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Título
Take
5.2.18

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Tom Cruise regressa ao papel Ethan Hunt em mais um Missão: Impossível. Neste sexto filme, uma missão corre mal fazendo com que Hunt e a sua equipa partem numa corrida contra o tempo.  

 

Henry Cavill, Simon Pegg, Rebecca Ferguson, Michelle Monaghan, Vanessa Kirby, Angela Bassett, Ving Rhames, Alec Baldwin e Sean Harris, o retornado vilão do capítulo anterior, completam o elenco. Mission: Impossible – Fallout, conta com direcção de Christopher McQuarrie (Jack Reacher, Rogue Nation) chega aos cinemas a 28 de Julho.

 

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publicado por Hugo Gomes às 01:20
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4.2.18

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Ficcionando realidades …

 

Djon África é, em apenas um filme, o caminho inverso percorrido pelo Cinema de Pedro Costa, com Miguel Moreira, fiel colaborador da dupla João Miller Guerra e Filipa Reis, a nos servir  um Ventura. Contudo, apesar desta minha declaração, não se iludam em encontrar outros paralelos entre estes referidos cineastas. Aliás, seria preguiçoso cairmos em tais comparações como se porventura o cinema português fosse reduzido a dois, três ou quatros nomes. Mas uma coisa é certa, Djon África, a viagem de um cabo-verdiano radicado em Portugal, que parte numa busca às suas origens num país que nunca conheceu, mas que mesmo assim o vive culturalmente, é mais um registo docudrama, estilo que em Portugal sempre se soube fazer bem.

 

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É a realidade contagiada, ou a verdade encenada, para nos impor uma dimensão osciladora por entre essas visões. Miller Guerra e Reis não são novatos nesse mesmo universo, apesar desta ser a sua primeira longa-metragem - a dupla havia germinado desde então um “ecossistema” fiável por entre a sua filmografia. Personagens salteadas, o retrato de um país marginalizado que se esconde nas sombras, a identidade que se interpela por assuntos de caracter de inserção social, elementos, esses, invocados e fantasmagorizados nesta jornada existencialista e sobretudo etnográfica (muito graças ao argumento de Pedro Pinho).

 

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Miguel Moreira comporta-se como um ser fragmentado pela pessoa que é fora das câmaras e da personagem que veste a pele ocasionalmente, mas acima de tudo é um peão-guia para o espectador, e veículo emocional para os realizadores que trabalham tamanhos sentimentos instintivos como outra viagem para além horizonte (o actor nunca conhecera Cabo-Verde, a câmara capta essa surpresa, fascinação e experimentação). Talvez exista em todo este caso um filme sobre “retornados” e de uma cultura transcendente, mas nem sempre transladada (como a cultura cabo-verdiana persiste em vários bairros sociais portugueses), que nos convida mas que nunca nos conforta totalmente (o espectador é sempre tido como um turista em relação a esta “apropriação cultural”); Miguel, cuja ilegalidade não o faz verdadeiramente português e o seu desconhecimento não o faz cabo-verdiano, um sem pátria recusado pelas duas margens, e que mais cedo ou mais tarde sucumbe numa existencial “prisão invisível”.

 

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Um efeito xamânico que apodera-se da narrativa, transformando o filme, que vai perdendo gradualmente a sua vertente documental, da mesma forma que Miguel se converte integralmente numa personagem fictícia (tendo em conta o que deparamos no cinema de Pedro Costa, Cabo Verde continua a reservar os seus “fantasmas”). “Eu conheço o meu pai. Eu sou o meu pai”, a frase proclamada que define todo o rumo de Djon África, simultaneamente, a trajectória do cinema de Miller Guerra e Reis, o ensaio social que vai adquirido o seu gosto pela “farsa”, a ficção como espelho do seu cinema. Quanto ao resto … fica ao critério do espectador.

 

Filme visualizado no âmbito do 47º Festival Internacional de Roterdão

 

Real.: João Miller Guerra e Filipa Reis / Int.: Miguel Moreira, Isabel Cardoso

 

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7/10

publicado por Hugo Gomes às 00:10
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3.2.18

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The Widowed Witch conquista assim o galardão Hivos Tiger, o certame principal do Festival de Roterdão, juntamente com um prémio monetário de 40.000 dólares. Segundo o júri, o realizador chinês Cai Chengjie apresenta como primeira longa-metragem “um filme de dimensões épicas e com uma narrativa acima de uma pessoa ou momento. Valida um ponto de vista feminista através da forte personagem central, que se recusa a ser uma vítima ".

 

The Reports On Sarah And Saleem, de Muayad Alayan, sai do festival com dois prémios atribuídos, por Argumento (da autoria do realizador), e o Prémio de Público Fundo Hubert Bals, acrescentando ainda os valores monetários de 20.000 dólares. Já na secção Bright Future, o brasileiro Tiago Melo vence com o seu Azougue Nazaré.

 

Nina, de Olga Chajdas, conquista o Prémio VPRO Big Screen, que lhe dará automaticamente direito transmissão na televisão holandesa, assim como passagem nos cinemas comerciais da Holanda. The Guilty, de Gustav Möller, é premiado com um também Premio de Público (que lhe garante o valor de 10.000 dólares) e ainda o Prémio Juventude.

 

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O galardão para Melhor Curta-metragem foi para Joy in People, de Oscar Hudson, e à longa-metragem indiana Balekempa, de Ere Gowda, é lhe atribuído o Prémio FIPRESCI.

 

O Prémio KNF Award, atribuído pelo Circulo de Jornalistas Holandeses, segue para Zama, a mais recente longa de Lucrecia Martel. Nervous Translation, de Shireen Seno é considerado o Melhor Filme Asiático desta edição e finalmente, Newsreel 63 - The Train Of Shadows, de Nika Autor, com o Prémio Novo Found Footage, oriundo do Instituto Som e Imagem da Holanda.

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:40
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1.2.18

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A Variety divulgou alguns avanços sobre o próximo filme de Quentin Tarantino, cujo o enredo remeterá aos homicídios de Charles Manson em 1969, em particular ao assassinato da atriz Sharon Tate. Uma das novidades, segundo a fonte, é a inserção do realizador Roman Polanski como um personagem-chave, visto que o marido da falecida actriz.  

