urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:cinematograficamentefalando Cinematograficamente Falando ... Quando só se tem cinema na cabeça, dá nisto ... cinematograficamentefalando 2018-01-22T02:21:01Z urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:cinematograficamentefalando:2016313 Hugo Gomes 2018-01-21T21:31:00 Den of Thieves (2018) 2018-01-21T21:52:52Z 2018-01-22T02:21:01Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="017c32aaeb5c6328cc374557e3504f06255fd010.jpg" src="https://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Pd913fcb0/20846703_1Lrb8.jpeg" alt="017c32aaeb5c6328cc374557e3504f06255fd010.jpg" width="183" height="260" /></p> <p style="text-align: center;"><strong><em>Cidade sob Pressão!</em></strong></p> <p style="text-align: center;"> </p> <p style="text-align: justify;">Ao levantar do pano, de forma a posicionar o espectador na eventual “viagem”, os letreiros iniciais denominam Los Angeles como a “capital mundial dos assaltos a bancos”. A cantiga da <strong>Boston</strong> de <strong>Ben Affleck (The Town)</strong> parece não colar mais aqui. O letreiro da praxe dissipa-se e passamos às primeiras sequências, estas, demonstrando um golpe executado numa carrinha-forte, ao qual à audiência recebe o sabor de e mais um enésimo episódio de violência citadina.</p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="den-of-thieves.jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Ba5133428/20846704_luzmF.jpeg" alt="den-of-thieves.jpg" width="500" height="281" /></p> <p style="text-align: justify;">Mas o tiroteio que se assume como comité de boas-vindas leva-nos a outros lugares, a um <em>déjà vu </em>numa <strong>Los Angeles</strong> noturna e silenciosa que fora “acordada” ao som do conflito que se desenrola. Nasce assim uma variação, um<em> remake</em> bastardo de uma obra querida de um realizador que mostrou vezes sem contas como um hábil artesão na sua arte, transformar ação num estado de espirito. Falo de <strong>Michael Mann</strong> e o filme em questão é <strong>Heat</strong>, o conto de ladrões com honra e de policias desonrosos, o duelo cordial que nasce, vive e morre nessas mesma ruas (citando <strong>William Friedkin</strong> e o seu esquecido <strong>To Live and Die in Los Angeles</strong>). Sim, caro leitor, <strong>Den of Thieves</strong> é um <strong>Heat </strong>para as novas gerações, e nesses termos é desvendado o grande “calcanhar de Aquiles” desta primeira longa-metragem de <strong>Christian Gudegast</strong> (argumentista de <strong>London Has Fallen</strong>): a comparação com <strong>Mann</strong>. Não existe aquele espirito noturno característico do veterano, nem mesmo o intimismo cruel implantado na selva de asfalto.</p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="den-of-thieves-492_DOT_SG_0060R_rgb.jpg" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B171124a0/20846712_WgkCb.jpeg" alt="den-of-thieves-492_DOT_SG_0060R_rgb.jpg" width="500" height="333" /></p> <p style="text-align: justify;">Enfim, <strong>Den of Thieves</strong> não pretende ser um discípulo copista e procura um novo caminho e possivelmente um trilho paralelo; a de uma linguagem de ficção instalada num pacto de masculinidade falível, e nesse mesmo, <strong>Gerard Butler</strong> num papel que tanto  lhe condiz e tão bem conhece. Presenciamos o regresso do trágico líder Leónidas de 300, o homem desafiador, respeitado e estimado que se vê encurralado na sua própria tragédia. A prolongação dessa personagem, o espartano agora modernizado e integrado noutro campo de batalha, é como um jogo sujo que <strong>Gudegast</strong> enriquece numa competição entre dois homens. Dois lideres, cada um posicionado num lado da lei, numa dicotomia ideológica, orientada pelo bando que os segue respetivamente como um esquadrão suicida.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="Den-of-Thieves (1).jpg" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B5007b17b/20846713_Rp3gR.jpeg" alt="Den-of-Thieves (1).jpg" width="500" height="264" /></p> <p> </p> <p style="text-align: justify;">Um enésimo filme de golpe poderia nascer aqui, mas <strong>Den of Thieves</strong> foi capaz de ser mais que isso, e acima de tudo exibe essa vontade de romper com os rótulos antecipadamente colocados. Todavia, o que realmente falta nesta primeira obra é um certo gosto pela imagem, pela edição para além da óbvia competência, a linguagem visual e a auto-interpretação do próprio cinema. Por outras palavras, um argumentista convertido a realizador carece sobretudo de experiência e emancipação da própria escrita. Fora isso, há ambição aqui, mesmo que o conto seja mais que recontado. </p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"><strong>Real.: Christian Gudegast / Int.: Gerard Butler, Jordan Bridges, Pablo Schreiber, Curtis “50 Cent” Jackson, Sonya Balmores</strong></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="den-of-thieves-trailer-gerard-butler-50-cent-tw.jp" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B2f125efb/20846731_fBBUO.jpeg" alt="den-of-thieves-trailer-gerard-butler-50-cent-tw.jp" width="500" height="250" /></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:cinematograficamentefalando:2016007 Hugo Gomes 2018-01-20T14:26:00 Agnès Varda trabalha em novo filme 2018-01-20T14:27:27Z 2018-01-20T14:27:27Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="DSC_5243_R-varda.png" src="https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Be513765d/20844868_MpQBf.png" alt="DSC_5243_R-varda.png" width="500" height="334" /></p> <p style="text-align: justify;"><strong>Agnès Varda</strong> já trabalha num novo projecto, o filme seguirá o seu <strong>Visages, Villages</strong> (estreado no <strong>è</strong>e com estreia prevista para <strong>Portugal </strong>no próximo mês) será novamente um documentário, marcando o regresso com a sua colaboração com <strong>Didier Rouget</strong>.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Ainda sem titulo, <strong>Varda</strong> considera o seu novo trabalho um "<em>documentário imprevisível</em>", o qual irá representar a sua experiência enquanto realizador, trazendo uma visão especial do que ela apelida de “cine-escrita”.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">"<em>Este novo documentário, muito original que funciona como uma masterclass pessoal, traz a sua visão em relação à sua arte e que certamente fascinará todos os amantes do cinema no mundo</em>", afirma <strong>Juliette Schrameck</strong>, da MK2, acrescentando ainda que o documentário contará com uma vários convidados especiais.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">De momento, o projecto encontra-se em produção, devendo estar finalizado na Primavera.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: center;"><strong>Acompanha-nos no Facebook, <a href="https://www.facebook.com/CinematograficamenteFalando">aqui</a>, e no Twitter, <a href="https://twitter.com/HugoGom22570340">aqui</a>.</strong></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:cinematograficamentefalando:2015879 Hugo Gomes 2018-01-20T00:27:00 Versão live-action de Sword in the Stone pode ter encontrado o seu realizador! 2018-01-20T00:31:03Z 2018-01-20T00:31:15Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="swordstoneheader-768x433.jpg" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Baf02d944/20844576_cqSro.jpeg" alt="swordstoneheader-768x433.jpg" width="500" height="282" /></p> <p style="text-align: justify;"><strong>Sword in the Stone</strong>, que por cá recebeu o título de <strong>A Espada era a Lei,</strong> é um dos clássicos de animação na fila para receber o seu tratamento de acção real por parte da <strong>Disney</strong>. De acordo com o <strong>The Hollywood Reporter, Juan Carlos Fresnadillo (28 Weeks Later, Intruders)</strong> encontra-se em negociações para o realizar. <strong>Brian Cogman</strong>, um dos argumentistas da série <strong>Guerra dos Tronos,</strong> encontra-se envolvido no guião.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">A animação, datada de 1963, tem como inspiração uma história de <strong>T.H. White</strong>, o qual relata a juventude do iminente <strong>Rei Artur</strong>. O filme segue a sua aprendizagem e companheirismo com o mago <strong>Merlin</strong>, terminando na retirada da famosa <strong>Excalibur</strong> da pedra que o aprisionava.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">É de notar que este é apenas um dos dois filmes que a <strong>Disney</strong> está a desenvolver atualmente com base na personagem do mago <strong>Merlin</strong>. O outro é <strong>The Merlin Saga</strong>, um filme escrito por <strong>Philippa Boyens,</strong> mais conhecida pelo seu trabalho no guião da franquia <strong>The Lord of the Rings</strong> e <strong>The Hobbit</strong>, e que tudo indica terá <strong>Ridley Scott</strong> na realização.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: center;"><strong>Acompanha-nos no Facebook, <a href="https://www.facebook.com/CinematograficamenteFalando">aqui</a>, e no Twitter, <a href="https://twitter.com/HugoGom22570340">aqui</a>.