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Título
Take
4.4.17

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O Indielisboa'17 vai apresentar uma das maiores competições de produções portuguesas no seu historial enquanto festival. Serão no total mais de 6 longas-metragens (5 delas em estreia mundial) e 18 curtas-metragens, com especial atenção à remessa lusitana de Berlim incluindo o galardoado Cidade Pequena, de Diogo Costa Amarante. A contrário de muitas edições anteriores, esta mostra de cinema falado na Língua de Camões será maioritariamente obras de ficção.

 

Amor, Amor de Jorge Cramez será um dos destacados na selecção portuguesa, não só pela sua presença na competição nacional mas também pela sua hipótese na grande competição internacional. "Desde 2013 que não tínhamos um filme português em competição", revelou Mafalda Melo, uma das programadoras do festival, que ainda confessa ter visto mais de "2.000 filmes desde o fecho da última edição", com o propósito de apresentar durante 3 a 14 de Maio, uma programação onde os filmes funcionam de forma conjunta. O tema encontrado nesta mostra, segundo Melo, foi a raridade. "Estes filmes são raros, e raros encontrá-los".

 

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Enquanto que a Competição Internacional é feita por inúmeras primeiras longas-metragens e nomes em ascensão, é na secção Silvestre que encontraremos alguns veteranos e confirmações. Nas propostas é evidente o regresso de Jean-Gabriel Périot [ler entrevista], que após o ciclo dedicado na edição passada, possui um novo filme (Lumières d'été). Alex Ross Perry, célebre pelo aclamado Queen of Earth, marca presença com Golden Exits, protagonizado por Emily Browning, o romeno Radu Jude com Inimi Cicatrizes, Lea Glob afasta-se de Petra Costa [ler entrevista] e reúne com Mette Carla Albrechtsen para nos entregar Venus, e ainda, a obra póstuma de Michael Glawogger (falecido em 2014), o documentário Untitled, com o apoio de Monika Willi.

 

Na secção Silvestre, em foco está a dupla Gusztáv Hámos e Katja Pratschke, ele húngaro, ela alemã, que apostaram em inúmeros ensaios com base no vídeo e nos filmes-espelhos (num formato de instalação dentro de um filme. Quantos aos Heróis Independentes (como já havíamos noticiado aqui), Jem Cohen e Paul Vecchiali marcarão posição. A presença de ambos está acima de tudo confirmadíssima.

 

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A IndieMusic não poderia faltar, com documentários sobre a banda Oasis (Oasis: Supersonic, Mat Whitecross) e o Frank Zappa (Eat that Question - Frank Zappa in His Own Words, de Thorsten Schütte), e ainda, com especial atenção, Tokyo Idols, de Kyoke Miyaki, um mergulho pelo mundo das girls band e cantoras pops japonesas, jovens que despoletam fenómenos de popularidade que levam a consequências obsessivas.

 

O Indiejunior mantêm-se e como Mafalda Melo salientou a importância deste espaço, o de revelar filmes alternativos aos meus pequenos, uma variação do seu gosto cinematográfico. "Estamos a formar novos públicos, novos cinéfilos e novos adultos". No Director's Cut existe um especial destaque à memória de Andrzej Zulawski, motivado pela reposição da sua obra de 1988, On the Silver Globe.

 

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Miguel Valverde, também programador e director do festival, recomendou a obra de Luís Filipe Rocha, Rosas de Ermera, uma viagem pelas memórias do músico e activista Zeca Afonso. O filme será exibido em sessão especial. Por fim, A Boca do Inferno, a ainda "verde" secção", uma apresentação de obras de género e de carácter ainda mais alternativo e ousado, onde se destaca este ano a entrada do novo trabalho de Ben Wheatley (Free Fire) e o mediático Raw (Grave), o filme de canibalismo de Julia Ducournau, que tem feito manchetes por onde fora exibido, desde as desmaios a saídas repentinas dos espectadores na sala.

 

A 14ª edição do Indielisboa arrancará com o filme de Teresa Villaverde, Colo, que esteve em competição no Berlinale deste ano. O festival dará o seu pontapé de saída com o documentário de Raoul Peck, I Am Not Your Negro. O carinhosamente apelidado Indie acontecerá no Cinema São Jorge, Cinema Ideal, Cinemateca Portuguesa Museu do Cinema, Cineteatro Capitólio e a Culturgest. Esta última tem sido parceira do festival desde 2008, porém, Miguel Lobo Antunes, administrador do centro cultural irá reforma-se, saído do seu cargo e deixando esta cumplicidade me aberto em futuras edições.

 

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A programação completa poderá ser vista aqui

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:04
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23.2.17

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Cinzento e Negro, de Luís Filipe Rocha, foi o filme mais nomeado à edição 2017 dos prémios Sophia, atribuídos pela Academia Portuguesa de Cinema. Com 13 nomeações, a obra é acompanhada na indicação a Melhor Filme por Cartas da Guerra (10 nomeações), A Mãe é que Sabe (11 nomeações) e Estive em Lisboa e lembrei de você (2 nomeações).

 

A divulgação dos nomeados, que esteve a cargo de Soraia Chaves e Albano Jerónimo, antecedeu a cerimónia de entrega dos Prémios Sophia 2017 que decorre no dia 22 de Março, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa

 

O actor Ruy de Carvalho será laureado com o Sophia de Excelência e Mérito, o segundo entregue pela Academia. Recorda-se que o primeiro seguiu para Manoel de Oliveira.

 

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Melhor Filme
Cartas da Guerra
Cinzento e Negro
A Mãe é que Sabe
Estive em Lisboa e lembrei de você

 

Melhor Ator Principal

Miguel Borges – Cinzento e Negro
Filipe Duarte – Cinzento e Negro
Miguel Nunes – Cartas da Guerra
Albano Jerónimo – Gelo

 

Melhor Atriz Principal

Joana Bárcia – Cinzento e Negro
Margarida Vila-Nova – Cartas da Guerra
Ivana Baquero – Gelo
Ana Padrão – Jogo de Damas

 

Melhor Ator Secundário

Carlos Santos – A Mãe é que Sabe
Adriano Carvalho – A Mãe é que Sabe
Adriano Luz – John From
Ivo Canelas – Gelo

 

Melhor Atriz Secundária

Inês Castel-Branco – Gelo
Camila Amado – Cinzento e Negro
Manuela Maria – A Mãe é que Sabe
Dalila Carmo – A Mãe é que Sabe

 

Melhor Argumento Original

Luís Filipe Rocha - Cinzento e Negro
Luís Galvão Teles, Gonçalo Galvão Teles e Luís Diogo - Gelo
Mário Botequilha, José Fonseca e Costa - Axilas
Roberto Pereira, Nuno Rocha - A Mãe é que Sabe

 

Melhor Argumento Adaptado

Ivo M. Ferreira, Edgar Medina - Cartas da Guerra
Hugo Vieira da Silva - Posto-Avançado do Progresso
José Barahona - Estive em Lisboa e Lembrei de Você
Julia Roy - Até Nunca

 

Melhor Realizador

José Fonseca e Costa - Axilas
Luís Filipe Rocha - Cinzento e Negro
Ivo M. Ferreira - Cartas da Guerra
Nuno Rocha - A Mãe é que Sabe

 

Melhor Direção de Fotografia

André Szankowski - Cinzento e Negro
Luís Branquinho- A Mãe é que Sabe
João Ribeiro - Cartas da Guerra
Rui Poças - O Ornitólogo