 

De momento não existe mais informação sobre o facto (como e quem irá interpretar a personagem), mas é de prever que a decisão de inserir o realizador no enredo não agradará aos decorrentes movimentos #metoo e #timesup devido ao passado do mesmo (para quem não se lembra, Polanski foi acusado de duas violações a menores ocorridas em ’72 e ’73)

 

Recordamos que apesar do enredo orientar nos crimes cometidos pelo serial-killer e tendo em foco esse especifico crime, o realizador afirmou que não será uma biografia. Leonardo DiCaprio encontra-se no elenco, o qual irá desempenhar um ator envelhecido e sem trabalho, que será também vizinho de Sharon Tate, que por sua vez poderá ser desempenhada por Margot Robbie (apesar de não estar oficialmente confirmado). Tarantino pretende ainda ter no elenco Tom Cruise, Brad Pitt e Al Pacino.

 

Ainda sem um título definido, a nona longa-metragem de Tarantino terá distribuição da Sony, quebrando assim a relação de mais de duas décadas com os irmãos Weinstein via Miramax e The Weinstein Company, que datava já desde Reservoir Dogs (Cães Danados) de 1992.

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:18
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Ridley Scott, Kevin Spacey, Christopher Plummer e todo o dinheiro do Mundo!

 

Pelos vistos, nem todo o dinheiro do Mundo poderia reparar este filme! Visto inicialmente como um veiculo de Kevin Spacey para os prémios de temporada, All the Money in the World viu-se condenado a apagar a sua estrela após as acusações de assédio terem prejudicado, provavelmente até a nossa memória resistir, a carreira do celebrizado actor de American Beauty (Beleza Americana). Spacey tornou-se num veneno, sendo que o seu afastamento seria a melhor das hipóteses, mas existia um problema, o filme estava completo, rodado, até editado e com uma data de estreia bastante próxima. Solução, ao invés de “afastar” surge o “apagar”, e como substituto, Christopher Plummer entra em cena e reproduz o show com toda a emergência. Trabalhos de manipulação ali, retoques acolá e voilá, eis a nova versão de All the Money in the World de forma a não ofender ninguém. Se esta história funcionou como publicidade a um filme matreiro vindo de um realizador convertido em tarefeiro, que é o que atualmente Ridley Scott demonstra ser, é bem verdade que este meta-filme seria de todo proveitoso para a própria caracterização de  Jean Paul Getty.

 

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O conhecido imperador do petróleo que foi uma das figuras-chave para o rapto mais mediático do século XX, a do seu neto John Paul Getty III, e a juntar a isso, as tentativas de Gail Harris (mãe de John Paul) de convencer o bilionário a pagar o excessivo resgate, tarefa dificultada devido à sua desprezível natureza. Noutro universo, este seria um ponto que encontraria outra dimensão se Kevin Spacey se mantivesse no produto final, uma repudia que tenderia a ser transportada para outra “carcaça”, com Getty a transformar-se numa figura anti-heroica graças a essas ocorrências meta fílmicas. Mas os estúdios não têm todo o dinheiro do mundo e o “pouco” deste fala mais alto, por isso, é o que vemos.

 

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Desviando-me de controversas e manobras radicais, All the Money in the World é um thriller corriqueiro atravessado por uma crise, não de meia-idade, mas em conhecer e atingir o seu objetivo. Ora é uma biografia apressada de forma a colocar o espectador no trilho das suas personagens - quem é Getty? - na pedagogia à lá Wikipédia toma espaço na narrativa para não induzir desconhecimentos, ora é um conto arraçado de policial que reduz todos os seus elementos a estereótipos a lugares-comuns, para no final traçar um moralismo fácil, manifestando uma hipócrita tendência de anti-capitalização. Estamos perante um "bebedor", não de referências, mas de truques "chico-espertos" do mais vulgar espetáculo hollywoodiano.

 

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Por fim, chega o "toque de Midas". All the Money in the World é embalado sob um brilho de latão que o disfarça como produto de requinte (mas no fundo há pouco deslumbre técnico aqui ou um plano que verdadeiramente destaque de tudo o resto). Aqui, nem o elenco ajuda a tamanha tarefa, cada um envolvido nos seus bonecos de cartão sem desafios interpretativos (Michelle Williams e Mark Wahlberg a serem iguais a eles mesmos) ou castings no mínimo estranhos (o francês Romain Duris a interpretar um italiano da Calábria!).

 

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Sim, Ridley Scott conduz o seu filme mais encarcerado desde The Martian (Perdido em Marte), manifestando um apetite por enredos promissores para mais tarde transformar tudo em filmes recicláveis e esclavagistas à vontade do freguês (se não fosse este rumo entrar em paralelismo com os seus cargos como produtor). É um Scott refém da ditadura dos estúdios e do box-office, e não o “velho” Scott que buscava o seu “eu” autoral antes da década de 1990. É bem verdade que cansado e derrotado pela fadiga industrial, volta-se para quimeras como estas, nos quais os milhões não conseguem salvá-lo da homogeneidade imperativa de hoje. 

 

Real.: Ridley Scott / Int.: Michelle Williams, Mark Wahlberg, Christopher Plummer, Romain Duris, Charlie Plummer, Timothy Hutton

 

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4/10

publicado por Hugo Gomes às 00:54
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Chega-nos o trailer de Grass (título internacional), o novo filme de Hong Sang-soo que continuará a sua colaboração com a actriz Kim Min-hee (vencedor do Prémio de Melhor Atriz na passada edição do Festival de Berlim com On the Beach at the Night Alone). A obra leva-nos a uma jovem (Min-hee) que busca inspiração para os seus escritos através dos clientes de um café que habitualmente frequenta.

 

Grass terá estreia no próximo Festival de Berlim, que tem arranque no dia 15 de Fevereiro.

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:30
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31.1.18

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O realizador Duncan Jones  está de regresso à ficção científica com Mute, filme que nos leva até à  cidade de Berlim, 40 anos no futuro- É aí que um barman mudo, interpretado por Alexander Skarsgard (da minissérie Big Little Lies), segue numa jornada pela cidade adentro à procura de dois cirurgiões (Paul Rudd e Justin Theroux), os quais poderão ter pistas sobre a sua namorada (Seyneb Saleh) desaparecida.

 

Consta que Sam Rockwell, protagonista de Moon e possível vencedor do Óscar de Melhor Actor Secundário graças ao desempenho em Three Billboards Outside Ebbing, Missouri, terá uma pequena participação em Mute, que tem sido descrito como o Casablanca do sci-fy.

 

Recorde-se que o realizador (e filho do músico David Bowie) confirmou que esta sua nova obra é o segundo filme de uma trilogia que iniciou com Moon: O Outro Lado da Lua, o primeiro trabalho de Jones e até à data o seu mais aclamado.