</strong></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:cinematograficamentefalando:2015568 Hugo Gomes 2018-01-19T10:19:00 My French Film Festival, um festival à francesa na Filmin 2018-01-20T00:25:54Z 2018-01-20T00:25:54Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="8ea9e6f7-de08-446f-9217-58a6ac3a5763.jpg" src="https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B02095c4e/20844574_Bjr9J.jpeg" alt="8ea9e6f7-de08-446f-9217-58a6ac3a5763.jpg" width="500" height="293" /></p> <p style="text-align: justify;">O cinema francês estará na ribalta! Filmin.pt dá por iniciado o <strong>My French Film Festival</strong>, um dos mais prestigiados festivais online que garante aos seus subscritores uma coleção de 25 filmes inéditos. Um leque de longas a curtas-metragens, comédias a dramas de prestigio, premiados e êxitos de bilheteira, desculpas e mais que umas para descobrir ou redescobrir novos talentos da cinematografia francesa.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">De 19 de Janeiro a 19 de Fevereiro, deparamos neste festival à distancia de um clique, seis secções temáticas, ao encontro do paladar dos seu subscritor. São histórias mirabolantes em <strong>What The F...rench!?,</strong> com destaque para expedição selvagem de <strong>A Lei da Selva (La Loi de la</strong> <strong>Jungle,</strong> 2016) de <strong>Antonin Peretjatko</strong>, um filme louco que invoca o tão amado <strong>Pierrot Le Fou</strong> de Godard. Em <strong>Hit the Rrroad!,</strong> as viagens de iniciação tem como estandarte Ava (2017), de <strong>Léa Mysius</strong>, que fora premiado na Semana da Crítica, e ainda a comédia <strong>Aglaé, À Prova de Choque</strong> (<strong>Crash Test Aglaé</strong>, 2017), de <strong>Eric Glavel</strong>, que reúne as atrizes <strong>Yolande Moreau, Julie Depardieu</strong> e <strong>India Hair</strong> numa “viagem dos diabos.  </p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="man-bites-dog.jpg" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B6f12b215/20844575_9uisz.jpeg" alt="man-bites-dog.jpg" width="500" height="339" /></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">A adolescência é o “prato principal” em <strong>Teen Stories</strong>, o documentário <strong>Swagger</strong> (2016), de <strong>Olivier</strong> <strong>Babinet</strong>, promete fazer as delicias da temática. French and Furious prova ser a secção mais obscura, aí encontraremos obras intrigantes como <strong>Pela Floresta Dentro (Dans la forêt</strong>, 2016), de <strong>Gilles Marchand,</strong> sobre progenitores obsessivos e ainda <strong>Aconteceu Perto da Sua Casa (C'est</strong> <strong>arrivé près de chez vous,</strong> 1992), de <strong>Benoît Poelvoorde, Rémy Belvaux e André Bonzel,</strong> um <em>mockumentário</em> (falso-documentário) de culto que arrecadou o <strong>Prémio de Júri do Festival de Cannes.</strong></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Por fim, muito <em>amour </em>com <strong>Love à la françcaise</strong>, que tal como o título indica, o romance estará no ar nesta seleção, curiosamente também será uma oportunidade de ver uma das primeiras curtas de <strong>François Ozon, Um Vestido de Verão (Une robe</strong> <strong>d'été</strong>, 1996).</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Para aceder ao festival, clique <a href="https://www.filmin.pt/pack/my-french-film-festival">aqui</a>.</p> <p> </p> <p style="text-align: center;"><strong>Acompanha-nos no Facebook, <a href="https://www.facebook.com/CinematograficamenteFalando">aqui</a>, e no Twitter, <a href="https://twitter.com/HugoGom22570340">aqui</a>.</strong></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:cinematograficamentefalando:2015308 Hugo Gomes 2018-01-18T23:49:00 Jean-Pierre Verscheure na Cinemateca Portuguesa 2018-01-18T23:52:06Z 2018-01-18T23:52:06Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="s,1200-47aefc.jpg" src="https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B8613963e/20842919_I7gs8.jpeg" alt="s,1200-47aefc.jpg" width="500" height="336" /></p> <p style="text-align: justify;">Em Fevereiro, o investigador e curador <strong>Jean-Pierre Verscheure</strong> marcará presente na <strong>Cinemateca-Portuguesa Museu do Cinema </strong>para apresentar um conjunto de sessões inseridas na habitual rúbrica <strong>Histórias Do Cinema.</strong></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">De nacionalidade belga, <strong>Vescheure</strong> é um dos maiores especialistas na história das técnicas cinematográficas da atualidade, tendo fundado o <strong>Cinevolution,</strong> centro de estudos que permitiu a restauração de mais de quarenta instalações audiovisuais, em 1994. Também professor do <strong>Instituto Nacional de Artes Performáticas (INSAS)</strong> e parte do conselho científico da <strong>Cinémathèque française,</strong> foi distinguido em 2010 com o <strong>Prémio Lifetime Achievement in Film</strong> no <strong>Festival de Cinema Internacional Independente de Bruxelas</strong>.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">A sua presença em<strong> Lisboa</strong> (19 a 23) motivará um dialogo sobre os formatos de película cinematográfica e as proporções de imagem, exemplificado em conferências que antecedem a cinco filmes. As projeções apresentadas serão <strong>Safety Last! (Fred Newmeyer, 1923), Rancho Notorious (Fritz Lang, 1952), River Of No Return (Otto Preminger, 1954), West Side Story (Jerome Robbins, Robert Wise, 1961) e The Pledge (Sean Penn, 2001).</strong></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">A destacar ainda o facto, de em Fevereiro, a <strong>Cinemateca Portuguesa</strong> apostar num outro ciclo, remontando no formato de projeção <strong>CinemaScope</strong>, que entrou em uso entre 1953 a 1967, tendo sido visto como um movimento de prevenção ao declino do cinema face à expansão televisiva.</p> <p> </p> <p style="text-align: center;"><strong>Acompanha-nos no Facebook, <a href="https://www.facebook.com/CinematograficamenteFalando">aqui</a>, e no Twitter, <a href="https://twitter.com/HugoGom22570340">aqui</a>.</strong></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:cinematograficamentefalando:2015211 Hugo Gomes 2018-01-18T16:17:00 KINO regressa com a sua 15ª edição, mais cinema e cultura falando em alemão! 2018-01-18T16:22:02Z 2018-01-18T16:22:02Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="wild-mouse-berlin.jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B7b028d98/20842268_4tTRl.jpeg" alt="wild-mouse-berlin.jpg" width="500" height="269" /></p> <p style="text-align: justify;">Arranca hoje a 15ª edição de <strong>KINO: Mostra de Cinema de Expressão Alemã</strong>, que se prolonga até dia 24 de janeiro nos <strong>Cinemas São Jorge</strong> e na <strong>Goethe Institut</strong>. Tendo extensão no <strong>Porto</strong> para os dias 25 a 28 (<strong>Teatro Rivoli e Cinema Passos Manuel</strong>), seguidamente para <strong>Coimbra</strong> de 14 a 16 de <strong>fevereiro</strong> (<strong>Teatro Gil Vicente</strong>).</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Esta mostra de cinema oriundo  da <strong>Alemanha, Áustria, Suíça e Luxemburgo</strong>, dará o “pontapé de saída” com a comédia negra <strong>Wild Mouse</strong>, de <strong>Josef Hader</strong>, que foi apresentado no último <strong>Festival de Berlim</strong>, a história de um crítico de músico despedido e determinado em reaver a sua dignidade. Entre outros destaques os documentários <strong>My Wonderful</strong> <strong>West Berlin</strong>, de <strong>Jochen Hick,</strong> sobre as subculturas na <strong>Alemanha Ocidental</strong>, e <strong>B-Movie:</strong> <strong>Lust and Sound in West-Berlin</strong>, do trio <strong>Jörg Hoppe, Klaus Maeck e Heiko Lange</strong>, que espreita a exploração do músico inglês <strong>Mark Reeder</strong> do lado ocidental da capital nos anos 80; o drama lésbico <strong>Siebzehn (Dezasse</strong><strong>te),</strong> de <strong>Monja Art e Herbert, de Thomas Stuber</strong>, um filme existencialista sobre um aposentado pugilista.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="201710598_2_IMG_FIX_700x700.jpg" src="https://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Be115e428/20842290_qyT28.jpeg" alt="201710598_2_IMG_FIX_700x700.jpg" width="500" height="366" /></p> <p> </p> <p style="text-align: justify;">Outro muito antecipado filme do evento é <strong>Beuys,</strong> de <strong>Andres Veiel</strong>, sobre o badalado artista performativo <strong>Joseph Beuys</strong>, que entre os seus “escandalosos” ensaios conta-se a barricada numa <strong>Galeria de Arte</strong> em 1965, de forma a ensinar arte a uma lebre morta. O filme de encerramento é <strong>Die göttliche Ordnung (A Ordem Divina),</strong> que já conta com distribuição em <strong>Portugal.</strong></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: center;"><strong> <strong>Acompanha-nos no Facebook, <a href="https://www.facebook.com/CinematograficamenteFalando">aqui</a>, e no Twitter, <a href="https://twitter.com/HugoGom22570340">aqui</a>.</strong></strong></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:cinematograficamentefalando:2014883 Hugo Gomes 2018-01-17T16:24:00 Trailer de Ghostland, o novo filme do realizador de Martyrs 2018-01-17T16:27:56Z 2018-01-17T16:27:56Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="23318958_1852107621469261_3893126087079139012_n.pn" src="https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bfe09604d/20732056_znw4Z.png" alt="23318958_1852107621469261_3893126087079139012_n.pn" width="500" height="226" /></p> <p style="text-align: justify;">Foi revelado o trailer de  <strong>Ghostland</strong>, o novo e próximo filme de <strong>Pascal Laugier (Martyrs),</strong> aquele que é considerado um dos nomes maiores da vaga francesa do terror.