawski, motivado pela reposição da sua obra de 1988, On the Silver Globe.

 

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Miguel Valverde, também programador e director do festival, recomendou a obra de Luís Filipe Rocha, Rosas de Ermera, uma viagem pelas memórias do músico e activista Zeca Afonso. O filme será exibido em sessão especial. Por fim, A Boca do Inferno, a ainda "verde" secção", uma apresentação de obras de género e de carácter ainda mais alternativo e ousado, onde se destaca este ano a entrada do novo trabalho de Ben Wheatley (Free Fire) e o mediático Raw (Grave), o filme de canibalismo de Julia Ducournau, que tem feito manchetes por onde fora exibido, desde as desmaios a saídas repentinas dos espectadores na sala.

 

A 14ª edição do Indielisboa arrancará com o filme de Teresa Villaverde, Colo, que esteve em competição no Berlinale deste ano. O festival dará o seu pontapé de saída com o documentário de Raoul Peck, I Am Not Your Negro. O carinhosamente apelidado Indie acontecerá no Cinema São Jorge, Cinema Ideal, Cinemateca Portuguesa Museu do Cinema, Cineteatro Capitólio e a Culturgest. Esta última tem sido parceira do festival desde 2008, porém, Miguel Lobo Antunes, administrador do centro cultural irá reforma-se, saído do seu cargo e deixando esta cumplicidade me aberto em futuras edições.

 

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A programação completa poderá ser vista aqui

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:04
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23.2.17

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Cinzento e Negro, de Luís Filipe Rocha, foi o filme mais nomeado à edição 2017 dos prémios Sophia, atribuídos pela Academia Portuguesa de Cinema. Com 13 nomeações, a obra é acompanhada na indicação a Melhor Filme por Cartas da Guerra (10 nomeações), A Mãe é que Sabe (11 nomeações) e Estive em Lisboa e lembrei de você (2 nomeações).

 

A divulgação dos nomeados, que esteve a cargo de Soraia Chaves e Albano Jerónimo, antecedeu a cerimónia de entrega dos Prémios Sophia 2017 que decorre no dia 22 de Março, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa

 

O actor Ruy de Carvalho será laureado com o Sophia de Excelência e Mérito, o segundo entregue pela Academia. Recorda-se que o primeiro seguiu para Manoel de Oliveira.

 

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Melhor Filme
Cartas da Guerra
Cinzento e Negro
A Mãe é que Sabe
Estive em Lisboa e lembrei de você

 

Melhor Ator Principal

Miguel Borges – Cinzento e Negro
Filipe Duarte – Cinzento e Negro
Miguel Nunes – Cartas da Guerra
Albano Jerónimo – Gelo

 

Melhor Atriz Principal

Joana Bárcia – Cinzento e Negro
Margarida Vila-Nova – Cartas da Guerra
Ivana Baquero – Gelo
Ana Padrão – Jogo de Damas

 

Melhor Ator Secundário

Carlos Santos – A Mãe é que Sabe
Adriano Carvalho – A Mãe é que Sabe
Adriano Luz – John From
Ivo Canelas – Gelo

 

Melhor Atriz Secundária

Inês Castel-Branco – Gelo
Camila Amado – Cinzento e Negro
Manuela Maria – A Mãe é que Sabe
Dalila Carmo – A Mãe é que Sabe

 

Melhor Argumento Original

Luís Filipe Rocha - Cinzento e Negro
Luís Galvão Teles, Gonçalo Galvão Teles e Luís Diogo - Gelo
Mário Botequilha, José Fonseca e Costa - Axilas
Roberto Pereira, Nuno Rocha - A Mãe é que Sabe

 

Melhor Argumento Adaptado

Ivo M. Ferreira, Edgar Medina - Cartas da Guerra
Hugo Vieira da Silva - Posto-Avançado do Progresso
José Barahona - Estive em Lisboa e Lembrei de Você
Julia Roy - Até Nunca

 

Melhor Realizador

José Fonseca e Costa - Axilas
Luís Filipe Rocha - Cinzento e Negro
Ivo M. Ferreira - Cartas da Guerra
Nuno Rocha - A Mãe é que Sabe

 

Melhor Direção de Fotografia

André Szankowski - Cinzento e Negro
Luís Branquinho- A Mãe é que Sabe
João Ribeiro - Cartas da Guerra
Rui Poças - O Ornitólogo

 

