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Título
Take
31.7.17

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Morreu Jeanne Moreau, a actriz e cantora francesa que certa vez foi referida por Orson Welles como a “maior actriz do Mundo”, tendo colaborado com o cineasta norte-americana em duas longas-metragens, The Trial (1962) e Chimes at Midnight (1965). Porém, a sua face será para ser eternizada na nouvelle vague, mais precisamente em Jules et Jim, de François Truffaut. Tinha 89 anos.

 

Nascida em 1928, Moreau iniciou a sua carreira enquanto interprete nos palcos teatrais, a deslocação para a grande tela deu-se no ano de 1949 com Dernie Amour, de Jean Stelli. Integrou o elenco de filmes da autoria de Becker, Vadim e Malle, mas o grande salto deu-se em terras italianas ao lado de Marcello Mastroianni em La Notte, de Michelangelo Antonioni, em 1961. Regressou à terra natal um ano depois naquele que viria a tornar-se no seu mais célebre filme, Jules et Jim, contracenando com Henri Serre e Oskar Werner. Moreau ainda iria ter uma participação quase figurante em Une Femme est une Femme, de Jean-Luc Godard.

 

A sua carreira contou com mais de 100 filmes, trabalhando com realizadores conceituados desde Jacques Demy até Luis Buñuel, Elia Kazan a Wim Wenders, Luc Besson a François Ozon e com Manoel De Oliveira naquele que seria o último filme do realizador português – O Gebo e a Sombra. Foi distinguida com dois BAFTA, um pela interpretação em Viva Maria!, de Louis Malle, e o outro cedido pela Academy Fellowship, e um Prémio de Interpretação Feminina em Cannes com Moderato Cantabile, de Peter Brook.

 

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Jeanne Moreau (1928 – 2017)

 


publicado por Hugo Gomes às 12:13
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30.7.17

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A nossa "loira atómica"!

 

Vamos fingir por momentos que Charlize Theron não é a protagonista de Agente Especial... sim, vamos supor que ela está ausente do projecto. O que nos resta afinal? Um thriller de acção pingarelho completamente estilizado, cujo estilo, quer estético, quer técnico, engole por completo o que de bom este filme poderia culminar? Sim, exactamente isso!

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Atomic Blonde desloca-nos para os temores da Guerra Fria, mais precisamente nos dias premonitórios da Queda do Muro de Berlim, tudo embrulhado no típico filme de espionagem mais devedor aos tempos musicalizados de hoje do que ao apogeu deste mesmo subgénero na década de 70. Como é de esperar, a premissa envolve-nos um macguffin, um dispositivo que levará a nossa protagonista e as restantes personagens numa extensa corrida contra o tempo, esse que se faz não da maneira cronometrada, mas na reconstituição de época, com a História a ser escrita em paralelo (das promessas da queda do muro até à realização do histórico acto).

 

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Contudo, o objectivo desta intriga, o motivo de desespero destas personagens, não fazem efectivamente o sangue correr no espectador, a responsabilidade encontra-se de facto na saturação do subgénero, na vulgaridade com que o macguffin se converte nos constantes plot twists, ocorridos pontualmente e sem surpresa alguma. Mas todas estas desculpas têm um propósito (calma, ainda não é aqui que entra Charlize). A desculpa é um show off técnico e estético por parte de David Leitch (um dos realizadores de John Wick e futura sequela Deadpool), uma bandeja requintada de sequências de acção desafiadas por uma montagem poupada em cortes e planificações desnecessárias, aliás são os constantes travellings, esses planos sequências quase espaciais que ditam a natureza desta “loira atómica”.

 

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Que em união com a violência gráfica, os stunts sem falhas e devidamente treinados, a decadência de uma Berlim em ebulição e por fim … entramos então naquele ponto inicial … a nossa actriz com esforço e dedicação neste papel fisicamente árduo. Theron dispensa os duplos, é autodidacta e essas qualidades reflectem uma cumplicidade com o olhar clínico de Leitch, esse dinamismo vibrante entre a técnica pensada em prol da acção e não o oposto.