 

Mute estreia na Netflix a 23 de Fevereiro.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:40
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30.1.18

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FESTin regressa a Lisboa com a promessa de mais e melhor cinema lusófono. O 9º Festival Itinerante da Língua Portuguesa decorrerá entre 27 de Fevereiro e 6 de Março, tendo como espaço, como já é habitual, o cinema São Jorge, em Lisboa.

 

Vazante, uma das obras brasileiras mais badaladas de 2017, será um dos destaques da Seleção Oficial. Esta coprodução da Ukbar apresentada no Festival de Berlim nos transportará ao Brasil do século XIX, nos meandros da escravatura e com reflexo profundo na consciência colonialista. Com direção de Daniela Thomas, habitual colaboradora de Walter Salles (Terra Estrangeira, A Linha de Passe), Vazante contará com Adriano Carvalho e Sandra Corveloni nos papeis principais.

 

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Continuando nas produções lusitanas, o FESTin apresentará ainda a nova longa-metragem do produtor/realizador Fernando Vendrell, Aparição, onde os actores Jaime Freitas e Victoria Guerra viverão um apelidado “romance dentro de um romance” numa Evola da década de 50. Psicologia e catarses nas favelas do Rio de Janeiro com Praças Paris, um filme de Lucia Murat com a participação de Joana de Verona e por fim, o independente Uma Vida Sublime, completam o quarteto nacional nesta competição.

 

Quanto ao cinema brasileira, que tem sido uma das grandes forças deste festival, pretende continuar a revelar a sua diversidade produtiva e sobretudo engenho narrativo. A realizadora de O Bicho de Sete Cabeças e Chega de Saudade, Laís Bodansky regressa ao cinema com Como Nossos Pais, um drama intimista que teve estreia na secção Panorama da Berlinale, e que será a abertura deste nono ano de FESTin. A amizade secreta de As Duas Irenes, de Fábio Meira, promete “arrasar-corações” e Açúcar, de Sérgio Oliveira, atualmente em estreia no Festival de Roterdão, são alguns dos destaques da programação.

 

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O português poderá ser a língua oficial do FESTin, mas não é a exclusiva. O latim, esse idioma ancestral do português, será ponto de partida para esta nova secção paralela “Mostra Latim - A Língua em Movimento”, onde serão exibidos  uma série de obras vindas de países com língua neolatina, tais como Espanha, Cuba, França, Itália e Roménia. Como grande atração, pela primeira vez em Portugal, Vaticano será representado em filme com O Menor Exército do Mundo, um premiado documentário estreado no Festival de Veneza.

 

Este ano, o FESTin contará com duas importantes parcerias, a 4ª edição do Guiões – Festival de Roteiros de Língua Portuguesa, que irá decorrer no âmbito do festival entre os dias 2, 3 e 4 de março, e o Lusophone Film Fest, evento que levará produções em língua portuguesa a vários lugares do mundo – incluindo sessões em Nairóbi (Quénia), Zanzibar (Tanzânia), Bangkok (Tailândia), Sydney (Austrália), Phnom Penh (Camboja) e Macau (China).

 

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publicado por Hugo Gomes às 17:02
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Duelos de talentos em linhas invisíveis!

 

Paul Thomas Anderson, assim como James Gray, integram uma geração de realizadores que formam uma nova fasquia autoral em Hollywood. Possivelmente, os seus trabalhos são encarados como eventos cinematográficos, induzindo e seduzindo o espectador numa prolongada mescla de referências. É certo que nada de novo nasce nestes dois nomes, nem eles têm a ambição de “queimar livros”, ou de forjar novas direções da sua cinefilia. Nesse sentido, Paul Thomas Anderson destaca-se de Gray pela sua passivo-agressividade, a sua relação de Cinema que consegue ser mais dimensional e pouco romântica que o referido realizador de We Own The Night. Poderá ser heresia da minha parte a seguinte afirmação, mas PTA (carinhosamente siglado) rompe as próprias limitações de Gray, sobretudo por não se restringir somente a “bonitos planos” ou a invocações esclavagistas de uma Hollywood perdida, existe uma ênfase na visão do realizador de There Will Be Blood e de Magnólia, provavelmente a materialização de universos distintos, sem um fio evidente de interligação de autoridade artística.

 

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Em Phantom Thread (A Linha Fantasma) somos enquadrados numa das suas obras mais insonsas, é bem verdade, mas nem por isso desmerecedor do seu próprio panorama. É a continuação do conto de personagens-fantasmas, figuras reféns de uma aura invisível, vidas passadas ou espectros invocados de forma a reincarnar todo o circulo social do filme. Aqui, um misantropo estilista de alta-linha, Reynolds Woodcock, encontra por fim a sua musa, uma “saloia” que detém as chamadas “linhas perfeitas”, Alma. Ele acolhe-a na sua casa com todo o “carinho” possível vindo da sua pessoa, porém, a correspondência é de certa forma desleal. Do lado dela, uma obsessão amorosa que tenta sobretudo estender a aura artística de Woodcock, de uma forma possessiva e quem sabe, romanticamente impossível. Neste jogo de relações, que vai preenchendo a espaços o então ritualista quotidiano de Reynolds, é possível encontrar uma terceira personagem, que até certo ponto é invisível aos nossos olhos, mas visível à nossa perceção. Trata-se de um fantasma, não no sentido paranormal, mas ilusório, que vagueia pela casa do protagonista. Uma entidade matriarcal que soa como a sua mais perfeita harmonia.

 

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Revela-se em toda esta habitação de Woodcock uma alusão a Manderley e o dito espectro inspirador numa Rebecca. Alma assume então esse propósito de personagem-modelo perante os mortos não exorcizados, sem saber que com isto funde um estranho triangulo amoroso. Possivelmente, a obra de Hitchcock está envolvida como a mais terna referência de PTA para transpor esse amour fou em voga (e por não, a existência de um toque sirkeano, provavelmente ditado de um Interlude). Infelizmente, Daniel Day-Lewis colabora mais uma vez com o realizador, o que até certo ponto afunila toda a atenção da fita para a sua pessoa (se não fosse esta a sua promovida última aparição no grande ecrã).

