Data
Título
Take
21.2.12

Assassinos de segunda!

 

Richard Gere esteve ligado a policiais de grande êxito como The Jackal (Michael Caton-Jones, 1997), ao lado de Bruce Willis e Primal Fear (Gregory Hoblit, 1996) com Edward Norton, contudo nos dias de hoje parece estar reduzido a um dito catálogo de produções inferiores, ou por outras palavras como se pode descrever este The Double, fitas domingueiras. O Espião Fantasma, titulo traduzido, é a história de um agente da CIA que persegue um assassino da antiga União Soviética que dá sinais de vida após anos de desaparecimento. No centro da intriga temos assim um Richard Gere a desempenhar uma dualidade enferrujada, enquanto o seu parceiro, Topher Grace, se complemente sem química alguma com a história envolto.

 

 

Dirigido por Michael Brandt, sua estreia como realizador sendo que desempenhou trabalhos como argumentista em fitas como Wanted e 3:10 to Yuma, revela demasiado sendo os seus twists, o que poderia funcionar nesta historia revista e mais que vista um trunfo, porém conduzindo para que a previsibilidade se transforma em aborrecimento onde as surpresas dissipam onde deveriam surgir.

 

 

O resultado da antecipação é um final mal explicado e rebuscado para com a narrativa. Gere torna-se assim na única personagem de interesse face a um catalogo descartável de mesmas. Sem muito para dizer, The Double conta ainda com as prestações de Martin Sheen e Odette Yustman. Domingo á tarde é o seu destino!

 

Real.: Michael Brandt / Int.: Richard Gere, Topher Grace, Martin Sheen, Odette Yustman

 

 

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:25
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5.2.12

De novo os confrontos entre imortais …

 

Kate Beckinsale volta a vestir o seu longo fato de cabedal, coloca as suas chamativas lentes azuis e muita maquilhagem para novamente protagonizar um novo capítulo da série Underworld. A fasquia iniciada em 2003 pelas mãos do seu actual marido, Len Wiseman conseguiu render 100 milhões de dólares em bilheteiras de todo o mundo mas ficou notável pelo seu êxito em vendas de cópias de DVDs. Desta feita a obra acaba de cair nas mãos da dupla sueca Mans Marlind e Bjorn Stein, que após terem trabalhado com Julianne Moore no thriller de terror, Shelter (2010), decidem confrontar-se com a guerra entre vampiros e lobisomens que dura há 9 anos em 4 filmes (ao contrario destes que narram que o conflito tem séculos de existência), dando um pouco de proveito da febre das criaturas sanguinárias (lideradas pela nova vaga de Twilight) e da tecnologia 3D.

 

 

Underworld – Awakening tem tudo o que esperávamos de um anti-óscares, digo isto pela época da sua estreia nas salas de cinema em confronto directo com premiadas e prestigiadas obras de ficção. A fita é leve, sem grandes cargas dramáticas, mesmo que aqui a personagem de Beckinsale perde as suas ligações com a fria mulher de armas do original de 2003, dando lugar a umas quantas cenas bacocas e diálogos deslocados e rebuscados. A narrativa empresta-se aos efeitos visuais e o argumento dissolva-se por entre personagens secundárias e outras sem propósitos e pela decepção do desfecho, que não apenas oferece meios para continuações mas como é inenarrável.

 

 

Longe da surpresa do original de 2003, que servia como certa homenagem aos efeitos visuais práticos (para além de ser um dos meus guilty pleasures) ou pelo esforço trazido na segunda e terceira estância, Awakening é talvez o pior de toda a saga do momento, mas vale pelo regresso da actriz principal e pelo visual que continua ao nível dos anteriores. Todavia é uma sequela sem muito para dizer, aliás falta-lhe interesse na sua intriga, o qual tenta puxar demasiado a corda que poderia apenas ter ficado por uma trilogia. Conta-se ainda com as prestações apagadas de Charles Dance, Stephen Rea e Michael Ealy.

 

Real.: Mans Marlind, Bjorn Stein / Int.: Kate Beckinsale, Scott Speedman, Charles Dance, Stephen Rea, Michael Ealy

 

 

Ver Também

Underworld (2003)

Underworld – Evolution (2005)

Underworld - Rise of the Lycans (2008)

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 01:47
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3.2.12

Cage de novo em Nova Orleães!

 

Depois de sua mulher ser assaltada e agredida, cegado pela raiva e sede de vingança, Will Gerard (Nicolas Cage) alia-se a um grupo de vigilantes para cometer retaliação. O problema é que depois deste acto, Will fica em divida para com esta obscura organização, e um favor é pedido em troca, porém o nosso herói recusa faze-lo e é perseguido por aqueles que um dia o protegeram.

 

 

Seeking Justice do competente Roger Donaldson (The Bank Job, Italian Job) parece ser o seu pior filme, trata-se de uma intriga deveras interessante, mas cheio de inverosimilhanças, retratada da forma mais rotineira possível como qualquer obra de acção direct-to-video. O realizador tinha ainda a seu dispor um trio de actores de nome (Nicolas Cage, Guy Pearce, January Jones), mas tudo o que eles dão é apenas um desleixo, January Jones não tem carisma nem química com Cage, que por sua vez o encontramos na sua versão mais exagerada (de novo o seu corte de cabelo é motivo de atenção) e Guy Pearce de novo a dar-nos a sensação de que passou ao lado de uma grande carreira.

 

 

Todavia, Donaldson é eficiente na transição das sequências de acção e consegue devolver algum ritmo a um filme tão bocejante, ficaria talvez mais cativante se fosse uma fita desempenhada por Jason Statham, que nesta altura do campeonato parece estar anexado a qualquer tipo de produção do género. Para ver e esquecer no mesmo dia!

 

Real.: Roger Donaldson / Int.: Nicolas Cage, Guy Pearce , January Jones

 

 

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:46
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28.1.12

L' Apollonide (Souvenirs de la maison close)(2011)

 

 

Casa da tolerância!