 

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Curiosamente, existem vestígios de um sub-enredo existencialista que parece ocasionalmente demarcar-se da proposta de acção. Quem é esta Atomic Blonde? O que procura ela numa cidade dividida sob a agenda política? “Em Berlim, todos procuram algo”, afirma uma das personagens que atravessa no seu caminho, uma estrada que a guia para uma outra sequência. Enquanto combate capangas no Cinema Kino, é projectado Stalker, de Andrei Tarkovsky, a ficção científica filosófica onde um grupo de personagens tentam alcançar a “Zona”, um local misterioso, perigoso e proibido que realiza os respectivos desejos íntimos de quem o atravessa. Nessa jornada cinematográfica, estas personagens defrontam as suas dúvidas e medos antes de se instalarem na “Zona”, que resulta igualmente no espaço de uma Humanidade cada vez mais guiada pelo seu “umbiguismo”. Cena seguinte temos: “Everything you want is on the other side of fear”, lê-se num dos letreiros visíveis de um clube nocturno de Berlim, essa cidade conflituosa em prol dos seus mais íntimos desejos, um desejo colectivo que não reflecte a dúvida individual da personagem de Theron.

 

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Infelizmente, ficou a sugestão, Atomic Blonde perde esse rasto no trilho, e o que sobra é só mesmo uma dedicada actriz de corpo-e-alma. E sim, é ao adicionarmos Charlize Theron a esta equação que o resultado se torna satisfatório. A actriz torna-se a rainha da acção, a estrela deste palco em ruínas e o resto… bem, o resto, a intriga, os secundários e a direcção, estão somente elementos subjugados a uma realeza apenas.  

 

Real.: David Leich / Int.: Charlize Theron, James McAvoy, John Goodman. Toby Jones, Sofia Boutella, Eddie Marsan, James Faulkner

 

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publicado por Hugo Gomes às 11:34
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29.7.17

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A actriz Bryce Dallas Howard (The Lady in the Water, Jurassic World) poderá realizar Sorta Like a Rock Star, a adaptação do homónimo livro de Matthew Quick. Apesar de ser a sua estreia no formato das longas-metragens, esta não será certamente a sua primeira vez na realização, tendo anteriormente concretizado algumas curtas e um music vídeo dos M-80 com Lily Collins.

 

A ser preparado pela Fox Searchlight, Sorta Like a Rock Star seguirá Amber Appleton, uma otimista estudante de liceu que vive com a sua mãe num autocarro escolar devido a certas complicações familiares.

 

O argumento será da autoria de Ol Parker (The Beast Exotic Marigold Hotel).

 

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publicado por Hugo Gomes às 12:46
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27.7.17

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VENICE FILM FESTIVAL — IN COMPETITION

“Human Flow,” Ai Weiwei (Germany, U.S.)

“mother!”, Darren Aronofsky (U.S.)

“Suburbicon,” George Clooney (U.S.)

“The Shape Of Water,” Guillermo Del Toro (U.S.)

“L’Insulte,” Ziad Doueiri (France, Lebanon)

“La Villa,” Robert Guediguian (France)

“Lean on Pete,” Andrew Haigh (U.K.)

“Mektoub, My Love: Canto Uno,” Abdellatif Kechiche (France)

“The Third Murder,” Koreada Hirkazu (Japan)

“Jusqu’a La Garde,” Xavier Legrand (France)

“Amore e Malavita,” Manetto Bros. (Italy)

“Three Billboards Outside Ebbing, Missouri” (U.K.)

“Hannah,” Andrea Pallaoro (Italy, Belgium, France)

“Downsizing,” Alexander Payne (U.S.)

“Angels Wear White,” Vivian Qu (China, France)

“Una Famiglia,” Sebastiano Risio (Italy)

“First Reformed,” Paul Schrader (U.S.)

“Sweet Country,” Warwick Thornton (Australia)

“The Leisure Seeker,” Paolo Virzì (Italy)

“Ex Libris – The New York Public Library, Frederick Wiseman (U.S.)



OUT OF COMPETITION

Special Events

“Casa D’Altri,” Gianni Amelio (Italy)

“Michael Jackson’s ‘Thriller’ 3D,” John Landis (U.S)

“Making of Michael Jackson’s ‘Thriller,'” Jerry Kramer (U.S.)



FICTION

“Our Souls at Night,” Ritesh Batra (U.S.)

“Il Signor Rotopeter,” Antonietta De Lillo (Italy)

“Victoria and Abdul,” Stephen Frears (U.K.)

“La Melodie,” Rachid Hami (France)

“Outrage Coda,” Takeshi Kitano (Japan)

“Loving Pablo,” Fernando Leon De Aranoa (Spain)

“Zama,” Lucrecia Martel (Argentina, Brazil)

“Wormwood,” Errol Morris (U.S.)

“Diva!”, Francesco Patierno (Italy)

“La Fidele,” Michael R. Roskam (Belgium, France, Netherlands)

“The Private Life of a Modern Woman,” James Toback (U.S.)

“Brawl in Cell Block 99,” S. Craig Zahler (U.S.)