 

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É certo que o mais célebre dos atores de método da atualidade embica numa interpretação mais meta-fílmica que fílmica (é sabido que Day-Lewis aprendeu a “costurar” como ninguém de forma a incorporar tal personificação), mas o que encontramos nesta nova colaboração entre actor e realizador é um duelo entre cavalheiros. E isto porque testemunhamos, tal como referi, a um actor necessitado de atenção em cada frame, contra um homem que pretende fecundar um filme coerente sem limitá-lo ao formato “filme de actor”. Este mesmo “braço de ferro”, um à frente das câmaras, o outro por detrás (existe uma linha invisível que os separa), motiva a um dinamismo interno que, por sua vez, insurge-se contra a passividade evidente. Todavia, o braço-de-ferro é também ele desigual. PTA conta com uma aliada, a actriz Vicky Krieps, a Alma e a alma do filme. Ela é a verdadeira ameaça para a omnipresença de Day-Lewis, se não fosse também um elemento-chave para todo o desencadear da constante desintegração cíclica que compõe a narrativa.

 

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Assim sendo, Phantom Thread remete-nos a assombrações atrás de assombrações para nos conduzir a essa extinção quotidiana, tal como o “romance” aqui imposto, onde a queda nos transporta ao apogeu. Por outras palavras, é sobre a natureza insípida que o novo filme de PTA vai-se construído, camadas sob camadas, como se de uma defesa de anticorpos se tratasse, até atingir o seu derradeiro pico (que igualmente funciona como um anticlímax do seu enredo). Aí a sua força torna-se evidente, a envolvência da sua atmosfera (com a fotografia do próprio realizador) que nos faz reféns. Como foi bom reencontrar-te Paul Thomas Anderson! Até uma próxima visita.

 

Real.: Paul Thomas Anderson / Int.: Daniel Day-Lewis, Vicky Krieps, Lesley Manville

 

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8/10

publicado por Hugo Gomes às 01:41
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29.1.18
29.1.18

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Um filme de Hitchcock ou de Selznick?

 

Apesar de oriundo da indústria britânica, Alfred Hitchcock era durante muito tempo um interessado observador do sistema de Hollywood e da sua respectiva manufacturação. A sua chegada ao Novo Mundo em 1939 (de forma a evitar a queda/inexistência de uma indústria inglesa) levou-o a embarcar num dos maiores desafios da sua vida profissional. Não a estreia num circuito cinematográfico, que não lhe era de todo estranho, mas a emancipação num processo de criação tão dependente por terceiros que era Hollywood. Como primeira ofensiva, Hitchcock decide adaptar o célebre livro de Daphne Du Maurier, Rebecca, e para tal recorre ao produtor David O. Selznick, que na altura encontrava-se a colher os frutos da promoção e sucesso de Gone with the Wind (E Tudo o Vento Levou). Hitchcock escreveu o argumento, mas foi automaticamente recusado pelo produtor. Contudo, isto não foi o fim e a colaboração continuou.

 

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O chamado processo de colaboração entre os dois, foi de tudo menos harmonioso. O britânico, ansioso pela sua liberdade teria que se confrontar com um produtor possante e casmurro na sua execução. Se E Tudo o Vento Levou foi uma produção difícil, nada facilitada por Selznick, que segundo consta, pretendia controlar o mais ínfimo pormenor do filme (relembramos que as aventuras e desventuras de Scarlett O'Hara passaram por mais de sete realizadores e só um mereceu o seu nome creditado no espaço de "directed by"), já Rebecca foi um prolongado braço-de-ferro, quer pela dominância da rodagem, quer pela perpetuação de um estilo. O produtor era muito dado a adaptações de nutra fidelidade, à exposição de página para o frame e pelos diálogos extraídos na sua integralidade, por outro lado, Hitchcock aprendera a aperfeiçoar o efeito-sugestão, algo que havia adquirido dos seus "estudos" do expressionismo alemão e das primeiras passadas deste para o sonoro (M, de Fritz Lang, por exemplo, é uma das grandes influências do "mestre do suspense").

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Rebecca consolidou esses dois mundos em plena confrontação. No campo de Hitchcock é visível, ou na melhor das hipóteses, invisível, um espectro que percorre todo o percurso matrimonial da protagonista, Mrs. Winter (Joan Fontaine), que se apercebe, gradualmente, de estar a integrar um lugar anteriormente ocupado pela mulher do título. A Rebecca assume-se como um fantasma, um mistério que por sua vez dissolve como uma capa ilusória, essa sugestão que poderíamos aproveitar das "garras" de Hitchcock (o relógio, o olhar suspeito e frio de Mrs. Danvers, o cão que tenta ir para "sabe-se lá onde"). Do outro lado, a sensibilidade feminina encontrada no cinema de Selznick, a evolução da sua protagonista, os embates psicológicos entre mulheres em terreno salobro, os "palacetes", neste caso a mansão Manderley, a servir mais do que um cenário, uma personagem extraída da sua omnipresença (esta mansão iria mais tarde inspirar Orson Welles na concepção da sua Xanadu em Citizen Kane).

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Estes dois mundos fecundam uma obra gótica, ingenuamente romântica e sob uma distorcida esquizofrenia moral. Se por um lado, existe aquela dualidade de estilo que cede a malabarismos autorais, a psicologia das personagens torna-se também ele num terreno fértil para essas disputas. É visível a moralidade de Hitchcock, a "culpa" como signo da sua filmografia, divinamente representada nos últimos momentos em que a governanta, Mrs. Danvers (Judith Anderson), reduz a cinzas o "assombrado" imóvel como um delirante acto de redenção com a sua não assumida culpa (uma sequência que faz paralelismo com o incêndio de Atlanta em Gone with the Wind).

 

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Contudo, do outro lado, a imoralidade que nos leva à ambiguidade da trama, neste caso o marido (Laurence Olivier), assombrado por esses mesmos fantasmas da culpa, no qual é lhe cedido a oportunidade do tremendo happy ending em letras garrafais. É de recordar que no anterior Gone with the Wind, Scarlett O'Hara (Viven Leigh) convertia-se numa das primeiras anti-heroínas do cinema clássico através de atos questionáveis que, contra a corrente, nos levavam a uma certa compaixão. O'Hara evitava os maneirismos e o evidente maniqueísmo moralizador da época através de uma exposição das suas motivações ("As God is my witness, as God is my witness they're not going to lick me. I'm going to live through this and when it's all over, I'll never be hungry again. No, nor any of my folk. If I have to lie, steal, cheat or kill. As God is my witness, I'll never be hungry again"). Em Rebecca, Laurence Olivier confessa o seu pecado, o involuntário crime que o atormentou, a partir dali o espectador sabe que a sua sentença é inevitável… O mesmo que acolhe pelo seu castigo, é o mesmo que deseja a sua absolvição, essa, conseguida através do mais repentino Deus Ex Machina, o save by the bell que nos guiará à auto-destruição do culpado seguinte. E assim, chegamos a um outro "carrasco", Hitchcock, na sequência anteriormente referida.

