Real.: David Yates
Int.: Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson, Gary Oldman, Michael Gambon, Maggie Smith, Imelda Staunton, Michael Gambon, Alan Rickman, David Thewlis, Emma Thompson, Helena Bonham Carter
Com a chegada de um quinto ano, as coisas estão um pouco diferentes, há indícios da chegada de um golpe de estado em Hogwarts; desde que Harry Potter (Daniel Radcliffe) fora julgado por usar magia no mundo Muggle em própria defesa, até a substituição de Albus Dumbledore (Michael Gambon) por Dolores Umbridge (Imelda Staunton), que trabalha para o Ministério Da Magia. Harry forma o chamado “exército de Dumbledore”, composto por Hermione (Emma Watson), Ron Weasley (Rupert Grint) e outros, juraram proteger a escola e lutar em honra de Hogwarts e também defender do temível Lord Voldermort (Ralph Fiennes), que quer possuir um antiga profecia e destruir a secreta Ordem Da Fénix.
Afonso Cuaron e Mike Newell deram um novo ritmo a uma saga condenada pela má interpretação por parte de Chris Columbus, desta vez o realizador que tomou rédeas do quinto capítulo do jovem feiticeiro foi o desconhecido David Yates. Este dá-nos uma realização longe da “quase” genialidade dos dois realizadores antecessores e por vezes parece seguir em “piloto automático”. Mas o maior problema está na trama, Harry Potter voltou a ser mais literário recuperando o espírito quase esquecido pelos filmes de Columbus, escurecendo com um ambiente tirado dos dois seguintes. Toda essa trama gira em volta do protagonista (Daniel Radcliffe) que não mau actor, mas que não aguenta ter tanta responsabilidade num filme só, principalmente no que retrata-se a dar sentimentos a sua personagem, o que parece ineficaz, estando mais próximo da inexpressividade de um Keanu Reeves e longe do talento de Rupert Grint e Emma Watson (os seus dois melhores amigos na fita).
Só Harry Potter é destacado, sendo as outras personagens meramente decorativas (mesmo tendo Imelda Staunton e Ralph Fiennes como as melhores interpretações), umas mais que as outras, até Rupert Grint que costuma ter sempre um papel bastante cómico na saga, tem aqui um meramente forçado pilar de Daniel Radcliffe. O filme parece ter interessado mais na drama adolescente de Potter que no desenrolar da situação presente no filme, que parece abdicar de tons apocalípticos.
Mas Harry Potter E A Ordem Da Fénix não é um mau filme de fantasia, longe disso, tem os seus grandes momentos, nem que seja no esplendor dos efeitos especiais, cada vez melhores. Yates tenta tirar partido de várias pegadas marcadas pelos outros realizadores que tomaram rédea da saga, esquecendo do mais importante, dar á fita a sua marca própria, a sua identidade, sem isso tudo desenrola num piloto automatico já eficiente por estudio. Um divertimento saudável, mas sem grande esplendor.
PS- Segundo me consta, David Yates tomará conta da realização do próximo capitulo de feitiçaria, eu espero que esteja mais maduro e mais próprio.
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