NON-FICTION

“Cuba and the Cameraman,” Jon Albert (U.S.)

“My Generation,” David Batty (U.K)

“The Devil and Father Amorth,” William Friedkin (U.S.)

“This Is Congo,” Daniel McCabe (Congo)

“Ryuichi Sakamoto: Coda,” Stephen Nomura Schible (U.S., Japan)

“Jim & Andy: The Great Beyond. The Story of Jim Carrey, Andy Kaufman, and Tony Clifton,” Chris Smith (U.S.)

“Happy Winter,” Giovanni Totaro (Italy)



HORIZONS

“Disappearance,” Ali Asgari (Iran, Qatar)

“Especes Menaces,” Gilles Bourdos (France, Belgium)

“The Rape of Recy Taylor,” Nancy Buirski (U.S.)

“Caniba,” Lucian Castaing-Taylor, Verena Paravel (France)

“Les Bienheureux,” Sofia Djama (France, Belgium)

“Marvin,” Anne Fontaine (France)

“Invisibile,” Pablo Giorgelli (Argentina, Brazil, Uruguay, Germany)

“Brutti e Cattivi,” Cosimo Gomez (Italy, France)

“The Cousin,” Tzahi Grad (Israel)

“Reparer les vivants,” Katell Quillevere (France, Belgium)

“The Testament,” Amichai Greenberg (Israel, Austria)

“No Date, No Signature,” Vahid Jalilvand (Iran)

“Los Versos Del Olvido,” Alireza Khatami (France, Germany, Netherlands, Chile)

“Nico, 1988,” Susanna Nicchiarelli (Italy)

“Krieg,” Rick Ostermann, Barbara Auer (Germany)

“West of Sunshine,” Jason Raftopoulos (Australia)

“Gotta Cenerentola,” Alessandro Rak, Ivan Cappiello, Marino Guarnieri, Dario Sansone (Italy)

“Under The Tree,” Hafsteinn Gunnar Sigurdsson (Iceland, Denmark, Poland, Germany)

“La Vita in Comune,” Edoardo Winspeare (Italy)



CINEMA IN THE GARDEN

“Manuel,” Dario Albertini (Italy)

“Controfigura,” Ra Di Martino (Italy, France, Morocco, Switzerland)

“Woodstock,” Kate Mulleavy, Laura Mulleavy (U.S.)

“Nato A Casal Di Principe,” Bruno Oliviero (Italy, Spain)

“Suburra — The Series,” Michele Placido, Andrea Molaioli, Giuseppe Capotondi (Italy)

“Tuers,” Francois Truokens, Jean-Francois Hensgens (Belgium, France)



VENICE VIRTUAL REALITY

“Melita,” Nicolas Alcala (U.S.)

“La Camera Insabbiata,” Laurie Anderson, Huang Sin-Chien (U.S.)

“The Last Goodbye,” Gabo Arora (U.S.)

“My Name Is Peter Stillman,” Lysander Ashton, Leo Warner (U.K.)

“Alice, The Virtual Reality Play,” Mathias Chelebourg (France)

“Arden’s Wake Expanded,” Eugene YK Chung (U.S.)

“Greenland Melting,” Nonny De La Pena (U.S.)

“Bloodless,” Gina Kim (U.S.)

“Nothing Happens,” Uri Kranot, Michelle Kranot (Denmark, France)

“The Dream Collector,” Mi Li (China)

“Snatch VR Heist Experience,” Rafael Pavon, Nicolas Alcala (U.S.)

“Nefertiti,” Richard Mills, Kim-Leigh Pontin (U.K.)

“Proxima,” Mathieu Pradat (France)

“In The Pictures,” Qing Shao (China)

“Dispatch,” Edward Robles (U.S., U.K.)

“The Argos File,” Josema Roig (U.S.)

“Gomorra VR – We Own The Streets,” Enrico Roast (Italy)

“Draw Me Close, Chapters 1-2,” Jordan Tannahill (Canada, U.K.)

“The Deserted,” Tsai Ming-Liang (Taiwan)

“I Saw The Future,” Francois Vautier (France)

“Separate Silences,” David Wedel (Denmark)

“Free Whale,” Zhang Peibin (China)

 

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 21:45
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Chega-nos o primeiro trailer da sexta longa-metragem diria por George Clooney, Suburbicon, que estará em Competição no próximo Festival de Veneza.

 

Contando com um argumento dos irmãos Coen, esta comédia negra nos leva a um pacifico subúrbio que depressa se converte no palco dos mais macabros homicídios. Segundo consta, tudo começou com uma invasão domiciliaria que acabou em tragédia e um homem de família que tudo fará para proteger os seus.