 

Do realizador de Tiressia (2003), Bertrand Bonello concretiza assim este relato narrativo de um bordel na transição do século XIX e XX, no seu auge até à sua última noite de “vida”, em que o ultimo acto demonstra um cinismo extravagante e fetichista. Apollonide é um objecto de fascínio que nos revela uma natureza sedutora porém algo bizarra, mas quase pedagógica no que requer a explicitar o funcionamento de tais casas de prazer. Bonello contou ao seu dispor um leque de actrizes sensuais e bem familiarizadas com a câmara, sem medo do pudor face às sequências que se seguem (nada mais explicito que puro softcore), o autor consegue invocar a sensualidade sob os seus cenários barrocos e em certa altura tal como magnifico Venus Noir de Abdellatif Kechiche, presentear com a veneração do grotesco. Uma obra interessante no requerimento visual e cénico, que suscita fascinação. Infelizmente torna-se algo anoréctico em termos de ênfase dramática e cede ao cariz artístico na proximidade do final. Um filme que aufere alguma dignidade á profissão mais velha do Mundo. L’ Apollonide encontrou-se em competição no último Festival de Cannes.

 

Real.: Bertrand Bonello / Int.: Hafsia Herzi, Céline Sallette, Jasmine Trinca

7/10

 

Streetdance 3D (2010)

 

Step Up da hora do chá!

 

Eis a resposta britânica ao sucesso de Step Up, Streetdance é um festim em 3D das marginais coreografias de dança que ao contrario do seu primo norte-americano, possui ao seu dispor um nome prestigiado na produção, a Charlotte Rampling, uma professora de uma academia de ballet que encontrou nas danças de rua a solução para restauração do aureolo da escola. Streetdance é constituído por todos os lugares-comuns dos filmes de dança e ainda por clichés típicos do puro íntegro hollywoodesco, não existe nada de audaz ou ousado na produção. Porém encontra-se uns pontos acima do rival norte-americano graças a uma construção mais convincente da sua trama, mas tal como o seu congénere é bastante vazio e oco em personagens, contudo é menos espectacular no próprio campo de jogo; as danças. Tem ainda um 3D desnecessário o qual se pode salientar como atractivo para os vibrantes da arte da dança Freestyle. Típico produto adolescente!

 

Real.: Max Giwa, Dania Pasquini / Int.: Charlotte Rampling, Nichola Burley, Richard Winsor

4/10

City Island (2009)

 

As mentiras têm perna curta!

 

A “brincadeira” desta fita de Raymound De Felitta (Two Family House) encontra-se nas mentiras e peripécias que cede se transformam num caos cómico sob a capa de um drama familiar. City Island apresenta-nos os Rizzos, uma família intrinsecamente afastada, o qual não partilham as suas inspirações e segredos. No centro desta família está Vince (Andy Garcia) um guarda prisional que descobre o seu filho perdido no estabelecimento em que trabalha, este o acolhe e leva-o para casa, mas esconde a sua identidade á sua família e a este. Do outro campo temos Joyce (Juliana Margulies), mulher de Vince, que pensa que o seu marido tem um caso amoroso, porém este frequenta aulas de representação. Vivian (Dominik Garcia-Lorido) convence os pais que é uma estudante universitária, mas esta foi expulsa e trabalha como uma stripper num bar nocturno e para finalizar, o membro mais novo dos Rizzos, Vinnie Jr. (Ezra Miller) tem um fetiche sexual que esconde de tudo e de todos. Como podem ver, City Island reúne uma intriga algo rebuscada, de uma certa veia cómica negra, mas que resulta numa peça hilariante e igualmente cativante e emocionante. Não apenas pelas peças da teia de mentiras se juntarem de forma simbiótica e o clímax ser mortífero, mas pelos actores serem convincentes e profissionais. Andy Garcia está de parabéns, mas por um lado é triste saber que o actor de The Godfather III e de Havana parece ser limitado ao mesmo estereotipo de personagem.

 

Real.: Raymound De Felitta / Int.: Andy Garcia, Julianna Margulies, Steven Strait, Emily Mortimer, Alan Arkin, Dominik Garcia-Lorido, Ezra Miller

7/10

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publicado por Hugo Gomes às 20:29
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26.1.12

The Change-Up (2011)

 

O Big em versão maiores de 16!

 

O tema de troca de corpos é quase um poço sem fundo em termos de ideias e utilização, principalmente no género de comédia, onde o qual este The Change-Up do realizador David Dobkin (The Wedding Crashers) não foge á regra. A premissa é simples; dois amigos inseparáveis de infância cujas vidas são diferentemente opostas, um é casado e pai de filhos o outro um solteirão sem responsabilidades e sem futuro á vista, que após uma noite de bebedeira e ter soado alto e em bom som a inveja pela vida de cada um, acordam no dia seguinte, bizarramente de corpo trocado. The Change-Up é uma comédia adulta, um quanto ordinária e ousada que consegue causar bons momentos de comédia, se não fosse também ser um projecto liderado por duas estrelas de talento no ramo (Jason Bateman e Ryan Reynolds) e um realizador habituado e experiente nestas andanças. Porém a ideia, que não é nova, torna-se previsível e com aquele sabor de déjà vu prolongado, mas o pior vêm mesmo depois, quando o estado de graça dá lugar a um drama moralista, fantasioso e por vezes lamechas. É um filme desequilibrado e insatisfatório da dupla de argumentistas Jon Lucas e Scott Moore (os autores do êxito de The Hangover). Por enquanto dá para piscar os olhos com a angelical e cada vez mais ascendente na indústria cinematográfica, Olivia Wilde.

 

Real.: David Dobkin / Int.: Jason Bateman, Ryan Reynolds, Olivia Wilde, Alan Arkin

5/10

 

Friends With Benefits (2011)

 

Sexo com compromisso a final feliz!

 

Hollywood parece ter agora descoberto que afinal existe sexo sem compromissos e o ano 2011 tornou-se fértil em comédias que exploram essa temática, a começar por No Strings Attached de Ivan Reitman, que reuniu Natalie Portman e Ashton Kutcher, dois amigos que comprometem-se apenas para o sexo. O filme arrancou com uma própria crítica e ironia ao romance e todos os adereços envolto, mas depressa se tornou naquilo que sempre tentou fugir desde inicio, o mesmo erro que Friends With Benefits comete. Mascara-se de politicamente incorrecto e completamente contra a temática romântica, mas cedo cede aos seus pesadelos. Nesse termo a fita de Will Gluck se confunde a um cinismo quase alarmante, quando assistimos á uma última meia hora digna de qualquer fita domingueiras, onde o espectador fica á mercê das clichés desavenças e reconciliações do “pseudo-casal”. Mas nem tudo são más notícias; a dupla de protagonistas têm química, Mila Kunis possui presença, já Justin Timberlake as palavras são outras e ainda temos ao nosso dispor: Patricia Clarkson e Richard Jenkins a encher com algum talento o grande ecrã. Friends with Benefits não nos contagia com a sua suposta irreverência, tudo se resume a uma comédia romântica comum servida com os mais variados lugares-comuns. Não é mau de todo, mas é esquecível o suficiente. Falta alguma “pimenta” para os lados de Hollywood!