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">A obra segue Pauline e as suas duas filhas herdam uma casa. Na primeira noite nesta nova casa, ela confronta intrusos, lutando pela sua vida e a das suas filhas. Dezasseis anos depois, as filhas se reencontram na casa, na qual começa a surgir algo de estranho. </p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"><strong>Crystal Reed, Anastasia Phillips, Taylor Hickson, Emilia Jones, Adam Hurtig </strong>e a cantora<strong> Mylène Farmer</strong> compõem o elenco. </p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/_3MDoQlAfbQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"> </p> <p style="text-align: center;"> <strong>Acompanha-nos no Facebook, <a href="https://www.facebook.com/CinematograficamenteFalando">aqui</a>, e no Twitter, <a href="https://twitter.com/HugoGom22570340">aqui</a>.</strong></p> <p> </p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:cinematograficamentefalando:2014241 Hugo Gomes 2018-01-14T01:17:00 Clive Owen junta-se a Will Smith em filme de Ang Lee 2018-01-14T01:25:35Z 2018-01-14T01:25:35Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="pjimage.jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bae02fc94/20834653_1Bd5C.jpeg" alt="pjimage.jpg" width="500" height="282" /></p> <p style="text-align: justify;"><strong>Clive Owen</strong> junta-se a <strong>Will Smith</strong> em <strong>Gemini Man</strong>, o próximo filme assinado por <strong>Ang Lee (The Crouching Tiger and the Hidden Dragon, Life of Pi)</strong>, uma ficção cientifica centrado num futuro próximo onde a clonagem humana é mais que uma possibilidade. Nesta história, <strong>Will Smith</strong> será um reformado operador da NSA que tem que escapar a um assassino, que mais tarde vem a descobrir que se trata de uma versão jovem dele próprio.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Segundo a <strong>Variety, Owen</strong> será o antagonista do filme, enquanto que <strong>Mary Elizabeth Winstead</strong> e <strong>Tatiana Maslany</strong> encontram-se cotadas para a coprotagonista feminina.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"><strong>Gemini Man</strong> é uma produção de <strong>Jerry Bruckheimer</strong> (do <em>franchise</em> <strong>Pirates of the Caribbean</strong>) que se encontrava em desenvolvimento há mais de duas décadas, na pose da <strong>Disney</strong>. Contudo, o projeto foi adquirido pela <strong>Skydance Media</strong>, que o produzirá em conjunto com a <strong>Paramount Pictures.</strong></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Estreia prevista para <strong>Outubro</strong> de 2019.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: center;"><strong>Acompanha-nos no Facebook, <a href="https://www.facebook.com/CinematograficamenteFalando">aqui</a>, e no Twitter, <a href="https://twitter.com/HugoGom22570340">aqui</a>.</strong></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:cinematograficamentefalando:2014004 Hugo Gomes 2018-01-13T01:01:00 Leonardo DiCaprio protagoniza novo filme de Quentin Tarantino 2018-01-13T01:02:14Z 2018-01-13T01:02:14Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="02_django_unchained_fb.jpg" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B79013513/20833479_4Al4m.jpeg" alt="02_django_unchained_fb.jpg" width="500" height="313" /></p> <p> </p> <p style="text-align: justify;"><strong>Leonardo DiCaprio</strong> voltará a trabalhar com <strong>Quentin Tarantino</strong> num filme baseado na “família <strong>Manson</strong>”, a comunidade de <em>serial killers</em> liderados por <strong>Charles Manson</strong> que assombrou os <strong>EUA </strong>no final dos anos 60, cuja vitima mais mediática foi a actriz, e na altura mulher de <strong>Roman Polanski</strong>, <strong>Sharon Tate</strong>, em 8 de<strong> Agosto</strong> de 1969.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">O filme terá distribuição da Sony, quebrando assim a relação de mais de duas décadas com os irmãos <strong>Weinstein</strong> via <strong>Miramax e The Weinstein Company</strong>, que datava portanto já desde a sua primeira longa-metragem: <strong>Reservoir Dogs</strong> de 1992. De acordo com uma fonte do <strong>Vanity Fair</strong>, o filme vai-se focar numa estrela de televisão, que teve uma série de sucesso e está à procura de entrar na indústria cinematográfica, e no seu parceiro (e duplo/<em>stunt</em>). Sendo assim, a tragédia que envolveu o assassinato de <strong>Sharon Tate</strong> e quatro amigos seus servirá como pano de fundo.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Foi ainda revelado que <strong>Margot Robbie</strong> encontra-se em negociações para integrar o elenco, que também “cobiça” as presenças de <strong>Brad Pitt e Tom Cruise</strong>.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">O orçamento está nos 100 milhões de dólares, e deve-se esperar que a produção tenha início no Verão, com estreia para 2019.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: center;"><strong>Acompanha-nos no Facebook, </strong><a href="https://www.facebook.com/CinematograficamenteFalando"><strong>aqui</strong></a><strong>, e no Twitter, </strong><a href="https://twitter.com/HugoGom22570340"><strong>aqui</strong></a><strong>.</strong></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:cinematograficamentefalando:2013886 Hugo Gomes 2018-01-13T00:54:00 John Wick será série de televisão 2018-01-13T00:56:17Z 2018-01-13T00:56:17Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="MV5BMTUzNjg4NjA1M15BMl5BanBnXkFtZTgwMjI0OTcyMDI@._" src="https://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B6612ee6f/20833475_SRZzi.jpeg" alt="MV5BMTUzNjg4NjA1M15BMl5BanBnXkFtZTgwMjI0OTcyMDI@._" width="500" height="333" /></p> <p style="text-align: justify;"><strong>Chris Albertch</strong>, Presidente da <strong>Starz</strong>, anunciou na <strong>Television Critics Association (TCA) Winter 2018</strong> <strong>Press Tour</strong>, que a<strong> Starz</strong> em conjunto com<strong> Lionsgate</strong> irão produzir uma série baseada no <em>franchise</em> de <strong>John Wick</strong>.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Intitulado de <strong>The Continental</strong>, a série explorará o submundo dos assassinos e o hotel-fachada que os abriga. Nos filmes, esse mesmo hotel é gerido por <strong>Winston</strong>, personagem interpretada pelo ator <strong>Ian McShane</strong>.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">O argumentista e produtor <strong>Chris Collins (Sons of Anarchy, The Wire</strong>) encontra-se confirmado para escrever esta adaptação televisiva, enquanto que <strong>Chad Stahelski </strong>(corealizador de <strong>John</strong> <strong>Wick</strong> e realizador de <strong>John Wick: Chapter 2</strong>), <strong>Derek Kolstad </strong>(argumentista dos dois filmes), <strong>Keanu</strong> <strong>Reeves, Basil Iwanyk </strong>(produtor do díptico e ainda de <strong>Sicario</strong>) e <strong>David Leitch </strong>(corealizador de <strong>John</strong> <strong>Wick</strong> e realizador da sequela de <strong>Deadpool</strong>) estarão integrados na produção. Este último, irá dirigir o episódio-piloto.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">No seu anúncio,<strong> Albertch</strong> revelou que "<em>esta série será verdadeiramente diferente de qualquer outra coisa na TV. "<strong>The Continental"</strong> promete incluir as sucessivas sequências de luta e os tiroteios intensamente organizados entre assassinos profissionais e seus alvos que os adeptos esperaram na franquia de <strong>John Wick</strong>, além de apresentar alguns personagens novos e convincentes que habitam neste mundo subterrâneo</em>. "</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: center;"><strong>Acompanha-nos no Facebook, <a href="https://www.facebook.com/CinematograficamenteFalando">aqui</a>, e no Twitter, <a href="https://twitter.com/HugoGom22570340">aqui</a>.</strong></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:cinematograficamentefalando:2013675 Hugo Gomes 2018-01-12T22:00:00 Quote #09: Body Snatchers (Abel Ferrara, 1993) 2018-01-12T23:54:45Z 2018-01-12T23:54:45Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="Gowhere.jpg" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B0512bd5e/20833440_PNYZb.jpeg" alt="Gowhere.jpg" width="500" height="224" /></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;">"<em>Listen to me, Steve. Go where? Steve, this is important. Go where? That's right, go where? What happened in your room... Are you listening? What happened in your room is not an isolated incident. It is something that is happening everywhere. So, where you gonna go? Where you gonna run? Where you gonna hide? Nowhere, 'cause there's no one like you left. That's right..</em>." <strong>Carol Malone (Meg Tilly)</strong></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><strong>Acompanha-nos no Facebook, <a href="https://www.facebook.com/CinematograficamenteFalando">aqui</a>, e no Twitter, <a href="https://twitter.com/HugoGom22570340">aqui</a>.