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14.10.17

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Arranca hoje (14/10) o Cine’Eco – Festival Internacional de Cinema Ambiental, o único festival de cinema com temática ambiental em Portugal e um dos poucos eventos desta magnitude cinematográfica fora das grandes metrópoles dos país. A decorrer, de forma ininterrupta, desde 1995, a localidade de Seia, na Serra Estrela, acolhe mais um espectáculo cinematográfico com elevada preocupação ecológica, procurando-se entre debates e reflexões sobre a actualidade do nosso Mundo ver a maneira como poderemos solucionar alguns destes estados.

 

A abertura será tremendamente especial para a localidade, com a exibição de um dos grandes clássicos do cinema português, Os Lobos, recentemente editado e restaurado em DVD pela Cinemateca Portuguesa. Registo da passagem do italiano Rino Lupo em Portugal, Os Lobos fora rodado em diferentes localidades da cidade beirã e é hoje tido como uma das "jóia da cinematografia portuguesa", citando Félix Ribeiro na altura da sua estreia em 1923.

 

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A sessão será apresentada por Tiago Baptista, director do Arquivo Nacional das Imagens em Movimento (ANIM), e acompanhada pelo pianista britânico radicado em Portugal Nicholas McNair. Lobos é uma das propostas que José Vieira Mendes, crítico e programador do Cine'Eco, mais destaca nesta nova edição do simpaticamente apelidado de "festival ecológico". Em conversa ao Cinematograficamente Falando …, e em resposta quanto ao que destacaria da programação deste ano, Mendes diz: "Já fiz as minhas escolhas ao fazer a selecção e programação dos filmes. Portanto destacaria todos os filmes, porque todos merecem destaque inclusive uma forte selecção de curtas-metragens sobre a Água, como recurso escasso que compõe quase uma secção e que este ano vai ter um Prémio Especial para este tema.

 

Mas lá vai, para quem não possa estar em todos: Para além da antestreia nacional do filme do Al Gore [An Inconvenient Sequel: Truth to Power], temos Os Burros Mortos Não Temem Hienas, de Joakim Demmer, que olha para a especulação aos terrenos para exploração agrícola na Etiópia; Nahui Ollin ­Sol em Movimento junta oito realizadores a darem a sua visão sobre a biodiversidade do México e a forma como está a ser alterada; A Idade das Consequências, realizado por Jared P. Scott, um filme muito abrangente e polémico que olha para a intersecção entre fenómenos como a Primavera Árabe, o chamado Estado Islâmico e a radicalização de pessoas, bem como a crise dos refugiados, e as mudanças do clima; Perseguido Corais, de Jeff Orlowski, mostra o fundo dos oceanos e como os corais estão a desaparecer; Ondas Brancas, com realização de Inka Reichert, envolve os esforços de surfistas que lutam contra a contaminação do mar, quer pelo lixo quer pelos micro-plásticos; Rio Azul: Pode a Moda Salvar o Planeta?, da dupla David McIlvride e Roger Williams, atira-se à indústria da moda e ao impacto considerável que esta tem sobre o ambiente e a poluição das águas e rios. 

 

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Também serão mostrados, na competição de filmes em língua portuguesa, por exemplo, Moon Europa, de Nuno Escudeiro — que estreou no IndieLisboa 2017 —, filma o Árctico a e as poucas pessoas que lá vivem em invernos inóspitos; Belo Monte: Um Mundo Onde Tudo é Possível, de Alexandre Bouchet, que examina a construção e exploração da controversa barragem brasileira com o mesmo nome; Deriva Litoral, de Sofia Barata, que olha para os temporais do inverno de 2013 e 2014 e o seu impacto ao longo da costa portuguesa; ou Terra e Luz, um filme de ficção pós- apocalíptica do brasileiro Renné França, que é um filme ambiental e que passou no Fantasporto 2017. Entretanto, hoje já houve actividades para crianças com a belíssima longa de animação Song of the Sea, que esteve nos Óscares há dois anos e passou relativamente despercebido nas sessões comerciais. A abertura começa logo ao final da tarde, com a A Odisseia, de Jérôme Salle, o biopic que também esteve pouco tempo em cartaz, sobre o lendário explorador dos mares Jacques Cousteau."

 

Como programador, José Vieira Mendes teme efectuado um trabalho árduo em conseguir seleccionar e compor um programa de filmes e propostos para todos os públicos, porém condicionadas a uma só temática. "Os requisitos obviamente que tenham implícita uma mensagem, de preferência positiva com melhorar os nosso comportamento em relação ao ambiente, por outro lado também que coloquem questionamento e provoquem discussão sobre os grandes problemas ambientais". Obviamente nem tudo com motivações ecológicas possui a qualidade de integrar o Cine'Eco, nesse caso, segundo o programador, o que se procura é tudo aquilo que todos os festivais de cinema procuram "bons filmes, de preferência inéditos ou que não tenham tido a visibilidade que merecem tanto nos outros festivais como nas salas de cinema comerciais." 

 

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Desde 1995, que o festival existe e cresce sem interrupções, toda esta motivação vivente deriva sobretudo do "do empenho do Município de Seia, que suporta o festival quase na íntegra e faz dele um dos eventos âncoras do concelho. E por outro uma pequena equipa que vive literalmente o Cine’Eco Todo o Ano entre Seia e Lisboa — como é o caso do meu colega Mário Branquinho, Director do Cine’Eco e da Casa Municipal da Cultura de Seia, e meu caso como programador, que sou um senense adoptado, e vivo em Lisboa e outras pessoas da autarquia e colaboradores voluntários —  que procura estar atento (ou mesmo participar) ao mundo dos festivais de cinema de ambiente da GFN (e não só) procurando trazer os melhores filmes de ambiente, para apresentar no Cine’Eco".