 

Real.: Will Gluck / Int.: Justin Timberlake, Mila Kunis, Patricia Clarkson, Richard Jenkins

4/10

 

 

Mr. Popper’s Penguins (2011)

 

Happy Feet versão 1.5!

 

Jim Carrey enfrentou nos anos 90 o seu boom artístico, onde o actor automaticamente ficou na lista dos mais requisitados para o género de comédia, porém no novo milénio a sua carreira enfrenta alguns altos e baixos, entre os quais o vaivém de géneros que fazia dele um actor mais completo mas que comercialmente se tornou um desperdício. É difícil ao grande público imaginar Carrey, o ex-Mascara ou Ace Ventura a recorrer a dramas (The Majestic de Frank Darabont), ficção científica (Eternal Sunshine of the Spotless Mind de Michel Gondry) e até mesmo o thriller (The Number 23 de Joel Schumacher), devido a imensas experiências filmograficas, Carrey perdeu o seu brilho no seio do público e mesmo o seu retorno á comédia, género o qual sempre esteve anexado, os resultados foram aquém das expectativas (Fun with Dick and Jane, I Love You Phillip Morris) e este Mr. Popper’s Penguins segue o mesmo caminho. As aves inaptas para o voo mais amadas do cinema são agora as co-protagonistas desta fita da autoria de Mark Waters (Mean Girls), Jim Carrey interpreta assim um homem de negócios frio, viciado no trabalho, divorciado e sem tempo para os filhos, um claro estereótipo do filme familiar, que encontra num bando de pinguins a sua redenção e a sua estima pelos outros. Sendo que os momentos mais divertidos sejam mesmo os quais os pinguins surgem sem auxilio de qualquer actor, Carrey parece desgovernado e sem carisma para uma fita com inverosimilhanças quase fantasiosas. O resto do filme é previsibilidade e bocejo, mas o grande medo é o futuro incerto que espera para o actor de The Cable Guy.

 

Real.: Mark Waters / Int.: Jim Carrey, Carla Gugino, Ophelia Lovibond

4/10

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publicado por Hugo Gomes às 23:50
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9.1.12

Alice, uma mulher de armas!

 

Hollywood possui um certo fetiche por mulheres esculturais de roupas reduzidas e com um artesanal comparado com o próprio guarda-roupa (se não fosse o caso de motivo de atracção do publico masculino). A ideia deste tipo de heroína surgiu nos primórdios dos sex exploitation nos finais dos anos 60 e inícios dos 70, mas a figura solidificou com o aparecimento dos dois Aliens, onde Sigourney Weaver reconstituiu a mais lendária das mulheres de acção do cinema, Ellen Ripley. Com o passar dos anos, enquanto os filmes tornavam-se meros entretenimentos de junk food, a imagem de mulher de armas tornou-se a mais próxima da pornografia, os acessórios de vestuário eram cada menos e as medidas corporais maiores, e a sua postura interligava a frieza assassina e a indemne sensual.

 

 

Todavia os videojogos seguiam tal paralelismo, sendo a tarefa mais facilitada para o ramo cinematográfico, já que a criação de novas heroínas era reduzida, limitando a adaptar e a preencher as figuras electrónicas, como é o exemplo de Tomb Raider de Jan de Bont (Angelina Jolie no seu expoente máximo em termos de sex appeal) e Resident Evil que marca com a presença de Milla Jovovich.

 

 

Depois do desfecho do primeiro filme assinado por Paul W.S. Anderson, Resident Evil – Apocalypse, a segunda adaptação de acção real do famoso videojogo da Capcom, nos apresenta a mesma heroína, Alice (Milla Jovovich), em outro cenário mas com os mesmas armadilhas e inimigos. O vírus T se libertou da corporação Umbrella, devastado Raccoon City, agora sob o efeito de qualquer fita de Romero, Alice e um grupo de sobreviventes fazem de tudo para saírem ilesos a tais ameaças e impedir que o vírus se espalhe pelo resto do Mundo.

 

 

O realizador agora é outro, Alexander Witt, um conhecido director de sequências de acção de filmes como o remake de Italian Job, Pirate of the Caribbeans ou até mesmo a saga The Bourne, nisso verifica em toda a narrativa de Resident Evil – Apocalypse que é reduzida a uma colagem de acção e mais acção, aparentado tudo como um próprio videojogo. Milla Jovovich porém comporta-se como a derradeira heroína e ao seu lado Sienna Guillory como Jill Valentine (personagem famosa do franchising de videojogos) a servir de apoio sensual.

 

 

Como filme de zombies, a sequela se comporta como o menos cerebral possível e a narrativa desenrola automaticamente com um conjunto de caricaturas a servir de personagem. Obviamente inferior ao guilty pleasure do primeiro filme, Resident Evil – Apocalypse é cinema pastilha-elástica, o mais do mesmo em termos industriais. Mas triste mesmo é testemunhar a transformação da mulher como plena figura de perigo e sexo.

 

Real.: Alexander Witt / Int.: Milla Jovovich, Eric Mabius, Oded Fehr, Sienna Guillory, Jared Harris

 

 

Ver Também

Resident Evil (2002)

Resident Evil – Extinction (2007)

Resident Evil – Afterlife (2010)

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 21:08
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14.12.11

Barulho, explosões e tiros com fartura!

 

Quando um vírus mortal encontra-se na posse de um ambicioso criminoso, só um homem o pode deter, trata-se do agente Ethan Hunt (Tom Cruise) e a sua equipa recrutada para esta missão de definição impossível. Típico, simples e sem grandes pretextos, Mission: Impossible II é a sequela de orçamento chorudo do êxito de 1996 de Brian De Palma, o realizador experiente em thrillers policiais deu vida a uma adaptação de uma série televisiva de culto numa recriação do cinema de espionagem ao lado de Martin Campbell e o seu 007 -Goldeneye.