 

Melhor Maquilhagem e Cabelos

Ana Lorena, Natália Bogalho - Axilas
Sandra Pinto - Cinzento e Negro
Nuno Esteves "Blue" e Nuno Mendes - Cartas da Guerra
Emanuelle Fèvre, Iracema Machado - Gelo

 

Melhor Som

Ricardo Leal - Cartas da Guerra
Carlos Alberto Lopes, Elsa Ferreira - Cinzento e Negro
Olivier Blanc, Branko Neskov - Gelo
Pedro Melo, Tiago Raposinho e Tiago Matos - A Mãe é que Sabe

 

Melhor Guarda-Roupa

Lucha d'Orey - Cartas da Guerra
Isabel Branco - Cinzento e Negro
Ana Paula Rocha e Sílvia Siopa - Gelo
Mia Lourenço - A Mãe é que Sabe

 

Melhor Montagem

Sandro Aguilar - Cartas da Guerra
António Pérez Reina - Cinzento e Negro
Pedro Ribeiro - Gelo
Paula Miranda - A Mãe é que Sabe

 

Melhor Banda Sonora Original

Mário Laginha - Cinzento e Negro
Filipe Raposo - Refrigerantes e Canções de Amor
The Red Trio e Norberto Lobo - Aqui, em Lisboa – Episódios da Vida de Uma Cidade
Nuno Malô - A Canção de Lisboa

 

Melhor Canção Original

Será Amor – composição de Miguel Araújo - Canção de Lisboa
Refrigerantes e Canções de Amor, letra Sérgio Godinho e música Filipe Raposo - Refrigerantes e Canções de Amor
Balada para uma dinossaura, letra e musíca João Tempera - Refrigerante e Canções de Amor
Sobe o Calor – letra de Sérgio Godinho e música Filipe Raposo - Refrigerantes e Canções de Amor

 

Melhor Documentário em Longa-Metragem

Mudar de Vida, José Mário Branco, vida e obra - Nelson Guerreiro, Pedro Fidalgo
O Cinema, Manoel de Oliveira e Eu - João Botelho 
A Toca do Lobo - Catarina Mourão
Rio Corgo - Sérgio da Costa, Maya Kosa

 

Prémio Sophia Estudante

Marvin's Island - António Vieira, Filipa Burmester, Pedro Oliveira
A Instalação do Medo - Ricardo Leite
Post-Mortem - Belmiro Ribeiro
Pronto, era Assim - Joana Nogueira e Patrícia Rodrigues

 

Melhor Curta-Metragem de Ficção

Menina - Simão Cayatte
Bastien - Welket Bungué
A Brief History Of Princess X - Gabriel Abrantes
Campo De Víboras - Cristèle Alves Meira

 

Melhor Curta-Metragem de Animação

Estilhaços - José Miguel Ribeiro
Fim De Linha - Paulo D'Alva
Última Chamada - Sara Barbas
A Casa Ou Máquina De Habitar - Catarina Romano

 

Melhor Documentário em Curta-Metragem

A Vossa Terra - João Mário Grilo
Balada de um Batráquio - Leonor Teles
António, Lindo António - Ana Maria Gomes
Portugueses do Soho - Ana Ventura Miranda

 

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publicado por Hugo Gomes às 22:02
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19.2.17

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A curta-metragem Onde foi a Minha Sorte, de Pedro Gonçalves, triunfou na Competição Nacional do 7º Festival Córtex, que ocorreu no Centro Olga do Cadaval, em Sintra, entre os dias 16 a 19 de Fevereiro. Segundo as palavras do júri, "Começar a fazer filmes tem a ver com viver medos e aprender a ser certeiro, mesmo quando não se sabe nada do que aí vem. Este filme é isso: a força do começo. A criança, a ferida escondida, a energia no chuto bola. Esta força do começo trás-nos a nós a alegria de descobrir imaginações jovens que têm a seriedade de assumir que querem filmar".


Composto pelas actrizes Leonor Silveira e Anabela Moreira, a realizadora Cláudia Varejão, a directora e programadora do Doclisboa, Cintia Gil e o director de fotografia, Vasco Viana, o júri ainda elegeu o alemão Nach dem Spiel (After Play), de Aline Chukwuedo, como o melhor da Competição Internacional. O sul-coreano The Chicken of Wuzuh, de Sungbin Byun, foi distinguido com a menção honrosa


Já na secção Mini-Córtex, destinados a filmes para o público infantil, foi premiado a curta de animação norte-americana, True Colors, da realizadora Nicole Morconiec. Enquanto isso, O Campo de Víboras, de Cristèle Alves Meira, recebe o Prémio do Público.

 

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27.1.17

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Clive Owen é o protagonista da nova curta-metragem de Paolo Sorrentino, o realizador italiano por detrás de La Grande Belezza e Youth e que tem ultimamente dado nas vistas com a sua série Young Pope.

 

Intitulado de Killer in Red, esta curta é um anúncio extenso ao licor Campari. Sorrentino adapta a história original de J. Walter Thompson para nos trazer um enredo com tendências noir e muito do identificável estilo do realizador, que tem como ponto de partida, crime passionais e um bar.

 

Tim Ahern, Linda Messerklinger, Tom Ashley, Steve Osborne, Emily M. Bruhn e Denise Capezza completam o elenco.

 

 

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17.1.17

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O regresso do Córtex – Festival de Curtas Metragens, cuja sétima edição decorrerá entre os dias 16 a 19 de Fevereiro em Sintra, terá como grande destaque uma retrospectiva à realizadora neozelandesa Jane Campion.

 

Mundialmente célebre pelo seu galardoado trabalho em The Piano, uma história de amor e luxúria que a fez tornar-se na primeira realizadora a vencer uma Palma de Ouro em Cannes, Campion dará início a mais uma mostra internacional e nacional de curtas-metragens. Em sua homenagem, a programação dedicará uma selecção de curtas dasua autoria, inclusive trabalhos na escola de cinema da Austrália.

 

Para os directores artísticos do Córtex, Michel Simeão e José Chaíça, era inevitável que o festival de Sintra dedicasse um tributo à Mulher no Cinema, muito mais em tempos como estes, onde cada vez mais discutisse o seu papel no ramo artístico e profissional cinematográfico. Contudo, a tentativa, era antes de mais, não "cair em lugares comuns e propagandas de movimentos feministas".

 

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Córtex irá aliar-se ainda ao London Short Film Festival, um festival que tem nos últimos anos gerado imenso talentos britânicos do cinema independente, o programa contará com seis curtas. O director artístico, Philip Ilson, estará presente na referida selecção. Outra novidade é o “Cintra 35mm”, uma sessão especial de filmes em 35mm oriundos da década 20 e 30 do século XX. Um registo cinematográfico raro que condensa uma tamanha riqueza histórica, com o intuito de dar a conhecer ao público a Sintra de há 100 anos. A sessão será musicada ao vivo pelo Quarteto de Saxofones do Conservatório de Música de Sintra.

 

Há imagem dos anos anteriores, a parceria com a MONSTRA | Festival de Animação de Lisboa, irá manter-se. Esta colaboração com o festival enriquecerá secções destinadas ao público infanto-juvenil, o intitulado Mini-Córtex. Contando novamente com 10 metragens, quer internacionais, quer portuguesas, onde pais e filhos poderão votar no seu filme favorito. A juntar a esta secção, um workshop de cinema de animação para Pais e Filhos, coordenado por Fernando Galrito, director artístico da MONSTRA.