 

Matt Damon, Julianne Moore, Oscar Isaac e Gleen Flescher compõem o elenco. Depois do festivais (Veneza e Toronto), Suburbicon tem estreia prevista Novembro nos EUA, provavelmente com olho na award season.

 

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publicado por Hugo Gomes às 21:42
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O progenitor da space opera!

 

Uma adaptação de Valerian em pleno século XXI arrisca-se a repetir os mesmos contornos do anterior flop John Carter. Eis dois filmes que vieram muito depois do seu tempo, projectados numa altura em que a cultura pop e o reino do space opera encontra-se intrinsecamente embebida pelas suas próprias influências (muitas vezes sem ter a percepção que os referencia). No caso da publicação franco-belga, Valerian & Laureline, criado por Pierre Christin, a sua importância serviu de base para muita da “ficção cientifica” hoje tida como fenómeno cinematográfico e cultural, nomeadamente Star Wars, o qual o seu mentor, George Lucas, sempre assumiu ser fã da banda-desenhada e cujas referências o auxiliaram na criação do seu tão amado universo.

 

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Desde a primeira publicação, em 1967, contam-se sensivelmente 50 anos, e Luc Besson, sempre desejoso em converter este legado para o grande ecrã, experienciou tais templantes com o seu Fifth Element (Quinto Elemento, 1997). Sendo um projecto por si arriscado, no seu contexto mercantil (vender space opera fora do conceito Star Wars é uma tarefa quase hercúlea para as audiências estivais), Valerian poderá ser induzido a erro pelas gerações mais novas, o de ser ultrapassado pelos seus descendentes, e equivocamente reduzido a um “frankenstein de ideias”, uma vistosa e histérica criação oportunista. Mas, longe dessa miopia envolvente ao fenómeno Star Wars, que hoje parece ter encontrado os seus piores dias de criatividade com o cunho da Disney, Besson encontra em Valerian mais que o jeito homenagem, o jubilo recorrente à fertilidade de uma imaginação interestelar, como se por momentos o realizador francês propusesse um regresso aos seus tempos de juventude, ao imaginário febril daqueles seus "sonhos molhados” envoltos de naves espaciais e criaturas from outer space, anteriormente apenas possíveis no formato quadradinhos.

 

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Se é certo que em Valerian and the City of a Thousand Planets deparamos com a típica produção destinada ao fracasso comercial (nem o orçamento ajuda a contrariar a premonição), é bem verdade que se esperava uma autêntica catástrofe qualitativa por entre galáxias. Toda esse “segurança”, poderemos assim chamar, advém da sua natureza, despretensiosa e ciente das suas inverosimilhanças. Tudo recorre ao estilo de uma auto-paródia, quer com a matéria-prima, quer com a própria filmografia que Besson astutamente brinca nas entrelinhas. Para além de fazer uma constante perpendicularidade com o seu anterior Quinto Elemento, um caso de “pescadinha rabo-na-boca”, onde o filho torna-se o pai e o pai torna-se no seu próprio filho.

 

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E como é óbvio, 250 milhões de dólares investidos aqui resultam de um visual exuberante que nos remete ao pitoresco e à glória do burlesco criativo. Mas nesse aspecto, Besson é tão próximo de Cameron, tão ligado a esse vínculo tecnológico que suporta a estética do projecto, sempre numa jornada em busca do artificialmente credível, constantemente em confronto com o maior dos seus inimigos – o tempo que nos traz o obsoleto. E é então que o realizador segue os ideais de outro, George Lucas, e o seu paradigma da tela branca, dando asas à criatividade possibilitada pelo CGI e assim adiante, conceber um mundo de raiz. Essa “criação” é nos trazida a largos passos pelos créditos iniciais onde Space Oddity de David Bowie ecoa no profundo espaço, uma montagem de um futuro próximo, atingível daqui a um par de anos, que distancia até dar lugar a este tutti-frutti espacial.

 

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Enfim, Besson sabe o que faz, apesar do argumento o atraiçoar por diversas vezes e o elenco ser mais apelativo para gerações novas e não os eventuais fãs do original “Valeria & Laureline”, sem com isto negar a química existente entre Dane DeHaan e Cara Delevingne, ou da sedução natural de Rihanna num papel desvanecido de ênfase (vista como uma solução argumentativa que qualquer outra coisa). E como se trata de um filme de Luc Besson, existe sempre a tendência de sermos polvilhados com deliciosos pormenores … e porque não, encontrar no meio deste lunatismo, uma metáfora estrelar ao transgenerismo? Fica o desafio.