</strong></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:cinematograficamentefalando:2013310 Hugo Gomes 2018-01-12T16:32:00 Jeanne! será o próximo filme de Bruno Dumont 2018-01-12T16:37:42Z 2018-01-12T16:37:42Z <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="jeannette-l-enfance-de-jeanne-d-arc.jpg" src="http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bdf079f7b/20424659_1LoVS.jpeg" alt="jeannette-l-enfance-de-jeanne-d-arc.jpg" width="500" height="333" /></p> <p style="text-align: justify;"><strong>Jeannette l'enfance de Jeanne d'Arc</strong>, um musical tendo como inspiração a vida da heroína francesa do século <strong>XV, Joana D’Arc</strong>, que fora o filme de abertura do 49ª<strong> Quinzena de Realizadores,</strong> vai contar com uma continuação. Quem o confirma é o realizador<strong> Bruno Dumont (Ma Loute)</strong>.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Intitulado de <strong>Jeanne!</strong>, esta sequela seguirá uma <strong>Joana D'Arc</strong> adulta a tentar concretizar a profecia. Ainda se desconhece se o filme manterá o estilo musical do antecessor, o qual contou com uma banda-sonora da autoria do compositor experimental electrónico, <strong>Igourrr (Gautier Serre</strong>).</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/9T7Rf9rLaLg" width="560" height="315" frameborder="0" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p style="text-align: center;"> </p> <p style="text-align: center;"><strong>Acompanha-nos no Facebook, <a href="https://www.facebook.com/CinematograficamenteFalando">aqui</a>, e no Twitter, <a href="https://twitter.com/HugoGom22570340">aqui</a>.</strong></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:cinematograficamentefalando:2013130 Hugo Gomes 2018-01-12T16:10:00 Pop Aye (2017) 2018-01-12T16:14:38Z 2018-01-12T16:14:38Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="cbf6be9a5_115215180717.jpg" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Pe70295fc/20832893_3OMrk.jpeg" alt="cbf6be9a5_115215180717.jpg" width="181" height="260" /></p> <p style="text-align: center;"><strong><em>O Cidadão Elefante em Cidade Turística!</em></strong></p> <p style="text-align: center;"> </p> <p style="text-align: justify;">Existe um exotismo associado ao termo <em>world cinema</em>. Termo, esse que <strong>Sundance </strong>apropriou para uma das suas secções mais impares, porém, interiorizada num certo conforto ocidental. A primeira longa-metragem de <strong>Kirsten Tan </strong>(criada em <strong>Singapura</strong>) que abriu o mesmo espaço ano passado, tendo arrecadado um prémio em igual categoria, é um postal turístico de uma <strong>Tailândia </strong>evidentemente exótica, visualmente oriental, mas enquadrada num registo apontado demasiado a Oeste.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="MV5BNDU0OTE3Mzg2OV5BMl5BanBnXkFtZTgwNzYxNzE5MDI@._" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bfc1420b3/20832890_IZnJT.jpeg" alt="MV5BNDU0OTE3Mzg2OV5BMl5BanBnXkFtZTgwNzYxNzE5MDI@._" width="500" height="281" /></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Sim agradará um público verdadeiramente ocidental, até porque o duelo de urbanização / ruralidade, em anexo com o lado selvagem de um património natural em perigo, <strong>Pop Aye</strong> é o que poderemos chamar num <em>“world cinema crowd pleaser”</em>, um exemplar inofensivo, o quanto caloroso em termos de coração, mas longe de conquistar um espaço na sua cinematografia. Primeiro, porque toda a sua linguagem narrativa estremece um apelo ao gosto de um “<strong><em>Hollywood</em></strong>” independente, não é por acaso que o filme abriu <strong>Sundance</strong>, o <em>road movie</em> encorajado por um tardio <em>coming-to-age</em>, neste caso a moralidade como objectivo de trajetória. Segundo ponto, essa linguagem culturalmente perceptível sufoca o misticismo que poderia, e bem, suscitar nesta amizade interespécies - um velho arquitecto que vive vampiricamente dos seus momentos de glória e um elefante que o remete à sua infância (existe em <strong>Pop Aye</strong> um certo dispositivo narrativo <em>à lá</em> <strong>Rosebud</strong> de <strong>Citizen Kane</strong>).</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="MV5BMjMxMzk5MjY3N15BMl5BanBnXkFtZTgwMDcxNzE5MDI@._" src="https://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B2912cb25/20832889_S8TAT.jpeg" alt="MV5BMjMxMzk5MjY3N15BMl5BanBnXkFtZTgwMDcxNzE5MDI@._" width="500" height="281" /></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">O simbolismo animalesco que tenderia ser explorado na imagem do paquiderme é nada mais, nada menos que um convite sem anfitrião, e muitos menos sem convidados. De resto, esta travessia por uma <strong>Tailândia</strong> fora de <strong>Bangcoque</strong> (pelo retrato bem poderia ser de outro país), carece de identidade, a estranheza do longínquo e sobretudo a idiossincrasia não evidente. É por estas e por outras que <strong>Apichatpong Weerasethakul</strong> nos apresenta um olhar mais exótico, mais transversal, espirituoso e sobretudo bizarro, e aí reside o desafio proposto ao espectador entranhar. <strong>Pop Aye</strong> é somente uma viagem nada atribulada, confortante e sugerida na camada de pele de um elefante, difícil de atravessar. Ecologia, dicotomia e muito moralismo (sob vícios  de anti-materialismo). O cinema ocidental sob vestes do oriente.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"><strong>Real.: Kirsten Tan / Int.: Thaneth Warakulnukroh, Penpak Sirikul, Bong</strong></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="MV5BMTEzNDczMTQxNDheQTJeQWpwZ15BbWU4MDU2MTcxOTAy._" src="https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B6a019c54/20832886_jQFyT.jpeg" alt="MV5BMTEzNDczMTQxNDheQTJeQWpwZ15BbWU4MDU2MTcxOTAy._" width="500" height="281" /></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:cinematograficamentefalando:2012918 Hugo Gomes 2018-01-11T16:51:00 Quote #8: All Abou Eve (Joseph L. Mankiewicz, 1950) 2018-01-11T16:56:31Z 2018-01-11T16:56:31Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="Bill_Sampson.jpeg" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B1a021752/20831332_0dBcG.jpeg" alt="Bill_Sampson.jpeg" width="500" height="375" /></p> <p style="text-align: justify;">“<em>The Theatuh, the Theatuh - what book of rules says the Theater exists only within some ugly buildings crowded into one square mile of New York City? Or London, Paris or Vienna? Listen, junior. And learn. Want to know what the Theater is? A flea circus. Also opera. Also rodeos, carnivals, ballets, Indian tribal dances, Punch and Judy, a one-man band - all Theater. Wherever there's magic and make-believe and an audience - there's Theater. Donald Duck, Ibsen, and The Lone Ranger, Sarah Bernhardt, Poodles Hanneford, Lunt and Fontanne, Betty Grable, Rex and Wild, and Eleanora Duse. You don't understand them all, you don't like them all, why should you? The Theater's for everybody - you included, but not exclusively - so don't approve or disapprove. It may not be your Theater, but it's Theater of somebody, somewhere.</em>” Bill Simpson (Gary Merril)</p> <p> </p> <p style="text-align: center;"><strong>Acompanha-nos no Facebook, <a href="https://www.facebook.com/CinematograficamenteFalando">aqui</a>, e no Twitter, <a href="https://twitter.com/HugoGom22570340">aqui</a>.</strong></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:cinematograficamentefalando:2012487 Hugo Gomes 2018-01-10T15:32:00 Pinhead de regresso! Divulgado trailer de Hellraiser: Judgment! 2018-01-10T15:34:34Z 2018-01-10T15:34:34Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="hellraiser-judgment-trailer-700x366.jpg" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B4411b1fc/20829551_97how.jpeg" alt="hellraiser-judgment-trailer-700x366.jpg" width="500" height="261" /></p> <p style="text-align: justify;">Uma das sagas de terrores mais duradoras prepara-se para estrear o seu décimo capítulo. Trata-se de <strong>Hellraiser</strong>, que por cá obteve o título de <strong>Fogo Maldito</strong>, uma alegoria sadomasoquista inspirada nos contos de <strong>Clive Barker</strong> que estreou pela primeira vez no cinema em 1987 (com o dito escritor a assumir o cargo de realizador).</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">O filme rapidamente ascendeu ao estatuto de culto e o seu “monstro-estrela”, <strong>Pinhead</strong>, converteu-se numa das mais populares figuras do género. A sequela direta, que estreou em 1988, prolongou esse mesmo sucesso. Porém, depois do quarto filme, que foi um fiasco, o franchise ficou retido no circuito de <em>Home Video</em>, onde continuou de forma presencial. À chegada deste décimo capitulo, <strong>Doug Bradley</strong>, que sempre vestiu a pele desse demónio, saiu do projeto. No seu lugar temos <strong>Paul T. Taylor (Super)</strong>.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Escrito e dirigido por <strong>Gary J. Tunnicliffe</strong>, responsável pelos departamentos de caracterização de <strong>X-Men Origens: Wolverine e Pulse</strong>, o intitulado <strong>Hellraiser: Judgment</strong> seguirá diretamente para o circuito de <em>Home Video, Video-on-demand e streaming</em>. Como curiosidade, a actriz <strong>Heather Langenkamp</strong> encontra-se no elenco. Para quem desconhece, ela foi <strong>Nancy Thompson</strong>, a grande protagonista de <strong>A Nightmare on Elm Street</strong>, de <strong>Wes Craven</strong>.