 

Este ano, o Córtex contou com um número recorde de filmes inscritos, sendo que a Competição Internacional abrange 16 curtas-metragens e a Nacional com igual número de produções. O júri desta edição é composta pelas actrizes Leonor Silveira e Anabela Moreira, a realizadora Cláudia Varejão, a directora e programadora do Doclisboa, Cintia Gil e o director de fotografia, Vasco Viana.

 

A 7ª edição do Córtex realiza-se no Centro Olga Cadaval e com actividades paralelas no MU.SA (Museu das Artes de Sintra).

 

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publicado por Hugo Gomes às 16:40
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26.11.16

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Chatear-me-ia Morrer tão Joveeeeeeem…, de Filipe Abranches, conquista o Grande Prémio do Festival Caminhos do Cinema Português, que segundo a organização, foi escolhido por unanimidade pelo júri da Selecção Oficial. Entretanto, Cartas da Guerra, de Ivo M. Ferreira, foi consagrado a Melhor Longa-Metragem do certame, tendo ainda conquistado a distinção de Melhor Argumento Adaptado, Melhor Som, Melhor Montagem e Melhor Fotografia.

 

Quanto aos desempenhos, o filme Zeus, de Paulo Filipe Monteiro, arrecada duas distinções, a de Melhor Actor (Sinde Filipe) e Melhor Actor Secundário (Miguel Cunha). A de Melhor Actriz foi atribuída a Ana Padrão pelo seu desempenho no filme Campo de Víboras, e de Melhor Actriz Secundária para Elizabete Piecho por O Pecado de Quem nos Ama.

 

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Para além das interpretações, Zeus recebe os prémios de Melhor Caracterização e Melhor Guarda-Roupa. Rita Azevedo Gomes vê-se consagrada como Melhor Realizador, graças ao seu trabalho em Correspondências, ensaio visual baseado nas cartas trocadas entre Jorge Sena e Sophia Mello Breyner. O Melhor Argumento Original segue para John From, de João Nicolau, e o filme de abertura, Refrigerantes e Canções de Amor, laureado com as distinções de Melhor Banda Sonora Original e de Melhor Direcção Artística.

 

Como revelação temos A Balada dos Batráquios, de Leonor Teles, a curta-metragem distinguida no passado Festival de Berlim. José Miguel Ribeiro consegue o Prémio de Melhor Animação com o seu Estilhaços e o do Melhor Documentário seguiu para El Dorado, de Rui Eduardo Abreu, que tem como temática a emigração. Este último ainda teve como consagração Prémio Imprensa, a menção ficou-se por A um Mar de Distância, de Pedro Magano.

 

Destaque ainda para Melhor Curta-Metragem, Campo de Víboras, de Cristele Alves Meiram foi o premiado, enquanto que Menina, de Simão Cayatte, ficou-se pela menção. Por último, Pronto, era Assim, de Patrícia Rodrigues e Joana Nogueira recebe o Prémio de Ensaio Nacional SP Televisão e Emily Must Wait, de Christian Wittmoser, foi considerado Melhor Ensaio Internacional FNAC.

 

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publicado por Hugo Gomes às 22:07
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19.11.16

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Arranca hoje (dia 19 de Novembro) os XXII Caminhos Film Festival, mais uma edição do festival de matriz universitária com especial dedicação ao Cinema Português, porém, não será só de produções lusas estruturará na totalidade esta selecção oficial. Os principais focos serão o Cinema Catalão, uma "colheita" que contou com o apoio da Academia do Cinema Catalã (Catalan Film Academy), em comemoração dos Prémios Gaudí, e os filmes do Mundo.

 

A sessão de abertura terá lugar no Convento de Santa Clara-a-Nova, em Coimbra, pelas 21h45, com a exibição de curtas-metragens como a produção Banho de Paragem, criado no âmbito do curso de cinema ‘Cinemalogia’, a animação #Lingo, de Vicente Niro e ainda a longa-metragem de Luís Galvão Teles, Refrigerantes e Canções de Amor, com Ivo Canelas e Victoria Guerra a protagonizar um enredo escrito por Nuno Markl.

 

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No total teremos mais de 78 filmes a compor esta Selecção Oficial, uma mostra das principais produções nacionais do nosso panorama cinematográfico actual, incluindo algumas revelações que se espera ascender após o festival.  

 

Teremos ainda a exposição “Retratos da Academia Portuguesa”, com o apoio da própria Academia Portuguesa de Cinema, onde o fotografo José Pinto Ribeiro captou alguns dos principais rostos do Cinema Português nas últimas décadas. E ainda a abertura da 6ª Cinemalogia, com especial atenção ao tema 'Crítica de Cinema', com o crítico João Lopes a falar aos alunos sobre a importância da visão crítica na Sétima Arte.

 

XXII Caminhos Film Festival prolongará até dia 26 de Novembro no Teatro Académico Gil Vicente, assim como reposições no NOS do Alma Shopping.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 16:20
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11.9.16

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O checo The Noonday Witch tornou-se no primeiro vencedor da “novíssimaCompetição Europeia de Longas-Metragens do MOTELx. Com a conquista do Prémio Melhor Longa Europeia/Méliès d’Argent, o filme realizado por Jiri Sádek (com apenas 27 anos de idade), irá representar o festival em Lund, na Suécia, durante a Gala Anual da Federação Europeia de Festivais de Cinema do Fantástico.

 

A representar também o MOTELx estará Post-Mortem, a curta de Belmiro Ribeiro, consagrado como a Melhor Curta Portuguesa, arrecadando assim os cinco mil euros de prémio. O júri descreveu o trabalho como possuidor de uma “macabra subtileza”. Enquanto isso, Palhaços, de Pedro Crispim, recebe uma menção honrosa.

 

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Porém, estes não foram os únicos prémios atribuídos no 10º MOTELx, o produtor e realizador Mick Garris, que fora um dos primeiros convidados do festival lisboeta e este ano membro do recém-formado júri da Competição de Longas-Metragens, recebe um Galardão Especial. Ruggero Deodato, o realizador do imortal e sempre controverso Holocausto Canibal, não saiu de “mãos abanar” da capital portuguesa, tendo sido laureado com o Prémio Mestres do Terror.

 

Mas o momento emocional destes seis dias de terror aconteceu no penúltimo dia com a entrega do Prémio de Carreira a António Macedo, um dos poucos realizadores a “fazer cinema de género em Portugal”. A cerimónia de entrega decorreu durante a estreia mundial de O Segredo das Pedras Vivas, uma longa-metragem que remexe superstições paleolíticas com bruxaria contemporânea, construído a partir de negativos originais de uma minissérie televisiva filmada pelo próprio há 25 anos atrás. 

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:08
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18.7.16

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O israelita Nadav Lapid (Ha-shoter) arrecada o Grande Prémio "DCN Beers" da Competição Internacional da Curtas Vila do Conde, graças à sua média-metragem, From The Diary of a Wedding Photographer. Enquanto que na Competição Nacional, o documentário de Ana Maria Gomes, António, Lindo António, conquistou, não só o Grande Prémio, como também o galardão de Público. Quanto a Melhor Realizador Português, o artista plástico Gabriel Abrantes continua a dar nas vistas, e o seu A Brief History of Princess X, que co-realizou com Francisco Cipriano, não foi excepção.