 

Real.: Luc Besson / Int.: Dane DeHaan, Cara Delevingne, Clive Owen, Rihanna, Ethan Hawke, Alain Chabat, Rutger Hauer, Benoît Jacquot, Louis Leterrier

 

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6/10

publicado por Hugo Gomes às 20:40
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26.7.17

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O Porto Femme Sessions regressa hoje (26/07) ao espaço de intervenção cultural - Maus Hábitos - no Porto, para a sua segunda sessão de cinema no feminino. Esta iniciativa acontece a cada última quarta-feira do mês, tendo como objetivo apresentar ao público perspetivas pouco habituais na arte cinematográfica, visto por muitos como um ofício masculino, sendo que o Porto Femme Sessions pretende contrariar esse senso comum, expondo as suas produções e as dificuldades das mesmas.

 

Enquanto que a primeira sessão se dedicou ao cinema iraniano, a essa resistência não só perante à industria sexista e profundamente tradicional, mas como também à sociedade intolerável proeminente de desigualdades sociais e de género, este segundo tomo focará a animação portuguesa, um programa composto por 6 curtas-metragens de 7 realizadoras.  Serão apresentados os seguintes filmes: “A Gruta de Darwin” de Joana Toste, “Foi o fio” de Patrícia Figueiredo, “Prisioneiros” de Margarida Madeira, “Pronto, era assim” de Joana Nogueira e Patrícia Rodrigues, “Sendas” de Raquel Felgueiras e “Within” de Natália A. Andrade. O Porto Femme Sessions contará ainda com a presença de Margarida Madeira, Joana Nogueira e Patrícia Rodrigues para falarem sobre os seus respetivos filmes e ainda conduzirão um debate cuja temática centra na produção de cinema no feminino.

 

A iniciativa Porto Femme Sessions nasceu em 2016 através da organização da XX Element ProjectAssociação Cultural, sessões tem parceria com o Maus Hábitos e contam e apoio do IPDJ.

 

Para mais informação, ver aqui.

 

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publicado por Hugo Gomes às 12:53
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25.7.17

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Foi revelado o primeiro trailer de Iceman, um thriller do alemão Felix Randau (Nothern Star) que nos leva para os tempos do homem neolítico num dos primeiros crimes da Humanidade (Ötzi).

 

Com estreia mundial no próximo Festival de Locarno, Iceman explora a vingança de Kelab, que viria a tornar-se 5.300 anos depois na primeira múmia, preservado em gelo nos Alpes Orientais (no monte Similaun, na fronteira da Áustria com a Itália). O homem foi vitima de um horrendo crime, ainda hoje descrito como um dos primeiros mistérios da era Holocénica.

 

Iceman conta com os desempenhos de Jürgen Vogel (Die Welle), Franco Nero (Django) e André Hennicke (Victoria).

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:48
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10 Anos!!! Cada vez mais difícil escrever um texto sobre esta data, sobre aquele desejo de despachar textos numa plataforma de internet para depois seguir disto, não só como um hobby, mas como um modo de vida.

 

Sim, já cheguei aquele ponto em que olho para os textos de outrora e já não me revejo neles, sobretudo penso naquilo que evoluí, desde a minha escrita que ganhou uma outra forma e o meu olhar cinéfilo que adquiriu conhecimento e maturidade ao longo desta década. Foi uma jornada e tanto … sim, não foi fácil preservar um blog destes num período tão extenso, equilibrá-lo com a nossa vida pessoal, assim como profissional.

 

Agora, sem mais demoras, porque as palavras estão a escassear, um muito obrigado a quem me seguiu e que continua a seguir-me, a ler os meus textos, a concordar sobre eles, a discordar sobre eles também, a deixar a sua própria perspetiva cinematográfica, entre mais. A esses leitores … aos meus leitores … um muito obrigado! Esperamos continuar a falar de cinema em mais uns valentes anos.

 

CONFORME SEJA AS VOSSAS ESCOLHAS, BONS FILMES!

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 14:32
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Sarah Paulson (da série American Horror Story) irá integrar o elenco de Glass, a sequela de Fragmentado (Split) [ler crítica]. A revelação foi feita pelo próprio realizador, M. Night Shyamalan, através da sua conta Twitter.

 

A atriz irá assim reunir-se com Bruce Willis, James McAvoy, Anya Taylor-Joy e Samuel L. Jackson. Glass, clara alusão à personagem interpretada por Samuel L. Jackson num dos anteriores sucessos de Shyamalan, Unbreakable (O Protegido), chegará entre nós no mês de Janeiro de 2019.