Melhor Maquilhagem e Cabelos

Ana Lorena, Natália Bogalho - Axilas
Sandra Pinto - Cinzento e Negro
Nuno Esteves "Blue" e Nuno Mendes - Cartas da Guerra
Emanuelle Fèvre, Iracema Machado - Gelo

 

Melhor Som

Ricardo Leal - Cartas da Guerra
Carlos Alberto Lopes, Elsa Ferreira - Cinzento e Negro
Olivier Blanc, Branko Neskov - Gelo
Pedro Melo, Tiago Raposinho e Tiago Matos - A Mãe é que Sabe

 

Melhor Guarda-Roupa

Lucha d'Orey - Cartas da Guerra
Isabel Branco - Cinzento e Negro
Ana Paula Rocha e Sílvia Siopa - Gelo
Mia Lourenço - A Mãe é que Sabe

 

Melhor Montagem

Sandro Aguilar - Cartas da Guerra
António Pérez Reina - Cinzento e Negro
Pedro Ribeiro - Gelo
Paula Miranda - A Mãe é que Sabe

 

Melhor Banda Sonora Original

Mário Laginha - Cinzento e Negro
Filipe Raposo - Refrigerantes e Canções de Amor
The Red Trio e Norberto Lobo - Aqui, em Lisboa – Episódios da Vida de Uma Cidade
Nuno Malô - A Canção de Lisboa

 

Melhor Canção Original

Será Amor – composição de Miguel Araújo - Canção de Lisboa
Refrigerantes e Canções de Amor, letra Sérgio Godinho e música Filipe Raposo - Refrigerantes e Canções de Amor
Balada para uma dinossaura, letra e musíca João Tempera - Refrigerante e Canções de Amor
Sobe o Calor – letra de Sérgio Godinho e música Filipe Raposo - Refrigerantes e Canções de Amor

 

Melhor Documentário em Longa-Metragem

Mudar de Vida, José Mário Branco, vida e obra - Nelson Guerreiro, Pedro Fidalgo
O Cinema, Manoel de Oliveira e Eu - João Botelho 
A Toca do Lobo - Catarina Mourão
Rio Corgo - Sérgio da Costa, Maya Kosa

 

Prémio Sophia Estudante

Marvin's Island - António Vieira, Filipa Burmester, Pedro Oliveira
A Instalação do Medo - Ricardo Leite
Post-Mortem - Belmiro Ribeiro
Pronto, era Assim - Joana Nogueira e Patrícia Rodrigues

 

Melhor Curta-Metragem de Ficção

Menina - Simão Cayatte
Bastien - Welket Bungué
A Brief History Of Princess X - Gabriel Abrantes
Campo De Víboras - Cristèle Alves Meira

 

Melhor Curta-Metragem de Animação

Estilhaços - José Miguel Ribeiro
Fim De Linha - Paulo D'Alva
Última Chamada - Sara Barbas
A Casa Ou Máquina De Habitar - Catarina Romano

 

Melhor Documentário em Curta-Metragem

A Vossa Terra - João Mário Grilo
Balada de um Batráquio - Leonor Teles
António, Lindo António - Ana Maria Gomes
Portugueses do Soho - Ana Ventura Miranda

 

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publicado por Hugo Gomes às 22:02
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19.2.17

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A curta-metragem Onde foi a Minha Sorte, de Pedro Gonçalves, triunfou na Competição Nacional do 7º Festival Córtex, que ocorreu no Centro Olga do Cadaval, em Sintra, entre os dias 16 a 19 de Fevereiro. Segundo as palavras do júri, "Começar a fazer filmes tem a ver com viver medos e aprender a ser certeiro, mesmo quando não se sabe nada do que aí vem. Este filme é isso: a força do começo. A criança, a ferida escondida, a energia no chuto bola. Esta força do começo trás-nos a nós a alegria de descobrir imaginações jovens que têm a seriedade de assumir que querem filmar".


Composto pelas actrizes Leonor Silveira e Anabela Moreira, a realizadora Cláudia Varejão, a directora e programadora do Doclisboa, Cintia Gil e o director de fotografia, Vasco Viana, o júri ainda elegeu o alemão Nach dem Spiel (After Play), de Aline Chukwuedo, como o melhor da Competição Internacional. O sul-coreano The Chicken of Wuzuh, de Sungbin Byun, foi distinguido com a menção honrosa


Já na secção Mini-Córtex, destinados a filmes para o público infantil, foi premiado a curta de animação norte-americana, True Colors, da realizadora Nicole Morconiec. Enquanto isso, O Campo de Víboras, de Cristèle Alves Meira, recebe o Prémio do Público.