 

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Rebecca foi assim um sucesso imediato, e galardoado com dois Óscares da Academia, incluindo o de Melhor Filme (o segundo ano consecutivo para David O' Selznick). Quanto a Hitchcock, ficou-se pela nomeação de Realizador (esse ano a estatueta seguiu para John Ford e o seu Grapes of Wrath). Hitchcock iria ser nomeado por mais quatro vezes sem resultados satisfatórios. Mas para o britânico, Rebecca é a vitória tremenda de um "estrangeiro" dando os primeiros passos em Hollywood, conseguindo vencer produtores megalómanos e tornando-se num nome relevante na indústria. Tornaria a colaborar com Selznick por mais duas vezes (Spellbound e Paradine Case), mais confiante e vincado no seu próprio estilo.

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Até hoje, por mais legado que Rebecca esteja do seu nome, o filme orquestrou como um prova de ambição, a sua autoria esteve dividida por quatro mãos em constante conflito. Mas nada que evite a obra de ser o memorável labirinto gótico, aquela história de obsessão, medo, e de desconforto, vencido pela ingenuidade do seu amor. Numa Hollywood que acredita em romances, Rebecca era um dos seus grandes trunfos.

 

Real.: Alfred Hitchcock / Int.: Laurence Olivier, Joan Fontaine, George Sanders, Judith Anderson, Reginald Denny, C. Aubrey Smith, Nigel Bruce

 

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10/10

publicado por Hugo Gomes às 19:46
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Foi revelado o trailer da sequela de Deep Blue Sea (Perigo no Oceano), o filme de Renny Harlin datado de 1999, que nos remetia a tubarões inteligentes criados em laboratório. Hoje convertido a um certo culto, a obra protagonizada por Thomas Jane e Saffron Burrows, ficou notória pela icónica morte da personagem interpretada por Samuel L. Jackson, dilacerado por um tubarão logo após um discurso heroico.

 

Esta continuação contará com direção de Darin Scott (Dark House, Caught Up) e os desempenhos de Danielle Savre, Rob Mayes e Darron Meyers. Deep Blue Sea 2 chegará, possivelmente ao mercado home-video, VOD e streaming, a julho deste ano.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:50
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28.1.18

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As jovens atrizes Chloë Grace Moretz e Sasha Lane (a estrela de American Honey, de Andrea Arnold), foram as protagonista desta edição deste ano no Festival de Sundance. O filme em que protagonizam, The Miseducation of Cameron Post, sob a direção de Desiree Akhavan, vence o principal prémio. À imagem do ano passado, o Júri e Público não estiveram de acordo, sendo que as audiências elegeram Search, de Aneesh Chaganty, um thriller cujo o desktop de um computador serve como dispositivo narrativo. John Cho e Debra Messing protagonizam a obra.

 

Grande Prémio do Júri (Ficção / Drama)

The Miseducation of Cameron Post

 

Grande Prémio do Júri (Documentário)

Kailash

 

Melhor Realizador (Documentário)

Alexandria Bombach, por On Her Shoulder

 

Melhor Realizador (Ficção / Drama)

Sara Colangelo, por The Kindergarten Teacher

 

Prémio Especial de Júri por Melhor Interpretação (Ficção / Drama)

Benjamin Dickey, em Blaze

 

Prémio Especial de Júri por Excelência na Realização (Ficção / Drama)

Reed Morano, por I Think We’re Alone now

 

Prémio Especial de Júri por Realização (Documentário)

Bing Liu, por Minding the Gap

 

Prémio Especial de Júri por Primeira Obra (Ficção / Drama)

Monsters and Men

 

Prémio de Argumento Waldo Salt

Nancy, dirigido e escrito por Christina Cole

 

Prémio Especial de Argumento (Documentário)

Three Identical Strangers

 

Prémio Especial de Júri por Visão Criativa

Hale County This Morning, This Evening

 

Prémio Especial de Júri por Impacto Social (Documentário)

Crime + Punishment

 

Prémio Público (World Cinema documentário)

This is Home

 

Prémio Público (World Cinema Ficção)

The Guilty

 

Prémio Público (Ficção / Dramático)

Burden

 

Prémio Público (Documentário)

The Sentence

 

Prémio Especial de Júri para Melhor Elenco (World Cinema)

Dead Pigs

 

Prémio Especial de Júri para Melhor Argumento (World Cinema)

Time Share (Tiempo Compartido)

 

Prémio Especial de Júri para Melhor Interpretação (World Cinema)

Valeria Bertuccelli, em The Queen of Fear

 

Melhor Realizador (World Cinema)

Ísold Uggadóttir, por And Breathe Normally

 

Grande Prémio de Júri (World Cinema)

Butterflies

 

Prémio Especial de Júri por Melhor Edição (World Cinema)

Our New President, editado por Maxim Pozdorovkin e Matvey Kulakov

 

Prémio Especial de Júri por Melhor Fotografia (World Cinema)

Genesis 2.0, por Maxim Arbugaev e Peter Indergand

 

Prémio Especial de Júri para Documentário (World Cinema)

MATANGI / MAYA / M.I.A

 

Melhor Realização (World Cinema – Documentário)

Sandi Tan, por Shirkers

 

Grande Prémio de Júri (World Cinema – Realização)

Of Fathers and Sons

 

Prémio Inovação NEXT

Nights Come on (ex-aqueous) We the Animals

 

Prémio Público NEXT

Search

 

Prémio Sundance Institute Global Filmmaking

Dark Money

Search

Of Fathers and Sons

Night on Fire

Court

His House

 

Prémio de Longa-Metragem Sloan 2018

Search

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 13:25
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24.1.18

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A Cura para o Cinema? Nem por sombras …

 

Chegamos à terceira e última parte desta distopia juvenil perdida em becos sem saída. Verdade seja dita, a competência não faz um filme, e Wes Ball por mais competente que seja a dirigir uma grande produção com foco centrado na fatia juvenil, dificilmente consegue bravamente sair do seu próprio registo.