 

 

Numa troca de técnicos, John Woo substitui o toque neo noir de De Palma numa hiperactividade visual e auditiva. Escusado será dizer que a segunda missão impossível comemora o que de pior se encontra nas ambiciosas produções industriais hollywoodescas, ou seja muita parra pouca uva. É uma obra de tiques á la Matrix, barulhento, energético sem razão e bacoco nas emoções, muitas vezes trazidas á martelada por um banda sonora protagonizada pela cantora Lisa Gerrard em colaboração com o veterano Hans Zimmer e um protagonista que parece ter saído de um anúncio de pasta de dentes, sem isso falar da prestação insonsa de Thandie Newton.

 

 

Woo, um brilhante coreografo nas sequências de acção, oferece aqui o seu toque e nos remete às mais entusiasmantes cenas do género, mas isso não chega para arrancar Mission: Impossible II do catalogo de inconsequente produto de Verão que já em 2000 começaria a ser um modelo. Além de mais, o ambiente de espionagem trazido por De Palma é aqui nas mãos do realizador de Face Off, uma megalómana fita de uma vedeta virada em super-herói.

 

Real.: John Woo / Int.: Tom Cruise, Thandie Newton, Anthony Hopkins, Dougray Scott, Brendan Gleeson

 

 

Ver Também

Mission: Impossible (1996)

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:58
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13.11.11

Zookeeper (2011)

 

Amor zoológico!

 

Podemos afirmar que Kevin James é um homem de mil ofícios, ele já foi bombeiro (I Now Pronounce You Chuck and Larry), segurança de shooping (Paul Blart: Mall Cop) e agora é um tratador de um zoo que sofre de problemas amorosas mas que conta com os seus animais para o ajudar (podemos contar com o pormenor de que falam e que quebram o pacto de silêncio para a causa). Todas estas profissões evidenciam que o actor é capaz de tudo para protagonizar as suas comédias, excepto o mais importante … ter piada. Zookeeper de Frank Coraci (Click) é assim mesmo, um ensaio falhado de humor físico onde a fórmula é muito devida, principalmente á série Dr. Doolitle protagonizada por Eddie Murphy. Sente-se porém um respeitável equilíbrio entre o filme e a vasta gama de espectadores, caindo na decisão de se tornar numa comédia familiar para todas as idades. O argumento roça o comum e o previsível e os gags são um bocejo. A fita ainda conta com um luxuoso elenco que dá voz aos animais como Sylvester Stallone, Cher, Judd Apatow, Adam Sandler, Maya Rudolph e Nick Nolte (este ultimo como o personagem mais divertido de todo o filme, o fiel gorila).

 

Real.: Frank Coraci / Int.: Kevin James, Rosario Dawson, Sylvester Stallone, Cher, Judd Apatow, Adam Sandler, Maya Rudolph, Nick Nolte

 

3/10

 

L’Immortel (2010)

 

Jean Reno, O Imortal

 

Produzido por Luc Besson, L’Immortel poderá ser considerado mais um daqueles thrillers franceses que utilizam a força do seu protagonista para o poder vender livremente, Jean Reno é uma espécie de Deus no policial deste tipo. Trata-se de uma história de vingança: Charyl Mattei (Reno) deixa para trás uma vida ilícita fora-da-lei com fins de viver um ambiente pacífico ao lado do seu filho e mulher. Porém o seu passado não lhe deixa, sendo que numa manhã de Inverno, Mattei é violentamente baleado num parque de estacionamento e deixado para a morte. Com 22 balas no seu corpo e contra todas as probabilidades, ele sobrevive e promete vingar-se dos envolvidos de tal acto. Com Jean Reno a garantir protagonismo mas em modo automático, Kad Merad em altas e Marina Fois a desempenhar um personagem algo fútil para a historia, L’Immortel de Richard Berry é um thriller pouco surpreendente e já visto no seu subgénero. Vê-se suavemente, mas esquece-se logo após meia hora, e isso não é nada bom.

 

Real.: Richard Berry Int.: Jean Reno, Kad Merad, Marina Fois

 

4/10

 

 

The Hole 3D (2009)

 

Joe Dante regressa!

 

Antes de se ter refugiado na televisão, Joe Dante era um dos realizadores com mais destaque no cinema fantástico dos anos 80, trazendo até nós carismáticas obras como Gremlins (1984), The Howling (1981) e Inner Space (1987), muitos deles com a produção do grande Steven Spielberg. Com o seu declínio, a nova reentrada aos seus lugares do cinema de terror-fantástico é motivo de visita obrigatória para os aficionados por este tipo de produções, mesmo que a nova geração demonstre ter esquecido este antigo mestre. A história é simples em The Hole, uma mãe e os seus dois filhos mudam de residência e no seu novo lugar encontram bizarro no sótão, um misterioso buraco sem fundo. O que não sabem é que tal orifício se esconde os mais tenebrosos medos de cada um. The Hole é uma espécie de regresso ao ambiente meio inocente mas negro dos anos 80, exibidos clichés old school que invocam nostalgia e mesmo assim se prezam com uma premissa simples mas eficaz, sob o comando de um elenco de igual adjectivo. O senão encontra-se em alguns “buracos” (gosto da ironia) no argumento e lógica da narrativa que não prejudicam este exercício de baú, mas que não o elevam para mais do que um espectáculo de memorias. Porém é bom saber que Joe Dante continua vivo e a dar noticias.

 

Real.: Joe Dante / Int.: Chris Massoglia, Haley Bennett, Nathan Gamble, Teri Polo, Bruce Dern

 

6/10

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publicado por Hugo Gomes às 02:31
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5.11.11

Orquídea fatal!

 

Oliver Megaton parece não querer variar no seu próprio ramo, os especialistas de operações ilícitas parecem ser a sua onda na indústria cinematográfica. Após ter co-realizado Hitman (2007), adaptação de um popular videojogo que se baseia integralmente num assassino de identidade desconhecida, passando pelo terceiro filme de Transporter, Jason Statham a continuar a ser o “carteiro” de serviço, tem agora entre mãos um projecto mais ambicioso e de risco, convertendo Zoe Saldana numa assassina de primeira classe com nome de orquídea em Colombiana.