 

 

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL

Grande Prémio "DCN Beers" 

From The Diary Of A Wedding Photographer (Nadav Lapid)

 

Melhor Filme de Animação

Decorado (Alberto Vázquez)

 

Melhor Filme de Documentário

Notes From Sometime, Later, Maybe (Roger Gómez, Dan i Resines)

 

Melhor Filme de Ficção

Limbo (Konstantina Kotzamani)

 

Vila do Conde Short Film Nominee Curta nomeada para os European Film Awards 2016 em Vila do Conde

Home (Daniel Mulloy)

 

Prémio do Público “Niepoort”

Decorado (Alberto Vázquez)

  

 

COMPETIÇÃO EXPERIMENTAL

Bending To Earth (Rosa Barba) 

 

Menção Honrosa

Ocho Décadas Sin Luz (Gonzalo Egurza)

 

 

COMPETIÇÃO VÍDEOS MUSICAIS

Villa Soledade - Sensible Soccers (Laetitia Morais)

 

 

COMPETIÇÃO CURTINHAS 

Moom (Robert Kondo, Daisuke 'O ice' Tsutsumi)

 

Menção Honrosa

Moroshka (Polina Minchenok)

Stickman (Jeroen Jaspaert, Daniel Snaddon)

Panique Au Village: La Reentrée Des Classes (Vincent Patar, Stéphane Aubier)

 

 

COMPETIÇÃO NACIONAL

 

Melhor Filme

António, Lindo António (Ana Maria Gomes)

 

Prémio do Público “SPA – Sociedade Portuguesa de Autores”

António, Lindo António (Ana Maria Gomes)

 

Prémio “BLIT” - Melhor Realizador Português

A Brief History of Princess X (Gabriel Abrantes, Francisco Cipriano)

 

COMPETIÇÃO TAKE ONE! 

Pronto, Era Assim (Joana Nogueira, Patrícia Rodrigues)

 

 

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Ver Também

Arranca hoje o 24º Curtas de Vila do Conde!

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 16:09
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13.7.16

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Foi divulgado a 69ª programação do mais famoso dos festivais de cinema suíço, Locarno, que arrancará a 3 de Agosto com The Girl With All The Gifts, a ficção cientifica de Colm McCarthy protagonizada por Gemma Arterton, e encerrará no dia 13 com a produção indiana, Mohenjo Daro, de Ashutosh Gowariker. Entre os destaques temos as sessões especiais que exibirão o último filme de Alejandro Jodorowsky, Poesía sin Fin, que esteve presente na Quinzena de Realizadores de Cannes, o novo capítulo de Jason Bourne e a Palma de Ouro de Ken Loach, I, Daniel Blake [ler crítica]. Contudo, o festival continuará a exibir a sua já habitual selecção de cinema experimental e alternativo.

 

A edição deste ano demonstra ainda uma forte componente portuguesa, contando com a presença de 13 produções nacionais. O Ornitólogo, de João Pedro Rodrigues é um dos mais antecipados da selecção. A nova obra do realizador de Odete e A Última Vez que Vi Macau, tem como base o mito do Santo António, onde seguimos Fernando, um homem fascinado por aves, que certo dia decide descer o rio com o seu caiaque na esperança de avistar raras cegonhas negras. Mas durante este percurso, é derrubado pelas correntes e desviado do seu próprio destino. Paul Hamy protagoniza a história.

 

Rita Azevedo Gomes regressa às longas-metragens com Correspondência, inspirado pelas cartas trocadas entre Jorge de Sena e a poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen. Estilhaços, de José Miguel Ribeiro, é outra esperada estreia no festival. Competindo entre as curtas, esta animação remete-nos aos fantasmas invocados da Guerra Colonial. A par do filme de Miguel Ribeiro; Setembro, de Leonor Noivo, À Noite Fazem-se Amigos, de Rita Barbosa, e Um Campo de Aviação, de Joana Pimenta, são outros candidatos à prémio máxima do certame de curtas-metragens.

 

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Um ano depois de Cosmos, o derradeiro filme de Andrzej Zulawsky, Paulo Branco apresenta em terras suíças uma nova produção. Trata-se de Jeunesse, a primeira ficção do documentarista francês Julien Samani, uma adaptação de um romance de Joseph Conrad sobre um rapaz que cobiça uma carreira como marinheiro, mas que a sua primeira viagem no mar, a partir do porto de Le Havre, converte-se num verdadeiro pesadelo.

 

João Botelho também estará presente no festival com a sua sincera homenagem a um dos grandes mestres do cinema português - O Cinema de Manoel de Oliveira e Eu - que em Portugal foi apresentada na passada edição do Indielisboa. Falando no festival lisboeta, vale a pena referir O Corcunda, de Gabriel Abrantes em parceria com Ben Rivers, que fora premiado no referido, e também ele presente em Locarno juntamente com outra obra sua, A Brief History of Princess X. Longe, de José Oliveira, é outra curta-metragem seleccionada para Fora de Competição. A co-produção moçambicana, Comboio de Sal e Açúcar, de Licínio de Azevedo, também está ele integrado no festival. E ainda na secção dedicada ao cinema suíço está Rio Corgo, uma premiada produção luso-suíça de Maya Kosa e Sérgio da Costa.

 

O director do festival, Carlo Chatrian, revelou que esta 69ª edição é dedicada aos cineastas Abbas Kiarostami e Michael Cimino, falecidos recentemente. O produtor e realizador norte-americano Roger Corman estará presente como convidado de honra e o actor Bill Pullman será condecorado com um prémio de carreira. O realizador mexicano, Arturo Ripstein, será presidente do júri da Competição Internacional, o conceituado documentarista chinês Wang Bing é um dos membros. O "mestre do terror" italiano, Dário Argento, irá presidir o júri da selecção do Cineasta do Presente, a actriz grega Angeliki Papoulia e o realizador francês Antonin Peretjatko serão uns dos jurados.

 

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Ver também

Primeiro vislumbre do novo filme de João Pedro Rodrigues!

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:38
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18.4.16

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Conforme foi hoje divulgado, a 55ª Semana da Crítica irá contar com duas presenças portuguesas na Competição de Curta-Metragem, são eles Ascensão de Pedro Peralta e Campo de Víboras de Cristèle Alves Meira.

 

O primeiro é o registo de um salvamento de um homem que porventura num poço, a curta salienta o esforço dos camponeses em salvar tal sujeito, e o segundo, contando com as participações de Ana Padrão, Ana Brito e Cunha e Simão Cayatte, é inspirado em histórias do concelho de Vimioso, tendo a curta sido rodada durante os festejos dos Caretos. Antes de figurarem entre os 10 seleccionados na referida competição estes dois trabalhos poderão ser visto durante o Indielisboa (que arranca já no próximo dia 20 de Abril).

 

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Quanto à programação desta nova edição da Semana da Crítica, Victoria, o novo trabalho de Justine Triet (La Bataille de Solférino), terá as honras de abrir o certame, enquanto que o encerramento estará a cargo de três curtas-metragens; Bonne Figure, de Sandrine Kiberlain, En Moi, de Laetitta Casta, e Kitty, dirigida pela actriz Chloë Sevigny.

 

Semana da Crítica vai decorrer de 12 a 20 de Maio, a actriz e realizadora Valérie Donzelli irá presidir um júri, até à data, formado pelo realizador argentino Santiago Mitre, cujo Paulina venceu a Semana da Crítica do ano passado, a realizadora e argumentista Alice Winocour, David Robert Mitchell, o realizador de It Follows, e Nadav Lapid, o de Ha-Shooter.