 

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Aqui a questão não é conduzir-se num guia de entretenimentos fáceis, Maze Runner peca, primeiro, pela coerência político-social que uma distopia poderia emanar (ao contrário do anarquismo envolto de revolta em The Hunger Games), e sobretudo por não trazer nada de novo às audiências. A começar pela primeira sequência, uma aspiração a Mad Max sem a orgânica de edição que o anexa, e a terminar na tentativa Senhor das Moscas como desfecho feliz e solucionável a um apocalipse materializado. Grandes corporações que tudo fazem para salvar a Humanidade da iminente extinção, um vírus quase romeriano que gera criaturas desfavorecidas de realismo, e um grupo de jovens imunes inseridos em labirintos sintéticos de forma a descobrir um cura. Sim, até nós questionamos a verosimilhança em tais métodos científicos, como tudo servisse numa máscara circense de forma a injetar adrenalina num cenário pós-apocalíptico (sem acrescentar o facto desta mesma corporação intitular-se de WCKD, uma prolongada piada).

 

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Nada faz sentido, mas mesmo sob o pretexto de “desbelieve” (“abraçar” o incredível), Maze Runner não escapa ileso à homogenia da sua produção. Inconsequente até à quinta casa, longo até mais não (a culpa foi dos dececionantes resultados do segundo The Hunger Games, que deitou por terra o plano de duas partes) e demasiado automático no seu encaixe. Não existe personagens aqui, apenas bonecos com objetivos definidos e até mesmos os “novos” instalam-se como figuras-ferramentas, cuja existência é a solução dos problemas dos protagonistas. Nesse sentido, é o contagio da narrativa videojogo, sem o realce de questões existenciais e dimensionais do seu cenário, tudo é corrido com a passagem de níveis.

 

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Contudo, apercebemos o público-alvo disto, em tempos de smartphones e enxurradas e consumo fácil de informação, esse espectador perdeu a paciência, distrai-se facilmente, e necessita sobretudo de filmes acelerados e demasiado explícitos, narrativamente falando, para merecer a sua atenção. Foi isso que o Cinema e muito se converteu. Alvos fáceis, produções gigantescas e anónimas. Maze Runner: The Death Cure pode não ser a pior “coisa” existente no panorama atual, mas o seu conformismo é sobretudo alarmante. 

 

Real.: Wes Ball / Int.: Dylan O'Brien, Ki Hong Lee, Kaya Scodelario, Patricia Clarkson, Barry Piper, Aidan Gillen, Giancarlo Esposito, Will Poulter, Walton Goggins

 

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3/10
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publicado por Hugo Gomes às 17:35
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A cidade holandesa acolhe, como poderia esperar, a 47ª edição do Festival Internacional de Cinema de Roterdão. De 24 de Janeiro a 4 de Fevereiro, o primeiro grande festival do Velho Mundo demonstrará uma seleção refinada de novos olhares, novos autores e sobretudo, novas experimentações. É por essas e por outras que o evento é reconhecido como um dos mais experimentais do ramo cinematográfico e este ano parece não fugir à regra. Contudo, a edição de 2018 será marcada por uma forte presença portuguesa, distribuída pelas diferentes secções e espaços do festival.

 

Filipa Reis e João Miller Guerra apresentam a sua primeira longa-metragem ficcional, Djon Africa. Integrado na competição principal do certame, Hivos Tiger Competition, a produção  segue Miguel, um jovem de ascendência cabo-verdiana que procura as suas raízes na terra onde nunca pisara, uma viagem que o transformará em algo mais do que a própria memória, ao encontro de um ser que ele próprio desconhece. Quanto ao termo ficcional, os realizadores de premiadas curtas e médias metragens como Fora de Vida (2015), Nada Fazi (2011) e Cama de Gato (2012) afirmaram ao site C7nema que apesar de ser um passo novo, a ficção era uma elemento bem percetível no seu Cinema. O filme conta com argumento de Pedro Pinho, realizador de um dos filmes mais premiados da nossa filmografia, A Fábrica do Nada que é uma das muitas presenças portuguesas da secção Bright Future.

 

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Quanto ao espaço especializado em dar “tempo de antena” a novas vozes, Susana Nobre é outro nome do documentário português a avançar na ficção, sem com isso emancipar-se por completo do seu Cinema. Tempo Comum fala-nos sobre a maternidade e como ela se conjuga com “lufa-lufa” diário, com as carreiras pausadas e como esta realidade torna-se numa experiência a merecer de ser contada. Para Nobre, é um projeto minimal tendo como referência, para além da experiência enquanto mãe, o dispositivo utilizado em Ten, do iraniano Abbas Kiarostami.

 

Em companhia, estão presentes o russo Tesnota, de Kantemir Balagov, vencedor do último Lisbon & Sintra Film Festival, Meteros, de Gürcan Keltek, galardoado no Porto / Post / Doc e a segunda longa-metragem de Valérie Massadian, Milla, também premiada em Portugal (Doclisboa). Esta última, uma coprodução portuguesa, segue as mesmas pegadas do anterior Nana, onde as personagens encaram o ambiente como um refugio. Se na primeira obra, seguimos uma menina de 4 anos que se vê sozinha após uma tragédia familiar, neste deparamos com dois adolescentes inadaptados que encontram consolo em casa abandonadas.

 

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A curta-metragem Miragem Meus Putos, de Diogo Baldaia, estará em competição na subsecção Ammodo Tiger. Visto na última seleção do Indielisboa, eis um retrato de uma geração através de três narrativas distintas. No Bright Future Short, poderá ainda ser visto o novo trabalho de Filipa César (Spell Reel), que em colaboração com o artista Louis Henderson, concebem Sunstone, um ensaio sobre a relação entre a imagem e o colonialismo.

 

João Canijo e o seu Fátima tomam de assalto a secção Voices, outro importante filme nesse espaço é Western, de Valeska Grisebach. Leonor Noivo regressa com a curta Tudo o que Imagino, uma docuficção presente na categoria Long Distance dos Voices Shorts. Já Teresa Villaverde e a sua nova longa-metragem, O Termómetro de Galileu, encontra refúgio na rúbrica Visions, tendo como “colegas” o mais recente de Philippe Garrel (L’Amant D’un Jour), Wang Bing (Mrs. Fang), Bruno Dumont (Jeannette) e F.J. Ossange (em coprodução franco-portuguesa - 9 Dedos com Damien Bonnard e Diogo Dória como protagonistas. A realizadora de Colo, apresenta-nos, segundo ela, “uma homenagem à arte de viver e à vida dedicada a arte", inspirado no trabalho do realizador italiano, Tonino de Bernadi.