 

Quanto ao crescimento, o Cine'Eco tem vindo "crescer um pouco à proporção das preocupações das pessoas em relação às questões ambientais, a sua mediatização e essa tal agenda político-ambiental. Assim para além das sessões competitivas e sessões especiais, o festival realiza várias actividades paralelas, onde as questões ambientais estão sempre presentes. A realização de uma grande conferência sobre questões ligadas ao ambiente e ao desenvolvimento, consta sempre da programação do festival, para a qual são convidadas figuras de referência e que envolve o público da região. O programa conta igualmente com exposições, workshop’s, concertos e outras iniciativas de e para a comunidade. As escolas são mobilizadas para as sessões do festival, mas o festival também vai aos estabelecimentos de ensino do concelho e da região."

 

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Mas existe um enorme perigo cultural e em Portugal o "afunilamento" de propostas deste género restringidas às grandes cidades como Lisboa e Porto, sobretudo exclusivamente transladadas para a capital. Em resposta a isso, o Cine'Eco possui "uma vasta rede de extensões por todo o país, como a que decorre ao longo do ano — Cine'Eco Todo o Ano! —, o que ajuda a ir ao encontro de um público mais vasto, possibilitando que os filmes e as suas mensagens circulem e cheguem a um número mais alargado de espectadores. Este ano, conseguimos uma nova parceria. O Cin'Eco será alargado aos 15 concelhos da Comunidade Intermunicipal das Beiras e da Serra da Estrela, composta por 250 mil habitantes, que constitui um novo contributo de aproximação à região." Das extensões, é ainda destacado "os Açores, outra região com um forte apelo à natureza e onde também é muito acarinhado pelo público."

 

Contudo, ao dito "afunilamento cultural" que atinge o país, José Vieira Mendes comenta: "Isso é normal que os festivais se centrem nas grandes capitais, pois é onde alcançam mais público, mais orçamento, mais mediatização e até mais patrocinadores e parceiros.  Fugimos à regra e conseguimos no Cine'Eco e em pleno interior do País, por exemplo um forte mobilização dos alunos do concelho e da região, numa perspectiva de sensibilização para as questões ambientais e na procura de criação de público para o cinema. Por outro, envolvemos várias personalidades do concelho na dinâmica do festival. Seja como elementos do júri, seja na mobilização e acompanhamento de grupos para as sessões de cinema. Este ano, foram designadas 27 pessoas da comunidade para apadrinharem as 9 longas-metragens internacionais, contribuindo para essa aproximação e um maior envolvimento da população de Seia e da região. 

 

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"O cinema de ambiente não é propriamente uma área para as grandes massas de público, mesmo que seja especializado. Por isso, o Cine'Eco tem feito o seu caminho, conquistado públicos e despertando consciências para as questões ambientais, embora se reconheça que o público seja ainda uma fragilidade do festival e onde ainda há muito trabalho a fazer mesmo a nível da componente de turístico ambiental, nacional e internacional, apesar de estar-mos integrados e ser-mos membros fundadores da Green Film Network, a rede de festivais de cinema de ambiente."

 

Provavelmente, 2017 tem sido o ano onde o aquecimento global apresentou-se mais como uma agenda politica, é nos recordado o caso de Donald Trump e a saída dos EUA do Tratado de Paris, e a sequela Uma Verdade Inconveniente [An Inconvenient Sequel: Truth to Power], que integra a programação do Cine'Eco. José Vieira Mendes esclarece até que ponto a ecologia é uma perspectiva politica e como o festival contorna / ou abraça essa mesma vertente: ao longo do seu percurso de mais de duas décadas, o Cine'Eco tem mesmo abraçado essa causa procurado ir de encontro ou acompanhar às grandes questões ambientais da actualidade ou da agenda político-ambiental mundial, dai este ano termos escolhido como inspiração o bestseller, Tudo Pode Mudar: Capitalismo vs. Clima, da Naomi Klein, bem como o documentário Uma Verdade (Mais) Inconveniente, do Al Gore, — que vai ter estreia nacional na quarta, dia 18 no Cine'Eco, em sessão especial — que chega na hora certa depois de facto o Presidente Donald Trump ter anunciado que ia se distanciar do Acordo de Paris do ano passado sobre o limite das emissões de carbono causadoras das mudanças climáticas.  Por outro lado, o CineEco vai de encontro às necessidades da comunidade local, através de vários mecanismos desencadeados, no quadro da dinâmica cultural e ambiental do município de Seia."

 

A 22ª edição do Cine'Eco vai decorrer até dia 21 de Outubro, na Casa Municipal da Cultura de Seia e no CISE – Centro de Interpretação da Serra da Estrela.

 

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publicado por Hugo Gomes às 11:41
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13.10.17

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Numa viagem, no seu sentido mais poético e elusivo, o que menos importa é o destino. São os trilhos, essas veias sanguinárias que nos transportam para uma experiência a mercê da vivência. E são as experiências que vão este segundo episódio do CLOSE-UP – Observatório de Cinema de Vila Nova de Famalicão.

 

De 14 a 21 de Outubro, a ocupar os mais diferentes espaços da Casa das Artes, e tendo como mira o sucesso da edição anterior, o CLOSE-UP apresentará mais de 40 sessões de cinema, workshops direccionados a escolas e famílias, uma produção própria (de Tânia Dinís) incluída no panorama no feminino de produção portuguesa, e a exposição fotográfica de André Príncipe (realizador de Campo de Flamingos, Sem Flamingos), intitulada de O Perfume de Boi, a ter lugar no foyer.