 

 

Esta Nikita central-americana (a comparação não é inequívoca já que Luc Besson escreveu a fita) aposta fortemente na sua protagonista, a angelical exótica Saldana, reconhecida anteriormente pelos seus desempenhos em Avatar (James Cameron, 2009) e Star Trek (J.J. Abrams, 2009). A actriz se liberta no corpo deste letal anjo vingador, onde tenta incumbir um certo ênfase dramático ao seu trágico personagem, mas tudo isso é negado com o efeito explosão que a narrativa tenta metamorfosear. A narrativa escasseia na sua própria de contar a história, substituída por personagens ocos, um romance rebuscado e sequências de acção que valorizam a obra como entretenimento explosivo mas enfraquecem o mesmo de tentar ser algo mais. Colombiana ainda tem a infelicidade de trair a sua própria forma, enquanto tentam nos caracterizar a protagonista de fria e calculista (sem êxito), a fita não segue esse ritmo, caindo na previsibilidade e na vulgaridade da acção punidor de uma simples história de vingança face a passados trágicos.

 

 

Assim sendo, Colombiana vai fascinar os singelos amantes de imagens explosivas, conquistado maioritariamente o publico masculino do que o feminino (muito devido á figura estereotipada a mulher), mas como obra de cinema, a nova fita de Megaton é curta em emoções e pomposa em movimento falso com a sua simplicidade não assumida. Não traz grande simpatia. Com Cliff Curtis e Jordi Mollà (o sádico vilão de Bad Boys II de Michael Bay).

 

Real.: Oliver Megaton / Int.: Zoe Saldana, Cliff Curtis, Jordi Mollà, Lennie James, Michel Vartan

 

 

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Hitman (2007)

Transporter 3 (2008)

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 15:37
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25.9.11

Assim chegamos ao número 5!

 

Assim chegamos ao quinto capítulo de uma das mais rentáveis sagas de terror de sempre, The Final Destination, um culto de êxito iniciado em 2000 pela mão de James Wong que já acumulou cerca de 500 milhões em todo o mundo (dados sem contar com o rendimento deste quinto filme). A série Final Destination tem como ideia base um acidente mortal de proporções colossais (neste quinto filme é a queda de uma ponte) e um grupo de jovens que escapam ilesos dos ocorridos, tudo graças a um elemento que previu os acontecimentos mortais. De seguida os sobreviventes começam a sucumbir um a um através de bizarros acidentes, indicando com isto que a morte não está para brincadeiras e que não gosta de ser enganada.

 

 

Depois de apresentado os cenários e os backgrounds de cada personagem unidimensional do filme, The Final Destination 5 segue o inevitável copy / paste que já acompanha a saga e oferece ao fã, tudo aquilo que anseia – mortes originais. Porém a série já deu sinais de cansaço desde o terceiro capitulo, apresentando um terror gore artificial, por vezes irónico (sequencias de morte que não convencem ninguém), com pitadas de humor negro que escasseia qualquer alusão do suspense (ao contrario do filme original de 2000, cujo mistério e a inteligência se fazia sentir mesmo no campo mórbido).

 

 

Há muito pouco para dizer sobre este The Final Destination, tirando o facto que em termos de viabilidade seja um pouco mais fiel á formula do original que as outras três sequelas. Como também o filme de Steve Quale (curiosamente este é o seu primeiro trabalho nas longas-metragens cinematográficas, tendo anteriormente co-realizado o documentário Aliens of the Deep ao lado de James Cameron) guarda algumas surpresas nostálgicas aos fãs da série (um deles é o regresso de Tony Todd). Mais um exemplo de lucro fácil á conta do 3D e da força do franchising.

 

Real.: Steve Quale / Int.: Nicholas D’Agosto, Emma Bell, Arlen Escarpeta, Tony Todd

 

 

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Final Destination (2000)

Final Destination 2 (2003)

Final Destination 3 (2006)

The Final Destination 3D (2009)

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 17:19
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7.9.11

Real Desequilíbrio!

 

David Gordon Green, um dos melhores e mais subvalorizados autores do cinema norte-americano da actualidade, encontrou a sua fórmula de sucesso em 2008 na comédia de acção Pineapple Express, que entre nós seguiu directamente para o direct-to-video. O êxito protagonizado por Seth Rogen e James Franco (numa das suas melhores interpretações), sem deixar de referir o cunho de Judd Apatow, traziam á memoria as comédias grosseiras e sempre envolventes de estupefacientes leves dos anos 70, como o curioso caso de Up in Smoke (1978 – conhecido entre amigos pela saga Cheech e Chong).

 

 

Em 2011, Gordon Green abandona os dramalhões e os filmes de autor que o fizeram dele um estatuto de culto, e segue-se ao rumo do comercial desta vez sob a forma de paródia aos épicos e grandes aventuras do nosso tempo, como os colossais The Lord of the Rings e até mesmo o recente Clash of the Titans, chama-se Your Highness e tem como característica principal ser uma aventura medieval e fantástica cujos diálogos são contagiados por frases brejeiras e a temática sexual relacionada com os filmes de adolescentes dos dias de hoje.

 

 

Tendo como titulo português como Real Desatino, mais um exemplo do “original uso” da nossa língua na tradução de títulos de filmes, segue-nos a aventura de dois príncipes numa suicida de resgate a uma princesa aprisionada por um maléfico feiticeiro (Justin Theroux). A liderar esta “irmandade” estão dois príncipes, um é o corajoso e ingénuo Fabious (James Franco), o outro é o mandrião Thadeous (Danny McBride), obviamente obrigado a participar nesta “quest”.

 

 

Your Highness não é nada de nulo no panorama das comédias norte-americanos, mas sente-se aqui um total desperdício de ideias, umas as quais “mal empregues” para este tipo de produção, sem isto falar do elenco constituído por Franco, Portman, Theroux e Toby Jones, todos eles reduzidos a meras caricaturas. Danny McBride é quem lidera a fita e a leva a um humor ordinário, vulgar e completamente despropositado em momentos em que Your Highness bebe da mesma água dos épicos aventureiros bem frescos. Eis uma comédia desequilibrada, sem graça e com ideias completamente desperdiçadas, oremos para que David Gordon Green volte ao seu estado original.