 

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27.1.17

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Clive Owen é o protagonista da nova curta-metragem de Paolo Sorrentino, o realizador italiano por detrás de La Grande Belezza e Youth e que tem ultimamente dado nas vistas com a sua série Young Pope.

 

Intitulado de Killer in Red, esta curta é um anúncio extenso ao licor Campari. Sorrentino adapta a história original de J. Walter Thompson para nos trazer um enredo com tendências noir e muito do identificável estilo do realizador, que tem como ponto de partida, crime passionais e um bar.

 

Tim Ahern, Linda Messerklinger, Tom Ashley, Steve Osborne, Emily M. Bruhn e Denise Capezza completam o elenco.

 

 

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17.1.17

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O regresso do Córtex – Festival de Curtas Metragens, cuja sétima edição decorrerá entre os dias 16 a 19 de Fevereiro em Sintra, terá como grande destaque uma retrospectiva à realizadora neozelandesa Jane Campion.

 

Mundialmente célebre pelo seu galardoado trabalho em The Piano, uma história de amor e luxúria que a fez tornar-se na primeira realizadora a vencer uma Palma de Ouro em Cannes, Campion dará início a mais uma mostra internacional e nacional de curtas-metragens. Em sua homenagem, a programação dedicará uma selecção de curtas dasua autoria, inclusive trabalhos na escola de cinema da Austrália.

 

Para os directores artísticos do Córtex, Michel Simeão e José Chaíça, era inevitável que o festival de Sintra dedicasse um tributo à Mulher no Cinema, muito mais em tempos como estes, onde cada vez mais discutisse o seu papel no ramo artístico e profissional cinematográfico. Contudo, a tentativa, era antes de mais, não "cair em lugares comuns e propagandas de movimentos feministas".

 

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Córtex irá aliar-se ainda ao London Short Film Festival, um festival que tem nos últimos anos gerado imenso talentos britânicos do cinema independente, o programa contará com seis curtas. O director artístico, Philip Ilson, estará presente na referida selecção. Outra novidade é o “Cintra 35mm”, uma sessão especial de filmes em 35mm oriundos da década 20 e 30 do século XX. Um registo cinematográfico raro que condensa uma tamanha riqueza histórica, com o intuito de dar a conhecer ao público a Sintra de há 100 anos. A sessão será musicada ao vivo pelo Quarteto de Saxofones do Conservatório de Música de Sintra.

 

Há imagem dos anos anteriores, a parceria com a MONSTRA | Festival de Animação de Lisboa, irá manter-se. Esta colaboração com o festival enriquecerá secções destinadas ao público infanto-juvenil, o intitulado Mini-Córtex. Contando novamente com 10 metragens, quer internacionais, quer portuguesas, onde pais e filhos poderão votar no seu filme favorito. A juntar a esta secção, um workshop de cinema de animação para Pais e Filhos, coordenado por Fernando Galrito, director artístico da MONSTRA.

 

Este ano, o Córtex contou com um número recorde de filmes inscritos, sendo que a Competição Internacional abrange 16 curtas-metragens e a Nacional com igual número de produções. O júri desta edição é composta pelas actrizes Leonor Silveira e Anabela Moreira, a realizadora Cláudia Varejão, a directora e programadora do Doclisboa, Cintia Gil e o director de fotografia, Vasco Viana.

 

A 7ª edição do Córtex realiza-se no Centro Olga Cadaval e com actividades paralelas no MU.SA (Museu das Artes de Sintra).

 

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publicado por Hugo Gomes às 16:40
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26.11.16

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Chatear-me-ia Morrer tão Joveeeeeeem…, de Filipe Abranches, conquista o Grande Prémio do Festival Caminhos do Cinema Português, que segundo a organização, foi escolhido por unanimidade pelo júri da Selecção Oficial. Entretanto, Cartas da Guerra, de Ivo M. Ferreira, foi consagrado a Melhor Longa-Metragem do certame, tendo ainda conquistado a distinção de Melhor Argumento Adaptado, Melhor Som, Melhor Montagem e Melhor Fotografia.