 

 

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Competição de Longas-Metragens

Albüm, de Mehmet Can Mertoglu
Grave, de Julia Ducournau
Mimosas, de Oliver Laxe
Tramontane, de Vatche Boulghourjian
A Yellow Bird ,de K. Rajagopal
Diamond Island ,de Davy Chou
One week and a Day, de Asaph Polonsky

 

Competição de Curtas-Metragens

Arnie, de Rina B. Tsou
Delusion in Redemption to those in destress, de Fellipe Fernandes 
Prenjak, de Wregas Bahnuteja
Oh What a Wonderful Feeling, de François Jaros 
Limbo, de Konstantina Kotzamani
Ascensão, de Pedro Peralta
Campo de Viboras, de Cristèle Alves Meira
L'Enfance d'un Chef, de Antoine de Bary
Le Soldat Vierge, de Erwan Le Duc
Superbia, de Luca Toth 

 

Sessões Especiais

Victoria, de Justine Triet
Happy Times Will Come Soon, d'Alessandro Comodin 
Apnée, de Jean-Christophe Meurisse

 

Sessões Especiais 50 + 5

Los Pasos del Agua, de Cesar Augusto Acevedo
From the Diary of a Wedding Photographer, de Nadav Lapid

 

 

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 14:30
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12.4.16

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De 4 a 11 de Maio, no já habitual espaço do Cinema São Jorge, decorrerá mais uma edição do FESTin: Festival de Cinema Itinerante de Língua Portuguesa, cuja programação foi hoje divulgado em conferência de imprensa no Hotel Florida, em Lisboa. Esta 7ª edição, tem como principal novidade o FESTin Arte, uma secção dedicada a um cinema mais alternativo e experimental.

 

Contando com mais de 74 filmes, desde curtas a longas-metragens, a selecção arrancará com As Cartas de Amor são Ridículas, um trabalho de Alvarina Sousa e Silva inspirado num poema de Fernando Pessoa e que centra na história de um pai e cinco filhas, todas elas com nomes de flores e com idades recomendáveis para casar. Uma comédia dramática que abrirá a Competição de Longas, composta por 15 filmes incluindo o cabo-verdiano Zenaida, de Alexis Tsafas e Yannis Fotou, sobre uma jovem mulher "acorrentada" ao tráfico humano, e a co-produção luso-brasileira, História de Alice, dirigido por Oswaldo Caldeira, onde um realizador brasileiro procura as suas raízes portuguesas.

 

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Quanto à secção competitiva de documentários, destaca-se Touro, a obra de Larissa Figueiredo. Estreado no festival de Rotterdão, esta é uma das propostas mais aliciantes do certame, tratando-se numa viagem da actriz portuguesa Joana de Verona à Ilha de Lençóis, situado no litoral norte do Brasil, em busca dos rasto mitológicos de D. Sebastião. No Olhar de Nise, o documentário de Jorge Oliveira e Pedro Moca, a arte é servida como terapia a doentes do foro psicológico.  

 

Ainda uma Homenagem aos 20 anos da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), uma mostra diversificada de produções oriundas dos países abrangidos pela dita colectividade, e as já tradicionais Mostra Festinha (dedicado ao mais novos), Competição de Curtas-Metragens, a Mostra de Inclusão Social e FESTin + (um ciclo de cinema dedicado à terceira idade).

 

Ver programação completa aqui

 

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publicado por Hugo Gomes às 20:00
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7.4.16

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Novamente um filme de António-Pedro Vasconcelos lidera as nomeações dos prémios da Academia Portuguesa de Cinema. Com dezassete indicações à 4ª edição dos Sophia, incluindo as nomeações nas categorias de Melhor Filme, Melhor Realizador (António-Pedro Vasconcelos), Melhor Actor (José Mata) e a "dobradinha" de Melhor Actriz (Victória Guerra, Soraia Chaves), Amor Impossível ficou à frente da muito elogiada trilogia de Miguel Gomes, As Mil e uma Noites, cujas três partes arrecadaram quatro nomeações. Yvone Kane e Capitão Falcão receberam 10 nomeações cada um e a primeira longa-metragem, A Montanha, conseguiu as 8 indicações.

 

Os vencedores dos Sophia 2016 serão revelados numa cerimónia que irá ocorrer 13 de Maio no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

 

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Aqui ficam todos os nomeados:

 

Melhor Filme
Amor Impossível
As Mil e Uma Noites, Volume 2: O Desolado
Montanha
Yvone Kane

 

Melhor Realizador
António-Pedro Vasconcelos, Amor Impossível
Miguel Gomes, As Mil e Uma Noites, Volume 2: O Desolado
João Salaviza, Montanha
Margarida Cardoso, Yvone Kane

Melhor Actor
Adriano Luz, As Mil e Uma Noites, Volume 1: O Inquieto
José Mata, Amor Impossível
David Mourato, Montanha
Gonçalo Waddington, Capitão Falcão

Melhor Actriz
Beatriz Batarda, Yvone Kane
Soraia Chaves, Amor Impossível
Victória Guerra, Amor Impossível
Isabel Ruth, Se Eu Fosse Ladrão... Roubava

Melhor Actor Secundário
David Chan Cordeiro, Capitão Falcão
Carlos Malvarez, Amor Impossível
José Martins, Amor Impossível
José Pinto, Capitão Falcão

 

Melhor Actriz Secundária
Maria D'Aires, Amor Impossível
Lia Carvalho, Amor Impossível
Carla Chambel, Se Eu Fosse Ladrão... Roubava
Maria João Pinho, Montanha

Melhor Argumento Original
Amor Impossível, Tiago R. Santos
Capitão Falcão, Nuria Leon Bernardo e João Leitão
Montanha, João Salaviza
Yvone Kane, Margarida Cardoso

Melhor Documentário em Longa-Metragem
Alto Bairro, de Rui Simões
Pára-me de Repente o Pensamento, de Jorge Pelicano
Portugal - Um Dia de Cada Vez, de João Canijo e Anabela Moreira
Volta à Terra, de João Pedro Plácido

Melhor Curta-Metragem de Ficção
Aula de Condução, de André Santos e Marco Leão
A Glória de Fazer Cinema em Portugal, de Manuel Mozos
Rampa, de Margarida Lucas
O Rebocador, de Jorge Cramez

Melhor Documentário em Curta-Metragem
África Abençoada, de Aminata Embalo
Atopia, de Luís Azevedo e Alexandre Marinho
Fora da Vida, de Filipa Reis e João Miller Guerra
A Torre, de Salomé Lamas

Melhor Curta-Metragem de Animação
Amélia & Duarte, de Alice Guimarães e Mónica Santos
O Campo à Beira Mar, de André Ruivo
Nossa Senhora da Apresentação, de Abi Feijó
Vígil, de Rita Cruchinho Neves

Melhor Montagem
Amor Impossível
Capitão Falcão
Montanha
Yvone Kane


Melhor Fotografia
Amor Impossível, Miguel Sales Lopes
Cosmos, André Szankowski
Se Eu Fosse Ladrão... Roubava, Acácio de Almeida
Yvone Kane, João Ribeiro

Melhor Música Original
Amor Impossível, José M. Afonso
Capitão Falcão, Pedro Marques
Montanha, Norberto Lobo
O Pátio das Cantigas, Nuno Maló