 

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publicado por Hugo Gomes às 13:43
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24.7.17

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"O Génio é uma Bomba H. Claro que podemos aceitar a permanência do talento sem a confundirmos com uma espécie de infalibilidade artística ou imunidade ao erro, que só podem ser tributos divinos"

 

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publicado por Hugo Gomes às 13:06
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23.7.17

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Michelle Pfeiffer e Laurence Fishburne irão participar na sequela de Ant-Man (Homem-Formiga), intitulado de Ant-Man and the Wasp, com estreia prevista para Janeiro de 2018.

 

O anúncio foi feito durante o painel da Marvel Studios no San Diego Comic-Con, confirmando também as personagens que a dupla irá desempenhar. A eterna Catwoman será Janet Van Dyne, mulher do primeiro Homem-Formiga, Hank Pym (Michael Douglas), enquanto que Laurence “Morpheus” Fishburne será Dr. Bill Foster, que nos comics é um dos assistentes, quer de Pym, quer de Tony Stark.

 

O filme manterá o realizador Peyton Reed, e os actores Paul Rudd, Michael Douglas, Evangeline Lilly e Michael Peña regressarão à intriga.

 

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publicado por Hugo Gomes às 13:16
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Morreu John Heard, conhecido como pai de Kevin no díptico Sozinho em Casa. Segundo a TMZ, o corpo do actor foi encontrado por um empregado do hotel onde se encontrava hospedado em Palo Alto, Califórnia.  As causas da sua morte (21/07) ainda estão a ser apuradas pela polícia, mas a mesma fonte acrescenta que Heard foi submetido a uma pequena cirurgia às costas dois dias antes. Tinha 72 anos.

 

Para além do famoso papel nos dois filmes de Chris Columbus, Heard deixou para trás uma extensa carreira principalmente, variada em géneros e trabalhando com alguns prolíferos realizadores de Hollywood e não só (Martin Scorsese, Brian De Palma, Alan J. Pakula, Andrew Davis, Paul Schrader, Robert Redford e ainda Barbet Schroeder). Arrancou a sua careira na atuação no telefilme Valley Forge em 1975, mas foi no cinema que encontrou a sua casa e depressa expandiu os seus dotes. First Love (Seu Primeiro Amor, 1975), On the Yard (No Pátio, 1978), Heart Beat (Um Bater de Corações, 1980), À Maneira de Cutter (Cutter’s Way, 1981), Cat People (A Felina, 1982) e After Hours (Nova Iorque Fora de Horas, 1985) foram algumas das suas interpretações mais importantes.

 

Com a entrada do novo milénio, John Heard começou a restringir-se à televisão, regressando ás suas origens. E foi com séries como Sopranos e CSI: Miami que o ator obteve novamente alguma atenção.

 

John Heard (1945 – 2017)

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publicado por Hugo Gomes às 12:27
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21.7.17

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Ben Affleck poderá deixar de desempenhar Batman, segundo consta The Hollywood Reporter com base numa "fonte próxima da situação". Se caso a informação estiver correcta, o actor pendurará o fato e a máscara do Cavaleiro das Trevas já no próximo Justice League, afastando-se sobretudo do muito planeado spin-off da sua personagem - The Batman.

 

Confrontado com tais rumores, Toby Emmerich, responsável máximo da Warner Bros., declarou: "Ben é o nosso Batman. Nós o amamos como Batman. Queremos mantê-lo no capuz enquanto pudermos". Porém, as fontes evidenciam uma insatisfação do actor ao interpretar a personagem em longo prazo, desde o "bullying" que fora sujeito após o anuncio que iria desempenhar o famoso herói da DC, até à decepcionante recepção de Batman V Superman: Dawn of Justice. A juntar ainda, o seu afastamento, voluntário ou não, da direcção do spin-off e de Matt Reeves, revelado como realizador de The Batman, que "chumbou" o guião escrito pelo próprio ator em conjunto com Geoff Johns.

 

Espera-se outra declaração da Warner Bros. e até mesmo de Affleck durante o San Diego Comic-Con, que encontra-se actualmente a decorrer.  

 

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publicado por Hugo Gomes às 20:02
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David F. Sandberg, realizador de Lights Out e Annabelle: Creation, prepara-se para integrar o universo cinematográfico da DC Comics, Shazam, o outrora conhecido Capitão Marvel.

 

O filme Shazam havia sido falado em tempos, muito devido à escolha de Dwayne Johnson como o arqui-inimigo - Adão Negro (Black Adam). Porém, foi divulgado que esse não será o vilão do filme, por sua vez a personagem antagónica protagonizará um filme próprio. O confronto entre as duas personagens estará agendada para um terceiro filme.