 

Quanto aos desempenhos, o filme Zeus, de Paulo Filipe Monteiro, arrecada duas distinções, a de Melhor Actor (Sinde Filipe) e Melhor Actor Secundário (Miguel Cunha). A de Melhor Actriz foi atribuída a Ana Padrão pelo seu desempenho no filme Campo de Víboras, e de Melhor Actriz Secundária para Elizabete Piecho por O Pecado de Quem nos Ama.

 

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Para além das interpretações, Zeus recebe os prémios de Melhor Caracterização e Melhor Guarda-Roupa. Rita Azevedo Gomes vê-se consagrada como Melhor Realizador, graças ao seu trabalho em Correspondências, ensaio visual baseado nas cartas trocadas entre Jorge Sena e Sophia Mello Breyner. O Melhor Argumento Original segue para John From, de João Nicolau, e o filme de abertura, Refrigerantes e Canções de Amor, laureado com as distinções de Melhor Banda Sonora Original e de Melhor Direcção Artística.

 

Como revelação temos A Balada dos Batráquios, de Leonor Teles, a curta-metragem distinguida no passado Festival de Berlim. José Miguel Ribeiro consegue o Prémio de Melhor Animação com o seu Estilhaços e o do Melhor Documentário seguiu para El Dorado, de Rui Eduardo Abreu, que tem como temática a emigração. Este último ainda teve como consagração Prémio Imprensa, a menção ficou-se por A um Mar de Distância, de Pedro Magano.

 

Destaque ainda para Melhor Curta-Metragem, Campo de Víboras, de Cristele Alves Meiram foi o premiado, enquanto que Menina, de Simão Cayatte, ficou-se pela menção. Por último, Pronto, era Assim, de Patrícia Rodrigues e Joana Nogueira recebe o Prémio de Ensaio Nacional SP Televisão e Emily Must Wait, de Christian Wittmoser, foi considerado Melhor Ensaio Internacional FNAC.

 

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publicado por Hugo Gomes às 22:07
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19.11.16

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Arranca hoje (dia 19 de Novembro) os XXII Caminhos Film Festival, mais uma edição do festival de matriz universitária com especial dedicação ao Cinema Português, porém, não será só de produções lusas estruturará na totalidade esta selecção oficial. Os principais focos serão o Cinema Catalão, uma "colheita" que contou com o apoio da Academia do Cinema Catalã (Catalan Film Academy), em comemoração dos Prémios Gaudí, e os filmes do Mundo.

 

A sessão de abertura terá lugar no Convento de Santa Clara-a-Nova, em Coimbra, pelas 21h45, com a exibição de curtas-metragens como a produção Banho de Paragem, criado no âmbito do curso de cinema ‘Cinemalogia’, a animação #Lingo, de Vicente Niro e ainda a longa-metragem de Luís Galvão Teles, Refrigerantes e Canções de Amor, com Ivo Canelas e Victoria Guerra a protagonizar um enredo escrito por Nuno Markl.

 

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No total teremos mais de 78 filmes a compor esta Selecção Oficial, uma mostra das principais produções nacionais do nosso panorama cinematográfico actual, incluindo algumas revelações que se espera ascender após o festival.  

 

Teremos ainda a exposição “Retratos da Academia Portuguesa”, com o apoio da própria Academia Portuguesa de Cinema, onde o fotografo José Pinto Ribeiro captou alguns dos principais rostos do Cinema Português nas últimas décadas. E ainda a abertura da 6ª Cinemalogia, com especial atenção ao tema 'Crítica de Cinema', com o crítico João Lopes a falar aos alunos sobre a importância da visão crítica na Sétima Arte.

 

XXII Caminhos Film Festival prolongará até dia 26 de Novembro no Teatro Académico Gil Vicente, assim como reposições no NOS do Alma Shopping.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 16:20
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11.9.16

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O checo The Noonday Witch tornou-se no primeiro vencedor da “novíssimaCompetição Europeia de Longas-Metragens do MOTELx. Com a conquista do Prémio Melhor Longa Europeia/Méliès d’Argent, o filme realizado por Jiri Sádek (com apenas 27 anos de idade), irá representar o festival em Lund, na Suécia, durante a Gala Anual da Federação Europeia de Festivais de Cinema do Fantástico.

 

A representar também o MOTELx estará Post-Mortem, a curta de Belmiro Ribeiro, consagrado como a Melhor Curta Portuguesa, arrecadando assim os cinco mil euros de prémio. O júri descreveu o trabalho como possuidor de uma “macabra subtileza”. Enquanto isso, Palhaços, de Pedro Crispim, recebe uma menção honrosa.