Melhor Som
Amor Impossível
Capitão Falcão
Montanha
Yvone Kane

Melhor Direcção Artística
Amor Impossível
Capitão Falcão
O Pátio das Cantigas
Yvone Kane

Melhor Guarda Roupa
Amor Impossível
Capitão Falcão
As Mil e Uma Noites, Volume 2: O Desolado
Yvone Kane

Melhor Maquilhagem e Cabelos
Amor Impossível
Capitão Falcão
Cosmos
Yvone Kane

Prémio Sophia Estudante
Afrodite, de Gonçalo Nobre de Almeida
Ghiocel, de Mara Ungureanu
Terra Mãe, de Ricardo Couto
Palhaços, de Pedro Crispim 

 

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publicado por Hugo Gomes às 20:56
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21.2.16

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A curta-metragem Outubro Acabou, de  Karen Akerman e Miguel Seabra, triunfou na Competição Nacional do 6º Festival Córtex, que ocorreu no Centro Olga do Cadaval, em Sintra, entre os dias 18 a 21 de Fevereiro. Segundo as palavras do júri, este é um filme "desarmante, íntimo, que nos faz acreditar ainda no cinema".

 

Composto pelo editor João Braz, a actriz Joana Santos, a produtora Joana Ferreira, Miguel Valverde, director do Festival Indie e o director Motovun Film Festival, na Croácia, Igor Mirković, o júri ainda elegeu Svetlyachok, de Natalya Nazarova, como o melhor da Competição Internacional.

 

Já na secção Mini-Córtex, destinados a filmes para o público infantil, foi premiado a curta de animação O Presente, de Jacob Frey. Enquanto isso, o português Pronto Era Assim, de Joana Nogueira e Patrícia Rodrigues, recebe o Prémio do Público.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:18
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20.2.16

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O tema dos refugiados reacendeu em Berlim com o novo filme de Gianfranco Rosi, Fuocoammare (Fire at Sea), a vencer o tão cobiçado Urso de Ouro.

 

Três anos depois de ter sido consagrado com o Leão de Ouro no Festival de Veneza pelo seu trabalho em Sacro Gra, Rosi transportou as audiências para um documentário que visa o drama dos refugiados do mediterrâneo, seguindo a perspectiva dos moradores da ilha de Lampedusa, uma ilha italiana. Mery Streep, presidente do júri, referiu o galardoado como um filme “urgente e imaginativo que comunica com a actualidade”. O filme será distribuido em Portugal pela Leopardo Filmes.

 

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Danis Tanovic, o lendário realizador bósnio de No Man's Land, foi premiado com o Grande Prémio de Júri, por outras palavras o Urso de Prata, com Death in Sarajevo, um conexão de intrigas ocorridas num hotel de luxo em plena comemoração dos cem anos do assassinato do arquiduque austríaco Franz Ferdinand, um evento considerado impulsionador da Primeira Guerra Mundial.

 

Destaque ainda para Mia Hansen-Love, que conquista o prémio de Realização com L'Avenir, Trine Dyrholm, a Melhor Actriz em The Commune, de Thomas Vinterberg, e Majd Mastoura como Melhor Actor por Hédi.

 

Enquanto isso, o cinema português está de parabéns. Leonor Teles arrecada o Urso de Ouro de Melhor Curta-Metragem com Balada de um Batráquio, um documentário que a própria realizador descreve intervir "no espaço real do quotidiano português como forma de fabular sobre um comportamento xenófobo".

 

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Prémio do Júri Internacional: Longas-Metragens

Melhor Filme

Fuocoammare

 

Grande Prémio do Júri: Urso de Prata

Death in Sarajevo (Smrt u Sarajevu)

 

Melhor Realização

Mia Hansen-Love, L’Avenir

 

Melhor Actriz

Trine Dyrholm, The Commune

 

Melhor Actor

Majd Mastoura, Hédi

 

Melhor Argumento

Tomasz Wasilewski, United States of Love (Zjednoczone stany milosci)

 

Prémio Alfred Bauer

Hele Sa Hiwagang Hapis (A Lullaby to the Sorrowful Mistery)

 

Contribuição Artística

Mark Lee Ping-Bing, fotografia em Crosscurrent (Chang Jiang Tu)

 

Melhor Filme de Estreia

Hédi

 

Mostra Panorama (Prémio do Público)

Junction 48

 

 

Prémio do Júri Internacional: Curta-Metragem
Urso de Ouro

Balada de um Batráquio

 
Urso de Prata: Prémio do Júri

A Man Returned

 
Prémio Audi

Jin Zhi Xia Mao


Prémio EFA

A Man Returned

 

 

Prémio do Júri Infantil: Competição Generation KPLUS
Urso de Cristal - Longa-Metragem

Ottaal


Menção Especial

Jamais Contente


Urso de Cristal: Curta-Metragem

El Inicio de Fabrizio

 
Menção Especial

Ninnoc


Prémios do Júri Internacional Generation KPLUS
Grande Prémio do Júri

Rara

 
Menção Especial

Genç Pehlivanlar

 
Prémio Especial do Júri

Semele

 
Menção Especial

Aurelia y Pedro


Prémios do Júri da Juventude Generation 14PLUS
Urso de Cristal: Longa-Metragem

Es Esmu Seit

 
Menção Especial

Las Plantas

 
Urso de Cristal: Curta-Metragem

Balcony

 
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Kroppen är en Ensam Plats

 

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publicado por Hugo Gomes às 21:47
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22.1.16

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O realizador inglês Terence Davies, conhecido pelos seus consagrados trabalhos em Distant Voices, Still Lives (1988) e House of Mirth (2000), vai ser homenageado na sexta edição do Córtex – Festival de Curtas Metragens, que decorrerá entre os dias 18 a 21 de Fevereiro no Centro Olga Cadaval em Sintra.

 

O festival abrirá, através de um ritual cada vez mais "habitual" na História do evento, com as primeiras obras dos seus homenageados, neste caso a apelidada "Trilogia de Terence Davies", um conjunto de três curtas-metragens ("Children", "Madonna and Child" e "Death and Transfiguration"), que foram importantes para o desenvolvimento e para o percurso artístico do autor. Claire Barwell, a produtora da última peça deste trio, irá apresentar a sessão, e enquanto realizadora, irá coordenar uma palestra sobre o papel da mulher no cinema - “Women in Film, a personal and political perspective from the UK".

 

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Para além desta retrospectiva, o Córtex irá aliar-se ao Motovun Film Festival, na Croácia, para a programação da secção Hemisfério, o qual serão projectadas 5 curtas-metragens sobre o respectivo país. Já a MONSTRA | Festival de Animação de Lisboa, continuará, pelo segundo ano consecutivo, a colaborar com o festival em secções destinadas ao público infanto-juvenil. Uma mostra composta por mais de 10 metragens, quer internacionais, quer portuguesas, onde, pela primeira vez, os alunos das escolas do ensino básico do concelho de Sintra, presentes nas sessões, poderão votar no seu filme favorito. A juntar a esta secção, um workshop de cinema de animação para Pais e Filhos.

 

Este ano, o Córtex contou com um número recorde de filmes inscritos, sendo que a Competição Internacional abrange 14 curtas-metragens e a Nacional com 16 produções. O júri desta próxima edição é composta pela actriz Joana Santos, o montador de cinema João Braz, a produtora de cinema Joana Ferreira e o director do Motovun Film Festival, Igor Mirković.

