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3.8.16

Esquadrão Suicida.jpg

Serão estes os heróis da DC?

 

É a moda do vilão, o fascínio pelo bandido, a má índole e do carismático anti-herói, e no ano 2016, os filmes de super-heróis têm beneficiado disso, a começar com Deadpool que introduziu uma certa "vibe" a um género cada vez mais industrializado e homogéneo ("shame on you Marvel") e do, aos poucos reavaliado, Batman V Superman, que converteu dois dos mais conhecidos super-heróis da BD em potenciais ameaças globais e pessoais. Já que referimos a DC, vale a pena avançar para este Suicide Squad (Esquadrão Suicida), baseado numa popular série de banda desenhada onde um grupo de reconhecidos vilões terão que aceitar missões suicidas de forma a redimir-se dos seus "pecados".

 

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No filme adaptado por David Ayer (End of Watch) os vilões estão mais próximos dos "tipos incompreendidos" que propriamente da criminalidade que acompanha estas personagens, e é nesse conceito de "bad guy" que Suicide Squad falha. Ao invés disso leva-nos a um estilo já indiciado por Guardians of Galaxy (sim o da rival Marvel), onde um "bando de misfits" unem-se em prol de um mal comum. Visto que falamos no filme de James Gunn, é de comparar o seu estilo narrativo e nos acordes de acompanhamento, por outras palavras, na musicalidade e a sua importância para o dramatismo das personagens. Mas onde Suicide Squad vence à trupe intergaláctica é na sua estética, pois em vez de perfeitamente integrar o CGI como um criador de mundos e criaturas inimagináveis, funciona de forma a condensar um estilo. David Ayer não quer perder a linha de raciocínio de Zack Snyder e dos seus outros dois capítulos, por isso é de evidenciar os "slows", a coreografia hiperactiva nas sequências de acção e ainda um veia de Guy Ritchie, naquele formato videoclipe que quase obriga-nos a exclamar "cool!".

 

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Talvez o tom pretendido neste filme seja outro, aquele teor descontraído ou quase screwball de um Deadpool, visto que após o êxito da fita todos anseiam por "cópias". Pois, tirando poucos ou raros momentos, Suicide Squad leva-se inteiramente a sério e é essa dramatização que muitos acusam de ser o "calcanhar de Aquiles". Neste extenso universo cinematográfico da DC Comics / Warner Bros. está um romance puramente caótico entre duas das mais interessantes personagens deste universo: Harley Quinn e Joker, uma química improvável entre Margot Robbie e Jared Leto. A dupla compõe algumas das melhores sequências de Suicide Squad, apoiando-se na já referida estética e na sua musicalidade. Obviamente são os seus desempenhos que orientam para esse factor; Robbie é um "must" e Leto é um esboço da genialidade de um demente e diferente Joker, contornando totalmente as anteriores incursões de Heath Ledger e de Jack Nicholson.

 

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David Ayer consegue em todos os caso concretizar um competente filme no sentido em que mina uma narrativa exaustiva por introduções prolongadas e por humanizações sob pouco tempo de antena. Consegue transformar uma "mess" em algo visitável (se Batman V Superman é heavy metal este é punk rock) e recheá-lo por personagens que queremos realmente conhecer. O problema é que tudo isto não passou de um supra-estilizado desfile cosplay, mas uma parada que se vê com agrado. Sim, longe da tentativa de suicídio que as críticas norte-americanos e o seu sistema de "fun" ou "not fun" tentam descrever. Aliás, foram os mesmos que deixaram Civil War impune das suas patéticas ideologias politicas, por isso não vale ir por aí.

 

"We're bad guys, it's what we do."

 

Real.: David Ayer / Int.: Margot Robbie, Will Smith, Jared Leto, Viola Davis, Jay Hernandez, Adewale Akinnuoye-Agbaje, Ezra Miller, Ben Affleck, Joel Kinnaman, Cara Delevingne, Common, Jai Courtney

 

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5/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:40
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1 comentário:
De João Coelho a 5 de Agosto de 2016 às 23:11
Apesar de não concordar com alguns pontos do comentário, deu-me gosto ler uma crítica objectiva e imparcial, para variar.


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