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/6T4oDRP69Xo" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p style="text-align: center;"> <strong>Acompanha-nos no Facebook, </strong><a href="https://www.facebook.com/CinematograficamenteFalando"><strong>aqui</strong></a><strong>, e no Twitter, </strong><a href="https://twitter.com/HugoGom22570340"><strong>aqui</strong></a><strong>.</strong></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:cinematograficamentefalando:2012255 Hugo Gomes 2018-01-10T15:16:00 Primeiro vislumbre de John C. Relly e Steve Coogan como "Bucha & Estica" 2018-01-10T15:25:25Z 2018-01-10T15:25:25Z <p class="sapomedia images"><a class="media-link" title="Laurel &amp;amp; Hardy (Thicker Than Water)_01.jpg" href="http://fotos.sapo.pt/deathboy/fotos/?uid=iFnKLAE2gFeJUDUmR9i3"><img style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="Laurel &amp;amp; Hardy (Thicker Than Water)_01.jpg" src="http://4.fotos.web.sapo.io/i/B01131297/19191498_BDk4p.jpeg" alt="Laurel &amp;amp; Hardy (Thicker Than Water)_01.jpg" width="500" height="402" /></a></p> <p> </p> <p style="text-align: justify;">Encontra-se a ser preparado um filme sobre a famosa dupla de comediantes <strong>Stan Laurel &amp;</strong> <strong>Oliver Hardy,</strong> que em <strong>Portugal </strong>ficaram conhecidos como <strong>Bucha &amp; Estica</strong>. A produção, que terá como título <strong>Stan &amp; Ollie</strong> será protagonizado por <strong>John C. Relly (The Lobster, Step Brothers)</strong> e <strong>Steve Coogan (24 Hour Party)</strong> e contará com a realização de <strong>Jon S. Baird (Filth)</strong> e com um argumento de <strong>Jeff Pope (Philomena). </strong><strong>Shirley Henderson (Okja)</strong>, <strong>Nina Arianda (Midnight in Paris), e Danny Huston (Wonder Woman)</strong> fazem ainda parte do elenco.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Recordamos que a dupla de comediantes, provavelmente a mais icónica do Cinema, participou em mais de 100 produções, incluindo longas e curtas metragens e até mesmo peças teatrais. A primeira aparição foi em <strong>The Lucky Dog (1917)</strong> e desde então têm reunido êxitos como também fracassos.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">O filme cinebiográfico terá como base a relação entre ambos e a diferença que os unia, focando particularmente numa tournée de despedida que o duo organizou em 1963, no <strong>Reino Unido</strong>. As primeiras imagens foram divulgadas, demonstrando a transformação dos actores para os respectivos papeis. </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="stan_ollie_670_670.jpg" src="https://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bd20683d3/20829527_QNeDR.jpeg" alt="stan_ollie_670_670.jpg" width="333" height="500" /></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="DTCrOhmX4AAdoND.jpg" src="https://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B5712e185/20829528_IQmtF.jpeg" alt="DTCrOhmX4AAdoND.jpg" width="500" height="369" /></p> <p> </p> <p style="text-align: center;"><strong>Acompanha-nos no Facebook, </strong><a href="https://www.facebook.com/CinematograficamenteFalando"><strong>aqui</strong></a><strong>, e no Twitter, </strong><a href="https://twitter.com/HugoGom22570340"><strong>aqui</strong></a><strong>.</strong></p> <p style="text-align: center;"> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:cinematograficamentefalando:2011968 Hugo Gomes 2018-01-10T14:42:00 QUOTE #7: Pauline Keal 2018-01-10T14:46:17Z 2018-01-10T14:46:17Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="all_the_presidents_men_still.jpg" src="https://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B3c09ac60/20829440_ErcBa.jpeg" alt="all_the_presidents_men_still.jpg" width="500" height="282" /></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;">"<em>O crítico é a única fonte independente de informação. O resto é propaganda</em>"</p> <p> </p> <p style="text-align: center;"><strong>Acompanha-nos no Facebook, <a href="https://www.facebook.com/CinematograficamenteFalando">aqui</a>, e no Twitter, <a href="https://twitter.com/HugoGom22570340">aqui</a>.</strong></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:cinematograficamentefalando:2011790 Hugo Gomes 2018-01-10T14:02:00 The Commuter (2018) 2018-01-10T14:14:11Z 2018-01-10T14:14:11Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="transferir (3).jpg" src="https://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/P5d05f861/20829362_FLQfD.jpeg" alt="transferir (3).jpg" width="176" height="260" /></p> <p style="text-align: center;"><strong><em>Linha atribulada!</em></strong></p> <p style="text-align: center;"> </p> <p style="text-align: justify;">É o efeito estafeta. <strong>Jaume Collet-Serra</strong> recebe os planos gerados por <strong>Luc Besson e Pierre Morel</strong> que consiste em transformar <strong>Liam Neeson</strong> num <em>action man</em> cinquentão, e põe em prática tal projeção, posicionando-o como um arquétipo de <strong>John McClane</strong>. É bem verdade que nesta cumplicidade, produções como <strong>Unknown e Run All Night</strong> funcionaram de forma moderada.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="MV5BMjA4OTg0NDAwNV5BMl5BanBnXkFtZTgwMDMwNzk0NDM@._" src="https://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B1c04e32e/20829363_ZU11F.jpeg" alt="MV5BMjA4OTg0NDAwNV5BMl5BanBnXkFtZTgwMDMwNzk0NDM@._" width="500" height="333" /></p> <p> </p> <p style="text-align: justify;">Todavia, existem “coisas” que perpetuam vícios nefastos, entre eles a maligna avença de <strong>Neeson</strong> com transportes públicos. Aqui o avião de <strong>Non-Stop</strong> dá lugar a um comboio numa linha subjacente de Nova Iorque e, em modo teste, o ator, agora tornado em sexagenário (ele faz questão de relembrar isso inúmeras vezes), vê-se enredado num jogo mortal, tendo como objetivo o encontrar um misterioso sujeito. Prazo: até ao fim da linha. Prémio: quantias monetárias que rapidamente passam para a segurança da sua família.</p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="MV5BMjE1ODkxOTk4Ml5BMl5BanBnXkFtZTgwMjMwNzk0NDM@._" src="https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B5d044a60/20829364_hbK5u.jpeg" alt="MV5BMjE1ODkxOTk4Ml5BMl5BanBnXkFtZTgwMjMwNzk0NDM@._" width="500" height="333" /></p> <p style="text-align: justify;">Assim sendo, a personagem de <strong>Neeson </strong>terá que usar o seu intelecto e o leque de “especialidades adquiridas por um longa carreira” (velha cantiga) para conseguir decifrar o “enigma”. Uns pozinhos de thriller<em> hitchcockiano</em> o qual <strong>Collet-Serra</strong> sempre esmiuçara e uma tendência <em>whoddunit </em>digna de uma <strong>Agatha Christie</strong> de segunda. Pois, não vale a pena suspirar por isto, porque de inteligência este <strong>The Commuter</strong> nada tem. Aliás, é apresentado “cartão amarelo” para <strong>Hollywood</strong>.</p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="MV5BMjQ1NTM1OTUxM15BMl5BanBnXkFtZTgwMTMwNzk0NDM@._" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Baf02b7e6/20829365_rJ4nl.jpeg" alt="MV5BMjQ1NTM1OTUxM15BMl5BanBnXkFtZTgwMTMwNzk0NDM@._" width="500" height="333" /></p> <p> </p> <p style="text-align: justify;">Existe um problema (um!), uma grave anomalia na condução dos diálogos, ou melhor, na construção destes. Aqui somos confrontados com falas mais explicitas do que as imagens que se inserem, ou a informação despejada desalmadamente que apresenta um artificio irrealista dos mesmo. Talvez seja de forma a não levar o espectador em erro, ou (pior dos cenários) lançar uma indireta à inteligência do seu público-alvo. Preferimos pensar que é só um agravado desleixo. Porém, o mal desta enésima correria de <strong>Liam Neeson</strong> é a epidemia que parece invadir muitas das produções cinematográficas, reduzidas a produtos de linha montagem. Mas não avançaremos por esses diagnósticos complexos, não há tempo para isso, seguimos para a próxima paragem.</p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="MV5BMTc0OTczMTUyMF5BMl5BanBnXkFtZTgwNzUyODI1MzI@._" src="https://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bea11178d/20829366_BEG6P.jpeg" alt="MV5BMTc0OTczMTUyMF5BMl5BanBnXkFtZTgwNzUyODI1MzI@._" width="500" height="250" /></p> <p style="text-align: justify;">O argumento, automatizado, colado a “cuspo”, vislumbrando uma extensa paisagem de lugares-comuns e de manientos truques segue até um twist que se adivinha a léguas. Talvez seja o trabalho técnico que nos dá algumas “luzes” do “potencial”. Desde a edição rotineira e recortada do seu arranque, que provoca em nós o efeito de conformismo férreo, até à grande sequência de ação filmada num só take, uma moda muitas vezes apresentada erradamente por muitos com o palavreado “lufada de ar fresco”. Portanto, nada de novo aqui. Nem a Oeste, Este, Norte ou Sul. Criativamente inexistente, somente mais uma paragem no meio de nenhures.   </p> <p style="text-align: justify;">  </p> <p style="text-align: justify;"><strong>Real.: Jaume Collet-Serra / Int.: Liam Neeson, Vera Farmiga, Patrick Wilson, Sam Neill, Jonathan Banks, Clara Lago</strong></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="MV5BNzMxMDIwOTkzNV5BMl5BanBnXkFtZTgwMzg4ODIxNDM@._" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B90119918/20829367_BakMf.jpeg" alt="MV5BNzMxMDIwOTkzNV5BMl5BanBnXkFtZTgwMzg4ODIxNDM@._" width="500" height="333" /></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:cinematograficamentefalando:2011393 Hugo Gomes 2018-01-08T17:13:00 Quando o Cinema não é protesto suficiente nos Golden Globes 2018-01-08T17:18:27Z 2018-01-08T17:18:27Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="james-franco-tommy-wiseau-the-room-golden-globe-wi" src="https://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bed05af7e/20826673_zhCaJ.jpeg" alt="james-franco-tommy-wiseau-the-room-golden-globe-wi" width="500" height="282" /></p> <p style="text-align: justify;">Por mais destaque e singularidade que tentam emanar nas suas cerimónias, os <strong>Golden Globes</strong> são sempre vistos como uma linha reta à premiação dos <strong>Óscares.</strong> A noite de ontem, pouco se destacou nesse sentido. Foi a feira das vaidade, porém, coberta de negro devido ao tão badalado protesto contra o assédio sexual, uma assombração que parece viver em <strong>Hollywood</strong>. E o decorrer da cerimónia deixa claro, que <strong>Hollywood</strong> não quer esquecer isso. <strong>Seth Meyers</strong> entra a “matar” com um rol de piadas nesse ramo, desde <strong>Weinstein</strong> a <strong>Kevin Spacey</strong>, passando pela sua masculinidade, ninguém sai ileso no seu discurso inicial. Mais um fator de que os <strong>Globos</strong> não conseguem deixar a sua marca, até porque os <strong>Óscares</strong> parecem dotados desse “comentarismo” político-social, diversas vezes embalado pela hipocrisia. E falando em hipocrisia, ouviu-se uns certos apupos a <strong>Meryl Streep</strong>.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Enfim, mas os <strong>Golden Globes</strong> não são o “<em>We are the World</em>” do discurso mediático, são Cinema … e Televisão, onde esta última tem adquirido uma portentosa relevância na indústria. Celebram-se séries como grandes produções hollywoodescas, festejam-se vitórias como verdadeiros oscarizados. <strong>The Handmaid’s Tale</strong> e <strong>Big Little Lies</strong> provam a sua força nas suas respectivas nomeações, tornando-se os grandes da noite - quer no pequeno ecrã, quer no grande panorama.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="billboard2.0.jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bf10484a2/20826675_LCqH8.jpeg" alt="billboard2.0.jpg" width="500" height="333" /></p> <p> </p> <p style="text-align: justify;">Mas o Cinema está lá, a tentar vincar a sua constante ofuscação. <strong>Three Billboards Outside Ebbing, Missouri</strong> prova a sua consistência na época de prémios, arrecadando 4 estatuetas, entre as quais as previsíveis ator secundário (<strong>Sam Rockwell</strong>) e argumento (a mais merecida das suas indicações), em conjunto com o de melhor atriz (<strong>Frances McDormand</strong> a destroçar <strong>Sally Hawkins</strong>) e o surpreendente Melhor Filme. <strong>Martin McDonaugh</strong> viu o prémio de realização cair nas mãos de <strong>Guillermo Del Toro</strong>, a provar que é uma força a acontecer nos <strong>Óscares</strong>, quem sabe, a consagração do cinema de género. De mãos vazias, saíram três grandes da indústria: <strong>Steven Spielberg, Ridley Scott e Christopher Nolan</strong>, o resto do quinteto de “<em>all-male directors</em>”, ferroada lançada por <strong>Natalie Portman</strong> na apresentação da categoria à luz do <em>snub</em> de <strong>Greta Gerwing</strong>, <strong>Patty Jenkins e Dee Rees</strong> nos nomeados.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"><strong>Lady Bird </strong>tira o tapete <strong>a Get Out </strong>na categoria de <strong>Melhor Filme Comédia ou Musical. </strong>Para quem esperava que o filme de <strong>Jordan Peele</strong>, completamente deslocado da sua secção, levasse a estatueta desmerecida (comédia, vai se lá ver), entrou aqui numa desesperante espiral. Até porque <strong>Daniel Kaluuya </strong>viu o prémio de melhor ator (comédia) ser entregue a <strong>James Franco </strong>com a sua mimetização de <strong>Tommy Wiseau. </strong>Surpresa, das surpresas, surge em palco o “verdadeiro” <strong>Wiseau, </strong>impedido de discursar por Franco. Este foi o momento mais hilariante da noite.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="GettyImages-902405588-920x584.jpg" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B4f11203d/20826676_AlzW7.jpeg" alt="GettyImages-902405588-920x584.jpg" width="500" height="317" /></p> <p> </p> <p style="text-align: justify;">De resto, <strong>Saoirse Ronan </strong>foi a melhor atriz de comédia por <strong>Lady Bird; Gary Oldman</strong> foi reconhecido como melhor ator dramático (como as academias adoram “imitações”); <strong>Coco</strong>, sem “espinhas”, conquista a melhor animação e <strong>Allison Janney </strong>rebaixa a sua concorrência (<strong>Laurie</strong> <strong>Metcalf</strong>) como melhor atriz Secundária em <strong>I, Tonya (Margot Robbie </strong>não foi reconhecida desta vez na categoria principal). Surpresas das surpresas, surge com a vitória de <strong>Fatih Akin</strong> e o <strong>seu In the Fade</strong> no melhor filme em língua estrangeira (para os <strong>Óscares</strong> apostasse em <strong>The Square- O Quadrado</strong>).</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Contudo, existem ainda dois momentos que gostaria de destacar na Cerimónia. Uma foi o discurso inspirador de <strong>Oprah Winfrey</strong>, que motivou lágrimas e, apesar de tudo, deu um “cheirinho” de corrida presidencial. E o segundo ponto, e talvez o mais doloroso, <strong>Kirk Douglas</strong> decadente e inaudível em palco. Sabemos que ninguém é imortal, mas a velhice é tramada … e infernalmente cruel.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Para os <strong>Óscares</strong> espera-se um maior destaque a <strong>Get Out</strong> e quem sabe (a minha aposta), a <strong>Wonder Woman</strong>, visto que a heroína da <strong>DC </strong>integrou o painel da <strong>Producers Guild of America</strong>, o que é sempre um sinal. E sim, na maior das hipóteses a vitória de <strong>Gary Oldman</strong> como ator, um prémio de “consolação” pelos anos e anos de negligência por parte da <strong>Academia</strong>. Por enquanto, é só esperar pelo dia 23 de janeiro, quando as nomeações foram anunciadas.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: center;"><strong>Acompanha-nos no Facebook, </strong><a href="https://www.facebook.com/CinematograficamenteFalando"><strong>aqui</strong></a><strong>, e no Twitter, </strong><a href="https://twitter.com/HugoGom22570340"><strong>aqui</strong></a><strong>.</strong></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:cinematograficamentefalando:2011155 Hugo Gomes 2018-01-08T16:45:00 Darkest Hour (2017) 2018-01-08T16:53:22Z 2018-01-09T16:55:33Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="transferir (2).jpg" src="https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/P27131dac/20826603_SnYb8.jpeg" alt="transferir (2).jpg" width="181" height="260" /></p> <p style="text-align: center;"><strong><em>A Guerra, ali ao lado!</em></strong></p> <p style="text-align: center;"> </p> <p style="text-align: justify;">A esta altura do campeonato torna-se difícil separar <strong>Darkest Hour</strong> de um outro olhar sobre a crise de <strong>Dunquerque</strong>. Sim, refiro ao homónimo filme de <strong>Christopher Nolan</strong>, o qual tantas maravilhas foram dirigidas por esse Mundo fora. E nesse “<em>concurso opinativo</em>”, o mais recente filme de<strong> Joe Wright </strong>sai a perder no senso comum por simplesmente emanar a dita biografia classicista, erguido, como é o costume, pela omnipresença do seu ator principal.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="MV5BMjE2ODY3NzA4MF5BMl5BanBnXkFtZTgwMzQwNjg2MzI@._" src="https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bee09cfb6/20826605_kiO7Z.jpeg" alt="MV5BMjE2ODY3NzA4MF5BMl5BanBnXkFtZTgwMzQwNjg2MzI@._" width="500" height="333" /></p> <p style="text-align: justify;">O conflito bélico em si, encontra-se visualmente ausente, mas verbalmente presente nos discursos dos seus lideres, um campo de batalha torna-se terreno politico que se vislumbra em “horas mais negras”. A assombração da guerra e um homem, o belicista primeiro-ministro <strong>Winston Churchill</strong>, que se torna na figura-chave de uma nação a passos largos a essa mesma “escuridão”, parecem não ser par para o explicito pomposo de <strong>Nolan</strong>. Porém, é aí que se enganam. <strong>Darkest Hour</strong> é em toda a sua condução (e perdoam-se as aventuras no cinema mais clássico a puxar pela Hollywood “banhada” pelos seus ídolos de ocasião), um filme pacifico com a nossa imaginação. Um retrato de um <strong>Reino Unido</strong> como uma ilha em pés de guerra, onde as verdadeiras “trincheiras” residem a milhas de distancia, mas é com as suas invocações verbais que o espectador é engolido por esse cenário sugestivo (apenas relembrado por pequenos detalhes sem a afiambrada explicitude).