 

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O primeiro dia será marcado pelo filme-concerto de Man with a Movie Camera, de Dziga Vertov, devidamente sonorizado pelos Sensible Soccers (encomenda do CLOSE-UP). O gosto da melodia pop do grupo a tentar provar cadência para com uma das obras mais influenciáveis da História do Cinema.

 

Como qualquer viagem, digna do seu nome, o CLOSE-UP será dividido por diferentes etapas (secções) que nos acompanharão ao longo destes sete dias de pura reflexão cinematográfica. O Tempo de Viagem revela-nos uma metáfora sobre a maturação, o crescimento induzido por esses caminhos dados a lugares incertos. Andrei Tarkovsky é a "rock star" desta secção com Nostalghia [ler critica], a sua "aventura" em Itália. O existencialismo procurado por um poeta russo em terras toscanas e romanas funciona como um sacrifício que nos guia quase em modo retrospectivo e introspectivo ao cinema do seu cineasta. Wim Wenders é outro importante signo deste mesmo espaço, não fosse ele um dos grandes "caminhantes" do road movie.

 

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Em "Fantasia Lusitana" esperam-nos quatro longas-metragens portuguesas em oposição a um programa de nove curtas, incluindo uma sessão dedicada a Tânia Ribeiro com a estreia de Armindo e a Câmara Escura. No lote nacional, destacamos principalmente as exibições da mais recente longa de Salomé LamasEl Dorado XXI, e de Luciana FinaO Terceiro Andar

 

Vinda da nova vanguarda soviética, a cicerone Larissa Shepitko e Eleem Klimov serão figuras relembradas nesta edição de Histórias de Cinema. Mas não serão as únicas. A partilhar o espaço está a dupla Peter Handke e Wim Wenders com Die linkshändige Frau e o sempre poético Wings of Desire, bem como David Lynch, indiscutivelmente o realizador do ano, nem que seja pelo reavivar da série Twin Peaks que tanto deu que falar, no Observatório, representado pelo spin-off cinematográfico, Fire Walk with Me.

 

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O resto da programação será constituído por sessões direccionadas para escolas e família, e ainda Infância & Juventude, que como o nome indica será um olhar comig-to-age; desse crescimento que por si deverá ser visto como uma viagem. E que melhor filme para transpor essas duas jornadas alusivamente interligadas que American Honey de Andrea Arnold [ler critica]? Claro que nem todas viagens são felizes e a juventude pode ser inconstante, inconsequente e até inconcebível, como o caso de The Tribe, de Myroslav Slaboshpytskyi, filme que, infelizmente, chegara demasiado tarde ao circuito comercial português, tendo em conta o seu historial de controversas passagens em festivais por esse Mundo fora. Nesta secção destacamos ainda o clássico de Victor Erice, El Espíritu de la Colmena.

 

A música e o cinema vão se fundir para criar um encerramento memorável, assim promete esta 2ª edição do CLOSE-UP, com três curtas de Reinaldo Ferreira, ou Reporter X + Dead Combo. A proposta parece indigesta, incompatível e sobretudo experimental, mas o cinema é um experimento que transformou-se, como se pode verificar, na mais complexa das experiências. A viagem está marcada. 

 

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publicado por Hugo Gomes às 20:36
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12.10.17

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Arranca já amanhã, a segunda edição do TRAÇA - Mostra de Filmes de Arquivos Familiares, organizado pelo Arquivo Municipal de Lisboa, Videoteca e, este ano, em colaboração com o Alkantara. A mostra que inaugurou-se em 2015, sofreu com uma interrupção, essa, que lhe garantirá mais força nesta “revanche” marcada de 13 a 15 de outubro, no Bairro da Madragoa. A entrada é livre, tendo em conta os lugares disponíveis.

 

Serão três dias recheados de conversas, performances, encontros e percursos com moradores e projeções de filmes amadores do resistentes de Madragoa, assim como da restante cidade. As sessões de cinema serão comentadas pelos seus autores e outros convidados.

 

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Nesta segunda edição, e sob o contexto da recente colaboração com a Alkantara, TRAÇA serão principalmente estruturado através da relação entre performance e o cinema, tendo como foco o cinema amador e familiar. O programa contará com performances originais que Alex Cassal, Isabel Abreu, Jorge Silva Melo & Miguel Aguiar, Raquel André, Sofia Dias & Vítor Roriz, Sofia Dinger conceberam a partir de um extenso património de filmes de família. Através disto, será discutido a importância da memória como catarse da criação deste cinema profundamente afetivo, inexperiente, mas sobretudo instintivo. Tudo isto em conformidade com os objetivos da TRAÇA, a construção de uma história profunda da cidade sob os alicerces das imagens e memórias privadas dos seus habitantes.

 

Distribuído por diversos espaços da Madragoa, o programa realiza-se nos seguintes locais: Regimento de Sapadores de Bombeiros, Cossoul, Centro Comunitário da Madragoa, Esperança Atlético Clube, Museu da Marioneta, Instituto Hidrográfico, Vendedores de Jornais Futebol Clube, Espaço Alkantara, Torrefação Flor da Selva, Palácio do Machadinho e Lavadouro das Francesinhas.

 

Para mais informações, ver aqui

 

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publicado por Hugo Gomes às 10:49
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20.9.17

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"Cinema inteligente não despreza o público, pelo contrário, o cinema inteligente não padroniza o público", responde Cíntia Gil às "acusações" de pedantismo do Doclisboa, festival que comemora a sua 15ª edição, apresentando mais de 231 filmes em 217 sessões. Segundo a directora, o festival tem cada vez mais apostado em "inspirações" para o público, filmes que dialogam com este e que o leva a reflectir sobre o Mundo que o rodeia.