 

Shazam será produzido pela New Line Cinema, subsidiária da Warner Bros., especializado em filmes mais contidos e modestos, e irá arrancar a rodagem em Janeiro de 2018.

 

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publicado por Hugo Gomes às 19:32
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Aquele momento em que Valerian é mais filme que Dunkirk! 

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:44
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20.7.17

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A Lionsgate lançou o primeiro trailer de Jigsaw, o esperado oitavo capítulo da saga Saw, que tem estreia prevista Outubro.

 

Com sete filmes concretizados, Saw tornou-se numa das mais rentáveis sagas do cinema de terror, o qual rendeu no total mais de 800 milhões de dólares em todo o Mundo, números impressionantes tendo em conta que os capítulos não superavam os 50 milhões de orçamento.

 

Iniciado em 2004 por James Wan, hoje estabelecido como um dos mais influentes "homens do terror low cost" (The Conjuring, Insidious), Saw: O Enigma Mortal, remetia-nos à simples premissa de cerco, onde dois homens acordam misteriosamente acorrentados numa casa de banho. Para poder sair desta improvisada "prisão" terão que decifrar um puzzle "montado" por um temido serial killer conhecido como "Jigsaw".

 

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Devido ao sucesso inesperado do thriller, a Lionsgate não teve medidas e lançou todos os anos um novo capítulo. Grande parte destes foram realizados por Darren Lynn Bousman, que não "vingou" para além da saga. O actor Tobin Bell era um dos protagonistas, interpretando o incansável serial killer, tendo como Costa Mandylor o seu cúmplice. Em 2010, devido aos evidentes "cansaços" do filão e do público, lançou-se Saw 3D, que fora prometido como o último capítulo da saga, apostando pela primeira vez na tecnologia de três dimensões.

 

Mandela Van Peebles, Laura Vandervoort, Brittany Allen e Callum Keith Rennie compõem o elenco, enquanto que os irmãos Spierig, Peter e Michael (Daybreakers, Predestination), são os realizadores deste "renascimento".

 

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publicado por Hugo Gomes às 17:57
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19.7.17

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Foi divulgado o trailer do novo trabalho de Michael Haneke, Happy End, o qual marca a sua quarta colaboração com a actriz Isabelle Huppert (The Pianist, Amour).

 

A obra, que também reúne novamente o realizador com o actor Jean-Louis Trintignant (Amour), segue uma família burguesa que tenta sobreviver num cenário de tragédia e de violência.

 

Happy End esteve em competição no 70º Festival de Cannes e ainda não tem data de estreia em Portugal.

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:54
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19.7.17

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… ou será antes Dunquerque?

 

É um bélico sem o sufixo de épico. Christopher Nolan recolhe os factos históricos que rodeiam a evacuação de mais de 300 mil militares aliados em 1940, nas praias de Dunquerque (França), um episódio crucial da Segunda Guerra Mundial que revelou ao mundo a ameaça ignorada que se o tornaram os alemães sob a ideologia nazi. Nessa recolha, Nolan assumiu-se preparado para retratar a batalha e a retirada, essa ferida no orgulho britânico, ao invés de personificar os idos do campo de guerra através de heróis patriotas, ou do maniqueísmo avassalador cujo tema suscita automaticamente.

 

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E se o realizador, de origem britânica a operar em Hollywood, isola um pedaço de "História morta" ao serviço da sua narrativa, novamente contada em três espaços temporais em constante colisão resultante num só quadro, é verdade que todo esse argumento de reconstituição tornam Dunkirk num ensaio dramaticamente vazio.

 

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Ao contrário de Titanic, de Cameron, em que a dita "História morta" entra em serviço do romanesco cinematográfico, neste bélico filme de jeito possante, a romantização está fora de alcance. Aliás, esta é a "nova" Hollywood idealizada por Nolan, numa cruel limpeza ao misticismo e ao simbolismo contraído nos putrefactos ventos saídos dos enésimos campos de batalha. Se fosse só isso, estaríamos calmos e serenos, esperando o reforço vindo da outra margem, mas não. Mesmo que as "vacas sejam sagradas" e "intocáveis", há que reconhecer que a megalomania tomou Nolan e a sua ambição de germinar um "espírito autoral" o atraiçoa, fazendo-o tropeçar nas suas próprias qualidades.