</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="MV5BMTg1NDQ5NjAwNF5BMl5BanBnXkFtZTgwNTgzODA1NDM@._" src="https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B5611cf11/20826606_CPZkZ.jpeg" alt="MV5BMTg1NDQ5NjAwNF5BMl5BanBnXkFtZTgwNTgzODA1NDM@._" width="500" height="334" /></p> <p> </p> <p style="text-align: justify;">Enquanto isso, <strong>Wright</strong> deixa-nos antever um aprumo técnico, a começar pela primeira sequência onde um picado navega por entre o parlamento inglês, causando uma extensão à sensação de conflito interno, o plano geralizado que dá lugar a um dinâmico conjunto a servir de preparativos para a enésima esquematização biográfica (recordamos a natureza teatral injetada num outro parlamento em <strong>Lincoln</strong>, de <strong>Spielberg</strong>). A luz, as sombras, tudo incluindo na fotografia de <strong>Bruno Delbonnel</strong> jogam a favor da avizinhada ansiedade e, em conformidade, a banda sonora rompante de <strong>Dario Marianelli</strong> assume o inicio de batalha como um rufar dos tambores (o tão profético confronto encontra-se ao virar da esquina). Obviamente, que <strong>Darkest Hour</strong> funciona como um objeto de requinte e de alguma classe no seu vigor <em>vintage</em>, e <strong>Gary Oldman</strong> é par para esse desafio, não fosse o facto da obra o apropriar como a sua força-motora. Apesar do “boneco imitador” que o ator contrai nesta sua composição (como os votantes e academistas tanto adoram premiar), é nessa coerência histórica indiciada na sua interpretação o qual <strong>Joe Wright</strong> trabalha como um vetor, o resto vem por acréscimo.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="1ecd1ccb86a8bebdb67f117bff701e32117f1aa5067aa6284a" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B8f1458f9/20826607_wPJfV.jpeg" alt="1ecd1ccb86a8bebdb67f117bff701e32117f1aa5067aa6284a" width="500" height="281" /></p> <p> </p> <p style="text-align: justify;">A certo ponto, sentimos esse classicismo a estorvar a seriedade do filme. Vejamos a sequência decorrida no metro, onde <strong>Churchill</strong> entra em contacto com os seus eleitores, acompanhado por um “belo” discurso de empório patriótico, e de inspirada manipulação para nos dar a ideia de que o “<em>povo é quem mais ordena</em>” naquele cenário sociopolítico. Enfim, rasteiras e mais rasteiras que não condenam de todo este <strong>Darkest Hour</strong>, mas o enfraquecem frente ao leque de <em>biopics da award season</em>. Mas em relação ao outro <strong>Dunkirk</strong>, a dominância das palavras e o uso sugestivo do trabalho de <strong>Wright</strong> adquirem uma dimensão fulcral e menos jubiloso em relação a tão proclamada obra de <strong>Nolan</strong>. E, verdade seja dita, puxando para trás, em 2007, <strong>Joe Wright</strong> conseguiu em 5 minutos aquilo que o outro não conseguiu em hora e meia. Nem sempre a quantidade é sinonimo de qualidade. </p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"><strong>Real.: Joe Wright / Int.: Gary Oldman, Lily James, Kristin Scott Thomas, Ben Mendelsohn, Ronald Pickup, Stephen Dillane</strong></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="lead_960.jpg" src="https://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B7b15c7a3/20826608_yjf5z.jpeg" alt="lead_960.jpg" width="500" height="297" /></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:cinematograficamentefalando:2011042 Hugo Gomes 2018-01-07T00:42:00 Fãs protestam à porta da Warner Bros por versão de Zack Snyder de Justice League! 2018-01-07T00:49:13Z 2018-01-07T00:49:13Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="https_%2F%2Fblueprint-api-production.s3.amazonaws." src="https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bd21210d0/20823456_11Ija.jpeg" alt="https_%2F%2Fblueprint-api-production.s3.amazonaws." width="500" height="281" /></p> <p style="text-align: justify;">É do conhecimento geral que <strong>Justice League (Liga da Justiça)</strong> desiludiu nas bilheteiras, não conseguindo conquistar 700 milhões de dólares globalmente. A decepção da mais forte aposta da <strong>Warner / DC</strong> levou a inúmeras restruturações e reagendamentos do departamento de produção.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">É também do conhecimento que o filme foi abalroado pela imposição de diversas refilmagens, motivadas pela mudança de realizador, <strong>Zack Snyder</strong>. Na altura à frente do projeto, o cineasta teve que abandonar devido a uma tragédia familiar (o suicídio da sua filha). Para o seu lugar chegou <strong>Joss Whedon</strong>, que fora um dos braços direitos de <strong>Kevin Feige</strong> na <strong>Marvel Studios.</strong> A juntar a isso, houve uma quebra de privilégios para com o trabalho de <strong>Snyder </strong>(tendo em conta a má reacção da imprensa depois de <strong>Batman V Superman</strong>), sendo imposto um tom mais ligeiro e próximo das duas horas de duração.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Porém, alguns rumores apontam a existência de uma versão de <strong>Zack Snyder</strong> intacta. Pessoas próximas do projeto, falam que se tratava de um filme mais negro, que termina num <em>cliffhanger</em> e contava ainda com <strong>Darkseid</strong>, o grande vilão da <strong>DC Comics</strong>, que só fora mencionado num dialogo na versão de cinema.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="Justice-League-Ben-Affleck-Batman-Gal-Gadot-Wonder" src="https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B3b076622/20823458_eCh66.jpeg" alt="Justice-League-Ben-Affleck-Batman-Gal-Gadot-Wonder" width="500" height="281" /></p> <p> </p> <p style="text-align: justify;">Apesar de outras vozes referirem que essa dita versão não existe, mas sim um rascunho daquilo que se tornou no filme lançado nos cinemas, um grupo de fãs decidiu agir, criando uma petição que conseguiu até à data reunir 166 mil assinaturas. O objetivo? Fazer com que a <strong>Warner Bros</strong> lance em <em>Home Vídeo</em> a tão badalada versão com a banda-sonora original de Junkie XL (compositor que sempre acompanhou a <strong>DCEU</strong>, excepto <strong>Justice League</strong>, sendo substituído por <strong>Danny Elfman</strong> por imposição de <strong>Joss Whedon</strong>).</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Contudo, a história não acaba aqui. <strong>Justice League</strong> será lançado em Blu-Ray e em DVD em <strong>Março</strong>, e nos planos encontra-se uma <em>director’s cut</em>. Porém, essa não será a versão de<strong> Snyder</strong>, mas sim a visão de <strong>Joss Whedon</strong>. Tal decisão levou os fãs a tomarem uma medida desesperada.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Segundo um evento no <strong>Facebook</strong>, encontra-se agendado um protesto à porta dos estúdios da <strong>Warner Bros. (Burbank, Califórnia</strong>) de forma a incentivá-los a lançar a visão de <strong>Snyder</strong>. O procedimento é simples, como se pode ler na descrição da página: preencher as redes sociais com as fotos dos protestantes com camisolas de apoio a <strong>Snyder</strong> e à respetiva versão ou cosplays das personagens de <strong>Justice League</strong>, sendo que nessas mesmas fotografias terá que estar visível o estúdio californiano. A mesma página adverte que não serão permitidos qualquer forma de insultos à empresa e às pessoas envolvidas.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Recordamos que o próximo filme da <strong>DC Comics</strong> será <strong>Aquaman, de James Wan</strong>, com estreia prevista para <strong>Novembro</strong>. Escusado será dizer que o futuro do <em>franchise </em>estará neste momento nas mãos desse mesmo filme. </p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: center;"><strong>Acompanha-nos no Facebook, </strong><a href="https://www.facebook.com/CinematograficamenteFalando"><strong>aqui</strong></a><strong>, e no Twitter, </strong><a href="https://twitter.com/HugoGom22570340"><strong>aqui</strong></a><strong>.</strong></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:cinematograficamentefalando:2010534 Hugo Gomes 2018-01-05T20:49:00 Ciclo Luís Galvão Teles na RTP 2 2018-01-05T20:53:20Z 2018-01-05T20:53:20Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="8fcbebdcf5da4db213da4529dca55676.jpg" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B9a06e773/20821628_ewRGc.jpeg" alt="8fcbebdcf5da4db213da4529dca55676.jpg" width="500" height="342" /></p> <p style="text-align: justify;">O mês de <strong>Janeiro</strong> será dedicado ao cineasta português <strong>Luís Galvão Teles</strong>, que contará com um ciclo na <strong>RTP 2</strong>. Serão quatro filmes que espelham bem a sua longa e diversificada carreira, entre as quais a estreia em televisão aberta do seu primeiro filme, <strong>A Confederação</strong>, uma ficção cientifica que reimagina um pais que após a <strong>Revolução dos Cravos</strong> é mergulhado numa <strong>Ditadura Militar.</strong> Recorrendo a imagens de arquivo em cumplicidade com ficção, <strong>Galvão Teles</strong> cria uma das obras mais vincada chamada vaga do cinema militante português que abraçou a nossa cinematografia nos anos 70. <strong>A Confederação</strong> é actualmente visto como uma espécie de primo lusitano da literatura distópico-politica <strong>1984</strong> de <strong>Georges Orwell</strong>. O filme será transmitido no dia 6 pelas 00h15.