 

Quanto às novidades do Doclisboa'17, a mostra de documentários da capital irá apresentar uma das maiores competições nacionais da sua História, isto para além da selecção portuguesa, correspondendo a mais 44 filmes, dispersos em diferentes secções. Entre eles, a destacar o Diário das Beiras, de João Canijo e Anabela Moreira, "uma espécie de segunda parte" de Portugal - Um Dia de Cada vez, que estreou na edição de 2015; a curta António e Catarina, de Cristina Hanes, vencedora de um prémio em Locarno; e o novo filme de Inês Oliveira, Vira Chudnenko.

 

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A secção Riscos terá um “programa especial muito ligado a Sharon Lockhart”, a artista norte-americana que estará presente em Lisboa para apresentar o seu filme, Rudzienko, e uma exposição no Museu Berardo, a decorrer entre o dia 10 de Outubro e 14 de Janeiro. Um projecto inspirado na vida e obra do pediatra polaco Janusz Korczak, tendo como temática os direitos das crianças. Dentro do espaço Riscos ainda teremos um olhar sobre Barbara Virgínia, a enigmática realizadora portuguesa que ficou eternizada por ter sido a primeira mulher a dirigir uma longa-metragem sonora nacional (Três Dias Sem Deus, 1945). O Doclisboa irá exibir as "imagens sobreviventes" desse filme perdido, a sua curta Aldeia dos Rapazes (1946) e o documentário de Luísa Sequeira em sua homenagem. Destaque ainda para a cópia restaurada de Grandeur et décadence d'un petit commerce de cinéma, de Jean-Luc Godard (1986), e a comemoração dos 20 anos de Gummo, de Harmony Korine.

 

Enquanto isso, a HeartBeat continua como uma referência no Festival, consolidando o documentário com música e outras artes. Este ano, promove-se um dissecar à eterna figura de Cary Grant em Becoming Cary Grant, de Mark Kidel, a viagem do grupo musical de Abel Ferrara em Alive in France, a coroação a Marianne Faithfull (Faithfull, Sandrine Bonnaire) e Whitney Houston (Whitney: 'Can I be Me'), e o português Os Cantadores de Paris, de Tiago Pereira.

 

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Recordamos que o 15º Doclisboa - Festival Internacional de Cinema decorrerá de 19 a 29 de Outubro. A juntar ainda temos a retrospectiva de Věra Chytilová, a "primeira-dama" do cinema checo, e do ciclo Uma outra América - o singular cinema do Quebec. Wang Bing contará com dupla presença na secção Da Terra à Lua, ao lado dos novos de Wiseman, Poitras e Lanzmann. O filme Ramiro, de Manuel Mozos, terá as honras de abrir a mostra, enquanto que Era uma vez Brasília, de Adirley Queirós, será o filme de encerramento do festival.

 

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13.9.17

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Como antecipação do 15ª edição do Doclisboa, a organização revelou parte da sua programação, principalmente a secção Da Terra à Lua, descrita pela directora do festival, Cintia Gil, como uma espécie de "cápsula do tempo".

 

Neste espaço estarão reunidos alguns dos documentaristas mais prestigiados da actualidade, que trazem novos filmes, novas apostas, novas abordagens ao mundo em que vivemos. Entre eles, Frederick Wiseman com Ex Libris - The New York Public Library; o lendário Claude Lanzmann com Napalm (apresentado no último Festival de Cannes); e o próspero Wang Bing com duas obras, Bitter Money (que se encontrou no Festival de Veneza de 2016) e Mrs. Fang (filme vencedor do Leopardo de Ouro do último Festival de Locarno), por fim, Laura Poitras, a vencedora do Óscar de Melhor Documentário por Citizenfour, regressa com Risk.

 

Recordamos que o 15º Doclisboa - Festival Internacional de Cinema decorrerá de 19 a 29 de outubro, tendo como principais destaques uma retrospectiva de Věra Chytilová, a "primeira-dama" do cinema checo, e do ciclo Uma outra América - o singular cinema do Quebec. O filme Ramiro, de Manuel Mozos, terá as honras de abrir a mostra, enquanto que Era uma vez Brasília, de Adirley Queirós, será o filme de encerramento do festival. A artista plástica norte-americana Sharon Lockhart estará presente para integrar a secção Passagens, a decorrer no Museu Colecção Berardo.

 

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publicado por Hugo Gomes às 14:11
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11.9.17

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O thriller Cold Hell é o vencedor da 2ª Competição Europeia de Longas-Metragens do MOTELx. Com a conquista do Prémio Melhor Longa Europeia/Méliès d’Argent, o filme de Stefan Ruzowitzky (conhecido por obras como Anatomy e o vencedor ao Óscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira, The Counterfeiters), fica, desde já, nomeado para o Prémio Méliès d’Or.

 

A representar também o MOTELx estará Thursday Night, a curta-metragem de Gonçalo Almeida, consagrado na sua categoria, arrecadando assim os cinco mil euros de prémio. O júri composto pela atriz Maria João Bastos, o músico Carlão e o realizador Can Evrenol decidiu atribuir o prémio, descrevendo-o como “um filme que nos marcou muito, que consideramos único e que certamente ficará na nossa memória”. A curta Depois do Silêncio, de Guilherme Daniel, recebe uma menção especial.

 

O 11º MOTELx decorreu em Lisboa do dia 5 a 10 de Setembro, apresentando como principal destaque o cinema de terror latino e as visitas de Roger Corman e Alejandro Jodorowsky. O muito esperado IT, de Andy Muschietti, teve as honras de encerrar o festival.