 

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Porém, estes não foram os únicos prémios atribuídos no 10º MOTELx, o produtor e realizador Mick Garris, que fora um dos primeiros convidados do festival lisboeta e este ano membro do recém-formado júri da Competição de Longas-Metragens, recebe um Galardão Especial. Ruggero Deodato, o realizador do imortal e sempre controverso Holocausto Canibal, não saiu de “mãos abanar” da capital portuguesa, tendo sido laureado com o Prémio Mestres do Terror.

 

Mas o momento emocional destes seis dias de terror aconteceu no penúltimo dia com a entrega do Prémio de Carreira a António Macedo, um dos poucos realizadores a “fazer cinema de género em Portugal”. A cerimónia de entrega decorreu durante a estreia mundial de O Segredo das Pedras Vivas, uma longa-metragem que remexe superstições paleolíticas com bruxaria contemporânea, construído a partir de negativos originais de uma minissérie televisiva filmada pelo próprio há 25 anos atrás. 

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:08
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18.7.16

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O israelita Nadav Lapid (Ha-shoter) arrecada o Grande Prémio "DCN Beers" da Competição Internacional da Curtas Vila do Conde, graças à sua média-metragem, From The Diary of a Wedding Photographer. Enquanto que na Competição Nacional, o documentário de Ana Maria Gomes, António, Lindo António, conquistou, não só o Grande Prémio, como também o galardão de Público. Quanto a Melhor Realizador Português, o artista plástico Gabriel Abrantes continua a dar nas vistas, e o seu A Brief History of Princess X, que co-realizou com Francisco Cipriano, não foi excepção.

 

 

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL

Grande Prémio "DCN Beers" 

From The Diary Of A Wedding Photographer (Nadav Lapid)

 

Melhor Filme de Animação

Decorado (Alberto Vázquez)

 

Melhor Filme de Documentário

Notes From Sometime, Later, Maybe (Roger Gómez, Dan i Resines)

 

Melhor Filme de Ficção

Limbo (Konstantina Kotzamani)

 

Vila do Conde Short Film Nominee Curta nomeada para os European Film Awards 2016 em Vila do Conde

Home (Daniel Mulloy)

 

Prémio do Público “Niepoort”

Decorado (Alberto Vázquez)

  

 

COMPETIÇÃO EXPERIMENTAL

Bending To Earth (Rosa Barba) 

 

Menção Honrosa

Ocho Décadas Sin Luz (Gonzalo Egurza)

 

 

COMPETIÇÃO VÍDEOS MUSICAIS

Villa Soledade - Sensible Soccers (Laetitia Morais)

 

 

COMPETIÇÃO CURTINHAS 

Moom (Robert Kondo, Daisuke 'O ice' Tsutsumi)

 

Menção Honrosa

Moroshka (Polina Minchenok)

Stickman (Jeroen Jaspaert, Daniel Snaddon)

Panique Au Village: La Reentrée Des Classes (Vincent Patar, Stéphane Aubier)

 

 

COMPETIÇÃO NACIONAL

 

Melhor Filme

António, Lindo António (Ana Maria Gomes)

 

Prémio do Público “SPA – Sociedade Portuguesa de Autores”

António, Lindo António (Ana Maria Gomes)

 

Prémio “BLIT” - Melhor Realizador Português

A Brief History of Princess X (Gabriel Abrantes, Francisco Cipriano)

 

COMPETIÇÃO TAKE ONE! 

Pronto, Era Assim (Joana Nogueira, Patrícia Rodrigues)

 

 

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Ver Também

Arranca hoje o 24º Curtas de Vila do Conde!

 

 

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13.7.16

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Foi divulgado a 69ª programação do mais famoso dos festivais de cinema suíço, Locarno, que arrancará a 3 de Agosto com The Girl With All The Gifts, a ficção cientifica de Colm McCarthy protagonizada por Gemma Arterton, e encerrará no dia 13 com a produção indiana, Mohenjo Daro, de Ashutosh Gowariker. Entre os destaques temos as sessões especiais que exibirão o último filme de Alejandro Jodorowsky, Poesía sin Fin, que esteve presente na Quinzena de Realizadores de Cannes, o novo capítulo de Jason Bourne e a Palma de Ouro de Ken Loach, I, Daniel Blake [ler crítica]. Contudo, o festival continuará a exibir a sua já habitual selecção de cinema experimental e alternativo.

