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14.12.16

Rogue One - Uma História de Star Wars.jpeg

A facturar com a nostalgia!

 

Há quem ainda acuse George Lucas de ter sido o "cancro" de uma saga tão querida para milhões. Desde a suas remasterizações e "remexidelas" na trilogia original em múltiplas edições de home video, até aos três filmes produzidos entre 1999 e 2005 que actualmente é esquecido por muitos. Mas não devemos ignorar, que apesar do resultado, Lucas tentou expandir o Universo que ele próprio criou com alguma inovação, quer tecnológica, quer narrativa.

 

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Porém, vivemos num Mundo onde a personalidade parece ser condenável, e depois de uma homage algo cobarde (diga-se por passagem), por parte de J.J. Abrams, chega-nos o intitulado Rogue One, uma referência no scroll credits de 1977 que originou um filme sob tons bélicos e de tamanha "piscadela de olhos" a temáticas politicas. Enfim, politicas e Disney nunca se misturaram, relembro o caso de Civil War onde super-heróis disputavam entre si consoante as suas fraudulentas ideologias. Neste Star Wars, tal é o fogo brando do extremismo oriental, como muito media ocidental parece insinuar, e o liberalismo em acordes de guerrilha-activista, que tenta soar com seriedade neste "world building" formatado.

 

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Contudo, Star Wars não é uma distopia politica sob o formato de sci-fy, é simplesmente a tentativa de vender e extrair até à última gota uma memória, uma nostalgia e um sentimento que muitos guardam fervorosamente dentro de si. O resultado não é um filme francamente mau em termos técnicos (tirando o uso e o abuso do motion capture para a ressurreição de personagens vencidas, até porque "Peter Cushing is not alive anymore"), é sim, uma réplica, uma obra despersonalizada exercida sobre personagens de tamanha causticidade na sua concepção. Nada de sólido, só "carne para canhão".

 

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Depois temos os inevitáveis cameos, o fan service a vingar sobre os fãs, e um enredo rotineiro que joga-se forçosamente na cronologia estrelar. Para nosso encanto, é mesmo Ben Mendelsohn a perpetuar como vilão de serviço (mas já está na hora de abandonar a "sacanice"), e a banda-sonora saudosista de Michael Giacchino que segue a tradição de John Williams. Mas fora isso, é a indústria megalómana comanda, transformando, o então astuto Gareth Edwards (que ressuscitou com algum agrado Godzilla em terras estadunienses), num mero "moço de recados".

 

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Temos que perdoar os pecados de George Lucas, ao menos ele trouxe uma breve sensação de novidade a um franchise, que não inventou o Cinema como muitos acreditam, mas que redefiniu os moldes do entretenimento cinematográfico para grandes massas. Sim, os fãs vão "venerar", mas Rogue One nada de relevante tem para o Cinema, e isso meus amigos, em épocas de produtos bem "lubrificados", não é nada.

 

"Make ten men feel like a hundred."

 

Real.: Gareth Andrews / Int.: Felicity Jones, Diego Luna, Alan Tudyk, Donnie Yen, Ben Mendelsohn, Forest Whitaker, Riz Ahmed, Mads Mikkelsen, Wen Jiang

 

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4/10

publicado por Hugo Gomes às 17:58
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2 comentários:
De Anónimo a 15 de Dezembro de 2016 às 00:46
É engraçado como estas últimas criticas têm saído sempre ao lado contrário das criticas da imprensa em geral. Eles gostam ou adoram tu odeias, eles detestam tu adoras. E pensava eu que era só no jornal o público!!!


De rafael matos a 15 de Dezembro de 2016 às 14:51
Podes crer! Por acaso costumo visitar blogs e sites para saber as primeiras reacções a um determinado filme. Por exemplo nesta critica: https://jovemnerd.com.br/nerdnews/critica-rogue-one-star-wars/ mais extensiva que esta aqui consegue ter tudo oposto!!! Que estranho: Ou és muito muito exigente ou então és uma pessoa muito triste que sai do cinema sempre a chorar porque nunca se diverte! Para quem já lê o teu blog sinto como outras pessoas com quem já falei que mudaste de algum tempo e estás mais cinzento, e talvez tenhas esquecido algo importante: Diversão. Nem todos os filmes tem como pretensão ser obras primas nem estão a pensar em política como agora pensas que as obras das disney são, apenas é um filme que quer divertir quem o vê. Relaxa mais no cinema e vais ser mais feliz 😃


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