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13.1.13
13.1.13

O amor impossível de Florbela!

 

Depois de Quinze Pontos de Alma, o cineasta Vicente Alves de Ó volta a adquirir o formato de romance clássico para concretizar uma das mais esperadas biografias cinematográficas do cinema português: Florbela, a obra que relata um dos momentos mais frágeis da vida da poetisa e símbolo da emancipação feminina em Portugal, Florbela Espanca. “ E é amar-te assim perdidamente” palavras suas porém sempre questionadas pela própria autora, desempenhada por Dalila Carmo, uma figura frágil de alma inquieta que se perde pela vontade de amar, porém sem saber faze-lo.

 

 

Florbela assume assim como uma espécie de recriação psicanalista da personalidade retratada, atirando-a às fases da sua vida mais intensas, como o fim do seu segundo casamento que termina de forma violenta até chegar á trágica morte do seu querido irmão, Apeles (Ivo Canelas), cujo avião despenhou-se no meio do rio Tejo (provavelmente a única pessoa que realmente amou). Vicente Alves de Ó executa um belíssimo filme em termos visuais, invoca o abstracto e o onírico para abordar do seu estado de alma e evita de certa forma a aprofundar a polémica da suposta teoria de relação incestuosa com o seu irmão. Este é um biopic há muito não visto no nosso cinema, matéria inexplorada devidamente no nosso panorama cinematográfico, um tipo de filme que não envergonha comparações até mesmo com algumas obras hollywoodesca do mesmo género, as interpretações são eficazes com claro destaque para a química entre Carmo e Canelas e o desempenho de Albano Jerónimo como o mártir de marido de Florbela.



 

Contudo há que salientar as grandes falhas desta Florbela, as personagens secundárias são algo estereotipadas, a sua composição narrativa é demasiado esquemática e a pouca alusão á sua obra escrita e o seu génio não favorece a fita como biografia. Vicente Alves de Ó consegue um filme belo, profissionalmente eficaz e longe da linguagem televisiva que hoje abate o nosso cinema.

 

Real.: Vicente Alves do Ó / Int.: Dalila Carmo, Albano Jerónimo, Ivo Canelas, Rita Loureiro, José Neves, António Fonseca



 

7/10
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publicado por Hugo Gomes às 17:50
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1 comentário:
De Frederico Daniel a 16 de Fevereiro de 2016 às 22:36
"Florbela": 2*

"Florbela" tinha tudo para ser um filme esplêndido, mas foi apenas razoável.

Cumprimentos, Frederico Daniel.


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