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:39
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10.9.17

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Guillermo Del Toro triunfa em Veneza. O seu The Shape of Water, uma fábula fantástica sobre uma empregada de limpezas que depara-se com uma criatura nunca vista, é consagrado com o Prémio Máximo do Certame, o Leão de Ouro. Destaques para Foxtrot, de Samuel Maoz, o realizador do anterior Líbano, vence o Grande Prémio de Júri, e Charlotte Rampling é laureada com o prémio de interpretação feminina por Hannah, do italiano Andrea Pallaoro.

 

COMPETIÇÃO OFICIAL

Leão de Ouro: The Shape of Water, de Guillermo del Toro

Grande Prémio do Júri: Foxtrot, de Samuel Maoz

Prémio Especial do Júri: Sweet Country, de Warwick Thornton

Leão de Prata (Realizador): Xavier Legrand, Jusqu'à La Garde

Coppa Volpi (Actor): Kamel El Basha, The Insult

Coppa Volpi (Actriz): Charlotte Rampling, Hannah

Argumento: Martin McDonagh, Three Billboards Outside Ebbing, Missouri

Prémio Marcello Mastroianni - Jovem Intérprete: Charlie Plummer, Lean On Pete

 

SECÇÃO ORIZZONTI

Filme: Nico, 1988, de Susanna Nicchiarelli

Realizador: Vahid Jalilvand, No Date, No Signature

Prémio Especial do Júri: Caniba, de Lucien Castaing-Taylor e Verena Paravel

Actor: Navid Mohammadzadeh, No Date, No Signature

Actriz: Lyna Khoudri, Les Bienheureux

Argumento: Los Versos Del Olvido, de Alireza Khatami

Curta-Metragem: Gros Chagrin, de Céline Devaux

Leão do Futuro: Jusqu’à La Garde, de Xavier Legrand

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:20
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8.9.17

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Mother!, o mais recente filme de Darren Aronosfsky (Black Swan, The Wrestler) foi aplaudido e vaiado durante a sua apresentação no Festival de Veneza, o qual encontra-se em Competição. O realizador tem demonstrado agradado pelas dispares reacções envolto ao seu novo trabalho, sendo o seu intuito que mother! não deixe ninguém indiferente, e como tal, segundo algumas entrevistas dadas, tudo fez para chocar as audiências. Um desses choques voluntários encontra-se na diferença de idades do casal, Jennifer Lawrence com 27 anos e Javier Bardem com 48. À Digital Spy, Aronofsky referiu:

 

"Após escolher a Jennifer, comecei a pensar quem iria contracenar com ela, e que de forma poderia sobressair, quem seria este homem mais velho. Tenho conhecimento que existe uma forte crítica em relação a Hollywood juntar velhas estrelas com jovens ingénuas, mas este filme é sobre isso, portanto encaramos de ‘caras’, não é propriamente aproveitarmos disso. Originalmente, a personagem do Javier iria ser chamada de 'o seu velho' ['Her old man'] – e seria um homem numa cadeira de rodas. Mas isso não era muito sexy, portanto tivemos que arranjar outra coisa. E depois a possibilidade do Javier interpretar esta figura paternal mais velha era verdadeiramente emocionante. A escolha começou com a Jennifer, mas depois do argumento estar concluído".

 

O realizador revelou ainda que não escreveu o argumento a pensar em Lawrence, apesar do papel ser à sua medida e de ser a sua actual namorada.

 

Mother! (Mãe!) tem estreia prevista para dia 21 de Setembro nos cinemas portugueses.

 


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publicado por Hugo Gomes às 01:43
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4.9.17

Os segredos que a Cal esconde, Luciana Cabral e Lu

Arranca hoje o 20º Festival Brasileiro de Cinema Universitário (FBCU). A cidade de Rio de Janeiro e Niterói recebe até dia 10 de Setembro, uma mostra de curtas-metragens de estudantes de universidades e de escolas de Cinema de todo o Brasil.

 

É um importante evento que para além de realçar e revelar as futuras novas gerações de cineastas do país, tende também em incentivar a produção cinematográfica no Brasil, em confronto com a actualidade cultural que se vive (recordamos que em 2016 a edição foi interrompida face a tais conturbações). “Actualmente no Brasil, um festival de cinema chegar à vigésima edição é motivo de comemoração. E é bom lembrar que este ano tudo está sendo realizado como um verdadeiro ato de resistência”, afirma Aleques Eiterer, um dos coordenadores da FBCU.

 

O público poderá nesta 20ª mostra mais de 81 filmes, concorrendo para várias secções competitivas. Este ano, o festival terá a Sessão Acessível e a Mostra Cineclube nas Escolas, com produções de alunos da rede municipal do Rio.

 

Para mais informação, ver aqui

 

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publicado por Hugo Gomes às 13:42
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Fica o desafio, será que existe actor tão familiar no Cinema Português que Luís Miguel Cintra? É com base nessa “familiaridade”, que a Cinemateca Portuguesa dedica um ciclo em homenagem a uma das caras, corpo e voz, mais presentes da nossa cinematografia, o predileto de muitos cineastas como Manoel de Oliveira ou Paulo Rocha, assim como do teatro, tão vincando na fundação da Cornucópia. Ciclo, esse, que arrancará já nesta segunda-feira (04/09) com as suas colaborações com João César Monteiro (Quem Espera por Sapatos de Defunto Morre Descalço) e com Solveig Nordlund (Nem Pássaro Nem Peixe), que serão projetados numa única sessão, a ter inicio às 21h30 na Sala M. Félix Ribeiro.