 

A edição deste ano demonstra ainda uma forte componente portuguesa, contando com a presença de 13 produções nacionais. O Ornitólogo, de João Pedro Rodrigues é um dos mais antecipados da selecção. A nova obra do realizador de Odete e A Última Vez que Vi Macau, tem como base o mito do Santo António, onde seguimos Fernando, um homem fascinado por aves, que certo dia decide descer o rio com o seu caiaque na esperança de avistar raras cegonhas negras. Mas durante este percurso, é derrubado pelas correntes e desviado do seu próprio destino. Paul Hamy protagoniza a história.

 

Rita Azevedo Gomes regressa às longas-metragens com Correspondência, inspirado pelas cartas trocadas entre Jorge de Sena e a poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen. Estilhaços, de José Miguel Ribeiro, é outra esperada estreia no festival. Competindo entre as curtas, esta animação remete-nos aos fantasmas invocados da Guerra Colonial. A par do filme de Miguel Ribeiro; Setembro, de Leonor Noivo, À Noite Fazem-se Amigos, de Rita Barbosa, e Um Campo de Aviação, de Joana Pimenta, são outros candidatos à prémio máxima do certame de curtas-metragens.

 

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Um ano depois de Cosmos, o derradeiro filme de Andrzej Zulawsky, Paulo Branco apresenta em terras suíças uma nova produção. Trata-se de Jeunesse, a primeira ficção do documentarista francês Julien Samani, uma adaptação de um romance de Joseph Conrad sobre um rapaz que cobiça uma carreira como marinheiro, mas que a sua primeira viagem no mar, a partir do porto de Le Havre, converte-se num verdadeiro pesadelo.

 

João Botelho também estará presente no festival com a sua sincera homenagem a um dos grandes mestres do cinema português - O Cinema de Manoel de Oliveira e Eu - que em Portugal foi apresentada na passada edição do Indielisboa. Falando no festival lisboeta, vale a pena referir O Corcunda, de Gabriel Abrantes em parceria com Ben Rivers, que fora premiado no referido, e também ele presente em Locarno juntamente com outra obra sua, A Brief History of Princess X. Longe, de José Oliveira, é outra curta-metragem seleccionada para Fora de Competição. A co-produção moçambicana, Comboio de Sal e Açúcar, de Licínio de Azevedo, também está ele integrado no festival. E ainda na secção dedicada ao cinema suíço está Rio Corgo, uma premiada produção luso-suíça de Maya Kosa e Sérgio da Costa.

 

O director do festival, Carlo Chatrian, revelou que esta 69ª edição é dedicada aos cineastas Abbas Kiarostami e Michael Cimino, falecidos recentemente. O produtor e realizador norte-americano Roger Corman estará presente como convidado de honra e o actor Bill Pullman será condecorado com um prémio de carreira. O realizador mexicano, Arturo Ripstein, será presidente do júri da Competição Internacional, o conceituado documentarista chinês Wang Bing é um dos membros. O "mestre do terror" italiano, Dário Argento, irá presidir o júri da selecção do Cineasta do Presente, a actriz grega Angeliki Papoulia e o realizador francês Antonin Peretjatko serão uns dos jurados.

 

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18.4.16

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Conforme foi hoje divulgado, a 55ª Semana da Crítica irá contar com duas presenças portuguesas na Competição de Curta-Metragem, são eles Ascensão de Pedro Peralta e Campo de Víboras de Cristèle Alves Meira.

 

O primeiro é o registo de um salvamento de um homem que porventura num poço, a curta salienta o esforço dos camponeses em salvar tal sujeito, e o segundo, contando com as participações de Ana Padrão, Ana Brito e Cunha e Simão Cayatte, é inspirado em histórias do concelho de Vimioso, tendo a curta sido rodada durante os festejos dos Caretos. Antes de figurarem entre os 10 seleccionados na referida competição estes dois trabalhos poderão ser visto durante o Indielisboa (que arranca já no próximo dia 20 de Abril).

 

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Quanto à programação desta nova edição da Semana da Crítica, Victoria, o novo trabalho de Justine Triet (La Bataille de Solférino), terá as honras de abrir o certame, enquanto que o encerramento estará a cargo de três curtas-metragens; Bonne Figure, de Sandrine Kiberlain, En Moi, de Laetitta Casta, e Kitty, dirigida pela actriz Chloë Sevigny.