 

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A destacar ainda a produção de Paulo Branco, The Captain, de Robert Schwentke, registado na secção A History of Shadows. O filme que em Portugal esteve estreia no Lisbon & Sintra Film Festival leva-nos aos últimos dias da Segunda Guerra Mundial, onde um jovem soldado alemão disfarça de oficial da SS, de modo a sobreviver, sem conhecer as consequências de tal ato, principalmente na questão identitária. Também de produção portuguesa, Zama, o mais recente filme de Lucrecia Martel, encontra-se igualmente inserido na secção.

 

De forma a evitar o seu esquecimento, Luísa Sequeira prepara para mostrar às audiências internacionais o seu filme-investigação Quem é Barbara Virgínia?, sobre a realizadora Barbara Virgínia, a primeira a nível nacional e a primeira participação portuguesa no Festival de Cannes. A mulher que tinha tudo para dar ao cinema tornou-se um espectro e os seus filmes, ora desprezados, ora perdidos (como é o caso de Três Dias sem Deus, onde resta apenas 8 minutos sem som). A sessão será antecedida por Aldeia Dos Rapazes – Orfanato Sta. Isabel De Albarraque, curta de Virgínia que serviu de estudo para a sua estreia e derradeira longa.

 

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publicado por Hugo Gomes às 13:39
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Entre DJs e Cinema!

 

Longo nos primeiros minutos deste If I Think of Germany at Night (título internacional), DJ ATA refere que nos tempos de hoje tornou-se mais fácil fazer música, ser músico, entrar na indústria e converter-se num artista. Se pegarmos neste mesmo discurso e transladarmos para outro território – o Cinema – percebermos o quanto é fácil fazer filmes, ser cineasta, e entrar na dita indústria. Sim, o digital tornou a 7ª Arte numa arte democrática, num jogo de faça você mesmo e que melhor género desse exemplo que o documentário.

 

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Se encontramos fascinação de Romuald Karmakar nestes artistas do mixing, o romper da nova fronteira musical, e como os seus trabalhos influenciam e são influenciados pela sociedade atual, é bem verdade que o seu olhar não transmite a devida catarse. Por entre planos fixos sem fundamentalismos para o “corpus” estudo, entrevistas sem o díptico da conversação (e um evidente esclavagismo das suas respetivas palavras) e, por último, sequências de concerto que não diferenciam em nada aquilo que as plataformas de partilha de vídeo nos oferecem, nada de realmente relevante para o Cinema é indiciado aqui. No fundo, falta-lhe a linguagem devida que possa “costurar” os discursos, as batidas e toda a investigação levada a cabo.

 

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O resultado é nada mais, nada menos que uma preguiçosa construção. Nesse aspeto, é inglório o retrato dos artistas que atingem a hibridez de tons, que rompem fronteiras, e oferecem novas melodias numa manifestação tão estéril. Mas deste mal também sofrem muitos "novos talentos”, encorajados por festivais regidos por esse conceito de “arthouse”. Se existe o cinema com nada para dizer, existe obviamente o outro lado, o discurso sem cinema. If I Think of Germany at Night é esse último caso. Esforço sem talento.

 

Filme visualizado no 15º KINO – Mostra de Cinema de Expressão Alemã

 

Real.: Romuald Karmakar / Int.: Ricardo Villalobos, Sonja Moonear, Ata, Roman Flügel, David Moufang

 

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2/10

publicado por Hugo Gomes às 02:12
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RoboCop poderá regressar ao grande ecrã. Contudo, segundo o argumentista Ed Neumeier, não será nenhuma continuação da “infame” versão de 2014.

 

Neumeier esteve por detrás do guião do original filme de 1987, dirigido por Paul Verhoeven, que tornou-se num sucesso de público, mais tarde convertido a objeto de culto e hoje tido como um dos grandes trabalhos do realizador na sua estadia em Hollywood. Em entrevista à Zeitgeist, o argumentista expressou: "É bom que as pessoas ainda estejam interessadas no RoboCop e eles me façam trabalhar em um novo na MGM neste momento, então talvez vamos ter outro. (…) Nós não devemos revelar muito. Houve vários filmes do RoboCop e houve recentemente um remake, e eu diria que isso é uma espécie de voltar para o antigo RoboCop, aquele que todos nós amamos, e começar daí e seguir em frente. Então, na minha mente, é uma continuação do primeiro filme. Pouco mais da velha escola".

 

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Recordamos que graças ao sucesso do primeiro filme, RoboCop pode gerar duas sequelas, um reboot e duas séries televisivas. O enredo remeta a um futuro próximo, com uma Detroit assolada pela violência e crime. A polícia torna-se incapaz de manter a ordem e segurança aos seus habitantes, sendo que a cooperativa OCP (Omni Consumer Products) encontra a solução. Essa reside na criação de novos agentes da autoridades, híbridos entre humanos e máquinas, e o primeiro exemplar dessa experiência é encontrada no agente Alex Murphy (Peter Weller), morto em serviço. Com memórias apagadas e um corpo “fabricado” ele torna-se no RoboCop. O ator Peter Weller foi o Polícia do Futuro mais uma vez, na sequela direta de 1990, tendo sido substituído por Robert John Burke no último filme da trilogia, em 1993.

 

Uma série com mais de 20 episódios surge um ano depois, com Richard Eden no papel de Murphy e em 2001, RoboCop: Prime Directives, um autêntico fracasso televisivo que se ficou pelos 6 episódios. Em 2014, o brasileiro José Padilha, o mesmo do duo Tropa de Elite, dirige um reboot que se tornou num fracasso, repudiado pela crítica e pelo público. Joel Kinnaman vestiu a pele de RoboCop num filme que contou com os desempenhos de Gary Oldman, Michael Keaton e Samuel L. Jackson.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:36
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21.1.18

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Cidade sob Pressão!

 

Ao levantar do pano, de forma a posicionar o espectador na eventual “viagem”, os letreiros iniciais denominam Los Angeles como a “capital mundial dos assaltos a bancos”. A cantiga da Boston de Ben Affleck (The Town) parece não colar mais aqui. O letreiro da praxe dissipa-se e passamos às primeiras sequências, estas, demonstrando um golpe executado numa carrinha-forte, ao qual à audiência recebe o sabor de e mais um enésimo episódio de violência citadina.

