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25.7.07
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A ferida Frida!

 

Controvérsia!! E não é pelo facto da figura inserida nesta cinebiografia ser a da sempre acesa artista Frida Kahlo, cujas suas criações advinham sobretudo do seu sofrimento (da poliomielite até ao seu acidente rodoviário) e do seu activismo politico e de género. Não, a referida “polémica” surge da escolha de Salma Hayek, a popular actriz de imensos produtos série B (com principal destaque nas suas colaborações com Robert Rodriguez), para interpretar a incontornável personalidade.

 

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Contudo, descansemos, Hayek chega a ser o melhor (a par com o esforço de Alfred Molina) que este trabalho de Julie Taymor tem para nos oferecer. Sobretudo quando falamos de uma obra “pintada” sob um academismo inóspito, inserida no modelo formatado do telefilme. A esta altura do campeonato, sabemos perfeitamente que um elenco de luxo não faz um filme e sobretudo quando as temáticas são estabelecidas por uma linha de montagem de estúdio sob o selo de “awards watch”, como se a reciclagem fosse vendida como produto de prestigio. E é pena que somos presenteados com um automatismo de fazer figura, e que a artista homenageada seja colocada na mesma imparidade que muitas outras, vítimas do “apetite” deste subgénero [biopic].

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Falta aqui a personalidade necessária, sobretudo tendo em conta que estamos perante numa das incontornáveis da nossa História recente e mais a importância dela enquanto mulher (numa altura que se discute consideravelmente a igualdade de géneros). Ainda sobre a emancipação feminina sempre anexada a Frida, esta reduzida a tópicos de agenda, engana-nos com as proclamações de um projecto dirigido por uma mulher. Não há compaixão nem intuição feminina, é tudo sob o toque “oscarizado”. Salve-se Salma Hayek, apesar de tudo.

 

Real.: Julie Taymor / Int.: Salma Hayek, Alfred Molina, Edward Norton, Geoffrey Rush, Antonio Banderas, Ashley Judd, Mia Maestro

 

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publicado por Hugo Gomes às 16:00
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