 

Semana da Crítica vai decorrer de 12 a 20 de Maio, a actriz e realizadora Valérie Donzelli irá presidir um júri, até à data, formado pelo realizador argentino Santiago Mitre, cujo Paulina venceu a Semana da Crítica do ano passado, a realizadora e argumentista Alice Winocour, David Robert Mitchell, o realizador de It Follows, e Nadav Lapid, o de Ha-Shooter.

 

 

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Competição de Longas-Metragens

Albüm, de Mehmet Can Mertoglu
Grave, de Julia Ducournau
Mimosas, de Oliver Laxe
Tramontane, de Vatche Boulghourjian
A Yellow Bird ,de K. Rajagopal
Diamond Island ,de Davy Chou
One week and a Day, de Asaph Polonsky

 

Competição de Curtas-Metragens

Arnie, de Rina B. Tsou
Delusion in Redemption to those in destress, de Fellipe Fernandes 
Prenjak, de Wregas Bahnuteja
Oh What a Wonderful Feeling, de François Jaros 
Limbo, de Konstantina Kotzamani
Ascensão, de Pedro Peralta
Campo de Viboras, de Cristèle Alves Meira
L'Enfance d'un Chef, de Antoine de Bary
Le Soldat Vierge, de Erwan Le Duc
Superbia, de Luca Toth 

 

Sessões Especiais

Victoria, de Justine Triet
Happy Times Will Come Soon, d'Alessandro Comodin 
Apnée, de Jean-Christophe Meurisse

 

Sessões Especiais 50 + 5

Los Pasos del Agua, de Cesar Augusto Acevedo
From the Diary of a Wedding Photographer, de Nadav Lapid

 

 

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 14:30
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12.4.16

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De 4 a 11 de Maio, no já habitual espaço do Cinema São Jorge, decorrerá mais uma edição do FESTin: Festival de Cinema Itinerante de Língua Portuguesa, cuja programação foi hoje divulgado em conferência de imprensa no Hotel Florida, em Lisboa. Esta 7ª edição, tem como principal novidade o FESTin Arte, uma secção dedicada a um cinema mais alternativo e experimental.

 

Contando com mais de 74 filmes, desde curtas a longas-metragens, a selecção arrancará com As Cartas de Amor são Ridículas, um trabalho de Alvarina Sousa e Silva inspirado num poema de Fernando Pessoa e que centra na história de um pai e cinco filhas, todas elas com nomes de flores e com idades recomendáveis para casar. Uma comédia dramática que abrirá a Competição de Longas, composta por 15 filmes incluindo o cabo-verdiano Zenaida, de Alexis Tsafas e Yannis Fotou, sobre uma jovem mulher "acorrentada" ao tráfico humano, e a co-produção luso-brasileira, História de Alice, dirigido por Oswaldo Caldeira, onde um realizador brasileiro procura as suas raízes portuguesas.

 

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Quanto à secção competitiva de documentários, destaca-se Touro, a obra de Larissa Figueiredo. Estreado no festival de Rotterdão, esta é uma das propostas mais aliciantes do certame, tratando-se numa viagem da actriz portuguesa Joana de Verona à Ilha de Lençóis, situado no litoral norte do Brasil, em busca dos rasto mitológicos de D. Sebastião. No Olhar de Nise, o documentário de Jorge Oliveira e Pedro Moca, a arte é servida como terapia a doentes do foro psicológico.  

 

Ainda uma Homenagem aos 20 anos da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), uma mostra diversificada de produções oriundas dos países abrangidos pela dita colectividade, e as já tradicionais Mostra Festinha (dedicado ao mais novos), Competição de Curtas-Metragens, a Mostra de Inclusão Social e FESTin + (um ciclo de cinema dedicado à terceira idade).

 

Ver programação completa aqui

 

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publicado por Hugo Gomes às 20:00
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7.4.16

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Novamente um filme de António-Pedro Vasconcelos lidera as nomeações dos prémios da Academia Portuguesa de Cinema. Com dezassete indicações à 4ª edição dos Sophia, incluindo as nomeações nas categorias de Melhor Filme, Melhor Realizador (António-Pedro Vasconcelos), Melhor Actor (José Mata) e a "dobradinha" de Melhor Actriz (Victória Guerra, Soraia Chaves), Amor Impossível ficou à frente da muito elogiada trilogia de Miguel Gomes, As Mil e uma Noites, cujas três partes arrecadaram quatro nomeações. Yvone Kane e Capitão Falcão receberam 10 nomeações cada um e a primeira longa-metragem, A Montanha, conseguiu as 8 indicações.