 

Real.: David Gordon Green / Int.: Danny McBride, James Franco, Natalie Portman, Justin Theroux, Toby Jones

 

 

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Pineapple Express (2008)

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:13
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30.7.11

Mecânicos procura-se …

 

Jason Statham chegou a ser considerado durante a estreia de The Expendables, como o sucessor de Sylvester Stallone, a verdade é que o actor britânico que se destacou nas produções de Snatch de Guy Ritchie e Transporter de Corey Yuen, já define um género próprio, onde os holofotes se centram na sua figura cool e descontraída mas sempre com aquele instinto matador. Simon West (Con-Air) refaz a obra de culto de 1972 protagonizado por Charles Bronson, The Mechanic, onde o espectador cai no enredo de um assassino contratado cujo modus operatis é simular acidentes.

 

 

Enquanto a obra anterior possui um delicada narrativa que mantém o publico a par das tarefas do dito mecânico através de um interessante mise-en-scene, o remake transforma a inteligente forma de conduzir a acção num “mais do mesmo” do género Statham. O actor distribui pancada onde quer que esteja, com um ego bem afinado, e esquece quase como amnésia da sua premissa ou simplesmente das influências da matéria-prima.

 

 

Ben Foster leva a melhor, cuja sua forma o eleva como o mais talentoso actor do filme, apesar de Donald Sutherland, esse veterano, esteja presente. Porém o personagem de Foster é desequilibrado e pouco sedutora, o que faz com que o espectador não simpatize com esta, mas que não o teme como no (Steve McKenna anterior, interpretado por Jan-Michael Vincent), mas sim que o repugna. O final é uma desilusão, principalmente quem viu o dito cujo de Charles Bronson, ausente da sua ousadia, o qual chegamos a pensar que estamos perante no inicio de mais uma saga do selo Statham.

 

Real.: Simon West / Int.: Jason Statham, Ben Foster, Donald Sutherland

 

 

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The Mechanic (1972)

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 00:48
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18.7.11

A terceira não é de vez, de certeza!

 

Lembro-me vagamente de assistir e coleccionar Transformers, a minha infância foi propicia e certamente febril quanto á linha de brinquedos robóticos. O anúncio de um filme do franchising em 2007 foi para mim como um retornos aos tempos de criança, quanto ao filme propriamente dito, mesmo sendo realizado pelo pirotécnico Michael Bay, cujo Pearl Harbor revelou as suas grandes franquezas enquanto cineasta, Transformers de 2007 funcionou como um guilty-pleasure que salientou a magnificência dos efeitos visuais e ofereceu ao actor Shia LaBeouf, outrora limitado a sidekick, como um dos mais divertidos protagonistas de um blockbuster. Com a produção executiva de Steven Spielberg, o filme resultou num tremendo sucesso, tendo rendido cerca de 700 milhões de dólares em todo o Mundo, por isso a sequela era uma excelente ideia via comercial. Revenge of the Fallen estreou entre nós no pleno Verão de 2009 e rendeu pouco menos de 1 bilião de dólares, mas apesar de tudo a fita revelou-se num fracasso tremendo (para ter uma ideia venceu o prémio Razzie de pior filme de 2009), tendo o realizador culpabilizado os erros da sua qualidade e contexto com a greve dos argumentistas. Mas como o filme não foi um fiasco a nível de bilheteiras, o terceiro filme foi posto em pratica, Michael Bay tem pedido desculpas aos fãs por Revenge of the Fallen e garantindo que Dark of the Moon (titulo da terceira estância) seria o reconciliar, segundo o autor evitando os erros da sua prequela. Assim sendo, estreia entre nós o terceiro Transformers, o qual já faz estragos nas bilheteiras internacionais.

 

 

Não é preciso ver o filme para sabermos que Dark of the Moon será um festim de efeitos visuais e de pomposas sequências de acção que poderia contar Bay como um novo adjectivo. Os robôs faladores e gigantes estão de volta, agora soube uma verdadeira ameaça dos Decepticons (outra vez!), raça de robôs alienígenas que tem principal objectivo a destruição e o caos. O filme inicia com uma sequência mockumentaria (ou pseudo-documentário) sobre a viagem de Apollo 11 á Lua em que Neil Armstrong executa uma missão fantasma na superfície lunar. Obviamente contamos com o inicio mais interessante de toda a saga, o que em princípio dá a ideia de um Michael Bay mais calmo e mais profundo, pelo menos no executar de um argumento.

 

 

Mas tudo termina nos primeiros 15 minutos, a matéria de conspiração dá lugar a planos básicos de evil vs good, o nosso herói (Shia LaBeouf) torna-se assim num americano devoto com a brasa da sua namorada (Rosie Huntington-Whiteley, que não é particularmente uma actriz, mas é uma arma na substituição de Megan Fox). Apesar da duração tudo passa a correr por entre personagens caricaturais e descartáveis, exemplos de Ken Jeong (overacting), John Malkovich e Frances McDormand reduzidos ao mero ego, pelas sequências de acção, daquelas que se podem designar vazias sem emoções, confusas e propicias a torcicolos, isto para não dizer um dos grandes males da saga, a falta de um bom vilão, sendo que Megatron (o líder da equipa dos maus da fita, com a voz de Hugo Weaving) pode muito bem a ser considerado um dos piores vilões (não digo isto em consequência da sua malvadez) da história do cinema.

 

 

Sim, Transformers - Dark of the Moon é o mais negro e apocalíptico do franchising cinematográfico, mas é um dos blockbusters mais tediosos do ano, cheio de clichés, um argumento com mais buracos do que um queijo suíço e a soberania dos efeitos visuais face ao elenco humano reduzidos a mero adereços. Confirma-se o terceiro é uns degraus acima de Revenge of the Fallen, mas possui o seu código genético, ou seja no fim disto tudo o principal responsável é mesmo Michael Bay, que perdeu completamente a noção de como fazer um filme de acção e não um videojogo. Pelo menos consolo com o sempre divertido John Turturro e os cameos de Alan Tudyk (da série de culto Firefly).

 

“You may lose faith in us, but never in yourselves.”

 

Real.: Michael Bay / Int.: Shia LaBeouf, Rosie Huntington-Whiteley, Josh Duhamel, Hugo Weaving, Patrick Dempsey, John Malkovich, Frances McDormand, John Turturro, Leonard Nimoy, Ken Jeong, Alan Tudyk

 

 

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Transformers (2007)

Transformers – Revenge of the Fallen (2009)

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 01:40
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13.6.11

The Hangover Part II (2011)

 

 

O simples copy / paste!

