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17.9.14

 

A maldição continua, desta vez sob nova perspectiva!

 

Talvez Ju-on de Takashi Shimizu seja um dos mais assustadores contos de fantasmas transpostas ao cinema no novo Milénio. Um autêntico fenómeno de culto que usufruiu como influência de diversos mitos urbanos nipónicos, incluindo alguns elementos tradicionais como maldição segundo o folclore japonês. Para os espectadores menos concentrados nos nichos cinematográficos desse país, Ju-on seja sinónimo de The Grudge, o remake norte-americano produzido por Sam Raimi que o próprio Shimizu não deixou escapar, dirigindo um igualmente sinistro filme que aterrorizou as audiências mais ocidentais, mas tal legado "emprestado" foi abalado pela produção de duas sequelas nada entusiasmantes e cansativas (a última tendo sido lançado direct-to-video), que ditou o fim do franchising … pelo menos nos EUA.

 

 

No Japão, Ju-on encontra-se "vivinho da silva" e já conta com a sua sétima aparição, desta vez sem o seu criador original, Shimizu, mas sob a alçada de Takashige Ichise, produtor de outros êxito do subgénero local J-Horror como Ringu e Dark Water (ambos de Hideo Nakata), que é o autor do argumento. Neste novo filme, sentimo-nos num pleno jogo de xadrez, o tabuleiro e as peças são as mesmas, apenas a estratégia diferente. Com isto quero dizer que, e segundo os propósitos dos envolvidos no projecto, deparamos com um reboot do original Ju-on, onde a história e certas situação diferem da mesma, embora que as referências estão na sua integra. É um revisar dos lugares-comuns ditados pela obra de Shimizu, e para quem acompanha a saga desde os seus primórdios capítulos estará presente no seio de um verdadeiro aborrecimento, sem surpresas nem "punho" para contornar o já descrito.

 

 

A juntar a isso tudo, temos uma incompetência por parte do realizador Masayuki Ochiai em transmitir os sustos, reduzindo a um precoce jogo de sons (a banda sonora é novamente o elo de manipulação com os sentimentos dos espectadores) e nalguns casos, como a sequência final, o ridículo toma conta do enredo. Será tudo isto sinal de cansaço?

 

Filme visualizado no MOTELx 2014: Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa

 

Real.: Masayuki Ochiai / Int.: Shô Aoyagi, Yoshihiko Hakamada, Yasuhito Hida

 

 

Ver Também

The Grudge 3 (2009)

The Grudge 2 (2006)

3/10

publicado por Hugo Gomes às 18:18
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