 

Um “aperitivo” para um tributo que se prolongará neste mês de Setembro, com sessões dedicadas à sua filmografia, passando pelo seu trabalho no cinema nacional, assim como internacional (The Dancer Upstairs de John Malkovich). Para além destes, a Cinemateca dará Carta Branca ao actor para escolher alguns dos filmes que mais influenciaram o seu percurso como artista, entre os quais destaca-se The Birds de Alfred Hitchcock, o Acto da Primavera de Manoel de Oliveira, e The Immortal Story de Orson Welles.

 

Mais informações, ver aqui.

 

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publicado por Hugo Gomes às 01:51
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Arranca hoje o 4º Ciclo Topografias Imaginárias, um programa de cinema ao ar livre e visionamentos comentados sob o tema "Lisboa, cidade do Sul".

 

Organizado pelo Arquivo Municipal de Lisboa - Videoteca e, sendo este ano, integrado no Passado e Presente - Lisboa, Capital Ibero-Americana de Cultura 2017, Topografias Imaginárias irá se realizar nos primeiros dois fins-de-semana de Setembro (dias 1, 2, 3, 8, 9 e 10), num percurso de seis paragens em locais menos óbvios da capital (Ponte Vasco da Gama, o Museu da Carris, a Quinta do Alto, em Alvalade, o Vale Fundão, em Marvila, o Miradouro de Santo Amaro e o Teatro de Carnide).

 

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Aí, serão exibidos mais de onze filmes, interligados por uma experiência sensorial por uma outra Lisboa, aquela cidade longe dos olhos dos turistas e dos postais de visita, e unificado pelo Cinema. O público será guiado por alguns dos próprios realizadores dos filmes inseridos,  de José Filipe Costa, Salomé Lamas e Dominga Sottomayor, passado também por investigadores, críticos e historiadores (como Eduardo Victorio Morettin, João Mário Grilo, Tiago Baptista, Olivier Hadouchi, Maria do Carmo Piçarra, entre outros). No programa serão vistos e revistos excertos dos filmes, que em conformidade com os comentários exercidos prepararão o público para uma viagem onde é possível imaginar e topografar o Sul, sendo mais tarde devidamente explorado nas sessões de cinema ao ar livre. A entrada é livre e o transporte gratuito.

 

Entre os filmes podemos contar com El Dorado XXI de Salomé Lamas, O Caso J. de José Filipe Costa, O Outro País de Sérgio Tréfaut, Zéfiro de José Álvaro de Morais, e ainda os clássicos La illusión viaja en tranvia de Luís Buñuel e O Descobrimento do Brasil de Humberto Mauro.

 

A programação completa e mais informações podem ser consultadas aqui e aqui.

 

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publicado por Hugo Gomes às 12:15
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30.8.17

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Está tudo de olhos postos em Veneza. O festival de cinema mais antigo do Mundo comemora a sua 74ª edição com uma programação mediática e, como já parece ser tradição, com “palpites” para alguns dos candidatos aos Óscares de 2018. Depois de Cannes ter falhado na sua seleção norte-americana que segundo as más línguas se deveu ao facto de Thierry Frémaux, o delegado-geral, ter estado demasiado envolvido na promoção do seu livro do que supostamente na procura destes filmes, cujo os olheiros de Veneza não deixaram que se tivessem perdido. Resultado, Alexander Payne, George Clooney, Darren Aronofsky, Paul Schrader e Guillermo Del Toro, serão os braços fortes de Hollywood a competir pelo cobiçado Leão de Ouro.

 

Mas a tarefa não será fácil para os americanos, muito se espera das novas produções de Abdellatif Kechiche, que após ter falhado Cannes promete ser um “osso duro de roer” no certame veneziano, o nipónico do momento Koreada Hirakazu, e os conterrâneos Paolo Virzi, Sebastiano Risio e os irmãos Manetto. Salienta-se também a curiosidade em torno do documentário do artista plástico e ativista Ai Weiwei, Human Flow, sobre a crise dos refugiados, tema que costuma vingar neste tipo de Festivais.

 

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Apesar de não existir nenhuma produção portuguesa nas principais secções, teremos uma promissora presença, a do o director de fotografia Rui Poças que se encontra envolvido na cinematografia de Zama, a mais recente longa-metragem de Lucrecia Martel, uma adaptação da novela histórica de Antonio Di Benedetto em Fora de Competição.

 

Um dos destaques desta 74ª programação é a entrega do Leão de Carreira para os actores Robert Redford e Jane Fonda, algumas das mais icónicas faces da Nova Hollywood. A entrega decorrerá no dia 1 de Setembro, depois da exibição de Our Souls at Night, do realizador indiano Ritesh Batra (A Lancheira), um filme original da Netflix que se encontra presente Fora de Competição. Protagonizado pela dupla em questão, a obra remete-nos a dois viúvos que conviveram como vizinhos durante anos, assombrados pelas suas escolhas do passado e unidos pela compaixão mutua.

 

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Apesar do clima festivo, a celebração do cinema, quer das mais recentes apostas contemporâneas, quer das ligações com o passado (a projecção de cópias restauradas de filmes de Godard, Mizoguchi, Antonioni, Whale, Klimov, Landis, entre outros), o Festival de Veneza encontra-se assombrado pelo fantasma do terrorismo. De forma a prevenir qualquer desses cenários, o festival deste anos reforçou a sua segurança, com uma aumento significativo de 30% de agentes da autoridade, vários deles à paisana, câmaras, assim como novas medidas de segurança e de prevenção.

 

O 74º Festival de Veneza arranca hoje prolongando até 9 de Setembro.