 

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Se foi dito que o realizador é um artesão cuja emocionalidade é zero, eis a prova dessa inaptidão. Para contrariar, como trunfo na manga, surge a manipulação. Dunkirk arranca com a primeira nota de Hans Zimmer e é com ele que o espectador segue sem interrupções até à última da pauta. A ginástica cometida pelo compositor é tanta que chega a executar com mais exactidão o trabalho que estava encarregue a Nolan: o de adereçar às suas "personagens" as emoções necessárias, a tensão das ocorrências, aquela espera de um milagre que se faz hiperactivamente de forma a competir com a (im)paciência da audiência.

 

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É um filme de guerra mirabolante, quer na sonoplastia ensurdecedora, quer na edição "salta-pocinhas" e sob promessa do "time delay". Contudo, é nessa dita edição que não devemos perdoar essa grandiloquência produtiva. Nolan falha na técnica, não reconhece as dificuldades com que se filma em alto mar, em enfrentar as instáveis condições climatéricas marítimas, da coloração que o mar porventura dispõe diariamente.

 

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Não há com que perdoar, Dunkirk tem um orçamento milionário, um realizador com uma liberdade em Hollywood invejável e a tecnologia actual que funcionam como verdadeiros feitos e facilitismos (sem com isto insinuar que grandes produções deveriam estar restringidas a estúdios e a chroma keys). Ou seja, depois de The Dark Knight Rises, este é o novo desleixo de Nolan, para além de ser um filme à sua imagem. Tão subtil que nem um camião-TIR, um peso-pesado sem graciosidade, sem a violência, quer gráfica, quer sentimental, das imagens, ou o constante barulho que retira qualquer experiência sensorial.

 

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"The sweetest sound" clama Mark Rylance ao observar os caças aliados a sobrevoar sobre ele. Poderia ser o "som mais doce", mas Nolan impossibilita essa "audição", assim como é incapaz de nos oferecer o tão aguardado espectáculo que nos prometia. Longe da reflexão humana e social que Dunquerque possivelmente proporcionaria, Nolan atira-nos como epílogo um apelo ao "Novo Mundo" para resgatar este "Velho Mundo" em modo de ebulição. Parece que afinal a "História morta" acaba por ser "História morta"!

 

Real.: Christopher Nolan / Int.: Fionn Whitehead, Damien Bonnard, Aneurin Barnard, Mark Rylance, Tom Hardy, Barry Keoghan, Kenneth Branagh, James D'Arcy

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4/10

publicado por Hugo Gomes às 01:23
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O chileno “psico-mago” Alejandro Jodorowsky e o veterano produtor e realizador Roger Corman serão os homenageados da 11ª edição do MOTELx: Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa, a decorrer entre 5 a 10 Setembro.

 

Espera-se a presenças de ambos no decorrer do Festival, porém, recordamos que Corman havia sido anunciado como “homenageado do MOTELx” na edição passada, cuja vinda foi cancelada devido a problemas de saúde.  O mesmo se pode dizer sobre o chileno surrealista, cuja visita a Lisboa (no âmbito da anterior Mostra da América Latina) também fora cancelada por iguais motivos.

 

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Porém, falando em homenageados, a organização anunciou que irá preparar um tributo a George A. Romero, falecido recentemente, na programação deste ano. Nota-se que o “mestre dos mortos-vivos” esteve presente no MOTELx em 2010, e segundo a equipa do festival “foi a sessão de autógrafos mais longa em 11 anos de evento”.

 

O regresso do MOTELx irá assumir-se como o mais ambicioso até à data, cerca de 14 sessões diárias e mais de 100 filmes inserido numa programação sem precedentes, tendo em conta as palavras dos organizadores durante a conferência de imprensa.

 

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Para além dos habituais Warm-ups (sessões pré-festival), o infanto-juvenil Lobo Mau, os Prémios MOTELx (Melhor Curta de Terror Portuguesa, Yorn Microcurtas), o 11º MOTELx tem como principal novidade a associação com o Passado e Presente - Lisboa, Capital Ibero-americana de Cultura 2017. No âmbito desta colaboração cultural, seremos presenteados com sessões especiais dedicadas a Jean Garrett, um dos nomes incontornáveis do cinema exploitation brasileiro dos anos 70, e ainda, o “desenterrar” de duas produções ibéricas, raras, que de certa forma tentaram preencher o vazio do fantástico no cinema português nos anos 70.

 

A mostra lisboeta de cinema de terror terá lugar no Cinema São Jorge, Teatro Tivoli BBVA, Cinemateca Portuguesa e Júnior, Rua da Moeda, Museu do Berardo, Lounge e Largo de São Carlos (sessões Warm-ups).

 

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publicado por Hugo Gomes às 01:08
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