 

Os vencedores dos Sophia 2016 serão revelados numa cerimónia que irá ocorrer 13 de Maio no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

 

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Aqui ficam todos os nomeados:

 

Melhor Filme
Amor Impossível
As Mil e Uma Noites, Volume 2: O Desolado
Montanha
Yvone Kane

 

Melhor Realizador
António-Pedro Vasconcelos, Amor Impossível
Miguel Gomes, As Mil e Uma Noites, Volume 2: O Desolado
João Salaviza, Montanha
Margarida Cardoso, Yvone Kane

Melhor Actor
Adriano Luz, As Mil e Uma Noites, Volume 1: O Inquieto
José Mata, Amor Impossível
David Mourato, Montanha
Gonçalo Waddington, Capitão Falcão

Melhor Actriz
Beatriz Batarda, Yvone Kane
Soraia Chaves, Amor Impossível
Victória Guerra, Amor Impossível
Isabel Ruth, Se Eu Fosse Ladrão... Roubava

Melhor Actor Secundário
David Chan Cordeiro, Capitão Falcão
Carlos Malvarez, Amor Impossível
José Martins, Amor Impossível
José Pinto, Capitão Falcão

 

Melhor Actriz Secundária
Maria D'Aires, Amor Impossível
Lia Carvalho, Amor Impossível
Carla Chambel, Se Eu Fosse Ladrão... Roubava
Maria João Pinho, Montanha

Melhor Argumento Original
Amor Impossível, Tiago R. Santos
Capitão Falcão, Nuria Leon Bernardo e João Leitão
Montanha, João Salaviza
Yvone Kane, Margarida Cardoso

Melhor Documentário em Longa-Metragem
Alto Bairro, de Rui Simões
Pára-me de Repente o Pensamento, de Jorge Pelicano
Portugal - Um Dia de Cada Vez, de João Canijo e Anabela Moreira
Volta à Terra, de João Pedro Plácido

Melhor Curta-Metragem de Ficção
Aula de Condução, de André Santos e Marco Leão
A Glória de Fazer Cinema em Portugal, de Manuel Mozos
Rampa, de Margarida Lucas
O Rebocador, de Jorge Cramez

Melhor Documentário em Curta-Metragem
África Abençoada, de Aminata Embalo
Atopia, de Luís Azevedo e Alexandre Marinho
Fora da Vida, de Filipa Reis e João Miller Guerra
A Torre, de Salomé Lamas

Melhor Curta-Metragem de Animação
Amélia & Duarte, de Alice Guimarães e Mónica Santos
O Campo à Beira Mar, de André Ruivo
Nossa Senhora da Apresentação, de Abi Feijó
Vígil, de Rita Cruchinho Neves

Melhor Montagem
Amor Impossível
Capitão Falcão
Montanha
Yvone Kane


Melhor Fotografia
Amor Impossível, Miguel Sales Lopes
Cosmos, André Szankowski
Se Eu Fosse Ladrão... Roubava, Acácio de Almeida
Yvone Kane, João Ribeiro

Melhor Música Original
Amor Impossível, José M. Afonso
Capitão Falcão, Pedro Marques
Montanha, Norberto Lobo
O Pátio das Cantigas, Nuno Maló

Melhor Som
Amor Impossível
Capitão Falcão
Montanha
Yvone Kane

Melhor Direcção Artística
Amor Impossível
Capitão Falcão
O Pátio das Cantigas
Yvone Kane

Melhor Guarda Roupa
Amor Impossível
Capitão Falcão
As Mil e Uma Noites, Volume 2: O Desolado
Yvone Kane

Melhor Maquilhagem e Cabelos
Amor Impossível
Capitão Falcão
Cosmos
Yvone Kane

Prémio Sophia Estudante
Afrodite, de Gonçalo Nobre de Almeida
Ghiocel, de Mara Ungureanu
Terra Mãe, de Ricardo Couto
Palhaços, de Pedro Crispim 

 

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Ver também

As Mil e uma Noites: Volume 1, O Inquieto (2015)

As Mil e uma Noites: Volume 2, O Desolado (2015)

As Mil e uma Noites: Volume 3, O Encantado (2015)

O Pátio das Cantigas (2015)

Leonor Silveira receberá Prémio na Cinemateca!

Falando com Margarida Cardoso, realizadora de Yvone Kane

 

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 20:56
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