 

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publicado por Hugo Gomes às 11:49
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17.8.17

 

Entre ontem e hoje, já não me recordo ao certo a data, saiu um artigo em que apontava os "millennials" como seres cada vez menos interessados no património cinematográfico, ou seja, nos clássicos, tudo o que é abaixo dos anos 80 (e com restrições). Hoje, no visionamento de imprensa, dei por mim a pensar na perda dessa herança, na cada vez mais homogénea forma de ver cinema ... ou a falta dele. Pior, sinto que de certa forma, existe alguma culpa no cartório em muita imprensa que perpetua essa mesma falta. Hoje chegam duas cópias restauradas de dois clássicos de Jacques Demy, um dos homens esquecidos por esta cinefilia que deve sobretudo ser falada pelas gerações mais novas ... gerações essas que correm aos milhares para ver a mais recente adição da Marvel ou da comédia romântica do costume. Sim, o artigo deixou-me triste, inconsolado, o Cinema não morreu como dizem os pessimista, mas a sua herança parece cada vez mais decadente.

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:36
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11.8.17

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Obrigado The Dark Tower por nos mostrar o quanto silly season é o mês de Agosto.

 

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publicado por Hugo Gomes às 13:13
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5.8.17

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Há 55 anos atrás neste mesmo dia, deixou-nos uma das estrelas mais cintilantes de Hollywood ... hoje, um ícone inimaginável da Sétima Arte. A única Marilyn Monroe

 

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publicado por Hugo Gomes às 12:24
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A Fábrica do Nada [ler crítica], a premiada quarta longa-metragem de Pedro Pinho, vai chegar aos cinemas portugueses a partir do dia 21 de Setembro, em salas ainda por anunciar.

 

Descrito como uma experimentação sociopolítica, A Fábrica do Nada "vampiriza" factos verídicos, a auto-sustentação da Fabrica de elevadores Otis, em conformidade com uma ideia de Jorge Silva Melo e da homónima peça de teatro de Judith Herzberg, para nos trazer um ensaio docuficção sobre a dignidade proletária e o aproveito politico das situações de austeridade.

 

O filme de Pedro Pinho venceu no Festiva de Munique o prémio de Melhor Novo Filme, e ainda o Prémio da Crítica FIPRESCI no Festival de Cannes, o qual teve inserido na secção paralela, A Semana da Crítica.

 

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publicado por Hugo Gomes às 12:06
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2.8.17

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Em 20 anos o Mundo tornou-se mais psicótico que Norman Bates. Em plena década de 80, os anos que se definiriam como a expansão do "slasher movie", uma impensável sequela de Psycho iria tornar-se numa espécie de contra-natura. Acompanhamos um reabilitado psicopata ainda sob a mercê dos seus devaneios de violência, mas ao contrário de outros congéneres, o espectador não deseja ser cúmplice dos seus actos, "reza" sobretudo que o nosso antagonista afaste-se dessa sua mais tormenta tentação. (Psycho II, 1983)

 

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publicado por Hugo Gomes às 22:03
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31.7.17

 

 

Ao som de Miles Davis, vos trago Jeanne Moreau em plena busca em «Ascenseur pour l'échafaud» (Louis Malle, 1958). Até porque no Cinema não há obituários, há sim, imortalizações. Obrigado por tudo Jeanne Moreau.

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:33
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27.7.17

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VENICE FILM FESTIVAL — IN COMPETITION

“Human Flow,” Ai Weiwei (Germany, U.S.)

“mother!”, Darren Aronofsky (U.S.)

“Suburbicon,” George Clooney (U.S.)

“The Shape Of Water,” Guillermo Del Toro (U.S.)

“L’Insulte,” Ziad Doueiri (France, Lebanon)

“La Villa,” Robert Guediguian (France)

“Lean on Pete,” Andrew Haigh (U.K.)

“Mektoub, My Love: Canto Uno,” Abdellatif Kechiche (France)

“The Third Murder,” Koreada Hirkazu (Japan)

“Jusqu’a La Garde,” Xavier Legrand (France)

“Amore e Malavita,” Manetto Bros. (Italy)

“Three Billboards Outside Ebbing, Missouri” (U.K.)

“Hannah,” Andrea Pallaoro (Italy, Belgium, France)

“Downsizing,” Alexander Payne (U.S.)

“Angels Wear White,” Vivian Qu (China, France)

“Una Famiglia,” Sebastiano Risio (Italy)

“First Reformed,” Paul Schrader (U.S.)

“Sweet Country,” Warwick Thornton (Australia)

“The Leisure Seeker,” Paolo Virzì (Italy)

“Ex Libris – The New York Public Library, Frederick Wiseman (U.S.)



OUT OF COMPETITION

Special Events

“Casa D’Altri,” Gianni Amelio (Italy)

“Michael Jackson’s ‘Thriller’ 3D,” John Landis (U.S)

“Making of Michael Jackson’s ‘Thriller,'” Jerry Kramer (U.S.)



FICTION

“Our Souls at Night,” Ritesh Batra (U.S.)

“Il Signor Rotopeter,” Antonietta De Lillo (Italy)

“Victoria and Abdul,” Stephen Frears (U.K.)

“La Melodie,” Rachid Hami (France)

“Outrage Coda,” Takeshi Kitano (Japan)

“Loving Pablo,” Fernando Leon De Aranoa (Spain)

“Zama,” Lucrecia Martel (Argentina, Brazil)

“Wormwood,” Errol Morris (U.S.)

“Diva!”, Francesco Patierno (Italy)

“La Fidele,” Michael R. Roskam (Belgium, France, Netherlands)

“The Private Life of a Modern Woman,” James Toback (U.S.)

“Brawl in Cell Block 99,” S. Craig Zahler (U.S.)



NON-FICTION

“Cuba and the Cameraman,” Jon Albert (U.S.)

“My Generation,” David Batty (U.K)

“The Devil and Father Amorth,” William Friedkin (U.S.)