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Dia 13 pelas 23h15 é exibido <strong>A Vida é Bela.!?,</strong> uma comédia de forte componente politica, onde somos presenteados com a figura do <strong>Hipólito de Ó (Nicolau Breyner</strong>), um magnata “trafulha” que tenta sobreviver a um país marcado por diversas passagens do seu sistema político-social. <strong>Galvão Teles</strong> indicia um filme que satiriza para além das óbvias temáticas, a própria popularização do cinema, invocando o escapismo do “povo”, nomeadamente as chamadas <strong>Revistas de Teatro</strong>, como caricaturas ideológicas de uma politica instável. Foi um dos grandes sucessos de bilheteira do cinema português.</p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="HP_EL_Still_2.jpg" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B670969d2/20821629_3ylKz.jpeg" alt="HP_EL_Still_2.jpg" width="500" height="371" /></p> <p style="text-align: justify;">Já na sexta-feira seguinte (dia 20 pelas 23h45), surge-nos <strong>Elas</strong>, que conta com um <em>casting</em> internacional de luxo (<strong>Miou-Miou, Carmen Maura, Marthe Keller, Marisa Berenson, Guesch Patti e Joaquim de Almeida</strong>). Trata-se de uma comédia dramática sobre um grupo de mulheres na casa dos 40 que encontram-se unidas por uma amizade inexplicável. Elas é hoje tido como um dos filmes portugueses com maior sucesso no estrangeiro.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Para terminar o ciclo, <strong>Dot.com</strong>, outra comédia que funcionou nas bilheteiras portuguesas. O choque tecnológico indiciado pela criação de um website na terra <strong>Águas Altas</strong> que cria tamanho alvoroço, a nível nacional, tudo porque uma multinacional sediada em <strong>Madrid </strong>quer reclamar o nome do site de forma a lançar uma água com o mesmo nome. Contando com argumento do seu filho<strong> Gonçalo Galvão Teles</strong>, que viria a tornar-se desde então iria-se tornar num habitual colaborador quer na escrita como na realização, <strong>Dot.com</strong> questiona a pacifismo de uma <strong>Península Ibérica</strong> que vivera em tempos uma “adormecida rivalidade”. Passará pelo canal no dia 27 de<strong> Janeiro</strong>, pelas 23h45.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: center;"><strong>Acompanha-nos no Facebook, </strong><a href="https://www.facebook.com/CinematograficamenteFalando"><strong>aqui</strong></a><strong>, e no Twitter, </strong><a href="https://twitter.com/HugoGom22570340"><strong>aqui</strong></a><strong>.</strong></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:cinematograficamentefalando:2010263 Hugo Gomes 2018-01-05T01:06:00 Warner Bros elege novo responsável pelos filmes da DC Comics 2018-01-05T01:09:07Z 2018-01-05T01:09:28Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="hBBoxSRTM4aSmsE5op8eQc.jpg" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Ba706fd49/20820259_2AOkz.jpeg" alt="hBBoxSRTM4aSmsE5op8eQc.jpg" width="500" height="278" /></p> <p style="text-align: justify;">A <strong>Warner Bros</strong> anunciou <strong>Walter Hamada</strong> como novo director do departamento de produção dos filmes da <strong>DC Comics. Hamada</strong> encontrava-se envolvido na secção de terror do estúdio, o qual trabalhou directamente com <strong>James Wan</strong> em <strong>The Conjuring</strong> e as respetivas sequelas e <em>spin-offs</em>. Desta forma, os anteriores responsáveis pela <strong>DC, Jon Berg e Geoff Johns</strong>, passarão para outros departamentos. <strong>Berg </strong>irá trabalhar na produção de <strong>Roy Lee (IT</strong> e os filmes <strong>LEGO</strong>), enquanto que <strong>Johns</strong> manterá na <strong>DC Comics</strong>, porém, como assessor de Hamada, que terá a tarefa de supervisionar os flimes de super-heróis.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Esta decisão diretorial tem sido encarado como uma das várias restruturações da <strong>Warner / DC,</strong> em consequências dos resultados dececionantes feitos pela <strong>Justice League (A Liga da Justiça),</strong> que não atingiu sequer o marco dos 700 milhões de dólares globais, tendo em conta o orçamento ultrapassou os 200 milhões devido sobretudo a <em>reshoots</em> e outras decisões produtivas de última hora. Apesar das mudanças, <strong>Diane Nelson</strong> continuará como chefe da <strong>DC Entertainment</strong>.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Com isto, a <strong>DC Comics</strong> manterá na corrida para a construção do seu Universo Partilhado, contando agora com<strong> Aquaman</strong>, dirigido por <strong>James Wan</strong>, como próximo título a estrear  (previsto para novembro deste ano).</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: center;"><strong>Acompanha-nos no Facebook, </strong><a href="https://www.facebook.com/CinematograficamenteFalando"><strong>aqui</strong></a><strong>, e no Twitter, </strong><a href="https://twitter.com/HugoGom22570340"><strong>aqui</strong></a><strong>.</strong></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:cinematograficamentefalando:2009850 Hugo Gomes 2018-01-04T17:18:00 Quando Philippe Garrel tinha algo para nos dizer e não repetir ... 2018-01-04T17:22:18Z 2018-01-04T17:22:18Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="image-w1280.jpg" src="https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bf61408ce/20819464_rp5SI.jpeg" alt="image-w1280.jpg" width="500" height="281" /></p> <p style="text-align: center;"><strong>Le Révélateur (1968)</strong></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="MV5BYTBhZDViM2YtOTk3NS00MDcwLWE4OTQtYjk5ZmFlMDBlYT" src="https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B6406ad31/20819471_TP8zf.jpeg" alt="MV5BYTBhZDViM2YtOTk3NS00MDcwLWE4OTQtYjk5ZmFlMDBlYT" width="500" height="271" /></p> <p style="text-align: center;"><strong>La Cicatrice Intérieure (1972)</strong></p> <p style="text-align: center;"><strong> <img style="padding: 10px 10px;" title="4327664453_e8081cffcb.jpeg" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B9e156916/20819466_u6F37.jpeg" alt="4327664453_e8081cffcb.jpeg" width="500" height="333" /></strong></p> <p style="text-align: center;"><strong>L'Enfant Secret (1979)</strong></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="DR5Y8wBXUAAz_oS.jpg" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Be5050f76/20819467_R0FLD.jpeg" alt="DR5Y8wBXUAAz_oS.jpg" width="500" height="333" /></p> <p style="text-align: center;"><strong>Liberté, la nuit (1984)</strong></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="Garrel_J’entends-plus-la-guitare_Danks.jpg" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bda15ad0f/20819468_UKVn9.jpeg" alt="Garrel_J’entends-plus-la-guitare_Danks.jpg" width="500" height="266" /></p> <p style="text-align: center;"><strong>J'Entends plus la Guitare (1991)</strong></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="116830.jpg" src="https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B3205dc8a/20819472_fB8IH.jpeg" alt="116830.jpg" width="500" height="315" /></p> <p style="text-align: center;"><strong>Le Coeur Fantôme (1996)</strong></p> <p><strong> </strong></p> <p><strong> </strong></p> <p style="text-align: center;"><strong>Acompanha-nos no Facebook, </strong><a href="https://www.facebook.com/CinematograficamenteFalando"><strong>aqui</strong></a><strong>, e no Twitter, </strong><a href="https://twitter.com/HugoGom22570340"><strong>aqui</strong></a><strong>.</strong></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:cinematograficamentefalando:2009549 Hugo Gomes 2018-01-04T16:54:00 Cate Blanchett presidirá o júri do Festival de Cannes 2018-01-04T16:57:17Z 2018-01-04T16:57:17Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="padding: 10px 10px;" title="directors-cut-beauty-woody-allen-blue-jasmine-cate" src="https://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B501119b6/20819432_JnTP2.jpeg" alt="directors-cut-beauty-woody-allen-blue-jasmine-cate" width="500" height="334" /></p> <p style="text-align: justify;"><strong>Cate Blanchett</strong> irá presidir o júri da próxima edição do <strong>Festival de Cannes</strong>. A atriz australiana vencedora de dois <strong>Óscares da Academia</strong>, torna-se assim a 12ª mulher a liderar o tão cobiçado júri.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Em declaração, <strong>Blanchett</strong> expressou o seu agrado com o convite: "<em>Estive em <strong>Cannes</strong> de muitas formas ao longo dos anos; como atriz, produtora, no mercado, na esfera da Gala e na competição (…) exclusivamente pelo puro prazer de assistir à cornucópia de filmes que o festival abriga. Sinto-me honrada com o privilégio e a responsabilidade de presidir o júri deste ano</em>".</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"><strong>Pierre Lescure,</strong> director do festival e o seu delegado-geral, <strong>Thierry Frémaux,</strong> afirmaram estar “<em>muito satisfeitos em receber uma artista tão rara e única, cujo talento e convicções enriquecem as telas e o palco</em>."<em> </em></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">A 71ª edição do <strong>Festival de Cinema de Cannes</strong> irá decorrer de 08 a 19 de <strong>Maio</strong>.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: center;"><strong>Acompanha-nos no Facebook, </strong><a href="https://www.facebook.com/CinematograficamenteFalando"><strong>aqui</strong></a><strong>, e no Twitter, </strong><a href="https://twitter.com/HugoGom22570340"><strong>aqui</strong></a><strong>.</strong></p> <p> </p>