 

Em 2009, ficamos a saber que existem meninos que não aguentam Las Vegas, agora em 2011 descobrimos que também não se dão com Bangkok. The Hangover de Todd Phillips conseguiu render cerca de 460 milhões de dólares, tornando-se numa das comédias mais lucrativa de sempre, mas não só nas bilheteiras que esta “ressaca” se tornou um estrondo, a critica e a opinião do público se uniram e aclama-lo como uma das melhores e mais originais do seu género. Assim sendo, com todo os ingredientes mais que necessários para tornar possível a iniciação de um franchising, eis que surge esta sequela mais musculosa, porém menos inspirada. Desnecessário, a história base de The Hangover é ideal para um único filme, cuja continuação seria á partida forçada, tendo em conta que o desejo dos envolvimentos era reciclar situações e personagens do anterior. Por isso é que The Hangover Part II será um sucesso instantâneo, mas é também se assume como um descarado “déjà vu” de hora e meia. Assim sendo as peripécias de Phil, Stu e Alan agradarão a todos aqueles que vibraram com a inesquecível despedida de solteiros em Las Vegas, mas estranho será a sensação de que no final nada muda, ao invés disso se transforma. Para mal dos nossos pecados vêm aí o terceiro.

 

Real.: Todd Phillips / Int.: Bradley Cooper, Ed Helms, Zach Galifianakis, Paul Giamatti

5/10

 

 

Saw 3D (2010)

 

 

O fim do legado?

 

Por fim chegamos ao derradeiro capítulo da mais lucrativa saga de terror, Saw, que foi criado por James Wan em 2004 e se revelou no extremo exercício gore com algumas surpresas pelo meio. Vítima da devoradora máquina industrial, o seu “sumo” originou seis sequelas, todas elas repletas de armadilhas mortais pensadas como os atractivos destes contos escritos a sangue e tripas. Durante as continuações, a história se confundiu, embaralhou e tornou-se inarrável, como não existe mais volta a dar pelos argumentistas, anuncia-se o capítulo final e o 3D como ultimo recurso para surpreender o box-office, o resultado foi inevitável, o pior dos sete filmes. Uma desorganização pegada, sem brilho nem fruto, que até mesmo as armadilhas macabras, único ingrediente que restava no franchising, tornam-se artificiais e gastas. O elenco, esse não se fala, do pior, e o twist final desmazelado. Os únicos pontos positivos que poderíamos pegar nesta mazela inteira, é o facto de anunciar como a última das torturas. Saw! Enough!

 

Real.: Kevin Greutert / Int.: Tobin Bell, Costa Mandylor, Betsy Russell, Cary Elwes

2/10

 

 

Stone (2010)

 

 

Ninguém é inocente! 

 

Stone era daquelas obras que tinha tudo para ser um dos grandes filmes de 2010, porém conseguiu ser uma das mais enfadonhas fitas do ano. O resultado está muito aquém, porém é de louvar os excelentes desempenhos de Edward Norton e de Frances Conroy, e salientar a fracassada perfomance de Robert DeNiro, quanto a Milla Jovovich, devia ficar somente pelos Resident Evils já que aqui é um erro de casting. O filme de John Curran (The Painted Veil) sobrevive através da premissa e da ideia de uma história de manipulação para com um oficial de liberdade por parte do prisioneiro Stone (Edward Norton), mas o realizador esqueceu-se que por vezes as películas não se fazem por ideias, há que também envolver o espectador na intriga, o que não acontece. Bocejante, desequilibrado e sem brilho, por vezes nem um elenco salva um filme da iminente ruína.

 

Real.: John Curran / Int.: Robert DeNiro, Edward Norton, Milla Jovovich, Frances Conroy

4/10

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publicado por Hugo Gomes às 00:45
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17.5.11
17.5.11

A reinvenção terminou!

 

Com Scream, Wes Craven constrói assim um legado, e após alguns tempos á beira do esquecimento, consegue com a sua trilogia enriquecer o seu nome e com isso a hipótese de trabalhar com actores de nome internacional e em registos á parte do terror, falo obviamente de Music of the Heart (1999), um drama que arrecadou com excelentes críticas e conta com não menos Meryl Streep, num papel igualmente elogiado e indicado ao Óscar de Melhor Actriz. Mas o que o estúdio queria mesmo, era ver realmente o terceiro filme de Gritos a ser produzido, sabendo que este iria inicialmente render milhões, já que o publico ansiava pelo fim da trilogia.

 

 

Scream 3 sofreu de inicio alguns problemas na sua produção, sendo que a divergência entre os produtores fez com que Kevin Williamson (argumentistas dos dois anteriores) abandonasse o projecto e no seu lugar surge Ehren Kruger, que havia escrito o aclamado Arlington Road com Tim Robbins e Jeff Bridges (futuramente será o responsável pelos argumentos de The Ring e Transformers 2). Kruger teve o trabalho de preencher as ideias iniciais de Williamson, mas não se encontrava dentro do próprio espírito de Scream, o convertendo no pior inimigo de si próprio. Passo a explicar, enquanto o original de 1996 expunha os clichés e referências do género do terror de forma satírica, Scream 3 se torna naquilo que Wes Craven tentava não vender com o seu conjunto, ou seja um típico slasher movie onde as rotinas que havia assinalado encontram-se presenças em demasia.

 

 

Sente-se em Craven o cansaço de filmar o suspense, o jogo de gato e rato que tão bem havia concebido nos anteriores, o que resta é apenas a previsibilidade das mesmas. Porém o que de melhor possui este terceiro filme são algumas ideias, supostamente intactas nos escritos iniciais de Williamson, o “filme-dentro-de-um-filme”, ideia já trazida por Wes Craven no seu fracassado New Nightmare (1994) e iniciado nesta saga com Scream 2. O realizador tenta oferecer o terror nos bastidores de Hollywood, mas verdade seja dita, o ambiente luxuoso e cheio de palmeiras de Los Angeles não favorece os sustos.