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Mas o tiroteio que se assume como comité de boas-vindas leva-nos a outros lugares, a um déjà vu numa Los Angeles noturna e silenciosa que fora “acordada” ao som do conflito que se desenrola. Nasce assim uma variação, um remake bastardo de uma obra querida de um realizador que mostrou vezes sem contas como um hábil artesão na sua arte, transformar ação num estado de espirito. Falo de Michael Mann e o filme em questão é Heat, o conto de ladrões com honra e de policias desonrosos, o duelo cordial que nasce, vive e morre nessas mesma ruas (citando William Friedkin e o seu esquecido To Live and Die in Los Angeles). Sim, caro leitor, Den of Thieves é um Heat para as novas gerações, e nesses termos é desvendado o grande “calcanhar de Aquiles” desta primeira longa-metragem de Christian Gudegast (argumentista de London Has Fallen): a comparação com Mann. Não existe aquele espirito noturno característico do veterano, nem mesmo o intimismo cruel implantado na selva de asfalto.

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Enfim, Den of Thieves não pretende ser um discípulo copista e procura um novo caminho e possivelmente um trilho paralelo; a de uma linguagem de ficção instalada num pacto de masculinidade falível, e nesse mesmo, Gerard Butler num papel que tanto  lhe condiz e tão bem conhece. Presenciamos o regresso do trágico líder Leónidas de 300, o homem desafiador, respeitado e estimado que se vê encurralado na sua própria tragédia. A prolongação dessa personagem, o espartano agora modernizado e integrado noutro campo de batalha, é como um jogo sujo que Gudegast enriquece numa competição entre dois homens. Dois lideres, cada um posicionado num lado da lei, numa dicotomia ideológica, orientada pelo bando que os segue respetivamente como um esquadrão suicida.

 

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Um enésimo filme de golpe poderia nascer aqui, mas Den of Thieves foi capaz de ser mais que isso, e acima de tudo exibe essa vontade de romper com os rótulos antecipadamente colocados. Todavia, o que realmente falta nesta primeira obra é um certo gosto pela imagem, pela edição para além da óbvia competência, a linguagem visual e a auto-interpretação do próprio cinema. Por outras palavras, um argumentista convertido a realizador carece sobretudo de experiência e emancipação da própria escrita. Fora isso, há ambição aqui, mesmo que o conto seja mais que recontado. 

 

Real.: Christian Gudegast / Int.: Gerard Butler, Jordan Bridges, Pablo Schreiber, Curtis “50 Cent” Jackson, Sonya Balmores

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publicado por Hugo Gomes às 21:31
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Agnès Varda já trabalha num novo projecto, o filme seguirá o seu Visages, Villages (estreado no èe com estreia prevista para Portugal no próximo mês) será novamente um documentário, marcando o regresso com a sua colaboração com Didier Rouget.

 

Ainda sem titulo, Varda considera o seu novo trabalho um "documentário imprevisível", o qual irá representar a sua experiência enquanto realizador, trazendo uma visão especial do que ela apelida de “cine-escrita”.

 

"Este novo documentário, muito original que funciona como uma masterclass pessoal, traz a sua visão em relação à sua arte e que certamente fascinará todos os amantes do cinema no mundo", afirma Juliette Schrameck, da MK2, acrescentando ainda que o documentário contará com uma vários convidados especiais.

 

De momento, o projecto encontra-se em produção, devendo estar finalizado na Primavera.

 

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publicado por Hugo Gomes às 14:26
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Sword in the Stone, que por cá recebeu o título de A Espada era a Lei, é um dos clássicos de animação na fila para receber o seu tratamento de acção real por parte da Disney. De acordo com o The Hollywood Reporter, Juan Carlos Fresnadillo (28 Weeks Later, Intruders) encontra-se em negociações para o realizar. Brian Cogman, um dos argumentistas da série Guerra dos Tronos, encontra-se envolvido no guião.

 

A animação, datada de 1963, tem como inspiração uma história de T.H. White, o qual relata a juventude do iminente Rei Artur. O filme segue a sua aprendizagem e companheirismo com o mago Merlin, terminando na retirada da famosa Excalibur da pedra que o aprisionava.

 

É de notar que este é apenas um dos dois filmes que a Disney está a desenvolver atualmente com base na personagem do mago Merlin. O outro é The Merlin Saga, um filme escrito por Philippa Boyens, mais conhecida pelo seu trabalho no guião da franquia The Lord of the Rings e The Hobbit, e que tudo indica terá Ridley Scott na realização.

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:27
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19.1.18

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O cinema francês estará na ribalta! Filmin.pt dá por iniciado o My French Film Festival, um dos mais prestigiados festivais online que garante aos seus subscritores uma coleção de 25 filmes inéditos. Um leque de longas a curtas-metragens, comédias a dramas de prestigio, premiados e êxitos de bilheteira, desculpas e mais que umas para descobrir ou redescobrir novos talentos da cinematografia francesa.

 

De 19 de Janeiro a 19 de Fevereiro, deparamos neste festival à distancia de um clique, seis secções temáticas, ao encontro do paladar dos seu subscritor. São histórias mirabolantes em What The F...rench!?, com destaque para expedição selvagem de A Lei da Selva (La Loi de la Jungle, 2016) de Antonin Peretjatko, um filme louco que invoca o tão amado Pierrot Le Fou de Godard. Em Hit the Rrroad!, as viagens de iniciação tem como estandarte Ava (2017), de Léa Mysius, que fora premiado na Semana da Crítica, e ainda a comédia Aglaé, À Prova de Choque (Crash Test Aglaé, 2017), de Eric Glavel, que reúne as atrizes Yolande Moreau, Julie Depardieu e India Hair numa “viagem dos diabos.  

 

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A adolescência é o “prato principal” em Teen Stories, o documentário Swagger (2016), de Olivier Babinet, promete fazer as delicias da temática. French and Furious prova ser a secção mais obscura, aí encontraremos obras intrigantes como Pela Floresta Dentro (Dans la forêt, 2016), de Gilles Marchand, sobre progenitores obsessivos e ainda Aconteceu Perto da Sua Casa (C'est arrivé près de chez vous, 1992), de Benoît Poelvoorde, Rémy Belvaux e André Bonzel, um mockumentário (falso-documentário) de culto que arrecadou o Prémio de Júri do Festival de Cannes.

 

Por fim, muito amour com Love à la françcaise, que tal como o título indica, o romance estará no ar nesta seleção, curiosamente também será uma oportunidade de ver uma das primeiras curtas de François Ozon, Um Vestido de Verão (Une robe d'été, 1996).

 

Para aceder ao festival, clique aqui.

 

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publicado por Hugo Gomes às 10:19
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