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23.2.13

Uma saga difícil de morrer!

 

Passaram 25 anos desde que surgiu nos nosso cinemas, Die Hard – Assalto ao Arranha-céus, uma obra de acção baseado no livro "Nothing Lasts Forever" de Roderick Thorp, a verdadeira ironia de um homem no “lugar errado á hora errada”, John McClane. Foi das fitas mais importantes da carreira de Bruce Willis, se não foi a mais relevante, sendo o responsável pela figura de “action man” que o sempre perseguiu, e verdade seja dita, é muito difícil separar o actor em questão do seu “ambiente natural”.

 

 

Depois de um quarto de seculo, chegamos então ao quinto filme, o realizador do original de 1988, John McTiernan, encontra-se preso, na sua cadeira apodera-se John Moore, responsável pelo incrivelmente péssimo Max Payne (2008), e a nossa estrela está a caminho da casa dos 60 anos, o qual tem direito a dupla e tudo, o cenário deste A Good Day to Die Hard não era desde inicio positivo, infelizmente os receios vieram mesmo a cumprir e este “Die Hard 5” é definitivamente o mais fraco de um franchising de heróis imortalizados. Resolve-se então colocar John McClane (Willis) na Rússia, torna-lo numa espécie de “super-herói” internacional e confronta-lo com um fracassado “choque cultural”, surge então um filho (Jai Courtney, visto na série Spartacus) que ninguém ouviu falar, clara manobra dos produtores que tornam o envelhecimento reconhecido de Bruce Willis a fim de julgarem que necessita de um co-protagonista na luta contra vilões e afins e pede-se a Skip Woods, o argumentista de Hitman, para escrever um guião que pavoneia os mais variados lugares-comuns já definidas pela saga.

 

 

A Good Day to Die Hard parece ter sido escrito e concebido a pensar no circuito direct-to-video, recorrendo a banalidades históricas e a clichés envolvidos com twists sem brilho. Assim somos confinados a um diálogo péssimo e desinspirado, como também a uma realização medonha por parte de John Moore (o homem é incapaz de focar actores, a câmara parece estar em constante sofrimento de Parkinson), até mesmo as sequências de acção, um dos atractivos maiores da saga, assumem protagonismo, mas são vítimas do tal amadorismo, emanando espectacularidade como pura absurdez (a perseguição estrelar é elaborada mas abusiva com os mais variados inverosimilhanças). Por fim ainda temos espaço para questionar os motivos que levaram o actor Sebastian Koch (Black Book, The Live of Others) a entrar nesta colossal trapalhada. Dinheiro ou fama internacional?

 

 

Este quinto Die Hard é algo esquecível, anos-luz da obra impar de 1988, um filme de acção milionária que nos faz remeter a um Hollywood desesperado e com ultimo recurso em ressuscitar os seus lendários heróis. A contar pelo aquilo que vimos, A Good Day to Die Hard poderá ser interpretado como um veiculo para novas continuações da saga, com direito a novo protagonista para novas gerações.

 

“The shit we do for our kids. Yipee Ki-Yay motherfucker!”

 

Real.: John Moore / Int.: Bruce Willis, Jai Courtney, Sebastian Koch, Mary Elizabeth Winstead, Yuliya Snigir

 

Ver também 

Die Hard 4.0 (2007)


 

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publicado por Hugo Gomes às 18:10
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