 

 

Resumidamente é o argumento que falha e um realizador cansado, por vezes sentimos uma certa contradição no autor, o qual parece sentir falta do seu personagem Freddy Krueger, entregando alguns elementos da saga para esta saga. Os actores parecem não dar o melhor de si, Neve Campbell encontra-se apagada (não referindo ás poucas vezes que surge, mas a prestação), David Arquette e Courtney Cox voltam a oferecer química, mas encontram-se longes dos seus personagens de outrora e neste Scream 3 contamos com o actor Patrick Dempsey, ainda longe do Grey’s Anatomy, continuando sem sinais de talento. O destaque seguirá para os chegados Emily Mortimer, Parker Posey e os cameos de Lance Henriksen e Carrie Fisher.

 

 

Scream 3 é o reflexo de muitos encerramentos de trilogias, desilusões, inocuidade de ideias, sendo este exemplo, mais um a juntar á lista. É ridículo que um filme de terror que retirou o slasher movie da sepultura seja capaz de o voltar a enterrar!

 

Real.: Wes Craven / Int.: Neve Campbell, Courtney Cox Arquette, David Arquette, Parker Posey, Jenny McCarthy, Patrick Dempsey, Scott Foley, Matt Keeslar, Deon Richmond, Emily Mortimer, Lance Henriksen, Josh Pais, Heather Matarazzo, Liev Schreiber, Patrick Warburton, Kevin Smith

 

 

Ver Também

Scream (1996)

Scream 2 (1997)

Wes Craven´s New Nightmare (1994)

 

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 22:33
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9.5.11

O dilema de fazer um mau filme com Ron Howard!

 

Podemos lembrar de Ron Howard como o realizador que conquistou público e de certa maneira a critica em Apollo 13, A Beautiful Mind e as adaptações de Dan Brown que resultaram em grandes êxitos de bilheteira. Porém no ano 2011, Howard parece ter ido ao encontro da mediocridade com este The Dilemma. A fita que marca presença um impressionante quarteto de actores (Vince Vaughn, Jennifer Connelly, Kevin James e Winona Ryder), reunido peritos de comédia e de drama, contém uma premissa interessante que por vezes cora alguns espectadores que também viveram por momentos os dilemas do personagem de Vaughn.

 

 

Adultério, mentira e dualidade marcam este registo algures entre a comédia e o drama, por vezes encorajando o thriller, mas tudo embrulhado de maneira desequilibrada e de certa forma mal executada. The Dilemma inicia com um mau sinal, uma sequência em que os quatros actores encontram-se reunidos numa mesa num restaurante finório, os seus diálogos variam entre as suas felicidade e de estranhas curiosidades envolvidas em relacionamentos, a pior parte está mesmo na química, um conversa a quatro que supostamente tinha tudo para invocar realismo, resultou numa teatral imitação da mesma, onde os actores não expiram nem carisma entre eles, nem sequer credibilidade nas suas palavras. Depois desta longa cena de abertura somos movidos por uma narrativa insegura, que varia automaticamente de registo para registo esticando uma ideia que de inicio tinha potencial num episódio de longa duração de uma banal série televisiva, a roçar pelo novelesco.

 

 

Nem o regresso de Winona Ryder, nem Jennifer Connelly (que ultimamente tem vindo agravar as suas prestações) conseguem salvar este filme, com o rótulo de politicamente incorrecto (é só garganta!), da mediocridade. E tendo em conta do realizador que é, é mesmo um ponto muito baixo da sua carreira.

 

Real.: Ron Howard / Int.: Vince Vaughn, Kevin James, Winona Ryder, Jennifer Connelly , Channing Tatum.

 

 

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 22:55
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7.5.11
7.5.11

A Playstation já era!

 

Entre os mais jogos arcades do género “beat’em up”, Street Fighter reina pela sua nostalgia e por ser uma espécie de Neil Armstrong no seu estilo, ou seja um pioneiro, mas foi graças á Namco e o seu Tekken que definiu esse tipo de jogos em algo mais estratégico que “a question of skill”. Assim tornando-se a par do rival da Capcom, no mais vendido jogo de luta, criando um legado de personagens impressionantes e carismáticas. No cinema, Street Fighter já fora adaptado a dois filmes de acção real e um par de longas-metragens animadas, enquanto Tekken obteve uma fracassada animação da manga em 1997, onde o seu “calcanhar de Aquiles” foi mesmo a sua história e o desaproveitamento de potenciais personagens, que sempre garantiram o êxito da fasquia. O desejo dos produtores em converter Tekken numa fita de acção real era imensa, porém os fãs não olhavam para o projecto com bons olhos.

 

 

O realizador escolhido foi Dwight H. Little, experiente em obras de acção como Rapid Fire (com Brandon Lee em 1992) e Marked for Death (com Steven Seagal em 1990), converte no famoso videojogo num misto de artes marciais com ficção científica futurista, representando o mundo num apocalipse governado por corporações (bem mais realista do que se pensa), no seio deste pano de fundo está o torneio Iron Fist, o qual as megalómanas indústrias lançam os seus guerreiros para a arena em combates mortais em busca do título.

 

 

Tekken tem a seu favor e ao contrário das adaptações cinematográficas de Mortal Kombat e Street Fighter, sequências de artes marciais mais elaboradas e convincentes, a verdade é que por certos momentos os envolvidos do projecto esqueceram-se estar perante num filme baseado num videojogo e sim numa obra de acção ao estilo de Jet Li ou Jean-Claude Van Damme. Todavia, tirando isso Tekken é uma fita guiada para o fracasso já que não consegue suportar o misticismos da fasquia, os personagens são mal aproveitados, os actores tirando (Jon Foo, Luke Goss e Cary-Hiroyuki Tagawa), foram mal seleccionados, o argumento chega a invocar o ridículo como também o sentimentalismo barato e todo aquele “pacote” de messias do povo. Trata-se de uma obra pretensiosa mas que não foge das suas limitações ditamente chungas.

 

 

Felizmente não é a pior adaptação de um videojogo, nem anda lá perto, mas não é desta que Tekken é merecedor da grande tela. O filme tem sido um fracasso em todo o Mundo, sendo que em vários países incluindo os EUA foi lançado directamente para DVD, mas no nosso país e para ser diferente teve-se que “arrumar espaço” para ele.

 

Real.: Dwight H. Little / Int.: Jon Foo, Luke Goss, Cary-Hiroyuki Tagawa, Kelly Overton, Ian Anthony Dale

 

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 02:50
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