 

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publicado por Hugo Gomes às 17:25
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5.12.15

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Irmãos, o documentário de Pedro Magano sobre as romarias quaresmais da ilha de São Miguel foi o vencedor do Grande Prémio do Festival Caminhos do Cinema Português, que decorre em Coimbra desde o dia 27 de Novembro. Entretanto, Yvone Kane [ler crítica], de Margarida Cardoso [ler entrevista], foi consagrado a Melhor Longa-Metragem do certame e Gipsofilia, de Margarida Leitão, que recentemente recebeu um Prémio Especial de Júri no último Festival de Turim, foi considerado o Melhor Documentário.

 

Miguel Gomes recebe o Prémio de Melhor Realizador pela sua trilogia As Mil e Uma Noites, Filipe Duarte sai consagrado como Melhor Actor no novo filme de Luís Filipe Rocha, Cinzento e Negro (também vitorioso na categoria de Melhor Banda Sonora), Beatriz Batarda é a Melhor Actriz em Yvone Kane, Luísa Cruz em As Mil e uma Noites e Carloto Cotta em Montanha, de João Salaviza, venceu nas secções Secundárias.

 

Destaque para o documentário-testemunho João Bénard da Costa: Outros Amarão as Coisas que Eu Amei [ler crítica], de Manuel Mozos, que foi laureado Prémio Júri de Imprensa.

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Grande Prémio do Festival

Irmãos, de Pedro Magano


Melhor Longa-Metragem

Yvone Kane

 
Melhor Documentário

Gipsofilia

 
Melhor Curta-Metragem

A Última Árvore Analógica, de Jorge Pelicano


Melhor Animação

Que Dia é Hoje, do Colectivo Fotograma 24


Melhor Realizador

Miguel Gomes, As Mil e Uma Noites


Melhor Actor

Filipe Duarte, Cinzento e Negro


Melhor Actriz

Beatriz Batarda, Yvone Kane


Melhor Actor Secundário

Carloto Cotta, Montanha


Melhor Actriz Secundária

Luísa Cruz, As Mil e Uma Noites


Melhor Argumento Original

Miguel Gomes, Mariana Ricardo e Telmo Churro, As Mil e Uma Noites

 
Melhor Argumento Adaptado

Miguel Gomes, Mariana Ricardo e Telmo Churro, As Mil e Uma Noites

 
Melhor Montagem

Ricardo Teixeira, Irmãos


Melhor Fotografia

João Ribeiro, Yvone Kane


Melhor Música Original

Mário Laginha, Cinzento e Negro


Melhor Direcção Artística

Ana Vaz, Yvone Kane


Melhor Guarda Roupa

Isabel Quadros, Capitão Falcão


Melhor Caracterização

João Rapaz, Arcana


Melhor Som

Hugo Leitão, Portugal - Um Dia de Cada Vez


Ensaio Nacional

Lingo, de Vicente Niro


Ensaio Internacional

When Sanam Cried, de Majid Sheyda e Fariborz Ahanin


Prémio D. Quijote FICC

Assalto, de João Tempera


Menção Honrosa

João Bénard da Costa: Outros Amarão as Coisas que Eu Amei


Prémio Júri de Imprensa

João Bénard da Costa: Outros Amarão as Coisas que Eu Amei


Menção Honrosa

Torre, de Salomé Lamas

 

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publicado por Hugo Gomes às 06:12
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18.10.15

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Um dueto de emoções e promessas!

 

A realizadora Chantal Akerman (falecida recentemente) foi uma das mais notórias a transmitir a triste beleza que a rotina poderia proporcionar nos seus filmes, ensaios onde a acção nada valia perante os percursos decadentes predestinados das suas personagens, todas elas conduzidas e subjugadas à melancolia dos actos repetitivos.

 

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Por outro lado, Tiago Guedes converte esta sua curta, Coro dos Amantes (apresentada pela primeira vez na edição de 2014 do Indielisboa e agora anexada à sessão de A Uma Hora Incerta, de Carlos Saboga [ler crítica]), numa análise a esse quadro diversas vezes pintado por Akerman, posicionando-se num estado anti-sistemático e de forte leitura subversiva. Narrado em três actos, ou três canções como é assim descrita, a obra arranca com uma eventual tragédia, uma ocorrência que teria tudo para determinar o destino das suas personagens, para depois seguir sobre um registo comodista que nos evidencia o quanto frágeis nós somos enquanto seres afectivos em contraste com o individualismo perpétuo.

 

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Baseado numa peça da autoria de Tiago Rodrigues, o filme é um exercício completo e perspicaz que, para além de ser complexo na transmissão do seu dialecto, é complementando com um formidável trabalho de atores (Gonçalo Waddington e Isabel Abreu) e uma montagem que intromete a narrativa num estado legitimo. Os "amantes" do filme de Guedes são vistos como uma única alma, quase monofásica, que dissociam perante duas câmaras que decidem orquestrar independentemente. Com a chegada do split-screen, que nos acompanha ao longo da narrativa e que nos é conseguido por uma mestria exemplar, que em total coordenação com os atores nos apresentam um trabalho visualmente poético e, ao mesmo tempo, alicerçado ao realismo interpretativo e formal. Um trabalho que funciona numa catarse às relações e às preservações do foro emocional e afectivo, onde são as câmaras os guias desta "viagem" atribulada, que se personificam nas suas respectivas personagens.

 

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Estas câmaras, estas imagens captadas, expõem a dita fragilidade do elo ameaçado pela iminente e definitiva conspurcação. Um elo apenas resistido pelas "armas de batalha" escolhidas pelos amantes e pelas promessas feitas e citadas por via de uma telepatia omnipresente. Coro dos Amantes encontra ainda o improvável paralelismo desta luta com a busca da dignidade na morte de Al Pacino em Scarface, filme que parece ecoar de forma fantasmagórica no destino destes cansados galanteadoras. Resumindo, é obrigatório o visionamento desta curta que por si vale enésimas longas-metragens. Uma experiência!

 

Real.: Tiago Guedes / Int.: Gonçalo Waddington, Isabel Abreu

 

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9/10

publicado por Hugo Gomes às 00:23
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13.9.15

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O sonho de fama de uma adolescente transforma-se numa perigosa obsessão. Assim é descrita a sinopse da curta Miami, a grande vencedora do Prémio Mov MOTELx 2015. O realizador Simão Cayatte e a respectiva equipa recebem o maior prémio de competição da História do festival, tratando-se de uma quantia monetária de 5.000 €, dois milhares acima dos anteriores. O júri deste mesmo palmaré foi formado pelo actor português Albano Jerónimo, Kier-la Janisse, programadora do Alamo Drafthouse e do Fantastic Fest em Austin e do escritor Mike Hostench. Na menção honrosa está a animação stop-motion Andlit, de João Teixeira.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:10
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14.8.15

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A curta-metragem LUX é de tal forma intensamente preenchida por simbolismos que até mesmo o seu macguffin não á mais que uma metáfora figurativa que propriamente um dispositivo narrativo.