“This Is Congo,” Daniel McCabe (Congo)

“Ryuichi Sakamoto: Coda,” Stephen Nomura Schible (U.S., Japan)

“Jim & Andy: The Great Beyond. The Story of Jim Carrey, Andy Kaufman, and Tony Clifton,” Chris Smith (U.S.)

“Happy Winter,” Giovanni Totaro (Italy)



HORIZONS

“Disappearance,” Ali Asgari (Iran, Qatar)

“Especes Menaces,” Gilles Bourdos (France, Belgium)

“The Rape of Recy Taylor,” Nancy Buirski (U.S.)

“Caniba,” Lucian Castaing-Taylor, Verena Paravel (France)

“Les Bienheureux,” Sofia Djama (France, Belgium)

“Marvin,” Anne Fontaine (France)

“Invisibile,” Pablo Giorgelli (Argentina, Brazil, Uruguay, Germany)

“Brutti e Cattivi,” Cosimo Gomez (Italy, France)

“The Cousin,” Tzahi Grad (Israel)

“Reparer les vivants,” Katell Quillevere (France, Belgium)

“The Testament,” Amichai Greenberg (Israel, Austria)

“No Date, No Signature,” Vahid Jalilvand (Iran)

“Los Versos Del Olvido,” Alireza Khatami (France, Germany, Netherlands, Chile)

“Nico, 1988,” Susanna Nicchiarelli (Italy)

“Krieg,” Rick Ostermann, Barbara Auer (Germany)

“West of Sunshine,” Jason Raftopoulos (Australia)

“Gotta Cenerentola,” Alessandro Rak, Ivan Cappiello, Marino Guarnieri, Dario Sansone (Italy)

“Under The Tree,” Hafsteinn Gunnar Sigurdsson (Iceland, Denmark, Poland, Germany)

“La Vita in Comune,” Edoardo Winspeare (Italy)



CINEMA IN THE GARDEN

“Manuel,” Dario Albertini (Italy)

“Controfigura,” Ra Di Martino (Italy, France, Morocco, Switzerland)

“Woodstock,” Kate Mulleavy, Laura Mulleavy (U.S.)

“Nato A Casal Di Principe,” Bruno Oliviero (Italy, Spain)

“Suburra — The Series,” Michele Placido, Andrea Molaioli, Giuseppe Capotondi (Italy)

“Tuers,” Francois Truokens, Jean-Francois Hensgens (Belgium, France)



VENICE VIRTUAL REALITY

“Melita,” Nicolas Alcala (U.S.)

“La Camera Insabbiata,” Laurie Anderson, Huang Sin-Chien (U.S.)

“The Last Goodbye,” Gabo Arora (U.S.)

“My Name Is Peter Stillman,” Lysander Ashton, Leo Warner (U.K.)

“Alice, The Virtual Reality Play,” Mathias Chelebourg (France)

“Arden’s Wake Expanded,” Eugene YK Chung (U.S.)

“Greenland Melting,” Nonny De La Pena (U.S.)

“Bloodless,” Gina Kim (U.S.)

“Nothing Happens,” Uri Kranot, Michelle Kranot (Denmark, France)

“The Dream Collector,” Mi Li (China)

“Snatch VR Heist Experience,” Rafael Pavon, Nicolas Alcala (U.S.)

“Nefertiti,” Richard Mills, Kim-Leigh Pontin (U.K.)

“Proxima,” Mathieu Pradat (France)

“In The Pictures,” Qing Shao (China)

“Dispatch,” Edward Robles (U.S., U.K.)

“The Argos File,” Josema Roig (U.S.)

“Gomorra VR – We Own The Streets,” Enrico Roast (Italy)

“Draw Me Close, Chapters 1-2,” Jordan Tannahill (Canada, U.K.)

“The Deserted,” Tsai Ming-Liang (Taiwan)

“I Saw The Future,” Francois Vautier (France)

“Separate Silences,” David Wedel (Denmark)

“Free Whale,” Zhang Peibin (China)

 

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 21:45
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26.7.17

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O Porto Femme Sessions regressa hoje (26/07) ao espaço de intervenção cultural - Maus Hábitos - no Porto, para a sua segunda sessão de cinema no feminino. Esta iniciativa acontece a cada última quarta-feira do mês, tendo como objetivo apresentar ao público perspetivas pouco habituais na arte cinematográfica, visto por muitos como um ofício masculino, sendo que o Porto Femme Sessions pretende contrariar esse senso comum, expondo as suas produções e as dificuldades das mesmas.

 

Enquanto que a primeira sessão se dedicou ao cinema iraniano, a essa resistência não só perante à industria sexista e profundamente tradicional, mas como também à sociedade intolerável proeminente de desigualdades sociais e de género, este segundo tomo focará a animação portuguesa, um programa composto por 6 curtas-metragens de 7 realizadoras.  Serão apresentados os seguintes filmes: “A Gruta de Darwin” de Joana Toste, “Foi o fio” de Patrícia Figueiredo, “Prisioneiros” de Margarida Madeira, “Pronto, era assim” de Joana Nogueira e Patrícia Rodrigues, “Sendas” de Raquel Felgueiras e “Within” de Natália A. Andrade. O Porto Femme Sessions contará ainda com a presença de Margarida Madeira, Joana Nogueira e Patrícia Rodrigues para falarem sobre os seus respetivos filmes e ainda conduzirão um debate cuja temática centra na produção de cinema no feminino.

 

A iniciativa Porto Femme Sessions nasceu em 2016 através da organização da XX Element ProjectAssociação Cultural, sessões tem parceria com o Maus Hábitos e contam e apoio do IPDJ.

 

Para mais informação, ver aqui.

 

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publicado por Hugo Gomes às 12:53
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