 

 

Dirigido por Bernardo Lopes (a sua curta, Yuan Yuan, integrou a programação do último FEST) e por Inês Malveiro, ambos alunos do Curso de Cinema da Universidade da Lusófona, eis o loop gerado por um escritor em crise existencial e criativa, Pedro (Sérgio Moura Afonso), isolado no seu mundo apropriado - o seu lar - e testemunho de um insólito fenómeno que por si o conduzirá à raiz dos problemas inerentes. Fenómeno, esse, a multiplicação das lâmpadas, que surge misteriosamente (e de um certo jeito divino), por vias de um gesto trivial. O objecto fundamenta ligações ilustrativas da ideia, o funcionamento desta e o processo criativo até à concepção de uma. Nesse ponto chegamos ao "mar de lâmpadas", representado durante a narrativa, que revela assim, as ideias soltas emaranhadas no oblívio, colectadas e organizadas, por vias do trabalho de colaboração entre indivíduos externos.

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Por outras palavras, a ideia gerada por LUX é simples, a concretização pessoal como um veiculo directo ao estado da essencial criatividade e o trabalho colectivo como uma facilidade no percurso desse caminho. Em termos estruturais, a obra decorre inteiramente no interior da habitação de Pedro, uma "ilha" entre quatro paredes que o limita intelectualmente e artisticamente, ao mesmo tempo que o prende as suas emoções, sendo que o climax obtido é implementado numa varanda, o ponto mais próximo da sugestão fora-de-campo que a obra deseja transparecer.

 

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O trabalho de Lopes e Malveira insere-se como uma alusão a tudo e a todos, onde o espectador é auto-recreativo, detentor de todo o simbolismo e conhecedor dos atalhos que tais podem incensar na reflexão. Inspirado no conto de Leonardo Da Vinci - A Aranha e o Buraco da Fechadura - LUX desenvolve-se mais como um exercício narrativo, imposto por uma moral subliminar, que propriamente um trabalho dignamente dramático de um "coming-of-age" disfarçado. De certa maneira, o que se pretende aqui é uma fábula humanizada e lírica no seu sentido mais visual. A curta-metragem LUX foi para além de mais o vencedor do Prémio de Melhor Filme no Over & Out 2015 e prepara-se para seguir numa futura jornada, assim como os seus autores, esses artistas inspirados! 

 

 

 

Falando com Bernando Lopes, um dos realizadores de LUX

 

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1) Como surgiu a ideia do projecto, e porquê as suas relações com o conto de Leonardo Da Vinci?

 

O LUX foi produzido em âmbito académico, como curta-metragem de final da curso da licenciatura em Cinema, da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, e o tema deste ano eram os contos populares. Depois de ler uma extensa lista de contos que foram propostos pelos professores, fiquei fascinado com a estrutura narrativa de Uma Aranha No Buraco da Fechadura, do Leonardo Da Vinci: breve e sucinto; com um único personagem; num único espaço; eu vs. o mundo, é o conflito que dá dimensão à história. Senti que estes quatro elementos eram, todos eles, compatíveis com a estrutura de uma curta ou média-metragem. Resolvi, por isso, usá-los como um ponto de partida para a história que ia escrever.

 

 

2) "Nenhum homem é uma ilha", mais do que um retrato sobre a natureza da criatividade e o processo de gestação destas, LUX nos remete ao isolamento voluntário do protagonista. Acredita que existem muitos "Pedros" na sociedade actual?

 

Sim, sem dúvida. Enquanto estudante de cinema tive a oportunidade de conhecer muitos colegas como o Pedro. Até sinto que já fui como o Pedro, daí ter tido a capacidade de o retratar no LUX, mas percebi que na nossa área não podemos abordar o processo criativo desta forma. Não podemos, porque a troca de impressões e de ideias é mais produtiva e interessante do que a individualização da criação. Ainda assim, e mesmo tendo em mente tudo o que referi, pergunto: numa sociedade rotulada e uniformizada como a nossa, que artista é que não tem vontade de se isolar?

 

Sem Títuflo.jpg

 

3) O artista é muitas vezes definido como um individualista mental. Mas no filme sugerem o oposto, a necessidade dos outros e dos factores externos para a dita criação. Acredita que o artista pode ser também um ser colectivo?

 

O artista não só pode, como deve ser um colectivo. Nem que o seja, pelo menos, com o seu público e com os colegas de profissão. Não há espaço para egos num país tão pequeno como o nosso. Por divergirmos e nos isolarmos uns dos outros é que não somos capazes (nem seremos) de criar uma indústria nos nosso país. Devemos ter a capacidade de partilhar conhecimento e ideias. De nos ajudarmos e de nos promovermos uns aos outros. Só assim é que o público português ganha a vontade e impulso de escolher aquele filme português entre tantos blockbusters americanos. A própria cultura tem de se solidificar e apresentar-se como uma marca fiel e de qualidade, que já o é, em alguns casos, mas que não o transparece.

 

 

4) O que é para si o Cinema?

 

O cinema é o meio que arranjei para poder recriar a realidade. Há imensas artes que o fazem, é verdade, mas o cinema tem uma característica que o distingue de todas as outras: apela ao realismo. Dai o espectador entrar muito facilmente nos “sonhos” que a indústria americana produz. Contudo, o cinema que pretendo fazer é distinto dessa abordagem. Eu quero que os meus filmes inquietem o espectador. Que a composição esteja acima da linearidade. Que a poesia esteja acima da prosa. Mas que o real esteja exaustivamente presente em tudo.

 

Bernardo Lopes e Inês Malveira.jpg

 

5) Como se vê no futuro? Quais os seus próximos projectos?

 

O futuro do LUX está, felizmente, muito bem encaminhado. Não só estamos prestes a estrear o filme nacionalmente e internacionalmente no circuito de festivais, como acabámos de assinar um protocolo com a nossa universidade para dar início ao projecto Lux Road Trip. O Lux Road Trip é um evento que vai fazer com que o LUX seja exibido em todo o país, a partir de um circuito de distribuição alternativa, a acontecer em Maio de 2016. Pessoalmente, encontro-me a acabar de escrever, em parceria com um colega, a minha próxima curta-metragem, Epílogo, que será produzida no próximo ano.

 

 

6) Sobre o ensino cinematográfico? Para si qual é a importância das Escolas de Cinema para o acto de fazer Cinema? E é possível fazer Cinema sem o dito ensino?

 

É possível fazer-se cinema com ou sem ensino, seja em Portugal ou no estrangeiro. Agora, o ensino deu-me três coisas que nenhum cineasta terá se não seguir estudos cinematográficos. Primeiro, é na universidade que encontras a tua equipa. Sei que vou trabalhar, sempre que possível, com um grupo sólido que se criou na universidade. Crescemos juntos como pessoas e profissionais, e isso fez com que, como equipa, nos tenhamos tornado coesos e conscientes do trabalho que fazemos em grupo. Segundo, a universidade dá-te a oportunidade de poderes falhar.

 

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Durante o meu curso fiz projectos bons e outros menos bons. Mas só os pude fazer porque me foi dada a hipótese de poder falhar sem que isso tivesse repercussões de maior, o que não acontece quando entramos no meio. E isso fez de mim um melhor argumentista e realizador. Um melhor profissional. Terceiro, obrigou-me a saber lidar com o meio. Por ter ido estudar cinema, fui obrigado a criar relações com as pessoas que me rodeavam. Colegas e professores, nomeadamente. E houve colegas com que me dei melhor, e outros com que me dei pior. Houve professores com que me dei melhor, e outros com que me dei menos bem. Estabelecer relacionamentos com pessoas do nosso meio pode parecer simples, mas tem muito que se lhe diga. O cinema é uma área onde se trabalha em equipa e quem não o sabe fazer, vai ter dificuldades em se tornar num bom profissional.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 14:57
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